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Ensino Superior

O que foi avaliado com o Enade?

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Triste Fim De Policarpo Quaresma, de Lima Barreto
O Caçador De Pipas“, de Hosseini Khaled
Educaçao Basica No Brasil“, de Ricardo Henriques. Leia a resenha


A prova do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) aplicada no último domingo, 8, abriu inúmeras discussões. A primeira delas é a própria estruturação do exame, que a partir deste ano é universal e não mais por amostragem. Segundo a legislação exposta na página do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), a avaliação agora é parte integrante dos cursos de graduação e a não realização da prova implica na retenção do diploma do aluno até que esta seja feita. Além da obrigatoriedade, o conteúdo das questões aplicadas este ano foi polêmico entre a classe acadêmica.

Enunciados de cunho político-partidário e críticas evidentes à imprensa causaram estranheza entre os universitários e educadores. Cerca de seis das dez perguntas de conhecimentos gerais aplicadas a todos os cursos, ou seja, a mais de 1 milhão de estudantes, faziam menção positiva ao governo e elogiavam iniciativas do atual presidente. A coordenadora de Educação da Universidade de Campinas (Unicamp) Maria Márcia Sigrist Malavasi lamenta a maneira como as perguntas foram elaboradas. “É muito negativo que em um ano antecedente às eleições este tipo de coisa aconteça. O governo usar um meio de avaliação para promover seus próprios programas é acima de tudo deseducativo”.

O aluno de Comunicação Social Ricardo Almada diz ter ficado surpreso com a situação da mídia no país. “É um desrespeito absoluto. A imprensa está totalmente estigmatizada e o profissional desvalorizado. Como pode uma prova federal dizer que ‘os jornais inventam fatos e manipulam notícias’ porque discordam do Lula? A prova foi uma campanha do PT disfarçada de avaliação do ensino superior”, diz. Para Malavasi, a situação é realmente alarmante. A educadora acredita em exames externos e concorda com a obrigatoriedade. Mas entende que o que acontece no Brasil com este tipo de prova não é o correto. “O governo tem legitimidade para realizar estes exames com o intuito de trazer melhorias para o ensino. Mas o país não realiza todo o processo. Paramos assim que detectamos o problema”.

A Une (União Nacional dos Estudantes) diz que o Enade trouxe muitos avanços na avaliação das instituições e do ensino superior, mas concorda com Malavasi, que diz que o governo não completa o processo, pois não traz nenhuma melhoria. A Une, ao contrário da professora, discorda absolutamente de a prova ser obrigatória, mas não apoia nenhum boicote ou manifestação contra o Enade. Por conta da obrigatoriedade, os graduandos que faltam à avaliação ficam cadastrados como “irregulares” e precisam justificar a falta. Os irregulares podem ser convocados para uma prova genérica no ano seguinte, ou esperar até a próxima convocação para o seu curso, que é feita trienalmente. O que significa que alunos concluintes que não realizam a prova podem ter o diploma retido por até três anos.

Na aplicação do exame neste ano também foi verificado que muitos universitários boicotam ou realizam a prova, que é parte de sua formação, de forma descompromissada. A educadora atribui esta falta de interesse dos estudantes à descrença do ensino no Brasil. “Anos e anos se passam e não vemos melhorias na educação brasileira. As provas que serviriam para trazer estas mudanças não funcionam plenamente, como é o caso do Enade. Mas se os alunos fizessem a sua parte, teriam todo o direito de cobrar medidas efetivas”, explica.

Além disso, algumas irregularidades foram constatadas. Na ocasião da descoberta de fraude no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) também houve denúncias a respeito do exame do ensino superior, como o O&N noticiou em 21 de outubro. No domingo de aplicação da prova, estudantes saíram antes do horário permitido com o caderno de questões. Jerônimo Calório Pinto integrante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB, diz ter recebido o caderno de um aluno apenas 15 minutos depois do início da prova, que começou às 13h. Só era permitido sair com o material após 16h.

Caro leitor,

O sistema de avaliação de ensino no país é eficiente?

Você acha correta a posição do governo de evidenciar seus programas e iniciativas em uma prova para estudantes de ensino superior?

Você concorda com a obrigatoriedade do exame para a conclusão do curso de graduação?

