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Abuso e proteção

Educação sexual contra a pedofilia?

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Sobre as 40 crianças do município paulista de Catanduva que podem ter sido vítimas de abusos sexuais, o psicólogo Angelo Motti foi enfático em uma entrevista à Agência Brasil: as crianças pobres são “menos protegidas pela informação, e podem se subjugar ao outro pela necessidade de subsistência. Elas também têm necessidade de ser conhecidas e sofrem com a carência de identidade”.

O especialista, que coordena o programa Campanha Mato Grosso do Sul contra a Pedofilia, disse ainda que estas crianças não têm educação sexual nas escolas públicas: “É fundamental discutir a sexualidade nas escolas, até porque ocorre uma distorção da sexualidade na mídia e na propaganda nos dias de hoje”.

Ele pode ter razão, mas tudo isto não deixa de soar, digamos, acadêmico demais quando o pano de fundo para este discurso é uma menina de nove anos que ficou grávida de gêmeos depois de três anos consecutivos sendo estuprada pelo próprio padrasto, aquele mesmo cujo pecado a igreja católica, em uníssono, não considera tão grave assim. Afinal, foi acesso à informação o que faltou para que esta tragédia particular pudesse ser evitada?

Para as vítimas de fato ou em potencial nos cada vez mais recorrentes casos de pedofilia, a resposta que a sociedade ensaia para seu drama — educação sexual antes, aborto e acompanhamento psicológico depois — parece não ser exatamente a mais satisfatória. Fica a impressão de que o buraco social é mais embaixo.

Por outro lado, a educação sexual está na ordem do dia para conter o aumento dos casos de gravidez precoce em várias partes do mundo. Portugal acaba de estabelecer uma carga horária mínima anual para falar de sexo com as crianças e adolescentes de todas as escolas, em todos os graus de ensino. Países tão distantes como Argentina e Tailândia fizeram o mesmo, e desde o jardim de infância.

Esta é a tendência também na Grã-Bretanha, onde o número de adolescentes grávidas voltou a subir depois de mais de uma década, e onde em fevereiro um menino de 13 anos foi pai pela primeira vez (a mãe é uma menina de 15).

Segundo a Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe, ligada à ONU), uma em cada quatro mulheres na América Latina é mãe antes dos 20 anos, apesar de o índice de natalidade em todas as faixas etárias na região estar abaixo da média mundial.

No Brasil, a média é de 83 nascimentos a cada mil adolescentes. A Cepal diz que este cenário é fruto da falta de programas de educação sexual e de políticas públicas de saúde que deem conta de uma vida sexual cujo início é cada vez mais precoce. E tudo isto sem considerar o risco de infecções por HIV.

Há ainda a alternativa norte-americana, a dos programas de abstinência sexual para adolescentes, mas o que se diz é que são demasiadamente simplistas e demagógicos. Em 2006, a ex-candidata a vice-presidente dos EUA Sarah Palin se esmerou no apoio a algo deste tipo. Em 2008, em plena campanha, sua filha então com 17 anos apareceu grávida e depois quase foi obrigada a se casar…

Caro leitor,

Você acha que a educação sexual pode ser um instrumento eficaz para evitar casos de pedofilia? Como?

Você acredita que o grande número de casos de gravidez precoce no Brasil e em outros países é fruto de falta de informação?

O que você pensa das iniciativas de educação sexual voltadas para crianças muito novas, às vezes do jardim de infância?

 

*Para esta Sexta-Feira Premiada, a parceria entre a Editora Ediouro e o Opinião e Notícia oferece os seguintes livros:

"Inocência roubada", de Elissa Wall
"A Carne dos Anjos", de Siobhan Dowd
"O zoológico de Varsóvia", de Diane Ackerman

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19 Opiniões

  1. claudio schamis disse:

    A educação sexual pode sim dar a provável vítima o discernimento de que o que estão tentando fazer com ela é errado, pode dar "armas" para esta pessoa tentar se defender de certa forma. A falta de informação pode sim ser considerada a grande vilã no grande índice de casos de gravidez precoce, pois informação hoje é tudo. A internet está aí e não os deixa mentir. Porém, acredito que no caso do Brasil temos que levar em consideração outro fator. O fator social-financeiro. Infelizmente vemos hoje muitas crianças que são usadas como fator de renda. Ou é mais uma para trabalhar nas esquinas das ruas, ou é mais uma para aumentar algum benefício que a família receba. Colocar a criança em contato com a educação sexual muito cedo desde que muito bem orientada, muito bem assistida, por sexólogas, educadoras, psicólogas pode sim trazer benefícios para as crianças em seu crescimento. E esse ponto cai justamente na questão da informação. É claro que deve-se saber dosar, deve-se saber até onde ir com aquela faixa etária. Mas é algo válido e não deve ser descartado.

