Por Emanuelle Bezerra

Eleições 2010

O maravilhoso mundo das promessas de campanha

Dilma garante que vai erradicar a miséria no Brasil, Serra jura que vai mandar remédios pelos Correios. Seremos o país perfeito em 2015?

Política

O futuro do PT

Lucia Hippolito analisa a trajetória do PT da sua origem no sindicalismo ao governo Lula

Fim

Jornal do Brasil - ponto final de uma história centenária

Considerado um marco da imprensa nacional, JB põe fim à sua edição impressa a partir de 1º de setembro

Negócios

Bem na fita com o poder

A estratégia do empresário Eike Batista obedece a uma lógica agressiva de relações públicas. Por Carlos Tautz

Economia

O brasileiro só quer saber de consumo

Veja o artigo de Paulo Rabello de Castro publicado no site do Instituto Millenium

Eleições 2010

Senadores: quantos o eleitor vai escolher?

Acompanhe a série especial sobre eleições. Por Claudio Carneiro

Música Clássica

Andrei e András

O russo Andrei Gavrilov e o húngaro András Schiff vêm de planetas psicoestéticos que se estranham. Por Clóvis Marques

Biografia

Aleijadinho

Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, nasceu em Ouro Preto no dia 29 de agosto de 1730

Saúde e Bem-estar

Dia 29 de agosto: Dia de Combate ao Fumo

Pneumologista do MedImagem Medicina Diagnóstica dá dicas para quem quer parar de fumar

Opinião

Leitor comenta construção de centro muçulmano

O leitor Milton Portenoy foi escolhido para essa semana. E você, já deu sua opinião?

Turismo

O Brasil descobre Lisboa

Por Hugo Souza

Tendências e Debates

Privatização de aeroportos: solução ou ameaça?

Por Joana Duarte

Crítica de cinema

Cinema e História

Francisco Taunay analisa a relação entre cinema, fotografia e realidade

Tendências e Debates

Mahmoud Ahmadinejad, Persona Non Grata

20/11/2009 | Enviar | Imprimir | Comentários: 35 | A A A

Comente hoje nesta matéria e participe da Promoção Sexta-feira Premiada, que nesta edição oferece os seguintes livros:


Viagens Com O Presidente , de Eduardo Scolese
Deu no New York Times“, de Larry Rother
Dicionário Lula“, de Ali Kamel


A visita de Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil, que estava marcada para o dia 6 de maio, acontece na próxima segunda-feira, 23. A vinda do presidente iraniano ao país tem causado inúmeros protestos, principalmente da comunidade judaica, e acontece há apenas uma semana de o presidente de Israel, Shimon Peres, ter estado no país. Muitos consideram que o Brasil está, mais uma vez, se aproximando de governos autocratas ao receber um presidente que nega o holocausto e é leniente com o apedrejamento de homossexuais. O encontro dos presidentes será parte das negociações de 23 grandes acordos comerciais e culturais.

Na comitiva do presidente iraniano estão cerca de 300 empresários que atuam em diversas áreas, desde indústria até mineração e agricultura. “O Brasil está às vésperas de um grande acordo econômico que irá gerar muito emprego e renda”, é o que o professor titular de história contemporânea Francisco Carlos Teixeira da UFRJ entende deste encontro. Ele completa dizendo que o país está, na verdade, tratando de seus interesses nacionais. O professor pontua que o Irã vê no Brasil a economia que está mais próxima de suprir suas necessidades de importação e que, por isso, está buscando estreitar as relações com o país. Teixeira destaca ainda que o Brasil mantém relações com todas as nações independentes do sistema político e que isto é ótimo para o país.

O relacionamento do presidente Lula com governos autocratas, como Venezuela, Cuba e China, já foi criticado pela imprensa internacional, como o Opinião e Notícia destacou em 15 de agosto. Na ocasião, a revista Economist classificou como um desrespeito à democracia a cumplicidade de Lula com estes sistemas. Principalmente por ele ter felicitado Ahmadinejad pela vitória nas últimas eleições do Irã, mesmo em meio às fortes suspeitas de fraude. Mas Teixeira lembra que o país é parceiro de vários países, como EUA, França e Japão, e que olhar isoladamente para os acordos firmados com os governos ditadores não significa que o Brasil ou o presidente tenha uma preferência por eles. “Lula está se comportando como um verdadeiro caixeiro viajante e está comprando a geração de emprego e renda para o Brasil por meio de acordos internacionais”, afirma.

Mas mesmo vendo o lado positivo da visita do presidente iraniano ao país, o professor acredita que Lula tem a “obrigação moral” de dizer a Ahmadinejad que o Brasil não concorda com o autoritarismo e opressão a que os iranianos estão expostos. “Os protestos são fundamentais neste sentido. É uma maneira de o povo brasileiro dizer ao presidente iraniano que não toleramos o que ele faz”, explica. Mas o professor defende ainda que seja especialmente importante para os iranianos a aproximação com uma cultura tão diversificada quanto a brasileira.

O acordo prevê ainda a circulação de diplomatas e executivos entre os dois países sem a necessidade do visto. Segundo o embaixador iraniano em Brasília, Mohsen Shaterzadeh, a liberação poderá se estender a toda a população. O Brasil seria um dos poucos países a não exigir visto do Irã.

Caro leitor,

A vinda de Ahmadinejad compromete a imagem do Brasil?

Você acha que o Brasil deve ser pragmático em seus acordos econômicos?

Você concorda com a revista “Economist” — que afirmou ser um desrespeito à democracia a cumplicidade de Lula com governos autocratas?

Escrito por: Emanuelle Bezerra

Compartilhe

Sua Opinião

Nome (obrigatório)

E-mail (obrigatório)

Estado

Cidade

Todas as Opiniões

35 opiniões para o artigo: Mahmoud Ahmadinejad, Persona Non Grata

Gravatar
Opinião de Eduardo Carvalho
Na data: 30 de janeiro de 2010 as 18:22

Sem essa de estigmatizar e excluir chefes de nações simplesmente porque as ‘grandes nações do norte’ querem. Nossos interesses nacionais estão acima das opiniões de outros.Quem são europeus pra falar de humanismo? E os EUA pra falar de democracia? Milhões morreram até o final do seculo XX na Europa (2a.Guerra, Balcãs)de forma barbara, e muitos regimes (Pinochet,Baby Doc, etc) foram apoiados pelas ‘democracias’.Nos não devemos nada a nenhuma nação no mundo para termos que nos submeter aos ditames internacionais.Se for de nosso legítimo interesse receber o capeta, que seja…Fez muitíssimo bem o governo, que continue assim.

