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Policial brinca com menino na Cidade de Deus
Tendências e Debates

Pacificação das favelas: garantia de direitos?

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fonte | A A A

Comente hoje nesta matéria e participe da Promoção Sexta-feira Premiada, que nesta edição oferece os seguintes livros:

A Traiçao Das Elegante


Rota 66 – A Historia Da Policia Que Mata, de Caco Barcellos
Falcão – Meninos Do Trafico, de Celso Athayde
Abusado – O Dono Do Morro Dona Marta
, de Caco Barcellos


A Polícia Militar e o governo do estado do Rio de Janeiro já decretaram. “Viemos para ficar.” Mas ainda há estranheza da sociedade sobre o projeto de pacificação nas favelas da capital do estado. A relação entre os moradores dos morros com a polícia sempre foi dificultada pelos benefícios e laços que eles mantinham com os traficantes, mas isso pode estar mudando.

O crime organizado há décadas dominou estes locais e o poder público nunca conseguia agir de maneira eficiente para combatê-lo. “Algo tinha de ser feito para que as comunidades vissem como é a vida sem o tráfico de drogas e o poder paralelo”, observa o sociólogo Guilherme Carvalhido. Mas, para a polícia se estabelecer na favela, precisou da ajuda da prefeitura e do governo, como explica o Coronel José Vieira de Carvalho, responsável pela operação nos morros cariocas: “Se não houvesse integração com estas duas esferas de governo, o trabalho não seria possível.”

De acordo com o coronel, o trabalho foi viabilizado graças ao benefício social que o governo leva às comunidades. “Se os moradores não tivessem algo a ganhar com a operação, nós não seríamos aceitos. As pessoas querem ter acesso a direitos básicos como luz, água, segurança. A Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) instaladas nos morros é apenas o cumprimento de um direito delas.”.

A pacificação dos morros começa com repressão ao crime, a retirada dos traficantes e o fim dos pontos de distribuição de drogas, feito pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). As UPPs são inauguradas na segunda fase, a de estabilização do lugar. Policiais especialmente preparados para a operação ocupam os morros e, paralelamente, começam a ser prestados serviços de assistência social, saúde, implantação de creches e escolas, que são oferecidos pelo governo ou pela prefeitura. “A Polícia está presente para, claro, eliminar qualquer tipo de resistência, mas principalmente para prevenir o crime. É nesse momento em que a cooperação da comunidade é fundamental.”

Mas, para que haja esta cooperação, a polícia ainda precisa mudar a imagem negativa junto aos moradores. O sociólogo Guilherme Carvalhido ressalta que é necessário que a operação seja realizada de maneira coordenada, a fim de respeitar a cultura local. Já Marcos Bretas, pesquisador do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da UFRJ, lembra que há diferentes interesses nesta relação e que é preciso ajustar estas tensões. “É uma nova realidade, permeada por novas negociações sociais e interesses. Os arranjos de poder são diferentes, pois há outras vozes, da comunidade e da polícia.”

Carvalhido, Bretas e o coronel Carvalho concordam que para dar certo é necessário que a população abrace a iniciativa. Bretas assinala que o foco principal desta operação deve ser a presença, já que esta é a primeira vez que o poder público atinge estes locais. “A presença torna mais viável a concessão de direitos. A mudança mais rica é que a polícia entrou e ficou para reduzir o conflito e as tensões sociais. Isso é o que mudou efetivamente.”

Veja abaixo depoimento de policiais:

Caro leitor,

Você concorda que, para as favelas serem pacificadas, os moradores precisam cooperar com a operação?

Você acha que a pacificação está garantindo o cumprimento de alguns direitos dessa população?

Você acha que a pacificação irá mudar a imagem da polícia?

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  1. augusto disse:

    Como assim? Enquanto esse policial dá presente prum menino de rua na frente das câmeras, outros 10 pivete de rua morrem nas caladas toda noite.
    A polícia continua matando gente inocente por todo lugar, o problema está na sua conduta e objetivo, que são obscurecidos, e pelo fato de ser apenas um braço liso do governo, um simples instrumento, usado pelos os governantes aliados aos empresários, para controlar economicamente cada vez mais a cidade do rio de janeiro. Toda essa história de copa do mundo sim é uma trama maligna, para o domínio cruel e massacrante do povo brasileiro, tornando o rio de janeiro uma cidade mais difícil de se morar, acabando com a população das favelas, e enchendo os bolsos dos grandes pilantras do brasil, classe política facilmente manipulada, por poucos milhões vendem até a alama do povo.

