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Tendências e Debates

Lei da cultura africana e afro-brasileira: combate à discriminação ou aumento da segregação?

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Em 2003, foi lançada a lei federal nº 10.639, que modificou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de cultura africana e afro-brasileira nas escolas públicas e privadas de todos os estados brasileiros. Apesar de o fato ter sido considerado importante por movimentos de luta dos negros em todo o país, existe uma discussão em torno da validade dessa proposta: ela realmente ajudaria a diminuir o preconceito desde a sala de aula, ou sairia pela culatra e aumentaria ainda mais a segregação, ao destacar a história do povo negro de outros temas curriculares?

Renato Ferreira, advogado e coordenador do Programa de Políticas da Cor da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), lista alguns dos seus possíveis efeitos positivos quanto à redução da discriminação. "A lei visa fazer um resgate histórico que é importante não só para o negro mas para a sociedade brasileira como um todo. Esse é o grande ponto. As pessoas pensam que a lei está retificando a história, e não é. A gente está querendo dar oportunidade para as pessoas negras conhecerem um pouco melhor o Brasil, conhecerem um pouco melhor a sua história, e as pessoas brancas sobretudo; porque você não vence o preconceito e a discriminação com um grupo só sabendo, você só vence quando todos os grupos ficarem sabendo".

Ao falar do ensino oferecido nas escolas brasileiras, Ferreira aponta uma falha que, segundo ele, poderia ser reduzida caso a lei fosse aplicada. "A nossa matriz de conhecimento, que é o que chega às escolas, é essencialmente eurocêntrica. A gente estuda História da Europa, História dos Estados Unidos, e é isso que a gente reproduz, é isso que a gente tende a achar importante. Os outros Estados e aquilo que eles produziram, os seus mitos, as suas crenças, para nós são descartáveis".

Ulisses Martins, que dá aulas de História em escolas particulares do Rio de Janeiro, acredita que a proposta da lei de ensino afro pode aumentar ainda mais a discriminação. "Por que o ensino da cultura afro-brasileira especificamente? E os outros povos que contribuíram para a formação da identidade nacional? Ou foram somente os negros os responsáveis por isso?", questiona. "É exatamente aí que mora o risco de aumento da segregação. Os outros grupos podem se sentir desprestigiados e exigirem o estudo de suas culturas também. E então o que faremos? Criaremos novas disciplinas? Parece que as decisões são tomadas sem que se pense nos alcances que elas podem ter".

Martins diz que lhe causa estranheza o fato de a lei não focar também os índios. "Por que deixar os índios de fora? Querem usar a exploração que o negro sofreu como justificativa para a criação dessa lei; o que faremos com os índios que foram dizimados e perderam suas terras, foram aculturados e, também obrigados a trabalharem como escravos?".

Ferreira concorda com Martins, e acredita que uma outra lei precisa ser criada para contemplar a questão indígena. "O grande problema não é incluir a história dos negros, é deixar de incluir a história dos indígenas", analisa, complementando que uma das razões para os indígenas terem ficado de fora da lei no. 10.639 pode ter sido uma representação não tão grande, no Congresso, à época de sua aprovação.

Apesar de acreditar que outras culturas merecem igual destaque ao que seria dado à cultura negra com a aplicação da lei, Martins destaca que os riscos podem ser minimizados caso a história e cultura afro sejam inseridas dentro do currículo da disciplina de História. "A criação de mais uma disciplina não me parece o caminho ideal. Que essa valorização da cultura não seja apenas da afro-brasileira e seja de outro jeito, porque essa imposição não condiz com a realidade do ensino nacional. Os alunos são muito desinteressados e mais uma disciplina não ajuda".

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Martins se opõe ainda ao sistema de cotas para estudantes originários de escolas públicas, especialmente negros e indígenas. "O certo a se fazer é melhorar o ensino público. Assim, as oportunidades e o preparo para o ingresso nas universidades públicas serão os mesmos, tanto para os alunos das escolas particulares quanto para os alunos de escolas públicas. A criação das cotas é uma ação assistencialista que não tem o alcance necessário para resolver o problema".

Renato Ferreira, lembrando que até hoje pouco se fez para combater as heranças negativas da escravidão, explica seu ponto de vista em relação a essas críticas. "O Brasil não adotou políticas públicas para promover a cidadania dos ex-escravos e seus descendentes. Obteve, com isso, uma discriminação estruturada". Uma solução para o já enraizado problema seriam as políticas afirmativas. "São medidas de inclusão que, promovendo direitos de grupos historicamente excluídos, podem reduzir a discriminação, promovendo a justiça social. Isso é importante para todos os brasileiros. A política de cotas, a lei 10.639, entre outras medidas, são espécies de ação afirmativa, e encontram assento na Constituição da República".