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

36 Opiniões

  1. linda susan de almeida araújo disse:

    Engraçado quando se avalia qualquer coisa no Brasil…os avaliados chiam,os avaliadores estão comprometidos com…os assuntos são falhos.Ou é falha da avaliação?
    Uma sociedade comprometida se auto avalia e corrige falhas se detectadas.
    Fazemos parte de uma sociedade comprometida ou somos comprometidos com ” uma sociedade”????
    Sempre quando é diagnosticado um problema é comum encontramos uma justificativa apontando erros de outro.O foco se perde, que é, uma vez diagnosticado o problema encontrarmos a solução.
    Porque será que temos tanto receio de avaliações?
    A avaliação está sempre sendo questionada, o problema é sempre responsabilidade do outro e aposta-se sempre no caos.
    Sempre tem alguém apostando que o outro vai se dar mal, como se, alunos,professores, instituições,governo e sociedade, não estivessem todos do mesmo lado e que a educação de qualidade é uma obrigação e um direito de todos.
    Se cumpríssemos cada um o que nos cabe de forma correta, a avaliação não seria necessária e se fosse não seria encarada como algo ruim e não seria usada como arma.

  2. Rosangela Friedrich Camara disse:

    O sistema de avaliação, em todos os níveis, é cada vez mais precário e ineficiente. Para que um Exame Nacional, se houvesse um maior rigor na concessão dos bacharelados e graduados?

    Quanto ao governo “usar”, em proveito próprio as questões propostas, é mais um dos absurdos da nossa frágil Educação. E os que elaboraram as provas, serem coniventes com esta atitude, é ainda mais grave.

    Como me referi acima, se o curso tivesse o conteúdo e a forma de avaliação adequados, não seria necessária a obrigatoriedade do exame de conclusão do curso de graduação.

    Uma avaliação deste tipo, deveria servir ao seu propósito primeiro, que era o de ter uma amostragem do ensino oferecido pelas diferentes universidades, para servir de referência ao estudante na hora de escolher aquela que pretendesse cursar.

    A seriedade na transmissão e recepção dos conhecimentos, nesta troca que acontece entre professor e aluno, deveria ser a base mais sólida da Educação. Assim, teríamos profissionais competentes, independentemente de Exames Nacionais para Avaliação.

  3. heliol disse:

    Um Enade que não trabalha mais com amostragem deixa de ser uma avaliação e se transforma em mais uma prova final para os estudantes. Essa idéia fica reforçada quando o aluno que falta ao exame tem o seu diploma retido, num flagrante desrespeito às universidades, a quem o governo avalia e delega esta missão. Se a Une representa os estudantes é de estranhar que não tenha feito com o fato um imenso protesto. O que foi avaliado com o Enade? Que tipo de avaliação terá o estudante quando levado a comentar textos que elogiam o governo e referem que a mídia inventa e manipula a notícia? É natural que o aluno tenha se sentido coagido. Esses textos configuram a citada manipulação. Espera-se de um texto oficial do governo expresse imparcialidade e respeito às profissões. O certo, talvez não o aconselhável, seria processar os que elaboraram as provas. Assim se comporta o governo, processa quem o critica. O ministério é reincidente. O mesmo trato desrespeitoso, informal e pouco sério foi dado ao exame do Enem que também não garantiu o sigilo das provas. Para mim o Enade está reprovado.

  4. WELLER MARCOS disse:

    Creio que toda iniciativa do Governo em ampliar a discussão, realizar pesquisas, avaliar resultados e, finalmente, decidir-se pela melhoria do ensino e da educação no Brasil é uma boa medida. Ao menos fica demonstrado o interesse pelo assunto. Essa questão de inserir na pesquisa informações de parte das suas próprias realizações também está correta. É uma oportunidade de dizer o que está fazendo para um imenso contingente de pessoas. E, nós temos o direito de saber o que faz o Governo com os recursos do Estado. Isso até evita o desencadeamento de campanhas publicitárias, montadas – estas sim com alta tecnologia de propaganda e custando milhões aos cofres públicos. Concordo com a obrigatoriedade para a conclusão do curso de graduação. Deveriam ser até mais rigorosos os tais exames, pois o que estamos querendo não é simplesmente diplomar pessoas, mas ter à disposição do País um número maior de mestres, doutores, profissionais com a melhor avaliação da formação e conhecimento possíveis. Finalmente, não apostaria ainda na boa qualidade da pesquisa em curso, sendo tão recente é passível de imperfeições – e isto é natural, pois ninguém faz o melhor no primeiro passo para uma caminhada. O importante é que tentamos acertar, buscando a construção de um País que pode e deve assumir o seu papel no conjunto das Nações. Antes de combater o ENADE vamos levar nossas sugestões para seu aperfeiçoamento. Cada um contribuindo com sua parcela, logo obterão resultados inesperados.
    Adios Muchachos