  2. Gesiane disse:

    A pedofilia é preocupante, mas acredito que a ausência dos pais, é um dos grandes fatores. Quando começamos a discutir a questão de educação, paramos em um mesmo ponto, o de que falta base familiar. As famílias perderam a importância, e as crianças tornaram-se mais vulneráveis. A pobreza contribui para que crianças sejam molestadas, pois o pedófilo sempre aparece com um presente, algo que compre a criança.
    Educação sexual é importante, mas a participação da família na educação, e a observação dos professores, podem contribuir para evitar casos de violência sexual.
    No caso da gravidez de adolescentes, eu não acredito que seja falta de informação. Tenho amigas que foram mães super novas, mas que reconhecem que não foi por descuido.
    Voltamos no mesmo ponto, base familiar é importante, infelizmente hoje vivenciamos uma inversão de valores. Não adianta informação, se esses não forem "reforçados" pela família.
    Não vejo razão para a educação sexual no jardim de infância, criança tem que se desenvolver. Mas observação dos pais é importantissimo.

    Gesiane Simão – Hortolândia SP

  3. Marcos Rangel disse:

    Antigamente o prazo para se considerar uma nova geração era a diferença de 17 anos, ou seja, mundos totalmente diferentes para pessoas que vivem este lapso temporal, isto inclui todos os aspectos, deste informática até valores sociais. O que acontece atualmente, não só quando se fala em sexualidade, é a depravação dos valores, a sociedade não se espanta mais quando houve ou vê uma morte não natural, e infelizmente, o número de crianças estupradas cresce a cada dia, o que me espanta é naturalidade com que um padre fala sobre o assunto e a passividade das instituições brasileiras, parece que gerada pelo descaso, torcendo que o assunto não levante poeira a ponto de discutir políticas públicas podres que não oferecem direitos constitucionais mínimos previstos ao cidadão. Acredito que falar sobre sexualidade com criança não é o caminho, diria ainda que é uma absurda falta de sensibilidade, como disse antes, a época do "benção pai, benção mãe" passou, porém muito depressa, se, desta forma for, estaremos punindo as crianças e não o agressor, estaremos ainda ajudando a diminuir esta diferença entre as gerações, se esta política progredir, quando uma criança de um ano for estuprada, a culpa será dela, e quando depararmos estaremos monstrando figuras de pênis e vagina para o bebê, o código civil apregoa que até aos 16 anos o indivíduo é totalmente incapaz, não alcançou maturidade suficiente para estar apto a exercer os atos de vida, alguma coisa está errada, parece que o que aprendi na faculdade não mais se aplica, dizem que o direito evolui com a sociedade, hoje acredito que a evolução esbarra em interesse de poucos.
    Estava assintindo uma reportagem, cabe ressaltar em TV fechada, disponibilizado para públicos selecionados, sobre o alto índice de infecções do vírus HIV em Angola, país com maior índice de contaminação em todo o mundo, embora o país seja muito pobre, o que faz aumentar cada vez mais o número de pessoas que carregam este fardo vem da própria informação, passada à população de maneira esdrúxula, torta, baseadas em crenças católicas absurdas, não estou falando de um padreco não, a afirmação de que a camisinha além de não previnir ajuda a transmitir o HIV está embasada em afirmações vindas do vaticano, assinada em baixo pelo próprio Papa, o repórter ficou tão indignado que sua última pergunta ao padre entrevistado em angola foi a seguinte: "o senhor não tem remórcio de estar matando milhares de pessoas?", o padre respondeu que não existe comprovação científica que comprove a eficácia do uso da camisinha. Em resumo, se pensarmos em aumento de gravidez precoce, por exemplo no Estado do Rio de Janeiro, não podemos por culpa somente em falta de informação, pelo contrário, esta existe de maneira farta, derrepente o que não existe e não existiu para uma menina que engravidou cedo demais foi uma família com valores para repassar esta informação, faltou um pai para educar, faltou lazer para distrair, faltou colégio, e com certeza vai faltar tudo isso e mais um pouco para o bebê que estar preste a nascer em um meio desprivilegiado, que vai ajudar para diminuir ainda mais a diferença entre as gerações, pois a gravidez desta nova alma acorrerá ainda mais cedo…