A implementação da lei

Ferreira destaca que para que a lei de cultura africana e afro-brasileira seja aplicada são fundamentais recursos e políticas públicas. "E isso no nosso país é um pouco complicado", destaca, dando as diretrizes que em sua opinião devem ser tomadas. "A responsabilidade pela aplicação da lei, a meu juízo, deve ser do MEC e das secretarias estaduais e municipais de educação, que a elas cabe desenvolver e executar as políticas de educação no país, em primeiro plano".

Os professores, que em sua formação também não receberam aulas voltadas em especial para a cultura africana e suas reais influências no Brasil, vêm comentando que não sabem qual a melhor maneira de apresentar alguns tópicos relacionados a essa história e cultura em sala de aula. Esse pode ser mais um obstáculo à prática do que a lei estabelece.

"Já se percebe uma preocupação com a história africana nos cursos de graduação, e a procura por pós-graduação nessa área também aumentou, mas ainda é muito cedo para se dizer que os professores estão preparados para cumprir a lei", diz Martins, explicando como imagina que se dará a preparação dos professores. "Alguns irão procurar por conta própria, mas acho que as instituições podem oferecer o incentivo financeiro para que seus professores de História façam uma pós-graduação em História da África".

Ferreira afirma que a idéia de fazer cursos de capacitação é muito boa, garantindo que quem leciona tem interesse em se especializar. "Se lançam um edital dizendo que os professores do estado ou do município que queiram estudar sobre História da África têm que se inscrever, muita gente se inscreve, muita gente quer fazer. Mesmo sem nenhum tipo de abono por isso. As pessoas são simpáticas ao tema porque sabem que é necessário".

Segundo o advogado, alguns cursos já estão em andamento, ministrados por ONGs e pelo MEC. Ele acredita ser interessante que professores do Ensino Fundamental de todas as matérias se capacitem, e entre as disciplinas do Ensino Médio destaca Português, Literatura e História, mas acredita que quem dá aulas de outras disciplinas também pode ser instruído.

Na opinião de Martins, é preciso ir com calma e repensar ainda vários pontos referentes à lei. Ele levanta questionamentos. "Ainda acho muito importante que se discuta muito mais a validade dessa lei, seus prós e contras, e que se amplie bastante a discussão, para que ninguém seja pego de surpresa. Será que realmente é necessária? Não há outros meios de se divulgar a cultura e história afro-brasileiras? Pensemos pois para não precisarmos resolver problemas mais graves futuramente".

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  1. Rafael Coelho disse:

    O meu nome é Rafael Coelho e sou negro. Contudo, critico muito as cotas para negros nas universidades públicas. O Brasil não é racista! Por aqui, o preconceito é social! Chega de “coitadismo”! Ensino de qualidade para todo o povo! Que seja revogada a Lei 10.639!

  2. mestre zumbatoledo disse:

    nós estamo organiazo a 1 feira de mobilizaçao e sus tentaves da cultura afro canoense de 2013 em canoas mande para arua rio de janeiro 180 cep 92340160 b mathias velho de canoas rs da açao da cidadania da comunidade negra da bankoma sul de canoas

  3. mestre zumbatoledo disse:

    e sou coordenador da açao da cidadnia da comunidade negra da bankoma sul de canoas nś temo um trabalho sobre cultura saude educaçao e geraçao de renda e outros assunto o nosso e dereço e rua rio janeiro 180 cep 92340160 b mathias velho

  4. mestre zumbatoledo disse:

    nós somo da açao da cidadania da comunidade negra da bankoma sul de canoas temo um escritorio de adm para pesquisa e eventos sobre afrodescendente canoense o nosso endereço e rua de janeiro 180 cep 92340160 b mathias velho canoas e sou coordenador e mestre zumbatoldo meu t 51 84740143 mande material sobre o tema

  5. Janiedson Barros Silva disse:

    A lei 10.639, que reconhece a história da luta dos negros, não é de forma alguma um projeto a ser criticado por aqueles que falam que, a cultura Afro-brasileira não é marcada apenas pelos negros, mas também que deveria ser lembrado também a historia dos indígenas, o fato é que a cultura negra é um dilema a ser venerado e reconhecido, não apenas no Brasil, mas sim, mundialmente. Com certeza os povos indígenas devem e tem que serem reconhecidos com mais essência, isto não significa que ao ter recebido após tanto tempo de luta, de uma esperança que se manteve entre os negros, de terem conquistado seu espaço na sociedade, com palavras fortes, desvalorizar mais uma conquista, é momento de comemorar esta conquista, está começando mais uma luta, mais um projeto reconhecimento, precisamos apoiar e não criticar…

