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Tendências e Debates

Lei da cultura africana e afro-brasileira: combate à discriminação ou aumento da segregação?

Em 2003, foi lançada a lei federal nº 10.639, que modificou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de cultura africana e afro-brasileira nas escolas públicas e privadas de todos os estados brasileiros. Apesar de o fato ter sido considerado importante por movimentos de luta dos negros em todo o país, existe uma discussão em torno da validade dessa proposta: ela realmente ajudaria a diminuir o preconceito desde a sala de aula, ou sairia pela culatra e aumentaria ainda mais a segregação, ao destacar a história do povo negro de outros temas curriculares?

Renato Ferreira, advogado e coordenador do Programa de Políticas da Cor da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), lista alguns dos seus possíveis efeitos positivos quanto à redução da discriminação. "A lei visa fazer um resgate histórico que é importante não só para o negro mas para a sociedade brasileira como um todo. Esse é o grande ponto. As pessoas pensam que a lei está retificando a história, e não é. A gente está querendo dar oportunidade para as pessoas negras conhecerem um pouco melhor o Brasil, conhecerem um pouco melhor a sua história, e as pessoas brancas sobretudo; porque você não vence o preconceito e a discriminação com um grupo só sabendo, você só vence quando todos os grupos ficarem sabendo".

Ao falar do ensino oferecido nas escolas brasileiras, Ferreira aponta uma falha que, segundo ele, poderia ser reduzida caso a lei fosse aplicada. "A nossa matriz de conhecimento, que é o que chega às escolas, é essencialmente eurocêntrica. A gente estuda História da Europa, História dos Estados Unidos, e é isso que a gente reproduz, é isso que a gente tende a achar importante. Os outros Estados e aquilo que eles produziram, os seus mitos, as suas crenças, para nós são descartáveis".

Ulisses Martins, que dá aulas de História em escolas particulares do Rio de Janeiro, acredita que a proposta da lei de ensino afro pode aumentar ainda mais a discriminação. "Por que o ensino da cultura afro-brasileira especificamente? E os outros povos que contribuíram para a formação da identidade nacional? Ou foram somente os negros os responsáveis por isso?", questiona. "É exatamente aí que mora o risco de aumento da segregação. Os outros grupos podem se sentir desprestigiados e exigirem o estudo de suas culturas também. E então o que faremos? Criaremos novas disciplinas? Parece que as decisões são tomadas sem que se pense nos alcances que elas podem ter".

Martins diz que lhe causa estranheza o fato de a lei não focar também os índios. "Por que deixar os índios de fora? Querem usar a exploração que o negro sofreu como justificativa para a criação dessa lei; o que faremos com os índios que foram dizimados e perderam suas terras, foram aculturados e, também obrigados a trabalharem como escravos?".

Ferreira concorda com Martins, e acredita que uma outra lei precisa ser criada para contemplar a questão indígena. "O grande problema não é incluir a história dos negros, é deixar de incluir a história dos indígenas", analisa, complementando que uma das razões para os indígenas terem ficado de fora da lei no. 10.639 pode ter sido uma representação não tão grande, no Congresso, à época de sua aprovação.

Apesar de acreditar que outras culturas merecem igual destaque ao que seria dado à cultura negra com a aplicação da lei, Martins destaca que os riscos podem ser minimizados caso a história e cultura afro sejam inseridas dentro do currículo da disciplina de História. "A criação de mais uma disciplina não me parece o caminho ideal. Que essa valorização da cultura não seja apenas da afro-brasileira e seja de outro jeito, porque essa imposição não condiz com a realidade do ensino nacional. Os alunos são muito desinteressados e mais uma disciplina não ajuda".

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Martins se opõe ainda ao sistema de cotas para estudantes originários de escolas públicas, especialmente negros e indígenas. "O certo a se fazer é melhorar o ensino público. Assim, as oportunidades e o preparo para o ingresso nas universidades públicas serão os mesmos, tanto para os alunos das escolas particulares quanto para os alunos de escolas públicas. A criação das cotas é uma ação assistencialista que não tem o alcance necessário para resolver o problema".

Renato Ferreira, lembrando que até hoje pouco se fez para combater as heranças negativas da escravidão, explica seu ponto de vista em relação a essas críticas. "O Brasil não adotou políticas públicas para promover a cidadania dos ex-escravos e seus descendentes. Obteve, com isso, uma discriminação estruturada". Uma solução para o já enraizado problema seriam as políticas afirmativas. "São medidas de inclusão que, promovendo direitos de grupos historicamente excluídos, podem reduzir a discriminação, promovendo a justiça social. Isso é importante para todos os brasileiros. A política de cotas, a lei 10.639, entre outras medidas, são espécies de ação afirmativa, e encontram assento na Constituição da República".

A implementação da lei

Ferreira destaca que para que a lei de cultura africana e afro-brasileira seja aplicada são fundamentais recursos e políticas públicas. "E isso no nosso país é um pouco complicado", destaca, dando as diretrizes que em sua opinião devem ser tomadas. "A responsabilidade pela aplicação da lei, a meu juízo, deve ser do MEC e das secretarias estaduais e municipais de educação, que a elas cabe desenvolver e executar as políticas de educação no país, em primeiro plano".

Os professores, que em sua formação também não receberam aulas voltadas em especial para a cultura africana e suas reais influências no Brasil, vêm comentando que não sabem qual a melhor maneira de apresentar alguns tópicos relacionados a essa história e cultura em sala de aula. Esse pode ser mais um obstáculo à prática do que a lei estabelece.

"Já se percebe uma preocupação com a história africana nos cursos de graduação, e a procura por pós-graduação nessa área também aumentou, mas ainda é muito cedo para se dizer que os professores estão preparados para cumprir a lei", diz Martins, explicando como imagina que se dará a preparação dos professores. "Alguns irão procurar por conta própria, mas acho que as instituições podem oferecer o incentivo financeiro para que seus professores de História façam uma pós-graduação em História da África".

Ferreira afirma que a idéia de fazer cursos de capacitação é muito boa, garantindo que quem leciona tem interesse em se especializar. "Se lançam um edital dizendo que os professores do estado ou do município que queiram estudar sobre História da África têm que se inscrever, muita gente se inscreve, muita gente quer fazer. Mesmo sem nenhum tipo de abono por isso. As pessoas são simpáticas ao tema porque sabem que é necessário".

Segundo o advogado, alguns cursos já estão em andamento, ministrados por ONGs e pelo MEC. Ele acredita ser interessante que professores do Ensino Fundamental de todas as matérias se capacitem, e entre as disciplinas do Ensino Médio destaca Português, Literatura e História, mas acredita que quem dá aulas de outras disciplinas também pode ser instruído.

Na opinião de Martins, é preciso ir com calma e repensar ainda vários pontos referentes à lei. Ele levanta questionamentos. "Ainda acho muito importante que se discuta muito mais a validade dessa lei, seus prós e contras, e que se amplie bastante a discussão, para que ninguém seja pego de surpresa. Será que realmente é necessária? Não há outros meios de se divulgar a cultura e história afro-brasileiras? Pensemos pois para não precisarmos resolver problemas mais graves futuramente".

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447 Opiniões

  1. Carlos Silva disse:

    O Brasil não é racista e a referida lei é um absurdo total. Bom dia.

  2. Nivaldo Nicoliche disse:

    Sou branco, estudante de pedagogia na Zumbi dos Palmares e acho que a lei descrita não pega, ou seja não é aplicada, pois a ingerência eurocêntrica de valores e a interpolação da crenças judaico-cristãs, impedem o empoderamento de valores étnicos, culturais e históricos de povos erradicados, amordaçados e deixados a míngua na construção da brasilidade. Esta aversão a ancestralidade, natureza mítica e construção de identidade do negro, índio e descendentes faz parte da eugenia instaurada para embranquecimento de uma população (imigração assistida e incentivada) e a auto afirmação presente na Lei desencadeia ou deveria ao meu entendimento desencadear aumento da própria estima por compreender que a construção da nação perpassa pela compreensão da composição, mesmo que forçada seria uma reparação tardia a involuntária apreensão dos valores que estão arraigados em todo brasileiro, seria uma demanda de nos identificar, nossa redenção perante a Deus, Zambi, Olorum, Tupã e todas as Ordens Celestes.

  3. Valdemar Domingos ( Valsenninha) disse:

    A Lei no. 10.639 é corolário da péssima qualidade dos políticos brasileiros.

  4. valdeliz disse:

    Preciso de uma disertação com o tema a importancia de se ministrar aulas para o proeja de educação afro brasileira
    e indigena num ambiente educacional.Favor mandar p meu mail

  5. Rafael Coelho disse:

    O meu nome é Rafael Coelho e sou negro. Contudo, critico muito as cotas para negros nas universidades públicas. O Brasil não é racista! Por aqui, o preconceito é social! Chega de “coitadismo”! Ensino de qualidade para todo o povo! Que seja revogada a Lei 10.639!

  6. mestre zumbatoledo disse:

    nós estamo organiazo a 1 feira de mobilizaçao e sus tentaves da cultura afro canoense de 2013 em canoas mande para arua rio de janeiro 180 cep 92340160 b mathias velho de canoas rs da açao da cidadania da comunidade negra da bankoma sul de canoas

  7. mestre zumbatoledo disse:

    e sou coordenador da açao da cidadnia da comunidade negra da bankoma sul de canoas nś temo um trabalho sobre cultura saude educaçao e geraçao de renda e outros assunto o nosso e dereço e rua rio janeiro 180 cep 92340160 b mathias velho

  8. mestre zumbatoledo disse:

    nós somo da açao da cidadania da comunidade negra da bankoma sul de canoas temo um escritorio de adm para pesquisa e eventos sobre afrodescendente canoense o nosso endereço e rua de janeiro 180 cep 92340160 b mathias velho canoas e sou coordenador e mestre zumbatoldo meu t 51 84740143 mande material sobre o tema

  9. Janiedson Barros Silva disse:

    A lei 10.639, que reconhece a história da luta dos negros, não é de forma alguma um projeto a ser criticado por aqueles que falam que, a cultura Afro-brasileira não é marcada apenas pelos negros, mas também que deveria ser lembrado também a historia dos indígenas, o fato é que a cultura negra é um dilema a ser venerado e reconhecido, não apenas no Brasil, mas sim, mundialmente. Com certeza os povos indígenas devem e tem que serem reconhecidos com mais essência, isto não significa que ao ter recebido após tanto tempo de luta, de uma esperança que se manteve entre os negros, de terem conquistado seu espaço na sociedade, com palavras fortes, desvalorizar mais uma conquista, é momento de comemorar esta conquista, está começando mais uma luta, mais um projeto reconhecimento, precisamos apoiar e não criticar…

  10. Daniela Mendes disse:

    Ao ler o comentário do leitor Nelson de Aquino, de 30/03/2013, fiquei com a impressão de que este senhor também foi um péssimo aluno na escola. O citado missivista redige muito mal e comete erros grotescos de português (acentuação gráfica etc.). Aliás, das mais de quatrocentas opiniões registradas no presente tópico, vejo que são raras as que não contém erros de português. E ainda querem estabelecer o ensino de cultura africana e afro-brasileira nas escolas, além de sistema de cotas para negros… A má formação dos jovens me parece patente, sendo que aqui está a prova. Diga-se de passagem, que sou negra.

  11. Alexandre Resinente de Lima disse:

    Eu também sou negro e fiquei emocionado com as palavras do Heleno da Cunha. Ele está certo!

  12. Heleno da Cunha disse:

    Como cidadão negro, eu vejo com muita aversão leis como a que, cá, esta em debate e as que instituem sistema de cotas em certames públicos e universidades federais e estaduais. Acho que os nossos legisladores devem tomar muito cuidado, a fim de não promover o preconceito.
    Nós, negros, temos capacidade para ingressar nas instituições públicas de ensino superior, sem qualquer tipo de “esmola” do poder público. O que deve ser feito é investir em educação pública de forma seriíssima para favorecer a todos os jovens, independentemente da cor da pele.
    Ademais, se formos compelir as escolas a falar de cultura africana e afro-brasileira, dever-se-ia, outrossim, ministrar aulas sobre cultura árabe, japonesa, alemã, italiana etc. Num país como o nosso, não é justo deixarmos de discorrer acerca de outros povos, que ajudaram a compor esta nação.
    A meu ver, a nossa terra não é racista e o que se habitua a fazer é generalizar. Sim, há casos de preconceito étnico, mas são exceções. Somos conhecidos, além do mais, pela bela miscigenação.

  13. Gediel Carvalho disse:

    Sou negro e nunca faço uso de palavras como afro-brasileiro ou afrodescendente, pois considero as mesmas ridículas. Tenho as minhas fontes de estudo e concluo que as leis que estabelecem cotas e ensino obrigatório de cultura africana no Brasil são racistas. Tenho orgulho do meu país mestiço.

  14. Nelson de Aquino disse:

    Eu defendo uma tese, que pessoas que são contrario as cotas raciais infelizmente foram péssimos alunos em historia ou nao conhecem a verdadeira historia. Essas pessoas que são contra as cotas são pessoas que acreditam em pseudo historiadores medíocre que vivem na redoma e divagam com suas teses medíocre,é preciso que essas pessoas saiam da imbecilidade e começam a ler um pouco da historia do” BRASIL ”mas não é a istoria com i e nem brazil é do BRASIL.

  15. José Carlos Pinho disse:

    A minha etnia é a negra e não suporto que as pessoas utilizem expressões como afro-brasileiro. A minha terra é o Brasil (América) e não o continente africano. Leis como as de cotas e a em debate só reforçam, idubitavelmente, o preconceito que alguns brasileiros possuem contra os negros. Sinto orgulho deste país que tem descendentes de japoneses, alemães, árabes. judeus, africanos etc.

  16. Dorniê MATIAS DA SILVA disse:

    CLARO E EVIDENTE QUE A LEI AJUDA, E ESPERAR O MELHORAMENTO DO ENSINO PÚBLICO PARA FAZER AS REPARAÇÕES HISTÓRICAS É O MESMO QUE REFORÇAR AINDA MAIS O MITO DA “DEMOCRACIA RACIAL”. PENSO, QUE É POSSÍVEL FAZER AS DUAS COISAS SIMULTANEAMENTE, NÃO VAMOS ESPERAR MAIS 100 ANOS… AS COTAS ESTÃO AÍ E É UM PROCESSO IRREVERSÍVEL,POSITIVO E COMPROVADO PELOS OS ÍNDICES JÁ MOSTRADOS POR TODOS OS ÓRGÃOS DE PESQUISAS NACIONAL.

  17. Suzana Maia disse:

    Eu sou mestiça (africana, portuguesa e indígena) e tenho muito orgulho disso! Vamos contar a História de todos os povos que ajudaram a constituir o Brasil!

  18. Marcela Gonçalves de Lima disse:

    Excelente os comentários da Mariah, da Edna Furtado, da Rafaela Moura Borba e do Carlos Silva. Tenho a pele negra e isto jamais foi um empecilho para conquistar os meus sonhos, pois sempre fui corajosa e determinada. Nasci numa favela do Rio de Janeiro, mas, hoje, sou professora universitária no Paraná. Quem quer alguma coisa na vida, não precisa de cotas, mas de muito foco no seu sonho. Aliás, acho que o nosso Congresso Nacional deveria se preocupar com coisas mais relevantes. A Lei 10.639 é burlesca.

  19. Mariah disse:

    Notícia do dia 27.11.2012. O Brasil está na penultima colocação no ranking global de educação.A lista contou com
    50 países e foi divulgada pela Consultoria Britânica EIU ( Economist Inteligence UNIT) e Pearson. Concordo
    concordo com o professor. Conheço negros que se casaram com brancas e vice versa que moram nas favelas e
    têm filhos negros e brancos.O dia do descobrimento do Brasil não é feriado mas agora os grupos dos desprestigiados
    podem pedir tbém O Dia Da Consciência Branca, Amarela, falar do massacre dos Judeus, da bomba de Hiroshima
    Ou sermos realistas . A discrinação que esta pegando mesmo é a dos ricos contra os pobres

  20. Edna Furtado disse:

    Considero-me brasileira, mas, na verdade, sou uma negra cabo-verdiana que é apaixonada por este país! Estou prestes a completar 15 anos de Brasil e continuo encantada com esta nação multicultural e multi-religiosa. Nunca me senti vítima de racismo e acho este povo bastante simpático e carinhoso. Os negros brasileiros não precisam de cotas, terminologias importadas dos EUA (afro não sei o quê, afro sei lá o quê) etc., pois são muito fortes e inteligentes. Acho que os livros de História do Brasil devem abordar não só a cultura africana, mas, igualmente, as culturas indígena, italiana, alemã, portuguesa, japonesa, judaica, espanhola, árabe etc.

  21. Rafaela Moura Borba disse:

    Sou negra e sempre estudei em escolas públicas , além de ter cursado faculdade de engenharia mecatrônica numa universidade estadual. O meu pai foi cobrador de ônibus e a minha mãe trabalhou como empregada doméstica e babá. Cresci num bairro pobre, mas, em tempo algum, nego as minhas origens. Tenho, também, amigos caucasianos dos tempos de juventude que tiveram vidas árduas, mas, que, assim como eu, batalharam por uma vida digna. Concordo com a jornalista negra Glória Maria, quando afirma que a expressão afrodescendente é uma idiotice. Eu entendo que a pessoa ou é negra ou mulata (não tenho nada contra esta derradeira terminologia, pois o Brasil é mestiço). Laboro numa transnacional que não usou a cor da minha pele como critério de seleção e, além disso, sinto-me bastante respeitada e querida pelos meus colegas de trabalho. Sou noiva de um brasileiro que é descendente de espanhóis, sendo que a família dele sempre me tratou bem. Por fim, o multiculturalismo é traço marcante da nossa terra e, por conseguinte, acho irrazoável a Lei 10.639. Precisamos de boa educação para todas as nossas crianças. Beijos e feliz natal para os leitores do ON!

  22. Vania disse:

    Acho que sr. Carlos Silva que, em partes você está certo. A busca por melhor ensino, a força de vontade é fundamental,
    mas penso eu, que vc deve ser muito bem aceito em toda parte da sociedade, classe A, B, C e D, pois, afinal, é um Dr., porém se morasse na favela ou no fundão da Zona Leste de São Paulo, seria apenas mais um neguinho assalariado. Sou Negra e sei porque vejo de perto a discriminação, a falta de opurtunidade, a intolêrância, vc quer saber, no Brasil muito mais negros morrem assassinados do que brancos. Será que todos são culpados? E se forem, será que tiveram uma criação como a sua, estrutura familiar e muito amor? Pense, reflita e analise saiba que vc é uma exceção, e que quando teve a abolição da escravatura, deixaram os negros livres, porém sem moradia, sem oportunidade de estudo, sem dinheiro, onde de certa forma haviam que trabalhar por comida, escravidão camuflada. Isso faz apenas 200 anos, o que são 200 anos para se mudar a história desse povo sofrido.

  23. Carlos Silva disse:

    A lei da cultura africana e afro-brasileira é desnecessária, bem como o sistema de cotas para negros em universidades públicas e concursos públicos. Eu sou, com muito orgulho, filho de um casal negro, que muito batalhou para me criar e educar. Sou bacharel, mestre e doutor em Nutrição por universidades públicas (sem cotas, na minha época). Para vencer na vida, superei diversas dificuldades, pois sou de origem bem humilde. Enquanto isso, lamentavelmente, vi amigos negros que jamais se esforçavam para conquistarem os seus sonhos. Hoje, eles são pessoas frustradas e sem perspectivas, mas por culpa própria. Alias, muitos brasileiros – independentemente da etnia – não se interessam por cultura, por educação. Às vezes, sinto que o nosso povo só quer saber mesmo é de BBB, fofocas, novelas, campeonato de UFC, “A Fazenda” etc.

  24. yasmin de jesus reis disse:

    muito importante a criação dessa lei . pra as pessoas perceberem que a raça negra nao deve ser lembrada em momentos de dor tristeza. devemos saber também que tem uma importância muito em nossa história

  25. mestre zumbatoledo disse:

    nós temo um centro de comunicação e mobilizaçoes da populaçõa negra de canoas queremo ter contato com voce para troca de ideas sobre os nosso irmõa negros mande material para a unidade desenvolvimento do sos comunidade negra bankoma sul de canoas rs da rua felipe noronha 113 ap 301 b marechal rondon cep 92020300 canoas o entre em contato com o zumba toledo 51 84740143

  26. Maiza Santana disse:

    Bom, só a tempo dirá se a aplicação dessa lei vai ou não aumentar o preconceito e a discriminação. É claro que tudo novo assusta, causa um alvoroço entre os alunos, mais vai muito de como o professor aborda o assunto.

  27. Sandra disse:

    Se antes o ensino sobre a cultura africana nunca foi apresentado de outra maneira senão aquela mais conhecida,( negros acorrentados,amontoados, degradados e destruídos na sua integridade) agora, que se ‘obriga’ mostrar que uma África antes do processo de colonização alegam que isso aumenta a segregação!!!
    Se isso aumenta a segregação o que está sendo feito para diminuir o preconceito?

  28. francisco jânio disse:

    esta lei não apernas para lembra de onde nossos avos vinheram .E sim para lembra do sofrimento que teve durante essa escravidão de africanos;
    sor afavor desta lei;

  29. mariana disse:

    Alguém pode me dizer algunha musica africana ainda pra hoje .. BEIJÂO

  30. mirla késia felix do nascimento disse:

    deveria ter mais leis relacionadas ao afrodescendente e isso é muito importante nos estudos.
    mirla késia

    21 de novembro de 2011.

  31. madu disse:

    gostei muito mas acho que poderia falar mais sobre a lei que permite que os indios estude.

  32. Isabel Simone, disse:

    Opinião de Isabel simone
    10 de novembro de 2011
    as 23:15

    Com certeza esta lei tem que ser aprovada, a discriminação é uma humilhação, segundo Manuel Freire relata o quanto esta raça vem sofrendo por ser de cor chega já está na hora.

  33. maycon disse:

    achei muito interesante e aprovo esta lei

  34. janaina disse:

    Apesar de acreditar que outras culturas merecem igual destaque ao que seria dado à cultura negra com a aplicação da lei, Martins destaca que os riscos podem ser minimizados caso a história e cultura afro sejam inseridas dentro do currículo da disciplina de História.

  35. cecilia disse:

    tÔ estudando sobre isso ..,. e segundo o martins era preciso tambem implantar a cultura do indío, e isso já foi resolvido na 10.645/08….mais muitos problemas ainda são enfrentados..como professores especializados ,,,e cia ;;;mais realmemte acho que isso é importante para nossa sociedade conhecer não só ;;como os negros e indíos foram escravizados, mais também saber sua cultura seus valores linguas e etc…

  36. kassia.a. soares disse:

    eu acho as leis africanas super legal pois ajuda a população com suas defasas

  37. josiana disse:

    me ajude..preciso formular um texto sobre importancia de valores(ética,alteridade,e respeito)frente a necessidade de policas públicas para efetivaçãodos direitos humanosno brasil,tomando como base na realidade do movimento quilombola.
    AGUARDO RESPOSTA.
    OBRIGADO.

  38. MARIA DORALICE DE F.PERUZZO disse:

    MARIA DORALICE DE F. PERUZZO

    por favor!!! me ajude.
    preciso formular um texto sobre importancia de valores(ética,alteridade,e respeito)frente a necessidade de policas públicas para efetivaçãodos direitos humanosno brasil,tomando como base na realidade do movimento quilombola.
    AGUARDO RESPOSTA.
    OBRIGADO.

  39. thais disse:

    nada ver tu discrininar uma pessoa pela cor ou sexo ou idade ou pelo passado para é uma bobogem nada ver

  40. emanuelle madureira disse:

    por favor!!! me ajude.
    preciso formular um texto sobre importancia de valores(ética,alteridade,e respeito)frente a necessidade de policas públicas para efetivaçãodos direitos humanosno brasil,tomando como base na realidade do movimento quilombola.

  41. Josué T. Santos disse:

    A questão do preconceito no Brasil é uma questão que herdamos do mundo, pois não conheço nação nesse mundo que não discrimine o negro, o Indio, o Judeu e por aí a fora. Infelizmente ser pobre ou negro é a mesma coisa para a sociedade; a discriminação não está na cor e sim na classe social a que pertence. No Brasil a quantidade de dinheiro no bolso é que determina a discriminação e o tamanho dela.” Quanto maior o volume de dinheiro no bolso, mais clara será a sua pele. Lei, pra que? se o negro quer namorar loirinha e não a de sua cor! as negras querem namorar loirinhos. Quem discrimina quem? nosso país o problema maior está nas oportunidades que as classes menos privilegiadas não possui, não é a cor.
    Josue T. Santos

  42. aloisia oliveira silva araújo disse:

    A lei tem por finalidade salientar a importância de se introduzir a história da África e a cultura Afro-brasileira na educação dos jovens, como forma de resgate da consciência negra. Historicamente a educação dos afro-descendentes tinha sua gênese no conceito europeu e não levavam em consideração as tradições africanas, como meio de manter a soberania sobre estes povos.
    Mas vale ressaltar também que temos uma divida muito grande com os índio existente aqui no Brasil sabemos que foram 500 anos onde houve escravidão, catequização, miscigenação e dizimação. Qualquer coisa que se diga sobre os índios do Brasil será pouco. A dívida do branco civilizado para com o indígena é alta e pesada demais. Portanto poderíamos procurar meio de introduzirmos a cultura indígena no currículo nacional. É o mínimo que poderemos fazer PA minimiza um divida tão grande

  43. Paula disse:

    preciso da resposta para essa pergunta:por que existe preconceito com relação aos africanos e afro descendentes?por favor me ajudem eu sei que aqui não é yahoo mas deve ser um site bem melhor obrigada……….

  44. mayra disse:

    muitoo bom …essa lei foi otima.sou contra o racismo.

  45. Amanda Lwiggy disse:

    Também acredito que o estudo da cultura afro brasileira tornar-se obrigatória abre uma lacuna que pode gerar uma ainda mais segregação, visto que a construção de nossa cultura teve a participação de outros povos tão importantes quanto o negro.

  46. Paulo Renato Machado da Silva disse:

    Em nossa sociedade brasileira existe uma cultura das facilidades no trato negocial. Se é fácil para mim, então é bom. Mas se tiver que me esforçar mais um pouco, então não dará certo ou não é necessário. E daí, não importa para que serve, ou porque serve, ou para quem serve. E se tratando dos negros, o desinteresse por parte de alguns ditos intelectuais da nossa sociedade diminui mais ainda da recuperação das potencialidades intelctuais desse povo. Tão massagrado em sua história e cultura devido aos mais de trezentos anos de escravidão no Brasil. Servindo nas bandejas e quartos grupos dominantes economicamente que até os dias de hoje não querem dividir as riquezas prodizidas com o suor e sofrimento do negro vindo em grilhões para o nosso país. Digo, isto, para lembrar e não esquecer jamais da história deste povo que é riquissima culturalmente. Portanto, a 10639, é importantíssima, para o ensino brasileiro, pois resgate uma das lacunas existente na sua formação político pedagógica. E que se firme na obrigatoriedade das instituições de ensino a inclusão da história da Africa e da Culrura AfroBrasileira. Aprendemos a usar cinto de segurança em nossos veículos através de leis, porque não aprendermos a história do povo negro através de leis e outras ações afirmativas pautadas pelo povo negro organizado. Nossas crianças e adolescentes precisam ter a chance de conhecer todas as histórias dos étnicos que construiram este país. Sejamos profissionais realmente da educação. Sejamos educadores construtivos!

  47. Tatiana disse:

    Descriminação, é o que se propõe a Lei. Desde sua promulgação está propondo a discussão não somente a sua validade mas está colocando a prova o racismo dissimulado no Estado Brasileiro.

    Muito além da obrigatoriedade do ensino da história e cultura africana e afro-descendente põe em cheque o currículo eurocêntrico outrora indiscutível nas instituições de ensino. Propõe ainda abrir os olhos para a diversidade que constituída dessa nossa sociedade, dissimulada!

    Acredito que, a lei se legitima em eficiência não somente na sua obrigatoriedade nos espaços de ensino, mas sobretudo, fora destes através das discussões que abriu e está abrindo caminhos para a postura da sociedade diante de sua formação histórica e cultural até então invisibilizada, ou seja, dissimulada!

  48. esmeraldo pereira disse:

    Uma lei dessa natureza, polêmica na sua essência,para ser implementada com possibilidade de sucesso, deveria ter nascido a apartir de sondagens feitas junto à opinião pública. A sociedade é a verdadeira incubadora de ideias. É ela que fomenta sentimentos que podem ser expressos posteriomente em forma de aceitação ou rejeição. Vindo assim de cima para baixo,a lei tende a encontrar resistência nos meios escolares,ainda mais porque contempla apenas um segmento formador da cultura brasileira. Sentimento não se implanta por decreto.

  49. edson disse:

    Vao ler Franz Boas

  50. Rosemayre Butx disse:

    O fato de ser abordado em sala de aula qualquer cultura, não obrigatoriamente muda a questão do preconceito, só se a abordagem tiver um cunho que sensibilize os alunos para o dever que temos de respeitar o outro e seu modo de viver. Claro que a Escola não dá conta sozinha, a família é a responsável por esta construção equivocada e deve participar nessa desconstrução e reconstrução de valores.
    Todo cuidado, todo respeito, toda cautela, todo amor…

  51. Rosemayre Butx disse:

    Seria de bom alvitre a abordagem até mesmo religiosa, no sentido de esclarecer quais são as religiões, como atuam, inclusive até hoje há um desconhecimento total, por ex. o candomblé é uma religião africana, o Espiritismo foi codificado na França, por Alan Kardec, é uma religião que estuda filosoficamente, cientificamente e religiosamente e, a grande maioria das pessoas mesmo com pós doutourado não faz a menor idéia. Só geraria uma discriminação maior de conformidade com as colocações, se não forem impositiva e sim expositiva, não vejo que prejuizo podemos ter em ampliar conhecimento, angariar mais informações.

  52. Edivania disse:

    Acho que devemos tomar muito cuidado para não inserir no contexto escolar religiao ao invés de cultura, pois quando falamos em cultura afro -brasileira, automaticamente enfatizamos a religião voltada para rituais e espiritismo, pai de santo, mãe de santo, camdomblé, etc.
    Em um país com liberdade religiosa, não poderia ser instituida uma lei que obrigue ensinar qualquer tipo de religião como se fosse uma “cultura” nas escolas. Isso é a “falta de liberdade”.

  53. Flavio disse:

    Flavio Dantas ( Graduando em Geografia)!

    Sou Brasileiro, pardo em que o sangue tanto africano, indígena e branco esta presente.—Questão unica para cotas em Universidades: Deficiente Fisco………… Acho que todas as raças são iguais e se a questão é discriminação nós vemos de negros contra brancos, homossexuais contra mulheres, esquecem os infelizes que italianos e imigrantes também foram escravizados e que os próprios negros em brigas tribais prendiam e vendiam seus semelhantes aos portugueses,,,, Negro em Salvador – Bahia é status de a Elite Sociológica, eu tenho filho de 10 anos e passo por dificuldades más não quero privilégio para estudar,,,, quem se inclui em grupos são os mesmos que se auto-discriminam, ser negro não inclui ser burro, ser pobre, ser massacrado,,,
    exemplos claros temos de intelectuais negros, apenas 1 de muitos Dr. Milton Santos, baiano, nordestino eque não aprova a afirmação que a própria etnia criou, de que devem haver quotas para negros em universidades.

    Sinceramente……. Flavio!

  54. remely disse:

    gostei muito dessa lei,acho que devemos dar um basta no racismo.

  55. JOSÉLIO LEMOS DE SOUZA disse:

    Sou a favor de que se resgate a cultura negra e indígena na formação de nossa cidadania. E a escola é o melhor lugar para esse aprendizado. Por que valorizar a eurocultura quando sabemos que o negro perdeu liberdade sendo escravo, braço-força de um processo de ocupação? E o índio perdeu igual liberdade, sendo despropriado de suas terras e feito escravos ao lado dos negros? Isso precisa ser valorizado pela pesquisa e mostrado em sala de aula. Chega de murais, recortes, transcrições penduradas nas paredes. Vamos à aulas, debates, partidos críticos, leituras sobre nossa cultura de base.

  56. isabel disse:

    eu acho otima essa lei;acho que é um modo de acabarmos com o racismo!

  57. Mariana malfatti Emmerich Nwoye disse:

    Pelo que entendi da Lei 10.639/2000, é para ensinar a História e Cultura Africana e Afro-brasileira, sobre os Indiginas e sobre os Asiaticos.Não entendi que é só para se falar dos Negros e sim da importancia dos outros povos que ajudaram os Continentes crescerem.
    Acho muito importante saber sim da História e Cultura do Continente Africano que tem muita História de onde muito copíaram da sua cultura e depois falaram que foram os Gregos ou europeus que descobriram ou inventaram, não acho que se a população estude sobre as culturas de outros povos possam discriminar mais ainda, acho sim que podemos valorizar mais os Negro, Indiginas e Asiaticos que não conhecemos.
    E quanto as cotas para as universidades também não acho valida, prefiro que tenham mais professores capacitados para dar aulas e melhores escolas e que as Diretrizes Curriculares Nacionais sejam melhores elaborados.
    Mariana Malfatti Emmerich Nwoye

  58. luciene marins disse:

    acho uma estupidez alguem ser contra a politica de cotas, principalmente quando se é negro aqui no Brasil, e sabe perfeitamente o preconceito exitente. infelizmente muitos não sabem que temos capacidade para conquistar o nosso próprio espaço, o que estamos querendo é oportunidades para tais conquistas, e isto não é promover preconceito é lutar por direitos iguais.cotas não é compensação pois nunca poderiam compensar os sofrimentos e humilhações que sefreram nossos antepassados,porém podem e devem começar a reparar essas injustiças.

  59. Rosivam de Mura Araújo disse:

    Este assunto deve ser ensinado impresindivelmente nas salas de aulas brasileira . A valorização do afro brasileiro. Isso porque é ele que a história sempre negou seu heroismo. As outras etnias sempre tiveram seu distaque,menos o negro. Isso é que fez e faz o proprio negro se sentir desvalorizado , pois so é visto como NEGRO:pobre, escravo.O negro precisa conhecer seus valores pra nao continuar tendo vergonha de se proprio e ter orgulho da sua raça.quando ele se conhecer teremos um bom resultado em relação a discriminação e o racismo.
    Se o professor tiver um bom preparo, tudo dará certo.Isso é ,trabalhar a IGUALDADE ,independentemente da cor e da raça, pois naõ é a cor quem determina o ser humano e sim o CARATER.