  4. Aureliano Lopes disse:

    Acho necessário a inclusão da educação sexual no currículo escolar e como tem sido tentada por diversos profissionais, a sexualidade como tema transversal. Falar de sexualidade não é necessariamente falar do ato sexual; é mais amplo, é falar da nossa constituição enquanto sujeitos. A informação ou mesmo o não silenciamento de questões ditas "sexuais" é necessário sim, como uma forma de nos conhecermos melhor, desconstruir preconceitos e respeitar o outro (e nós mesmos). Formando cidadãos desta forma, acredito que casos de abuso serão evitados simplesmente por termos um maior esclarecimento de que tal ato é uma violência. Uma formação que também abarque a sexualidade, como diversos outros campos, acima de tudo é uma formação cidadã.

  5. ROSANGELA FRIEDRICH CAMARA disse:

    Não, não é somente nas escolas que se deve discutir educação sexual, é com a família (seja ela que constituição tenha). E porque discutir educação sexual somente nas escolas públicas, por acaso as crianças das escolas particulares estão acima desta necessidade? Ou a informação que recebem já é o bastante? Não me parece uma situação condizente com a realidade.
    Educação sexual é apenas um dos instrumentos que podem auxiliar em casos de pedofilia, porém seria necessário um conjunto de medidas integradas: educação sexual nos postos de saúde, nos locais de trabalho, nas escolas, em todos os meios de comunicação e até mesmo nas igrejas, sem preconceitos e de forma clara, pois muitos pais tem, inclusive, dificuldade de entender a linguagem utilizada quando, e se, acontecem palestras do gênero.

    O grande número de gravidez precoce, é falta de informação e de formação dos cidadãos, pois, como citei acima, o processo para que se alcance um resultado positivo para esta questão, deve ser estendido a toda a família.

    Acho que iniciativas de educação sexual no jardim da infância, são saudáveis, desde que seja introduzida de maneira lúdica e que dela façam parte, em outra instância, também os pais. Percebemos que as crianças estão cada vez mais “erotizadas”, e isso normalmente, vem do próprio meio familiar, que valoriza com uma ênfase exagerada a beleza, a sensualidade, a importância de “concorrer” com as outras crianças.
    Tenho visto crianças de sete ou oito anos, se vestindo como meninas e meninos de quinze, perdendo, porque esta é a palavra, a fase mais bonita da vida: aquela em que não temos que pensar em mais nada a não ser em ser feliz.

    E o mais importante: o que fazer com os pedófilos? Quem são estas pessoas? O que as leva a tal atitude? Como recuperar em uma pessoa com uma personalidade mal formada, a ética, a moral, o respeito, a dignidade, os valores sociais? Esta também, é uma questão a se pensar.

  6. Carol Quintana disse:

    A educação sexual e a informação passada através dela com certeza é um mecanismo de esclarescimento para as crianças, e sim, deve-se ter na ementa escolar tal disciplina. Pois, muito mais importante e útil do que explicar as funções de um logarítimo (sem querer desconsiderar a importância da matemática) para o mundo de hoje,é explicar o que é a sexualidade, seus desdobramentos, métodos de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis etc. Já seria um avanço social conseguir implementar disciplinas como educação sexual, exercício da cidadania e ecologia nas ementas pedagógicas. Ao mesmo tempo, acredito que tais medidas não constituem a raíz da solução de tais questões, pois eles se encontram no seio de uma sociedade falida. Uma sociedade perdida nos seus valores, guiada pela lógica do capital. A inversão dos valores sociais de nossa sociedade é única na história da humanidade, pois vivemos em um período histórico sem precedentes, no qual, as mudanças no processo de produção capitalista acarretam mudanças, cada vez mais significativas, e que penetram em nossos campos de vida mais subjetivos. Ainda somos regidos por morais e preceitos que foram elaborados há mais de 200 anos atrás, no período da revolução francesa. O mundo físico e social muda mais rápido que as perspectivas humanas, portanto, acredito que vivemos numa era de contradições mais aguçadas. Contradições estas que surgiram no seio do sistema capitalista, ao dividir a nossa sociedade em classes, este dividiu os seres humanos entre aqueles que detém os meios de produção (os possuidores) e aqueles que por não determ tais meios de produção (os não possuidores) são obrigados a vender a sua força de trabalho em troca da sua sobrevivência. Tal espoliação dos seres humanos está nos levando a tragédias como estes casos de pedofilia, nos quais, padres não são excomungados por praticarem pedofilia, e mulheres são condenadas á prisão por fazerm abortos. Enquanto, a igreja católica perdoa seus maníacos sexuais, mulheres são queimadas no inferno. Que sociedade é essa????

