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Cerceamento à liberdade ou justa causa?

Demissões e afastamentos no Ipea

Entidades representativas dos economistas no Brasil divulgaram uma nota alguns dias após o manifesto em favor da gestão de Márcio Pochmann à frente do Ipea, alertando para o risco de um possível cerceamento à liberdade de produção do instituto. A nota, assinada pelo Conselho Regional de Economia (Corecon SP), Fundação Nacional de Economistas (Fenecon) e Ordem dos Economistas do Brasil (OEB) atesta: "Nem nos piores momentos políticos vivenciados no país, inclusive no período da ditadura, tentaram calar o Ipea. O episódio das demissões sinaliza para o "temor" de que a independência do instituto esteja ameaçada, isso preocupa economistas e entidades que os representam".

Os economistas afastados defendiam a redução do crescimento do gasto público e preocupações fiscais. Fábio Giambiagi e Otávio Tourinho saíram sob o argumento de que os convênios entre o BNDES, de onde são, e o instituto havia acabado. Regis Bonelli e Gervásio Rezende foram afastados porque estavam aposentados e usando as instalações do instituto. O Ipea argumenta que as decisões foram administrativas e que não houve critérios ideológicos.

Você acredita que houve patrulhamento ideológico ou que no caso do Ipea os funcionários foram demitidos realmente por justa causa?

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9 Opiniões

  1. Vasco A. Duval disse:

    Êles são olimpicamente indiferentes a estes aspéctos criminais ou de ética.
    Temos, em nosso País e no exterior uma infinidade de exemplos da truculencia, selvageria e indiferença a qualquer que seja o valor humano. Um exemplo simples e notório aqui entre nós, está nos "sem-terras" (sic)que sugam o dinheiro do povo sofrido, via verbas governamentais, para se estruturar e perpetrar vandalismos e assassinatos.
    Para os socialistas de carteirinha, a "democracia" pressupõe sempre duas opções: a) – "deve ser como êles querem" ou b)- "tem que ser como êles querem". Em alguns casos pode-se contar com uma terceira opção: "Só se for como êles querem".

  2. Dorival Silva disse:

    Essa caça às bruxas é uma coisa criminosa, típica desses stalinistas.

  3. Nicolas disse:

    O Ipea não pode sofrer qualquer tipo de censura ou cerceamento ideológico do governo!!! Que eu saiba voltamos à era democrática nesse país – ainda que nós sejamos testemunhas de muitas ações que eu não considere democráticas. Espero que o Lula e sua corja não saiam metendo a colher onde não devem, porque quem fala o que quer, pode ouvir o que não quer.

  4. Apolonio Prestes disse:

    Não vejo porque tanta onda. Um chefe tem o direito de despedir seus subordinados — qual é o problema?

  5. CARLOS ROBERTO DE CASTRO disse:

    Essa atitude é típica da doutrina petista do pensamento único. Aqueles que não compartilham dos mesmos princípios são sumariamente eliminados.

  6. Jovino Moreira disse:

    Respeitando as opiniões vejo que este país não valoriza, ainda, os seus talentos em plena era do conhecimento. O IPEA e o Brasil perderam bons profissionais, sérios e que não se deixaram manipular pelos poderosos que sempre procuram mascarar resultados estatísticos para cantarem vitórias que não existiram.Parece ser uma caracteristica dos governos centralizadores queimar pesquisadores e pensadores para que eles não promovam a ruptura dos modelos dominadores e tentem mudar os paradigmas. Repete aqui entre nós o que ocorreu na União Soviética e outros países que já morreram ou estão morrendo por falta de cientistas sérios e não manipuladores de resultados. Quando se tem chefe democrata e que pensa cientificamente e que seja proativo o processo de demissão se dá por outros instrumentos e quase sempre não é feita para limpar a áreas ou por perseguição. Isto aqui ainda vai ficar muito pior se ocorrer o terceiro e outros mandatos.

  7. heloisa marcondes disse:

    Tantos o governo já nomeou. Tantos o governo não demitiu, e por justa causa, que esta demissão é feia, muito feia.

  8. Markut disse:

    Esse patrulhamento ideológico, tão bem conhecido, vem apenas confirmar em que mãos está o poder político desta nação.
    A mesma canhestrice de sempre, onde os interesses particulares se sobrepõem ao tão desejavel, porem inexistente, senso cívico mínimo das classes dirigentes.
    Continuaremos assim, até que a sociedade tenha condições de melhor discernimento, na escolha dos seus representantes, o que só acontecerá a médio e longo prazo, desde que se dê o start, já, do aprimoramento da escolaridade básica, afim de estimular a meritocracia,o que é elemento essencial para o real desenvolvimento de uma sociedade emergente, num mundo globalizado e cada vez mais competitivo, onde o capital conhecimento e informasção é essencial.

  9. Paulo Roberto Munia disse:

    Lamento profundamente, principalmente pelo fato de que até então, tinha do economista Márcio Pochmann, uma grande admiração, não só pelo seu talento, mas tambem pela sua postura independente. Num instituto de pesquisas é inadmissível que se impeça o pluralismo, seja de que ordem for, de idéias, de ideologias, e até mesmo de vínculos institucionais. Mais um que se deixa levar pelo canto das sereias do poder…..

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