Gravatar
Opinião de J. B.
Na data: 24 de janeiro de 2010 as 19:05

Entre paises existem interesses, os E.U. são exemplares quanto aos seus interesses e comercializam há muito tempo com russia, china e com ditadores; por que não podemos tambem zelar pelos nossos interesses? A midia manipulam informações e tratam os cidadãos como massa de manobras. A eleição no Afeganistão foi democratica, por que satifaz aos interesses dos E.U. e o Irã não? Ninguem questiona as nações nucleares quanto aos abusos que praticam no zelo de suas unidades territoriais e riquezas, inclusive, as mesmas ignoram tratados que nossos administradores assinam subservientemente. Se tivessemos competentes no zelo pela nossa segurança já seriamos uma das quatro potencias nucleares e não estariamos nessa situação humilhante de dar satisfações sobre a amazonia e em tudo mais que aqui desenvolvemos como as centrifugas para a purificação do uranio e que a snucleares não se sujeitam.

Gravatar
Opinião de Paulo Vitor
Na data: 8 de janeiro de 2010 as 15:33

Eu acho que quem não deve não teme. E Israel está devendo muito aos povos árabes, sobretudo aos palestinos.
O Brasil deve continuar a se relacionar politicamente e comercialmente com todos os países do mundo e não ficar atrelado à políticas restritivas norte-americanas ou israelenses. Estes que se preocupem quando seus inimigos se armam, afinal eles que sempre dispararam o primeiro tiro.

Gravatar
Opinião de MOISÉS ROBERTO
Na data: 29 de novembro de 2009 as 13:16

O SR AHMADINEJAD PRECISA RESPEITAR A COMUNIDADE INTERNACIONAL E DEIXAR DE SE ACHAR O ÚNICO Q ESTÁ COM A VERDADE. ELE SE ESQUECE QUE NAQUELA REGIÃO REINARAM TANTOS LIDERES QUE BUSCARAM A PAZ, E EM PLENO SÉC XXI O OCIDENTE NÃO PODE FICAR MAIS À MERCÊ DE TIRANOS EM NOME DE DEUS. DEUS É ÚNICO EM TODA A TERRA ELE É QUE GOVERNA ESTE UNIVERSO. CREIO QUE, ESPECIALMENTE NÓS BRASILEIROS, PRECISAMOS ANALISAR COM MUITO CARINHO CERTOS RELACIONAMENTOS, DEVEMOS NOS RELACIONAR COM TODAS AS NAÇÕES, MAS AQUELAS QUE ESTÃO A AFRONTAR NORMAS E DIREITOS INTERNACIONAIS NECESSITAM ENTENDER QUE ESSAS ATITUDES SÓ PROVOCAM O ÓDIO E O QUE É MUITO GRAVE GUERRAS. HÁ TANTAS PESSOAS NO MUNDO, ESPECIALMENTE, CRIANÇAS A PASSAR FOME. SEJAMOS SENSATOS E QUE CADA UM BUSQUE PROMOVER A PAZ. EM NOSSO PAÍS JÁ ESTAMOS NUM GRAU DE VIOLÊNCIA MUITO ACIMA DO QUE ESTE NOSSO POVO ORDEIRO E TRABALHADOR PODE SUPORTAR. QUE DEUS ESTEJA ABENÇOANDO ESTA NAÇÃO E QUE NOSSOS GOVERNANTES POSSAM SABER SEPARAR O JOIO DO TRIGO.

Gravatar
Opinião de Anália Maia
Na data: 26 de novembro de 2009 as 15:41

Afinal, o que é DEMOCRACIA? Quando a revista Economist classifica como um “desrespeito à democracia a cumplicidade de Lula com estes sistemas” não estaria sendo antidemocrático? Por favor me expliquem, o presidente de uma nação como o Brasil (de tradição pacifista) não pode negociar com outros países porque possuem postura e entendimento diferentes do nosso? No entanto a nação estadunidense pode brincar com a nossa economia, dando subsídios abusivos aos seus produtores, boicotando nossas exportações, deixando de comprar nossos produtos, vendendo armas para as nações africanas em conflito, enfim, tudo isso é completamente democrático?
Na minha ignorância, não consigo entender a lógica das nações DEMOCRÁTICAS. Aliás, me perdoem, mas não acredito em democracia, em comunismo ou socialismo, acredito no homem e na sua capacidade de negociar e dialogar, independente das suas diferenças.

Gravatar
Opinião de Luis
Na data: 26 de novembro de 2009 as 14:51

DIGA-ME COM QUEM ANDAS E EU TE DIREI QUEM ES! Nunca na historia deste Pais este ditado antigo foi tao atual !!!! Ra,ra,ra,ra !!! Chavez, Morales, Zelaya, esse louco iraniano que nega o holocausto e os sanguinarios ditadores africanos: que belo elenco de amigos, nao e´sr.Luis Inacio?

Gravatar
Opinião de Antonio Campos Monteiro Neto
Na data: 25 de novembro de 2009 as 9:11

Até parece que os EUA e os demais países do ocidente não mantêm relacionamento com a China. A China não respeita os direitos humanos, persegue homossexuais, e é atualmente o maior exportador mundial. Possui reservas no valor de Us$ 1.5 trilhão, é fornecedor importante de produtos baratos, produzidos mediante mão-de-obra escrava e todas as principais potências mundiais “esquecem” que é um regime antidemocrático ao receber seus líderes.

Gravatar
Opinião de cesar henrique arthou
Na data: 23 de novembro de 2009 as 12:44

se em Maio a visita dete Presidente foi desaconselhada que acontecesse, hoje após a visita do Presidente de Israel fica ainda mais estranha. Nosso Pais não deveria compactuar com paises onde não se pratica a democracia e que é uma ameaça para o mundo livre.