  7. Alvaro Spadim disse:

    A questão por ser complexa é de difícil avaliação. Além de envolver pobreza, falta de educação, decréscimo de valores morais na sociedade e, principalmente, a falta de política e polícia especializadas para combater crimes de tal natureza, ainda se agrega a este conjunto de fatores a herança cultural das regiões norte e nordeste que vêem estes casos com extrema naturalidade.
    Desta forma, as medidas adotadas por países estrangeiros representam realidades muito particulares e, grosso modo, não podem ser referências para um país que ainda não se conscientizou das causas e conseqüências do problema e sequer amenizou a aguda desigualdade social existente em todos os cantos do país. O primeiro passo é a educação escolar, mas também o diálogo aberto sobre o assunto em todos os setores da sociedade, inclusive na imprensa.
    Abdicar desta possibilidade é um erro, ademais é preciso muito mais do que isso. São necessários investimentos em polícias especializadas, aptas a prevenir e combater o crime sexual em todas as suas formas, mas tendo como foco o desbaratamento da rede de pedofilia que envolve a internet e alguns setores específicos da sociedade, como a igreja católica. Enfrentar abertamente o problema e conduzir a regionalização da educação sexual com extrema transparência podem ser medidas eficazes ao longo de determinado período, porém para que haja rapidez no processo é preciso envolver a sociedade em debates contínuos, sem mais palavras, apontando os criminosos sem medo de retaliações.
    O Brasil precisa repensar sua realidade urgentemente e o primeiro passo é, sem dúvida alguma, através da participação efetiva do quarto poder: a imprensa, elemento de movimentação da sociedade.

  8. Armando disse:

    A Educação Sexual é indispensável desde que a criança entra na escola, não como uma disciplina autônoma mas inserida nos conteúdos de Biologia e contextualizada nas demais disciplinas, e aplicada com uma didática adequada para o nível de compreensão e o grau de desenvolvimento dos alunos.
    Mas a educação começa em casa, e talvez fosse o caso de criar um programa de Reeducação Sexual para os pais. Até porque está claro que as crianças são vítimas, e a origem dos problemas de sexualização da infância, gravidez precoce e pedofilia está nos adultos, que perderam todos os referenciais e a noção de valores.
    Um fato que ilustra bem isso é o caso relativamente recente, com ampla divulgação na mídia, daquele psiquiatra paulista, pedófilo, que sedava seus pacientes adolescentes para abusar deles sexualmente.
    Mais absurdo é que antes tinha publicado livros onde defendia a pedofilia como normal, pois era praticada pelos gregos na Antiguidade, e que no futuro, com a evolução dos costumes, seria aceita e não mais considerada crime pela sociedade.
    E nenhum de seus pares, médicos, psicanalistas, etc., entre os quais era até bem conceituado, nem educadores, pais, ninguém da sociedade paulista o contestou ou questionou, houve uma omissão e um silêncio que beiraram a conivência e a cumplicidade.
    Depois, quando o fato veio a público, foram todos pra mídia, hipócritamente, se dizendo surpresos e escandalizados. Inclusive os pais dos adolescentes vítimas, da alta classe média paulista, supostamente esclarecidos e bem informados.