  2. Jorge A. Barbosa disse:

    A favela.
    Quando eu ouvia falar este nome, pensava que se trata de um bairro formado de pessoas pobres, e que moravam de forma subumana, em barracos e dividem espaços com a marginalidade.
    Hoje melhor entendo que favela é um estado de ser e estar que pode se encontrado ate em bairros nobres, favela é um ser humano que não tem coragem de chorar quando sofre ou de rir quando acha algo engraçado.
    Favela é um estado d álma que pode existir em qualquer classe social, vira favela toda mente que fundamenta seus princípios no ter nunca nos er, vira uma favela uma família que não se ajuda, e que vivem por viver.
    Vira favela qualquer casa de luxo que não estabelece seus costumes e proceder em uma conduta ética onde o respeito mutuo deixa de existir.
    Vira favela quando baseamos nossas conquistas em mentiras, e quando nos sentimos indefesos diante da injustiça cometida contra nosso semelhante.
    A favela esta em todo lugar, ate nos mais luxuosos espaços, o que nos falta e coragem pára aceitar a favela como uma realidade de grande parte da sociedade brasileira.
    Texto de Jorge Barbosa

  3. jéssica disse:

    Eu queria saber em que dia vai ser a upp na favela do caju parque alegria

  4. edir disse:

    Concordo, com as unidades pacificadoras e para melhorar mais ainda a segurança devem ser punidos exemplarmente os policiais da banda podre, os que vendem armas,munições para os traficantes.

  5. Cleber Galdino disse:

    Ora,nada do que se tornou o RJ é culpa da população carente do morro, mas dos clientes do tráfico, que em sua quase totalidade mora no asfalto. Ou a oferta existe sem a procura?

  6. Fabio Henrique Elorza disse:

    A iniciativa das UPP’s é magnífica e deveria ter sido tomada à muito tempo; mas há dois pontos que eu quero destacar:

    1) Não basta ser uma política pontual, é necessário que seja uma política de Estado, ou seja, algo que perdurará independentemente da orientação ideológica ou da política de segurança pública dos futuros governos estaduais. O que acontece neste país, notadamente nos governos estaduais, é que as gestões estaduais e municipais descontinuam as políticas públicas implementadas pelas gestões anteriores, na ânsia de imprimir sua “própria marca” e de anular ou eclipsar os feitos da gestão anterior.
    Tal “egoísmo”, ranço do nosso partidarismo arcaico e provinciano, impede que boas políticas perdurem, por pura falta de visão de ESTADO, ou visão de longo prazo, de construir uma verdadeira nação. A mentalidade da guerra fria perdura: se eu sou liberal (direita), vou anular os feitos da gestão anterior de esquerda, e vice-versa…
    Neste aspecto, o governo Lula foi lúcido ao suplantar este provincianismo partidário e manter a orientação econômica do governo FHC.
    Portanto, para o bem do Rio de Janeiro e do Brasil, torçamos para que a estratégia das UPP’s permaneça sendo implementada nos próximos governos do modo como está sendo feito hoje, de forma gradual e planejada, pois caso torne-se uma política populista e de angariamento de votos, levará poucos anos para tornar-se ineficaz e corrompida; e se aplicada de forma apressada e sem planejamento, a longo prazo transforma-se-á na versão estatal das milícias, ou mesmo do tráfico.

