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Seqüestro de Santo André

Corra que a polícia vem aí

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
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O trágico caso de amor contrariado protagonizado por um jovem fora de controle nos colocou cara-a-cara, mais uma vez, com algumas de nossas piores mazelas.

Ao longo de toda a semana passada, em Santo André, bastava olhar ao redor do apartamento onde estavam Lindenberg, Eloá e Nayara para ver, por exemplo, uma cidade castigada pela desindustrialização do ABC paulista, pessoas lutando diariamente para manter a dignidade em meio à degradação das condições de vida, redes de TV em busca da audiência fácil a custa de dramas pessoais e políticos oportunistas tentando, digamos, ganhar alguns minutos a mais de horário eleitoral gratuito.

Na sexta-feira, no entanto, tudo o mais ficou em segundo plano diante de mais uma convincente demonstração da incompetência de nossas polícias militares.

Não foram poucas as provas de falta de preparo para lidar com situações como aquela. Em primeiro lugar, explodiu-se uma porta sem contar que atrás dela haveria móveis pesados para dificultar a entrada. Em seguida, o policial que entrou pela janela parecia mais um gatuno atrapalhado do que um agente treinado. Eloá, baleada na cabeça, foi retirada do apartamento com desleixo tal a ponto de seu ferimento esbarrar no jaleco do médico que tentava abrir caminho para socorrê-la. Por fim, cinco ou seis homens fardados levaram um tempo constrangedor para conseguir imobilizar um jovem franzino.

Mas a maior controvérsia teve origem no dia anterior, quinta-feira daquela semana, quando, diante das câmeras e com espantosa naturalidade, Nayara voltou à condição de refém depois de ter sido libertada dois dias antes em troca do religamento da energia elétrica no cativeiro.

Muitos mentidos e desmentidos se seguiram à cena insólita. O comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo alegou que a menina tinha orientação para ir até determinado lance de escadas, a fim de “ajudar nas negociações”. A mãe da Nayara, no entanto, diz que ela saiu de casa para falar com Lindenberg ao telefone.

No domingo, no programa “Fantástico”, da Rede Globo, o instrutor da SWAT Marcos Val foi categórico quanto à atitude de enviar uma refém libertada de volta ao cativeiro: “Eu sinto vergonha de ser brasileiro e saber que a polícia brasileira fez isso”.

No intervalo do “Fantástico”, no entanto, o comercial do filme “Última Parada 174”, de Bruno Barreto, parecia lembrar a audiência que o desgosto de Marcos há tempos é compartilhado por todos, ou quase todos.

Caro leitor, como você avalia a atuação da polícia no caso do sequestro de Santo André? Você acredita que agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais realmente ouviram um tiro ante da invasão do apartamento? O que você acha da volta de Nayara à mira da arma de Lindenberg? Há alguma justificativa para uma menina de 15 anos “ajudar nas negociações”?

 Nesta sexta, escolhemos os seguintes livros para a premiação:

"Serial Killer – Louco ou Cruel?", de Ilana Casoy;
"Planeta Índia", de Mira Kamdar;
e "A cidade do Sol", de Khaled Hosseini.

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

49 Opiniões

  1. Milton G Guimaraes disse:

    Não se pode analisar um fato como esse de um ponto de vista estritamente particular.Como também não podemos faze-lo como esse que ocorreu nos EUA, levando o mundo a uma crise sem precedente, são crimes premeditados e anunciados, nao ver quem nao quer ver. Ambos são frutos da grave crise moral, ética e econômica que devasta a sociedade capitalista em um período negro da nossa história. Somos governados no âmbito regional e mundial por presidentes sem nenhuma qualificação moral, que, para favorecerem as forças politicas que o apoiam, nao se furtam de mentir, caluniar, invadir paises e assassinar milhares de pesoas. Esse fato, em Santo André, é tão somente uma ocorrencia menor daquilo que presenciamos diariamente nas nas ruas do Iraque e Afeganistão, são interligados, frutos da globalização.

  2. João Demetrio disse:

    "É fácil falar de touros;difícil é entrar na arena"(Ulisses Guimarães).
    Amigos,
    Depois dos fatos nos resta apenas a indignação.Poderia escrever tanto que daria para transformar minha opinião em uma tese de pós-graduação em Ciências Sociais, mas vou resumir meu pensamento em apenas uma constatação deste artigo:a desindustrialização, não só do ABC paulista, mas um fenômeno que se observa em tantas outras cidades brasileiras que traz como consequência uma cruel má distribuição da renda no país. Pergunto: quanto ganha aquele policial que entrou pela janela (que parecia ser uma janela de casinha de boneca, de tão pequena).Como comparar o treinamento de um agente da "SWAT", que se vale de um aparato tecnológico ( máquinas de raio-X, o "GAT" ou o "BOPE" tem?)com um soldado que provavelmente tem que se valer de períodos de férias para fazer um treinamento que justifique seu status de agente especial.É difícil aceitar o fato de que vivemos em cidades onde a violência nos faz lembrar cenas de guerra civil vistas em outros países (aqui no Rio de Janeiro, um pequeno trecho de uma avenida super-movimentada em Bonsucesso é chamada "faixa de Gaza".Por quê?Alguém é capaz de "adivinhar"?).Para não me tornar enfadonho, finalizo acreditando que um dos caminhos para minimizar este e outros problemas encontra-se no Congresso Nacional, que tem o dever de elaborar leis e não retalhos na nossa legislação e também no Executivo, que deve repensar numa justa distribuição da renda, através de melhor aplicação dos fabulosos recordes de arrecadação dos nossos suados impostos. Acredito que somente assim as palavras contidas no preâmbulo da nossa "Constituição Cidadã", que completou 20 anos no último dia 5 de outubro, possa deixar de ser uma mera retórica e passe a ser uma realidade.

  3. Marcelo Rios disse:

    A POlícia Militar de São Paulo foi na contramão do bom-senso, das táticas de negociação com sequestradores e principalmente mostrou que a lei, não é prioridade. O que importa é o circo montado para a mídia. Afinal, em tempo de negociação de aumento de salários e crise que está vendo mais forte que um tsunami, porque não parecer na tevê negociando e sensibilizando pais, avós e o público em geral ávido por tragédias e desgraças alheias? Faltou, ainda, avaliar que em caso de desequilíbrio de sequestradores é melhor salvar duas vidas. Está na hora de reapalherar a Polícia, reescrever a forma com se faz jornalismo e esperar que as autoridades encarem segurança como assunto primordial e não como algo que deve ser pensando só nas situações emergenciais.