  5. Dorival Silva disse:

    Usar um exame desse tipo para fazer propaganda do governo é de uma ilegalidade infantil. Realmente o PT tem em seus quadros pessoas extremamente primárias.
    Fazer um exame de avaliação é bom, mas o sistema precisa ser melhorado.
    A obrigatoriedade é discutível.

  6. Claudia disse:

    O Enade é um exame muito importante para avaliar o ensino superior e não deveria ser usado para propaganda de partido.Considero um desrespeito com a educação e com os estudantes
    brasileiros.

  7. Aureliano disse:

    Penso que o sistema de avaliação do país é potencialmente eficiente, mas talvez a formação em nossas universidades é que não dê a continuidade necessária à este tipo de avaliação. Como alunos que são formados para dar conta apenas de alguns conteúdos referentes ao seu curso, conseguirão ser críticos com algumas coisa? Pode parecer injusto ou mesmo cruel, mas não tenho visto nenhum tipo de visão crítica em nossas pseudo-formações universitárias. Vale muito mais um diploma que “garantirá” um emprego do que um exercício de pensamento. Vendo um debate esta semana na MTV sobre o caso Geisy, um professor disse algo extremamente pertinente a este nosso debate: é impossível termos realmente uma formação quando universidades se estruturam como empreendedoras, ao invés de educadoras.
    Discordo de que a responsabilidade seja jogada toda no governo, pois criticar o Enade é muito mais fácil do que refletir sobre a formação e a universidade que se teve. Também discordo do governo supostamente fazer campanha partidária na prova do Enade, mas não deixo de dar um sorrisinho pela tentativa de colocar nossa linda e “isentíssima” imprensa em discussão.

  8. luiz antonio vieira barbi disse:

    ESTE E O BRASIL DA DUPILHA LULA-DILMA 2010!!! ENAD NADA DEMOCRATICO, IMPOSTO SOB SANCAO DE NAO SE RECEBER O DIPLOMA, PROPAGANDAS PARA O LULA, ETC…A DITADURA LULA-DILMA-PETISTA EM ACAO!!!

  9. JOSE GRANGEIRO SOBRINHO disse:

    O profissional recém-lançado no mercado de trabalho, tem sim que ser avaliado, agora, os métodos para essa avaliação, é que devem estar coerentes com o processo. Se realmente o que está sendo divulghado, for o que de fato aconteceu, é lamentável, e tem que ser revisto. Cabe ao MEC, se realmente de sua competência for, tomar as devidas precauções, para que fatos como estes não possam vir acontecer novamente, e tornar o resultado da avaliação, no mínimo suspeita. Ou seja, o organismo que avaliará, deva se posicionar na mais neutra posição que a ética permitir.

  10. Adilson disse:

    É importante, correto e necessário este modulo de avaliação. Porem neste pais, tudo que se elabora de bom e com boas intenções, mas que os nossos mendigos de gravata tenham acesso, acaba sendo utilizado para favoritismo de algum inescrupuloso. E neste caso não poderia ser diferente, lógico.
    Enquanto os cidadãos brasileiros estiverem sendo conduzido com o tapa olhos (acessório utilizado nos cavalos para enxergarem apenas onde se deseja) infelismente nada mudará.