  60. EUGÊNIA disse:

    O RACISMO E O PRECONCEITO CONTRA OS NEGROS É ALGO INACEITÁVEL,E É UMA PENA QUE NOS DIAS DE HOJE,EM PLENO SÉCULO 21, AINDA EXISTAM PESSOAS QUE TRATAM DE FORMA DESUMANA AQUELES QUE TEM A PELE ESCURA.SOU BRANCA MAIS DEFENDO QUEM É DIFERENTE DA MINHA COR,NA VERDADE TODOS DEVERIAM FAZER O MESMO…DEPOIMENTO DE EUGÊNIA QUEIROZ.

  61. Dinha disse:

    É fato que, quando se fala em Ações afirmativas para a pop.negra brasileira ,como Cotas e a lei 10.639/03,mtas pessoas se sentem na obrigação de dar sua opinião “desinformada” ,mas como temos que considerar seus livres arbítrios,
    temos que escutar ou ler suas opiniões.Quanto a comunidade indígena concordo que tb sofreram ,
    mas não continuaram escravos como os negros,e em toda Conferência de Promoção da Igualdade Racial que participo eles são incluidos e contemplados.Após a lei 10.639/03 criou-se outra lei que contempla a comun. indígena,se não me engano é a lei 11.645.Quanto ao trabalhar a história Africana e Afrobrasileira nas escolas é o mínimo que o governo possa estar cobrando,pois se o eurocentrismo tem suas referências ,cadê as referências negras ?Pq o negro não pode ter sua história citada tb?
    Éuma questão de REPARAÇÃO.O negro ajudou a construir esse país e não recebeu nada em troca!Saiu sem eira nem beira, sem estudo , moradia deixando tudo o que foi construido ,sob o julgo da chibata,enquanto os imigrantes italianos chegavam com suas famílias e com salários e moradias descentes!!!
    Não estamos querendo nada além daquilo que é nosso por direito.Não queremos estar na frente de ninguém (se é esse o medo de mts),mas sim lado a lado,com Deveres e Direitos iguais!
    A LEI DA CULTURA AFRICANA E AFROBRASILEIRA NÃO SEGREGA ,ELA AGREGA.

  62. Ana Carla disse:

    @Andrei Thiengo, nas escolas atualmente aprende-se uma cultura americanizada e vc esta satisfeito com isso? Formamos um país de miscigenados e além da cultura indigena, pq não esta a cultura negra?? Já que a prtir dela formamos a nossa… Acho q é extrema ignorancia a omissão de aprender uma nova e rica cultura…

  63. francielly disse:

    o meu proprio pais é racista, e eu também sou negra…

  64. JÚLIA M. disse:

    Não posso calar-me quando tentam transformar o meu país naquilo que ele não é, ou seja, racista. Sou negra e estou com medo de que criem o ódio racial no Brasil com estas leis estúpidas e racistas.

  65. CRISTINA ARNALDI disse:

    @Clóvis Carbonel, vc acha racista buscar suas origens?////????

  66. CRISTINA ARNALDI disse:

    @Carlos Eduardo Miranda, leia um pouco de história africana e brasileira e faça um discurso proprio

  67. CRISTINA ARNALDI disse:

    É evidente que as pessoas responsáveis em passar estas informações deve ser capacitada, mas o que vocês diriam se fossem tirados de seu lugar de origem, trabalhassem de graçã, comesse o que lhe fosse dado, humilhado e ridícularizado em sua cultura, certamente exigiria que estes danos fossem reparados, mas o tempo não volta,quem irá pagar por estes males? Cota é minimo que se pode fazer

  68. Vera Lucia disse:

    Tem santos negros sim N S Aparecida e São Benedito, graças a Deus; se a imagem de Nossa Senhora sujou na lama do rio (prá quem conhece a história), não tem importância, o importante é a mensagem que ela trouxe…

  69. Olavo Alves Oliveira disse:

    O nosso povo não é racista como alguns ignorantes disseram aqui. Sempre demonstro alegria ao falar com os meus amigos europeus e norte-americanos que, em nosso país, é forte a miscigenação e a diversidade cultural. Orgulho-me de ser descendente de africanos, índios e europeus. Além de só legislar em causa própria, o Congresso Nacional deveria parar de elaborar leis racistas como as que estão em discussão, neste espaço.

  70. LUCAS MELLO - ANGRA DOS REIS disse:

    @Regina, parece-me claro que o que a leitora Tânia pretendeu dizer é “afrodescendente”.

  71. Regina disse:

    @Tânia, voce viu que se referiu aos homens como pessoa de cor, te pergunto o que é pessoa de cor?

  72. poliana disse:

    sou negra e aviso a todos que temos competencia essencial para vencer ficar nos discriminando e bobagem

  73. Vania disse:

    Sou mulata.Filha de pai negro e mãe branca (descendente de italianos e espanhóis).
    Desde a infância, na pré-escola , sempre fui discriminada pelos colegas.Estudei em escola pública.As pessoas, em sua maioria , te olham e te tratam de forma diferente.Não são só os brancos que são preconceituosos.Fui discriminada também por negros, mulatos e orientais.
    Os negros me discriminam, porque(segundo eles) sou 50% branca.Os brancos me discriminam pelo meu tom de pele e cabelo.É terrível!
    Acho que a maioria dos seres humanos, são preconceituosos de alguma forma.Acho muito difícil esse problema social ser erradicado.Acho difícil uma pessoa adulta preconceituosa, mudar seus valores.Acho que devemos começar com as crianças em idade escolar, investir em campanhas e educação.
    Quando se é criança, o preconceito dói, traumatiza.
    Hoje,superei. Atualmente, em alguns lugares e em algumas situações,ainda sofro preconceito, mas reajo.Não reajo de forma agressiva,só me defendo.

  74. Tânia disse:

    O Brasil é um país racista?

    Apenas o negro é, aqui, discriminado?

    Na semana passada, eu tive o meu automóvel roubado por dois homens negros, que portavam pistolas. Sou uma senhora branca, de 59 anos e obesa e fui insultada pelos bandidos. Chamaram-me de rolha de poço, supositório de baleia, gagá etc.

    Fui vítima de preconceito por estar acima do peso e ser de idade madura e, no caso, os agressores eram da etnia negra. Ora, não são exatamente os pretos que exigem respeito pelo fato de serem negros?

    Além de ter o meu novo Corolla levado, ainda tive de escutar aquelas agressões morais. Quando uma pessoa de cor é ofendida, no entanto, fica parecendo que jogaram uma bomba nuclear no país. Depois, pedem cotas e querem indenização por danos morais. Escutamos, também, discursos coléricos de movimentos negros e por aí vai.

    Não existe preto santo e, aliás, nenhuma pessoa (branco, amarelo etc.) o é.

    Para finalizar, um dos meliantes falou, ainda, que o meu carro seria o “pagamento da dívida que os brancos têm com os negros”.

    O Brasil é um país racista?

  75. Carlos Eduardo Miranda disse:

    É, com certeza, assustador esse negócio de conseguir privilégios por ter mais melanina na pele. É, de fato, coisa de país que tem muito a aprender. Sou fruto de miscigenações e acho que todo e qualquer ser humano não pode ser covarde, ou seja, tem que conquistar as coisas com a sua própria força. Chega de cotas e demais leis caricatas.

  76. Clóvis Carbonel disse:

    É triste observar os meus irmãos negros querendo criar o ódio racial no Brasil. Não é assim que educo os meus filhos. Sou contra estas leis racistas.

  77. Vinícius Novaes disse:

    Num país em que a maior parte do eleitorado não tem sequer nível fundamental completo, não é de se estranhar leis estúpidas como as que estabelecem cotas e a 10.639. Obs.: sou, também, afro-brasileiro.

  78. Artur disse:

    Ao participante desse site Sergio Túlio e toda a galera, anexo das principais obras do professor Dr.MILTON SANTOS:

    Povoamento da Bahia: suas causas econômicas (Salvador, 1948).
    Os estudos regionais e o futuro da geografia (Salvador, 1953).
    Zona do cacau, introdução ao estudo geográfico (Salvador, 1955).
    Estudos da geografia da Bahia (Salvador, 1958).
    Localização industrial (Salvador, 1958).
    A cidade como centro de região (Salvador, 1959).
    Marienne em preto e branco- Viagens ( Salvador, 1960).
    A rede urbana do recôncavo (Salvador, 1959)
    O centro da cidade de Salvador (Salvador, 1959).
    A Cidade nos países subdesenvolvidos (Rio, 1965).
    Croissance démographique consommation alimentaire dans les pays sous-développés (Paris, 1967).
    Aspects de la géographiede l’économie urbaine des pays sous-développés (Paris, 1967).
    Dix essais sur les villes des pays-sous-developpés (Paris, 1967).
    Le métier du géographe en pays sous-développés (Paris, 1971).
    Les villes du Tiers Monde (Paris, 1971).
    Geografía y economía urbanas en los países subdesarrolados (Barcelona, 1973).
    Underdevelopement and Poverty: a Geographer’s View (Toronto, 1975)
    L’Espace partagé (Paris, 1975).
    Por uma Geografia Nova( São Paulo, 1978).
    O trabalho do geógrafo no terceiro mundo (São Paulo, 1978).
    Pobreza Urbana (São Paulo, 1978).
    O espaço dividido (Rio, 1978).
    Economia espacial: críticas e alternativas (São Paulo, 1978).
    The Shared Space: the two circuits of the urban economy and Its Spatial Repercussions (Londres, 1979).
    Espaço e Sociedade (Petrópolis, 1980).
    A urbanização desigual (Petrópolis, 1980).
    Manual da geografia urbana (São Paulo, 1981).
    Pensando o espaço do homem (São Paulo, 1982).
    Ensaios sobre a urbanização latino-americana (São Paulo, 1982).
    Por une géographie nouvelle (Paris, 1985).
    Espaço e método(São Paulo, 1985).
    Espacio y Método (Barcelona, 1986).
    O espaço do cidadão (São Paulo, 1987).
    Metamorfoses do espaço habitado (São Paulo, 1988).
    Novos rumos da geografia brasileira (São Paulo, 1988).
    Por una geografia nueva (Madrid, 1990).
    Metrópole corporativa fragmentada: o caso de São Paulo (São Paulo, 1990).
    Espace e Méthode (Paris, 1990).
    A urbanização brasileira (São Paulo, 1993).
    Por uma economia política da cidade (São Paulo, 1994).
    Técnica, Espaço, Tempo: globalização e meio técnico científico informacional (São Paulo, 1994).
    De la totalidad al lugar (Barcelona, 1996).
    Metamorfoses do espaço habitado (São Paulo, 1996).
    Fim de século e globalização (São Paulo, 1997).
    Pensando o espaço do homem (São Paulo, 1997).
    Por uma outra globalização (Rio, 2000).
    Território e sociedade (São Paulo, 2000).
    Brasil: território e sociedade no início do século 21 (Rio, 2000).

  79. M. Matos disse:

    Em nenhum momento de minha vida, necessitei de cotas ou qualquer tipo de “esmola” do Estado. Declaro-me negro, sim, e acho que o nosso povo mestiço precisa é de um ensino de qualidade que abordasse de um modo geral TODA a diversidade cultural brasileira, sem, obviamente, prestigiar apenas a afro-brasileira. Já observei negros discriminando homossexuais, judeus, orientais, nordestinos, gordos etc., o que mostra que qualquer ser humano tem preconceitos. A minha esposa é filha de portugueses louros e já foi chamada de “branquela de m.” por um grosseiro policial militar negro e de “loura burra” por um motorista afrodescendente.

  80. RENATA GOMES disse:

    Sou negra e minha família é fruto de miscigenações (negros, brancos e índios). Valorizamos muito tal aspecto e, deste modo, não acho que a lei citada seja justa com outras etnias. Não creio, também, que se possa dizer que este país é racista e a minha família esta aí para provar. Cotas são absurdas e só criarão o ódio racial no país.

  81. Gel Santos disse:

    Pensamentos racistas não mudar de uma hora para outra. Recentemente estava no meu msn e apareceu uma moça de Lisboa, com uma conversar racista,ela escreveu:”Na Bahia só tem pretos sujo " e mais " Em Portugal dar vontade de jogar eles no mar". Esse depoimento na internet, comfirma ainda mais o que eu coloquei no meu comentario no jornal "Opinião e Noticia"Que Ainda não existe uma democracia racial no mundo. Quanto a Portuguesa racista, disse para ela: Você é racista? desse jeito você esta me ofendendo. Fiz outra pergunta, conhece as histórias dos navios tumbeiros? Que carregava a força os negros para serem escravos nas colônias.Onde eram chicotiados, explorados até a morte e depois jogados no mar. Jogar negros no mar, isso já foi feito e seus antepassados nunca foram punidos mas hoje é diferente;Hoje estamos querendo justiça…Justiça!Depois dessa explanação ela parou de mandar mensagens. Os racistas existem e estão por todas as partes do mundo seguindo um pensamento que até hoje não foi desconstruindo porquê requer justiça!. Mais vamos conseguir alcançar por inteiro essa palavra de sete letras, ai então, seremos nem superior nem inferior, mas vitóriosos de justiça e direitos iguais.

  82. fabio idalino disse:

    dois comentários para o professor martins:1)já existe uma lei que torna o ensino da cultura indigena brasileira.simplesmente,acontece o mesmo problema da lei afro:puro prenconceito.

    2)concordo que o sr.seja contrário as cotas,porém,soa muito estranho o sr. dizer que é contra as cotas argumento que ela aumentará a discriminação.logo o sr. professor de história vim com essa desculpa tão primária.parece que o sr. esqueceu de como foi o processo de abolição dos escravos no brasil.parece que esqueceu de como o Estado brasileiro deixou largado os ex-escravos,não dando sequer um pedaço de terra para começarem as suas vidas.parece que esqueceu que após-abolição,o Brasil criou leis discrimanatórias para que o negro não progredisse na sociedade.
    Tudo isso,sr.Martins é muito estranho logo vindo de um professor de história.Na minha opinião,parece ser um jeito de dominação e manipulação.

  83. fabio idalino disse:

    finalmente vamos falar da historia do negro com a visao do proprio nnegro.sim,o que os livros apresentam e uma verdadeira vergonha,pois simplesmente a contribuicao do negro na construcao economica,social e politica desaparece no pos-abolicao.somos obrigados a ler uma versao europeia.a lei contribuira muito e acabar com certos mitos que rodeia o imaginario popular.

  84. Gel Santos disse:

    Na verdade não existe uma democracia racial no mundo. No brasil especialmente aqui a situação ainda mais violenta.O ensino nas escolas publicas, realmente vai desconstrui toda uma imagem que fizeram da cultura negra no mundo. Uma história de omissão e de marginalização. acontecimentos de inverdades que só contribuiram para subtraír direitos.

  85. Ariovaldo Lima Júnior disse:

    Estúpida a rejeição sobre as aplicaçãoes da lei 10.639/03. Esta lei enfim consolidada na cultura escolar e no ensino superior e universitário (com seus respectivos departamentos, núcleos de pesquisa, financiamentos e bolsas, seminários de balanços) propiciará o intercâmbio entre os países que já adotam este tipo de disciplina (Estados Unidos, França, Bélgica, não devemos nos esquecer que a questão negra abarca 3/5 da humanidade, não é só o Brasil). Quando esta disciplina enfim se consolidar, e será um marco de TRABALHO e metodológico para todas as Ciências Humanas do país, uma vez que serão necessários historiadores, sociólogos, psicólogos etc… para pesquisar os vivos e os mortos. Esta disciplina consolidando-se chamará a atenção dos outros países onde ela já existe: um novo produto intelectual do produzido pelo país ! Não é pouca coisa. Este novo produto intelectual, ao autonomizar-se, não falará somente de cultura escolar, ou escola, ou ciências sociais. Espraiar-se-á para a literatura, para o cinema, enfim, para outras formas de linguagem genuinamente brasileiras, explicitadas ao mundo. Devemos comemorar um novo campo que nasce no Brasil, e não apegar-se a hegemonias ultrapassadas e conservadoras, a mitos caídos, ao conservantismo. Por apego à etnocentrismos autoritários não podemos como país perder esta oportunidade singular. É preciso um pensamento com amplitude para entender este momento. O Achismo e a opinião subjetiva sem levar em conta contextos mais amplos serão de resultado retrógrado

  86. Ariovaldo Lima Júnior disse:

    Não é uma questão de técnicas de ensino. É uma questão epistemológica. A cultura escolar não considera que o negro tenha História (observe a invisibilidade, História do negro na escola termina com a Abolição) e não considera que o negro tenha cultura (para a escola é folclore). Técnicas temos muitas. Estão aí Piaget, Freire, A nova História, os Marxistas e seus revisionismo, até os Freyreanos, a gente aceita, vai… afinal…O problema não é de técnica, é de propósito e intencionalidade. Por isso a lei ainda não pegou. Abre-se um novo campo de estudo (que em um país sério seria comemorado) aqui é tratado com reticência.

  87. Evandro Correia disse:

    Ariovaldo, como dizia um amigo meu, o que tem o c- a ver com as calças? O que têm as cotas raciais a ver com novas técnicas de ensino?

  88. Ariovaldo Lima Júnior disse:

    P.S. O curioso, é que contra as cotas e a lei 10.639 levantam-se várias vozes. Contra as Universidades Virtuais e de Ensino a distância ninguem fala nada.

  89. Ariovaldo Lima Júnior disse:

    A população afro-descendente representa mais de 50% da população brasileira. Além do que, a "lacuna" criada na historiografia nacional ainda presa ao século XIX (o que evoluiu um pouco foi por parte da geração revisionista, e agora os freyreanos e neo-patriarcalistas com aquela coisa de sempre). É cultura ou não é ? Possui uma História ou não possui ? No fundo, a discussão é esta, por ser uma população estigmatizada e ter a sua cultura folclorizada e banalizada, os círculos da "cultura escolar" não concordam. Precisamos aprender muito com a História da África e com a cultura negra, que resiste, apesar de tudo.

  90. batista disse:

    Miscigenação-O Brasil é formado por miscigenações de raças e culturas, que deve ser fortalecido, sem discriminações e sem leis de distribuição de privilégios e impunidades para alguns.Quando se discrimina nacionais se pratica um crime contra a Nação.As riquezas do solo e mar devem ser em beneficio de toda a Nação, e não para alguns "grupos" gananciosos, senão se repetirão no Brasil, conflitos por ganâncias e poder de alguns e provocando exodos e enfraquecimento da Nação.Que os valores morais da maioria do povo brasileiro e civismo norteei o fortalecimento da Nação Brasileira.

  91. Camilo Terras disse:

    Toda e qualquer lei que crie diferenças entre raças é uma forma de racismo. Acho mais razoável cotas nas universidades para alunos de escolas públicas do que pela cor da pele.

  92. Jorge Kleber Teixeira Silva disse:

    Sou geógrafo , tenho inclusive trabalho na área dos direitos das populações tradicionais e considero justo que ocorra um estudo de história paralelo das civilizações e das contribuições das populações afro e indígenas pois fazem parte da cultura brasileira conforme ilustra o livro de Darcy Ribeiro O povo brasileiro:
    “Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles pretos e índios supliciados. Como descendentes de escravos e de senhores de escravos seremos sempre marcados pelo exercício da brutalidade sobre aqueles homens, mulheres e crianças. Esta é a mais terrível de nossas heranças. Mas nossa crescente indignação contra esta herança maldita nos dará forças para, amanhã, conter os possessos e criar aqui, neste país, uma sociedade solidária”.
    Essa frase de Darcy mostra que devemos reconhecer a nossa herança maldita e propor uma sociedade solidária e não segregacionista ou de luta armada ou de luta étnica, tem que ser inclusiva reconhecer o papel dos atores históricos do país , logo resgatando a história nos livros didáticos propõe a democracia e o diálogo conforme o batista negro Martin Luther King e metodista negro Nelson Mandela. Sou contrário a proposta de segregação de Malcom X para os negros e de Hitler para os brancos arianos.

  93. oswaldo disse:

    na minha opinião, pode-se até trazer à tona essa história sobre a cultura africana, porém, certamente não nos esqueçamos de que há todo um conjunto de condições e restrições de umas e outras pessoas; e, eu, por exemplo, não vejo nada de bom nas crenças oriundas desse continente.

  94. Maria Mendes disse:

    Concordo com o que li sobre o assunto discriminação no geral, já mudou muita coisa e muitos foram e estão se beneficiado, é muito gratificante mesmo acompanhar essa evolução.
    Porém, tenho vivênciado uma boa parcela de preconceitos raciais entre a propria cor negra, amigos (as), que falam abertamente que não namora e não gosta da cor,fico abismada como pode eles serem tão preconceituosos a tal ponto. Lembrando que é uma boa parcela que pensa assim, isso também precisa mudar. Pra começar a mudança tem que ser no ser em si, quer mudar o mundo comece por você, acredito muito neste dito popular. Obrigada pela atenção, desde já grata.

    Maria Mendes
    Administradora e Atriz.

  95. Evandro Correia disse:

    Tem de ter um meio-termo entre racismo, discriminação, segregação, e democracia total. Essa lei de cotas raciais tem aspectos muito discutíveis. Por que uma lei falando na cultura afro-brasileira, e não uma falando na cultura dos índios que já estavam aqui? Viva a cultura indígena!

  96. Isabel Fernández disse:

    A a lei federal nº 10.639 deve ser implantadas nas escolas públicas e particulares. É notório que a população brasileira tem sua origem na África, na Europa ou indígenas. Logo, faz-se importante que seu povo conheça e valorize sua origem, cultura e identidade. E, por fim, acabe com a terrível discriminação racial que ainda brota no coração de alguns brasileiros.

  97. silvana disse:

    eu achei super legal.fala muito sobre a africa e é muito interessante.

  98. silvana disse:

    eu achei super legal.fala muito sobre a africa e é muito interessante.

  99. Andrei Thiengo disse:

    Não concordo com o fato de estipular o ensino de cultura AFRO-BRASILEIRA. No meu ponto de vista, todos somos brasileiros e a cultura nacional é formada pela soma de todas as culturas trazidas (voluntariamente ou não) e as que já estavam aqui (índios). O Brasil é um só. è bom ressaltar, que os escravos vindos da África, também escravizavam tribos inimigas, no antigo continente, cometendo barbáries tão grandes quanto a escravidão desenvolvida por portugueses e espanhóis, além de que se os europeus, não tivessem recebido ajuda de tribos locais, dificilmente conseguiriam impor tamanha dor e sofrimento. Falo isso, apenas para lembrar que nenhum dos 2 lados são santos, pois ambos agiam com a mesma brutalidade, apenas em mundos diferentes.

  100. ITABAIANA NONATO disse:

    Ao invés de declarar-me afro-brasileiro, prefiro dizer que sou apenas brasileiro. Essas atitudes (termos como afro não sei o quê, cotas, lei da cultura africana etc.) só fazem estimular a separação.

  101. Francisco Novaes disse:

    Sou um BRASILEIRO NEGRO e não um NEGRO BRASILEIRO. É importante frisar isso. Sou totalmente contra leis verdadeiramente racistas como as de cotas em univesidades e a lei em debate.

  102. Janet tomerkvalsen disse:

    O negro faz parte de nosso sangue e de nossa cultura todos temos no sangue a celula afro

  103. samila disse:

    eu acho que todos nós somos iguais e nada a mais e nada a menos foi deus que criou todos nós por isso somos filhos de deus irmãos até o fim!

  104. RONNIE A. da SILVEIRA ARAÚJO disse:

    TAIS POLÍTICAS E LEIS NÃO ATENDEM SOMENTE A PESSOA AFRO-DESCENDENTE, MAS A TODOS OS BRASILEIROS, PORQUE NÓS SOMOS ÁFRICA, SOMOS EUROPA, SOMOS AMÉRICA. SOMOS, GENÉTICA E CULTURALMENTE, POIS.

  105. Conceição Oliveira disse:

    Já foi criada uma nova lei que modifica o mesmo parágrafo 26 da LDB, trata-se da 11645/08 aprovada em março de 2008.

  106. LEONARDO TORRES disse:

    Está lei garante a população brasileira (afro-descendente) o resgate de suas origens.
    Onde foi escravisada por um povo ambicioso e dominante. Além de ter cido escravisada, foi "educada" da forma em que seus dominantes (ditos cultos) achavam conveniente.
    Uma população que foi dominada pelos portugueses e sua igreja católica, onde se diziam mensageiros de deus. que matavam e perseguiam como dominantes do mundo.
    Hoje a situação da população pobre continua a mesma, vivemos em uma sociedade de brancos ambiciosa, egoista, individualista, extremamente capitalista, e racista de todas as formas, onde só vale quem tem.
    essas pessoas que reclamam de cotas e leis como a 10.639 não moram em favelas e nem vivem de salário mínimo, criticar algo que não está vivendo é muito fácil, quero ver fazer alguma coisa boa para melhorar a vida do trabalhador.

  107. Aldo Durante Jr disse:

    Eu particularmente, penso que a cultura em geral do africano deveria ser mais explorada, seu modo de vida, visão de mundo, conceito de felicidade, coisas que são muito diferentes do mundo
    ocidental. O fator religioso é via de regra debatido por gente que pouco ou nada sabe a respeito, sendo captadas de uma maneira quase midiatica oque prejudica sobre maneira o ensinamento, uma vez que quem realmente detem o saber religioso africano é avesso a publicidade e midia. A criação de um curriculo educacional de referencias africanas cevem na minha opinião estar acima de artesanato e rligião., que é oque se ve quase que invariavelmente.

  108. Cássio disse:

    Que cultura africana seria ensinada? Acho que o que chamamos de África comporta inúmeras culturas. Alguns países de onde vieram escravos teriam prioridades, já que os escravos negros (de várias culturas) estão nas raízes do Brasil?

  109. jose geraldo drummond disse:

    Caro Professor:

    Este é um tema para relexão e que mereceria um comentário da sua parte (ou outro artigo).
    Saudações médico-jurídicas.
    Roberto Lana

  110. yama disse:

    A obrigatoriedade de aceitar medidas protecionistas ou discriminatórias contra os brancos e os verdadeiros colonizadores do Brasil (portugueses, italiano, espanhóis e asiáticos) demonstra a tentativa dissimulada de obter vantagens que cuto telos final é eleitoreiro.
    O conhecimento de que mais de 70% dos brasileiros são afro-descendentes garante uma presumível eleição daqueles que por inércia ou otros interesses menos cansativos (trabalho, estudo etc) obtaram em esperar soluções políticas paternalistas para o segmento miscigenado desta forma.
    Formular leis que não refletem moralidade na proposta, buscam outros benefícios colaterais e provocadores de suposições de "direitos" é odiosa e provoca em suas raízes a "predação" por representante majoritários entre os criminosos e delinqüentes que alegam estar exercendo direitos solapados e à força.

  111. Abel Mello disse:

    E a ex-ministra Matilde Ribeiro do polêmico Ministério da Igualdade Racial? Esta senhora utilizava-se do meu, do seu, do nosso dinheiro para alugar carros de luxo, pagar despesas em “free shop” e restaurantes caros etc. De fato, esse ministério não tem razão de existir, bem como essas leis de cotas e cultura negra.

  112. Paulo Ricardo disse:

    Tal norma (10639/03) é contrária o bom senso. Prefiro que ministrem DIREITOS HUMANOS nas escolas e, também, faculdades.

  113. fabiana disse:

    Concordo plenamente quando falam da necessidade de valorizar todos os povos que ajudaram a formar esta nação e acredito que é justamente esta a proposta da lei 10639/03 e agora da lei 11465/08 .Sou pedagoga e busco sempre enfatizar a importância de todos os povos(principalmente africanos, indígenas europeus e asiáticos) na formação social, econômica e cultural deste país.

  114. j.batista disse:

    Estudei em escola publica e tive de trabalhar para poder pagar a faculdade.Aprendi que a Nação Brasileira é formada por miscigenação de raças e culturas.Saimos de uma ditadura para um sistema de libertinagens, em que a ética,moral e patriotismo são ignorados.A educação abandonada gerando falta de perspectivas aos jovens.Ignorando-se a maioria cristã do povo brasileiro, leis imorais são aprovadas gerando uma nova classe de individuos privilegiados e impunidades.A discriminação de um povo é um crime em relação aos outros nacionais e podera provocar conflitos a medio e longo prazo.A midia corrupta induz os jovens ao sexo, drogas legalizadas e erotismo deteriorando mais o nosso falido sistema educacional.O Brasil esta deixando de ser Nação para ser somente um ponto georafico no mapa mundi.

  115. Ana Marta Sousa disse:

    As milhas duas filhas estudam numa escola municipal, que não têm professores suficientes para todas as disciplinas. Por vezes, tenho de buscar mais cedo as meninas por falta de mestres.
    O telhado do colégio está quebrado e, quando chove, não se pode praticar educação física em função da quadra molhada. Baldes são espalhados pelo imóvel (inclusive dentro das salas), a fim de coletar a água da chuva.
    A situação dos banheiros é, também, calamitosa. Encontram-se, inclusive, mosquitos. Espero, sinceramente, que não sejam da dengue. Uma das minhas filhas disse ter visto, recentemente, um rato passeando dentro da escola.
    Há, outrossim, uma grande quantidade de pombos que fazem as suas necessidades em todos os lugares, podendo transmitir inúmeras doenças aos estudantes.
    Nas proximidades, há uma favela e, deste modo, não são raras as ocasiões em que, durante o período de aula, ocorre tiroteio entre os traficantes e a polícia.
    Noto que o ensino é deficiente e as minhas filhas não estão aprendendo nada. Ambas têm dificuldades para ler, redigir, somar, diminuir, multiplicar, dividir etc. No meu tempo, o ensino público tinha qualidade, mas foi-se deteriorando com as péssimas administrações.
    Garanto que a maior parte dos alunos do colégio das minhas crianças é negra ou mulata. O que esses jovens necessitam é de um ensino público responsável, que forme cidadãos. Logo, a lei da cultura afro-brasileira é fantasiosa.
    Os políticos deveriam parar de legislar em causa própria e pensar mais no maior patrimônio do Brasil: os jovens.

  116. Leonel Batalha disse:

    Num país em que boa parte do povo sequer saber ler e escrever e que mais de 51 % dos eleitores têm nível fundamental incompleto, essa lei tem natureza flagrantemente eleitoreira. Ao invés de reclamarem a melhoria da qualidade do ensino público, os movimentos negros pleiteiam cotas e o ensino da cultura afro-brasileira. Como ressaltado por alguns missivistas, nos movimentos negros há muitos políticos e estes, naturalmente, adoram votos.

    Os resultados de exames nacionais e internacionais (PISA) revelaram a falta de qualidade do nosso ensino (médio e fundamental). Assim como o leitor Marcos André (03/12/2007), cito a frase do Sr. Fabiano Gomes (17/11/2007): “Realmente, se as nossas crianças e adolescentes não sabem Português, Literatura, Matemática, Física, Química, Biologia, Geografia etc., a lei em questão assume conotação eleitoreira. Não se ataca a raiz do problema.”

    Uma das frases do Sr. Reginaldo (16/04), comprova isso tudo: “Se temos que estudar sobre os europeus que destruiu e roubou o Brasil, precisamos estudar também a historia daqueles que de fato construiram o nosso país.” Erro de concordância verbal e falta de acentos! Aliás, o citado comentarista redige o próprio nome com letra minúscula…

  117. reginaldo disse:

    As vezes me pergunto qual o papel da escola, se o seu papel é ensinar então que ensine a verdade agora se os estudantes devem fazer seu aprendizado atraves de Bibliotecas, livrarias e bons sites então a escola deixa de ter o seu sentido primordial. O ensino da cultural africana e afro-brasileira obrigatório através da lei 10639, não uma cota para negros, mas fazer com que os estudantes tenham um verdadeiro conhecimento da história do nosso país e não apenas conhecer a história da europa, mas de todos os que ajudaram a construir o Brasil. É preciso que tenhamos consciência de que até mesmo a história do povo japonês tem mais valor no Brasil do que a historia de mais da metade da população brasileira que é formada por afros descendetes então, não faz sentido o que diz Leonel Batalha. Se temos que estudar sobre os europeus que destruiu e roubou o Brasil, precisamos estudar também a historia daqueles que de fato construiram o nosso país. Para encerrar é importante dizer que aprender faz bem para todos e quanto mais sabemos mais buscamos conhecimento. Parafraseando Platão "a educação criou bons homens, e bons homens agem nobremente" e para se agir nobremente é preciso conhecer toda a historia de um povo e não apenas parte dela.

  118. Leonel Batalha disse:

    Há muitas livrarias, bibliotecas e bons sites. Eu acho que a própria pessoa pode pesquisar sobre cultura afro-brasileira. Sou contra essa lei.

  119. Moisés Chagas disse:

    Acho importante, para tornar o ensino de história mais completo e mais coerente com as origens dos brasileiros, que seja ampliado o ensino da história e cultura dos povos africanos, orientais e indígenas nas escolas brasileiras, que hoje prioriza a cultura e história européia, o que pode causar aos alunos a crença incorreta de que esta é superior as outras. Quanto ao preconceito, este sempre é aumentado pela ignorância, portanto a ampliação e qualificação do ensino de história também contribuem para redução do mesmo.

  120. Viviane Paz disse:

    Sou professora e me orgulho de usar o ambiente escolar, num espaço de verdadeira reflexão,inclusive sobre a discriminação racial.Instigo a descoberta sobre as culturas,atitudes políticas, sociais e outras.Assim descobrimos que temos mesmo uma raça,a HUMANA.Não podemos deixar de ser humanos.

  121. José Rodrigues disse:

    Sou casado com uma negra, com raízes na Bahia. Meu filho é mistura de branco com negra, qual é a raça dele?

  122. Elsa Fonseca de Souza disse:

    Sou professora negra, pós graduada, militante. Tenho ouvido frequentemente que a lei 10639/03 vai criar a segregação no Brasil. Será que as pessoas não leem estatísticas? Esta lei vai apenas tornar visivel as consequencias da discriminação em nosso país. Ninguem cria o que já existe. O fato de não existir uma lei que contemple os índios, não significa dizer que a 10639 está incorreta mas sim que precisamos caminhar mais. Temos que aprender a conhecer para respeitar

  123. ayrton disse:

    Essa Lei é a construção do totalitarismo afro-acadêmico no Brasil, Partidão. A história do negro parece ter sido a da dor e sofrimento do seu satanismo-animista, e do nosso colonialismo, para o marxismo acadêmico totalitário no Brasil! Os negros brasileiros precisam e estão se levantando a favor da liberdade e da Fé cristã, glória a Hashem!