  6. Daniela Mendes disse:

    Ao ler o comentário do leitor Nelson de Aquino, de 30/03/2013, fiquei com a impressão de que este senhor também foi um péssimo aluno na escola. O citado missivista redige muito mal e comete erros grotescos de português (acentuação gráfica etc.). Aliás, das mais de quatrocentas opiniões registradas no presente tópico, vejo que são raras as que não contém erros de português. E ainda querem estabelecer o ensino de cultura africana e afro-brasileira nas escolas, além de sistema de cotas para negros… A má formação dos jovens me parece patente, sendo que aqui está a prova. Diga-se de passagem, que sou negra.

  7. Alexandre Resinente de Lima disse:

    Eu também sou negro e fiquei emocionado com as palavras do Heleno da Cunha. Ele está certo!

  8. Heleno da Cunha disse:

    Como cidadão negro, eu vejo com muita aversão leis como a que, cá, esta em debate e as que instituem sistema de cotas em certames públicos e universidades federais e estaduais. Acho que os nossos legisladores devem tomar muito cuidado, a fim de não promover o preconceito.
    Nós, negros, temos capacidade para ingressar nas instituições públicas de ensino superior, sem qualquer tipo de “esmola” do poder público. O que deve ser feito é investir em educação pública de forma seriíssima para favorecer a todos os jovens, independentemente da cor da pele.
    Ademais, se formos compelir as escolas a falar de cultura africana e afro-brasileira, dever-se-ia, outrossim, ministrar aulas sobre cultura árabe, japonesa, alemã, italiana etc. Num país como o nosso, não é justo deixarmos de discorrer acerca de outros povos, que ajudaram a compor esta nação.
    A meu ver, a nossa terra não é racista e o que se habitua a fazer é generalizar. Sim, há casos de preconceito étnico, mas são exceções. Somos conhecidos, além do mais, pela bela miscigenação.

  9. Gediel Carvalho disse:

    Sou negro e nunca faço uso de palavras como afro-brasileiro ou afrodescendente, pois considero as mesmas ridículas. Tenho as minhas fontes de estudo e concluo que as leis que estabelecem cotas e ensino obrigatório de cultura africana no Brasil são racistas. Tenho orgulho do meu país mestiço.

  10. Nelson de Aquino disse:

    Eu defendo uma tese, que pessoas que são contrario as cotas raciais infelizmente foram péssimos alunos em historia ou nao conhecem a verdadeira historia. Essas pessoas que são contra as cotas são pessoas que acreditam em pseudo historiadores medíocre que vivem na redoma e divagam com suas teses medíocre,é preciso que essas pessoas saiam da imbecilidade e começam a ler um pouco da historia do” BRASIL ”mas não é a istoria com i e nem brazil é do BRASIL.

  11. José Carlos Pinho disse:

    A minha etnia é a negra e não suporto que as pessoas utilizem expressões como afro-brasileiro. A minha terra é o Brasil (América) e não o continente africano. Leis como as de cotas e a em debate só reforçam, idubitavelmente, o preconceito que alguns brasileiros possuem contra os negros. Sinto orgulho deste país que tem descendentes de japoneses, alemães, árabes. judeus, africanos etc.

  12. Dorniê MATIAS DA SILVA disse:

    CLARO E EVIDENTE QUE A LEI AJUDA, E ESPERAR O MELHORAMENTO DO ENSINO PÚBLICO PARA FAZER AS REPARAÇÕES HISTÓRICAS É O MESMO QUE REFORÇAR AINDA MAIS O MITO DA “DEMOCRACIA RACIAL”. PENSO, QUE É POSSÍVEL FAZER AS DUAS COISAS SIMULTANEAMENTE, NÃO VAMOS ESPERAR MAIS 100 ANOS… AS COTAS ESTÃO AÍ E É UM PROCESSO IRREVERSÍVEL,POSITIVO E COMPROVADO PELOS OS ÍNDICES JÁ MOSTRADOS POR TODOS OS ÓRGÃOS DE PESQUISAS NACIONAL.