  11. Fábio disse:

    Acredito que o sistema de avaliação de ensino no país seja eficiente sim, o problema é quando sai os resultados dessas avaliações.
    Cada vez mais o pessoal aprende menos, e isso é preocupante.
    Quanto ao governo exaltar alguns de seus programas, eu na posição de estudante e que também fiz a prova do Enade no último domingo acho ridículo isso, cheirou como uma forma de se auto promover, e dizer assim é bom, daquele outro modo não é.
    Eu concordo em partes acho que deveria ser realizado somente um exame ao final do curso, e não um no primeiro semestre e outro no último.
    E que a prova fosse realizada em um dia da semana e não no domingo as 13:00 da tarde como foi na última vez. E se tiver que ser no domingo que seja logo cedo.
    Teve uma menina que passou mal na classe por que não tinha almoçado.
    Muita gente considerou esta prova uma piada, além de perguntas envolvendo ações do governo, havia outras que não tinham muito a ver com o curso que a pessoa esta fazendo.
    Para a próxima prova, a mesma precisa ser bem mais elaborada e com questões ligadas à matéria e não ao governo.
    Abraços,

    Fábio Barbosa

  12. Osvaldo Gomes Bomfim disse:

    Tenho um amigo, que passou em primeiro lugar no concurso para Procurador Federal.

    No dia anterior à prova, meu amigo disse que tomou todas, inclusive, me falou que tomou um litro de WHISKIE Red Label e fez a prova, ainda de porre.

    Portanto o sistema de avaliação de ensino do país não é eficiente.

    Acho que o governo se aproveita as incrições, para depois fazer mala direta nas eleições e contratar cabos eleitorais.

    Este cadastro vale muito, imaginem se eu mandasse uma carta para cada aluno inscrito, para a Une (União Nacional dos Estudantes) pedindo apoio e participação na minha campanha? Quantos votos não renderia.

    Também não concordo com a obrigatoriedade do exame para a conclusão do curso de graduação.

    Não concordo, porque já houve fraude no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), desvios de provas e outras marcutáias, o sistema não é confiável. As perguntas de múltipla escolha, também dá margem para se chutar e qualquer alcoólatra pode tirar a nota máxima.

    Seria à favor se fosse uma prova educacional e se, antes da prova colocassem o “Lei Seca” nos colégios com bafômetro, campanha anti-drogas, distribuição de camisinhas, campanha contra o mosquito da Dengue. Se antes da prova, os professores ministrassem aulas e palestra preventiva contra o uso de “drogas” e de fizessem um trabalho de concientização das penas para aqueles que cometem crimes, para evitar que estudantes se transformem em “pequenos traficantes” e alertar o perigo da “drogas” principalmente para iniciantes e usuários de craque.

    Os estudantes sempre são alvos dos traficantes.

    Acho que o Enade deveria ministrar aulas de Educação Ambiental e preparar os professores das instituições e do ensino superior, ensinar “Como Fazer Educação Ambiental”, aplicando provas nos professores de todas as instituições do pa´ss, assim, teríamos avanços para avaliar as instituições na qualidade de ensino no Brasil.

    A Educação Ambiental é a base da restruturação da educação no Brasil, que vai transformar o comportamento humano dos professores e estudantes, ficando mais fácil a avaliação dos estabelecimentos de ensino.

    Osvaldo Gomes Bomfim é ambientalista, defensor da Mata Atlântica do Brasil, presidente da ONG DA MAÇÃ – Amigos do Meio Ambiente.
    Câmara de Educação Ambiental da ONG DA MAÇÃ.