  124. ESTELA disse:

    Sou NEGRA,Pedagoga,Psicopedadoga,Especialista em Supervisão Escolar e Educação Inclusiva
    Acredito que a lei 10.639/03 não foi criada para diminuir ou aumentar o racismo pois vivemos em um país extremamente racista, minha preocupação está focada em como instrumentalizar o educador para que em sala de aula tenha subsídios para repassar através de conteúdo a verdadeira história de um povo que trabalhou significativamente na cosntrução do nosso país.
    Então é necessário desconstruir, resignificar e reconstruir um novo olhar pedagógico.

  125. Rodolfo disse:

    Peca pela falta de razoabilidade essa lei da cultura africana. Soa puramente eleitoreira, quando, na verdade, o país carece de um ensino de base de qualidade (conforme resultados de exames nacionais e estrangeiros). Temos, inclusive, muitos professores sem qualificação. Além disso, querem estabelecer mais cotas para negros…

  126. Francisco Petrucio disse:

    As leis democráticas servem para viabilizar regras de conviências pacíficas enquanto os cidadãos ainda se encontram ignorantes dos direitos inerentes a determinados aspectos da democracia. A Lei 10.639 vem esclarecer os direitos dos cidadãos de origem africana nascidos no Brasil, portanto, tão brasileiros quanto quaisquer outros até tornar-se um fato universal o relacionamento interracial e inter-étnico entre todos os brasileiros.

  127. ÉBER DO CARMO disse:

    Tenho grande admiração pela bela e jovem jornalista Camila Leporace. Adoro as matérias desta inteligente repórter. Sugiro ao Opinião e Notícia para sempre colocar a foto da linda Camila nas reportagens por ela assinadas.

  128. Jorgina disse:

    ÉPOCA DE ELEIÇÃO É ASSIM MESMO… SÓ LEIS RIDÍCULAS E RACISTAS…

  129. Adriana disse:

    Não vejo problema algum em implantar essa disciplina das escolas públicas,pois sou professora numa das escolas públicas de PE,o que nos torna dificultoso é a falta de material didático em passar o conteúdo para o nosso alunado onde a maior parte é carente e não tê condições financeiras de frequentar lan houses para pesquisar e também não dispõe de uma biblioteca equipada para isso…

  130. Charles Piero Siemeintcoski disse:

    O sociedade brasileira deveria debater, com mais freqüência, a necessidade de universalizar o acesso ao ensino público, estabelecendo cotas sociais e não raciais. Ao se preocupar com os desassistidos, o governo poderia se empenhar em proporcionar ensino gratuito tanto para brancos, negros, índios e descendentes de europeus.

  131. Da redação disse:

    Prezado Éber
    Nos dê seu e-mail que passaremos para ela.

  132. Éber do Carmo disse:

    Como faço para entrar em contacto com a jornalista CAMILA LEPORACE?

  133. ELOISA S. GUSMÃO disse:

    Eu sou mulata e não acho que o Brasil seja racista. O que sucede, em verdade, são casos isolados de discriminação, pois, se assim não fosse, os jornais só trariam matérias de crimes de racismo.

    Eu também já me senti discriminada, mas boa parte me respeita pelo que sou. Da mesma forma, já vi negros ofendendo um homem gordo no restaurante. Esse caso foi parar na polícia.

    O que eu acho é que está faltando maior consideração e amor ao próximo (seja quem for).

    Abraços,
    Eloisa

  134. Ananda disse:

    A lei 10639/03 mudou para lei 11465/08 q inclui tmb a história e cultura indígena no currículo. Não entendo pq temos continuar com esse pensamento eurocentrista nas escolas e nas faculdades se 45% de nossa população é composta de negros, mulatos e pardos? Dizer q não existe racismo é um absurdo!!!

  135. Cristiano Borges disse:

    Decidi que não voto mais em políticos negros/mulatos. Eles só querem saber de privilégios para seus "irmãos negros"… Daí, essas leis de cotas e que obrigam o ensino da "cultura afro" (??????).

  136. Victor Rocha de Araújo disse:

    Essa lei é um verdadeiro "tiro no pé" dos negros, assim como as cotas!

  137. ana mayara guedes silva disse:

    na minha opinião o preconceito não deve existir, nem mesmo no Brasil, pois devemos sempre estar unidos uns com os outros.

  138. ISIS disse:

    Triste… Os políticos do Congresso Nacional só sabem legislar em causa própria e, também, criar leis eleitoreiras.

  139. Brasil disse:

    Este País está numa fase muito intrigante. A Constituição diz que TODOS os brasileiros são iguais perante as Leis e os Direitos Civis. Mas a cobiça eleitoreira prioriza a separação social, gerenciamento da pobreza, perpetuação da miséria, ódio racial, embate entre ricos e pobres, "diferenças" entre cidadãos e cidades, e assim vai. É uma pena.

  140. henrique disse:

    não vejo problema em se tornar obrigatorio nas escolas a cultura afro-brasileira.desde que seja como uma medida de passar conhecimento,sobre a cultura afro, aos estudantes.O que não pode ser feito ,é tentar passar para os estudantes a cultura afro-brasileira,como uma forma de acabar com preconceito contra negros.Isso geraria o efeito contrario,acabaria dividindo ainda mais os negros dos brancos.Afinal somos uma raça só ,”humana”.

  141. CLARA disse:

    Eu sou negra e contra a lei que obriga as escolas a ensinar cultura afro-brasileira. O jovem tem que ter amor, paixão pelo que está estudando (VOLUNTARIAMENTE E NÃO OBRIGATORIAMENTE).

  142. Grazielle disse:

    Joaquim Barbosa, ministro do STF, é contra cotas para negros. Édson Santos, ministro da igualdade racial, disse que o Brasil não é racista. Por que tanta discussão, então?

  143. Cristiano de Souza disse:

    Deixando de lado aquele tradicional "dircurso de preto", fiquei extremamente feliz com as palavras de leitores negros, que são contra essas políticas e leis absurdas que dão tanta relevância à cor da pele. Parabéns ao Opinião e Notícias. PS.: é sinal de que há negros inteligentes nesse país.

  144. L.Monteiro disse:

    Não é com leis que vamos acabar com preconceitos. O preconceito, ou, melhor dizendo, o estranhamento ao diferente, é inerente, não só ao gênero humano, como a todos os animais. Foi feita uma experiência com galinhas: num galinheiro onde só havia galinhas de uma determinada raça, foi colocada uma pobrezinha de raça diferente. Resultado: quase acabaram com a coitada, tantas foram as bicadas. Com o Homem, dado o seu grau de civilização e educação, esse estranhamento foi minimizado ou dissimulado. Mas, que existe, existe. Uma vez, eu estava num ponto de ônibus ao lado de uma moça negra, quando passou uma cigana. A negra imediatamente me falou: "Cuidado com a bolsa! Essa "gente" (a cigana, claro!) costuma roubar; até crianças eles roubam!"!!! Puro preconceito, é ou não é?

  145. LIA disse:

    Deveria existir uma disciplina chamada "Cultura dos Povos".
    Querendo ou não somos uma mistura de vários povos e culturas. E através deles formou-se o que chamamos de cultura brasileira.

  146. MIGUEL disse:

    Asseverar que o Brasil é um país racista, só revela que o nacional é desconhecedor de sua própria terra. Conheço, pelo menos, um estado de cada região brasileira. Tenho amigos em todos os cantos desta formidável nação e, firmemente, declaro que os brasileiros são acolhedores e respeitadores. Sou mulato e nunca me senti discriminado. A nossa cultura é, verdadeiramente, muito rica de norte a sul do Brasil. Ela não se reduz, naturalmente, à cultura afro-brasileira. Nossos jovens deveriam conhecer a cultura brasileira como um todo. É questão de justeza! A educação, da mesma forma, deve ser vista como prioridade pelos governantes. São intoleráveis os resultados divulgados pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), que confirmaram a precariedade dos colégios brasileiros. Cotas para pretos, portanto, sãos meios para se esconder a incompetência do poder público.

  147. Maurício Resende dos Santos disse:

    O preconceito étnico não é um traço peculiar do nosso povo. Mas há, indubitavelmente, preconceito. Fatos isolados, certamente, como as declarações da ministra Matilde Ribeiro, que procuram incitar o ódio entre brancos e negros. Ter aparência de africano ou europeu, no Brasil, não quer dizer nada, como atestam os exames feitos na ginasta Daiane dos Santos e no cantor Neguinho da Beija Flor. O leitor Edvaldo Tavares, médico, também confirma a tese da nossa grande miscigenação. Seria possível, num país verdadeiramente racista, tamanha mestiçagem? A resposta é óbvia: não! Por que há pessoas que querem incutir, na mente do povo, que o Brasil é racista? Leis que estipulam cotas para negros nas universidades públicas, por certo, dão bom retorno nas eleições. Mas como vai a qualidade do ensino (fundamental, médio e superior) no país? Bem, basta a ler as insatisfações dos comentaristas abaixo… E ainda querem estabelecer cotas? É curioso notar, também, que leitores negros se posicionam contra as cotas e a lei que estabelece o ensino da cultura afro-brasileira. É a prova de que essa lei causará discriminação.

  148. Coelho disse:

    A declaração da leitora Inês da Silveira, só faz nascer o ódio étnico no Brasil. Lamentável!

  149. Raimundo Aranha disse:

    Desrespeitar os antepassados de milhões de brasileiros mestiços, como fez certa leitora, não me parece uma atitude ética e inteligente. Aliás, recomendo a todos a leitura da mensagem do comentarista que assinou como Jorge Eduardo, em 19/12/2007 (às 16:54:44).

  150. IGOR disse:

    Tenho respeito pelos imigrantes que ajudaram a formar, a construir o Brasil, bem como aos silvícolas e africanos. Somos, com certeza, uma nação mestiça e que sofreu influencia de muitas culturas (portuguesa, alemã, italiana, japonesa, árabe etc.). Eu tenho, sim, orgulho das minhas raízes estrangeiras. Os meus ascendentes não foram facínoras e desterrados, mas pessoas que trabalharam muito por este país e que contribuíram para a minha formação moral e cultural. Aprecio muito a nossa diversidade cultural. A cultura pátria não se limita à “cultura africana”. O povo brasileiro não é racista, pois a miscigenação é comum entre nós. A nossa sociedade inclui aquele que quer ser incluído. Podemos observar, por exemplo, negros e brancos apreciando a cultura japonesa, em São Paulo, assim como, “nipo-brasileiros” comendo arroz com feijão. Parece-me pouco crível, porém, que a maior parte dos brasileiros esteja “arrotando caviar”… O que vemos, diariamente, são casos de malversação, de desvio do dinheiro público. Na minha cidade, só observo o aumento da favelização e da criminalidade. Não há, também, no Brasil, investimento em educação. Exames nacionais e internacionais mostraram a péssima qualidade das nossas escolas. Os alunos não sabem escrever, ler e calcular. Deste modo, é difícil acreditar que aprenderão outras disciplinas (Física, Química, Geografia, Biologia etc.) e, outrossim, “cultura afro-brasileira”. Essa Lei (10.639) deveria ser revogada, pois é eleitoreira.

  151. Juliana Viana disse:

    Os nossos políticos são realmente inúteis! Criação de feriados étnicos, cotas para negros nas universidades públicas, lei da cultura afro-brasileira, “Estatuto da Igualdade Racial” (parece um documento nazista!), Bolsa Família, CPMF etc. são algumas das inutilidades criadas por esses políticos, que só pensam em votos e nos próprios bolsos e mordomias. Afrodescendente? Cultura afro-brasileira? Não seria melhor dizer tão-só BRASILEIRO e CULTURA BRASILEIRA?

  152. Inês da Silveira disse:

    A Lei 10639/03 é um grande ganho para a população barsileira que até hoje viviam arrotando caviar e comendo arroz e feijão(se orgulhando das suas raízes estrangeiras que foram um bando de degredados e mal feitores). Essa Lei vem tirar do armário as podridões da nossa História ( Como a guerra dos Canudo, do Paraguai,a revoltas dos Malês,a importância e a participação do negro,além de como atuou na economia do país),vem mostrar ao povo Brasileiro, uma outra realidade do Continente Africano,que é desconhecido da população brasileira,além de desmistificar o Continente Africano. Essa Lei é mais uma ação que vem tirar e mexer com os preconceitors do povo brasileiro.Algum leitor já colocou que a moral não se aprende na escola e nem nas Univewrsidades dizia seu pai . nisso ele tem razão porque a apatia dos alunos citados por alguns formadores de opinião,vem dos preconceitos gerados emj casa e por séculos de ideário contra a população negra. Essa Lei na minha opinião é a melhor de todas porque ela vem revirar o fundo do Baú brasileiro fazendo com que a população se assuma como mestiço e saiamos de condição de povo para a condição de Nação.Talvez yeremos duas Nações no Brasíl(uma de Mestiços que somos nós e outra dos indíginas que não perderam suas orígens. Mas o imortante que quando isso acontecer seremos defensores uns dos outros e não defensores de seguimentos da sociedade.

  153. Danielle Mota disse:

    independente de cotas ou o estabelecido pela lei para o ensino da cultura afro-brasileira não impede que a discriminação exista, pois o que essas leis fazem é dar ênfase as desigualdes sejam intelectuais ou étnica do povo negro. Sendo ou não uma forma de preconceito? ou mesmo uma desculpa para os maus tratos que os negros sofreram no passado. Enfim, ao meu ver todos são capazes, desde de que enfrentem os obstaculos independente de cotas, e o ensino da cultura afro é importante, mas não é o mais importante a ser ensinado nas salas de aulas segunado alei

  154. Monique Tavares Viana disse:

    Os jovens estão saindo das escolas sem saber ler, escrever e calcular. Alguém acredita, portanto, que aprenderão cultura negra?

  155. MARIA CLARA disse:

    Espero que, em 2008, os políticos parem de criar essas leis discriminatórias (cotas e 10.639) e pensem realmente na melhoria do país. Um FELIZ 2008 a todos os leitores do O.N.!

  156. Jair Camargo de Souza disse:

    O que o meu filho (negro e estudante da rede pública) precisa é de educação de qualidade e não de cota. A lei no. 10.639 é uma piada, tendo-se em vista a falta de investimento em escolas públicas e o desrespeito aos professores (funcionários públicos), com baixos salários. Feliz Ano Novo!

  157. ALDAIR Souza - Paraná disse:

    Excelente este debate!

  158. ANGÉLICA ALVES disse:

    Tenho dois braços, duas pernas e um cérebro, que funcionam perfeitamente. Não estou, obviamente, numa cadeira de rodas ou numa cama por ser paraplégica ou tetraplégica, respectivamente. Cursava faculdade pública (ingressei sem cota) e, ainda, trabalhava. Exerço, atualmente, atividade laborativa numa filial brasileira de uma multinacional norte-americana. Fui contratada pela minha capacidade e não pela cor da minha pele. Acho que ficar vitimando-se e reclamando cotas para negros em universidades públicas, em concursos públicos e em empresas privadas, não é uma atitude nem um pouco digna. Aliás, muitos afro-brasileiros venceram na vida, nas mais diversas áreas, sem cotas: Joaquim Barbosa (ministro do STF), Daiane Dos Santos (ginasta), Lázaro Ramos (ator), Glória Maria (jornalista), Robinho (jogador de futebol), Gilberto Gil (ministro e cantor) etc. Com muito orgulho, declaro-me negra e aviso aos políticos, que nós, negros, não somos coitadinhos e exigimos que o dinheiro público seja empregado, de forma eficiente e responsável, em saúde, educação, pesquisa, segurança, obras públicas etc. UM FELIZ 2008!

  159. João Pancine disse:

    Na verdade, a discriminação maior da sociedade é contra os pobres, independente da cor da pele e, hoje é comum ver negro bem sucedido casado com mulheres brancas e, negros bem sucedidos casados com negras e raro. Isto ocorre somente quando na época de casamento ambos eram pobres e, enriqueceram juntos.
    Acho que o maior racisco esta entre os negros e, acho um desrespeito para com a sociedade este sistema de cotas em universidades. Acho ainda que estas universidades publicas deveriam cobrar mensalidade daqueles que podem pagar e, usar esta verba para garantir condições àqueles que não as tem, independente da cor da pele.
    Na verdade, o Estado devia oferecer o estudo a todos aqueles que o procuram, independente da situação em que se encontra ou da cor da pele, num sistema de financiamento onde o aluno após a formatura, teria dois anos de carência e, para que adquirisse experiencia profissional e, a partir dai, pagar o custo de seus estudos em ´parcelas de acordo com a sua categoria profissional.
    Isso acabaria com esta discussão de segregação e, a universidade publica estaria aberta de fato a toda a sociedade.
    Fiquem com Deus

    João Pancine

  160. Dr. Alexandre S. Ferreira disse:

    Contarei um caso recente da minha experiência profissional. Um cliente havia procurado o escritório de advocacia do qual sou sócio. Eu trabalhei como seu advogado e, desde o início, avisei que a causa era complexa. Não deu outra e o pedido foi julgado improcedente. Aquele senhor ficou raivoso e me perguntou o nome da universidade em que estudei. Respondi, sem problemas, que havia sido certa pública e, posteriormente, o cliente me questionou se passei no vestibular pelo sistema de cotas. Sou negro, mas, pelo menos no meu tempo (e não sou tão velho assim), nem se falava em quota para negro. Não acho, honestamente, que o cidadão seja racista, uma vez que é casado com uma moça negra e, inclusive, tem prole. Mas ele colocou em dúvida a minha capacidade técnica por desconfiar que fui cotista na época do vestibular. Com certeza, o mesmo raciocínio poderia ser aplicado em outras profissões: um médico preto, que não consegue curar um paciente enfermo. A pessoa poderia acreditar que o profissional negro tem deficiência técnica por ter sido aprovado no vestibular, em tese, com cota. Com cotas, os negros permanecerão eternamente escravos.

  161. Humberto disse:

    Sonho com o dia em que os nossos políticos perceberão que a educação transforma um país. Enquanto isso, temos de aturar essas leis absurdas, num país carente de ensino de qualidade. Que o ano de 2008 seja melhor para todos nós!

  162. Helena Cabral de Freitas disse:

    Anualmente, o Brasil arrecada uma fortuna em tributos, mas não temos qualquer retorno. Como está sendo aplicado todo esse dinheiro? Em educação, saúde, segurança etc.? É difícil de acreditar. Mas parece que os nossos políticos estão mais preocupados em criar feriados étnicos, cotas para negros num país de mestiços, lei da cultura afro-brasileira num país de admirável diversidade cultural etc. Tenho vergonha de ser brasileira.

  163. Aidil disse:

    Acredito que uma educaçao de qualidade passa necessariamente por uma política de reparação e isso só pode acontecer através da educação dai a importância da lei 10.639

  164. Rodolfo disse:

    O maior presente de Natal que o povo brasileiro pode receber, em 2008, é educação de qualidade para todos. Chega de cotas!

  165. ANTONIO disse:

    Totalmente absurda esta lei,enquanto o LULA fica doando MILHOES do nosso imposto aos AFRICANOS e HAITIANOS,construindo estradas,pontes,asfaltos aqui ele faz uma lei absurda,ou seja até quando ele vai enxugar gelo e atacar o mal pela raíz,investindo na EDUCAÇAO BÁSICA,se um ser humano tem BRAÇOS e PERNAS TEM QUE TRABALHAR,desde os 13 anos de idade levanto as 4 horas da manha e nunca tive lei de cotas para me dar ESMOLA,GRAÇAS A DEUS SE UMA PESSOA TEM SAUDE ,NAO ESTA ENTUBADO NUMA UTI ,DEVE TRABALHAR PARA NAO SER PESADO AO BRASIL!!!!E AOS CONTRIBUINTES,FORA LULA!FORA BOLSA-PREGUIÇA!!

  166. Laís Cristina disse:

    Prezados leitores do ON: Na Alerj está tramitando um projeto de lei, que visa destinar cotas para idosos nos vestibulares da Uerj e da Uenf. O projeto é de autoria do deputado Coronel Jairo (PSC). Depois das cotas para negros, índios e estudantes da rede pública, já não me surpreendo com mais nada!

  167. EDVALDOTAVARES disse:

    CONTINUO ACOMPANHANDO O DEBATE, SEM OPINAR. É possível uma pessoa de pele clara, olhos verdes ou azuis, cabelos lisos e outras características de origem branca (aparência, fenótipo, da raça branca) e predominância percentual da carga genética (genotipicamente negro ou genótipo negro) – isto é, apenas branco por fora mas o DNA é predominantemente negro. A política de cotas é apenas um caminho demagógico apontado por influências externas, EUA e sua curriola européia, para os fracos e corruptos políticos que pululam o Congresso Nacional e tem a finalidade de dividir e enfraquecer o povo brasileiro, podendo resultar em luta fraticida. Prezado missivista P. Ramos, gostei da equilibrada análise retratada no seu comentário e recomendo a leitura do texto "Africanizar", de autoria do médico, pesquisador e escritor, Dr. Rui Nogueira, contido na seção Artigos deste jornal O&N, de 20/12/07. O Dr. Rui, aqui de Brasília, é um amigo muito respeitado e defensor ferrenho do nosso país e o seu ponto de vista exposto neste artigo merece a atenção e reflexão de todos os brasileiros. Como resposta ao seu questionamento, Sr. P. Ramos, a melhor maneira de fazer justiça aos brasileiros desfavorecidos, de origem negra ou não, é a criação de políticas que proporcionem: "IGUALDADE DE OPORTUNIDADES" – zero de assistencialismo e cem por cento de esforço dirigido à verdadeira "EDUCAÇÃO". Penso que não exista, ainda vivo, negro injustiçado que são os que foram trazidos pelos navios negreiros, que mereça reparação. Aliás, se há alguma reparação, não somos nós, brasileiros, descendentes miscigenados da colonização – não escravizamos ninguém -, cabe, isto sim, a Portugal reparar, pois foi esse país que traficou e escravizou os negros ou pretos. BRASIL ACIMA DE TUDO. EDVALDOTAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  168. P. RAMOS disse:

    Não sei se o médico Edvaldo Tavares ainda acompanha este debate, mas eu gostaria de deixar, como a colega Fiorella, uma pergunta a este senhor. Realmente, é curioso o fato do simpático Neguinho da Beija-Flor e da habilidosa Daiane dos Santos possuírem, como é sabido, a cor da pele bem escura, mas terem mais ancestralidade européia. Deste modo, acho que até um “branco” pode ter, igualmente, mais ancestralidade africana. Nem precisa dizer que tudo isso é conseqüência de um país mestiço. Há aqueles que alegam que as cotas deveriam levar em conta a aparência do candidato. A se manter a política de cotas, qual seria, no entender do Dr. Edvaldo Tavares, o melhor critério para fazer jus ao benefício: “aparência de africano” ou ancestralidade predominante (por meio de exame de DNA)? Muito obrigado pela resposta. P. Ramos (amoriojaneiro@yahoo.com.br). FELIZ NATAL A TODOS OS LEITORES!

  169. Gianpaolo Binenbojm Tucci disse:

    Qual branco que está me lendo, agora, açoita negros a vida toda? Qual negro que está me lendo, agora, está sendo açoitado por brancos a vida toda? A ministra MATILDE RIBEIRO perdeu uma bela oportunidade de ficar calada! “Por que não te calas?”

  170. Fiorella Botelho disse:

    A Lucélia poderia ter lembrado, também, da ginasta Daiane dos Santos. Saiu na Folha Online que: "Segundo o estudo do Laboratório Gene, de Pena, a atleta gaúcha tem 39,7% de ancestralidade africana, 40,8% européia e 19,6% ameríndia".

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u300081.shtml

  171. Lucélia disse:

    Para aqueles que se recusam a admitir a nossa grande miscigenação, transcrevo a seguinte reportagem da BBCBrasil: "Neguinho da Beija-Flor, o sambista carioca que leva a cor da pele no nome artístico, é geneticamente mais europeu do que africano, indica uma análise do seu DNA feita a pedido da BBC Brasil como parte do projeto Raízes Afro-brasileiras.

    De acordo com essa análise, 67,1% dos genes de Luiz Antônio Feliciano Marcondes, o Neguinho, têm origem na Europa e apenas 31,5%, na África."

    BBCBRASIL:
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/

  172. Mariana disse:

    Concordo com BARTIRA.Essa lei NÃO resolve os problemas de DESIGUALDADES SOCIAIS no BRASIL. Essas desiguldades só desaparecerão no dia em que se fizer uma VERDADEIRA REFORMA NO SALÁRIO DO PROFESSOR. O Professor É O AGENTE DA EDUCAÇÃO e, se ele GANHA MAL, é lógico que trabalhará MAL. NÃO adianta construírem escolas bem equipadas, fornecer farto e sofisticado material didático, implantar PROJETOS EDUCACIONAIS que prometem MILAGRES no processo da APRENDIZAGEM, na socialização e inclusão social do estudante pobre, se o PRÓPRIO PROFESSOR, por QUESTÕES SALARIAIS, é, em si, UM PÁRIA, UM EXCLUÍDO. NÃO ADIANTA criar COTAS para esudantes NEGROS ou POBRES oriundos das ESCOLAS PÚBLICAS nas Universidades, se eles vêm de um ENSINO RUIM, na condição de ANALFABETOS INSTRUMENTAIS.E, se saem INCAPACITADOS das escolas públicas, não terão COMPETÊNCIA para a universidade e dela EVADIRÃO ou se formarão PÉSSIMOS PROFISSIONAIS. A PÉSSIMA REMUNERAÇÃO do Professor é a CAUSA PRIMÁRIA de TODAS, se não, QUASE TODAS as MAZELAS SOCIAIS no Brasil. O fato é que, SEM PROFESSORES REMUNERADOS COM JUSTIÇA, NÃO EXISTE EDUCAÇÃO e, SEM EDUCAÇÃO, o Brasil será sempre um país de TERCEIRO MUNDO, LIDERANDO sempre no HANKING das desigualdades e injustiças sociais. Leis como essa em debate são ENGODOS. Leis como essa só servem para INCITAR o ÓDIO RACIAL -antes inexistente no Brasil. Leis como essa são uma verdadeira declaração de INCOMPETEÊNCIA e FALTA DE VONTADE POLÍTICA para solucionar os problemas que a ETERNA INVERSÃO DE VALORES gerou no Brasil.

  173. Bartira disse:

    Sempre se soube que o PT NUNCA teve um PLANO DE GOVERNO. Essa Lei que institui o estudo da cultura africana é mais uma prova disso. Por que NÃO CRIAR uma Lei que OBRIGUE o ESTADO a PAGAR DECENTEMENTE AO PROFESSOR? É público e notório que o salário do professor da REDE PÚBLICA no Brasil -em todos os níveis- é simplesmente AVILTANTE.Remunere-se COM JUSTIÇA aos professores e TODAS AS DIFERENÇAS e INJUSTIÇAS SOCIAIS DESAPARECERÃO pois, SOMENTE ASSIM a EDUCAÇÃO poderá ATUAR como AGENTE TRANSFORMADOR.

  174. João Barbosa Pereira disse:

    Esta Lei, como tantas outras, paradoxalmente, padecem de legitimidade e gera maior discriminação. Legitimidade não tem porque não foram discutidas com a sociedade, tampouco com os interessados que por vezes a renegam. Gera maior discriminação porque separam a cultura africana como das demais culturas: européia, indígena, asiática, etc. O que o nobre advogado Ferreira afirma não tem comprovação fática. O ensino fundamental e médio não contempla o estudo da cultura americana, com profundidade.A minha opinião é que tais Leis são criadas para dar nome aos seus criadores, sem a preocupapação com seus destinatários, que, por vezes, ao invés de serem beneficiados, são prejudicados. A constituição Federal, lei maior da nação brasileira, determina que todos são iguais perante a Lei, sem distinção de raça, sexo, credo religioso, convicção politica, etc. Aí vem a Lei Penal que conceitua os atos que são considerados crime contra a pessoa humana e até contra os animais irracionais, determinando as punições para cada ato delituoso. As autoridades, fazendo valer tais diplomas legais não tem necessidade de novas Leis para condenar aqueles que agridem a mulher, a criança, o idoso, o adolescente. Ou será que esses cidadãos não estão inclusos no citado artigo da Constituição Federal e do Código Penal ?

  175. JORGE EDUARDO disse:

    Na infância, apelidaram-me de Pelé e, assim, acho que não preciso dizer mais nada… Os temas racismo, cotas para negros e lei da cultura afro-brasileira estão mostrando-se, realmente, bichos-de-sete-cabeças. Por essa razão, eu também gostaria deixar a minha contribuição. Inicialmente, lembro-lhes da ministra Matilde Ribeiro que disse: “Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco”. Acrescentou, ainda, que: “Mas é natural que aconteça [o racismo], porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou”. Evidentemente, essas declarações insuflam o preconceito étnico. Imaginemos, então, a Dra. Matilde Ribeiro ministrando aulas de cultura negra para as nossas crianças… Ou um professor (a) tão rancoroso (a) quanto ela… Seria a prof.ª Ribeiro capaz de contar toda a história? Ou seja, que a elite africana também participou ativamente do tráfico de escravos. Tribos africanas que escravizaram os seus adversários… Nos quilombos, negros também escravizaram negros. O Zumbi foi proprietário de escravos. Além disso, há países africanos que ainda mantém a escravidão, nos dias de hoje: Mauritânia, Sudão, Gana etc. É bom lembrar que o presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, é descendente de uma rica família de senhores de escravos. Questiono: haveria imparcialidade da mestra Matilde? Um leitor, abaixo, sugeriu que a disciplina fosse ministrada por integrantes do movimento negro. Também nesse caso, insisto, novamente: haveria imparcialidade? Temo que ocorra um doutrinamento das nossas indefesas crianças. A verdade tem de ser contada, pois é a verdade. Jorge Eduardo, 40 anos, casado e pai de dois filhos.

  176. Waldeci Ferreira Chagas disse:

    A implementação da lei 10.639/003, não cria segregação, porque ela não substitui a história européia pela história e cultura afro-brasileira, mas inclui essa história no currículo escolar, de modo que desde as séries inciais os brasileiros aprendam que a África e os negros no Brasil têm uma história, simportante a construção da nossa identidade e da identidade do outro. A implementação superará o preconceito contra o negro e a imagem da África como continente pobre. Acredito , que a lei superará a segregação já existente no nosso país, uma vez que as pessoas aprenderão a enxergar as capacidades intelectuais do povo negro.

  177. Rodrigo Silva Bewoulf disse:

    Falaram em divida histórica, mas os negros do Brasil estão melhores que os da África e nesse caso a divida histórica deveria ser paga pelos negros aos brancos? Não sei, só sei que esse tipo de lei e de discussão é sem sentido e quem acha que sofre preconceito deve procurar um psicólogo ou psiquiatra porque anda se importando de mais com a opinião alheia. Brasileiro deve cultuar a brasilidade quem quer cultuar a africanidade que vá morar na áfrica, o mesmo vale para os índios, brancos etc.

  178. Aroldo Hadrada Scumbag disse:

    Sinceramente acho isso tudo uma falta do que fazer, tenho todos os tipos de DNA e influências culturais, mas não acho certo dar preferência a nenhuma cultura, como é o caso dessa lei. Temos que ensinar a cultura brasileira e não a africana. E sobre as cotas são o maior instrumentos geradores de racismo que já vi, eu mesmo quando tenho alguém se candidatando a estagiário, se vejo que entrou na universidade por cotas dou preferência a quem entrou pelo esforço pessoal.

  179. Sebastião Barreto disse:

    Assim como milhões de brasileiros, sou afrodescendente. De antemão, eu gostaria de dizer que reproduzirei certas idéias de alguns leitores, a fim de fundamentar o meu parecer. A pessoa que afirma não ser preconceituosa é uma caradura. O ser humano é, por natureza, um ser que discrimina. Há uma infinidade de preconceitos como os contra o homossexual, o bissexual, a mulher, a prostituta, o travesti, o pobre, o negro, o nordestino, o judeu, o argentino, o índio, o analfabeto, o deficiente físico, o idoso, o obeso, o feio, o ateu, o evangélico, o ator de filme pornô, o aidético, o leproso, o portador de Síndrome de Down, o surdo-mudo, o divorciado, o desempregado, o gari, o mendigo, o fumante, o torcedor do Corinthias etc. Decerto, um bebê é um ser puro, mas que, doravante, também será influenciado, positiva ou negativamente, por outras pessoas. Os filmes, as novelas, os meios de comunicação social, as religiões e as culturas influem, igualmente, os homens e as mulheres. Os integrantes do movimento negro dizem que as cotas para afro-brasileiros, nas universidades públicas, visam combater o racismo. Mas, se assim fosse, todos nós teríamos direito às cotas, pois qualquer um tem e é vítima de preconceitos. O Sr. José Silva Pacheco está correto ao dizer que mesmo um negro pode ter preconceito de outro, mas por outra razão que não, certamente, a cor da pele (ex.: um negro heterossexual discriminando um preto homossexual). Um negro pode ter mais preconceitos que um branco e vice-versa. Sob esse prisma, portanto, as cotas são insubsistentes. Causa-me horror esse caradurismo de alguns, que declaram não ter preconceitos. Se o preconceito legitima a cota, então, apenas os puros poderiam reclamá-la, o que é impossível. Imaginem, assim, o trabalho que a Igreja teria para canonizar tanta gente! Será que todos os pretos e pardos (incluindo-se a mim) brasileiros são santos? Há quem fale, ainda, que as cotas seriam o pagamento de uma dívida… Mas como, se todos os escravos (únicos legitimados) já faleceram? Pagar uma pretensa dívida a pessoas mestiças, descendentes de escravos? O Programa Internacional de Avaliação do Ensino mostrou, com nitidez, a precariedade da educação no Brasil e o ensino superior também não vai bem, salvo poucas exceções. Divulgou-se que o Conselho Regional de Medicina do estado de São Paulo avaliou os estudantes do sexto ano de medicina, sendo certo que 56% foram reprovados! Em comunidades do “Orkut”, “blogs”, fóruns etc., encontro muitas pessoas cometendo verdadeiros “estupros” à língua portuguesa. Quem são os maiores usuários de Internet no país? Certamente, não são os favelados. Se a classe média, que tem mais acesso à informação, está escrevendo “pesso” (peço) e “precizamos” (precisamos), então, imaginem os outros… Querem ensinar cultura afro e estabelecer cotas para quem tem mais melanina na pele, mesmo assim? E o ensino de base? Povo desinformado reclama menos e não conhece os seus direitos como cidadão e é facilmente manipulado. Em quem votou o beneficiário do Bolsa Família”?. Nossos impostos, que são muitos, têm sido utilizados, na verdade, para custear as mordomias desses políticos vagabundos (com raras exceções). Os brasileiros, a meu ver, só fazem barulho em época de Copa do Mundo de futebol e quando há “BBB”. Além disso, sucedeu muito alvoroço para se descobrir quem matou a personagem da novela da GLOBO. Ultimamente, o povo só sai para participar de “passeata gay”, trio elétrico, bloco de carnaval, assistir ao jogo de futebol do Flamengo etc. Quando é protesto para pedir o fim da corrupção, podemos contar nos dedos o número de manifestantes… Estamos nos acostumando a receber esmolas em troca de votos. Aposto que muitos não sabem quem é Renan Calheiros e a polêmica em torno desse nome. Mas perguntem ao povão quem é “Alemão do BBB” ou Juliana Paes… O Brasil tem salvação?