    2) O outro ponto a destacar: é necessário uma mudança de mentalidade, por parte da nossa intelectualidade, com relação a sua postura diante do crime, e principalmente com o criminoso.
    Para as cabeças pensantes do nosso país, o crime comum é o resultado de uma injustiça social, e o latrocida da esquina é um injustiçado social; portanto, ele é a vítima, e nós somos os culpados! Se vc morrer porque tem um carro que o “excluído” não tem, em última instância, a culpa foi sua, seu burguês explorador…
    Os nossos padres, sociólogos, juristas, psicólogos, filósofos, estudantes de direito e afins, percebem a realidade social de uma maneira bem diferente de quem de fato são as maiores vítimas da violência: os trabalhadores pobres das periferias. Os primeiros, do alto das suas cátedras, ou das suas salas com ar-condicionado, vivem uma realidade muito distinta de quem tem que acordar às quatro da manhã para pegar o trem lotado, chegar a noite cansado e levar o dinheiro do ladrão sem falta, pois se for abordado e não tiver nada, poderá morrer…
    Para estes, o salário suado no final do mês não é garantido que poderá ser gasto, pois poderá ser roubado no dia do pagamento, na “saidinha de banco”, ou nos feriados nacionais, dia dos indultos…
    Já a citada intelectualidade, faz protesto e barulho para garantir melhores condições aos presos, liberação da maconha, polícia fora do campus da USP e PUC (em SP), direitos dos manos, digo, humanos, e ficam histéricos diante de qualquer menção à proposta de redução da maioridade penal, adequação da legislação penal à realidade brutal da violência brasileira ou rediscussão da eficácia das medidas previstas no ECA.
    Esse pessoal pensa que vivemos uma realidade de Suécia, mas se morassem um mês na “quebrada”, mas lá na “quebrada” mesmo, onde a zona urbana se transforma em zona rural, onde as ruas são de terra, a escuridão impera à noite e a impunidade diuturnamente, onde os estupros são agendados e a vítima ou sua família avisada que vai “rodar”, pelo próprio “excluído”, onde não há escola, hospital e creche, e o único serviço público que funciona, ainda que a posteriori, é o “190″, então veriam que vivemos uma realidade de Ruanda, ou de Colômbia a dez anos atrás, e não de Escandinávia…
    O criminoso sempre será incentivado, enquanto for mimado e romantizado por essa intelectualidade míope, totalmente fora da realidade, mas que impõe a sua visão às políticas públicas desse país, e transformam em legislação a sua utopia humanitária, achando que vivemos uma realidade de civilidade, e a brutalidade, impunidade e cultura da criminalidade são vistas como conseqüência, e não como causa da violência.
    Se exclusão social fosse a causa primeira da criminalidade, não haveria catadores de papelão, e esses “otários” que são como bestas humanas a puxar carroças, em troca de centavos, seriam todos bandidos; me referi a esses verdadeiros excluídos como “otários”, porque são assim que são enxergados pelos “manos” (desculpem sociólogos, pelos excluídos) e indiretamente também assim acabam sendo classificados pelo Estado brasileiro, pois o preso, que não trabalha e nem acorda cedo, come muito melhor que a maioria da população de “otários” (trabalhadores) brasileiros; e comparado com as sobras que come um catador de papelão, o preso é um príncipe. (já comi pastelzinho de frango servido com chá da tarde às presas do presídio feminino que ainda existe no Carandirú: é digno de lanchonete chique em shopping de Zona Sul de São Paulo ou Rio).
    Por fim, já li os dois livros de Caco Barcelos apresentados acima para sorteio, e eles são a melhor expressão do culto ao criminoso, da romantização da bestialidade do tráfico de drogas como uma conseqüência da revolta e exclusão dos seus agentes…

    Sr. Caco Barcelos, se ler isto, saiba que o morro Dona Marta está bem melhor hoje do que nos tempos de Juliano VP, ou os seus antecessores…

    Ps- assistam ao filme “ultima parada, 174″ (visão romântica de Sandro do Nascimento) e comparem com as imagens reais do seqüestro (mundo real).

  7. rosa tereza rodrigues disse:

    Bom dia…Eu sabia,msmo estando aqui em Minas Gerais,que este trabalho de PACIFICACÁO DAS FAVELAS iria alcAncar os seu objetivos, Gracas a Deus.Oramos muito para isso.O que ainda me deixa muito mais admirada E FELIZ, é saber que policiais assim táo jovens como estes do vídeo acima, empanhados com tanto amor nesta causa, DANDO EXEMPLO DE DIGNIDADE……Amor gera amor e isso é indiscutível. Estamos todos …..BRASIL……. orgulhosos de termos daqui para frente um RIO DE JANEIRO de muita paz e ordem.Meu muito obrigada primeiramente a DEUS ea todos voces que estáo empenhados nesta causa táo nobre…RESGATAR A DIGNIDADE DO CIDADÁO, QUE NÁO MAIS TINHA QUALQUER PERSECTIVA DE LIBERDADE VERDADEIRA. Abraco.