  13. Mária S. Neves disse:

    Usar o Enade para se auto-elogiar é lamentável. Mas o que esperar de um Governo que diz aos jornalistas para irem às ruas ouvir apenas a opinião do povo, esquecendo as pautas? Não, não sou contra ouvir a opinião da população. O que me assusta é a sugestão de se esquecer a obrigação principal da imprensa que é discutir, questionar, confrontar (sempre) o que não está devidamente esclarecido. Para, assim, subsidiar a população de informações que nem sempre chegam a ela.
    Logicamente, se um repórter for às ruas ouvir o povo de baixa renda sobre se sua vida melhorou com o Bolsa Família ou o que pensa do espantoso projeto Bolsa Celular, boa parte irá dizer: “maravilhoso”. Porém, a classe média achatada (na qual me incluo), cada vez recebe menos e paga mais. Eu concordo que um Governo tenha o dever de oferecer tudo aos menos favorecidos, sim. Mas poupar muitas vezes os grandes, os ricos e poderosos e tirar apenas de nós, pobres mortais da classe média, nossa cota absurda de impostos abusivos? Não, definitivamente não.
    A imprensa manipula? Sim. A imprensa muitas vezes se vende e atende aos interesses de grupos poderosos? Sim. O problema é que se essa mesma imprensa estivesse dizendo amém para tudo o que o Governo faz, certamente o Sr. Lula diria que ela é muito eficaz.
    Quanto à prova do Enade, em primeiro lugar, discordo de sua obrigatoriedade, sob ameaça de reter o diploma. Essa medida é ditatorial, assim como o voto obrigatório. Segundo, para avaliar a qualidade das questões sem ter tido acesso a todas elas, só posso classificar de discutível, visto que algumas foram usadas para “falar bem do Governo”. Discordo totalmente do uso de tais provas como canal de divulgação das obras públicas, ainda mais em época pré-eleição.
    A iniciativa do Enad é boa. Acho louvável medir o conhecimento de nossos alunos para melhorar a qualidade de nosso ensino, mas será que é demais pedir que façamos a coisa certa, isenta e de forma responsável?

  14. kleber disse:

    A idéia inicial da avaliação é muito boa pois visa o controle do nivel de conhecimento passado aos estudantes, protegendo tantos estes que investem seus recursos para formação, quanto os futuros clietes desses proficionais;não cabendo no processo idéias estranhas a este ideal.

  15. ERICA disse:

    EM PARTES CONCORDO COM A OBRIGATORIEDADE, PORQUE SÓ ASSIM IRÁ TESTAR OS FUTUROS PROFISSIONAIS, MAS PARA ISSO ACONTECER AS QUESTÕES DEVERÁ SER ELABORADAS POR UM PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO, COM DEMOCRACIA OU SEJA SEM ENTERFERENCIA POLÍTICA.
    POR OUTRO LADO NÃO CONCORDO PORQUE VARIOS EXAMES JÁ FORAM REALIZADOS, COMO (SARESP, ENADE)E NADA MUDA NA EDUCAÇÃO. A EDUCAÇÃO ESTÁ CADA VEZ MAIS DESVALORIZADA ESTÃO QUERENDO FORMAR CIDADÕES ALIENADOS E NÃO DEMOCRATICO.

  16. Markut disse:

    O Enade nada mais é do que um grave sinalizador da situação do ensino, em nosso país.
    A simples obrigatoriedade já implica num poderoso fator coercitivo.
    É preciso desmascarar o aspecto maroto, dirigista, perigosamente demagógico,com que,consciente ou inconscientemente, o poder público tenta se apropriar das mentes em formação.
    Ao mesmo tempo, está se evitando de focar, com toda a luminosidade possivel, o âmago do problema, que é o ensino básico competente.
    Só teremos uma sociedade realmente democrática, quando, o quanto antes, as nossas crianças aprendam a ler, escrever e entender.
    É assim que Coreia do Sul e Irlanda conseguiram dar o gigantesco passo.
    O filme , já muitas visto, de jogar a culpa de tudo ao “inimigo externo”, é manjada técnica propagandística, com graves consequências para o desenvolvimento de uma sociedade consciente, ao invés de rebanhos obedientes e fanatizados.
    Dentre esses inimigos externos, a mídia é bode expiatório predileto dos caudilhos de plantão.
    Com todas as suas restrições e limitações,é de se perguntar o que é pior, para a sociedade: a liberdade de opinião , ou o amordaçamento de qualquer manifestação que contrarie os excusos interesses dos que se apossaram do poder?.
    E isso aconteceu na civilizada Alemanha e continua acontecendo na Coreia do Norte, em Cuba, na Venezuela,etc..
    Será o Granma um veículo informativo mais confiavel do que o New York Times?
    Veja-se a lição da História, ao longo do caminho já percorrido pela humanidade.
    Literatura esclarecedora não falta a respeito. Lembraria, por exemplo, “Massa e Poder” de Elias Canetti.
    É lamentavel que, num momento em que o país caminha para um papel de destaque, na comunidade internacional, estejamos ainda submetidos a uma cultura retrógada e oligárquica, que faz questão de manter o pé no freio do desenvolvimento.