  180. Artur disse:

    Eliecim Figueiredo
    Ruralista – Mansidão – BA

    Na história da humanidade, o negro sempre sofreu e sofre com a discriminação. Não existe um indivíduo negro que não relate fatos desta natureza. É intolerável que neste, nosso Brasil, ainda se conviva com estas atitudes.
    A população é composta em sua maioria de negros, mulatos e mestiços. Há discriminação em toda parte, nos comentários mais variados e intencionais, tais como: ‘negro parado é suspeito, correndo é bandido’, ‘negro quando não suja na entrada, suja na saída’, e tantos outros ditos maldosos, agressivos e depreciativos da dignidade de qualquer ser.
    Para que o negro conquistasse respeito como cidadão, foi necessário instituir lei, com penas duras previstas no código penal. Lei instituída como crime inafiançável. A lei impôs penas severas, para quem não cumprir. Para um assunto que devia ser natural na convivência entre pessoas da mesma espécie, isto é, tratamento igualitário com deveres e oportunidades iguais para todos.

    O Negro no mercado de Trabalho
    As estatísticas mostram que os negros sempre ocupam cargos subalternos e em cargos mais qualificados, ocupando as mesmas funções, são mal remunerados. Ao alcançar cargos importantes tem que mostrar capacidade e muita competência. Mesmo revelando ser capaz , são questionados por chefiar equipes e liderar pessoas. A vida do negro não é fácil

    O Negro na Escola Formal
    De passado recente, o governo federal instituiu cotas de acesso aos afrodescendentes nas universidades. Lei (esta) que é questionado por alguns seguimentos da sociedade. Dizem que a lei é paternalista, entretanto, o negro tem dificuldades de toda sorte. Condição financeira para estudar na escola privada de melhor qualidade, ele não possui. Tem que usar a escola pública, com raras exceções sucateadas. Sendo assim, o aluno negro não esta preparado como os demais, portanto, concorre em desigualdade.

    O negro não é menos capaz ou menos inteligente. Ofereça oportunidades iguais, mas, iguais mesmo, que mostrará ser sábio em vários seguimentos do conhecimento humano.
    Não é choramingar. É relatar fatos que incomodam. Temos necessidades urgentes de acabar de vez com a discriminação em qualquer situação que seja.

    PS: Louve-se a oportunidade que é dada por Waldimiro de Souza em seu blog livre. Parabéns Waldimiro.
    onegronobrasil1980.blogspot.com

  181. Sandra Nara Chaves Soares disse:

    Partircularmente não sou contra a cota para Afros descendentes. Mas leia com atenção sou mãe,mulher negra tenho 48 anos,tenho uma formação superior no curso de Serviço Social e estou cursando o curso de Direito Bacharelado, e em ambas faculdades não entre por cotas apenas pro meu conhecimento pois prestei vestibular. Mas penso que cada vez está mais fácil poder cursar uma faculdade e o que está acontecendo, os jovens afros descendentes não tem (uns) veja bem interesse em fazer pois muitos ainda estão sem condições financeiras e muitas vezes subhumanas de sair de onde moram para enfentrar uma nova realidade.

  182. Eduardo S. Prado disse:

    A discriminação só acontece devido a ignorância. Faremos cotas também para os deficientes físicos, os gordos, fumantes, por crença religiosa, para aqueles a favor da CPMF?
    Porque aulas de religião cristã apenas?

  183. Adriana Svacina disse:

    Proponho as seguintes questões: a) você é o encarregado (a) na empresa de contratar nvos funcionários. Chegam-lhe às mãos dois currículos de estagiários potenciais – um de um negro e outro de qualquer outra cor. Ambos estão terminando o curso superior. Você vai ou não imaginar se o negro está cursando a universidade por mérito ou por paternalismo?
    b) Você precisa ser atendido na emergência de um hospital qualquer. O médico de plantão é negro. Você começa a imaginar se ele está lá pela competência ou por causa do sistema de cotas?
    Bem, se você titubeou, está estabelecida a discriminação lançada pela lei federal 10.639.

  184. Markut disse:

    Está de parabens este excelente ON. Com a sua interarividade, teve, num assunto candente como este, oportunidade de demonstrar a sua validade.
    Acompanho este debate há mais ou menos seis meses e o que se nota é que, após o radicalismo inicial ,surge uma espécie de consenso final, muito próximo do que parece ser o mais sensato e racional

  185. silvana disse:

    o que eh necessário para pleitear uma vaga como afrobrasileiro? uma vez que todo brasileiro tem origem negra ou indígena, então todos concorreriamos a essas vagas?

  186. Rodrigo disse:

    Sou NEGRO e contra o uso eleitoreiro da cultura afro-brasileira e dos cidadãos afrodescendentes. Cota para negro é como a solução adotada pelo marido traído que procura livrar-se do sofá ou, ainda, do sujeito que tenta tapar o Sol com a peneira. O estudante de Engenharia tem de ter bons conhecimentos de matemática, química e física e o de Medicina, de biologia. Para os que cursam Direito ou Letras, o excelente uso do português é imprescindível (aliás, para qualquer carreira). O futuro acadêmico tem de ter um mínimo de embasamento. Mas se o seu acesso ao curso superior público é facilitado por quotas, que levam em consideração a cor da pele, o quadro se torna preocupante. Além disso, há instituições que têm cotas para índios e, inclusive, há projeto de lei na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, que visa destinar cotas para filhos de policiais e bombeiros na UERJ e na UENF. Nessa linha de raciocínio, é capaz dos políticos criarem uma lei estabelecendo quotas para prostitutas, nordestinos, anões, homossexuais, travestis, evangélicos, judeus, atores de filmes eróticos, torcedores do rebaixado Corinthias etc. Alguns leitores, abaixo, identificaram a deficiência na qualidade do ensino no país. Como de costume, o Brasil foi mal no Programa Internacional de Avaliação de Alunos. Como colocar na universidade pública, pessoas sem preparo? Quem corrige as provas do vestibular ignora a cor do candidato e analisa somente o seu conhecimento. Ele não é, portanto, eliminado por ser preto. A exclusão afeta os pobres, de qualquer cor, e não especificamente os negros e mulatos. Defendo o ensino de qualidade para todos os brasileiros. O Brasil recebeu imigrantes de distintas nacionalidades, que deixaram um pouco de suas culturas e milhões de descendentes: portugueses, franceses, holandeses, espanhóis, italianos, poloneses, alemães, japoneses, árabes etc. Verifica-se, no país, uma vigorosa e bela miscigenação, com o aparecimento de palavras como cafuzo (mestiço de negro e índio), mameluco (mestiço de branco com índio) e mulato (mestiço de negro com branco). A cultura brasileira é decorrência dessa grande mistura. Não me parece equânime o ensino específico da cultura negra e relegarmos as demais. Talvez seja mais interessante uma visão geral de todas as culturas que constituem a cultura pátria, sem desprezar a cultura indígena, a portuguesa, a japonesa etc. Todas são importantes para a nação. É fundamental, também, professores capacitados para lecionar. O Brasil é, realmente, o único no mundo com tamanha variedade e precisamos nos orgulhar disso.

  187. MARCOS ANDRÉ disse:

    Poucos anos atrás, no estado do Rio de Janeiro, dois semi-analfabetos foram aprovados nos vestibulares (Direito e Letras) de universidades privadas. Na época, tal notícia ganhou imenso destaque na mídia nacional, sendo certo que, inclusive, o fato foi veiculado pela imprensa estrangeira. Não se esqueçam, outrossim, que o famoso jogador Romário (Vasco da Gama) foi aprovado para duas instituições privadas de ensino superior, no Rio… Por questões éticas, deixarei de citar o nome das universidades. Diga-se de passagem, que certo bacharel em Direito escreveu “Tribunal de Ossada”, numa prova do exame da Ordem dos Advogados (RJ). Ultimamente, o índice de reprovação, nessa avaliação, tem sido enorme em todo o país. É preocupante, também, a grande quantidade de casos de erros médicos. O comentarista Edvaldo Tavares deve saber do que estou falando. Há engenheiros que projetam obras que desabam… Muitas universidades particulares não passam de “balcões de venda de diplomas” e as mesmas se proliferam como uma conhecida rede norte-americana de lojas de “fast food”. É o retrato da péssima e deficiente formação (ensinos fundamental, médio e superior) da pessoa. É relevante ressaltar que as instituições federais do Rio (UFRJ, UFF, UNIRIO etc.) estão caindo, literalmente, aos pedaços. É o descaso do poder público com a educação, com a pesquisa. O prefeito da capital fluminense pretendia instituir, nas escolas municipais, a aprovação automática, ainda que o estudante tivesse reprovado uma disciplina… Isso não pode ser sério! Nenhum país se desenvolve se não tiver um ensino forte e investimentos maciços em educação. Respeitosamente, peço licença para citar o leitor Fabiano Gomes: “Realmente, se as nossas crianças e adolescentes não sabem Português, Literatura, Matemática, Física, Química, Biologia, Geografia etc., a lei em questão assume conotação eleitoreira. Não se ataca a raiz do problema.” MARCOS ANDRÉ (RIO DE JANEIRO). ABRAÇOS.

  188. Olavo A. Santos disse:

    Li todos os comentários e acho perfeitamente plausível, que falemos, também, sobre o sistema de cotas para negros nas universidades públicas, bem como o racismo. Bem, a minha família comemorou, recentemente, o nonagésimo sétimo aniversário da minha avó, que é negra. Ela tem muitos filhos, netos e bisnetos, todos, indubitavelmente, afrodescendentes. As fotografias da festança mostram, com certeza, o retrato do nosso povo mestiço: há parentes que são descendentes de africanos, indígenas, europeus e, até mesmo, asiáticos. Deste modo, concordo com as opiniões do Lucas Capez e do José Silva Pacheco. Não acho que o Brasil seja estruturalmente racista. No que tange às cotas, é interessante os argumentos da Ana Maria Colombo (21/11), do Fabiano Gomes (17/11), do Edvaldo Tavares (14/11), do Sérvio Túlio (13/11) e do Henrique (19/06, às 21:09). Na capa do O GLOBO, de 01/12, divulgou-se que: “Um estudo do MEC revela que sete em cada dez professores de ciências no Brasil não têm formação específica para lecionar a disciplina. A maioria fez faculdade em outra área e alguns não têm sequer diploma universitário. O problema é ainda mais grave entre os professores de física: 90% deles não concluíram o curso apropriado. Segundo especialistas, a má formação dos professores é uma das principais causas do fraco desempenho dos estudantes brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que deixou o Brasil em 52º lugar entre 57 países avaliados.” Alertada pelo advogado Sérvio Túlio sobre os seus erros de português, a Isabel (12/11, beubel@hotmail.com) acaba confessando que necessita de “bons professores”. Ou seja, a melhoria da qualidade da educação é fundamental! Fica manifesto, de tal modo, que a lei 10.639 é eleitoreira, assim como o sistema de cotas. A média dos jovens brasileiros é, evidentemente, despreparada para competir com os de outras nacionalidades (finlandeses etc.). Esse quadro só faz com que o povo se mantenha “refém” dos políticos picaretas. Parafraseando o senador Cristovam Buarque, a “educação é progresso”. Espero que todos tenham Jesus no coração!

  189. alessandra sampaio disse:

    Eu sou tolmente a favor da lei n.10.639 e do sistemas de cotas.È muito fácil falar em uma reestruturacao do sisyema educacional ,mas para que isso ocorra será muito demorado e nos nao temos tempo de esperar "uma redemocratizacao".

  190. EDVALDOTAVARES disse:

    CORREÇÃO DE INFORMAÇÃO. No trecho do texto abaixo de minha autoria:"É um hard-ware com 100 bilhões de bits (neurônios)…", deve ser entendido, "É um hard-ware com 100 bilhões de CHIPS (neurônios)…" Peço desculpa pela falha cometida. EDVALDOTAVARES. BSB/DF.

  191. EDVALDOTAVARES disse:

    A POBREZA NO BRASIL TEM A COR DA NEGRITUDE DA ESCURIDÃO DA NOITE. Esta cor, nigérrima, que na verdade não é cor, é a ausência de um ínfimo raio de luz, e, inunda um órgão situado num espaço restrito, delimitado por paredes e teto ósseos estruturados sobre um assoalho, também ósseo, e sufoca o órgão chamado cérebro. O cérebro é o equipamento de tecnologia biológica de ponta mais avançado do universo conhecido. É um hard-ware com 100 bilhões de bits (neurônios) que podem ter a capacidade ampliada por intermédio de trilhões ou mais conexões (sinápses) – isto quer dizer que sempre poderá melhorar, independente da genética ou da idade (dos 0 aos 150 anos de idade, bastando estar vivo), isto é, o indivíduo pode sempre ficar mais inteligente do que já é. Este hard-ware pode ser bem ou mal programado. A programação estruturada em boa educação escolar, boa convivência com pessoas estimulantes, boa relação familiar, enfim tendo todos os fatores ambientais favoráveis sendo sempre estimulado, a criança de qualquer cor e tonalidade, terá grande probabilidade de ser um gênio ou no mínimo, uma pessoa útil com condições de vencer na vida. Caso esse hard-ware de alta qualidade que é uma criança ao nascer mentalmente sadia ou com algum deficit não comprometedor em seu potencial – no caso da deficente – poderá ser ou não um indivíduo vencedor, independente da cor da tinta na pele e da aparência concedidos pela natureza. Sr. Pedro Brito, neste momento, faço minha as palavras de "Henry Ford": "Se você acha que pode ou se acha que não pode, de qualquer maneira você está certo". "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDOTAVARES. MÉDICO. Autor do livro "Sucesso na Vida É para Qualquer Um – Inclusive para Você". Editora Thesaurus. BRASÍLIA/DF.

  192. Pedro Brito disse:

    O Dr. Edvaldo Tavares não respondeu a nenhuma das minhas colocações. Por que será?

  193. daniele disse:

    Deus nos fez todos iguais,ninguém é diferente do outro não importa se preto,branco,pardo,azul,amarelo,roxo isso não faz nenhuma diferença.Só o que muda é o modo de pensar,falar,expressar,agir e sentir.Racismo na minha opinião é coisa do diabo,somos iguais e temos que saber conviver com as diferentes raças,tribos e nações.Eu sou parda e tenho orgulho da minha cor o meu irmão é negro e eu o amo não só porque é meu irmão mas porque faz parte de mim.

  194. LUCAS CAPEZ disse:

    Em nossos dicionários, felizmente, encontramos palavras como mulato, cafuz (ou caburé) e caboclo. É conseqüência, seguramente, da nossa bela miscigenação, que é decorrência do amor. Prova-se, deste modo, que a maior parte dos brasileiros não é racista. O amor é o melhor remédio para curar sentimentos de somenos importância. A minoria preconceituosa (de qualquer cor da pele) não macula o Brasil, que é conhecido, mundialmente, por sua alegria, hospitalidade e mestiçagem. Por isso, a nossa pátria é formosa. Devemos amar a todos! Em 23/11/2007.

  195. José Silva Pacheco disse:

    Faz muito tempo, desde que escrevi pela primeira vez. Observo que a discussão avançou, o que é bastante edificante. Na verdade, a leitora Danielle utilizou a palavra povo em atecnia. Entende-se por povo os brasileiros natos e os naturalizados, independentemente de serem brancos, negros, amarelos, índios, mulatos, mamelucos ou cafuzos. Ao meu juízo, não se pode afirmar que o Brasil é um país racista, pois o racismo não é uma conduta social predominante do nosso povo, como bem disse o Sr. Fabiano Gomes (negro). Por certo, há brancos que não gostam de negros e vice-versa, mas não vejo como regra e, sim, exceção (conforme o Sr. P. Ramos). Eu disse, anteriormente, que mesmo um afro-brasileiro pode ter preconceito de outro afrodescendente. Por óbvio, não pelo fato do outro ser, igualmente, negro, mas por ser homossexual, nordestino, pobre, aidético, deficiente físico, desempregado, ex-presidiário, travesti, meretriz, analfabeto, ateu etc. Todos nós temos preconceitos, pois é da natureza do ser humano. Pela essência de alguns comentários, abaixo, percebo que o segregacionismo está, também, presente entre os negros. Sou José Silva Pacheco, nordestino e mestiço (mulato médio), com orgulho. Não coloco o meu e-mail, em função do “Spam”. Boa noite.

  196. Geraldo Horta disse:

    A condição de negro

    “O fato de eu ser negro e a exclusão correspondente acabam por me conduzir à condição de permanente vigília.” Esse depoimento de Milton Santos evidencia a sua consciência em relação à questão do preconceito e da discriminação que sofreram os negros no Brasil. Não participava de movimentos ligados à sua causa, uma questão de coerência com aquilo que ele dizia ser fundamental para um intelectual: a independência. “Não sou militante de coisa nenhuma. Essa idéia de intelectual, apreendida com Sartre, de uma independência total, distanciou-me de toda forma de militância”, declarou.

    Descendente de escravos que foram emancipados antes da abolição da escravatura no país, Milton Santos enfrentou quando jovem diversas manifestações de racismo. Desistiu de cursar Engenharia, entre outros motivos, quando o alertaram que havia resistência aos negros na Escola Politécnica. Em outra ocasião, foi convencido por colegas a não se candidatar ao cargo de presidente da Associação dos Estudantes Secundários da Bahia. O argumento usado por eles foi de que, como negro, ele não teria acesso ao diálogo com as autoridades.

    Mesmo assim, continuou sua trajetória no meio acadêmico e hoje, pela sua relevância como intelectual, tornou-se referência para o movimento negro. “Não porque ele militava, ele era um acadêmico, mas pelo debate que fazia sobre inclusão. E também por não esquecer suas origens, apesar de ter se consagrado como um dos mais importantes intelectuais do mundo”, aponta o geógrafo João Raimundo de Souza, a propósito de uma homenagem feita pela Universidade de Campinas (Unicamp) a Milton Santos.

    Fonte: Revista Fórum, 56, ano 6, novembro de 2007, páginas 10 e 11, por Glauco Faria.

  197. Waldimiro de Souza disse:

    Nota do Senador João Durval (PDT-BA) em homenagem ao dia da consciencia negra.
    "A figura do baiano Milton Santos lhe vem à mente, quando o assunto é consciencia negra. A data é comemorada hoje porque foi o dia da morte de Zumbi, líder do Quilombo de Palmares, em 1665 e se destaca porque contrapõe-se ao 13 de maio- data da abolição da escravatura – contestada pelas comunidades negras que acabaram marginalizadas pelo ato abolicionista. Milton Santos também é um contraponto ao negro oprimido, pois foi um dos baianos mais importantes da história.
    Nascido em Brotas de Macaúba, em 1926, foi um geografo e "livre pesquisador" brasileiro. Considerado um homem afável, fino e discreto, ainda combativo, foi doutor honoris causa em vários paises do mundo. Foi o único brasileiro a ganhar o Nobel, na verdade premio Vautrin Lud. Escreveu cerca de 40 livros e é hojre, talvez, o brasileiro mais homenageado internacionalmente, excluindo-se outro negro: Pelé. Ao morrer, no ano de 2001, depois de ensinar em vários países, exilado que foi pela revolução de 64, Santos era titular da cadeira de Filosofia e Ciencias Humanas da USP.
    Eu não poderia deixar de Prestar esta homenagem a um baiano excepcional e, na figura dele, ao povo negro que povoou e fez a historia na Bahia. A qualidade de intelectual do Milton Santos demonstra bem que o negro pode e deve buscar seu espaço na cultura brasileira.

    foi transcrito nesse blog como comentário

  198. danielle disse:

    este povo branco devia acabar com o racismo

  199. Ana Maria Colombo disse:

    Filha de negros humildes, a minha mocidade não teve luxo, mas os meus pais jamais deixaram faltar o essencial: a educação. Deixando de lado o conforto e o lazer e priorizando a cultura, cursei uma escola privada e, posteriormente, fui aprovada no vestibular de engenharia química de uma universidade pública. Na década de oitenta, período em que me formei, não havia as cotas. Sou contra, pois, com elas, os negros continuam oprimidos, subjugados. Meus queridos pais me ensinaram a ter orgulho de ser negra, sim, mas, principalmente, de ser brasileira. Nosso povo, não importando a cor da pele, precisa lutar por uma nação melhor para todos. Não podemos mais aceitar esses políticos, que só pensam em retribuições eleitorais. Os escândalos de corrupção são freqüentes, envolvendo deputados, senadores, prefeitos, ministros, juízes, delegados, advogados etc. Assistencialismo não resolverá o problema das camadas sociais mais pobres, mas educação de qualidade para todos os jovens. O meu pai dizia: “seja respeitada pelo que você é e construiu por seu próprio esforço”. É uma lição que vale para qualquer um. Casei-me com um homem branco do qual sou apaixonada e tenho um filho. Ocorreu racismo de alguma das partes? No mês passado, visitei a minha prima em São Paulo e fiquei impressionada com a diversidade. Dentro do metrô, havia brancos, negros, pardos e amarelos. Escutei, também, o lindo sotaque nordestino. Todos convivendo harmonicamente, graças a Deus. É por isso que eu amo o Brasil! Já sofri preconceito? Sim, mas a maior parte sempre me respeitou. Eu também preciso ficar atenta com relação aos meus preconceitos. Somos humanos e sempre em evolução. Acho que as escolas deveriam ensinar, obrigatoriamente (ou seja, por lei), educação de trânsito, de ética e sexual aos nossos jovens, ao invés de cultura afro-brasileira. Com mais maturidade e, sobretudo, desejo real, a pessoa pode, posterior e voluntariamente, pesquisar sobre a cultura negra nacional. São cada vez mais comuns rapazes e moças perdendo a vida em acidentes de trânsito e envolvendo-se em crimes. Além disso, muitas adolescentes estão engravidando. Há outras prioridades no currículo daqueles que serão o futuro do Brasil.

  200. Artur disse:

    A entrevista do professor, cientista, geografo, Milton Santos, Responde todas as indagações nesse site aliados a outras.

    Fonte da entrevista:
    http://serpensar.vilabol.uol.com.br/miltonsantos.htm

    # – Em entrevista no programa Roda Viva, o senhor afirmou que observamos atualmente uma capitulação dos intelectuais brasileiros diante da situação do país. Como define essa capitulação?

    * A capitulação dos intelectuais é um fenômeno internacional já antigo e que se agravou com a globalização. Isso de alguma maneira perdura com a democracia de mercado de hoje. A intelectualidade brasileira se organiza através de grupos fechados que necessitam mais de fazer pressão, para sobreviver, do que de se reunir para pesquisar. Por isso tendem a se aproximar do establishment, o que reduz a sua força de pensamento, imaginação e crítica. Isso equivale a capitular. No Brasil, há exceções, mas essa síndrome precisa de uma cura urgente.

    # – Em uma de suas declarações mais contundentes no programa Roda Viva, o senhor afirmou que o pobre é neste momento o único ator social no Brasil com o qual podemos aprender algo de verdadeiro. Poderia explicar?

    * Em A natureza do espaço falo um pouco sobre essa idéia. As classes médias são confortáveis de um modo geral. O conforto cria dificuldades na visão do futuro. O conforto quer estender o presente que está simpático. O conforto, como a memória, é inimigo da descoberta. No caso do Brasil isso é mais grave, porque esse conforto veio com a difusão do consumo. O consumo é ele próprio um emoliente, Ele amolece. Os pobres, sobretudo os pobres urbanos, não têm o emprego, mas têm o trabalho, que é o resultado de uma descoberta cotidiana. Esse trabalho raramente é bem pago, enquanto o mundo dos objetos se amplia.

    # – O senhor fala da sabedoria da escassez…

    * Exatamente. Fui buscar esse conceito em Sartre, quando ele fala da escassez que joga uma pessoa contra a outra na disputa pelo que é limitado. Essa experiência da escassez é que faz a ponte entre a necessidade e o entendimento. Como a escassez sempre vai mudando, devido a aceleração contemporânea, o pobre acaba descobrindo que não vai nunca morar na Ipanema da novela, que jamais vai alcançar aquelas coisas bonitas que vê. Ele continua vendo, mas está seguro hoje de que não as alcançará. Gostaria de dizer que a classe média já começa a conhecer a experiência da escassez. E isso pode ser bom. Como a classe média, na sua formação, tem uma capacidade de codificação maior, isso vai nos levar a uma precipitação do movimento social, da produção da consciência, ainda que seja de uma maneira incompleta.

  201. FABIANO GOMES disse:

    A minha irmã trabalhou como professora de uma escola pública do município do Rio de Janeiro. Ela me contou que ficava estarrecida com o fato dos alunos chegarem, ao ensino médio, sem saber escrever de forma correta. Além disso, eles mal sabiam realizar simples cálculos de matemática. Mesmo sendo negros, eu e a minha irmã somos contra as cotas. Os governos federal, estaduais e municipais deveriam pagar melhores salários aos professores, bem como investir na qualidade do ensino público (construção e reforma de escolas, compra de computadores, renovação das bibliotecas etc.). Conheço, também, uma professora que corrige provas de redação de vestibular de universidade pública e, segundo ela, o nível médio dos candidatos é muito, muito baixo. São inúmeros erros grosseiros de português. Acertam, assim, os senhores Edvaldo Tavares e Sérvio Túlio quando afirmam que o poder público necessita investir no ensino público. Realmente, se as nossas crianças e adolescentes não sabem Português, Literatura, Matemática, Física, Química, Biologia, Geografia etc., a lei em questão assume conotação eleitoreira. Não se ataca a raiz do problema. Sinto muito, mas acho que a universidade pública não é instituição de caridade, mas de produção científica e tecnológica. Desenvolve-se o Brasil e, deste modo, criam-se muitos empregos. Honestamente, o racismo não é um comportamento predominante do povo brasileiro.

  202. EDVALDOTAVARES disse:

    A PREDOMINÂNCIA DA COR E APARÊNCIA NÃO INTERFERE NO GRAU DE INTELIGÊNCIA. Um bebê de qualquer cor que nasça, traz um vasto potencial de capacidade de aprendizado e aquisição de experiências. O que realmente vale, são os estímulos ambientais aos quais será submetido ao longo dos seus primeiros anos e estendidos por toda a sua vida. Quero com isto realçar a importância da educação, da convivência familiar e de relacionamentos com pessoas, além da interação com o meio ambiente em que crescer. A genética não é importante, tendo valor relativo, conforme ficou provado na fertilização "in vitro" com esperma de cientistas laureados com o prêmio Nobel – as pessoas que receberam essa privilegiada carga genética, na vida adulta, são pessoas comuns, não demonstrando habilidades compatíveis com as dos seus premiados doadores. O cérebro de um ser humano é dotado de 100 bilhões de neurônios (células nervosas cerebrais) e o que faz desenvolver a inteligência são os desafios intelectuais do aprendizado e da sobrevivência, que estimulam a formação de sinápses (ligações entre os prolongamentos neuronais), aumentando a capacidade cerebral com a formação constante de conexões, que chegam à trilhões. Essas conexões, trocam informações entre sí. Por isso uma experiência de salto de paraquedismo em queda livre pode servir como "insight" para um cientista praticante desse esporte, envolvido em pesquisas no seu laboratório, descobrir um fenômeno fugaz que ocorra durante um estudo de "Física das partículas" ou "Física de alta energia". O desenvolvimento da inteligência, por meio de estudos e aquisição de experiências, contribui para a solução de problemas difíceis aparentemente não relacionados. As conexões dos neurônios põem em comunicação experiências que, falsamente, não têm nada a ver umas com as outras e contribuem para a solução de um problema de astronômica dificuldade. O que caracteriza a inteligência é a capacidade de resolver problemas – quanto maior o problema que foi resolvido, mais inteligente é o seu solucionador. Quem quiser ficar mais inteligente tem de trabalhar a mente e, a educação é a vitamina milagrosa que faz o indivíduo de quaisquer cores e condições sócio-econômica-religiosa-cultural, independentemente da parte do planeta TERRA que é originário, ser inteligente, não importando a qualidade da carga genética. "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDOTAVARES. MÉDICO. Autor do livro "Sucesso na Vida É para Qualquer Um – Inclusive para Você". Editora Thesaurus. BRASÍLIA/DF.

  203. Fiorella disse:

    Como temos um MÉDICO entre nós, o Dr. Edvaldo Tavares, eu gostaria de saber dele se um branco é mais inteligente que um negro ou vice-versa. Haveria alguma "diferença genética" que determinasse que um é mais inteligente do que o outro? NÃO ESTOU SENDO IRÔNICA, MAS EU GOSTARIA DE OUVIR A OPINIÃO DE UM MÉDICO SOBRE O ASSUNTO.

  204. Pedro Brito disse:

    Quando aparece um presidente que, realmente, se preocupa com a inclusão social, certas pessoas criticam dizendo que tudo o que ele faz é eleitoreiro. O Edvaldo Tavares acha que a maior parte dos brasileiros é burra, mas ele se esquece que o povo não se deixou iludir pela Globo, que adora escolher o presidente. Como médico e coronel, será que este senhor não sabe que a pobreza, no Brasil, tem cor? Nas escolas privadas, a maior parte das crianças é branca e nas públicas, o Edvaldo, o Henrique e o Sérvio dirão, como de costume, que só há mestiços… Eu gostaria de saber o que o doutor Tavares faz, pelo Brasil, no sentido de combater as desigualdades raciais e levar um pouco mais de justiça social para todos. O Tadeu Alvim é um homem muito agressivo, eu diria mal-educado. Acusa-me de ser neurótico e racista… Mas leiam o que ele escreveu, abaixo. O Henrique é um intrometido e nunca traz nada de construtivo ou criativo. Devem ser filiados ao PSDB, esses meus oponentes. E pensar que os soldados do Exército do Brasil atendem as ordens do Edvaldo…

  205. Henrique disse:

    O Sr. Pedro Brito certamente é mais racista que qualquer outro,.. Racista ao Inverso!!
    "Igualdades" impostas por lei são o exemplo claro que não há igualdades!! Educação, ensino público de qualidade, cultura, formação política e social são coisas sérias as quais deveriam ser também levadas a sério por nossos "governantes". Se isso fosse regra todas as pessoas teriam acesso a um ensino de qualidade, formando também uma população "politizada"… o que jamais ocorreu (e pelo visto não ocorrerá) neste país! Os polítiqueiros são espertos, criam leis conforme o momento certo para eles próprios… e a massa gado compra direitinho tudo isto.
    Defender uma opinião não é ser racista, desrespeitar o próximo ou a opinião do mesmo sim, é uma forma de preconceito.
    Portanto Sr. Pedro Brito, tente ser mais racional, menos RACISTA e mais aberto ao debate com idéias ou colocações coerentes. Se no final das contas for provado que cotas resolvem alguma coisa, que seja, mas por enquanto, do modo como querem fazer no Brasil, é pura "política".

  206. Tadeu Alvim disse:

    Pedro Brito, se eu sou racista, você é um neurótico e "profissional da negritude". Deve ser, provavelmente, candidato na próxima eleição. Será que ZUMBI está satisfeito com negros covardes, que se humilham por cotas? Tadeu Alvim – tadeu.alvim@bol.com.br

  207. EDVALDOTAVARES disse:

    A MAIORIA DOS BRASILEIROS É ANALFABETA. Durante as minhas atividades como médico especialista e perito de tráfego, tenho tido oportunidades de observar o elevado número de indivíduos de todas as cores de pele e aparência, inclusive universitários e profissionais de formação escolar superior, incapazes de interpretar corretamente o contido em um questionário e o seu preenchimento, de forma satisfatória. A conclusão é, quase 100% dos brasileiros é deficiente cultural. Desperta dúvida se tais candidatos à condutores de veículos e os já condutores, são capazes de interpretar corretamente as informações contidas nas placas de trânsito urbanas e rodoviárias. É uma ignorância deprimente quase que geral. Aproveitando a oportunidade, hoje ví um anúncio da Faculdade Projeção, particular, anunciando vestibular para curso de duração de 2,5 anos – havia grande destaque para o "2,5 anos". A referida propaganda estava no painel de vidro de um ponto de ônibus e não especificava para quais cursos se destinava (espero que não seja de medicina, que tem duração de 6 anos de formação). Concordo com o ponto de vista do Dr. Sérvio Túlio, advogado, de 13/11/2007, 13:25:52h. Deve haver grande investimento no ensino público fundamental e médio, e, não adianta favelizar as universidades públicas com cotas para encher o país de "dotor e profeçor inguinorantes" "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDOTAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  208. P. RAMOS disse:

    A nossa forte miscigenação é a maior prova de que não há racismo no Brasil. Certamente, pode ocorrer de um branco não gostar de negro e vice-versa, mas é a exceção.

  209. selma disse:

    A discriminação racial é como o câncer, ela destrói a vítima e corrói o discriminador. A pessoa que não aceita o outro independente de raça, credo, cultura …,ela nunca estará em paz consigo mesma.
    Enquanto as escolas não fizerem valer a lei 10.639/03, seremos obrigados a ver tanta injustiça principalmente com os afros-descendentes em nosso país, porque só a escola com a integral participação na educação é que poderá educar nossas crianças para um futuro de igualdade e fraternidade.

  210. Pedro Brito disse:

    Só está faltando os políticos de Brasília aprovarem o Estatuto da Igualdade Racial! Sérvio Túlio, Edvaldo Tavares, Tadeu Alvim, Henrique, Gontijo, Arthur e outros racistas vão quebrar a cara quando isso ocorrer! Esperem e verão!