  4. Gabriela disse:

    A Polícia não está preparada e nem orientada quanto à forma de agir. Uma Polícia que briga entre si, conforme episódio recente não é capaz. Claro que não se podia prever o que aconteceria, porém faltou preparo. Esse despreparo colocou as reféns em perigo e isso é injustificável para o grupo de Ações Táticas Especiais. O Criminoso estava armado, nervoso, sem uma boa noite de sono por quase uma semana! Tentou-se um desfecho heróico, mas a Polícia não é feita de Super Homens ou Super Políticos. O período eleitoral induziu ao risco. A pressão pela solução mostrou o total descontrole na situação. Depender da Polícia é correr risco de morte.
    Quanto à situação da adolescente Naiara passou-se por cima do Estatuto da Criança e do Adolescente:
    “Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da Criança e do Adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.”
    “Art.. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”
    (negrito meu).
    A família tem todo o direito de abrir um processo. Não que isso minimizaria o drama psicológico da situação sofrida, trama que vai acompanhá-la pelo resto de sua vida, porém é preciso dar um basta. Leis e Estatutos são manuais de conduta. Desprezá-los é desprezar a vida humana e o “poucos direitos” que conseguimos.

    Gabriela
    Ibirité/MG

  5. Dorival Silva disse:

    Que a nossa polícia é nojenta todos sabemos. Mas o nível de incopetência mostrado neste caso é demais. Mandar a menina de volta é um absurdo. Não atirar no rapaz com pena dos 22 anos dele é outro. A inépcia da invasão também.

    E o coronel mentindo que invadiram depois de ouvir um tiro, o que foi desmentido por Nayara? E o Serra apoiando o coronel?

    Tudo absurdo. Se fosse no Japão esse coronel se suicidava de vergonha…

    de Tribobó, RJ

  6. Maria Helena Silva disse:

    Sei que esse ato já teve, ao menos, duas "cópias" nesta semana, infelizmente. Uma delas aconteceu hoje, em Franca, SP.

  7. Henrique Takimoto Jasa disse:

    Este caso só mostra com um pouco mais de clareza a realidade atual de nosso dia a dia, aonde não podemos confiar nossas vidas em polícia, médicos, etc. Afinal, não tem como uma garota de 15 anos ajudar numa negociação, a não ser que a polícia tenha finalmente admitido á público que é inútil demais, a ponto de não ter outra escolha. A minha mais sincera indignação me remete a dizer sempre que não sou brasileiro, não sou estrangeiro, sou de lugar nenhum!

  8. paulo henrique penha sp disse:

    acho que a policia agiu certo pois ninguem aguentav amais aquela situaçao.
    se tivesse atirado no rapaz a policia e ser criticada tambem, acho que o unico foi ter permitido que nayara voltasse a apartamento e ter criado toda uma rerpecussao negativa antes mesmo de solucionada a situaçao.
    o que restou foi que perdeu se uma vida que o trauma vai ficar para sempre sempre na cabeça de nayara e de seus familiares.
    o amor nao existem mais?

  9. Luis disse:

    Quando estudava engenharia um professor sempre dizia que a melhor obra será sempre aquela em que poderíamos retocá-la após tê-la concluída. O aforismo remete-nos à ilusão de que sempre haveremos de fazer as coisas melhores do que de fato foram feitas… Tenho a impressão de que se se pudesse avaliar as consequências de suas ações, a polícia teria agido de outra forma que não essa, o sequestrador não teria atirado (ou até mesmo não teria sequestrado as meninas), a polícia teria sido mais severa não deixando a Nayara voltar ao cativeiro, a polícia teria atirado no rapaz em algum dos vários momentos em que essa situação se mostrou exequível etc. E, a depender de cada uma dessas situações, o desfecho poderia ter sido igualmente tão dramático. Agora está-se constituindo em verdadeiro pandemônio em querer achar o culpado pela morte da menina Eloá. Ora, todos vimos que a prerrogativa de matar as meninas sempre foi do rapaz e decerto as questões técnicas irão provar isso. À polícia restará a sensação de que poderia ter feito de maneira diferente se pudesse minutos antes, antever as consequências que de fato ocorreram. Aí o mundo seria perfeito como muitos desejam, mas certamente não seria habitado pelo homo-sapiens!

    Luis, SP

  10. Felipe Capixaba disse:

    Eu começo a minha "pequena grande observação" com a seguinte pergunta: qual seria o melhor caminho para o trágico desfecho de Santo André, no ABC paulista?
    Muitos falam, às vezes sem pensar, que o melhor seria a polícia meter uma bala na cabeça do seqüestrador. Isso não seria de tudo um mau, pois se o tiro acerta-se o mesmo, é bem provável que este estivesse morto agora. Porém, e se o mesmo tiro dado no seqüestrador acerta-se a jovem Eloá? De quem seria a culpa?
    Vimos que a nossa polícia é despreparada e não conseguiu resolver um caso que, para muitos pareceu tão simples, mas que na hora H foi bem mais complicado do que todos imaginamos. Ta certo que, a polícia militar de São Paulo demorou a agir na situação, mas, pensando e tentando estar no lugar da polícia, o que poderíamos fazer com os mesmos aparatos dos policiais? Será que conseguiríamos fazer metade do que eles fizeram?
    Quanto à declaração do Instrutor da SWAT, Marcos Val, que por sinal é da minha terra (ES), acho que ele está certo em dizer aquilo. Mas, como disse o senhor João Demétrio "como comparar o treinamento de um agente da "SWAT", que se vale de um aparato tecnológico ( máquinas de raio-X, o "GAT" ou o "BOPE" tem?)com um soldado que provavelmente tem que se valer de períodos de férias para fazer um treinamento que justifique seu status de agente especial?".
    Tento responder a essa e a mais perguntas do tipo com apenas uma frase: (negrito) falta de competência com o dinheiro público.
    Acredito que, essa frase resume todo o nosso alarde de despreparo, ineficiência e, principalmente, irresponsabilidade com o "cidadão brasileiro”; quanto ao caso da Nayara, nem tem o que se discutir. ERRARAM FEIO E, AINDA POR CIMA, COLOCARAM SUA VIDA EM RISCO POR CAUSA DA FALTA DE COMPETÊNCIA ÉTICA, JURÍDICA E PROFISSIONAL.
    Acho também que, a IMPRESSA não deveria dar tanta relevância ao caso, como deu. Eu acredito que, no máximo uma nota coberta no jornal diário seria suficiente, e não esse monte de câmeras e repórteres que ficaram na frente da casa da menina Eloá, como URUBUS a espera da vítima.
    Trabalho em uma emissora de televisão e estudo Comunicação Social/ RTV e, desaprovo qualquer atitude que a imprensa tomou mediante o fato ocorrido. Acredito que os nossos telejornais, radio jornais, revistas e jornais diários, deveriam se ater mais ao fato de publicar matérias de forma mais coesas e sem rodeios. A imprensa serve para divulgar, denunciar e colocar o povo, relativamente, mais informado diante dos acontecimentos diários, não a chacinas que dá mais ibope para o meio de comunicação.
    Foi por causa da imprensa, que parte do ocorrido, terminou tragicamente. Até parece que ninguém, nem mesmo os jornalistas e donos de meios de comunicação, nunca assistiram a filmes, noticiários e, principalmente, televisão. O bandido sempre está atento para tudo que está acontecendo diante dele. Ainda mais Lindemberg. Ele possuía uma TV ao seu lado e assistia a tudo que estava sendo mostrado pela imprensa diariamente.
    Por tanto, acredito que falto despreparo também dos meios de comunicação que, deram maior relevância ao fato, do que deveria ser.
    Acredito que devemos rever os nossos meios de comunicação; será que estão realmente preocupados com a notícia ou estão querendo mais audiência?
    Sei que muitos vão dizer que estou fazendo uma pergunta mais que obvia de resposta, mas, lembrem-se, na hora do intervalo comercial, muitos zapeiam suas TVs atrás de mais informações, mesmo sabendo que estas possam ser IRRELEVANTES para seu dia.