Gravatar
Opinião de CARLOS ALBERTO DOS SANTOS ABEL
Na data: 23 de novembro de 2009 as 12:01

Por trás dessa celeuma toda, está um ato colonial da ONU, criando o Estado de Israel em detrimento dos palestinos. Há argumentos que tendem a justificar esse ato: os judeus são perseguidos desde o século XII pela igreja católica romana; em todos os países europes sempre houve os pogroms com a morte e/ou a tortura dos judeus e o roubo de suas posses; não se precisa nem falar do Holocausto. Mas a pergunta que não quer calar: por que os palestinos têm de pagar pela omissão dos países aliados na II Guerra Mundial e pelos crimes do nazismo? Se se defender que a Palestina já foi, no passado, a terra dos judeus, então vamos criar um vasto país indígena no Brasil ou nos E.E.U.U. Obviamente, não há um Estado Palestino, porque os paises árabes o boicotaram, porque seria uma forma de coonestar a existência do estado judeu. Como conhecedor do problema judaico, como descendente de judeus, penso que, hoje, não há mais como ignorar o Estado de Israel, é uma realidade irreversível, então as potências hegemônicas devem trabalhar pelo estabelecimento de um Estado Palestino, dando-lhe o mesmo apoio que os E.E.U.U. dão ao Estado de Israel desde sua fundação.

As declarações de Ahmadinejad acerca do Holocausto espelham um atitude preconceituosa contra o povo judeu. Mas também contra os homossexuais, os ciganos, os deficientes físicos e os russos que foram assassinados aos milhões. Deve-se observar também que nada disso pode impedir que o Brasil faça negócios com o Irã, como o próprio governo Obama o faz. Para lembrarmos atitudes contraditórias da grande potência norte-americana, basta observarmos que eles condenam o regime cubano e dão status comercial privilegiado à China comunista. O governo lulista está certo, temos de fazer negócios com qualquer país que nos interesse, independemente do regime, aliás, como as grandes economias do mundo ocidental fazem.

Gravatar
Opinião de WELLER MARCOS
Na data: 22 de novembro de 2009 as 12:51

Achei o texto muito tendencioso deste o título que poderia suavizar colocando um ponto de interrogação (?) ao final. Outra coisa é a prática dos comentariastas e dos leitores expondo opiniões pessoais ao invés de analisar o artigo em discussão. Achei o texto muito tendencioso deste o título que poderia suavizar colocando um ponto de interrogação (?) ao final. Outra coisa é a tendência de expor opiniões pessoais ao invés de analisar o artigo em discussão. Um dos equívocos cometidos na avaliação do leitor Salim (ou seria Jose Roitberg?). Quando olhamos além da linha do horizonte temos que absorver desapaixonadamente, pois vamos encontrar culturas diferentes, organização política milenar, pensamentos filosóficos maçificados, e religiões com pluralidade de convicção. Esse é um direito dos povos e da humanidade: símbolo da liberdade e do livre arbítrio. O melhor posicionamento é o do Eduardo: “Que sejam bem vindos todos os chefes de estado do mundo em nosso país, somos uma miniatura do planeta, temos em nossos limites cidadãos de todas as partes do globo, isto inclui os Iranianos…” E por isso tem meu voto. Lúcido e coerente Eduardo mostra na sua avaliação: “temos hoje no Brasil um Presidente que tem tirado leite de pedra para que nosso país seja reconhecido e próspero, e é bem melhor ter amigos que cultivar inimigos…” .
Adios Muchachos.

Gravatar
Opinião de Iria Barradas
Na data: 21 de novembro de 2009 as 10:25

Ahmadinejad é um títere dissonante no contexto internacional, só está presidente por que tem o apoio do Aiatolá que não tem nenhuma abertura para o mundo contemporâneo, é completamente contrário a tudo o que representa o jeito americano de viver, portanto é também contra o Brasil.
Porque o Irã precisa comprar alimentos e vender óleo, se faz parecer propício à tolerância que inexiste em sua condição.
É desagradável ver o Brasil se prestando a um papel destes para ter vantagens comerciais.
( em torno de 2 bilhões de dólares )
Se houvesse mais investimento no mercado interno brasileiro não precisaríamos vender nada aos iranianos, tampouco precisamos comprar óleo.
O ditado popular –> uma maça podre estraga a caixa inteira não se pode servir a dois senhores <–
A posição do Brasil, deveria ser sempre pelo direito, pela liberdade, pela abertura e cidadania, para então ocupar o lugar vago de interlocutor que almeja, querer ocupar este lugar como está fazendo é um equivoco estúpido.
Ahmadinejad não deveria pisar no solo do Brasil.

Gravatar
Opinião de Rachel Kopit Cunha
Na data: 21 de novembro de 2009 as 8:55

Ponderações que se fazem necessárias:
* O Brasil, não o presidente, precisa desta repentina e inconveniente proximidade com o Irã?
* Ahmadinejad já consultou a origem do ínclito que o receberá? Vai que o dito presidente tem uma ascendência longínqua e perigosamente judaica? O Brasil, afinal, é cheio de cristãos novos, marranos, gente que trocou de nome quando aqui chegou fugindo daquilo que não existiu – o Holocausto…
* Lula tem assessoria de imprensa?
* Lula não se sente mal acendendo uma vela para um lado numa semana, com pompa e circunstância, e na outra, igualmente, para o outro lado?
Ou tudo isso é apenas fashion, global e constitui parte do seu marketing eleitoreiro? afinal, de voto em voto…

Gravatar
Opinião de Aluizio Rocha dos Santos
Na data: 21 de novembro de 2009 as 8:40

A minha opinião é de que nosso país é democrático e pode sim ter relações comerciais e culturais com qualquer país do mundo…a questão de impedimentos por questões políticas, militares o religiosas, deve ser tratada ponto a ponto, e neste momento nao atinge o Brasil diretamente.

Gravatar
Opinião de Adriana Conceição Ananias
Na data: 20 de novembro de 2009 as 22:59

Acho que a vinda de Ahmadinejad não compromete muito, mas por outro lado o Brasil vai ficar muito dependente daquele país, vai ter que fazer o que eles quiserem se o Brasil quiser apoio deles economicamente.