  211. Sérvio Túlio disse:

    O caráter, a cultura, a educação e a capacidade são os elementos, que melhor distinguem um ser humano do outro. Mas, infelizmente, há pessoas que valorizam muito mais a quantidade de pigmentos encontrados na pele, ou seja, a melanina. A aparência do brasileiro não tem relevância, eis que o nosso país é constituído, em grande parte, de mestiços. Falar de cotas para negros em universidades públicas é discutir, naturalmente, sobre educação. É uma incoerência o indivíduo defender as cotas, mas cometer erros de português. Pelo contrário, prova-se, claramente, que o ideal é o investimento no ensino público. Como ensinar a “cultura afro-brasileira” se os nossos jovens não sabem nem ler e escrever direito? Estamos entre os piores do mundo em educação. Inclusão social não se faz com cotas, mas com políticas que, de fato, levam dignidade a quem precisa, seja de qual cor for. Sérvio Túlio, advogado.

  212. Izabel disse:

    Peço desculpa aos companheiros de debate por erros de digitação, sou uma estudante e estou aprendendo. Preciso de bons professores. No fim de semana entreguei um trabalho da história de Brasília, sobre urbanismo e arquitetura, são de fato dois gênios Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Só que a grande população não foi beneficiada com essas duas escolas. Para tanto, transcrevo abaixo uma mensagem de amor:"Ainda que falassem a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como sino que tine. E ainda que tivessem o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda ciência, e ainda que tivessem toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria. E ainda que distribuísse toda minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria. A caridade é sofredora é benigna: a caridade não é invejosa: a caridade não trata com levianidade, não se ensoberbece."

  213. Sérvio Túlio disse:

    Querida Izabel: É PEÇO e não “pesso”. Ademais, a sua derradeira frase apresenta erros de concordância verbal. Como quer convencer alguém cometendo erros de português? Aliás, isso só demonstra que o ideal é melhorar a qualidade do ensino fundamental e médio das escolas públicas, ao invés de criar grotescas cotas para negros nas universidades públicas e de impor, por lei, o ensino da “cultura afro-brasileira”. Sérvio Túlio, advogado.

  214. Izabel disse:

    Do arquivo do patrimonio histórico de Brasilia, de Oscar Niemeyer olhando a maquete do palácio da alvorada junto com JK e Israel Pinheiro. Declara:"Aqui,Aquiarquiteturaé um compromisso de identidade com o País. A metáfora da urgência de ocupar e´spaços vazios, de criar uma Capital modelo, nascida da magia do cimento, da criatividade das curvas, de uma estética revolucionária que mudou o conceito de desenvolvimento". Oscar. Não se concluiu a obra de inclusão social, haja visto o aumento de favela em mais de 300% de 1957 até hoje. Pesso que os leitores leiam a carta de Uberaba, que é uma proposta que soma com o comentário de Niemeyer. Isso responde alguns comentários agressivos feito na Opinião Notícia, que não observou os direitos civis e humanos e se dizendo doutor nesse assunto.

  215. JOSE SILVA RIBEIRO disse:

    É INTERESSANTE QUE SEJA TRABALHADA DENTRO DAS SALAS DE AULAS OS VALORES QUE CADA UM TEM SEJA NEGRO OU "BRANCOS", POIS, TODOS TÊM CAPACIDADES COGNITIVAS PARA APRENDER E FAZER DIFERENTE NOSSO IMENSO PAIS. É QUESTÃO DE VALORIZAR CADA SER, POIS, SOMOS FORMADORES DE OPINIÕES APARTIR DA NOSSA PRÓPRIA OPINIÃO.
    PARAMOTI-CE.

  216. Tadeu Alvim disse:

    Se os negros são filhos de Zumbi e, logo, são guerreiros, por que vocês se humilham por cotas? Por que não brigam pela melhoria do ensino público? Tadeu Alvim – tadeu.alvim@bol.com.br

  217. Pedro Brito disse:

    O negro é que vai ditar as tendências no Brasil daqui para frente! Preparem-se, pois o país vai mudar para melhor! As coisas tendem a ficar mais igualitárias entre negros e brancos!

  218. EDVALDOTAVARES disse:

    QUANTA ASNEIRA. Ocupar um espaço deste para vomitar dejeção, é inadmissível. Jamais serão alguma coisa de respeito na vida, dessa maneira. Nada mais serão do que pobres coitados. Branco, preto, azul, amarelo, vermelho, roxo, verde ou cinzento, não importa a cor, o mundo somente se curva diante dos melhores, isto é, dos vencedores, vindos de qualquer classe sócio-econômica-cultural. Mostrem o seu valor! Mais uma vez, apenas mostrem o quanto valem. Não vão atrás da mediocridade que foi esparramada aí embaixo. Os cotistas serão, sempre, discriminados, porque não foram testados. Até entre os índios da Amazônia, para ser guerreiro, o jovem tem de ser testado. O candidato somente é aceito como guerreiro após colocar a sua mão dentro de um cesto cheio de tocandira – formiga gigante, de 22mm ou 2,2cm de tamanho, de notável agressividade, carnívora, com fortes ferrôes e conhecida pelas ferroadas extremamente dolorosas e latejantes – durante uma cerimônia. No Glorioso Exército Brasileiro, quando éramos uma turma de Primeiro-Tenentes Médicos, Dentistas e Farmacêuticos, durante o Curso de Formação de Oficiais do Corpo de Saúde, fomos trancados dentro de um container durante um minuto, onde fora lançado uma granada de gás lacrimogênio, sem máscara – foi um dos testes de avaliação de capacidade dos oficiais de saúde para o oficialato. Os negros que foram testados e aprovados em vestibulares, são vencedores e bem-chegados ao universo dos que passam a ser respeitados e admirados pela humanidade e a usufruir da atenção de todos, porque demonstraram capacidade e merecimento. Os que foram favorecidos por todos os tipos de proteção perpetrada pela vergonhosa e degradante política demagógica que é sempre aplicada aos fracos, incapazes e coitadinhos, não são merecedores de serem reconhecidos como vencedores, mas, apenas como "FAVORECIDOS". "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDOTAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  219. Carol Silverio disse:

    Saudações Libertarias …

    Sueli Carneiro que é doutora em Filosofia pela USP afirma que o Racismo é um dispositivo de poder que estrutura, naturaliza, e justifica privilégios e exclusões baseados em supostas superioridades e inferioridades atribuídas aos diferentes grupos humanos. O que caracteriza o racismo é a transformação do sentimento de estranhamento que a diferença produz em ação discriminatória ou estratégia de poder para um determinado grupo humano. Ou seja, quando alguém ou um grupo cultural e socialmente racializado (posto que raças no sentido biológico não existem) tem o poder de inferiorizar outro e cercear, impedir ou negar o acesso individual ou coletivo a qualquer dimensão da vida social ou atingir a sua imagem e dignidade humana acarretando-lhes prejuízos materiais ou simbólicos.

    Portanto, nenhum branco está obrigado a gostar de negros como igualmente nenhum negro está obrigado a gostar de brancos. Estamos ambos obrigados a não nos discriminar, a não violar os direitos recíprocos que temos: de ir e vir, a uma imagem positiva, destituída de estereótipos, à valorização cultural; a ter oportunidades sociais iguais, de não cometer injúria ou difamação baseadas em cor de pele, raça ou etnia.

    É o ato concreto de discriminação que caracteriza o racismo e não os sentimentos de simpatia ou antipatia que possamos ter uns pelos outros, muito embora eles possam ser determinados pelo ideário racista que instituiu as supostas diferenças que ancoram até o presente as desigualdades raciais e étnicas. E que deve ser permanentemente combatido para que os sentimentos que esse ideário forjou possam dar lugar a uma disposição positiva em relação à diversidade humana. Enquanto isso não for possível, que a lei possa nos proteger a todos.

    Sou afrodescente com muito orgulho tenho a cor de pele parda estudo na Universidade de Brasilia e acredito na politica de cotas como uma ação redestributiva de justiça social para afirmação de uma sociedade diversificada em um contexto socio-etnico!

    Quando combatemos o conceito de raça de costas para a história de desigualdade que ela produziu e permanece reproduzindo estamos no mesmo paradigma imposto pelo racismo, na medida em que a negação da realidade social das raças hoje coopera para a permanência das desigualdades que ela engendra como construto social e cultural.

    Obrigada!

    Sigo com meus Camaradas ativistas José Higino e Waldimiro de Souza

  220. Romeu disse:

    Queridos amigos: O negro é uma bela obra de arte, que foi esculpida por um artesão de rara habilidade. O afro-brasileiro representa tudo o que há de melhor no Brasil. Eu diria, inclusive, que é o que simboliza melhor o nosso país. Somos a maior parte do povo nacional e levamos a nossa criatividade, a nossa cultura para todo o mundo. Os negros e mulatos são fortes, inteligentes e formosos. Somos temidos e invejados por aqueles que sempre nos quiseram mal. Por isso, digo ao José Higino que não ligue para esses idiotas que tentam provar que não há racismo no Brasil e tentam catar milho de alguns poucos negros que fizeram sucesso. ELES TÊM MEDO DE NOSSA CAPACIDADE, LOGO, NÃO NOS QUEREM NA UNIVERSIDADE PÚBLICA.

  221. Eduardo disse:

    Somente irão ratificar a segregação.E como vão fazer isso? Vitimizar uns e edemonizar outros e ainda excluíndo a minorias. Minimizar o que todos fizeram para acrescentar o que? Essas são somente algumas perguntas rápidas.

  222. Artur disse:

    Meus caros amigos. Muita paz! Passei na UnB SEM CONTAS, estou convencido que as COTAS são necessárias para reparação da injustiça praticada contra os negros desde a colonização. Nós fomos simplesmente jogados nas ruas, sem indenização. Isso é o mínimo que o país pode fazer. Acrescento que minha convivência com meus colegas COTISTAS da UnB enriquece o país. Não há diferença entre os COTISTAS e não COTISTAS. Temos total interação.

  223. EDVALDOTAVARES disse:

    HÃ! HÃ! HÃ! Vamos engrossar a listagem: Machado de Assis, gago, epilético, favelado, oriundo de escola pública, concluiu apenas a escola primária, aprendeu francês com imigrantes da padaria perto de onde morava e, além de escritor, foi o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras; Juliano Moreira, negro, de família pobre, dois anos antes da abolição da escravatura, l886, entrou para a Faculdade de Medicina da Bahia e em 1891 formou-se médico e logo depois passou a ser professor da Faculdade de Medicina e, hoje, é considerado um dos pioneiros da psiquiatria brasileira; Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, escultor, o maior artista plástico do estilo barroco do BRASIL; escritor e jornalista Lima Barreto – todos eles viveram e venceram numa época de intenso racismo e SEM COTAS. Nos dias atuais há vaga para negros que queiram vencer na vida – SEM COTAS. "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDOTAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  224. José Higino disse:

    Que bom que vcs citaram pessoas negras no alto escalão do governo federal e que conhecem pessoas negras nas mais "renomadas" profissões, mas faço outra pergunta. Quantos ministros existem no governo Lula e desses quantos são negros?? em momento nenhum eu disse que não existiam negros nessas profissões o meu questionamento é se eles representam nessas profissões o que realmente representam na sociedade. Podem ver qualquer estatistica e verão que os negros só são maioria em relação a pobreza e discriminação. Não penso que as pessoas negras tenham que ser maioria nos vários espaços, apenas que sejam representados por um número significativo e não por 2% ou 10%. As pessoas Negras são uma parcela muito grande da sociedade, mercem oportunidades iguais e não discriminação pela cor de sua pele.

  225. Leila Fraga disse:

    Em resposta ao José Higino, sou negra (adotada por um casal de brancos) e trabalho como nutricionista. Não precisei de cota para entrar na faculdade pública. Conheço outras profissionais afrodescendentes. Leila Fraga

  226. EDVALDOTAVARES disse:

    HÃ! HÃ! Há, também, a ministra do Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva, conforme o colega Dorival Silva bem lembrou e, o ex-ministro dos esportes, Edson Arantes do Nascimento, o pupular Pelé. Citemos a reporter Glória Maria, do Fantástico e, sem esquecer que há, também, outra reporter da TV-Globo, da qual não me lembro o nome e, precisa ser registrado, de idem maneira, a repórter jornalística do SBT, que aparece sempre no sábado – todos NEGROS SEM COTAS. Menciono ainda os artistas – atores – negros, em papéis de relevante importância – sem serem: mordomos, cozinheiros, copeiros, empregados, faxineiros – nas novelas da TV Globo e demais canais televisivos. Solicito aos opinantes exporem os nomes dos negros – SEM COTAS – que se destacaram e se destacam como altas autoridades e como profissionais de nível superior e outras posições de sucesso, que ocuparam e ocupam elevado destaque na sociedade brasileira. É importante que se prove que este país está cheio de negros bem-sucedidos fora do futebol e do conjunto de pagode. "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDOTAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  227. Dorival Silva disse:

    O olega Evandro esqueceu de mencionar a também negra ministra Marina Silva, do meio ambiente.

  228. TIAGO disse:

    Li o comentário do profissional q na leitura q fiz, parece-me q e bem pago pelas multi-nacionais
    e quem não tem apreço pelo Brasil, q defende o capitalismo perverso e predatório, q não investe na cogestão pergunto..
    porque essa bravata toda o senhor e brasileiro?

  229. EDVALDOTAVARES disse:

    HÃ! O Ministro dos Esportes, atual, que conseguiu a Copa de Futebol 2014, prá cá, é NEGRO; a Ministra Matilde, da Integração Social é NEGRA – ambos SEM COTAS. "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDOTAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  230. EDVALDOTAVARES disse:

    EU CONHEÇO. Médicos, engenheiros, cientistas, professores universitários e generais, NEGROS – SEM COTAS. "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDOTAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  231. José Higino disse:

    Gente, estou espantado com o nivel da discussão aqui, uns falando de erro de gramática, outros xingando, uns desmerecendo movimentos históricos e pessoas importantes. Esqueceram que o debate aqui é sobre a situação da população negra brasileira, que vive majoritariamente em favelas, trabalha em sub-empregos, quando consegue emprego. Mas pararam pra pensar o motivo disso?? Será que tem haver com a nossa história??? Somos sim um país Racista onde julgam as pessoas pela aparencia, cabelo bom é cabelo liso, pessoa bonita é quem tem olho claro e cabelo loiro, enfim são milhões de manifestações expressas no cotidiano de todos nós que estão muitas vezes mascaradas. Democracia Racial pra mim ainda é uma piada, e espero que não continue assim.
    Pense, quantos médicos você conhece que são negros? Engenheiros? Cientistas? e muitas outras profissões, além de governantes, alto escalão, etc.
    Isso não são situações comuns e porque? Uma coisa eu tenho certeza que não é por falta de competencia…

    Sou Estudante de Serviço Social na Universidade de Brasilia e cotista.
    Antes de existirem cotas na UnB os negros correspondiam a 2% dos estudantes enquanto na sociedade representam proximadente 50% da população, dados do IBGE.
    Isso é democracia? isso é Justiça? isso é Igualdade Racial?

  232. Henrique disse:

    Se neste debate já vemos tantas discussões acirradas e, em alguns casos, agressivas e mal educadas… imaginem impor uma lei "goela abaixo" de uma nação do tamanho do Brasil ..
    Lá no início do fórum já havia comentado do perigo de medidas sem avaliação de impacto… Leis eleitoreiras provenientes de gente tendenciosa ou oportunista gera isto: Conflito, Intolerância e Agrassividade… deixando as pessoas cegas enquanto poderiam estar trabalhando JUNTAS para um país melhor !
    Chega de "assistêncialismo barato" neste país.. o povo deve "aprender a pescar" e não ficar "pedindo peixe" !

  233. GONTIJO disse:

    Essa galera do movimento RACISTA negro, só quer saber de vagabundagem. Apenas querem leis só para negros, cotas etc. E os culpados são sempre os brancos malvados. Estou de saco cheio desses vagabundos. São iguais a turma dos sem-terras. São esses caras que elegem esses políticos vagabundos. Cota é para vagabundo que não quer estudar.

  234. Jennifer disse:

    Eu conheço alguns livros do prof. doutor Milton Santos, mas não gosto deles. Cheguei a vê-lo uma vez só em noventa e pouco… Era uma negão bem simpático,porém não gostava dele. Tinha momentos que ele "se achava" demais. Acho que ele defenderia as cotas p/negros, mas eu sou contra. Acho que todo mundo tem que ter a sua opinião sim. Negro que é negro vai a luta e não chora por cota. Valeu!!

  235. Waldimiro de Souza disse:

    A proposta do blog O Negro no Brasil atual, trata de documento exarado em 1979, num Congresso Afro-brasileiro, que editou a Carta de Uberaba. De pronunciamento político, e que fala de gestão competente, de estratégia, do exercício da inteligência para entender a sabedoria; no dizer do prof. e cientista Milton Santos, que a Carta de Uberaba seria uma provocação aos cientistas, ao corpo docente e discente das Universidades mundiais. E acrescentou que a criação do navio negreiro pelo continente europeu, bem retratado pelo poeta Castro Alves, liga o continente africano e americano na prática política e de gestão administrativa de tráfico maldito, do caráter humano, gestado nas brumas diabóicas do continente europeu. O que a Europa pode contribuir com a dignidade humana?

  236. TADEU ALVIM disse:

    PRETOS QUEREM QUE TODOS LEIAM LIVROS ESCRITOS POR PRETOS, PARA TODO MUNDO ACHAR PRETO TADINHO. PRETO ACHA QUE SÓ PRETO PODE OPINAR SOBRE COTA. RIDÍCULO!

  237. Sérvio Túlio disse:

    Prezada Laura: Essa “discussão barata” iniciou-se com os leitores Isabel Oliveira e Carlos Abreu. Ademais, as pessoas que são contra as cotas e a citada lei, também são acusadas de falsificar comentários.

  238. Sérvio Túlio disse:

    Prezado Sr. Carlos Abreu: Por amor ao debate, ouso discordar, novamente, das suas palavras. Não me limito a ler tão-somente um único doutrinador. Gosto de diversidade, pois isso me faz abrir a mente. A Sr.ª Leila Fraga acerta ao dizer que todos os brasileiros têm o direito de opinar, independentemente do seu sexo, cor, religião, classe social, “opção sexual” etc. Não importa se douto ou iletrado, ou se jovem ou idoso, basta tão-só ser brasileiro. Disse, anteriormente, que o fato de eu não ter lido a obra do, para mim, ignorado autor não me faz um estulto. Nem a mim, nem a ninguém. As bibliotecas e as livrarias estão repletas de excelentes autores nacionais e alienígenas. Basta escolher. Particularmente, prefiro falar em CULTURA BRASILEIRA, ao invés de cultura afro-brasileira. O leitor José Silva Pacheco, em 10/10, é sensacional em seu parecer. Repudio as cotas para negros (por certo, miscigenados) e a lei eleitoreira, em discussão. Eu jamais disse que o desconhecido autor precisa de jabá. Eu nunca indiquei o livro do Sr. Edvaldo Tavares. Repito: seleciono os meus próprios livros. Sou um homem livre. Sérvio Túlio, advogado.

  239. Laura Costa disse:

    Sérvio Túlio, tratar as pessoas com arrogância não leva a nada, muito menos ficar dizendo por ai que são todas as mesmas pessoas ou reclamando do modo que escrevem(posso até não escrever muito bem, mas ser arrogante eu considero ser muito pior). E muito fácil julgar os outros não e?! Acho que está na hora de você se olhar e parar com essa discussão barata. Afinal Milton Santos foi um grande homem sim, e se você nunca leu, e nem se interessa então porque escrever gigantes textos sobre o que desconhece. Essas pessoas aqui só queriam te mostrar uma leitura muito rica que só iria trazer a você novos conhecimento, e nunca e ruim aprendermos um pouco mais sobre o que pouco sabemos ou nunca ouvimos falar, mas se não se interessa, porque criar uma discussão assim? Vale apena?

  240. Sérvio Túlio disse:

    Prezado Sr. Carlos Abreu: Pois é, eu nunca tinha ouvido falar no Sr. Milton Santos. Se estou afirmando isso, é pelo fato dele ser, para mim, um desconhecido. E daí? Aposto que o senhor desconhece vários bons autores nacionais e alienígenas de livros, que eu já li. No mundo, não há tão-somente o Sr. M. Santos. Aliás, eu mencionei, anteriormente, que NÃO li o livro do médico E. Tavares. Não somos as mesmas pessoas. Trabalho como causídico e o Dr. Edvaldo, como médico. Seria interessante, porém, que o senhor manifestasse a sua opinião, ao invés de ficar tão-só provocando as pessoas. Milton Santos para mim e a maior parte dos brasileiros é um mero desconhecido. Repito: eu escolho as obras que eu quero ler. Que curiosidade! O senhor é bem esperto! Voltamos a falar sobre os livros ($$$) do Milton Santos! Parabéns! Qual o endereço da sua livraria? Os leitores vão querer saber!

  241. Tadeu Alvim disse:

    Quer dizer que tem ser preto e ler livro de preto para poder opinar? O ON pode me tirar essa dúvida? Tadeu Alvim – tadeu.alvim@bol.com.br

  242. Carlos Abreu disse:

    Queridissímo Sérvio,
    (estou sendo eu mais polido?). Realmente eu não conheço o sr. Waldomiro e outros que você acusa serem desdobramentos de mim mesmo. Enfim, não estou opinando a favor ou contra as cotas, em nenhum momento me posicionei.
    O que me chocou foi sua arrogância ao falar de Milton Santos. Aos 32 anos (de muita leitura como o sr. gosta de frisar), já deveria ter ouvido falar desse importante pensador da cultura negra brasileira. Ao contrátio do que pensa, divulgar os ideais do geógrafo em um fórum de debate sobre racismo não é propaganda. É como se divulgar DaMatta em um fórum sobre antropologia e futebol, desnecessário. Certos autores não precisam de jabá. Em sua área, Milton Santos não precisa disso.
    Agora, engraçado você que não apóia esse tipo de prática falar do livro do Edvaldo Tavares. Seriam vocês a mesma pessoa?

  243. EDVALDOTAVARES disse:

    CORREÇÃO AOS LAPSOS INTELECTUAIS SOBRE MILTON SANTOS. As falhas são para ser entendidas como: "Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais" e, também, como "University College of London". Peço desculpa aos leitores pelas falhas grosseiras cometidas. EDVALDOTAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  244. Sérvio Túlio disse:

    Tenho cabelos louros, olhos verdes e sou branco (tom da pele), descendente de alemães, italianos, portugueses e africanos (mestiço, portanto). Não li o livro do Milton Santos, nem o do Edvaldo Tavares, mas isso não me torna um néscio, um ignaro. Tenho discernimento, alcançado nos meus trinta e dois anos de vida e muita leitura. Posso citar diversos bons autores nacionais e estrangeiros que eu já li, mas não pretendo fazê-lo, pois serei acusado, outrossim, de fazer publicidade. É patente que o “Opinião e Notícias” acerta ao conceder este maravilhoso espaço para os seus leitores se manifestarem. Decerto, há pessoas de todas as faixas etárias e de todas as partes do Brasil, contribuindo para um debate democrático e enriquecedor. Esclareço a quem quer que seja, que não é condição precípua a leitura de Milton Santos para opinar neste site. Se assim fosse, creio que milhões de brasileiros não poderiam fazê-lo. Desculpem-me pela insistência, mas a Constituição assegurou a liberdade de manifestação do pensamento (artigo quinto). Assim, continuarei manifestando o meu modo de entender. Não me assusto com falsos cidadãos, sem opiniões e educação, que tentam intimidar os outros. Ademais, é sempre mister o bom uso do belo idioma português. Agradeço, agora, ao Sr. Edvaldo Tavares pelo seu texto de 29/10/2007 (19:42h). Por suas palavras, reconheço que o Sr. Milton Santos foi um valoroso homem. Edvaldo Tavares e Milton Santos são exemplos para todos os negros (por certo, mestiços). Sérvio Túlio, causídico.

  245. Leila Fraga disse:

    Homens, mulheres, brancos, pretos, ricos, pobres, católicos, ateus, homossexuais, heterossexuais, mineiros, paulistas, doutores ou não, enfim, acho que todos nós temos o direito de opinar. Já disse, antes, que sou negra e fui adotada por um casal de brancos, que me trata como verdadeira filha. Ao invés de nos agredirmos, deveríamos nos unir para construir um Brasil mais justo para todos.

  246. EDVALDOTAVARES disse:

    MILTON ALMEIDA DOS SANTOS – NEGRO RETINTO QUE VENCEU SEM COTAS. Era baiano de Brotas de Bacaúbas, Chapada Diamantina, negro azevichado, do cabelo pixaim bem encarapinhado, e nariz tipo venta larga. Milton Santos tinha aparência completa para sofrer todo tipo de discriminação racial e, se fosse candidato às cotas raciais, seria aprovado, sem dúvidas, por uninimidade, recebendo pontuação máxima para ocupação de todas as posições que a política demagógica, atual, quer impor. Mas, Milton Santos era um vencedor. Cotas para ele, seria humilhação. Como um poderoso e invencível trator, passou por cima de todas as adversidades e, além de advogado, tornou-se um dos expoentes da geografia brasileira. Muitos brancos, lourões, de olhos verdes ou azuis, artistas de televisão, não conseguem se igualar em sucesso ao alcançado por Milton Santos. Milton, era um pensador e demonstrou grande pendor também para a História, Economia e Filosofia. Foi professor catedrático concursado no Colégio Municipal de Ilhéus; escreveu o livro Zona do Cacau; e fez doutourado na Universidade de Strasbourg. Tem ainda como crédito a seu favor, a criação do Laboratório de Geomorfololia e Estudos Regionais e a manutenção do intercâmbio com os mestres franceses. Durante o seu exílio político, que durou 13 anos, lecionou na Universidade de Sorbonne, França; trabalhou na Universidade de Toronto, Canadá; foi pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT), EUA; trabalhou na Venezuela como diretor de pesquisa sobre planejamento da urbanização para um programa da ONU; foi contratado pela Faculdade de Engenharia de Lima, Peru; e, Organização Internacional do Trabalho (OIT); foi também convidado para lecionar no University Colegge of Londres; e, ainda, tem mais, que não vou relatar para não tornar a leitura dos opinantes monótona. A vida de exilado político do "crioulão ou negão", Milton Santos, foi plena de sucesso de todos os tipos, por isso, negros frouxos e chorões, parem de reclamar e pôr a culpa da própria incompetência nos outros, dediquem-se duramente à tarefa árdua de "SER VENCEDOR" e assim serão respeitados – "SEM COTAS DE QUALQUER ESPÉCIE". "BRASIL ACIMA DE TUDO". MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  247. Sérvio Túlio disse:

    Confesso que, cada vez mais, estou convencido de que os leitores Evandro Viana, Izabel Oliveira e Waldimiro de Souza são a mesma pessoa. A mim, não importa. Mas eu gostaria de tecer, novamente, alguns comentários. Inclusão social, a meu sentir, não se faz com grotescas cotas e, muito menos, com o “bolsa mendigo”. Faz-se através da boa gestão do dinheiro arrecadado com os tributos, de uma eficiente administração e do combate à corrupção. Divulgou-se, recentemente, no “O Globo”, que o Brasil perde até 40 (quarenta) bilhões de reais com obras públicas superfaturadas e licitações fraudulentas. No “Opinião e Notícias”, veiculou-se que uma parte considerável dos tributos arrecadados, aqui, é desviada com corrupção. É, certamente, o dinheiro que falta para investir em educação de qualidade, pesquisa, saúde, segurança etc. Recentemente, a “Organização Mundial da Propriedade Intelectual” divulgou a lista dos países que mais solicitaram pedidos de registro de patentes. O Japão ficou em primeiro, com mais de 427 mil pedidos, e o Brasil, em décimo primeiro (salvo engano), com 16.111. O pequeno arquipélago, que é pobre em recursos naturais e sofre com terremotos e tufões, é uma potência econômica e tecnológica. De nação destruída pela guerra, o “país do sol nascente” é, hoje, sede de algumas das maiores multinacionais do mundo, tais como: Toyota, Honda, Nissan, Mitsubishi, Suzuki, Yamaha, Toshiba, Sony, Canon, Epson, Sharp, Casio, Sanyo, Kenwood, Komatsu, Nissin, Shiseido, NEC, Bridgestone etc. É corolário da seriedade dos nipônicos com a educação, coisa que, infelizmente, não sucede no nosso país. Observe-se, outrossim, que o Japão tem uma das melhores distribuições de renda do mundo. Malgrado o Brasil tenha um solo rico, o país apresenta grande desigualdade social. Muitos brasileiros habitam favelas, comunidades carentes. Por derradeiro, eu gostaria de dizer ao Sr. Carlos Abreu (ou Waldimiro) que tenho a total liberdade de emitir opiniões, neste espaço. A Constituição da República me garante isso (liberdade de expressão). Aliás, aqueles que o senhor chama de “negros”, não passam de mestiços, como eu e você. Ignoro, realmente, quem seja o Sr. Milton, mas tenho a certeza de que o senhor, também, desconhece muitos dos autores de livros jurídicos (e não jurídicos), que eu já li. Se o amigo deseja fazer propaganda dos livros do M. Santos, que pague ao “Opinião e Notícias”. Seja sincero: o senhor é livreiro? Obs.: aprenda a colocar o til e a ser mais polido. SÉRVIO TÚLIO, advogado.

  248. Carlos Abreu disse:

    Querido Sérvio, se para voce Milton Santos é um desconhecido voce nao deveria opinar em um fórum sobre preconceito contra negros. Milton Santos é um dos mais importantes pensadores da geografia brasileira. Lutou contra a ditadura e debateu muita a desigualdade social no mundo.
    Algúem aqui deveria se informar antes de escrever comentários pompososos e arrogantes.

  249. Sérvio Túlio disse:

    O “Opinião e Notícias” deveria começar a cobrar dos leitores, que fazem publicidade ($) de livros. É de se estranhar três comentários (Evandro Viana, Isabel Oliveira e Waldimiro) fazendo a indicação de livros de um mesmo e desconhecido autor. Parece-me, inclusive, pela forma de redigir, que se trata da mesma pessoa. Sugiro, outrossim, que a leitora Isabel Oliveira (ou Waldimiro) aprenda a escrever melhor. Ademais, esta polêmica não é barata, mas deveras relevante, tanto assim o é, que há diversas manifestações. Aliás, digo que este país é democrático e a Magna Carta me garante a liberdade de expressão. Não necessito de indicações bibliográficas, pois tenho as minhas próprias referências. Em nenhum momento, eu fui descortês, mal-educado, ao contrário do Paulo Pese, do Genival, do Aurélio, da Layla e de outros. Por derradeiro, digo que o fim precípuo da atividade empresária é o lucro e não o altruísmo, a filantropia. Quer queira ou não. É a realidade na qual estamos inseridos. A leitora Isabel fala em humanidade e o Evandro, em capitalismo selvagem… Acreditam que a rede francesa de supermercados “Carrefour” distribuirá, gratuitamente, alimentos para os favelados do Brasil? Acham que a fabricante brasileira de motores “WEG” construiu fábrica, na China, para tão-só gerar empregos para os chineses? A meu ver, estes políticos não estão interessados em inclusão social coisa alguma. Salvo raras exceções, a maior parte só “olha para o próprio umbigo”. Cotas, “bolsa mendigo”, “cheque cidadão” e “sonhos a R$ 01,00” são medidas meramente eleitoreiras e paliativas. O Dr. Edvaldo Tavares é exemplo de homem, que lutou muito para vencer na vida. Os negros (por certo, mestiços) deveriam fazer o mesmo. Observe-se, por fim, que muitos mulatos, mestiços, se mostraram contra a odiosa política de cotas e a lei, em discussão. É sinal de que ainda há esperança! Sérvio Túlio, advogado.

  250. evandro viana disse:

    Para falar ao evento bastam palavras, mas ao coração "Obras". "Ferreira Gullar". A fé sem obras é morta. "Jesus Cristo".Na realidade, precisamos de "Obras" . Precisamos sim, de obras de cidadania, de civilidade e conquista de qualidade de vida, que resguarda os direitos civis e humanos. Já dizia Milton Santos. A globalização com o capitalismo selvagem não faz inclusão social, muito pelo contrário, contribuem para exclusão e a depredação do planeta, previsto na Eco-92. Daí vai uma sugestão ao Ministro Gilberto Gil, bem como Edson do Nascimento, o nosso Pelé e o Embaixador Romário, em divulgar e realizar novas publicações das obras do geógrafo, cientista e professor Milton Santos, acima de tudo humanista, com 44 obras e mais de 500 ensaios e publicações no mundo afora. Nós, brasileiros precisamos ler Milton Santos.

  251. Izabel Oliveira souza disse:

    SÉRVIO TÚLIO, sou uma estudante e li o seu comentário, que desbraveja e não tem cuidado com o Brasil que faz a inclusão social que valoriza a sua história. Sem entrar na polemica barata surgiro o vaidoso comentário; que leia o geógrafo, cientista, professor Milton Santos que tem um ensinamento dócil e sensato que faz eu como estudante gostar de ler. Não perca tempo, leia Milton Santos que vai lhe dar uma visão de humanidade e de compreender o rastejar da vida humana na Terra.

  252. EDVALDOTAVARES disse:

    GENTE PREPARADA É QUE FAZ UMA GRANDE NAÇÃO. Um país desenvolvido é construído com verdadeira política progressista que combate a ignorância e a pobreza. A cor da pele é o que menos importa, o verdadeiro valor está na capacidade e desenvolvimento dos seus cidadãos. Qualquer pessoa que saiba ler e entender as idéias contidas nos comentários aqui postados, pode concluir quem são os brasileiros que entenderam e abordaram os pontos cruciais de discussões neste fórum. Sem muito esforço, concluem quais mentes são ressentidas, manifestando rancorosas opiniões racistas. Alguns apresentam exposições de claras intenções para a "miseriabilização" – não tem no Houaiss e Aurélio, e, peço licença aos respeitáveis filólogos da Academia Brasileira de Letras (ABL)para deixar passar este neologismo por mim criado – do país. Há uma tendência orquestrada por um câncer político chamado governo petista para desmanchar o BRASIL. O importante é associar todos os acontecimentos de desestruturação que vêm ocorrendo no país: a corrupção rasgada dos poderes executivos e legislativos; a corrupção no judiciário e nas altas cortes de justiça; a desmoralização e a deterioração das Forças Armadas; a indigenização de vastas áreas do território nacional em Roraima (Reserva Indígena Ianomâmi e Reserva Indígena Raposa-Serra-do-Sol), fronteira com a Venezuela e Guiana (os americanos têm bases militares neste país de colonização inglesa); distribuição indiscriminada de cotas raciais para as universidades públicas e para alunos oriundos de escolas públicas e para negros preencherem o funcionalismo público (visando a detiroração das universidades e do funcionalismo públicos; delimitação de vastíssimas áreas, feita de qualquer jeito, para serem entregues aos quilombolas; as transgressões, sem punição, cometidas por movimentos de desordeiros (MST e etc.). Como pode ser deduzido, esses reivindicadores que não querem lutar por uma Pátria melhor, acomodados, em vez de fazerem alguma coisa útil, afinal o país é de todos, escancaram a "cloaca" e expelem os dejetos – asneiras. Como diz o meu amado povo carioca: "Querem moleza, sentem no pudim!" "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDOTAVARES. Oficial Superior Médico do Gorioso EB. Autor do livro "Sucesso na Vida É Para Qualquer Um – Inclusive Para Você". Editora Thesaurus. BRASÍLIA/DF.