  13. Suzana Maia disse:

    Eu sou mestiça (africana, portuguesa e indígena) e tenho muito orgulho disso! Vamos contar a História de todos os povos que ajudaram a constituir o Brasil!

  14. Marcela Gonçalves de Lima disse:

    Excelente os comentários da Mariah, da Edna Furtado, da Rafaela Moura Borba e do Carlos Silva. Tenho a pele negra e isto jamais foi um empecilho para conquistar os meus sonhos, pois sempre fui corajosa e determinada. Nasci numa favela do Rio de Janeiro, mas, hoje, sou professora universitária no Paraná. Quem quer alguma coisa na vida, não precisa de cotas, mas de muito foco no seu sonho. Aliás, acho que o nosso Congresso Nacional deveria se preocupar com coisas mais relevantes. A Lei 10.639 é burlesca.

  15. Mariah disse:

    Notícia do dia 27.11.2012. O Brasil está na penultima colocação no ranking global de educação.A lista contou com
    50 países e foi divulgada pela Consultoria Britânica EIU ( Economist Inteligence UNIT) e Pearson. Concordo
    concordo com o professor. Conheço negros que se casaram com brancas e vice versa que moram nas favelas e
    têm filhos negros e brancos.O dia do descobrimento do Brasil não é feriado mas agora os grupos dos desprestigiados
    podem pedir tbém O Dia Da Consciência Branca, Amarela, falar do massacre dos Judeus, da bomba de Hiroshima
    Ou sermos realistas . A discrinação que esta pegando mesmo é a dos ricos contra os pobres

  16. Edna Furtado disse:

    Considero-me brasileira, mas, na verdade, sou uma negra cabo-verdiana que é apaixonada por este país! Estou prestes a completar 15 anos de Brasil e continuo encantada com esta nação multicultural e multi-religiosa. Nunca me senti vítima de racismo e acho este povo bastante simpático e carinhoso. Os negros brasileiros não precisam de cotas, terminologias importadas dos EUA (afro não sei o quê, afro sei lá o quê) etc., pois são muito fortes e inteligentes. Acho que os livros de História do Brasil devem abordar não só a cultura africana, mas, igualmente, as culturas indígena, italiana, alemã, portuguesa, japonesa, judaica, espanhola, árabe etc.

  17. Rafaela Moura Borba disse:

    Sou negra e sempre estudei em escolas públicas , além de ter cursado faculdade de engenharia mecatrônica numa universidade estadual. O meu pai foi cobrador de ônibus e a minha mãe trabalhou como empregada doméstica e babá. Cresci num bairro pobre, mas, em tempo algum, nego as minhas origens. Tenho, também, amigos caucasianos dos tempos de juventude que tiveram vidas árduas, mas, que, assim como eu, batalharam por uma vida digna. Concordo com a jornalista negra Glória Maria, quando afirma que a expressão afrodescendente é uma idiotice. Eu entendo que a pessoa ou é negra ou mulata (não tenho nada contra esta derradeira terminologia, pois o Brasil é mestiço). Laboro numa transnacional que não usou a cor da minha pele como critério de seleção e, além disso, sinto-me bastante respeitada e querida pelos meus colegas de trabalho. Sou noiva de um brasileiro que é descendente de espanhóis, sendo que a família dele sempre me tratou bem. Por fim, o multiculturalismo é traço marcante da nossa terra e, por conseguinte, acho irrazoável a Lei 10.639. Precisamos de boa educação para todas as nossas crianças. Beijos e feliz natal para os leitores do ON!

  18. Vania disse:

    Acho que sr. Carlos Silva que, em partes você está certo. A busca por melhor ensino, a força de vontade é fundamental,
    mas penso eu, que vc deve ser muito bem aceito em toda parte da sociedade, classe A, B, C e D, pois, afinal, é um Dr., porém se morasse na favela ou no fundão da Zona Leste de São Paulo, seria apenas mais um neguinho assalariado. Sou Negra e sei porque vejo de perto a discriminação, a falta de opurtunidade, a intolêrância, vc quer saber, no Brasil muito mais negros morrem assassinados do que brancos. Será que todos são culpados? E se forem, será que tiveram uma criação como a sua, estrutura familiar e muito amor? Pense, reflita e analise saiba que vc é uma exceção, e que quando teve a abolição da escravatura, deixaram os negros livres, porém sem moradia, sem oportunidade de estudo, sem dinheiro, onde de certa forma haviam que trabalhar por comida, escravidão camuflada. Isso faz apenas 200 anos, o que são 200 anos para se mudar a história desse povo sofrido.