  17. Bete disse:

    Sabemos que a educação está com problemas em todos os níveis, sendo necessária uma revolução, logo, avaliações são importantes como forma de diagnóstico já que as políticas educacionais criaram monstros como os ciclos, a aceleração, (com consequências nas universidades e nas milhares de faculdades particulares) que ao longo da última década fizeram um estrago de grandes proporções. Os novos e antigos profissionais devem passar por avaliações com certeza. Culpar professores já não é suficiente!

    No entanto, cabe ao estado “ORGANIZADOR” ser mais competente. Estão dando shows de desorganização com tantas falhas, vazamentos e inadequações tanto na elaboração como na distribuição das provas: (ENEM, SARESP e outras como o citado no artigo com relação ao Enade). Quanto a suposta propaganda política CONTIDAS NAS PROVAS,“o que não fere a Constituição é legal”, ou que sejam acionados os vigilantes da ética.

  18. Adolfo disse:

    Deve sim haver formas de avaliação dos cursos mas como confiar nesta do governo pois me parece tendensiosa. Além de promover uma prova o governo deveria garantir uma forma de melhoria dos cursos de pior avaliação. E a obrigatoriedade eu não concordo mas como no Brasil se não é obrigado o pessoal não faz ou não participa é preciso ser mantida. É igual ao exercito se não fosse obrigatorio seria muito dificil ter militares, assim aconteceria com a prova, ainda em se tratando de avaliação.

  19. Emilio Mendonça disse:

    O objetivo da avaliação é conhecer se as instituições de ensino superior estão promovendo a ciência ou se somente estão recebendo dinheiro sem se preocupar com a sofisticação dos processos produtivos assim como a qualificações técnicas para exercício da profissão. Sob este aspecto, deve-se aplicar, e com obrigatoriedade, já que do contrário seria ineficaz.
    Por óbvio que as perguntas devem se referir à técnica de cada curso, sem que se faça mençao a concordância ou nao da gestão governamental.
    Não estou dizendo que a imprensa é santa, claro, mas o governo, caso queira demonstrar suas políticas, que o faça por meio dos mesmos instrumentos de comunicação utilizado pela imprensa. É incabível que uma entidade acuse sem que esta acusação comporte defesa, esta é a verdade.
    Mas a finalidade da avaliação das instituições de ensino passa longe desse embate, não podendo ser maculada.
    Eficiente seria se atingisse esta finalidade, se desvirtuada, ineficiente será.

  20. Ritamaria Pereira disse:

    Por tudo isso, diríamos que o Enade não mede nada, é um e-nada. Temos uma crise nas avaliações educacionais, escândalos e denúnicas que também contribuem para a desconfiança sobre a lisura dos exames, conteúdos e preservação da igualdade para os que se submetem às provas.

  21. Lorena Morais disse:

    Realizei a prova do Enade achei o criério de avaliação injusto. Não que a prova seja difícil, pelo contrário, é de fácil compreensão. Porém ela torna-se cansativa ao longo da leitura e eu por exemplo senti dificuldades em responder algumas questões que nem assisti em sala ainda. Sem contar que a prova serviu para o 2º e o 7º semestre!
    Não acredito que esse sistema possa de fato avaliar o ensino superior no Brasil. principalmente por não ser levado tão a sério.
    Acredito que a prova poderia ter sido mais imparcial, senti na pele a questão política, que nesse caso deveria ser deixada de lado.
    Em suma, não é o Enade que vai dizer se estamos aptos a nos formar na graduação ou não.
    O governo deve pensar em outros critérios mais justos.

  22. Paulo disse:

    Perdi a prova e como vivemos num país democrático considero uma grande injustiça depois de 4 anos de estudos não poder pegar o meu diploma. É um absurdo.

  23. Lucia Q. disse:

    O que aconteceu e acontece em exames como o ENADE é um abuso de poder. As universidades são credenciadas pelo MEC para formar e diplomar seus alunos, não cabendo ingerência do Ministério neste ponto.

    É válido o governo querer avaliar o desempenho das universidades federais, já que são financiadas integralmente pelo MEC, mas não cabe tornar o exame obrigatório para as universidades particulares, inclusive com a retenção do diploma. Creio que qualquer juiz dará ganho de causa a quem entrar contra essa última medida.