    Felipe
    de Cariacica/ES

  11. Levi Machado Filho disse:

    Sabem qtos reféns morreram nos últimos 10 anos em negociações do GATE de SP?
    Apenas 2. Isso é número de primeiro mundo.
    Infelizmente inúmeros erros aconteceram nesse episódio. Que as famílias chorem as suas tragédias e a polícia se aprimore e extirpe os maus comandantes de suas tropas. Mas daí a demonizar uma grupo como o GATE vai uma distância muito grande. Faço então outra pergunta: Pq nossa imprensa olha tão criticamente as polícias e ameniza o caráter terrorista das Farc e do MST, por exemplo? Será que há muita fumaça no meio do caminho entre fatos e ideologia?

  12. Dani Barros disse:

    Claramente sabemos que a polícia em nosso país não esta preparada para nenhum tipo de ação. Independente do Lindemberg ter atirado antes dos policiais entrarem na cena do crime, não justifica a má atuação dos polícias. A volta de Nayara para o apartamento, é o reflexo do despreparo do comandante. Contudo, menina Nayara, de 15 anos, sim poderia ajudar na negociação, pois, ela é amiga de Lindember e Eloa. Por fim, a polícia do Brasil, não sabe lidar principalmente com o seu emocional, fazendo com que reflita em seu trabalho.

  13. ROSANGELA FRIEDRICH CAMARA disse:

    O que mais nos deixa indignados é o fato de vermos inúmeras vezes, reportagens que dizem que a nossa polícia estava sendo treinada pela SWAT americana para enfrentar situações como esta, que é uma das mais bem preparadas do mundo, que o GATE faz treinamentos severos também com o mesmo intuito, protagonizados, inclusive na ficção, pelo tão comentado TROPA DE ELITE, que, teoricamente, enfrentaria situações muito mais elaboradas. O que temos é novamente a discrepância entre o que se diz e a realidade dos fatos. Esta é a conclusão a que se chega quando se avalia este caso, por ter se tornado público, e tantos outros que não chegam à mídia.
    Quanto ao tiro, disparado ou não, e que poderia ter salvado a vida de Eloá se não o fosse, mais uma vez permanecerá em incógnita, pois sabemos que a “pressão” para que a polícia não seja desmentida é grande. Ficará “o dito pelo não dito”, os comentários irão à exaustão e depois tudo se esquece (como sempre). Alguém mais falou sobre o caso Isabella, por exemplo?
    Já a volta de Nayara à mira do assassino, esta não dá para perdoar. Em qualquer lugar do mundo, para qualquer leigo, como somos, que se questione se o fato de permitir que um refém volte ao cativeiro tem justificativa, a resposta será ”Não”.
    Cada refém que sai da mira do assassino, normalmente, é um trunfo, uma vitória para o negociador da polícia. Se nossa polícia está precisando da ajuda de uma menina de 15 anos para solucionar um caso de seqüestro, imaginem do que não precisarão para outras situações.

  14. ANTÔNIO CARLOS ALVES disse:

    Antes de comentar a ação desastrada que culminou com mais uma morte de uma jovem, gostaria de lembrar como uma pessoa jovem(o assassino LINDEMBERG)consegue armas e para que? O princípio começa por aqui para que armas? Elas só existem para uma finalidade> DESGRAÇA seja por morte, ferimentos e marcas que nunca se fecham. Para que o ser humano precisa desta porcaria.
    Pagamos muitos e caros impostos, tributos, laudêmios, taxas e outras coisas que vão na bolsa e bolso de todos nós e não vemos esses recursos para saúde e prevenção, educação e cultura, saneamento e habitação, transportes e meios alternativos de locomoção, segurança pública e por ai vai.
    E o motivo para isso é muito dinheiro, muita corrupção e quase nenhuma vontade de melhorar esta terra maravilhosa de governos pífios entrando um saindo outro com a mesma identidade de desfaçatez, descalabro e e descaso pela [res pública] ou coisa pública.
    Neste episódio que houve em SANTO ANDRÉ, possivelmente e infelizmente ocorrerá em outras locais deste país.
    A polícia é reflexo de quem a comanda e reflexo da sociedade que elege quem comanda esta polícia. Portanto, para criticar, devemos nos criticar primeiro por colocar governantes que não tem nenhum compromisso com a realidade da sociedade que governa. Aí sim devemos criticar a ação ou inação da polícia pelas falhas clamorosas que resultaram na morte de ELOÁ. Do jeito que vivemos com esta QUALIDADE DE VIDA(?) apregoada, muitos outros crimes ocorrerão como este. Lamentavelmente.

  15. Maria Helena Silva disse:

    A equipe do Fantático procurou um brasileiro que é instrutor da SWAT, em Dallas. Tudo bem, ele deu o aval dele – baseado na cultura norte-americana, é claro. Apontou várias falhas e, em algumas soluções, propôs que a polícia atirasse no bandido.

    Não que eu seja contra ou a favor disso, mas achei sem ligação nenhuma um telejornal do porte e da relevância do Fantástico colocar uma questão dessa forma. Considero uma comparação descabida. Se lá tem pena de morte, a prisão aqui não é maior do que 30 anos! Não tem como comparar, as raízes são radicalmente diferentes. O que ocorre, com isso, é estimular, inclusive, um repúdio ainda maior por parte da sociedade em relação à polícia (deve ser, sim, criada uma crítica, mas baseada em argumentos contundentes, com raízes históricas do local trabalhado).

    A não ser que eles queiram realmente criticar o sistema vigente. Mesmo assim, é complicado você transmitir nacionalmente comparações enraizadas em culturas tão diferentes. Espectadores de todos os tipos têm acesso, com e sem cultura. Achei um pouco descabido, comparação desleal…

    Sei que muitas coisas podem ser analisadas. Por exemplo, o instrutor da SWAT criticou as transações se prolongarem por cinco dias. Ele disse que não se passam de 24 horas lá. Caso contrário: invasão. Isso é legal? Muito! Ia minimizar o sofrimento de todos os envolvidos. Mas ele estava falando do grupo de elite da polícia americana! Aqui a coisa é diferente, infelizmente.