  19. Carlos Silva disse:

    A lei da cultura africana e afro-brasileira é desnecessária, bem como o sistema de cotas para negros em universidades públicas e concursos públicos. Eu sou, com muito orgulho, filho de um casal negro, que muito batalhou para me criar e educar. Sou bacharel, mestre e doutor em Nutrição por universidades públicas (sem cotas, na minha época). Para vencer na vida, superei diversas dificuldades, pois sou de origem bem humilde. Enquanto isso, lamentavelmente, vi amigos negros que jamais se esforçavam para conquistarem os seus sonhos. Hoje, eles são pessoas frustradas e sem perspectivas, mas por culpa própria. Alias, muitos brasileiros – independentemente da etnia – não se interessam por cultura, por educação. Às vezes, sinto que o nosso povo só quer saber mesmo é de BBB, fofocas, novelas, campeonato de UFC, “A Fazenda” etc.

  20. yasmin de jesus reis disse:

    muito importante a criação dessa lei . pra as pessoas perceberem que a raça negra nao deve ser lembrada em momentos de dor tristeza. devemos saber também que tem uma importância muito em nossa história

  21. mestre zumbatoledo disse:

    nós temo um centro de comunicação e mobilizaçoes da populaçõa negra de canoas queremo ter contato com voce para troca de ideas sobre os nosso irmõa negros mande material para a unidade desenvolvimento do sos comunidade negra bankoma sul de canoas rs da rua felipe noronha 113 ap 301 b marechal rondon cep 92020300 canoas o entre em contato com o zumba toledo 51 84740143

  22. Maiza Santana disse:

    Bom, só a tempo dirá se a aplicação dessa lei vai ou não aumentar o preconceito e a discriminação. É claro que tudo novo assusta, causa um alvoroço entre os alunos, mais vai muito de como o professor aborda o assunto.

  23. Sandra disse:

    Se antes o ensino sobre a cultura africana nunca foi apresentado de outra maneira senão aquela mais conhecida,( negros acorrentados,amontoados, degradados e destruídos na sua integridade) agora, que se ‘obriga’ mostrar que uma África antes do processo de colonização alegam que isso aumenta a segregação!!!
    Se isso aumenta a segregação o que está sendo feito para diminuir o preconceito?

  24. francisco jânio disse:

    esta lei não apernas para lembra de onde nossos avos vinheram .E sim para lembra do sofrimento que teve durante essa escravidão de africanos;
    sor afavor desta lei;

  25. mariana disse:

    Alguém pode me dizer algunha musica africana ainda pra hoje .. BEIJÂO

  26. mirla késia felix do nascimento disse:

    deveria ter mais leis relacionadas ao afrodescendente e isso é muito importante nos estudos.
    mirla késia

    21 de novembro de 2011.

  27. madu disse:

    gostei muito mas acho que poderia falar mais sobre a lei que permite que os indios estude.

  28. Isabel Simone, disse:

    Opinião de Isabel simone
    10 de novembro de 2011
    as 23:15

    Com certeza esta lei tem que ser aprovada, a discriminação é uma humilhação, segundo Manuel Freire relata o quanto esta raça vem sofrendo por ser de cor chega já está na hora.

  29. maycon disse:

    achei muito interesante e aprovo esta lei

  30. janaina disse:

    Apesar de acreditar que outras culturas merecem igual destaque ao que seria dado à cultura negra com a aplicação da lei, Martins destaca que os riscos podem ser minimizados caso a história e cultura afro sejam inseridas dentro do currículo da disciplina de História.

  31. cecilia disse:

    tÔ estudando sobre isso ..,. e segundo o martins era preciso tambem implantar a cultura do indío, e isso já foi resolvido na 10.645/08….mais muitos problemas ainda são enfrentados..como professores especializados ,,,e cia ;;;mais realmemte acho que isso é importante para nossa sociedade conhecer não só ;;como os negros e indíos foram escravizados, mais também saber sua cultura seus valores linguas e etc…

  32. kassia.a. soares disse:

    eu acho as leis africanas super legal pois ajuda a população com suas defasas

  33. josiana disse:

    me ajude..preciso formular um texto sobre importancia de valores(ética,alteridade,e respeito)frente a necessidade de policas públicas para efetivaçãodos direitos humanosno brasil,tomando como base na realidade do movimento quilombola.
    AGUARDO RESPOSTA.
    OBRIGADO.