Gravatar
Opinião de Celso Rodrigo Branicio
Na data: 20 de novembro de 2009 as 22:56

A vinda de Ahmadinejad em si não atrapalha a imagem do Brasil, principalmente se for focada apenas a questão comercial.
Agora dependendo dos acordos que o Lula fizer se houver algum no sentido político, como apoio a algum dos vários projetos politicamente incorretos do Irã como construir bomba atômica, negar o holocausto, etc., aí sim poderíamos ter a imagem de nosso país atingida.

O Brasil deve sim ser pragmático em seus acordos, afinal não podemos ficar confundindo negócios com política, e dinheiro não aceita desaforo, mas a palavra pragmático significa fazer vista grossas para pequenos problemas, mas isto não significa aceitar tudo que é antiético e imoral, tudo tem um limite, não podemos exagerar na dose, mas o foco tem de ser o comercial, como não existe nenhum boicote internacional contra este país instituído pela ONU e com apoio da maioria dos países, não estamos cometendo nenhum crime, só não podemos é ficar confundindo negócios com política e com apoio a um governante que oprime seu povo e desafia a humanidade com suas loucuras, pelo contrário devermos aproveitar este interesse comercial e na medida do possível aproveitando o bom relacionamento pedir para que ele desistam de certas idéias politicamente incorretas, pelo menos o Lula terá muito mais voz ativa e possibilidade de sucesso do que o presidente americano.

Quanto à revista “Economist” eles podem até ter certa razão, mas não podem interferir em nossa política interna, é um direito nosso, mas o Lula tem de no mínimo tomar mais cuidado ao negociar com este tipo de político e procurar não confundir seu papel de homem de negócios com apoiar estes governos na parte política.

Gravatar
Opinião de Domingos
Na data: 20 de novembro de 2009 as 22:43

No próximo dia 23 de novembro de 2009, deverá chegar ao Brasil um dos homens mais controvertido do mundo, Ahmadinejad, Presidente do Irã. É importante lembrar que o Irã é a antiga Pérsia e tem grande destaque na Bíblia, ver os livros de Daniel, Ageu, Esdras, Neemias e Ester. Os persas são citados como aliados de Gogue na invasão de Israel “nos últimos dias” (Ezequiel 38.5). Considerando que as profecias bíblicas já se cumpriram quase todas (reunificação de Israel após quase 2 mil anos de os Judeus estarem espalhados pelo mundo), Mateus 24.7- Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. (México, Itália, África, etc.) e o Presidente do Irã dizer que vai varrer Israel do mapa, e o Secretário Geral da ONU dizer que daqui a 2 anos o Irã terá o domínio total da “bomba atômica” falta muito pouco tempo para o ARMAGEDOM. O grande consolo dos Cristãos, que vivem na perspectiva do eterno, é saber que JESUS CRISTO é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. “Buscai o Senhor enquanto se pode achar.” Isaías 55.6. Maranatha.

Gravatar
Opinião de Osvaldo Gomes Bomfim
Na data: 20 de novembro de 2009 as 21:39

Caro leitor,

A imagem do Brasil não vai mudar, o que vai mudar é a imgagem do Lula.

O Brasil está em vésperas de eleição e Lala sabe que não será mais presidente da República. Aproveitando o momento, Lula quer fazer tudo que sempre sonhou. Todo mundo sabe que Lula é de esquerda e nunca escondeu, sua simpatia patológica por Hugo Chaves da Venezuela, o sanguinolento Fidel Castro de Cuba e agora vem com esta de acordos comerciais com a China e o Mahmoud Ahmadinejad do Irã, governos autocratas e comunistas.

O Lula fecha com a Rússia, com a Argentina, o Lula Fecha com todo mundo.

Nós batemos palmas, quando o Lula fecha com os Portugues, Angolanos e Africanos, nossas raízes. Salve o “Dia do Sumbi dos Palmares”, mas vaiamos o Lula, quando ele fecha com o Color de Mello e o Sarney. O Lula é político beleza, mas não se pode confundir “Lula” com o “Brasil”. É preciso separar o joio do trigo. Nem todos os brasileiros são simpáticos aos países autocráticos.

Aqui no Brasil aprendemos a respeitar e acolher todos os povos e cidadãos brasileiros e estrangeiros, veja o caso do Cesare Battisti por exemplo, foi acolhido pelo Lula, e o Ministgro Tarso Genro concedeu hoje o status de refugiado , mas a decisão foi do STF (Supremo Tribunal Federal), prevaleceu a vontade do BRASIL. Enfim, Lula é Lula e Brasil é Brasil, o país da diversidade.

O Brasil não deve ser pragmático em seus acordos econômicos, o país é como uma quitanda, quer comprar banana, vendemos banana, quer vender maçã, compramos maçã. Não importa quem vende ou quem compra, o que importa é se o cliente vai pagar a conta.

A geração de empregos que vem dos acordos econômicos, pode ser com qualquer país, não importa se é os EUA ou Irã. Tem muito brsileiro desempregado e ganhando o salário de miséria.(salário mínimo).

Acho até que deveríamos fazer uma grande festa GAY para recepcioná-los, quem sabe assim, o Mahmoud Ahmadinejad pode aderir algum grupo de simpatizantes, GLS, GLBT, 7 Cores e outros movimentos gays no Brasil. Há 50 anos atrás, os gays e os negros eram discriminados, hoje, no Brasil são respeitados. O Irã está 50 anos atrasado no processo de direitos iguais. O Lula vai puxar a orelha do colega Mahmoud Ahmadinejad.

Dizem que os grandes lideres são aqueles que aprederam a pedir perdão, acho que seria o melhor momento para Mahmoud Ahmadinejad se retratar com a comunidade judaica e reconhecer a dor do holocausto.

A revista “Economist” — que afirmou ser um desrespeito à democracia a cumplicidade de Lula com governos autocratas, pode ficar despreocupada, porque aqui no BRASIL, o Lula é o Lula e o Brasil é o Brasil. Nem todos os brasileiros pensam como o Lula. A última vez que a democracia foi desrepeitada no Brasil, nós brsileiros fizemos o impeachment do Color, hoje aliado do Lula.

A imprensa internacional critica mesmo, assim como a imprensa nacional e o que o Lula quer, todo mundo sabe: “Lula adora estar na mídia”, ele sabia que o presidente do Irã no Brasil dá IBOPE no mundo inteiro. Em final de carreira vale tudo e o Lula vai para a história.