  253. LAYLA ROCHA disse:

    Eu gostaria de saber como é, na aparência, o colega Edvaldo Tavares. Este senhor se declara mestiço, mas qual seria, realmente, o tom da sua pele? Como a do nosso estimado Pelé ou a do Ronaldo Fenômeno? Ou, então, seria um homem de pele clara, mas que pelo só fato de ter um ascendente negro, se diz mestiço, mulato? Como são os seus cabelos e a conformação do seu rosto? Hoje, qualquer um se diz negro… Há muitos brancos que se dizem negros para disputar o vestibular entre os cotistas. Por ser médico, acho que este senhor está confuso entre a ciência e a vida, na prática. Tavares deve ignorar que a maior parte dos pobres é negro. Nas penitenciárias, verifica-se o mesmo. Como eram os seus amigos de faculdade? Eles se pareciam com a Benedita da Silva ou a Daiane dos Santos? Não, estou certo que não. Pareciam europeus…Se tu és mulato, o sangue de Zumbi corre em suas veias. Jamais se esqueça disso. Sendo médico e oficial militar, o amigo pertence, portanto, a elite brasileira. Entristece-me que alguns negros irmãos que alcançam determinado patamar social se acomodam e deixam de lutar pelos nossos ideais, pelo nome e honra de Zumbi. Espero que eu tenha tocado o seu coração. Reflita bem a partir de hoje. OBS: É A APARÊNCIA QUE FAZ A PESSOA SER DISCRIMINADA.

  254. Arthur disse:

    Políticos, no Brasil, adoram favelas, pobres, negros, miseráveis etc. São a garantia deles se perpetuarem no poder. É fácil entender, assim, essa lei da cultura negra e as cotas.

  255. Fiorella disse:

    Declarações como as da ministra Matilde, do Samir e do Aurélio Nogueira só mostram o complexo de inferioridade de alguns negros.

  256. SÉRVIO TÚLIO disse:

    Decerto, esta polêmica está alcançando dimensões épicas. Com a devida vênia, o Sr. Waldimiro de Souza (26/10) deveria, antes de indicar certa obra, aprender a redigir corretamente: é precisamos e não “precizamos”. Corolário natural da falta de investimentos sérios em educação, temos um país de milhões de analfabetos e semi-analfabetos. Por conseguinte, o nosso povo é mantido na ignorância tornando-se simples “massa de manobra”. Naturalmente, esta situação é interessante aos políticos corruptos, que controlam o país. Afinal de contas, os pobres têm títulos de eleitor. Com efeito, os animais são domesticados com ração e os homens, com dinheiro (lembram-se do “escândalo do mensalão”?), com cotas nas universidades públicas, com bolsa mendigo, digo, família etc. De clareza solar que o mestiçamento (ou mestiçagem) é um fato incontroverso no Brasil. Destarte, as cotas se mostram falaciosas, na tentativa de estabelecer uma pretensa isonomia. Além disso, é relevante ressaltar que a nossa sociedade não possui qualquer dívida com os negros (indico a leitura do comentário do atilado prof. Edvaldo Tavares, em 22/10). Com precisão, o Sr. Cláudio A. Pinto disse, em 11/10: “esta nação foi erguida, e continua sendo, pelo incansável trabalho de muitos imigrantes (alemães, italianos, portugueses, japoneses, franceses etc.) e seus descendentes. Não desconheço, outrossim, a inestimável contribuição africana.” Logo, os negros (com certeza, mestiços ou miscigenados) deveriam parar proferir estultices, quando afirmam que tão-só eles construíram esta nação. Aliás, o Brasil recebeu (e recebe) muitos investimentos de multinacionais japônicas (Honda, Sony, Yakult etc.), ianques (GE, Ford, Eaton etc.), alemãs (Bosch, Daimler, Continental etc.), francesas (Michelin, Renault etc.), sul-coreanas (LG, SAMSUNG etc.), suecas (Volvo, Scania etc.), italianas (Fiat, M. Marelli etc.), espanholas (Santander etc.) etc. A meu sentir, elas também ajudaram no desenvolvimento econômico e tecnológico do país, não é mesmo? Geram, certamente, diversos postos de trabalho e arrecadação de tributos. Por derradeiro, digo que os senhores devem eleger os candidatos que, realmente, se preocupam com a melhoria das condições de vida, da segurança e da saúde de todos, sem se importar com a cor da pele do seu eleitorado.

  257. Waldimiro deSouza disse:

    Precizamos de ler divulgar a obra do Prpfessoe Miltom Santos.Muitos de nós não sabemos quem foi ele.Waldimiro de souza

  258. Euripes dos Santos disse:

    Prezado senhor.
    E´salutar as opiniões de todos que aqui escrevem, pois mostra que estamos em um país livre de amarras e que as opiniões, são respeitadas, gerando uma síntese promissora, na qual desaguará em uma nova tese e daí por diante, até encontrarmos uma solução para a questão dos negros afrobrasileiros.
    Entendo que a educação sobre racismo e preconceito deve ser iniciada nas escolas, pois é lá que estão nossas crianças, com suas mentes em formação, ao invés de tentar mudar os adultos, que já tem opiniões formadas e que dificilmente mudarão de rumo, quer por medo, comodismo ou desconhecimento do assunto.
    Estão todos de parabéns. Voltarei ao assunto brevemente.
    Um abraço a todos e que Deus os ilumine e guarde em sua sabedoria.

  259. Leonardo disse:

    Ao ler a frase do SAMIR ARAÚJO, em 17/10/2007, lembrei-me da MINISTRA RACISTA MATILDE RIBEIRO, que disse: "Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco." Certamente, são dois racistas!

  260. L. XAVIER disse:

    É lamentável como as pessoas se vendem por cotas (negros, índios e estudantes da rede pública) para ingressar nas universidades públicas, por bolsa família e restaurantes e farmácias populares a R$ 1,00. Concordo, igualmente, com os colegas Carlos de Macedo, Lucas Capez, Milene Barros e, principalmente, José Silva Pacheco. Este último disse, com maestria, tudo o que penso.

  261. Carlos de Macedo /São Paulo disse:

    Considero, atualmente, que os seguintes “movimentos sociais” não passam de “reuniões de baderneiros”: Movimento Negro, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e Movimento de Libertação dos Sem Terra. São pessoas que acreditam que se conquista tudo “no grito” e tão-somente querem moleza na vida. Nossa Constituição da República é, constantemente, desrespeitada por estes desordeiros. Ninguém tem coragem de dizer isso, mas eu tenho.

  262. luiz disse:

    Não é bem uma opinião e sim uma pergunta. Como respeitar uma cultura um povo sem resgatá-la a sua maior jóia que é a religião? Algumas religiões estão achatando seu modo de pensar e agir o que fazer diante disso?

  263. Lucas Capez disse:

    Os movimentos negros e, outrossim, muitos negros têm medo da seguinte palavra: miscigenação (ou mestiçagem). É algo que, felizmente, ocorre muito no Brasil. O amor é o remédio para curar qualquer doença, provocada por sentimentos mesquinhos. Por isso, temos um país de mestiços (mamelucos, cafuzos, mulatos etc.). Chega de hipocrisia!

  264. Fernanda disse:

    Após a “abolição” oficial da escravatura no Brasil, a classe que detinha o poder, em lugar de criar políticas para a integração do negro através de um programa diferenciado de educação, parece ter utilizado a tática do esquecimento e da exclusão histórica. Não mais sendo escravo, por força de uma lei isolada, o negro desaparece como raça, em meio a denominações como operário ou camponês. Durante quase cem anos o negro não figura sequer como um problema social ou cultural. Se não era um problema, nas estatísticas oficiais, não justificava qualquer política diferenciada ou compensatória.
    Havia, contudo, o risco do próprio negro bradar: Eu existo! Para evitar isto, foram criados ou incentivados mitos oficiais e estereótipos, do tipo: “não existe racismo no Brasil”, “o brasileiro é um povo amistoso e cordial”, “negro de alma branca” e outros. O negro tornava-se, assim, invisível e, ao mesmo tempo, “vampiresco”, ou seja, aquela criatura que mesmo diante do espelho não se vê, pois não é refletida. O negro não conhecia sua própria imagem, pois fora praticamente banido dos livros didáticos, do cinema, da televisão, da política. Adotava uma voz, um rosto ( ou uma máscara?), uma índole e uma história que lhe haviam imposto.
    É claro que vozes conscientes isoladas sempre se levantaram, na literatura ou fora dela. Zumbi, Manoel Faustino dos Santos Lira, e outros, foram punidos impiedosamente. Lima Barreto, em sua obra literária, não confrontou diretamente a situação de hipocrisia e racismo disfarçado mas ironizou de forma contundente a mediocridade burguesa ( “branca” ) do Brasil do seu tempo. Há exemplos como o de Basílio da Gama, o qual foi acusado de jesuitismo e perseguido, valendo-se de sua poesia para aplacar os poderosos. Cruz e Souza, militante da causa abolicionista, embora poeta esteticamente reconhecido, introdutor do Simbolismo no Brasil, sobreviveu de um mísero salário. De modo geral, entretanto, o discurso sobre o negro sempre foi produzido por quem se considerava branco. O negro figura, aí, como vítima, cidadão de segunda classe ou portador de uma cultura bárbara. Esse discurso veiculava, historicamente, uma simplificação grosseira da complexa problemática do negro no Brasil.
    Em Jorge Amado, o negro é enaltecido como raça exótica, pela virilidade, agilidade e força física, como Balduíno, em Jubiabá. Embora idealizado, esse negro também é estereotipado. O negro, em Jorge Amado, é descrito nos aspectos pitorescos da sua cultura, como a capoeira, a culinária, as festas, os rituais do candomblé. Ele é narrado em sua exterioridade. Na primeira fase da obra amadiana, o negro (aqui significando toda a problemática do negro) é obliterado pela noção de proletariado. Na segunda, menos ideológica e mais utópica ( ou utópico-edonista), o mito da mestiçagem substitui o negro por morenas, mulatas e caboclas. Apesar disto, a obra ficcional de Amado, por ser engendrada na perspectiva da cultura baiana, é a primeira no Brasil a tomar em consideração a figura do negro como expoente na formação cultural brasileira. Deve-se registrar que alguns conceitos de Gilberto Freire sobre a identidade nacional, como a cultura sensual dos trópicos e a mistura das três raças se fazem presentes na concepção do Brasil de Jorge Amado. Essas idéias também permeiam o pensamento de Darci Ribeiro, com maior ênfase para a cultura indígena.
    “Essa Negra Fulô”, de Jorge de Lima, “O navio negreiro”, de Castro Alves, “ O negrinho do pastoreio”, de Simões Lopes Neto, O moleque Ricardo, de Lins do Rego, por exemplo, a despeito do valor estético, tematizam o negro superficialmente. O sofrimento, nessas obras, é imaginário, e as palavras são usadas para provocar um certo sentimentalismo em torno da injustiça contra as pessoas da raça negra. São discursos bem intencionados, mas não possuem sequer a autorização ou concordância do negro. É como defender alguém sem ouvi-lo. Não se está, assim, exercendo patrulhamento ideológico anacrônico sobre os escritores citados. Estas observações não implicam em juízo estético dessas obras, nem sugerem que elas estejam “erradas”. Demonstra-se apenas que a perspectiva limitada da questão do negro, à época, só lhes permitia falar univocamente.
    Somente em anos bem recentes, parece haver uma tomada de consciência sobre a questão do negro na sociedade ocidental. Deve-se lembrar que até a década de sessenta, nos Estados Unidos, os negros tinham assentos reservados na parte de trás dos ônibus, exatamente como há duzentos anos, quando eram levados no fundo dos carroções, pelos proprietários rurais, para os cultos dominicais, onde ocupavam um cercadinho na parte posterior das igrejas. A tomada de consciência dos artistas e poetas negros coincide com o tempo de lutas e conquistas da comunidade negra internacional.
    Lutemos , sim , para sermos lembrados, mas confesso a infelicidade em perceber que dentro do meio próprio meio o racismo se faz em sua plenitude…

  265. Guilherme Chaves disse:

    "Os negros são moralmente superiores aos brancos, mas vejo que há alguns afrodescendentes, que não são mais filhos de ZUMBI (nosso símbolo de resistência)." Esta BURLESCA frase foi escrita pelo Sr. Samir Araújo, em 17/10. Imaginem se um sujeito desses torna-se presidente, deputado, governador, senador etc.?

  266. EDVALDOTAVARES disse:

    UMA REIVINDICAÇÃO MAIS DO QUE JUSTA. Sugiro ao missivista que veio junto com os escravos, nos navios negreiros, que oriente aqueles que sofreram torturas e agressões sexuais, para serem submetidos aos exames de corpo de delito e conjunção carnal, no IML (Instituto Médico Legal). De posse dos referidos laudos periciais, contratem advogados e entrem com uma solicitação de processo na justiça visando reparação moral, indenizações e os benefícios das cotas para as Universidades Federais e Estaduais, assim como, para o ingresso no Serviço Público. Deve ficar bem claro que somente poderão pleitear as reparações e indenizações os negros que vieram nos navios negreiros e que foram escravos e empregaram os braços e o suor para que este país chegasse ao ponto de atualmente ser uma grande potência emergente. Esta é uma idéia para liquidar a discussão e atender as reivindicações do insistente comentarista. "BRASIL ACIMA DE TUDO". MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  267. Ruth Barros Aguiar disse:

    Entendo que há coisas mais importantes para se legislar, num país em que político corrupto é reeleito. Além disso, não concordo com a obrigatoriedade (eis que por lei) do ensino da "cultura afro-brasileira". Tem de haver o carácter da voluntariedade. É a própria pessoa que tem de manifestar interesse. Aliás, o Brasil recebeu imigrantes de muitas nacionalidades… Não vamos falar deles também? Políticos fazem de tudo para conseguir votos… Como diria Bussunda: "Fala sério!"

  268. Manoel disse:

    Aurélio, você foi direto no meu ponto de vista referente a lei federal 10.639 que notificou à LDB
    a obrigatoriedade do Ensino da cultura africana e afro-brasileira nas escolas públicas e pirvadas em todos os estados brasileiros. Na minha opinião, causará uma grande polêmica não só nos alunos, mas, também nos professores da área, por sua minunciosa abrangência. Daí vem o ciúme das etinias, inclusive, as indigenas citadas,por não serem inseridas no curricúlo pela Lei regente.

  269. Aurélio Nogueira disse:

    Conseguem imaginar o que os negros passaram no interior dos navios negreiros? E o sofrimento provocado pelas torturas e pela violência sexual? Aguentar tudo isso e, mesmo assim, estarmos firmes e fortes até hoje… Leram o depoimento do Flávio Silveira? Temos muitos negros guerreiros no Brasil. Aliás, não se esqueçam que os negros é que construíram o Brasil com a força de seus braços, o seu suor.

  270. Preto Velho disse:

    Aurélio, ou você é provocador ou demagogo ou um profissional da negritude (que deus nos livre), mas sua opinião pode ser muito bem testada no Haiti. A revolução de Toussaint L”Ouverture, tão bem intencionada, tão heróica, só serviu para revelar os tiranos e os assassinos que existiam entre nós e nos retroagir a uma desorganização pré-tribal que nem na mãe-África existia mais.

  271. Preto Velho disse:

    Sou francamente favorável às cotas. Não sei se funcionarão no Brasil como funcionam nos Estados Unidos, de onde se importou a idéia. Lá está se formando a segunda economia mundial, que é a classe média negra norte-americana. Não precisamos cultuar heróis mitológicos. O grande herói é a pessoa que traz o salário honesto para casa, investe na educação dos seus, cobra desempenho e, ao final, se orgulha em ver que seu filho terá uma vida melhor.

  272. Marco Antônio-RJ disse:

    Caro Aurélio.. se tirarmos pelo exemplo da África .. se só houvesse negros no Brasil talvez estivéssemos como aquele continente agora.
    Se não fossem os Alemães, Italianos, Japoneses e outros imigrantes oriundos da Europa (os quais realmente construiram um Brasil industrializado e culturalizado) não chegaríamos sequer a éra da Industrialização.
    Dentre todo este contexto uniram-se a força de trabalho diversa que também ajudou a construir o país… portanto, mesmo com diferenças culturais, TODOS foram importantes para a formação de uma sociedade multi-cultural (reconhecida pelo mundo todo) como é a nossa e não vejo ninguém (da parte que citei) estar exigindo cotas, privilégios ou leis diferenciadas para si.

  273. Aurélio Nogueira disse:

    Se no Brasil só houvesse negros, este país seria a maior potência econômica e tecnológica do mundo. A raça dos negros faria a diferença, no final.

  274. ELIANE SANTOS disse:

    ME DESCULPEM, MAS O NEGRO É TRATADO COMO M…. NESSE BRASIL. PARECE QUE SÓ EXISTE PARA MORAR EM FAVELA E CADEIA. QUANDO ALGUÉM TENTA NOS AJUDAR, SEMPRE TEM GENTE CONTRA.

  275. Preto Velho disse:

    Bem já diziam Luiz Gonzaga e Zé Dantas:
    "Mas doutô uma esmola a um homem qui é são
    Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão". Em outras palavras: rancor e resserntimento não podem virar ideologia. Já foi tempo em que a culpa pela nossa condição era "dos outros". Já temos consciência suficiente para procurarmos nós os nossos caminhos. E não há grandes mistérios nisso. É estudar, ler, cultuarmos nossas raizes mas também nossa profissão. Exigir de nossos filhos bom rendimento escolar, não dar mole, não achar que estamos assim por causa "dos outros". Há MUITA COISA que está ao nosso alcance. Há muitas famílias que, modestamente, sacrificadamente, estão formando novas gerações de Joaquins Barbosas. Acho Zumbi um grande exemplo de herói, mas acho também que resumirmos nossa história a este símbolo é pouco. Quero o símbolo do Lima Barreto e de Milton Santos e agora do Dr. Joaquim Barbosa. Eles marcam o caminho para fora do gueto.

  276. SAMIR ARAÚJO disse:

    Que coisa! Observem o intervalo de tempo entre as opiniões do E. Tavares, M. Zadik e A. Ferreira… O Flávio C. Silveira deve ter razão…

  277. EDVALDOTAVARES disse:

    O PODER DA TURMA DAS COTAS. Essa turma é tão poderosa que cassaram a minha existência. "Saravá meu pai!" Deixei de ser uma realidade e passei a ser uma criação, um mito, uma invenção, uma inexistência. Pretendia não escrever tão cedo neste espaço temático, palco de tão acaloradas discussões – Desculpem-me, tive de rir! -, não resisti a tentação e decidi tracejar com palavras algumas linhas. Dígno de louvor, é a criativa mágica que pensei que só o Mandrake seria capaz de realizar ao transformar opinantes em plantas que aqui foram plantadas e em seguida fazer desaparecer uma pessoa através da manifestação da dúvida quanto a sua existência. Não podemos deixar de aplaudir, foi um truque de ilusionismo genial. Mas, de concreto pode ser dito que a cultura negra africana e brasileira é belíssima e todas as pessoas devem conhecê-la e no ensino médio deve ser inserida no programa de História Geral. O discorrer dos nomes numa relação de negros vitoriosos pode ser ampliado com os nomes dos que conseguiram alcançar o generalato no Glorioso EB, Oficialato Superior na Marinha de Guerra Brasileira, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira. Mencionamos que muitos negros são, médicos, engenheiros, odontológos, bioquímicos, cientistas, professores universitários e daí por diante, sendo que, o mais admirável disso tudo é que chegaram lá "SEM COTAS" e proteção política. "BRASIL ACIMA DE TUDO". MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  278. Milton Zadik disse:

    A história dos negros é a história que os brancos não gostam de ouvir. É incômoda. Começa com a conceituação da igreja Católica que considerava os negros — ao contrário dos indigenas — desprovidos de alma, portanto escravizáveis e torturáveis em caso de sublevação; a história dos negros é a história de um passado glorioso que vem da origem mesmo do Sapiens, passando pelo Egito e Etiópia para conhecer a decadência encetada por Roma (delenda Cartago) e retomada no século 16 por Portugal, Espanha, Inglaterra, Bélgica, França, Alemanha e Itália. O período que se convencionou chamar de "Scramble for Africa", representa um dos mais sórdidos capítulos de uma sórdida história que já vinha de cruzadas, inquisição, noite de São Bartolomeu e tantas fogueiras e ódios interreligiosos e étnicos. Vamos abrir as janelas da história, arejar as mentes. Estudos africanos não são apenas estudos africanos. São, e muito, estudos europeus.

  279. Alayr Fereira disse:

    Gostaria de ver o mesmo empenho de cada um de nós na luta por um curso primário que, além da todas as disciplinas de ordem étnico-cultural, se esmerasse também em formar crianças realmente capazes de efetuar as quatro operações e ler de carreirinha.

  280. Flávio C. Silveira disse:

    Os afrodescendentes são belos como panteras negras e resistentes como montanhas, que não sucumbem ao Sol, aos ventos e à chuva. Os negros, no entanto, têm a suavidade das orquídeas. Afro-brasileiros como Lázaro Ramos, ator, e Daiane dos Santos, a deusa negra da ginástica, mostram um pouco do nosso talento. No órgão máximo do Poder Judiciário, há o herói Joaquim Barbosa, exemplo de grande sabedoria. Na política, temos maravilhosos representantes, como o príncipe negro Édson Santos e a douta Benedita da Silva, que muito nos orgulham. Nos esportes, Pelé é inesquecível. Todos são filhos de Zumbi e, portanto, mostram os seus espíritos guerreiros. Racistas são aqueles que ignoram a nossa contribuição para o Brasil. Pusilânimes são os que se opõem às cotas para ingresso em universidades federais e estaduais. Covardes, sim, são as pessoas que criticam a lei, objeto de debate. Confesso, também, não observar imparcialidade por parte dos jornalistas do Opinião e Notícias, que permitem agressões verbais aos meus companheiros. Devem ser aliados do Ali Kamel, do O Globo, como alertado pelo amigo Genival. Senhor Kamel, inclusive, é autor de um livro que diz que não há racismo no Brasil… Hilário! A sua “obra” deve ter influenciado o médico e militar Edvaldo Tavares, um assíduo leitor deste jornal virtual. Senhor Tavares gosta de nos comover com a sua triste infância, mas parece não ter consciência negra. Por certo, a sua faculdade de Medicina era freqüentada, majoritariamente, por não-negros… Outros leitores (Sr. Abelardo, por exemplo), limitam-se a agir como crianças, sem dúvida, que temem pela concorrência com os negros. De resto, leio inúmeros textos dos quais não podemos afirmar a veracidade. Podem ter sido, simplesmente, “plantados” por alguém. Quem não garante que os próprios criadores do Opinião e Noticias não estejam por trás disso? Será que “Edvaldo Tavares” realmente existe? O Brasil não quer racistas!

  281. Da redação disse:

    Prezado Samir: não achamos que alguém lhe chamar de racista seja pior do que a sua afirmação de falta de maturidade e de cultura, ou se referir a um leitor pelo apelido pejorativo "milico".

  282. SAMIR ARAÚJO disse:

    Eu quero saber qual a atitude que o Opinião e Notícias vai tomar em relação aos insultos, de alguns leitores, para com a minha pessoa. Se há seriedade, aqui, espero providências urgentes.

  283. FERNANDA disse:

    Me recordo de uma reportagem que li, intitulada: "Jovens da universidade do Rio de Janeiro pensam em abandonar cursos por falta de recursos".Agora alguém me relate de que adianta a oportunidade de estar em uma universidade, se não se tem condições necessárias para nela continuar.Temos que lutar sim , lutar para que tenhamos uma vida melhor e mais digna, lutar para que nossos direitos constitucionais de garantia de uma vida totalmente sustentável sejam cumpridos e efetivados, lutarmos para a melhoria da educação brasileira. Enquanto a mediocriadade é discutida entre apelos, ofensas e desrespeito a opinião alheia, interessados em fazer com isso aconteça, nos aplaudem como em um circo no número de palhaços.Pois o interessante é a mudança de foco, enquanto discutem se é bom ou não a bendita lei salvadora dos fracos e oprimidos , esquecemos de cobrar e nos envolvermos na política brasileira e seus efeitos na sociedade .

  284. Abelardo Silva disse:

    Confirmo minha opinião: Samir é o maior racista, insiste em diferenciar diferentes grupos étnicos. Samir, a melhor maneira de não ter racismo é não ter diferenças — suas afirmações são terrivelmente racistas!
    PS: o quer dizer "partípes"?

  285. Samir Araújo disse:

    Realmente, fica evidente a falta de maturidade e cultura de alguns dos partípes deste debate. Basta ler os comentários do Abelardo Silva, do Marco/RJ e do Evandro. Sem falar no milico Edvaldo Tavares, que se acha mais inteligente do que os outros. Cultura negra é vida.

  286. EDVALDOTAVARES disse:

    TODOS OS VERDADEIROS BRASILEIROS DEVEM APRESENTAR MANIFESTO CONTRA O RACISMO OU PRECONCEITO RACIAL. Como é decepcionante saber que o País está infestado de maus brasileiros que querem o estabelecimento de um infeliz separatismo racial. Mais chocante ainda é a existência de inocentes úteis manipulados por espertalhões com idéias racistas desagregadoras. Uma visão mais clara permite um pensamento evolar-se: "Como os tolos são puros, tangidos como gado feliz, ao matadouro são conduzidos, sonhando com promessas vazias sem nada à sustentar. – Acordem! A voz salvadora, frustRada, lágrimas pelas faces a rolar, inutilmente tenta despertar, mas, sozinha, as forças são insuficientes". Todos, contrários aos absurdos que querem instalar uma situação separatista racial com apoio político no BRASIL, devem manifestar com veemência sua posição contra esse câncer separatista chamado "RACISMO". "BRASIL ACIMA DE TUDO". MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  287. Da redação disse:

    Prezada Ellen, os nomes dos responsáveis pelo site estão em seu devido lugar, na seção chamada "Expediente".

  288. Ellen Mello Silveira disse:

    Isso, aqui, é jornalismo sério? Quem são os donos do site? Não há nenhuma informação quanto a isso.

  289. Abelardo Silva disse:

    O Samir é o maior racista que já vi!

  290. Samir Araújo disse:

    Evandro, se você estudar um pouco de História compreenderá as minhas palavras, ok?

  291. Marco Antônio-RJ disse:

    O "revoltoso" leitor Samir é o típico RACISTA ao inverso!!!
    Moral, decência e EDUCAÇÂO não se estabelecem pela cor parceiro!!
    São mentalidades como esta que fazem com que temas esdrúxulos virem ponto conflito!

  292. Evandro Correia disse:

    Que estranha afirmação: um grupo é moralmente superior ao outro??!! E continuo achando estranho o colega Samir achar que manda aqui.

  293. Samir Araújo disse:

    Os negros são moralmente superiores aos brancos, mas vejo que há alguns afrodescendentes, que não são mais filhos de ZUMBI (nosso símbolo de resistência). Se é para falar mal da cultura negra, que se mantenham longe daqui. Melhor: fiquem de boca fechada e não escrevam nada. Evandro, o amigo me entendeu?

  294. Evandro Correia disse:

    Seria interessante o colega Samir explicar porque ele acha que pode decidir quem é publicado ou não aqui. Faz-me rir… Samir, quer dizer que quem pensa diferente de você é imaturo?!

  295. Samir Araújo disse:

    Este lugar deveria ser das pessoas que gostam da cultura negra e são favoráveis à lei, em questão. Quem é contra, que crie uma comunidade no Orkut para protestar. Aqui, não é local para imaturos.

  296. thais disse:

    Eu acredito que leis especificas para negros acaba desvalorizando e discriminando mais o negro, todos somos iguais perante Deus..

  297. ÉRIKA BITTENCOURT disse:

    Os meus pais jamais escravizaram negros. Eu não mantenho, no meu sítio, negros realizando trabalho escravo. Tenho empregados negros, mas todos têm os seus direitos trabalhistas respeitados. Cumpro com os meus deveres de cidadã (pago impostos e taxas, voto nos meus candidatos etc.). Não tenho qualquer dívida para com os negros. Não posso ser responsabilizada por algo que não fiz. O colega PAULO PESE está delirando. Desejo, sinceramente, que acorde o mais rapidamente possível. É o que me cabia dizer.

  298. Leila Fraga disse:

    Aos dois anos de idade, fui adotada por um casal de brancos. Contrariando a tendência, os meus futuros pais pretendiam receber, como filha, uma criança negra, ao invés de uma branca, loira e de olhos claros (como, rotineiramente, ocorre). Por essa razão, causa-me estarrecimento a derradeira frase do Sr. Paulo Pese, que comete o perigo risco da generalização. Lamento muito, mas deve estar ocorrendo, no Brasil, o doutrinamento de jovens negros com discursos nocivos como os dos leitores Pese, Genival Arantes, Maria Marina Silva, Rose etc.

  299. FERNANDA O. TOLEDO disse:

    Paulo Pese, o Brasil tem dívida com TODOS os brasileiros, que pagam uma elevada carga tributária e não têm retorno em saúde, educação, segurança, emprego etc.

  300. Renata Munhoz disse:

    Se o "Opinião e Notícias" continuar a publicar cartas agressivas (sobretudo, mal-educadas) como as do Genival Arantes, este espaço, destinado aos leitores, ficará semelhante ao "Big Brother Brasil".

  301. Marcílio disse:

    Cotas para negros, num país de mestiços. Lei da cultura afro-brasileira, num país de grande diversidade cultural. Esse Brasil é mesmo curioso!

  302. Milene Barros disse:

    Nos movimentos negros, há muitos políticos (deputados, vereadores etc.) e, certamente, todo político pensa em reeleição. Há, também, muitos futuros candidatos nas próximas eleições. Por conseguinte, entende-se o porquê de discursos falaciosos como os dos senhores Genival Arantes e Paulo Pese. Tais discursos funcionam muito bem em favelas, em comunidades carentes. Afinal de contas, os pobres têm título de eleitor. O que tem de “políticos profissionais” no Brasil…

  303. Da redação: disse:

    Publicamos as cartas do leitor Genival, apesar de seu teor ofensivo, para mostrar que publicamos todas as espécies de opiniões. Só não publicamos ofensas diretas aos leitores, ou mensagens que contenham linguagem chula. Os leitores Edvaldo, Henrique, Arthur e outros têm apresentado, em bom português, argumentos contra as cotas. Vários leitores que se identificam com negros têm apresentado opiniões bem redigidas contra as cotas. Outros têm sido contra — publicamos todas, salvo a rara exceção da ofensa direta a um outro leitor.

  304. Cláudio Alencar Pinto disse:

    Um exaltado senhor, em 10/10/2007, afirma que foram os negros que construíram o Brasil. Equivoca-se o leitor, pois esta nação foi erguida, e continua sendo, pelo incansável trabalho de muitos imigrantes (alemães, italianos, portugueses, japoneses, franceses etc.) e seus descendentes. Não desconheço, outrossim, a inestimável contribuição africana. Diga-se de passagem, quem está na base da pirâmide social são os pobres miscigenados. Falar tão-somente em “negro” é, hodiernamente, um enorme equívoco. É querer ignorar a mestiçagem, muito comum por aqui. Que “corja de racistas” é essa identificada pelo colérico leitor? Há diversas pessoas, neste espaço, que se identificaram como mestiças e negras e são contrárias as cotas (além de julgar a lei, em debate, eleitoreira). O furioso cidadão deve ignorar que a Constituição da República assegura o direito de liberdade de expressão (artigo quinto), que é uma cláusula pétrea. O brasileiro (independentemente da cor da sua pele, do seu cabelo e dos seus olhos, do sexo, da religião, do time de futebol para o qual torce, da “opção sexual” etc.) é que tem de aprender a lutar pelos seus direitos. Direitos estes negados, justamente, por aqueles que deveriam nos defender. A República Federativa do Brasil precisa mostrar, isso sim, a sua cara de país promissor, futuroso, que gera riqueza, tecnologia, pesquisa, conhecimento, emprego, segurança, saúde, felicidade, para todos os seus cidadãos e não somente para determinadas pessoas, que têm mais melanina na pele. A nossa verdadeira conquista é essa! Edvaldo Tavares, cada vez mais o senhor tem o meu respeito e admiração. Parabéns ao “Opinião e Notícias” por este espaço. Bom dia aos amigos. 11/10/2007.

  305. GENIVAL disse:

    SÃO TÃO COVARDES, QUE NÃO VÃO COLOCAR A MINHA MENSAGEM.

  306. GENIVAL ARANTES disse:

    É MUITO ESTRANHO ESTE SITE. PUBLICA OPINIÕES OFENSIVAS COMO AS DO EDVALDO T., DO HENRIQUE, DO ARTHUR F. ETC., QUE SÃO CONTRA AS COTAS, CONTRA A DEMOCRACIA RACIAL, CONTRA AS NOSSAS CONQUISTAS. A CARTA DO ARTHUR F. ESCULHAMBA COM A DO SR. PAULO PESE. O SR. EDVALDO TAVARES SÓ SABE CHAMAR OS OUTROS DE "ASNOS". QUE SERIEDADE ESTE SITE TEM? QUE IMPARCIALIDADE É ESSA? COMPRARAM O PRÊMIO ,AÍ DO LADO? ESSE SITE É "TÃO BOM" QUANTO O JORNALECO GLOBO. LÁ, PELO MENOS, O ALI KAMEL MOSTRA A CARA. AQUI, OS COVARDES SE ESCONDEM. GENIVAL ARANTES, UM NEGRO QUE NÃO BAIXA A CABEÇA PARA NINGUÉM. OBS.: ESSE SITE É PIOR DO QUE O JORNAL O POVO.

  307. Da redação disse:

    Informamos ao leitor Edgar que não publicamos cartas ofensivas a outros leitores. Sugerimos que, já que discorda do outro, apresente seus argumentos, que serão publicados, desde que sem ofensas e em português razoável.