  8. Marcos disse:

    Infelizmente, o povo carioca vem sofrendo há anos, com sucessivos governantes que não dão à população honesta um mínimo de segurança. Para quem votou em Garotinho e Rosinha, esperar o quê???
    Sérgio Cabral é apenas o prosseguimento do governo dos Molekinhos… não mudou nada.
    Em dezembro de 2000, Garotinho retirou dos contracheques dos bombeiros reformados por invalidez os triênios – algo na casa de 50 por cento dos vencimentos.
    São homens que, outrora heróis, atualmente não podem fazer nada por si mesmos. Sérgio Cabral prometeu voltar a pagar – não cumpriu.
    Em 2004, houve a tão sonhada LEI DAS PROMOÇÕES, que está em vigor no site da Alerj, mas na prática não foi respeitada até hoje.
    Um PM do Rio ganha 800 reais (isso mesmo, oitocentos reais) por mês, e alguns têm a famigerada “Bolsa-isso, bolsa-aquilo”, uma esmola que o governo dá para calar a boca dos policiais.
    Claro que os governadores não gostam de polícia. E quem não gosta de polícia é o quê?
    Com o salário de fome, sem perspectiva, sem aparelhamento necessário, quem pode garantir a segurança pública?
    E agora, para piorar a situação, aí vem a eleição… em quem votar, carioca???
    O futuro do Estado, do Brasil, depende de escolhas conscientes – coisa que o carioca, por várias vezes, já mostrou não conhecer.
    INFELIZMENTE!

  9. Talio disse:

    O problema das favelas é muito mais complexo do que parece, o Estado foi omisso quando os morros começaram a ser ocupados pela população de baixa renda, primeiro os escravos libertos e seus filhos, depois os imigrantes retirantes da seca nordestina.
    Já se tentou remanejar esses morardores de áreas de risco para projetos habitacinais na periferia, mas eles recebiam, vendiam e voltavam pro morro, pras favelas.
    Para a operação a ser implantada nos moldes do que foi feito recentemente no Haiti dar certo, é necessário que a polícia readquira a confiança daqueles que não estão envolvidos diretamente com o tráfico, que os cabeças do tráfico sejam presos, que a população sinta que se colaborar com o Estado estará amparada por ele com mais segurança, saúde, lazer e educação.
    Se os morros fossem de propriedade das forças armadas, seria mais fácil uma desapropriação, como não é, a única saída é transformar as favelas em bairros com ruas largas e casas numeradas mudando primeiramente os nomes daquelas que lembrem a violência, acesso por portarias controladas como um condomínio fechado e moradores cadastrados, aparelhamento com quartéis e DP’s, escolas públicas com administração local, quadras de esporte e lazer, etc…
    O Estado poderia aproveitar a Olimpíada e criar um projeto para descobrir talentos entre os jovens das comunidades.

  10. Allan Deon disse:

    As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) são uma oportunidade, primeiro para levar o poder publico até o local de sua instalação, sendo essa experiência de grande valia, pois há tempos que o Estado não aparece nas favelas. Segundo porque podem constituir a frente de projetos valiosos a população, incluindo escolas, postos de saúde, cursos de capacitação, áreas de lazer e convívio social.
    Isso porque a policia não resolve mazelas sociais, mas auxilia na introdução de políticas estratégicas para a melhoria de vida da população de zonas criticas, onde o alto índice de crimes deve-se principalmente a ausência de uma perspectiva de emprego, moradia, educação, saúde publica, ou seja, o crime acontece principalmente onde não há um estado de direito estabelecido. E não mais do que na hora de estabelecê-lo.
    Por mais que parece irrisório e difícil de acreditar é preciso pensar dentro das favelas é possível implantar programas de inclusão e de dignidade, e as UPPs representam uma oportunidade para isso acontecer. E isso requer que se leve em consideração as peculiaridades e a cultura dos moradores, e que se implante políticas de defesa das suas manifestações, das suas festas, e de seus costumes. Assim manifestações como o funk e seus bailes, o hip hop e seus estilos, devem ser respeitados e resguardados, pois de nada serve uma política que não se identifique com seu alvo.
    Além, é claro, de levar às favelas unidades de produção de bens, que melhor se adaptarem ao local, para que haja a inclusão dos moradores também no setor produtivo.
    Todas as medidas apresentadas visam a melhoria de vida dos moradores, e mesmo parecendo distantes da realidade não significa que não possam vir a ser. Um homem de estado precisa pensar assim, pois há em suas mãos o poder, que deve ser usado com os fins pelo qual foi instituído.
    Fica uma sugestão aos nossos governantes.

  11. REDAÇÃO disse:

    Prezado Thiago
    Não guardamos as cartas não aproveitadas. As razões para não publicarmos cartas geralmente são:
    - Excesso de erros de português
    - Conteúdo agressivo ou ofensivo
    - Não traz uma contribuição inteligente ao assunto.

  12. Thiago Teixeira disse:

    Gostaria de saber porque a minha opinião não foi aceita. Obrigado.