    Será que se a polícia realmente atirasse no criminoso não seria tão criticada quanto? Estamos em uma situação onde a mídia e a população intervêm no meio do processo. E aí…?

    Só para lembrar que estamos em um país onde foi feito um filme sobre o bandido "coitado" do ônibus 174…

    O Brasil faz o indivíduo ir de bandido a herói por ser vítima dos "males da sociedade"…

    Atirar nele?! Certo ou errado? Talvez incomum para os brasileiros – o que pode ser confirmado com o filme supracitado. Acho que os brasileiros letrados olhavam com espanto (não por serem contra ou a favor, mas por verem coisas diferentes do cotidiano), outros assinavam embaixo, esquecendo-se que seriam os primeiros a apoiarem os direitos humanos caso a história fosse diferente.

  16. Patrícia disse:

    a policia foi a maior culpada pela morte de Eloá, não quis trabalhar no fim de semana. Não houve desparo nenhum antes deles invadirem. A menina também não era nenhuma santinha não, agora sim ela virou. porque foi pro céu.

  17. Marcelo Cruz / Rio de Janeiro disse:

    _ É realmente lamentável saber que depois de tantas horas de negociações e tentativas, o desfecho deste acontecimento tenha sido assim, tão trágico.
    _ Penso até que, o grande e principal erro tenha sido justamente esse; O tempo excessivo nas negociações.
    _ Sem dúvida, houveram inúmeros erros por conta da polícia; Mas, não podemos condenar os policiais, antes de avaliar algumas condições.
    _ Por exemplo:
    (1º)_ Mais de 50 horas de plantão, deixam qualquer profissional, em péssimas condições de atuação. (Em qualquer área de trabalho)

    (2º)_ O efetivo da nossa polícia, não dá opção da troca periódica de profissionais qualificados, no período máximo de 12 horas. (O quê seria o ideal numa operação de longa duração)

    (3º)_ Houve sim, um barulho forte, antes da explosão da porta; Mas que não foi reconhecido pelos peritos, como um estampido de arma de fogo.
    _ Talvez, fosse o barulho de algum móvel sendo jogado atrás da porta pelo seqüestrador, na intenção de fazer uma barricada; Tendo em vista, as declarações da própria refém em depoimento a policia, onde ela afirma que o seqüestrador fez a "barricada" segundos antes dos policiais explodirem a porta. O quê explicaria perfeitamente o fato da polícia não estar contando com a tal "barricada" e o forte barulho, que poderia perfeitamente ter sido causado por este objeto grande, sendo jogado atrás da porta.
    _ O que, por certo, poderia ter confundido facilmente um grupo de policiais numa operação com mais de 50 horas de duração.

    (4º)_ Em relação ao fato da refém libertada (Nayara), ajudar nas negociações da policia junto ao seqüestrador; Eu acho que ela era de fundamental importância para a negociação com os envolvidos, por ser amiga do casal. Mas, não poderiam permitir em momento algum, que ela retornasse ao interior do cativeiro.

    (5º)_ A falta de um negociador especializado em "conflitos conjugais", foi um fator importantíssimo a ser considerado.

    _ Resumindo…
    Mais de 50 horas de negociações, deixam todos muito atordoados.
    _ Seqüestradores, reféns, policiais … Todos acabam sendo vítimas das limitações do corpo humano.

  18. Letícia Antunes disse:

    Despreparada, e totalmente equivocada. Eles estavam a todo o momento preocupados em preservar a vida de um bandido, pois se matassem ele, seriam julgados muito mal pela população. Porém, se ele matasse alguém a polícia tinha feito de tudo para que isso não ocorresse. A invasão fui absurda, pois eles demonstraram que não houve nenhum preparo para adentrarem no apartamento. É muito estranho ter havido esse tiro antes, pois nenhum dos repórteres que estavam lá ouviu um estampido de arma de fogo, as únicas pessoas que afirmam são dois morados do conjunto de apartamentos e os próprios policias. E a pessoa mais importante para afirmar isso é a adolescente Nayara, pois ela estava lá, e ela assim que recebeu alta hospitalar deu seu depoimento para os policias, no qual ela afirma não ter ocorrido nenhum disparo antes da invasão da policia, ela também conta que Lindemberg começa com os disparos contra ela e sua amiga Eloá após o arrombamento da porta. Mesmo depois desse depoimento o comande continuou declarando que terei acontecido sim esse disparo, e que a garota poderia ter se enganado, entretanto hoje, dois dias depois ele declarou que seus policias poderiam ter se equivocado quanto se houve ou não o tiro. Isso mostra que ele já entrou em contradições, o que é muito provável que esse tiro não tenha ocorrido. E quanto o retorno da menina ao cativeiro é algo absurdo, em nenhum outro lugar do mundo havia acontecido isso, fui uma declaração da policia de que eles estavam sem saber como agir diante de um jovem descontrolado e sem expectativa de vida. Isso se agrava mais ainda por se tratar de uma pessoa menor de idade, que já tinha passado por um trauma ficando refém por 2 dias. Poderia ser que a presença dela ajudasse nas negociações, mas isso era papel para os policias, e não para uma ex-refém que já teve sua vida nas mãos de um pessoa totalmente descontrolada e com uma arma de fogo apontando para ela e sua amiga.

    Sou de São Paulo.

  19. jose souza disse:

    lamentavelmente a policia paulista vacilou! não houve preparo. tudo bem que os homens estavam cansados, afinal 100hs. de negociação deve desgastar qualquer um, mas isso não justifica o despreparo da polícia. vimos a dias atrás polícia contra polícia, começou aí o despreparo, mas aí é outro caso. na verdade acho que a polícia deve ser preparada emocionalmente, pois lidam com vidas, e o trabalho deles é também preservar vidas. como admitir que Nayara voltasse para o cativeiro? esse crime foi cometido pela polícia? e se nayara estivesse morta agora? vamos repensar??????????????

  20. barbara praseres disse:

    No momento de invasão do apartamento foi sim agido de forma certa, porém o tempo que ficou mantida refém extrapolou, a polícia deveria ser autoridade perante o seqüestrador não deixando ele fazer o tempo dele, e sim a polícia agir no tempo certo.

    O tiro foi evidente, até filmado foi, como que a outra moça sequestrada diz que não houve tiro?? ela está fora de si, não esta sabendo mais o que está dizendo.

    As evidências confirmam o tiro, o próprio seqüestrador na entrevista admite que atirou na menina.

    Está até parecendo fama para ambos, devido à equivocação de ambos (seqüestrador e vítima), porém o seqüestrador admite a culpa e a Nayara simplesmente parece que o defende que esta ao lado dele.

    Nayara foi uma estratégia para tentar convecer o seqüestrador a larga a vítima, só que o plano da polícia não foi muito bem estruturado devido ela voltar ao cativeiro e correr o risco novamente de vida.