Agora Lula, voce tem a “obrigação moral” de dizer a Ahmadinejad que o “Brasil” não é voce “Lula” e que nem todos os brasileiros concordam com o autoritarismo e a opressão a que os iranianos estão expostos. Somos a favor dos Direitos Humanos e gostaríamos que Mahmoud Ahmadinejad adotasse a democracia em seu país, para melhorar ainda mais as nossas relações comerciais.

Por favor Lula, nada de falar em Bomba Atômica no Brasil, o nosso querido e saudoso Enéas já faleceu.

Osvaldo Gomes Bomfim é ambientalista, presidente da ONG DA MAÇÃ – Amigso do Meio Ambiente.
http://www.praiadamaca.com.br

Gravatar
Opinião de Rosangela Friedrich Camara
Na data: 20 de novembro de 2009 as 19:45

A imagem que um país constrói de sí próprio, através das ações dos seus governantes, não pode ser tão frágil a ponto de ser comprometida com a visita de outro governante de cultura diferente deste.

Uma vez que o Irã, economicamente é interessante para a o Brasil, porque levar em conta a religiosidade, crença, política, ou qualquer outra coisa referente a ele que não seja o acordo econômico? Não seria isso, de alguma forma, preconceito?

Nas relações do Brasil com os Estados Unidos da América, o presidente Lula não disse a Obama que não concorda com a política militar dele, ou disse?

Acredito, ainda, que o Irã possa mais “aprender” com a nossa cultura, uma vez que somos um país multirracial e que convive muito bem com as mais variadas culturas, do que influenciar o Brasil, com o que se considera negativo, da cultura iraniana.

A revista “Economist”, deveria, então, demonstrar em que medida houve o desrespeito à democracia, em que medida houve a cumplicidade de Lula com a Venezuela, Cuba ou China, uma vez que cumplicidade, colocada da forma como o foi pela “Economist”, parece mais uma provocação, como se o Brasil estivesse se aliando a bandidos, e não exercitando a verdadeira democracia, que “respeita” o outro como ele é sem, necessariamente, pensar ou agir como tal.

Gravatar
Opinião de Salvador Vera
Na data: 20 de novembro de 2009 as 19:02

Qualquer um que entenda um mínimo de política internacional e que saiba que ideologia e economia não são estradas paralelas sabe que um país não tem amigos, tem apenas interesses. E o governante que não tiver esta visão pragmática da realidade é um incompetente. Ahmadinejad traz com ele 300 empresários Iranianos, investidores em potencial, isto é o que importa. O resto é conversa mole, e o que a visita do Senhor Shimon Peres acrescentou nas relações comerciais Brasil / Israel? A comunidade Israelita tem que dar opinião sobre politícas do Estado Judeu, não sobre O Brasil.

Gravatar
Opinião de Mauricio
Na data: 20 de novembro de 2009 as 17:49

Tudo bem que Ahmadinejad visite o Brasil, agora felicitar o dito cujo pelo resultado de eleições suspeitas em que houve inclusive derramento de sangue já é demais.
O regime do Irã desrespeita os direitos humanos, persegue com morte cristãos convertidos, é contestado internacionalmente pelas democracias, estimula conflitos no oriente médio.

Negar o holocausto e ameçar destruir uma nação estabelecida e reconhecida pela ONU,Israel, criada quando o presidente da entidade era um brasileiro Oswaldo Aranhas é algo ignominioso. Esta aproximação nos termos em que vem sendo feita na minha opinião é um tiro no pé, mancha a biografia de Lula.

Gravatar
Opinião de roseli
Na data: 20 de novembro de 2009 as 17:12

A vinda de Ahmadinejad não compromete a imagem do Brasil, os representantes do Brasil deve e tem a liberadade de tratar de assuntos que traga beneficios ao Brasil, afinal, são representantes do povo brasileiro.
O Problema interno de um pais deve ser tratados pelo povo do pais e os orgãos competentes, são eles que devem se manifestarem e buscar mudanças.

A revista “Economist” — afirmou ser um desrespeito à democracia a cumplicidade de Lula com governos autocratas, a revista esta equivocada, porque os representantes dos paises devem buscar o dialogo, ninguém muda a cabeça de uma pessoa, de uma sociedade em uma única conversa, porisso existe o dialogo, e o remédio mais importante e o tempo.

O Presidente Lula e sua equipe deve e podem buscar dialogar com os representantes de outra nação. Nós brasileiros somos respeitados, em outros paises.

Parabéns! aos nossos representantes.

Gravatar
Opinião de Leandro
Na data: 20 de novembro de 2009 as 12:18

Fico imaginando se depois dessa visita, esse governo que dirige o Irã cometa uma grande atrocidade.

Isso vai marcara biografia do nosso presidente,como o presidente que foi aliado de um
sanguinário.

lembro que o ser humano costuma lembrar das coisas ruins.

A economia forte,o Pac,a bolsa familia e as coisas positivas daqui a uns 15 anos vão ser
esquecidas,mas essa amizade do Lula com esse presidente repressor de seu próprio povo vai ser lembrada para sempre.

Gravatar
Opinião de Eduardo Calixto
Na data: 20 de novembro de 2009 as 11:55

Mesmo não sendo simpatizante com a postura “LULA”, concordo que ele têm feito uma efetiva divulgação e inserção do Brasil na chamada globalização (acho que nem ele sabe que esta fazendo isso…).
Como nosso povo, devemos ser multifacetados e negociar com todos os povos. Cada um com seus problemas e nós que nos viremos para progredir.
O que não devemos é perder nossa soberania, nossa identidade cultural, e controle de nosso território e riquezas.
Não concordo com a abertura escancarada das nossas fronteiras aos Iranianos, uma vez que seu povo é belingerante e radical, podendo se aproveitar de nossa posição geográfica e estratégica, além do nosso espírito estrovertido, inocente e descontraído, para penetrar subliminarmente em nosso país e agir com facilidade em nossas fronteiras desprotegidas.