  34. MARIA DORALICE DE F.PERUZZO disse:

    MARIA DORALICE DE F. PERUZZO

    por favor!!! me ajude.
    preciso formular um texto sobre importancia de valores(ética,alteridade,e respeito)frente a necessidade de policas públicas para efetivaçãodos direitos humanosno brasil,tomando como base na realidade do movimento quilombola.
    AGUARDO RESPOSTA.
    OBRIGADO.

  35. thais disse:

    nada ver tu discrininar uma pessoa pela cor ou sexo ou idade ou pelo passado para é uma bobogem nada ver

  36. emanuelle madureira disse:

    por favor!!! me ajude.
    preciso formular um texto sobre importancia de valores(ética,alteridade,e respeito)frente a necessidade de policas públicas para efetivaçãodos direitos humanosno brasil,tomando como base na realidade do movimento quilombola.

  37. Josué T. Santos disse:

    A questão do preconceito no Brasil é uma questão que herdamos do mundo, pois não conheço nação nesse mundo que não discrimine o negro, o Indio, o Judeu e por aí a fora. Infelizmente ser pobre ou negro é a mesma coisa para a sociedade; a discriminação não está na cor e sim na classe social a que pertence. No Brasil a quantidade de dinheiro no bolso é que determina a discriminação e o tamanho dela.” Quanto maior o volume de dinheiro no bolso, mais clara será a sua pele. Lei, pra que? se o negro quer namorar loirinha e não a de sua cor! as negras querem namorar loirinhos. Quem discrimina quem? nosso país o problema maior está nas oportunidades que as classes menos privilegiadas não possui, não é a cor.
    Josue T. Santos

  38. aloisia oliveira silva araújo disse:

    A lei tem por finalidade salientar a importância de se introduzir a história da África e a cultura Afro-brasileira na educação dos jovens, como forma de resgate da consciência negra. Historicamente a educação dos afro-descendentes tinha sua gênese no conceito europeu e não levavam em consideração as tradições africanas, como meio de manter a soberania sobre estes povos.
    Mas vale ressaltar também que temos uma divida muito grande com os índio existente aqui no Brasil sabemos que foram 500 anos onde houve escravidão, catequização, miscigenação e dizimação. Qualquer coisa que se diga sobre os índios do Brasil será pouco. A dívida do branco civilizado para com o indígena é alta e pesada demais. Portanto poderíamos procurar meio de introduzirmos a cultura indígena no currículo nacional. É o mínimo que poderemos fazer PA minimiza um divida tão grande

  39. Paula disse:

    preciso da resposta para essa pergunta:por que existe preconceito com relação aos africanos e afro descendentes?por favor me ajudem eu sei que aqui não é yahoo mas deve ser um site bem melhor obrigada……….

  40. mayra disse:

    muitoo bom …essa lei foi otima.sou contra o racismo.

  41. Amanda Lwiggy disse:

    Também acredito que o estudo da cultura afro brasileira tornar-se obrigatória abre uma lacuna que pode gerar uma ainda mais segregação, visto que a construção de nossa cultura teve a participação de outros povos tão importantes quanto o negro.

  42. Paulo Renato Machado da Silva disse:

    Em nossa sociedade brasileira existe uma cultura das facilidades no trato negocial. Se é fácil para mim, então é bom. Mas se tiver que me esforçar mais um pouco, então não dará certo ou não é necessário. E daí, não importa para que serve, ou porque serve, ou para quem serve. E se tratando dos negros, o desinteresse por parte de alguns ditos intelectuais da nossa sociedade diminui mais ainda da recuperação das potencialidades intelctuais desse povo. Tão massagrado em sua história e cultura devido aos mais de trezentos anos de escravidão no Brasil. Servindo nas bandejas e quartos grupos dominantes economicamente que até os dias de hoje não querem dividir as riquezas prodizidas com o suor e sofrimento do negro vindo em grilhões para o nosso país. Digo, isto, para lembrar e não esquecer jamais da história deste povo que é riquissima culturalmente. Portanto, a 10639, é importantíssima, para o ensino brasileiro, pois resgate uma das lacunas existente na sua formação político pedagógica. E que se firme na obrigatoriedade das instituições de ensino a inclusão da história da Africa e da Culrura AfroBrasileira. Aprendemos a usar cinto de segurança em nossos veículos através de leis, porque não aprendermos a história do povo negro através de leis e outras ações afirmativas pautadas pelo povo negro organizado. Nossas crianças e adolescentes precisam ter a chance de conhecer todas as histórias dos étnicos que construiram este país. Sejamos profissionais realmente da educação. Sejamos educadores construtivos!