  21. Thiago Fonseca Barros disse:

    A atuação da polícia foi totalmente falha. A começar pela duração do seqüestro, permitindo que o seqüestrador tivesse tempo mais que suficiente para pensar em todas as possibilidades de desfecho desse caso. Ao final das contas, ele sabia que, matando ou não, o destino dele seria o mesmo, que a garota não voltaria para ele e que a polícia e os próprios presos de sua futura prisão iriam descontar sua ira nele… Com isso, o que temer? Matou, sem ressentimentos!

    Quanto ao tiro, o mesmo foi ouvido, porém a invasão do local foi muitíssima desastrosa! Um absurdo total, depois de todo aquele tempo e avaliação do local, que cometessem erros básicos de qualquer ação em ambientes como aquele. O princípio básico de qualquer invasão é saber qual o melhor local para adentrar ao recinto, qual a melhor tática… nada foi preparado!

    Quanto à Nayara ter voltado à cena do crime, isso é totalmente inconcebível! Além de manterem todo aquele tempo nas negociações, ainda permitem que a refém volte à cena do crime… Não era apenas Eloá que estava refém de Lindenberg… a própria polícia também estava!

    Mas com isso tudo, eu avalio como um excelente exemplo para as próximas atuações da polícia em casos como esse. Foi um exemplo do que não deve ser feito e cabe uma reflexão muito extensa acerca desse fato para que não tenhamos novas Eloás vítimas da nossa própria polícia!

  22. Lúcia Alves Linhares Ramos disse:

    As vezes um caso policial pede uma atitude rápida e inteligente. O tempo de colocar um sonífero no alimento enviado ao sequestrador e reféns poderia ter sido a única chance de um final feliz.

  23. Thiago Freitas disse:

    Teve atuação? Parecia mais um desses “fala que eu te escuto”, absurdo pensar que o comandante da operação estava com o devido controle, filmagens demonstraram perfeitamente o quanto ele estava sensibilizado com o ocorrido, não teve o mínimo discernimento em encontrar palavras de conforto ou amedrontamento, não fez idéia do quanto estava crítica a negociação, se é que precisava ter uma. Verdade é que o tão temido Grupo de Ações Táticas Especiais não estão nada preparados, policial não saber subir uma escada, imagina subir um morro.

    Bom quanto ao tiro, fica muito difícil dizer, o único estrondo que pude ouvir foi o da bomba, sabe-se lá porque, deflagrada.

    Devolver uma refém liberta? Completamente inexplicável!

    Garota de 15 anos “ajudar nas negociações”? É o cúmulo do absurdo!

    No devaneio da sociedade brasileira esquecemos-nos que estamos vivos, princípios éticos não existem mais, amnésicos tem vários de plantão, quem deveria ser eloqüente e dar exemplos dão vexames, quem deveria manter a ordem confirmam tamanha desordem, mas calma só esperar acontecer uma grande tragédia que o povo esquecerá tudo, tenho 26 anos lembro-me plenamente de no mínimo 10 de vergonha. “Vergonha de ser brasileiro”? Acho que não?! Vergonha do meu país por quem nos faz passar vergonha? Calma aí, não fui eu quem colocou dinheiro na cueca, não fui eu quem vendeu aquelas terras, não fui eu quem fez a dívida externa… é não foi eu.

  24. Mildred disse:

    Este é o tipo de discussão que só prejudica. O cara era bandido, ele ia atirar na menina uma hora ou outra, independente das trapalhadas (como querem chamar) da polícia. O que eles deveriam ter feito era atirar na cabeça dele logo na primeira vezz que ele apareceu na janela. O problema é que a polícia não fez isso porque SEMPRE VÃO EXISTIR PESSOAS COMO VOCÊS que são marionetes da mídia que só está desviando a atençao para uma falha da polícia e se eles tivessem feito isso , hoje quem estaria enterrado seria ele ( O BANDIDO) COMO HERÓI, COITADO, QUE ERA BONZINHO E FEZ TUDO POR AMOR.
    Tenham dó, né! Por isso que isso não é país, por causa de uma mídia interesseira, de uma organização chamada "DIREITOS HUMANOS" cujo nome deveria ser "DIREITO DOS BANDIDOS" e porque tem um monte de “maria vai com as outras”, que não pensa que este tipo de atitude só serve para levantar a moral de bandido. É por isso que nos EUA, ninguém fica filmando ação policial, é proibido entrevistar bandido, e a ordem de matar dos policiais não é sequer discutida. Vamos por os pingos nos “is”, bandido é bandido, não tem essa de coitado, foi ele quem atirou, e quem atira na CABEÇA é para matar, se ele quisesse ou só estivesse “assustado” acertava em qualquer lugar. Infelizmente a polícia fica de mãos atadas e quem fica dando crédito para estas conjecturas só está ajudando a impedir que eles façam o que deveriam ter feito … matar o cara, antes que ele o fizesse.

  25. Mauri Toni Dandel disse:

    A participação trágica de programas vespertinos da TV brasileira no seqüestro ocorrido em Santo André está dando mais o que falar do que o crime em si. Se já eram ruins estes programas ficarem com o costumeiro besteirol, imagina agora.

    Esta semana experimentamos perder um tempinho para conferir a programação durante a tarde em vários canais de TV. Foram alguns minutos para deixar a gente abismado com tanta besteira!

    Eis a programação: meia dúzia de canais vendendo cadeiras no Céu e prometendo o Paraíso se você entrar na igreja deles. Meia dúzia de canais fazendo leilão de boi, cabrito e cavalo. Na outra meia dúzia de programas, uns estavam vendendo quinquilharias pras donas-de-casa e os outros, com aquela enganação de mandar mensagens e comprar o mundo com alguns centavos.

    Além do mais, tinha alguns canais do governo com discurso requentado de figurões políticos. E, por fim, mais meia dúzia de canais com programas “noticiando” a vida dos “famosos”, uma babaquice sem tamanho! Nada de programa infantil, nada de programa esportivo ou filme que preste, nada de cultura, nada de informação ou entrevista.

    Eis as notícias: vagabunda troca jogador X pelo pagodeiro Y. “Artista” colocou 1 litro de silicone nos peitos. Jogador de futebol vai pra motel com três “mulheres” e tem uma surpresa! “Atriz famosíssima” (reserva da auxiliar de figurante) está grávida e não sabe quem é o pai. Termina namoro da “cantora” – que ninguém conhece uma música sequer, a não ser a bunda e os bustos avantajados – com o João-Ninguém da novela X.

    Que te importa saber que uma piranha que namorava o Zé-Mané da banda Y teve um “affair” (palavra chique e que significa meter um par de chifre no atual) com um ricaço e foi por amor verdadeiro? Vai dizer que você não estava doido pra saber que aquela “celebridade” estava dando o golpe do baú no filho do neto do amigo que é tio do grande empresário do ramo de muamba da 25 em São Paulo!?