Gravatar
Opinião de Eurípedes
Na data: 20 de novembro de 2009 as 11:47

Nós nos gabamos de uma democracia que não passa de mito. Na democracia liberal burguesa quem manda é a burguesia, isso é obvil! O povo continua passando longe do poder. Voto não garante democracia nenhuma! Em uma democracia legitima toda a sociedade deve ter representação. Quando se consegue que a maioria da população seja favorecida pelo estado, que todos os seguimentos da sociedade tenham representação parlamentar quantitativamente proporcional, aí podemos começar a falar em democracia. Mas não é isso que acontece em grande parte do ocidente. No Brasil, por exemplo, os latifundiários, os grandes empresários, banqueiros – incluindo gente da pior espécie – têm representação unanime no parlamento, “a casa do povo”. E o povo? Até hoje não conseguiu abandonar a mentalidade monarquista e acha que o “rei” – no caso o Lula – pode salvar o Brasil(está fazendo algo de fato). A cidadania no nosso país é horrorosa. Quem tem grana, educação e é branco tem seus direitos e até privilégios dependendo da ocupação: “Você sabe com que está falando?”. O pobres, prestos e ignorantes esses não tem direito nem a vida, apanham da polícia e são discriminado vergonhosamente pelas outras classes. A cultura ocidental é horrorosa. As pessoas vivem sem sentido, o consumismo está destruindo o planeta e os que partilham e não partilha dele. Aqui nosso valor é medido pelo o que temos. Vivemos uma crise moral sem precedentes, os núcleos familiares no ocidente estão se extinguindo rapidamente, não consigamos mais conviver uns com os outros, somos individualistas de mais para isso. Trocamos a verdade dogmática por não-verdades midiáticas: somos entupidos de informações voláteis sobre o mundo e desconhecemos por completo o mundo, os que estão a nossa volta e nós mesmos. Somos programados pela mídia e desaprendemos a pensar sozinhos. Somo marionetes. O cristianismo é muito, mais muito mais intolerante que o islã desde as cruzadas. A revolução do Irã que colocou os Xiitas – grande maioria – no poder, foi uma revolução que buscava livrar o país do terrível imperialismo ocidental. A intolerância deles não é por acaso. O resto é problemas deles. Vivemos uma sociedade hipócrita, individualista, preconceituosa e vou ficar me preocupando com o Irã, como escolheram viver, se negam holocausto ou não? No mais concordo plenamente com o comentário o Eduardo no primeiro comentário: o Brasil está dando exemplo de diplomacia.

Gravatar
Opinião de luiz carlos de oliveira
Na data: 20 de novembro de 2009 as 11:16

sou favoravel a visita do grande lider iraniano ao brasil.primeiro ele não abaixa a cabeça para os americanos,depois a visita trará grandes negocios para o brasil e mais lula está correto em receber todos que querem um bom relacionamento com o brasil

Gravatar
Opinião de WILLIAM GURZONI
Na data: 20 de novembro de 2009 as 10:57

Nao o Brasil deve se impor como potencia da America do Sul e Lider Mundial, ate porque , estamos em uma fase excelente de investimentos obrigatorios na proxima decada e temos que aproveitar essa onda de consumo pelos produtos brasileiros como sempre foi. Os EUA e os BRICs teem interesses opostos e diferentes. Assim o Mercosul e hegemonico brasileiro, entao o Brasil precisa liderar , para abrir suas portas ao mercado externo internacional,ate porque necessariamento o Oriente Medio necessita da America.
O Ira e um grande parceiro estrategico e precisamos de Israel e Ira. Assim como China e Russia , India .
Nao ha que temer, a que se perder se nao observar a hora oportuna o Brasil e lider e precisa de Petrodolares.

Gravatar
Opinião de jayme endebo
Na data: 20 de novembro de 2009 as 10:41

Hitler tb foi assim pragmatico e chegou até a fazer um pacto de não agressão com os sovieticos, para depois arrasar e assassinar os mesmos.
eu acho que devemos ter sempre relações com todos os paises mas dar o recado que não toleramos discriminações, assassinatos gratuitos, desrespeitos dos direitos humanos etc, pq se todos tivessem adotados este pricipios a gang assassina de hitler não iria cumprir com a metade da barbarie executada.
teriamos mais vidas poupadas e no final a sensação que temos é que todos são cumplices pq poucos ousaram levantar a voz.

Gravatar
Opinião de Markut
Na data: 20 de novembro de 2009 as 10:16

É em nome desse suposto pragmatismo que o governo brasileiro se expõe a uma contradição conceitual.
O Mercosul, do qual o Brasil faz parte, tem cláusulas restritivas quanto à imposição de princípios democráticos dos paises que o constituem ,ou que pretendem constituí-lo.
Entende-se, pois, que há uma grande diferença entre relações comerciais , propriamente ditas, e os rapa-pés extendidos a sistemas de governo selvagemente autocráticos e cruéis até com os seus próprios cidadãos e com a perigosa visão fundamentalista da necessidade de eliminação do todos os infiéis do mundo.
Por mais que motivos geopolíticos, os mais variados,expliquem relações bilaterais, nada justifica que o Brasil não possa e não deva deixar claramente manifesta a sua não concordância com um sistema de governo cruel , fundamentalista e fanático, que não só afeta a vida interna do seu povo, como reflete tambem a perigosa trajetória internacional, que já se aproximou das nossas fronteiras.
Atrás da negação do Holocausto, atrás da crueldade e selvageria com que os seu próprios cidadãos são tratados, atrás da explícita intenção de simplesmente varrer do mapa um país, transparece um sistema de governo absolutamente inaceitavel e perigoso para o restante do mundo.
É isto que, infelizmente, os nossos barbudinhos do Itamaraty , fazem de conta que não percebem e um grupo de intelectuais aloprados atiça a fogueira, via insustentaveis elucubrações mentais.
Remember Chamberlain vs. Hitler

Gravatar
Opinião de alessandra oliveira
Na data: 20 de novembro de 2009 as 9:58

Acredito e concordo que o Brasil deva estreita relações. Devemos ser paceiros de todos os países.