  308. EDVALDOTAVARES disse:

    AOS FORTES A GLÓRIA – AOS FRACOS A SEPULTURA. Acabou! Escolham! Não existe outras opções. Na vida, cada um tem direito a escolher: "SER VENCEDOR!" ou "PERDEDOR!" Não tem outra opção. A escolha é livre. A vida é somente para quem tem força e capacidade de vivê-la. A escolha é entre, os mais fortes, e…, os mais fracos, isto é, "O RESTO". Sumam, se mandem, por favor, se não têm condições. "NEGROS PAREM DE SER RIDÍCULOS". Não aceitem o jogo da política demagógica. Cada um oriente o irmão que necessita de luz do conhecimento em sua mente, para melhor decisão. Não permitam ser guiados por uma política demagógica, sem vergonha e humilhante. Não se deixem iludir. O maior bem que podemos almejar é a liberdade de viver e vencer no BRASIL. Eu, Edvaldo Tavares, Médico, Coronel do Glorioso Exército Brasileiro, sou brasileiro, do Rio de Janeiro, Médico, Oficial Superior Militar, da elite do Glorioso Exército Brasileiro e da sociedade, estou disposto a lutar pelo bem do BRASIL e do seu povo. Eu consegui os sucessos que a vida me pode oferecer em minha carreira médica e militar. Para mim, só falta a consagração do "MEU PAÍS". A qualquer custo: "BRASIL ACIMA DE TUDO". MÉDICO. SELVA! BRASÍLIA/DF.

  309. ARTHUR FERNANDES disse:

    Sou negro, mas não sou filho de Zumbi. Sou filho de Carlos André e Joana, negros, que me educaram e não deixaram nada faltar. Encontrei o amor de minha vida em Helena, mulher branca e amorosa, um camafeu. Dessa união, nasceram Luis e Vitória, lindos mulatos. De norte a sul do Brasil, há suor do meu povo, mestiço e batalhador, que é governado por uma corja de políticos pilantras, que saqueiam os cofres públicos. Herói é este meu povo, que trabalha e cumpre com as suas obrigações, corajosamente, e recebe um salário de fome. A minha manifestação não tem tom belicoso, agressivo, pois, a meu sentir, a educação e o respeito são essenciais para uma vida em sociedade. Sou um apaixonado pela diversidade cultural, presente em minha terra. Decerto, estarei, no ano que vem, acompanhando as comemorações do centenário da imigração japonesa, em São Paulo. Graças a Deus, eu sou brasileiro. Cordialmente, Arthur.

  310. EDVALDOTAVARES disse:

    DEIXEM DE PRESEPADA – Ó NEGROS INJUSTIÇADOS. Sou NEGRO (N, E, G, R, O) ou mulato ou moreno. Nasci POBRE (P, O, B, R, E), morei em BARRACO B, A, R, R, A, C, O). carreguei LATA D”ÁGUA (L, A, T, A, D”Á, G, U, A) na cabeça. E, para contruir a nossa casa no Rio de Janeiro, carreguei areia retirada da Avenida Nossa Senhora da Penha, bairro da Penha, Rio de Janeiro. ODEIO, os fracos. RESPEITO, os fortes. Hoje, sou Oficial Superior Médico do Glorioso Exército Brasileiro. No campo médico, sou especialista em Medicina de Tráfego e Cirurgião respeitado como profissional. Por isso digo: negros, parem com a presepada. Se não têm condições para lutar com as próprias forças, é um direito que têm ao desistir da conquista dos bens que a vida oferece. Caso contrário: LUTEM. A seleção natural só preserva os mais fortes. Aos mais fracos só resta sucumbir. Aos negros, afrodescendentes, afrobrasileiros, miscigenados, ou sejam lá o que forem, apenas digo: "SEJAM OS MELHORES E OS DEUSES DO OLIMPO LHES SORRIRÃO", mas, se por acaso, escolherem ser coitadinhos, necessitados da proteção política humilhante de cotas e de leis especiais, os "DEUSES DA INFELICIDADE E DO FRACASSO" estão a espera de vocês. "BRASIL ACIMA DE TUDO". SELVA! OFICIAL SUPERIOR MÉDICO DO GLORIOSO EXÉRCITO BRASILEIRO. BRASÍLIA/DF.

  311. Laércio disse:

    O rapaz, abaixo, está precisando tomar um chá de camomila! Está muito nervoso!

  312. Paulo Pese disse:

    É, pena que tem que ser por força de lei, esse país tem uma dívida histórica com negros e negras, tem sangue negro derramado de norte a sul deste país. Quem construiu o Brasil? A lei 10.639/03 é uma conquista do Movimento negro nacional. Enquanto não valorizarmos a diversidade brasileira não vamos ter aprofundado a democracia, o negro não se via no livro didático, simplesmente era invisilizado. não me admira tantas pessoas contra essa lei, num país onde assassinos são heróis. Herói é Zumbi, que ensinava nova povo ter sentimento de liberdade. O Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravatura, e ainda assim por pressão externa. O negro está na base da pirâmide social, os piores salários, piores condições. E quando se emplementa uma lei desta que consolida a democracia, fica essa corja de racistas contra. Estamos numa nova era, onde o negro aprendeu a lutar por seus direitos, estamos para ocupar nossso verdadeiro espaço, nem que pra isso precisemos disputar. Pois tudo que conseguimos não foi nenhum brinde, foi conquista e isso não se negocia. BRASIL MOSTRA SUA CARA RACISTA!!!!

  313. José Silva Pacheco disse:

    De fato, todo debate é bastante salutar. Como é cediço, o nosso país recebeu imigrantes de diversas nacionalidades. Temos a influência de muitas culturas, como a japonesa, a portuguesa, a italiana, a alemã, a africana etc. Acredito que, com o passar do tempo, tais culturas acabam sendo, efetivamente, incorporadas, absorvidas pela nossa cultura, ou seja, a cultura brasileira. Quer queira, quer não. Muitos brasileiros, como eu, apreciam a culinária italiana (adoro massas). Naturalmente, na cultura pátria, há muito de nossa própria identidade, de nossa criatividade (aliás, a maior parte). No Brasil surgem, também, “variantes culturais” do país de origem. Muitos restaurantes brasileiros, que servem comida japonesa, estão inventando novos pratos, tomando-se por base a culinária oriental. Já é a criatividade nacional atuando. Concluo, diante disso, que a citada lei é meramente eleitoreira. Todos os seres humanos têm preconceito. Todos nós somos, igualmente, vítimas de algum preconceito. Não há ninguém puro. Um “afro-brasileiro”, inclusive, pode ter preconceito de um outro “afrodescendente”. Não pelo fato do outro ser negro ou mulato, mas por ser analfabeto, homossexual, nordestino, pobre, deficiente físico, ex-presidiário, doente (AIDS, por ex.) etc. Sou José Silva Pacheco, nordestino e mestiço, com orgulho.

  314. Euryale Galvão disse:

    Pedindo licença para o Ítalo, para citar suas palavras: "Sou contra. Se fosse para ensinar a cultura africana, deveríamos implantar também a obrigatoriedade do ensino da cultura lusitana (em muitas regiões do país essa quase não existe), da cultura holandesa (esses passaram um bom tempo dominando pernambuco), francesa e japonesa entre outras. Mas assim deixaríamos de lado a cultura brasileira, que já teve tempo o suficiente pra se desvencilhar de qualquer outra. O que resultou da influência africana no Brasil é parte da cultura brasileira, e não africana, pois foi criado aqui. Vamos dar mais valor ao que é nosso, pois apesar de toda a influência estrangeira a nossa cultura é brasileira – não é portuguesa, africana, holandesa, japonesa, francesa ou americana (estadunidense)."
    Na verdade, os negros e que estão sendo racistas e parece que ninguém quer ver isso ou temos medo de falar!!!

  315. Sérvio Túlio disse:

    Henrique: Pior do que a falta de argumentos é a falta de educação da leitora.

  316. João Ramos disse:

    O que é ser "imperador dos brancos"?

  317. Abelardo Silva disse:

    Eu já tinha opinado lá embaixo e volto a opinar por causa da Rosalia. Mais uma ofensa a um outro leitor, sem ideias por traz da ofensa. Rosalia, além de discordar do Henrique, o que você pensa? O que você acha? Você pensa?

  318. Henrique disse:

    Prezada Rosália… Mais argumentos por favor! É fácil acusar, denegrir, subjulgar ou querer impor uma opinião na marra…difícil é debater, argumentar ou aceitar a "livre" opinião dos outros… Talvez então a eleja a "Imperatriz dos Sem Argumento".
    Faço minhas as palavras do Dr. Edvaldo e do Roberto.
    Abraço.

  319. Roberto Santos disse:

    O meu pai era cafuzo, ou seja, mestiço de negro e índio e a minha mãe, branca (descendente de portugueses). Portanto, posso afirmar, com certeza, que sou a “mistura perfeita de brasileiro”. Orgulho-me muito de ser brasileiro e mestiço. Digo, sempre, aos meus filhos (também mestiços), que o Brasil é, provavelmente, o único país do mundo em que os negros, os mulatos, os brancos, os amarelos e os índios convivem de forma tão harmônica, tão feliz. Nossa cultura é o resultado da soma das culturas africana, portuguesa, italiana, alemã, árabe, nipônica, francesa e muitas outras. Por certo, a cultura brasileira é riquíssima, belíssima. Nenhuma cultura é melhor do que a outra. Nenhuma cultura deve ser colocada em mais destaque do que a outra. Não se deve impor, compelir alguém a estudar uma cultura. Além disso, nós não somos racistas, como alguns insistem em dizer. Sempre fui muito respeitado em meu trabalho, pelos vizinhos e amigos. Tenho amigos de “todas as cores”. Sou, outrossim, contra as cotas para negros, pois acredito que o ideal é investir na qualidade do ensino público e melhorar a distribuição de renda. As cotas denigrem a imagem dos afrodescendentes. Na verdade, não passam de mestiços exigindo cotas. Cor da pele, no Brasil, não significa muita coisa. A maior parte, certamente, tem ascendência africana. O Brasil é belo pelas diferenças. Os políticos deveriam se preocupar em combater a corrupção, a mamata, a violência, o desemprego, a prostituição infantil, a pobreza, a morosidade da Justiça, a impunidade etc.

  320. leila disse:

    para que uma lei se somos todos iguais…..sou de cor morena clara,mas não me acho melhor que minquem

  321. Rosália disse:

    O HENRIQUE É O IMPERADOR DOS BRANCOS!

  322. Lidiane Mendes disse:

    A lei, acima, é inutil como muitas outras nesse país, que se diz sério, mas não é.

  323. aline disse:

    Eu Aline me interesso muito sobre a cultura africana, pois vou fazer uma Feira Cultural, e vou fazer sobre a cultura africana, quero aprender muito!
    E acho q tem muitas pessoas brasileiras que são racistas sim, pessoas brasileiras tem muito preconceito das pessoas que são "NEGRAS".
    Não tenho preconceito!

  324. Igor Moraes - RJ disse:

    O Sérgio disse tudo.

  325. Sérgio Oliveira disse:

    O Brasil é um país de mestiços. Logo, ficar discutindo quem é preto e quem não é, é perder tempo. O meu avô era negro (cor da pele “tipo Benedita da Silva”). Eu tenho pele clara, mas, também, sou afro-brasileiro. Não tentem dividir o Brasil. A beleza do nosso país é a miscigenação.

  326. ALMIR disse:

    Num país de mestiços, como o Brasil, é ridículo, realmente, ficar discutindo a cor da pele.

  327. Leandra Nascimento disse:

    Em tentativas de procurar trabalho, duas empresas já me perguntaram se eu tinha entrado na faculdade (pública) "com cota". É um constrangimento enorme… Na minha época, porém, não havia cotas.

  328. Roger disse:

    Chega de hipocrisia! Essa lei é eleitoreira!

  329. PACHECO disse:

    Muitos jovens, hoje, só querem saber de pagode, funk, futebol, BBB, novela etc. Se já não querem estudar Geografia, Física, Matemática, Biologia etc., imaginem cultura negra…

  330. catatau disse:

    Sobre cotas e carater social, gostaria de divulgar o texto do Catatau a respeito:
    "Raça: entre o argumento biologico e o socio-historico"
    http://catatau.blogsome
    .com/2007/06/15/raca-entre-o-argumento-biologico-e-o-socio-historico/

  331. ERASMO disse:

    Não tenho interesse em cultura africana. Estou cometendo algum crime? Fala sério! Tem muito preto que só quer saber de "funk". Conta outra!

  332. Liliane Barbosa disse:

    O povo brasileiro não é racista.

  333. RADAMÉS disse:

    O meu falecido pai sempre me falava para nunca se acomodar e sempre se esmerar naquilo que se faz. Ele disse, também, para nunca se vender ou se humilhar para conquistar algo. Hoje, portanto, mesmo sendo negro, sou contra as cotas.

  334. SABRINA de Minas Gerais disse:

    Finalmente, leio opiniões racionais e equilibradas, neste debate. Felizmente, também há negros inteligentes como o Edmar, a Sônia, o Rafael etc. Faço minhas as palavras do Sr. Edvaldo Tavares. A cor da minha pele não interessa. Sou mestiça e brasileira. Só isso já basta! Ter mais melanina, na pele, não faz ninguém melhor ou pior do que o outro.

  335. Alberto C. Lima disse:

    A lei em discussão só serve para político ganhar voto na próxima eleição. Vamos parar de perder tempo discutindo quem é branco ou preto. O Brasil tem problemas muito mais sérios para resolver, como acabar com a corrupção e a impunidade.

  336. Rafael Cunha disse:

    Eu não aguento mais esse "discurso de preto coitadinho"! Negros, por favor, vamos lutar e conquistar respeito, com mérito!

    Obs.: eu, a minha esposa e meus filhos somos negros.

  337. Carlos Eduardo disse:

    Querem transformar o Brasil num país DIVIDIDO ENTRE BRANCOS E AFRO-BRASILEIROS. Está tudo errado! Nossa nação é de MESTIÇOS! Qualquer pessoa medianamente informada sabe que, aqui, há uma grande "mistura" entre negros, brancos e índios! Não vamos criar o ódio racial! Corroboro a tese do médico Edvaldo Tavares.

  338. Sônia disse:

    Cotas são para os fracos. Quer queira, quer não, as cotas são para os fracos. Como afrodescendente, recuso-me a aceitar essa vergonha, que são as cotas. Nós deveríamos exigir a melhoria do ensino público, ao invés de cotas. Por fim, digo que a citada lei é meramente eleitoreira.

  339. Elias F. TEIXEIRA disse:

    Não costumo adotar essas "terminologias modernas" como afro-brasileiro. Digo, simplesmente, que sou brasileiro. Sou mulato, sim, mas tenho ascendência portuguesa e africana. Cota é esmola, assim como o bolsa família. Ter orgulho de ser negro (ou mulato) não é brigar por cotas, mas por um Brasil melhor para TODOS, independentemente da cor da pele. Boa noite!

  340. Júlia Maria de Souza - RJ disse:

    Digna de aplausos a manifestação do Dr. Edvaldo Tavares. Com brilhantismo, ele disse tudo o que penso. Deplorável, todavia, a grosseria de alguns leitores, que acham que se ganha tudo "no grito". Tudo na vida deve ser conquistado com honra e trabalho. Chega de burlescas cotas para negros (o Brasil é um país de mestiços). Tenho orgulho de ser NEGRA e vergonha daqueles, que só sabem se vitimar. Parabéns, novamente, ao Sr. Tavares.

  341. Edmar Dutra disse:

    O Edvaldo tem razão. Sou negro e não ensino os meus filhos, negros, a serem covardes. Eles lutarão para serem alguém na vida.

  342. Maria Veroneide Cordeiro disse:

    Os senhores Edvaldo e Henrique devem entender que existem medidas a curto e longo prazo, esta lei veio para corrigir uma injustiça de anos com nossos irmãos negros. É colocar todos no mesmo ponto de partida, com as mesmas oportunidades.Nem todos os capazes são vencedores,é preciso se aprofundar mais no assunto,sendo mais cuidadosos na hora de opininar.Menos paixão e mais compreensão e razão rapaziada!!!

  343. EDVALDOTAVARES disse:

    PAREM COM A PALHAÇADA – O MUNDO SÓ RESPEITA OS MELHORES. É a lei da vida. Se querem ter vez na vida, sejam os melhores e acabou. Não aceitem favoritismo que somente ennfraquece e humilha. Os verdadeiros valores apenas existem para os bem posicionados na vida, para o resto a indiferença e o esquecimento. Deixem de vomitar asneiras e se dediquem ao aprimoramento diuturno, persistente, sem esmorecimento. A vida exige competição permanente para todos os seres vivos, desde os vírus, passando pelas bactérias, incluindo os insetos, também os demais animais invertebrados, os vertebrados e terminando no mundo dos seres humanos. Aos mais capazes e vencedores todas as glórias, aos incapazes e perdedores a indiferença e a humilhação. Não aceitem migalhas políticas, lutem pelos direitos aos quais fazem jús. Valorosos negros, afrodescendentes brasileiros, não permitam que essas atitudes políticas enganatórias os ceguem com promessas e medidas que não resolvem os problemas de ninguém. Exijam melhoria do ensino fundamental e médio, cobrem igualdade de oportunidades, apenas aceitem tudo aos quais têm direito como cidadãos da mais elevada categoria e não o que estão oferecendo como migalhas do favoritismo da política demagógica. Respeitem a si primeiro, para serem respeitados pelos outros. Se assim agirem, estarei sempre ao lado de voces, eu acredito nos negros e tenho maior carinho aos afrodescendentes do meu BRASIL. "BRASIL ACIMA DE TUDO". SELVA! OFICIAL SUPERIOR MÉDICO DO GLORIOSO EXÉRCITO BRASILEIRO. BRASÍLIA/DF.

  344. Edir Santos Gomes disse:

    Esse Edvaldo adora dizer que é patriota, se assim fosse, de fato, seria a favor das cotas para negros.

  345. Abelardo Silva disse:

    Vejo aqui os colegas Edmar, Junior, Suzy, Osmar e Isabelle opinando contra o Edvaldo. Mas apenas o criticam, alguns de forma ofensiva. Sinto falta de argumentos: pensem, pessoal, tenham idéias, e as transmitam! Ofender os outros é fácil, pensar exige um certo esforço…

  346. Acácio Brasil disse:

    Meu Deus, vocês estão muito radicais! Precisam respeitar a opinião dos outros.

  347. Edmar disse:

    Edvaldo quer ganhar votos dos brancos nas próximas eleições.

  348. JÚNIOR disse:

    Redação: O cara é contra os negros! Esse Edvaldo só quer confusão!

  349. Da redação disse:

    Prezada Suzy, não banimos ninguém, desde que as opiniões não sejam pessoalmente agressivas, e sejam escritas em português correto. Sugerimos que você explicite suas discordâncias do leitor Edvaldo.

  350. SUZY DUARTE disse:

    O EDVALDO DEVERIA SER BANIDO DO OPINIÃO E NOTÍCIAS!

  351. Eliseu Pires disse:

    Acham que a cutura negra é só carnaval? Essa lei visa acabar com isso!

  352. OSMAR DUARTE disse:

    O SR. EDVALDO TAVARES, certamente, não sabe o que é ser vítima de racismo, ou seja, não tem AUTORIDADE para opininar.

  353. Henrique disse:

    Infelizmente há pessoas que não sabem interpretar o que expressamos (o debate é livre e só enriquece a sociedade – a livre opinião é saudável e não deve ser curvar à sensura).
    Quem disse que o Brasil não pertence também aos negros e afrodecendentes?? Ele pertence a todos nós BRASILEIROS! Quem comanda o Brasil não é a "Elite Branca" e sim a elite política corrupta que não está preocupada com a formação de uma população culta, saudável e também "politicamente alfabetizada". Quem achar que deve-se começar a separar e segregar a população está totalmente errado.. este é o momento que devemos unir forças para mudar o país para melhor.
    Em vez de se criarem cotas deve-se melhorar o ensino, preparar e remunerar melhor nossos professores (desde o ensino básico), ampliar o ensino técnico, criar mais vagas nas universidades e por aí vai… Desde a época da ditatura que se desmantelou o ensino neste país. Todo mundo lutou e continua lutando para construir este país.. País misturado, miscigenado, multicultural o qual é referência mundial em convívio populacional. As pessoas devem ter cuidado com o "ódio" pois este cega! Não vamos transformar o Brasil num segundo EUA aonde as pessoas se toleram, se respeitam por força da lei, mas no fundo se odeiam (racialmente) entre si.

  354. Isabelle disse:

    A lei combate a discriminação. O Edvaldo e o Henrique deveriam estudar mais.

  355. Edinaci disse:

    As palavras do HENRIQUE são no……. Ele deveria parar numa delegacia.

  356. José Mendes disse:

    Prezado Henrique: O Brasil também pertence aos afro-brasileiros (ou afrodescendentes). Nós, negros e multatos, nascemos aqui e, aqui, permaneceremos. Custe o que custar, lutaremos por nossos direitos (cotas) e não vamos nos curvar à elite branca, que comanda o Brasil. Os jovens negros têm o direito de conhecer a sua história.

  357. Henrique disse:

    Escolas e universidades exclusivas para negros ?! Isto mostra quem é o preconceituoso e racista no debate. O Brasil é um país miscigenado e deve-se respeitar a diversidade. Aqueles que querem criar segregação institucionalizada que voltem então para a África ou para o lugar que acham que são de origem. Quem é bom, aguerrido, não teme o desafio !
    Enquanto ficam discutindo baboseiras os Renan”s da vida permanecem debochando da nossa cara.

  358. Carlos Henrique disse:

    Doutor Edvaldo: Por favor, o senhor não pensa nos belos sorrisos de crianças negras sabendo que, no futuro, terão o direito de estudar em boas universidades públicas? O senhor teria coragem de olhar nos olhos delas e tirar-lhes a esperança? Pense bem nisso. Obrigado.

  359. EDVALDOTAVARES disse:

    O RACISMO QUE O NEGRO CRIA – Voltar-se-á contra ele? Os apologistas das cotas têm de estar bem certos quanto ao futuro que estará reservado. O normal é a livre competição que seleciona por concurso. Os aprovados com melhores notas são admitidos, não há discussão e ponto final. Este é o processo que hierarquiza dos mais bem-sucedidos, os melhores, para os que obtém menos sucesso. É o melhor processo seletivo. Sempre foi aplicado e, não admite dúvidas ou outros quaisquer tipos de questionamentos. O afastamento dessa regra cria a alternativa de possibilidade conflitiva futura, passível de discriminação durante o exercício profissional. O concursado adquire um direito que cala a boca de qualquer um. O cotismo dá, ou dará, margem a discriminação e aos comentários maldosos. Se esses futuros profissionais cotistas forem exercer a profissão em outros países, é claro, ficarão livre de qualquer insinuação. Todavia, se ficarem por aqui, estarão sempre sujeitos à comentários. Esta é uma antevisão que deve ser analisada com carinho, abrangendo todas as variantes possíveis e imagináveis. Querer ser universitário cotista hoje, é uma coisa, amanhã, será outra. As empresas que absorverão profissionais de nível superior, selecionando candidatos altamente competitivos, que comportamento adotarão? Pensem nisto, com muito cuidado. Eis um alimento para o pensamento, que os americanos dizem em inglês: "Food for Think". "BRASIL ACIMA DE TUDO". MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  360. Adílio da Cruz disse:

    O Sr. E. Tavares desconhece a realidade. De fato, na UERJ são corriqueiros os comentários maldosos em relação aos alunos afrodescendentes ("os negros só estão, aqui, em função das cotas" ou "a UERJ está tornando-se um quilombo"). Os "negros cotistas" (como chamam os brancos), aliás, estão apresentando desempenho melhor do que os brancos, na UERJ. Dr. Tavares, pesquise mais, antes de proferir estultices.

  361. EDVALDOTAVARES disse:

    NÃO DÁ PARA AGÜENTAR TANTA TOLICE JUNTA. O Rio de Janeiro tem uma população negra muito grande, por ter recebido levas e mais levas de escravos oriundos da África durante o período do BRASIL colonial. Entretanto, a miscigenação naquele estado é intensa. Eu nasci na Cidade do Rio de Janeiro, capital do estado com o mesmo nome. Lá me criei e estudei medicina. Fiz o meu curso de oficial médico do Glorioso Exército na Escola de Saúde do Exército, RJ. Fui médico militar na Vila Militar, RJ, Hospital Central do Exército, RJ, e, no Centro de Estudos de Pessoal, no Leme, RJ. Nunca tomei conhecimento de tal discriminação em qualquer Faculdade ou Universidade carioca. As argumentações abaixo expostas estão apelativas demais, partindo até p”ro campo da propagação de besteiras. Se sem cotas estão apresentando baixa qualidade, agora, acreditem a deterioração que as cotas poderão ocasionar. Não existe racismo na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e nem na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Esse tipo de discurso capenga está totalmente furado e já está ficando muito chato. Sérgio Porto (Estanislau Ponte Preta), publicou um livro na década de 1960 chamado Febeapá (Festival de Besteiras que Assola o País), e, cada vez mais constata-se que Sérgio Porto, embora tenha morrido, permanece ainda atual através da sua obra que retrata as figurinhas esdrúxulas que pululam o presente momento. "BRASIL ACIMA DE TUDO". MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  362. Cosme disse:

    Dorival: Na UERJ, os alunos negros sofrem preconceito e são vítimas de trotes maldosos dos brancos.

  363. Dorival Silva disse:

    Puxa vida, Cosme, o que você advoga é a mais pura segregação. Tem certeza que isso seria bom para alguém??!!

  364. Cosme disse:

    O ensino tem de ser, de fato, obrigatório. Tenho outra medida polêmica: a construção de escolas e universidades públicas somente para negros e mulatos. Isso acabaria com o desrespeito dos alunos brancos contra os negros. É preservar a dignidade dos negros.

  365. Maria Pascoalina R. Carvalho disse:

    Eu entendo quea Lei 10.639/2000, estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura Afro-Brasileira e Africana na educação Básica, isto não significa que será dando um destaque a uma etnia em detrimento das outras pois a Lei 9.394/96 assegura igualdade de condições de vida e de cidadania, assim como garante igual direito às histórias e culturas que compõe a nação brasileira, além do direito de acesso às diferentes fontes da cultura nacional a todos os brasileiros, e as outras etnias tem e sempre tiveram vissibilidade portanto não ficariam de forma alguma relegadas a segundo plano, tudo vai depender do enfoque dado pelo professor que é peça chave neste processo .

  366. M.J.U. disse:

    O preconceito é uma desgraça pois ninguém gostaria de ser tratado de um modo ruim todos devem se respeitar!

  367. Ana Maciel disse:

    Na minha opinião, para ensinar a cultura afro toda a família que compõe a escola deveria fazer um curso de formação histórica sobre esta temática,pois ,, acredito para se ensinar algo que está na Lei 10.639 precisamos conhecer para entender e juntas professarmos esta cultura afro que é tão importante para formação de do nosso povo.

  368. Luciano JG Souza disse:

    Na minha opinião, a cultura afro deve ser ensinada mediante estímulo artístico e cultural, como aulas de capoeira, história do samba ou cultura hip-hop. Este estímulo fará com que o conhecimento da cultura afro seja estimulado de forma a que cada indivíduo, se assim o desejar, busque mais conhecimento além da burocracia escolar, mediante força de lei. Isso refletira na transmissão do valor da (nossa) cultura afro para as futuras gerações, sem precisar da escola, o que fazem algumas famílias de descendência europeia, árabe-judaica ou oriental, e que os indígenas faziam antes da invasão "civilizatória".

  369. CUNHA TOLEDO disse:

    Sou NEGRO e CONTRA a obrigatoriedade. Tem de partir da própria pessoa querer ou não estudar a cultura negra.

  370. Anderson Vieira disse:

    acho muito importante vocês estudarem a cultura dos afro- brasileira por que tambem são gente como nós eu tenho odio de quem tem preconceito de "negros e indios"

  371. Elaine reis disse:

    Tenho certeza de que estudar a cultura afro-brasileira nas escolas vai ser bom ,mas não vai mudar a cabeça de ninguem.

  372. Cynara Cantuário disse:

    Tenho plena certeza de que só será possível valorizar os negora no Brasil, a partir de um estudo minucioso da cultura afro, não apenas a cultura de samba, culinária, capoeira, mas sobretudo a uma cultura que fundamente os os negors que contribuíram para a nossa história, literatura, artes de modo geral.
    É´preciso perceber que estudar a cultura afro não segrega ninguém, mas traz uma questão de identidade para toda população cuja se denomina afro.

  373. Arlene Muller disse:

    O Brasil tem uma dívida impagável para com o povo negro. Tudo o que se fizer no sentido de minimizar os resultados do horror que foi a exploração dos negros pelos portugueses colonizadores será, sempre, muito pouco. Na minha opinião todas as pessoas negras deveriam ser indenizadas pela humilhação e exploração a que foram submetidas no passado. E mais, grande parte desta conta tinha de ser paga por Portugal, que foi quem lucrou com esta barbárie.

  374. livia maria pereira da silva disse:

    EU ACHO QUE NO BRASIL Á MUITA DISCRIMINAÇAO PRINCIPALMENTE CONTRA O NEGRO NÓS PRECISAMOS MUDAR ISSO IMEDATAMENTE

  375. LUCIANE MOREIRA disse:

    A LEI DE 10.639, TALVES SEJA MAIS UMA FORMA DE O GOVERNO MOSTRAR QUE ESTA FAZENDO ALGUMA COISA EM FAVOR DOS NEGROS DE NOSSO PAÍS, MAS, É SOMENTE MAIS UMA FORMA DE MAQUIAR O QUE DEVERIA SER A SOCIEDADE NUM GERAL, POIS HÁ MUITA COISA A SER FEITA NO AMBITO ESCOLAR E SOCIAL DE NOSSO PAIS. NO ENTANTO NAO NOS DEIXEMOS ENGANAR COM LEIS QUE NAO SAEM DO PAPEL. FAÇAMOS VALER NOSSO DIREITOS ENQUANTO CIDADAOS. DEIXEMOS DE SER MARIONETES NAS MAOS DE NOSSOS "GOVERNANTES".

  376. Bruna Pereira disse:

    Tenho certeza que conhecendo
    o sofrimento dos negros, tudo o que eles passaram, milhares de pessoas passariam
    respeitar sua cultura que é riquíssima e que é tão presente na cultura brasileira.

  377. Bobagens Necessárias disse:

    Acredito que é fundamental o aprendizado de uma cultura que tanto ajudou a formar uma identidade brasileira (se é que temos uma única)! Um estudo, por mais superficial que seja, mostraria o largo alcance dessa cultura que nos recepcionou.

  378. Lima disse:

    Não tenho o menor interesse em aprender cultura negra. Agora, serei compelido a aprender sobre a mesma?

  379. Antonio disse:

    Nos devemos respeitar mais a cultura afro por que fazemos parte dela

  380. CARLOS disse:

    Muitos jovens negros não estão nem aí para a cultura brasileira de um modo geral, que dirá da cultura afro-brasileira…

  381. Aida disse:

    Acho que as culturas afro, branca e quaisquer que sejam nunca deveriam se misturar. Desfigura completamente as tradições.

  382. Sirley Chagas disse:

    O ensino da história da Africa é de grande valia para a sociedade brasileira, pois passamos a compreender melhor sua cultura, sobretudo sua importancia na colonização do Brasil

  383. irineu Pedro Carniato disse:

    A pior descriminação é a maior de todos os preconceitos é a "ignorância". Quando se tem ascesso a educação a informação se poderá combater profundamente este mal. Portanto, não só limitar as cotas aos Negros mais é fundamental criar políticas voltadas para o povo pobres e negros, caso contrário é misturar todoas as cultura Branca,Negra, Parda e etc.. e fingir que não existe racismo e preconceito no Brasil…

  384. Wagner Agnolon disse:

    Preconceito racial?
    No Brasil, o preconceito é muito maior contra pobres do que contra negros. Se é verdade que a maioria dos negros são pobres, uma política afirmativa em relação aos indivíduos oriundos das mais baixas classes econômicas atingiria, de forma mais igualitária, o objetivos de inclusão social, favorecendo brancos e negros pobres na exata proporção de suas origens, sem, com isso, fomentar uma luta racial onde o que existe, na verdade, é o mais puro PRECONCEITO SOCIAL.

  385. Wagner Agnolon disse:

    No Brasil, o preconceito é muito maior contra pobres do que contra negros. Se é verdade que a maioria dos negros são pobres, uma política afirmativa em relação aos indivíduos oriundos das mais baixas classes econômicas atingiria, de forma mais igualitária, o objetivos de inclusão social, favorecendo brancos e negros pobres na exata proporção de suas origens, sem, com isso, fomentar uma luta racial onde o que existe, na verdade, é o mais puro preconceito racial.

  386. carlos ramires disse:

    O MUNDO É DIVIDIDO EM CLASSES SOCIAIS. POBRES, CLASSE MÉDIA E RICOS. O RACISMO É SOMENTE UMA IDEOLOGIA PARA ESCONDER A LUTA DE CLASSES. NÃO EXISTE. SE A AFRICA E NÃO A EUROPA TIVESSE SE DESENVOLVIDO ECONOMICAMENTE, A IDEOLOGIA RACISTA SERIA CONTRA O BRANCO. PORTANTO QUALQUER LEI PARA "PROTEGER" SÓ O NEGRO, E NÃO OS POBRES EM GERAL, DARÁ FORÇA A IDEOLOGIA DO RACISMO.

  387. Ícaro Camões Souza disse:

    Pergunto ao Juan Leitch se haverá integrantes do movimento negro, em número suficiente, para ministrar aulas em TODOS os colégios brasileiros?

  388. Juan Leitch disse:

    Caro Mateus, há muitos integrantes do movimento negro que conhecem a fundo a culura afro-brasileira. Eles poderiam ser contratados, como professores, pelas escolas públicas e particulares. O que não podemos é permanecer nessa postura estática. A cultura negra é importante e precisa ser disseminada em todo o país. Observação: sou mulato.

  389. Mateus Daer disse:

    Apenas acho que foi uma maneira de "tampar" esta lacuna que ficou durante anos nas grades das escolas brasileiras. A pergunta é? Quem estará preparado para lecionar esta disciplina tão complexa e especial. Mateus Especializando em História e Cultura Afro- Brtesileira pela PUC – MG.

  390. Magno Matos disse:

    A cultura negra é belíssima e só fará o bem para o nosso sofrido povo, que tem de engolir o besteirol americano diariamente pela tv.

  391. Raimunda Montelo disse:

    Acredito que a implementação da Lei é o primeiro passo para rompermos a cegueira com relação ao reconhecimento da contribuição dos africanos e afrodescendentes na construção desse pais. Não se iludam os puros de coração, sempre haverá aqueles que levantarão milhares de argumentos da inadequação da lei. Enquanto isso a história só retrata a escravidão do povo negro, tratando-os de forma sujeitada, dominada e humilhada.