    Além disso, usar uma prova universal para fazer propaganda das idéias e ações da presidência da República, de seu partido e seus candidatos é um acinte e um desrespeito ao aluno, às universidades e à população, que foi quem pagou a brincadeira com seus impostos. A lembrança do nazismo vem de fato à mente, como bem observou o Markut.

    Porém, como foi decretado que inexistem formadores de opinião, a propaganda e o desrespeito à nossa imprensa devem ter caído no vazio. Como, aliás, se observa em muitas das contribuições de jovens que fizeram o exame e que aqui deram suas opiniões.

  24. Benedito Lacerda disse:

    Pena que a Lucia Q. não escreveu mais cedo, a tempo de ser eleita uma das melhores cartas para ser votada. Sem dúvida foi a melhor!

  25. Átila disse:

    É a “Stasi” petista entrando em ação.

    A esquerda ditatorial, rale, vagabunda, quer ditar o modo de pensar, nao avaliar conhecimento. Eh gente rasteira, vagabunda mesmo. Mal intencionada, mediocre, revoltada.
    Onde anda a sociedade brasileira que nao ve isso ,tao claro as nossas vistas.

  26. Jose Luiz de Oliveira disse:

    Não, Não, Não o Governo não pode fazer politica com a esducação,eu fiz um representação junto ao Ministerio Publico Federal, para adiar a prova e abrir um investigação, simplesmente incaminhou para Brasilia, qual é a diferença entre ENEN E ENADE, nem uma por que as duas forão vendidas, comforme divulgou a midia nacional, infelismente o ” DINHEIRO COMPRA TUDO “

  27. welington disse:

    Não concordo com prova de ENADE em final de curso. No momento em que agente tá todo enrrolado tentando fazer a noite virar dia para terminar a monografia, tem que ir fazer prova do ENADE. Se fosse em príodo de férias tudo bem. mas em período letivo, Deus me livre.

  28. Kako Baldissera disse:

    fica complicado fazer ENAD quando a gente está no final do curso, a correria já é grande e se torna mais um compromisso, sou a favor sim, mas se fosse revisto alguns termos.

  29. Val disse:

    Eficiente não, porque tudo é um processo. Temos que admitir que o Brasil vem crescendo muito nos últimos anos, principalmente na educação.
    É correto MOSTRAR e AVALIAR esse processo, principalmente em avaliações, onde o estudante tem a oportunidade de contribuir no desenvolvimento e crescimento da educação no Brasil.
    Concordo com a obrigatoriedade do exame. É uma forma de avaliar se o estudante está apto para exercer uma profissão com responsabilidade e contribuir para um país melhor.E não apenas a busca de um diploma e de melhores salários.
    Quem vê essas iniciativas como propaganda política, deve rever seus conceitos e interpretações.
    O governo está de parabéns por mais um passo nesse processo.

  30. André Garcia disse:

    Não acredito que essa seja a melhor forma de se fazer propaganda política… Avaliar os programas socias é uma coisa, mostrá-los é outra completamente diferente. E tenho a plena convicção de que não era essa a intenção do Enade. Essa prova não tem o intuito de avaliar o aluno, se ele está ou não preparado para o mercado de trabalho. Essa tarefa é de inteira responsabilidade do concluinte, uma vez que o mais interessado em ser considerado capaz é ele. O exame avalia a instituição de ensino, como ela está preparando seus acadêmicos. Prova disso é o fato de alunos do primeiro período serem convocados. Penso que a obrigatoriedade desse exame deveria ser mantida, contudo um trabalho acerca dos resultados deveria ser feito de forma mais enérgica. Feita a avaliação, de posse dos resultados, as instituiçoes competentes buscariam melhorias no sistema educacional brasileiro. Senão, porque avaliar? E quanto à propaganda política feita nas questões do Enade desse ano, um processo administrativo deveria ser aberto para investigar isso. E se provada a intenção de se promover através iniciativas públicas, os envolvidos devem ser punidos, sob pena de mais uma vez acreditar que tudo é possível no Brasil.