    E mais: jura que você não ia dormir a noite de tão preocupado que estava se aquela mulher-fruta passava fome antes de fazer um “nu artístico” pra revista masculina. Como você ia viver se não soubesse que aquele cara cheio dos hormônios fez filme pornô e não foi pelo dinheiro!

    A pergunta que não quer calar: isso não é muita “cultura” inútil para uma tarde só?

    À propósito: pior que estas coisas são contagiosas que as páginas de variedades de revistas, jornais ou sites, também viraram a mesma porcaria, com raríssimas exceções.

    A mensagem positiva do dia: “Somos responsáveis por aquilo que nosso filho, no futuro, vai aceitar como certo ou errado. E, lembre-se: crianças seguem exemplos e ações. Nunca, jamais, os pequenos norteiam-se apenas pelas palavras”.
    (PS: mais detalhes no blog mauridandel.blogspot.com)

  26. mauri tonidandel disse:

    Os programas fúteis das tardes de alguns canais da nossa TV brasileira resolveram dar uma de salvador da Pátria pra querer convencer, ao vivo, no ar, o seqüestrador de Santo André a se entregar pra polícia. A que ponto chegamos, dos postes erguerem a pata fazerem pipi nos cachorros! Coloquem-se nos seus devidos lugares!

    Ora, se estes programas querem mostrar “famosos” (leia-se desconhecidos que mendigam espaço em programas ocos) que mostrem eles fazendo alguma coisa útil. Será que nenhum “famoso” ajuda algum projeto social ou tem histórias para contar de seu “trabalho” ou “carreira”?

    Basta estes programas transformarem estas pautas em coisas úteis e não esta futilidade toda que impera na TV brasileira. E nunca, mas nunca mesmo, queiram dar uma de investigadores ou policiais! Será que esta tragédia não poderia ser evitada? Estes programas que fiquem mostrando as incríveis receitas de como fritar ovo se é pra se meter no trabalho da polícia!

    Datena que é taxado erroneamente por ser um cara polêmico e apresentar um programa sensacionalista, mais uma vez, mostrou porque merece nossa admiração. Ele teve coragem de dizer que também tinha o celular do seqüestrador, mas que tinha que separar as coisas, porque jornalista é jornalista e polícia é polícia.

    Ora, convenhamos, desde quando alguém que apresenta programinha tabajara pra desocupado assistir, vai ter condições de negociar com um seqüestrador! Ora, deixem isso pra polícia, pra quem é preparado para isso. Como diz o Datena: “vão se catar!”

    À propósito: porque deputados querem interferir no trabalho de jornalistas que investigam corrupção, em vez de se preocupar com babaquices de programas vespertinos da TV?

    A pergunta que não quer calar: você tem coragem de contar para seus filhos ou netos que você assiste programas “tão culturais” como estes?

    Já que as vezes, muitos agem como crianças, deixamos o nosso recado com uma mensagem positiva do dia: “Preparar os filhos ou as crianças para a vida é uma das mais árduas missões de todo o ser humano. Assim, muitas falhas podem acontecer, naturalmente. Porém, conhecê-las é uma atribuição de todos nós, preveni-las e repará-las, é atitude de poucos, mas de gente honrada e de bom senso”.

  27. Rosevel Rodrigues Pereira disse:

    O primeiro passo para entendermos este desfecho hediondo é identificarmos a atual relação dos jovens. Uma relação do ficar onde prevalece o amor autômato que por ser tempestuoso, logo se desfaz. Porém um dos lados pode criar um fantasia amorosa e ao ser abandonado o desequilíbrio emocional aparece junto de ações imprevisíveis. O segundo passo é entender o processo familiar de ambos os lados. O rapaz abandonado pelo pai, já o pai da menina procurado pela polícia. As referências familiares influenciando no comportamento desses jovens. Daí partirmos para o seqüestro. Desespero afetivo emocional na tentativa de reatar o namoro envolve outras pessoas diretamente e indiretamente. Surge a polícia despreparada representada por seu mediador. Seria importantíssima a presença de um psicólogo para mediar as conversações. Inviabilizar a infiltração da imprensa via telefônica, pois esta fez perguntas as quais aprofundou o quadro emotivo do rapaz com único objetivo – o sensacionalismo barato que infelizmente dá audiência. O ponto crucial deste desfecho foi o retorno totalmente irresponsável de Mayara. Rasgaram os Direitos das Crianças e dos Adolescentes (ECA), publicamente.
    Todo este relato evidencia o total desequilíbrio de nossa sociedade que prioriza valores diversos menos o valor humano.

  28. simone voigt disse:

    Fico me perguntando estamos vivendo num País a onde crianças como Nayara tem que ser enviada para negociar com criminoso…a policia que teria que fazer este papel nao consegue e coloca a vida desta menina a prova de fogo…despreparada??? acho que está não é a palavra certa eu diria que a polícia no Brasil está vivendo o apocalipse….e que nós estamos saindo de casa sem saber se vamos voltar…que Deus conforte o coração da familia de Eloá e que perdoe não só o criminoso mais também a polícia do Brasil como um todo.

  29. Leandro Massoni Ilhéu disse:

    Um caso de amor que termina em uma morte de uma jovem adolescente. Vítima da ignorância e da falta de consciência de um jovem que não mediu esforços e, sabendo da situação, atirou em Eloá.
    A polícia demorou muito para fazer o resgate. Precisou de mais um tiro, e depois das 100 horas de apuros e sofrimentos, conseguiram libertar Nayara, mas já se era tar de para Eloá. Jovem de 15 anos, o tiro passou pela região do cérebro. Fulminou as esperanças de vida de uma pessoa que tinha tudo pela frente. E como vai ficar? Como pode o ser humano, que ama, que faz de tudo ao seu parceiro(a), ter um simples, diria, "ataque de ciúmes", tolo e sem sentido para fazer o que fez. Para que isso? Já não tinha mais como Eloá sentir algo por Lyndenberg. Já tinham terminado, acabou, e passou.

    A polícia, voltando ao assunto anterior, tinha de tudo para detê-lo na hora. Era apenas entrar e fazer o serviço. Devolver Nayara para o inconsequênte Lyndenberg foi o pior erro que eu já vi. Deixou-o mais forte para fazer ainda pior com as duas.
    E nisso, se deu a morte de Eloá, e graves ferimentos faciais em Nayara,que já foi atentida, com a realização brilhante de uma cirurgia para reconstruçção facial. Graças á Deus, ela ficou bem, mas Eloá acabou tendo um final trágico. E a culpa agora, é de quem? Da plícia, pois não agiu certo na hora do sequêstro? De Lyndenberg e seu amor sem limites, até para a morte? E de quem então afinal?