  392. Eurides disse:

    Nós brasileiros não paramos para pensar o quanto a nossa cultura é rica.Sempre valorizamos a cultura do outro adotando aos nossos uma aculturação.Que tal se a partir de agora nós brasileiros dessemos mais valor a nós mesmos?

  393. Patrícia Mendonça disse:

    A lei não cria uma disciplina para o estudo da história da África e dos afrodescendentes.Ela propõe que o debate seja feito em todas as áreas do conhecimento, privilegiando a língua portuguesa, história e artes.
    A lei pode e deve ser utilizada enquanto instrumento de luta,o que não impede que se estenda a discusão para outros niveis. Somos plural: branco, negro, índio; somos pluricultural e essa é a grande maravilha de ser brasileiro(A).
    Construir reconstruir nossa história usando o plural e dando a devida importância as etnias que formam o povo brasileiro.

  394. vanessa disse:

    Bom eu acho que nós brasileiros dados mais atenção para uma cultura que não nós pertence a cultura americana. a cultura brasileira mesmo, como a capueira dança de roda, quadrilia, maculele, frevo, e outros pernonagem importantes de nossa historia, como Tiradentes, Zumbi dos palmeres, e outros apenas aparecem em nossas vidas como mais um dia de feriado etc. temos que nós valirizar e se dedicar para melhoria de nossas vidas e não deichar no esquecimento nossa verdadeira cultura.

  395. Valdinéa Teixeira disse:

    Na minha opinião devemos sim estudar e ensinar sobre a culura afro nas escolas públicas e particulares. Sabemos que a educação é o único meio de transformação da sociedade.Muitas pessoas são contrarias a está`idéia porque com certeza nunca sofreram discriminação e nem mesmo racismo. Sugiro para estas pessoas que procuram se informar mais sobre a cultura afro-brasileira.

  396. Paulo Fernando disse:

    Concordo com o Guilherme.A cultura se altera com o tempo, com o posicionamento da sociedade diante de uma situação, e não com imposições. Estão tornando o tema caso de polícia, e sabemos que caso de policia deve ser o racismo e não o estudo , não a diversidade

  397. aron disse:

    acho que e mais importante de tudo.

  398. dulce disse:

    Acho que o mais importante de tudo e a polemica e controversia que esta lei gera,pois sem polemica e conflito talves poucos estivessem sabendo dela;é claro q em primeiro lugar necessitamos de melhoria na educação publica que é uma vergonha,a copmeçar pelos salarios e chegar na promoçao automatica com o nome de progressão continuada,uma total desinformaçao e capacitaçao dos elementos envolvidos,precisamos acabar com todo e qualquer tipo de preconceitoe nada mais sábio do que conhecermos nossa historia……ou mais uma parte dela!

  399. diego cesar disse:

    na minha opinião, todos somos iguais perante Deus, todos somos humanos, e essa historia de racismo, pra mim é uma palhaçada, mais muitas vezes do proprio negro, porque as vezes o negro é mais preconceituoso do que o branco, e muitas vezes se faz de vitima, essa historia de cota nas universidades, e essa história de se vc chama um negro de macaco, vc vai preso, isso tudo é palhaçada, e é justamente isso que sustenta o "suposto" racismo, porque que quando um negro chama um branco de branquelo azedo ou coisa parecida, não acontece nada? mais agora, vai la e chama um negro de macaco, e vc vai preso!!! isso é ridiculo, enquanto não enchergarmos que todos somos iguais, independente de cor ou raça, nós nunca vamos ver essa palhaçada acabar…

  400. Liliane disse:

    Eu não tenho o menor interesse em aprender sobre a cultura africana, e daí? Agora, serei obrigado a isso? Fala sério!

  401. Guilherme T. Azeredo Martins disse:

    Sou totalmente contra a lei. História africana sim, mas inserida na disciplina de história e não como disciplina autônoma. Penso que esta lei é pura politicalha assistencialista! Por quê também não se faz uma lei para instituir uma disciplina de história de Portugal? Os portugueses também contribuíram, e muito, para a nossa cultura. E os alemães no sul? Os japoneses em São Paulo? Vão ficar sem a sua disciplina? Também não há muitos nipobrasileiros em postos de comando. Reservemos pois, cotas para eles em nossas universidades… Aliás, está na moda! Cotas, etc. É mais fácil! Mascara a falta de uma política séria na área da educação. Não existem índios em nossas universidades. Por quê não reservar também cotas para os índios?… Por quê não uma disciplina sobre a hitória dos povos indígenas? Sabem o que mais? Eles querem é votos. Não querem educar. Povo educado não vai votar neles. Claro! E, infelizmente, alguns estão caindo na armadilha.

  402. Waldimiro de Souza disse:

    Basta ler nosso blog, que vera que somos aliados dos mesmos propósitos e conquista da qualidade de vida.
    http://onegronobrasil1980.blogspot.com/
    Waldimiro. Que a Paz de Deus esteja nesta caminhada, que é sua e que é nossa.

  403. Rita Maria disse:

    Sou favorável a lei 10639, quanto a qualificação dos professores é lamentável o que os governantes fazem ao criarem leis e não oferecer suporte pedagógico aos professores,isto também aconteceu com a questão da inclusão de crianças com deficiências nas classes regulares de ensino. Mas percebo que o preconceito contra o negro é maior, isto é uma pena. A questão das contas para estudantes de escola pública deveriam ser de 80% afinal quem tem dinheiro para cursar a educação básica na rede particular tem dinheiro para pagar faculdade privada, isso para não falar que muitos estudantes da rede pública ainda precisam trabalhar para ajudar no sustento da casa, pergunto como competir com alguém que fica o dia todo por conta de estudar???

  404. Luiz Carlos Varella de Oliveira disse:

    Caros companheiros de Luta.

    Sou descendente de Zumbi, logo sou guerreiro.

    Começo definir assim minha condição de afro-descendente. A Lei 10.639/03 veio atender os anseios de uma etnia que a muito tempo luta para seu reconhecimento. Agora, a Lei pela Lei de nada nos irá adiantar. E necessário que nos enganjemos na luta e façamos a lei "pegar".

    A lei tem tudo para ser uma das melhores sobre a temática, pois foi do anseio popular que ela surgiu. O que está faltando é nós brasileiros entendermos que o negro hoje, segundo o IBGE, é o preto e o pardo. Ao termos essa definição não dita por nós, mas por um instituto que tem credibilidade, percebemos que o número de afro-descendentes no Brasil é bem maior do que pensamos. Nós daqui do Centro-Oeste Brasileiro, especificamednte da cidade de Rondonópolis, Temos o nosso Movimento Negro multiculturalista. Depois de vários anos de luta corpo a corpo contra o Racsimo, toda e qualquer tipo de discriminação, conseguimos criar um curso pré-vestibular para alunos pobres e carentes, dando prioridade aos afro-descendentes. Nossos professores são todos voluntários. Nossa primeira experiência com o cursinho Pré-verstibular NOVOS RUMOS, foi em 2006. Graças o esforço concentrados de todos os envolvidos no projeto, 40 alunos foram aprovados nas mais diferentes áreas do conhecimento em várias universidades. Isso vem comprovar que quando é dada um oportunidade às pessoas eles conseguem desenvolverem-se.

    Essa página do debate é interessante, pois conseguimos compreender que para termos um reconhecimento enquanto seres que humanos precisamos de diálogo e união.

    Luiz Carlos.

  405. Claudemir disse:

    Que bom esse debate. Só queira esclarecer que a lei 10639 não visa criar uma nova disciplina. Seria interessante dar uma olhada nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino da história e da Cultura Afro-Brasileira e Africana. Parecer CNE/CP 3/2004, de 10 de março de 2004. Outra coisa: não se trata de defender negro contra branco em detrimento dos indígenas. Pelo contrário: visa apenas permitir um olhar multiracial. E para os que acham que isso se tornaria num problema, posso garantir que não. Pelo menos por onde tenho passado. Para concluir: A minha experiência monstra que existem três tipos de pessoas que não concordam com lei.
    Os que se julgam superiores por alimentarem dentro de sim um preconceito idiota

    Os que desconhecem verdadeira história do cultura afro-Brasil

    Os que ainda não se livraram da ideologia do embraquecimento

  406. LUCIANO VIDAL disse:

    QUEM DESEJA DEFENDER OS NEGROS SEM LHE PROPOCIONAR AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS NECESSÁRIAS DE EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, COMO PODEREMOS ACREDITAR QUE ESTÃO VERDADEIRAMENTE DEFENDENDOS OS NEGROS?

  407. LUCIANO VIDAL DOS SANTOS disse:

    o negro é antes de tudo a raiz de todas as civilizações, ou nã? Quem discorda, olhemos para as pequisas cientificas que apontam para a origem davida humana na AFRICA.

  408. Romero disse:

    Essa questão de Divinizar a cultura negra pelas autoridades não passa de uma farsa, pois os negros precisam é ter oportunidade como os demais afim de que essa grande e prejudicada massa populacional prejudicada histócamente seja de alguma forma ressarcida.
    Acredito que se por ventura forem ensinar candomblé como cultura vai haver tumulto nas instituições educacionais, até mesmo na bahia face a diversidade religiosa e as tendêncas culturais ao cristianismo tradicional.

  409. Anônimo ! disse:

    Se a cultura africana fosse tão boa assim a Africa não seria o que é!
    Isso aqui é o Brasil, quem achar que a Africa é melhor que se mude pra lá! Falemos de todos ou de ninguém!

  410. Moacir disse:

    Creio que a pauta em discussão seja a questão da educação numa perspectiva de ações afirmativas com povos afrodescendentes, cuja é mais do oportuna em nosso país. É hipocrisia querer comparar a situação do descendente de europeu brasileiro com o de origem africana. Todos nós, sem exceção, sabemos que "boa aparência e olhos azuis" abrem as portas em qualquer lugar desse país. Em contrapartida, "má aparência ou pele escura", que são características afros segundo o senso comum, não dão futuro para ninguém.
    Chega de discursos hipócritas, arregacemos as mangas quem efetivamente quer democracia racial nesse país!
    Abraço fraterno á todos.

  411. Markut disse:

    Quanto papel e tinta está se gastando , relegando para segundo plano o essencial:
    É indispensavel, antes de mais nada, engajar-se na campanha do aprimoramento da educação básica para TODOS os brasileiros a fim de que possam realmente se integrar na sociedade, com um mínimo de preparo e discernimento, para todos os assuntos, inclusive este que , extemporaneamente, está querendo ser priorizado agora.

  412. Rose disse:

    Dorival, o fato de ter nível cultural alto não o exime de ser desinformado em alguma área. Principalmente, se esta área não for a sua ou não for de seu interesse.

    Quanto às leis, consulte a própria constituição brasileira. Há outras.

  413. Antonio Campos Monteiro Neto disse:

    Ninguém duvida da importância histórica da Lei Áurea. O problema é que ela, por si só, deixava os escravos à própria sorte.

    O mesmo acontece com esta Lei de Cotas para Afrodescendentes. Ela é um avanço, pois garante o acesso dos afrodescendentes à Universidade, mas não garante sua permanência até a conclusão do curso. Sem medidas que permitam ao afrodescendente se sustentar durante o curso e garantam seu acesso aos livros, o decreto está destinado a ter pouca eficácia na melhoria do padrão de vida dos afrodescendentes.

  414. Elson disse:

    Tudo que destina a expor a discriminação que a raça negro ainda sofre no país sempre sofre críticas porém ninguem tem soluções melhores

  415. conceição disse:

    Bom dia!

    Acredito que a lei 10.639 deve ser discutida amplamente pela sociedade civil, mas,de forma precípua, entre os profissionais de Educação. No meu entendimento, foi uma das alternativas encontrada pelo Governo Federal para o resgate da contribuição e da valorização da cultura afro para a sociedade brasileira.O Estado tem uma grande dívida social com o "negro";e isso, precisava ser revisto em forma de lei, decretos. Mas concordo que a maioria dos profissiomais de educação não teve na sua formação acadêmica a preparação específica para trabalhar tal tema. Por isso não basta somente pensar em Cursos de Pós- GRaduação ou Formação Continuada,e inserção da disciplina CURRICULAR nos CURSOS DE GRADUAÇÃO DAS FACULDADES E UNIVERSIDADES; é necessário mudanças DE VALORES E de Atitudes dos segmentos da população brasileira para o enfretamento dessa questão.
    Mas coorroboro com o professor de História quando chama a atençãO DE revermso á contribuição indígena. Uma fato é notório, precisamos aproveitar essa oportunidade e mudarmos a nossa história.

  416. Dorival Silva disse:

    Rose, trabalho num escritório com gente de nível cultural alto, tem gente com mestrado e doutorado. Ninguém ouviu falar de uma lei que obriga o ensino da cultura indígena.

  417. Rose disse:

    Dorival, o ódio é você quem enxerga. Talvez pelo fato de encontrar alguém que não é hipócrita e nem concorda com você.
    Vou repetir o que foi censurado antes:
    o ensino da cultura INDÍGENA JÁ EXISTE EM LEI HÁ MUITO TEMPO E SÓ QUEM É MUITO DESINFORMADO NÃO SABE DISTO.
    E antes de existir uma Lei, a história e cultura indígena já era amplamente ensinda em História do Brasil desde a 1ª série.
    Aliás, o estudo da História e Cultura Indígena conta com mais títulos publicados aqui no Brasil do que a História da África e isto se refletiu no ensino básico.
    Qualquer pessoa que cursou o ensino básico sabe disto. O resto é má-fé.

    INCLUSIVE, a LÍNGUA MATERNA DOS ÍNDIOS é GARANTIDA EM LEI NO ENSINO BÁSICO. E isto só ocorreu porque esta discussão já estava bastante avançada em relação a eles.

    E, também, quando isto ocorreu os mesmos argumentos batidos foram usados contra esta medida.

    Portanto, os argumentos preconceituosos e que querem fingir que vivemos em uma democracia racial não mudam.

    E só pessoas MUITO desinformadas usam argumentos que não existem.

    "Ensinar também a cultura indígena" …. só pode ser piada, porque há muito já é garantida em Lei e ensinada.

    Á ÚNICA cultura que está fora do currículo é História da África e culturza afro-brasileira. E isto é reflexo da sociedade racista cordial em que vivemos.

    Chega de ensinar em 90% do currículo História da Europa.

    Chega de racismo cordial e hipócrita!!

  418. Joao disse:

    Essa lei decorre da filosofia daqueles que acham que podem mudar a sociedade por decreto.
    O Brasil esta entre os piores no ranking da educaçao publica apesar de contar com uma carga tributaria entre as maiores do planeta. Temos problemas muito mais graves e urgentes para resolver!

  419. Odo Afro disse:

    Acredito que estudar a His- tória da Africa e o Negro no Brasil, segundo o progra ma estabelecido tem momen-
    tos das inssureições e re-
    voltas em que houveram a
    participação do indigenas e
    durante a não utilização dos negros escravizados hou
    ve o uso dos indigenas es-
    cravizado. Isso é evidente
    não contempla o povo indige
    na que eram incontaveis na-
    ções vivendo neste país,é
    preciso de alguma forma colocar a vivência indigena
    como a primeira celula cul-
    ral.

  420. Dorival Silva disse:

    A Rose destila ódio em cada linha que escreve. Ela e a Marina não entenderam o que escrevi lá em cima. Não sou necessariamente contra ensinar cultura africana, falei que acho absurdo pensar nessa e ignorar a dos índios, que são os donos originais do pedaço. Repito: é eleitoreiro, negro tem voto, índio não.

  421. Rose disse:

    O que está claro é que alguns não conseguem disfarçar seu preconceito contra a cultura afro e usam argumentos prá lá de batidos nesta discussão.

    Não conhecemos nosso próprio país??? É CLARO QUE NÃO!!! E um dos motivos é o fato de os preconceituosos que sempre dominaram a elite cultural e política brasileira SE RECUSAREM HÁ 500 ANOS a ensinar as origens do país!!!

    E nisto cabe ensinar de onde veio a riqueza, quem a construiu, porque uns tem acesso a tudo e outros a quase nada e os 400 de escravidão e exploração da imensa maioria da população que compunham este país, que eram os cativos africanos arrancados de suas terras.

    NEGAR ISTO É REFLEXO DO RACISMO CORDIAL E CÍNICO QUE SEMPRE IMPEROU NESTAS TERRAS.

    Estes argumentos não enganam a mais ninguém e A PROVA disto é o baixo retorno que este blog encontrou, apesar de ser MUITO divulgado em várias comunidades afro no Orkut.

    A população negra nem tem paciência mais para argumentos tão batidos nesta discussão.

    Melhorem os argumentos

  422. Ulisses Martins disse:

    Concordo com Henrique e Edvaldo, que entenderam o tema central do debate. Ainda gostaria de dizer, complementando o Edvaldo, que essa também é a minha opinião, eu sou contra a criação de uma nova disciplina.
    Até seria a favor se a disciplina em questão fosse "Cultura Brasileira". Assim, penso eu, atingiríamos os objetivos propostos. Da sociedade conhecer como formamos nossas tradições e cultura no geral!
    Contiuemos com esse debate, quanto mais conversamos mais abrimos nossa mente para outras opiniões ou reforçamos pontos defendidos!
    Um abraço a todos!!

  423. EDVALDO TAVARES disse:

    QUAL É O OBJETIVO DA EDUCAÇÃO ESCOLAR? – Antes da abordagem do assunto reportado deve ser respondida a pergunta formulada no título da minha opinião. Salvo uma melhor avaliação, penso que uma reflexão abalizada é imprescindível para o completo entendimento daquela finalidade educacional. A educação objetiva o despertar de uma consciência reflexiva que permita ao educando conquistar a capacidade de pensar e chegar à conclusões mais acertadas possíveis. Os professores ao transmitirem as matérias contidas nos programas educacionais não devem induzir a formação de facções preconceituosas em relação a cultura, povos ou religiões. Devem estimular a assimilação dos conhecimentos e o treinamento do raciocínio visando a compreensão plena para o melhor rendimento do aprendizado. A história dos povos abrangendo suas adversidades, suas lutas, as guerras, os sofrimentos e as suas conquistas devem constar nos programas de estudo da História Geral e do BRASIL. Finalizando, sou a favor de que sejam inseridos naqueles programas o estudo da cultura africana, dos afro-descendentes brasileiros e dos demais povos (índios e etc.), sem relevância de tema algum – dispensando qualquer destaque que lhes confira maior importância. "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDO TAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  424. Henrique disse:

    Infelizmente algumas pessoas estão perdendo o tom do debate. Cabe a qualquer um concordar ou discordar das coisas, isto não caracteriza preconceito ou racismo e sim "democracia", ou todo mundo tem que aceitar tudo calado neste país? O Brasil é um país riquíssimo em cultura, só nós brasileiros é que não valorizamos isto. Temos muitos "Brasis" num mesmo país, de norte a sul vemos costumes e culturas diferenciadas. Esta é a nossa cultura, construida através de 500 anos de misturas e diversos povos foram primordiais nesta construção. Hoje ficamos debatendo leis eleitoreiras enquanto nosso ensino se deteriora.. façam uma pesquisa e procurem ver se nossos jovens (inclusive universitários) sabem pelo menos o nosso Hino Nacional? Aposto que alguns aqui tb não sabem, e isto é culpa de um ensino fraco, sem foco de formação social, que não prepara nosso povo a conhecer a sua própria sociedade, leis, respeito ao próximo e muitas coisas mais… basta andar nas ruas e verão que "civismo" é algo escasso. Neste contexto atual pouco interessa a cultura da Africa, da Europa ou de quem quer que seja se não sabemos praticamente nada de nosso próprio país. A constituição é clara, direitos e deveres iguais a todos, sem distinção de raça, cor ou religião portanto as leis devem ser para integração cultural e social e não para polemização ou fomentação de conflitos raciais. Não peço que ninugém concorde com minha opinão mas quero expressá-la da mesma forma que todos os demais, sejam contra ou a favor do tema pois isto é que enriquece o debate.
    Abraço a todos.

  425. Da redação disse:

    Prezada Rose, não nos lembramos da sua carta de 3 dias atrás, mas a julgar pelo tom agressivo desta de hoje é provável que ela tenha sido descartada por causa da agressividade. Prezamos o debate, mas achamos que cada um deve respeitar o direito do outro de discordar
    PS: você sabia que o uso de maiúsculas na Internet é tido como agressivo? É o equivalente a gritar.

  426. Rose disse:

    A cultura Lusotana JÁ É ENSINADA AQUI HÁ 500 anos.

    É impressionante como algumas pessoas não conseguem disfarçar o seu preconceito!!!!

    Estão incomodados com o ensino da cultura afro isto sim.

    E NÃO FOI PUBLICADA A MINHA RESPOSTA DE 3 dias atrás por quê??? Só porque eu disse que sou professora de História e conheço a realidade do ensino no Brasil e perguntei onde os preconceituosos escondem o seu racismo???

    Podem chorar à vontade. O fim do RACISMO CORDIAL no Brasil está próximo!!!

    ONDE VOCÊS ESCONDEM O SEU RACISMO???

  427. Marisa Mateus disse:

    Fico muito triste com as opiniões de algumas pessoas. Só vem reforçar o preconceito que impera no Brasil. Quando o africano foi imigrante? Ele foi retirado das suas terras, desprezando-se vínculos familiares, organizações existentes na época, costumes passados pelos seus ancestrais, que para eles era importantíssimo…Não se tem registro de quantos negros foram trazidos para o Brasil, ou de que regiões foram retirados. Não se tem registro de quantos morreram nos navios negreiros…Pra que registro? Não eram considerados humanos…Faço curso de História da África na USP há um ano e ainda não sei nada…Imagine o que as escolas ensinam em três ou quatro páginas nos livros didáticos…É importante que as pessoas saibam que o negro tinha uma história antes da escravidão. É importante que saibam a riqueza e a diversidade dos idiomas africanos e de suas culturas…Para quem quer se preparar para cumprir a Lei, o melhor lugar para aprender é o Centro de Estudos Africanos da USP, que há mais de cinco anos fala sobre o tema com propriedade e conhecimento de causa. Professores doutores com anos de trabalho de campo na própria África dispostos a deixar qualquer um apaixonado pelo tema e com sabor de quero mais.Não é tudo que se encontra nas livrarias que podemos adotar e passar para os alunos. África agora é moda e qualquer um pensa que pode escrever sobre sua história. Com certeza a lei não tem nada de eleitoreira. Não é mérito do Presidente Lula, e sim dos ativistas dos movimentos negros que lutam incansavelmente por conquistas do povo negro…

  428. Henrique disse:

    Carto Ítalo.. 100% de acordo contigo!
    Excelente colocação!

  429. Ulisses Martins disse:

    BOA ÍTALO!! CONCORDO COM VOCÊ!!!

  430. Ítalo disse:

    Sou contra.
    Se fosse para ensinar a cultura africana, deveriamos implatar também a obrigatoriedade do ensino da cultura lusitana (em muitas regiões do país essa quase não existe), da cultura holandesa (esses passaram um bom tempo dominando pernambuco), francesa e japonesa entre outras. Mas assim deixariamos de lado a cultura brasileira, que já teve tempo o suficiente pra se desvencilhar de qualquer outra.
    O que resultou da influência africana no Brasil é parte da cultura brasileira, e não africana, pois foi criado aqui.

    Vamos dar mais valor ao que é nosso, pois apesar de toda a influência estrangeira a nossa cultura é brasileira – não é portuguesa, africana, holandesa, japonesa, francesa ou americana (estadunidense).

  431. Ulisses Martins disse:

    Creio que algumas pessoas ainda não entederam o teor do debate. A questão é: essa lei pode criar uma maior segregação ou não?
    Na minha opinião ela pode sim criar uma maior segregação! Em momento algum me recuso a ensinar a história da cultura afro-brasileira nas escolas. Apenas digo que fazer isso criando uma nova disciplina não é a melhor maneira. Quem vive o cotidiano do ensino brasileiro sabe muito bem do que estou falando. Recentemente, no Rio de Janeiro, por exemplo, foi aprovada a aprovação automática dos alunos do ensino municipal. entendem que estamos diantes de questões muito mais devastadoras para a educação brasileira?
    Eu ensino história afro-brasileira, pelo menos a que tive acesso, pois até bem pouco tempo não era fácil esse acesso. A história da África, por exemplo vem crescendo recentemente em Universidades.
    Em momento algum eu comparei a importância da migração do negro com a dos ucrânianos, apenas citei esse exemplo como forma de demonstrar os efeitos que essa lei pode ter contribuindo para a segregação. INclusive o comentário feito teve um cunho preconceituoso para com os ucranianos. Em determinadas regiões do país a imigração desses povos é muito mais importante que a dos negros sim! e isso não é desmerecer os negros, é aceitar a diversidade brasileira.
    Continuemos os debates, mas sem perder o foco. Lembrem-se da questão central. a criação dessa lei pode aumentar a segregação ou não?

  432. gabriel disse:

    Independente da região, os africanos escravisados e descendentes desempenharam e desempenham função fundamental na formação social-economica e cultural do Brasil. Negligenciar a história africana é negligenciar a história do Brasil, nos construímos a partir do maior desterramento que uma colonia e, depois, como estado independente pode produzir e produziu naquele continente. E negligenciamos essa história em beneficio de uma história Eurocêntrica e nortista. O que essa lei vem demarcar é a importancia de priorizarmos a história de nosso povo, de atores importantes de sua formação.

    Com relação aos Indios, isso é um problema de fundo politico mas tambem historiografico. A presença de Europeus e de culturas letradas da africa produziu uma serie de documentos que fomentaram pesquisas em numero maior do que sobre os nativos americanos. A história nativo-americana, em especial a do brasil, é um campo que só tem ganhado folego nos ultimos anos.
    Agora, é de uma má vontade ou de uma ignorancia bizarra comparar o impacto da migração ulcraniana com a migração africana.

  433. Ulisses Martins disse:

    Morche, não há mesquinharias, mas sim preocupações. Eu trabalho com educação e há tantas, mas tantas outras coisas que merecem resoluções muito, mas muito mais urgentes que a criação de MAIS UMA DISCIPLINA (é isso que está em discussão) para ser incluída no curriculo escolar!
    O negro merece espaço, assim como o europeu, o indígena, o asiático, o americano etc. Oproblema é como isso está sendo feito. A história não é exata e, exatamente por isso, aberta a muitos debates e enfoques diferentes. Que o professor seja consciente e promova a igualdade social e cultural.
    VIVA A MISCIGENAÇÃO!!!

  434. Luís Bustamante disse:

    Creio que, antes de tudo, é preciso consultar o negro brasileiro se tal projeto é realmente relevante, o que vai melhorar na vida do negro.
    Aqui no Rio Grande do Sul cultivamos com orgulho nossa história (com inclusão do negro!), fazemos a apologia do gaúcho, mas a desigualdade e a pobreza são muito grandes. Não sou racista, não tenho qualquer tipo de preconceito, e que me perdoem os negros que vêem com otimismo essa lei, mas acho que é coisa eleitoreira.

  435. Rose disse:

    Com certeza o RACISMO CORDIAL BRASILEIRO prefere CONTINUAR ENSINANDO SÓ A HISTÓRIA DA EUROPA.

    A Lei NÃO DESTACA NADA, APENAS INCLUI O QUE NÃO ERA ENSINADO ANTES!!!

    Os outros irão querer o mesmo destaque???? PATÉTICO ESSE ARGUMENTO!!!!
    OS OUTROS DOMINAM 99% DO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO!!! Estão incomodados com a mudança de proporções?? Porquê????

    Aumentar a segregação??? Em que país esse professor vive??? NÃO VAI AUMENTAR E SIM MOSTRAR O QUE JÁ EXISTE POR BAIXO DO TAPETE??

    CHEGA DE CINISMO E RACISMO CORDIAL!!!!

    O que acontece é que muitos estão incomodados por ter que APRENDER E ENSINAR a cultura africana e afrobraileira em um país racista que não se assume como tal.

    O Brasil é o maior país negro depois da Nigéria. TEM QUE ENSINAR HISTÓRIA DA ÁFRICA E CULTURA AFROBRASILEIRA SIM!!!!!

    Estão incomodados por quê????

    Só ignora que A HISTÓRIA INDÍGENA JÁ ESTÁ CONTEMPLADA NAS LEIS EXISTENTES E JÁ É ENSINADA HÁ MUITO TEMPO EM HISTÓRIA DO BRASIL, QUEM É OU DESATUALIZO OU PREGUIÇOSO OU TÃO RACISTA QUE SÓ ENSINA EUROPA PARA OS SEUS ALUNOS.
    QUAL É O SER HUMANO SÉRIO QUE TEM CORAGEM DE DIZER QUE A HISTÓRIA HOS INDÍGENAS NÃO É ENSINADA DESDE A 1ª SÉRIE EM HISTÓRIA DO BRASIL????
    TENHA PACIÊNCIA!!!

    Como ensinar História da África e cultura afrobrasileira???
    DA MESMA FORMA QUE ENSINAM HISTÓRIA DE TODOS OS PAÍSES EUROPEUS DETALHADAMENTE, DO MEDITERRÂNEO E DA AMÉRICA.
    OU SEJA, INCLUINDO A ÁFRICA NO CURRÍCULO NORMALMENTE E NÃO EM UMA AULA SOMENTE OU UM PROJETINHO PARA DIZEREM QUE CUMPRIRAM A LEI.

    SIMPLES ASSIM. (PARA QUEM QUER, CLARO)

    CHEGA DE RACISMO CORDIAL NO BRASIL!!!!

  436. Morche Ricardo disse:

    Agrade gregos e troianos e a felicidade será eterna entre os povos. É possível sim trabalhar a história dos africanos e seus descendentes e a contribuição dos mesmos na construção histórica do Brasil. O Índio também deve ser contemplado na formação dos nossos educandos e esta questão não precisa ser debatida quando o professor tem consci~encia da contribuição de todos os povos na construção de noso país. O Europeu está presente na História sempre. Não percebo discriminação nenhuma na cosntrução do conhecimento e sim colaboração para a verdadeira história do Brasil e da huanidade. Somente lendo e lendo muito para conhecer a história da humanidade é que descobriremos como os quatro continentes estão interligados desde os primordios da história. Somos UM e é importante o debate e conhecimento da história de todos, se a do africano e descendentes foi necessário a criação de uma lei então a lei é bem vinda. Preconceito é ficar oferecendo resistência e encontrando desculpas para continuar no mesmismo. Vamos ampliar nossos conhecimentos e acabaremos com estas mesquinharias.

  437. Genivaldo Munhoz disse:

    Acho que destacar a história dos negros de outras é também discriminar: se fazem parte da história, não devem ter destaque diferente senão parece que são "diferentes" de outroas também. Mas se os próprios negros querem isso, será que não estão eles mesmos a exercer preconceito sobre outras raças?

  438. samuel vital ferreira disse:

    Concordo plenamente com o Dorival Silva.
    Samuel

  439. Daniel Najan disse:

    Eu acho legal estudarmos e ensinarmos história afro-brasileira. Porém, eu também acho interessante o ensino da história dos índios. Desde o ano passado eu leciono Relações Étnico-raciais (R.E.R.), para alunos do fundamental. Nas aulas eu mostro que a miscigenação formou o nosso país, tentando explicar a importância não só do europeu (português), numa clara visão eurocêntrica da historia. Assim, espero eu, que meus alunos precebem que nós somos muito diferentes de região para região e iguais também.

  440. Gilvan Irineu disse:

    Creio que os estudos da África sejam tão importantes quanto os estudos da América, Ásia ou Oceânia. A história da Europa não pode ser a principal, mas levemos em consideração que estudar África, num resgate apressado e romantizado pode ser prejudicial à verdade dos fatos…

  441. Henrique disse:

    Como tudo neste país é feito sem uma avaliação de precedentes/impacto, criam-se leis imediatistas as quais só servem para incitar as discussões (agressivas) entre a população perdendo-se o foco nos reais problemas do ensino do país. Todas as culturas tiveram sua influência no desenvolvimento de nosso país, o índio estava aqui primeiro sendo o mais usurpado e praticamente dizimado no processo de colonização e não se criou uma matéria específica para tal. Temos que saber sim nossa história, a importância do índio, do negro e do branco no processo de formação socio-cultural de nossa nação.. criar uma discilpina "obrigatória" sobre somente uma raça (seja qual for) é não reconhecer a todos que ajudaram a construir esta nação.
    Quem já morou ou saiu do Brasil sabe que aqui é um dos países menos preconceituosos do mundo (não estou dizendo que não há preconceito).. e infelizmente estamos criando temas os quais estão acirrando cada vez mais as discussões raciais de uma forma não evolutiva e sim perigosa.

  442. Bruna C. dos Santos disse:

    Eu não tenho certeza se essa lei vai ser boa ou não… por enquanto spo concordo com a discussão, debater é sempre bom…

  443. Ulisses Martins disse:

    Dorival, infelizmente é exatamente isso o que acontece! As chamadas "bancadas políticas" que comandam os rumos políticos do país.
    A região Sul é completamente diferente em sua formação cultural. Por lá as raízes européias são muito maiores que as africanas. Teremos novas disciplinas sobre a cultura alemã, ucraniana, polonesa?
    Essa lei é muito precipitada e você levantou bem, talvez até eleitoreira!

  444. Maria Marina Silva disse:

    Tudo que é relacionado ao negro, no Brasil, é visto com muito preconceito. Basta, por exemplo, ler a triste declaração do Sr. Dorival Silva, que deve ter algum complexo de inferioridade em relação aos afro-brasileiros. A divulgação da cultura africana faz bem para toda a humanidade.

  445. Oswaldo Biato disse:

    Concordo plenamente com as ponderacoes dos leitores Martins e de Ferreira. No tocante ao ensino, pergunto como se pretende que os professores ministrem a "nova" materia (de preferencia, inserida no curriculo de Historia do Brasil) sem o necessario preparo? Eh importante que o programa (cuja importancia reconheco) seja implantado de modo realista, sem as costumeiras mprovisacoes que tanto nos teem prejudicado — mesmo que isso signifique uma demora de 4 a 5 anos.
    Este eh um terreno delicado e contorverso, em relacao ao qual nao se deve permitir qualquer laivo de ideologia ou de ressentimentos.
    Cuidado!

  446. Dorival Silva disse:

    Realmente é um absurdo estudar cultura africana e ignorar a dos índios, que eram os donos do lugar até serem invadidos pelos europeus. Acontece que negro tem voto, são milhões, índio não tem valor eleitoral

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