  31. Claudia disse:

    NÃO CONCORDO COM A OBRIGATÓRIEDADE.
    Acho que o Enade deveria ministrar aulas de Educação Ambiental e preparar os professores das instituições e do ensino superior, ensinar “Como Fazer Educação Ambiental”, aplicando provas nos professores de todas as instituições do país, assim, teríamos avanços para avaliar as instituições na qualidade de ensino no Brasil.

    A Educação Ambiental é a base da restruturação da educação no Brasil, que vai transformar o comportamento humano dos professores e estudantes, ficando mais fácil a avaliação dos estabelecimentos de ensino.

    Fiz a prova num colégio cheio de mosquitos e uma semana depois estou com DENGUE.
    A quem devo reclamar por tudo que passei inclusive podendo estar com a dengue hemorragica.

  32. Cassius Corrêa de Oliveira disse:

    Não acredito que seja eficiente. Fiz o ENADE em 2005/2006. O que se concluiu? Que o nível de conhecimento dos alunos que estavam ingressando nas universidades era o mesmo dos que estavam saindo, porém, os primeiros com conhecimentos mais abrangentes (eu credito ao estudo para vestibulares) e os últimos conhecimentos mais específicos, que, a meu ver, não foi um conhecimento agregado, mas sim trocado. Assim, fica fácil dizer que quem sai de uma engenharia sabe mais do que quem entrou. Ou algum calouro alguma vez fez um cálculo de integral no colégio?

    Quanto ao governo, sem comentários. É difícil aceitar que mais da metade dos eleitores não enxerguem a campanha que o atual governo está fazendo desde que ingressou ainda na 1a eleição. Um presidente que brada que “tem que fazer isso” e não faz nada tendo a máquina em suas mãos, não é um líder digno de consideração. O envolvimento no ENADE é apenas mais uma forma de campanha, cada vez mais descarada, desta vez intentando que os mais cultos também aceitem a idéia que a população vendida já aderiu.

    Por último, acho que se for feito um exame decente, que realmente tenha intenções de avaliação e avalie de forma correta, dever-se-ia tornar obrigatório para acompanhar a evolução e nivelamento dos cursos, mas claro que em um período que não interferisse em estágios, tcc’s, provas, etc. Como no início do último semestre dos cursos.

  33. Ana D'Oliveira disse:

    As provas do ENAD aplicadas este ano 2009, não servem para avaliar nada, tentaram enfiar goela a baixo propaganda favorável ao atual governo, acredito que o tiro saiu pela culatra, afinal quem estava ali para fazer a prova eram pessoas esclarecidas, que logicamente perceberam o “golpe” e não aprovaram. O Brasil precisa aprender a ser sério, nós exigimos isso. Não somos palhacos.

  34. JESSIKA disse:

    o enade apenas é um exame de nos mostra a clara competitividade entre as instituções de ensino superior,que deveriam se preocupar com a qualidade, com a produção critica e formaçao de novos mestres. Mas nao, estas universidades passam a ser avaliadas como empresas, uma vez que quanto mais se produz mas forte ela é, independente da qualidade de tais produções.A educação não deve ser vista como uma mercadoria, uma produção qualquer de uma empresa privada ou estatal, mas como a melhor e mais importante arma critica e revolucionaria, pois a educação nos liberta e nos faz observa as contrad~ições em nossa sociedade. Devemos ser seres pensantes, e nao apenas tecnicos ou aprendizes de dogmas acabados.

  35. Elis de Oliveira disse:

    Tendo em vista, que a Constituição da Republica determina ao Estado o dever de fiscalizar a qualidade do Ensino Superio, concordo plenamente com a aplicação da prova do ENADE, que tem como objetivo avaliar todo conteúdo pedagógico da Instituição de Ensino Superior, uma vez que a mesma tem autonomia delegada pelo Estado para a graduação profissional com qualidade do educando, sendo assim o seu dever de fiscalizá-las, Ressalta-se ainda que essa fiscalização é de competência absoluta e exclusiva do Poder Público não sendo delegada a qualquer outro órgão, portanto está na ora do Poder Público Federal acabar com a prova da Ordem dos Advogados e assumir o seu dever Constitucional, ora com vem fazendo através do ENADE, só falta é extinguir com tal prova.

  36. Carlos Cristiano do Rêgo Raiol disse:

    Muito interessante o artigo pena que esta seja a realidade.

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