Alessandra Oliveira

Gravatar
Opinião de Larissa
Na data: 20 de novembro de 2009 as 9:32

temos que ver nesta visita uma oportunidade de negociação de empregos e valorização do mercado brasilerio, por ser uma gande negociação programatica economica, somente esses valores terão que ser levados em conta. Não concordamos com as atitudes do presidente iraniano no seu pais, porém temos expor qual é a nossa forma de resolução dos fatos no nosso pais, a nossa democracia, e não deixar que a sua forma de governo interfira nas nossas, muito menos nas negociações.Não podemos contar como um desrespeito a democracia,mais sim uma forma de negociação politica e economica que beneficiará a coletividade, somente estara ferindo a democracia se o presidente adotar alguma forma de governo dos iaranianos, o que não ocorerá, esta visita somente será de cunho economico.

Gravatar
Opinião de kátia leite
Na data: 20 de novembro de 2009 as 8:46

O mundo inteiro tem se manifestado contra atitudes como as que motivaram a deposição de Manuel Zelaya, não por suporem que o ex-presidente exercia o cargo dignamente e respeitando a Constituição, mas por que sob o pretexto de proteger a Democracia o atual governo provisório feriu-a de morte. Num momento desses, parece-me no mínimo desarrazoado que um presidente de um país dito democrático perca (pela segunda vez e num curto espaço de tempo, sem falar em sua intimidade com Hugo Chávez) a dimensão do todo e foque apenas em uma parte da questão. Cumprimentar Mahmoud por sua vitória nas eleições é o mesmo que endossar os atos praticados por um governo que nega uma realidade mundialmente patente como o Holocausto. A visão do professor Teixeira de que essa atitude de Lula estaria apenas visando garantir aumento de empregos e renda para o país não me parece suficiente diante do risco em que colocamos nossa imagem perante o mundo. Não estou desmerecendo os esforços do governo brasileiro em nos ter tornado visíveis politicamente (ainda que se possa argumentar ter esta sido uma motivação meramente egóica), mas suponho que talvez os mesmos objetivos propostos por Lula, em relação à visita do presidente do Irã, pudessem ser alcançados de uma forma menos arriscada e/ou suicida politicamente. Não devemos esquecer que nossas atitudes e escolhas revelam nosso perfil. Não acredito que Lula esteja à margem dessa realidade.

Gravatar
Opinião de Simone Castro
Na data: 20 de novembro de 2009 as 8:23

Acredito que as relações com todos os países, independente do sistema de governo, faz do Brasil uma nação diferenciada. A boa imagem no exterior contribui para o respeito à diversidade. Não tenho dúvida que este relacionamento aberto do Brasil é algo positivo para a economia nacional, afinal, somos o País do Futuro! =)

Gravatar
Opinião de Salim
Na data: 20 de novembro de 2009 as 8:01

Carta aberta ao presidente do Irã.

Tenho a certeza de que será uma das piores viagens oficiais de sua vida.

Vai encontrar aqui um país cristão, coisa que abomina. Vai ter que se encontrar com políticos e empresários que usam gravatas, acessório proibido pelo código de vestimentas (lei no Irã) porque na visão xiita a gravata simboliza uma cruz em torno do pescoço dos homens. E verá mais de 5 cores de ternos, outra coisa também proibida no Irã.

Espero que passe por nossas praias e não fique olhando para o chão do carro, pois precisa se confrontar com a liberdade ocidental de expor o corpo humano vivo e não os cadáveres. Precisará se controlar para não dar uma olhadinha em nossas beldades desnudas não só nas praias, mas com vestidinhos de Geisy por todos os cantos. Imagine o que é isso para alguém que defende a burka? É o próprio Faya, o Inferno muçulmano.

Mas seja bem vindo aqui Ahmadinejad. Espero que se encontre com o presidente Lula em seu gabinete, veja a Bíblia sobre a mesa, veja a mezuza na porta ao lado na sala da Clara Ant. E pense muito bem no que fazer: apertar a mão de uma judia comunista de rosto descoberto e tornozelos de fora? Que dilema teológico…

Mas seja bem vindo Ahmadinejad. Depois de se esquivar da Clara Ant, que como assessora pode até ser posta de lado, mas aí resta o Marco Aurélio Garcia, que deixa a Clara no ponto mais a direita da esquerda com sua mente sovietizada e cubanizada. Ih Ahamdinejad: você acabou com os comunistas no Irã. O que vai dizer aos nossos aqui (alguns deles o defendem hein…), a maioria, muito mais neo-liberal que de esquerda, mas não tem saída: neo-liberalismo também não é sua praia. E depois de se esquivar de um, sempre virá outro: uma grande lista de judeus e esquerdistas de fato no poder. Não são brinquedinhos bochechudos como na Venezuela. Aqui a esquerda é de raiz!

Mas seja bem vindo Ahmadinejad. Venha ver um país de 190 milhões de pessoas de todas as origens e religiões que não se matam e não disputam o poder para matar as outras, se é que isso faz algum sentido para você. Pergunte como se faz uma eleição sem fraude.

Tem umas coisas aqui que você precisava conhecer para ampliar seus horizontes mas não vai rolar. Não vai ao Corcovado. Não vai ao Pão de Açúcar, não vai dar uma volta no Saara no Rio ou na 25 de Março em São Paulo. Não vai ter uma almoço fechado no Porcão, até porque você, como muçulmano, come kosher também. Aliás, se quiser levar um salame antes voltar, passe aqui na Bolívar 45. Dá até para parar o carro na baia de descarga e tomar um café: eu pago! Aproveite para ver o que nossos vizinhos cristãos iraquianos pensam de você. Posso até marcar com uns amigos bahais. É! Tem bahais no Brasil também, religião que os xiitas escorraçaram da Pérsia e depois do Irã, tendo que se refugiar em Haifa, ainda no domínio Otomano. Ih, esqueci: tem turco para caramba aqui no Brasil. Tem libanês cristão para todos os lados. Mais libaneses e descendentes de libaneses que no próprio Líbano.

Aqui é um lugar interessante para você conhecer, pena que vai ficar acossado entre a mídia e a política e não verá nosso povo.