  9. Valdete disse:

    Ler e refletir são momentos diferentes da leitura e, portanto, ocorrem separadamente em nosso cérebro; mesmo que tudo se dê num só instante. O assunto em pauta tem a mesma origem: a capacidade intelectual do ser humano.
    Quando pensamos o ato da pedofilia, assombramo-nos. É inevitável ao ser humano sentir ojeriza pelo praticante de tal ação contra uma criança de três anos, de cinco anos ou de qualquer outra idade; afinal, sob qualquer ótica, esta prática é uma barbárie. Parece-nos, inclusive, que estas pessoas não são dotadas de intelecto, mas apenas de um brutal instinto animal.
    Discutir o assunto em sala de aula com crianças incapazes de refletir sobre a própria realidade pode parecer uma mesquinhez da sociedade contemporânea, afinal, por que trazer ao universo da inocente infância um assunto tão vil, tão covarde e tão agressivo?
    Porque, infelizmente, ele faz parte de nossas vidas. Ter filhos é diferente de criar, cuidar e educar filhos, aliás, em nada há semelhança.
    Sei que muitos acreditam (inclusive eu) que a família deveria ter um papel mais ativo neste assunto e no dia-a-dia discutir e participar de tais possibilidades com seus filhos. Porém, a vida moderna envolve tantas possibilidades que nem tudo fica sob nossos olhos, inclusive o efeito psicológico que alguns adultos causam nas crianças, como por exemplo, professores, padres, pastores, tios, amigos dos irmãos mais velhos e tantos mais. Agora imagine se qualquer um destes for um pedófilo e quiser se aproveitar da situação, desta influência que exerce sobre nossas crianças.
    Esta real possibilidade é que me faz defender a invasão da inocência infantil e educá-los contra tais pessoas; contra a possibilidade de um mal maior e de conseqüências mais dolosas para o presente e para o futuro.

  10. Emilio Mendonça disse:

    A educação é sempre uma alternativa relevante.
    Não devemos entender, entretanto, a educação e a informação apenas tendo como foco os jovens que sofrem violência ou mesmo praticam sexo precocemente.
    è importante que a escola fale sobre sexo, bem como a família converse a respeito, até porque hoje existem diversas fontes de informação com a qual o jovem poderá ter acesso ao tema, e não temos como garantir que essas fontes sejam educativas.
    Sendo assim, considere-se a educação em amplo senso, faz-se necessário ensinar a escola, a família e todas as instituições sociais a fazer abordagem correta do tema.
    Deixar de falar em sexo consiste em perder o controle da visão que o jovem terá a respeito, podendo ele, inclusive, procurar a experiência como fonte de informação.
    Nesses termos, faz-se necessário que seja difundida um entendimento moral e legal sobre a prática sexual, para que todos a exerçam conscientes dos riscos que podem correr, bem como de suas prevenções.
    Ademais, no que diz respeito ao crime de pedofilia, a educação servirá para o jovem ter consciencia de que está sendo submetido à uma prática ilegal e imoral, sendo que poderá procurar autoridades públicas para fazer cessar o abuso, inclusive por meios de reclusão do sujeito que o pratica.

  11. Markut disse:

    Ironicamente, o dicionário nos explica que pedofilia significa amor às crianças.
    Na realidade, este triste acontecimento não é propriamente uma novidade.
    O que há é o assunto ser hoje exacerbado, pela facilidade dos meios de comunicação e pela ganância oportunista da mídia.
    Educação sexual precoce, gravidez precoce e pedofilia são todas peças de um complicado e destrambelhado jogo de armar.
    Falta aí a peça mais importante que é a proteção familiar à criança, ou adolescente, proteção essa que não é exercida satisfatoriamente pelo esgarçamento moral e ético da instituição chamada famíia, refletindo todo o impasse em que , como sociedade,estamos mergulhados.
    A crise global desabou sobre as nossas cabeças, não só pelas consequências materiais, mas principalmente pela constatação dos malfeitos e irresponsabilidades na ordem econômica, provocadas pelos respectivos gestores, no mundo inteiro.
    A sociedade moderna perdeu o referencial do que é ético e moral,pois o mau exemplo sempre surge das altas esferas e se irradia para baixo.
    Assim sendo, é urgente a sociedade repensar a sua estrutura comportamental e um momento como este é oportuno para o necessário salto qualitativo.
    Até lá, esse desconjuntado quebra cabeças não terá solução.

  12. heloisa disse:

    Os problemas de sexo, identidade, gravidez precoce, pedofilia, incesto, violência não são resolvidos com educação sexual e sim com educação. Crianças hoje têm muita informação sobre sexo e o profissional que se dispuser a ajudá-los a ter uma vida conseqüente e boa, deve estar preparado para falar sobre muito mais do que sexo. Talvez pela formação do professor de educação sexual, pela dificuldade da forma de abordar o tema, estas aulas quando implantadas no Rio anos atrás não despertaram grande interesse. Drogas, precocidade sexual, violência acontecem por múltiplos fatores comuns. Pesquisas mostram que jovens tem pouco assunto para conversar e que a música é alta quando se reúnem para evitar o silêncio. O vazio de interesses que o ambiente e as escolas proporcionam são preenchidos com o consumo de drogas, sexo e preocupações com marcas de tênis. A aula fundamental é sobre vida, amizades, idéias, opiniões, valores, conflitos, amores, ódios, revoltas. Uma aula que os faça pensar, se expressar, crescer, compartilhar. Se o assunto for sexo será de fato um detalhe no universo empobrecido de conteúdo das escolas, tanto a dos ricos como a dos pobres

  13. Markut disse:

    Parabens à Heloisa pelo seu comentário. A sua primeira frase. no meu entender, mata a questão. O problema não se resolve com educação sexual e sim com EDUCAÇÃO.