    Estou plenamente inconformado, é triste em dizer, mas o Brasil ta perdendo, e feio para a bandidagem. Está agindo muito tarde. E esse delinquente, não há outro castigo a não ser uma prissão de 30 anos ou até bem mais, prissão perpétua a um sujeito, disfarçado de "ovelhinha boazinha", mas quando sabe que não dá, vira o "lobo", que matou de decepção seu pai, que mora no Nordeste, de desgosto, e a família de Eloá, que tanto o apoivava na relação dele e de Eloá. Só ele mesmo irá perceber e refletir em sua consciência o que ele causou para o Brasil, para a sociedade em si, e em todo o mundo. Isso não foi um erro, foi um desastre, sem reparação.

    Que Deus abençõe Eloá. E que se há uma verdadeira justiça aqui na terra, que se faça. O povo não pode sofrer assim. Terá medo de sair da própria casa se for desse jeito. Agora no bairro do Jardim Brasil aconteceu um caso bem parecido de uma outra menona de 15 anos, assassinada á tiros por mais um que, por incr´[ivel que pareça, era como Lyndenberg: Trabalhador, bom menino. Mas se deixa levar à tanta bobagem de ciúmes, que, já não dá mais pra dizer.

    Será assim nossas vidas? De medos, de incertezas? Como deve estar a mãe de Eloá e dessa outra jovem, e de outros pais, mães e familiares, que ao ver esses casos, começam à sentir inseguros e sem o que dizer, pois é tanto absurdo matar se você ama a pessoa. Se ela não queria mais nada com Lindenberg, acabou, pronto! Sem conversa. Mas como a teimosia falou mais alto. O ego pronunciou mais do que a consciência de um cidadão, que até então era trabalhador esforçado.

    É evidente uma coisa: Os jovens perderam os valores de antigamente. Mas há como reverter essa situação? Sim, basta sentir a consciência e buscar o amor real, que não mata e nem deixa as marcas de ciúmes e inveja. Basta ter a pureza e amar por gostar realmente da pessoa, e não para matar e usá-la como objeto ou coisa que lhe pertence. O Mundo requer uma grande dose , tamanho família de amor verdadeiro, e não de uma disputa sem vencedor. Pois como vocês vêem, apenas há um perdedor, que se chama Lyndenberg, que achava que se mata-se ganharia, mas perderá uma vida de sonhos e lutas atrás das grades, e a dignidade e o respeito que todos tinham por ele antes do crime, que por sinal, um erro sem concerto. Amor não se joga para ser o melhor e dizer que têm posse de tudo, como pensava o "príncipe do gueto", que perdeu o reinado e perdeu a vida por falta de juizo e de caráter humano, e fez o que fez, e que deve pagar muito caro.

  30. Robson disse:

    Mais uma vez constatamos que a polícia está despreparada para resolver casos como esse que aconteceu em Santo André. E, na hora de mostrar ação porque todos estão cobrando uma ação, a pressão traz os resultados são negativos. Agora, lamentável mesmo, é a imprensa mais uma vez em busca de audiência a qualquer custo, que trata como um "007", pessoas como o Lindenberg; a população que mais atrapalha do que ajuda, agindo como se fatos como esses quae nunca acontecem por aqui e colocando mais "lenha na fogueira"; decisões tomadas de forma precipitadas, onde a emoção dá lugar á razão e entre tantos males da nossa sociedade.
    Que a justiça seja feita? Que justiça? Esse fato vem trazer á tona todos os nossos defeitos como cidadãos brasileiros. E ainda perguntamos porque isso tudo acontece…

  31. Varley disse:

    Discutimos nesse instante se houve ou não um tiro que precipitou a trágica ação policial em Santo André. Como discutimos quem teria jogado a pequena Isabela Nardoni do 6º andar. O pai ou a mãe? Como discutimos ainda por dias e dias quem teria entregue os três adolescentes para serem executados por traficantes. A meu ver, discutimos, debatemos e nem nos damos conta de que, quem puxa o gatilho é a sociedade como um todo. É a sociedade que mantém armas em casa, é a sociedade que aceita a livre vinculação de publicidade de vícios, é a sociedade que se cala ante as leis que incentivam a marginalidade. Leis frouxas que propiciam com que a maldade humana cresça e se fortaleça. Maldade essa que ocupa mentes fracas, mentes que são facilmente manipuladas por uma mídia gananciosa, e sem nenhum ou pouquíssimo escrúpulo. Essa sociedade “livre”, que cobra o dizimo nas catedrais repletas mentes de esperançosas e ingênuas. Essa sociedade nepotista, coorporativa é também a mesma que transforma em cinza o verde.
    Noutros paises esse caso de Santo André, teria sido resolvido com uma mira telescópica, e perícia de um policial treinado, mas aqui, fosse feito assim, a sociedade manipulada, teria culpado a policia por tirar a vida de um jovem que julgando amar, teria o direito de ameaçar, fazer de refém e matar o amor da sua vida.
    Me pergunto até quando o fulano vai matar o inocente sicrano, e depois de julgamentos, recursos, indultos e outros tantos meios permitidos por leis que a sociedade criou, recebe liberdade e conseqüentemente o direito de matar novamente?
    Em Santo André, errou a policia, por ter se deixado levar pelo o que a sociedade ia pensar, ao ver morto o assassino apaixonado. Errou o assassino, porque não entende nada de amor. Errou a sociedade porque é ela que cria a própria tragédia cotidiana e sequer consegue ensinar aos seus filhos o que é amor.

  32. Evandro Correia disse:

    Como diz a música do Chico Buarque: "Chama o ladrão!"

  33. Milton G Guimaraes disse:

    Creio que foi uma imitaçãa gorsseira de ocorrencias nos Estadoas Unidos na decada de 1930. Em um país que são assassinados quase cem mil pesoas por ano, o sequestro de uma jovem por um ex-namorado "apaixonado",é manchete 24 horas. Se não se desse a publicidade criminosa, seria resolvido entre os familiares. Mas a mídia precisa faturar, sem nada pagar aos figurantes. E quando toda a opinião já estava no limite, que tal uma tragédia final. Agora mais discursões, talvez quem sabe , um dos protagonista se lance a um cargo eletivo. O mundo pegando fogo e nos (eles) olhando o umbigo sujo…..

  34. marcelo hazan disse:

    ontem,eu enviei um texto e o mesmo não foi publicado , será que houve algum problema? Talvez não o tenha escrito numa linguagem adequada?
    Agradeço a atenção.
    Marcelo Hazan

  35. Glória disse:

    Gostei também do que escreveu o Elio Gaspari a respeito disso tudo, dizendo que no Brasil é mais fácil uma menina de 15 anos entrar no covil de um sequestrador do que embarcar em um avião.

  36. Adilson Rocha disse:

    tem que punir a polícia tambêm por isso. Não é punir cortando horas estras ou coisas semelhantes, mas sim demitindo por justa causa e ainda respondendo processo. Isso é ó mínimo que se pode fazer por puní-lo.