Pessoalmente não tenho nada contra você. Não fico nem um pouco impressionado com mais um líder muçulmano dizendo que vai varrer Israel do mapa. Pode tentar. Em 1948 quando eram fortes e os judeus fracos, não conseguiram. Depois Nasser tinha o seu discurso. Depois Sadat tinha o seu discurso. Depois Shuqueiri e Arafat tinham o seu discurso. Depois Assad (pai) tinha seu discurso. Depois Saddam, seu inimigo mortal tinha o seu discurso. Você é professor. A história lhe interessa. Olhe para trás e veja onde estão e o que conseguiram. Pelo menos podia ser original em seu discurso.

Nem seus arroubos de negação do Holocausto a cada vez que o petróleo está baixo me incomodam. Você é o presidente, mas não é o poder. Você não me preocupa e nem sei o quanto dos coisas que faz ou diz são realmente suas ou você é apenas o porta voz da junta teológica que domina os persas.

Não é aqui no Brasil que alguém vai te lembrar que é dirigente do único país xiita entre outros 53 países sunitas e que mais ou menos 1 bilhão de muçulmanos não vão com a sua cara enquanto só uns 13 milhões de judeus tem algo contra você. Isso não vão te dizer aqui. Não vão dizer que o Irã tem relações diplomáticas com menos países islâmicos que Israel. E ninguém vai chegar até você numa entrevista e perguntar: “Presidente, para que essa bobagem de dizer que Israel tem que ser varrido do mapa? Seu objetivo não é triunfar onde seus antepassados xiitas fracassaram e retomar Meca? Abrir Meca para os persas e varrer o domínio árabe sobre o Islã no Golfo?” Não é essa a agenda verdadeira iraniana verdadeira? Vcs também seguem Sun Tzu não seguem? Faça o inimigo achar que vc está longe quando está perto…

Sei que você pode jogar a Bomba sobre Israel pois são apenas judeus, cristãos, bahais e sunitas por lá. Todos infiéis na visão. Mas você acredita que Israel tem 300 Bombas. Um monte de gente acredita. É blefe? É real? Mas a família real saudita não tem nenhuma né? Será que alguém ataca você se a Bomba cair em Ryad e não em Jerusalém? Pessoalmente, acho que não. Mas se eu fosse você ficaria com o pé atrás e mandava investigar a fundo todo mundo que está em seu programa nuclear. Você acreditaria se eu disse que algum dos cientistas paquistaneses pode ser um agente talibã da Al Qaeda, sua inimiga mortal, pronto para fazer um ataque suicida nuclear em suas instalações? Vocês são persas. São inteligentes. Sabem quem são seus reais inimigos. Sabem que sempre foram os árabes, os sunitas e agora os talibãs. Depois de 10 anos de guerra com os sunitas iraquianos seus aiatolás quase atacaram o Afeganistão sob domínio talibã por 3 vezes. Só não fizeram porque foram um pouco mais espertos e deixaram os ocidentais se ferrarem por lá, como os soviéticos, sem conseguir resolver nada.

Mas seja bem vindo. Venha e ouça o que precisa ouvir! Venha e ouça o que precisa ser dito. Vai ser insuportável para você. Assine um contrato para uma área do pré-sal pois seu petróleo está acabando e você sabe disso melhor que ninguém.

E tenha uma certeza caro presidente: Israel não vai construir o segundo Yad Vashem, o segundo Museu do Holocausto. Mas se o Irã realmente enveredar pelo caminho da chantagem atômica, vocês poderão acabar tendo que construir o seu primeiro museu….

Escrito por: Jose Roitberg – Jornalista

Gravatar
Opinião de Rita Ribeiro
Na data: 20 de novembro de 2009 as 6:05

Temos que pensar também de outra forma o Brasil não é cumplice do Irã e nunca será, nós somos um povo que preza a democracia.
O Lula está visando o lado comercial e isso é bom.
Quem sabe o Lula faz o papel do advogado do Diabo e serve de ligação entre esse opressor e a democracia.
Acho que essa comitiva deveria passear no Rio, principalmente em Ipanema naquele recanto Gay.
O que será que eles sentiriam de ver o que é liberdade de um povo ?

Gravatar
Opinião de Eduardo
Na data: 20 de novembro de 2009 as 0:23

Esse “The Economist” devia é cuidar dos interesses de seu país de origem e deixar de dar pitacos nas relações internacionais do Brasil… Isto tá até parecendo aquela conversa de 64… O bom negociante é aquele que sabe atender todos os tipos de interesses, e quanto a querer esfregar na cara de um chefe de estado o que nós pensamos das atitudes legais de seu país, isto é um absurdo e não acredito que nosso PRESIDENTE LULA, não será tão deselegante e tão anti diplomatico para fazer isto… temos que mostrar como agimos para que do nosso exemplo outros aprendam que o respeito é a melhor forma de demonstrar que somos uma potência tanto na econômia quanto na diplomacia. Que sejam bem vindos todos os chefes de estado do mundo em nosso país, somos uma miniatura do planeta, temos em nossos limites cidadãos de todas as partes do globo, isto inclui os Iranianos… que no passado foram um dos povos mais ricos do mundo… e não podemos sacrificar mais ainda um povo por leis que contrariam nossa forma de pensar, se os atos mencionados na matéria acontecem naquele país é porque são de alguma forma aprovados pelos legisladores deles, e não podemos culpar todo um povo por excessos de alguns, senão teremos que nos isolarmos, pois todos os povos tem suas peculiaridades, só para citar… Guantanamo… Injeções letais… apedrejamento… etc
Enfin, temos hoje no Brasil um Presidente que tem tirado leite de pedra para que nosso país seja reconhecido e próspero, e é bem melhor ter amigos que cultivar inimigos… até mesmo por costumes milenares, que só o tempo e o bom convívio com um povo pacífico como o Brasileiro pode mudar.

Boletim

Boletim

Receba nosso boletim diário com notícias do Brasil e do mundo.

Nesta data

Nesta data

2 de setembro

Em 1945 o Japão assina formalmente o tratado de rendição que dá fim à Segunda Guerra Mundial. Em 1968 o deputado Márcio Moreira Alves faz polêmico discurso...

Obituário

Obituário

José Saramago morre aos 87 anos

O escritor português morreu na Espanha.

Cotação

Cotação

 CompraVenda
Dólar Comercial1,73101,7330
Dólar Paralelo1,75001,8500
Euro (Dólar)1,28201,2810
Euro (Real)2,21902,2200
Atualizado 02/09/2010 15h45