  14. Luiz disse:

    A pedofilia é o resultado do gayzismo, do feminismo e do petismo que têm como uma das metas, destruir a família. Não fossem esses três males, nossas crianças estariam perfeitamente seguras dentro de suas casas. Setenta e dois por cento do abuso sexual de crianças ocorre numa situação onde não há a presença do pai em casa. Não existe a figura masculina para inspirar respeito. A mulher, por outro lado, fica trocando de namorado a toda hora, como quem troca de camisa. Numa dessas, acontece a violência. A culpa é sim, das feministas e dos gays que se juntaram com o govêrno ,que os financia com o nosso dinheiro, para espalharem o seu ódio contra tudo que se chama família, que é, e continuará sendo o lugar mais seguro para se educar uma criança. Pare o govêrno(PT) de distribuir camisinha e lubrificante anal para gays nas escolas para crianças, pare as feministas de perseguirem as mulheres e fiquem os gays no seu canto com as suas promiscuidades que tudo mudará. Mas, o que êles querem mesmo é implantar o comunismo no Brasil, para isso, precisam destruir a liberdade e a vida.

  15. eliane gonçalves macena disse:

    Educaçao Sexual, não resolveria os casos de Pedofilia, Porque os pedofilos,muitas vezes usam a situçao de miséria e precariedade das vitimas para cometer os abusos,algumas crianças chegam nessa situaço por inocencia ,mas há outra que vão por abandono dos pais,por descaso mesmo.
    assim a educaçao sexual vai alertar algumas,mas há uma enorme lacuna causada pela pobreza e muitas vezes pela ignorancia dos proprios pais das vitimas que não sabem ou não querem saber o que contecem com suas crianças.

  16. Pereira disse:

    Claro que medidas socio-educativas citadas sao imprescindiveis; mas e quanto ao planejamento familiar ancorado no pilar inabalavel e rigoroso controle de natalidade( tao combatido pela igreja )e que poucos tem coragem de propagar?!
    Quanto aos pedofilos, cabe a mais severa puniçao da lei brasileira.

  17. fabiano disse:

    esta pouca vergonha tem que acabar. As criancas têm que ter uma infância boa brincar e estudar .
    estes pilantras têm que ir para cadeia e apodrecer .

  18. tim disse:

    Acho complicado quando alguns politicos falam sobre educação sexual, nas escolas,onde ja se viu, escola ter uma maquina de camisinha para distribuir para seus alunos,imagine a sena: O DIRETOR chega na sala de aula e diz: “crianças ao sairem não esqueçam de pegar camisinha, cada pega uma hoje.”
    É o que ta acontecendo em uma escola no RIO GRANDE DO SUL, outra coisa á cartilha que o nosso governo quér enviar para as escolas ensinando crianças a fazer sexo oral,tem a santa paciência , e sem falar dos politicos que também se envolvem com este tipo de crime,eu sei que tem alguns que são sérios,mas…

  19. tim disse:

    e outra coisa, isso não é só falta de educação , éfalta de vergonha na cara destes politicos que fazem a lei pra beneficio próprio, um homem póbre moléta uma menina, e vai preso , apanha e vira mulhérzinha dos outros presos, isto quando não morrem,,,,,e com razão, estão colhendo o que plantou,,quando é um politico, este vai pra uma cela separada, tem em seu favor uns 10 advogados safados, que provavelmente faz o mesmo que ele, e defende o calhórda na maiór cara de paú, e ainda vai na mídia e diz que a menina de 12 anos, seduziu o safado do politico, …..da vontade fazer um xicóte de arame farpado de 3 dóbras e darrrrr neles, pra nunca mais fazer este tipo de coisa…….pronto desabafei mesmo,porque se fizem isto com minha .só DEUS sabe o que eu faria…obriga pelo espaço.

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