  37. MARCUS disse:

    Siguinte:Se fosse aqui no Rio a pulícia resolvia tudo no primeiro dia.
    Entrava, matava todo mundo e pronto.

  38. Tacyana Viard disse:

    Acredito, sim, que a polícia poderia ter sido mais eficiente. Erro fatal é grave. No entanto, comparar a polícia brasileira à americana é absurdo. Lá, são outras leis, regimentos e cultura. Aqui, as condições são totalmente diferentes e sabemos disso. Antes de chegarmos à polícia, devemos passar pelos altos escalões.
    Daí a ter vergonha do Brasil da forma como o consultor falou, é um pouco demais.

  39. Ana Dulce Bandeira disse:

    Acredito que o erro mais grave do Gate tenha sido deixar que a mídia se envolvesse tanto no caso. Aliás, como sempre acontece no Brasil. E o que sempre acontece aqui também, a vitimização do bandido: vide o novo filme de Bruno Barreto, Última Parada 174. Se Lindemberg tivesse sido morto pela polícia, iriam chamá-lo de vítima tanto quanto a Eloá.

  40. E. Coelho disse:

    Uma jovem morta, outra ferida e delinquente ileso.

    Afinal, isso era previsível quando a polícia usa armas com balas de borracha e o bandido arma de verdade.

    Até quando a vida de um bandido continuará valendo mais do que a de qualquer cidadão decente e cumpridor dos seus deveres.

    Em qualquer país do mundo o bandido sequestrador receberia uma bala na cabeça, afinal, foi ele quem fez a escolha.

    Até quando os direitos humanos serão usados somente para proteger bandidos. Direitos humanos para os humanos direitos!

  41. Maria Amélia disse:

    Quanta estupidez. Bandido bom também e bandido morto? O equívoco dos ignorantes é achar que os direitos podem ser seletivos. Junte um monte de gente pensando assim e a coisa não acaba bem.

  42. Flávio Lawall disse:

    Onde a ignorância, Maria Amélia ?

    Seria daquele que privilegia a vida do algoz assassino, em prejuízo da vida de uma inocente vítima ?

    Ou daquele que chama a isto de "seletividade de direitos" ?

    Pior… Tivessem os pobres policiais estourado os miolos do delinquente em tempo, e estas mesmas pessoas (dos direitos humanos) que os acusam de falhar em relação à vítima, diriam então que não era preciso tanta violência com o "coitado".

    Verdade é que em um país sério tempo "razoável" de negociação com um louco destes não passaria de 24 hrs.

    Com amarras como estas, é preciso ser um louco para ser policial em um país como o nosso.

  43. Slivio Ramos Jr disse:

    Bom pessoal ,acredito eu que existam vários fatores e que realmente no resultado final de tudo a ação policial foi um fracasso , mas o GATE é super treinado o que eu acredito foi que um Coronel da PM ,quando assumiu a operação tirou do comando um comandante do GATE (o Giovanini) que antes da morte de Eloá já tinha comentado com o promotor que estava lá negociando também que o sequestrador tinha um comportamento suicida.Não creio que foi falta de preparo mas falta de equipamentos e de análise. Pois o GATE não possuía nenhuma microcamera até mesmo porque se a refem voltou ao cativeiro era ali a hora de estar um policial de campana ,e já que a lambança estava feita que a moça então estivesse com uma microcamera consigo. Outro lance também na hora da invasão policial o GATE não estava posicionado taticamente foi meio que uma invasão feita por intuito e não tática ,até mesmo um arrombamento manual seria melhor do que a bomba que assustou o sequestrador ,ele se sentiu acoado e atirou.Vimos também claramente a equipe colocando a escada com o maior desespero. Pra mim isto caracteriza uma faca de dois gumes pois se matam o bandido falariam “ah,porque não esperou mais ,porque não negociou mais um pouco ?´´ e depois vimos o que deu nem precisa de comentários. Do ponto de vista da atual situação da opnião pública a imprensa teve muita liberdade a ponto de entrevistar o meliante ,e isso fez ele se sentir o “centro das atenções´´isto foi um erro que permitiram . E finalizando em minha opnião não houve tiros antes da explosão não as vezes pode ser que se ouviu um estampido, acredito que ali todos já estavam em alto grau de estresse a ponto de até o policial ter cismado em ouvir tiros .
    Deveriam ter estabelecidos limites ao meliante até mesmo porque ele estava oscilando seu comportamento e quando as coisas chegam neste ponto pode apostar ,nem muita negociação deveria ter uma vez que essa instabilidade deixou claro que ele queria matar as meninas e por sorte a Nayara está viva .

  44. jorge dos santos silva filho disse:

    Gente por favor, que polícia é essa que da mais valor a vida de um bandido do que de um cidadadão de bem? fico preoucupado em pensar que ainda existe pessoas que pensam dessa forma, é só o que tenho q dizer!!

  45. Bruno disse:

    Como eu escrevi anteriormente e não quiseram colocar no ar, não sei o "por que" o pai dessa tal de Eloá é procurado pelo provável derramamento de sangue de pessoas inocentes e agora o sangue de Eloá(sua filha) também foi derramado. Acho até que a justiça foi feita. Semelhante acompanha semelhante, se ela namorava esse marginal é sinal que ela também tinha conhecimento de quem era ele e das possíveis consequências e se a outra moça a Nayara era amiga dela, também não era lá flor de se cheirar. Ambas tinham plena consciência de seus atos.
    Talvez a polícia tenha até cometido erros, mas não foi a polícia que obrigou Eloá a namorar um marginal, a polícia não obrigou Nayara a ter amizade com pessoas duvidosas como Eloá e Lindenberg, enfim: quem tem menos culpa nessa história é a polícia.
    Espero que vocês do OPINIÃO E NOTÍCIA um jornal sério que acredito que sejam, e não um saco de batatas omisso, coloquem no ar essa minha opinião, afinal não ofendi ninguém, só expressei minha opinião verdadeira sobre o fato.
    Desde já agradeço pela atenção de vocês do opinião e notícia.

  46. vera lucia disse:

    A polícia tem culpa sim ; mas não é a única culpada; culpo toda a sociedade por "omissão"… ontem (20/12) foram mortos MAIS meia dúzia de jovens na maré…que presente de Natal essas mães receberam?DEUS…é a história do navio afundando e o português agarrado à sua mala dizendo que não importava porque o navio não era dele…

  47. Bruno disse:

    Vera Lucia, isso tudo é culpa dos governantes, corrupção, falta de estrutura das famílias, libertinagem e vagabundagem desses adolescentes e jovens de hoje em dia, e também inconsequência dos mesmos. A Polícia não tem culpa disso tudo.
    E dizem que esses jovens são o futuro do nosso país.
    Nossa!!! Que futuro horroroso nos aguarda!!! Credo!!!

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