    O conceito de Unidade de Polícia Pacificadora é, no mínimo, risível, se analisarmos o fato de que a ação reflete a disseminação de uma proposta discriminatória, já que aponta a favela como o foco dos problemas da sociedade. Não há a necessidade de paz e não há somente a incidência de guerra urbana nas favelas e adjacências, mas em toda a cidade. Sim, a comercialização das drogas e seus efeitos aumentam o risco de violência, mas é de conhecimento público que essas favelas não são auto suficientes quanto a questão do plantio e fabricação das drogas, logo, devemos concordar que estas são importadas com facilitação política e da polícia, o que qualifica a favela como apenas uma franquia da gigantesca indústria das drogas. Como diria a música, comprar drogas por aqui é mais fácil que comprar pão, já que a encontramos não somente no alto do morro, mas em pequenos traficantes, membros da burguesia, que circulam pelas casas de show mais badaladas da cidade, nas universidades públicas e particulares ou em qualquer outro lugar frequentado por qualquer uma das classes da sociedade. Logo, por que não implantar uma UPP na PUC, no Vivo Rio, ou no Arpoador, que bem como as favelas, não passam de franquias? Sim, a UPP pode reduzir a violência na favela e nas redondezas, mas há dois pontos fundamentais para o sucesso da missão: 1.Um bom preparo dos policiais responsáveis pela operação para que haja a implantação dos direitos e deveres dos cidadãos locais, respeitando-os; 2. A colaboração dos moradores da favela, que independe do primeiro fator. Esse segundo ponto é mais crítico, já que é utopia pensar que com o tráfico não há lei na favela, ao contrário, os traficantes respeitam os moradores, prezam por seus direitos e também cobram os seus deveres, e agem como os governantes deveriam agir, garantindo remédio, alimentação, botijões de gás ou qualquer item que falte aos mais necessitados. A UPP acaba também com os famosos bailes funk que ocorrem nessas favelas, o que gera também a não aceitação dos frequentadores quanto a estadia da polícia, que antes contentava-se com o “arrego” dado pelos traficantes para que a festa ocorresse “em paz”. Dentro dessa realidade, por que não lembrar que os traficantes garantiam aos moradores o que o verso pede: “A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte.”, posto isto, a aceitação da UPP jamais será unânime nas favelas, o que pode comprometer o objetivo da operação que é a pacificação local, a repressão da comercialização das drogas e a melhoria da manchada imagem da polícia, que antes era vista como inimiga dos moradores ao invadirem as favelas desrespeitando-os. Sim, a implantação da Unidade Pacificadora é um bom projeto, mas não resolverá a guerra urbana no Rio de Janeiro, já que começou de maneira errônea e elitista, privilegiando as favelas da Zona Sul da cidade e não as mais críticas quanto a venda de drogas e a incidência de violência. não conseguirá dar fim a violência, posto que os bandidos somente transferem-se para outras favelas de mesmo cunho ideológico – sim, porque eles são unidos,são amigos dos amigos e por comandos, sejam eles vermelhos cor de sangue inocente, ou de terceiros, de interesse político, essencialmente – a fim de manter a comercialização do tráfico e o consequente panorama de violência urbana.

  13. Paulo-PI disse:

    Louvável trabalho, pena que com a promulgação da cartilha dos direitos humanos,logo logo veremos cair por terra todo esse esfôrço uma vez que a cartilha segue a orientação revolucionária onde criminalizar inocentes e blindar criminosos, minimizando ao máximo seus crimes.
    Utilizam a estratégia de corroer por dentro as instituições ditas burguesas da sociedade judaico-cristã que eles odeiam.
    Já está na hora da sociedade organizada acordar e se rebelar.

  14. Claudio Gambine disse:

    A policia pacificadora sem uma política pacificadora não existe. Medidas socioeconômicas tem de serem adotadas concomitantemente as medidas repressoras, contudo isso não garantira a “paz” na medida em que essa relação Estado-Comunidade não se complete com a inserção dos cidadãos dessas comunidades no ceio da sociedade. Parece redundante, mas não é melhorias temporárias e paliativas acabarão por colocar essas comunidades de novo na “marginalidade” não necessariamente o marginal “bandido” mas marginal por não ser inserida nessa mesma sociedade.
    Cabe observar de forma atenta que a política de “pacificação” está concentrada na Zona Sul e Zona Oeste (Barra da Tijuca) demonstrando que a intenção é melhorar a parte “rica” da cidade e empurrar para a Zona Norte e adjacências a marginalidade, repetindo um erro histórico e comum, quando se acredita que empurrar a comunidade mais carente para a periferia vai livrar a parte “nobre” dos problemas.São clássicos nesse exemplo as comunidades da Cidade de Deus e da Cidade Alta, oriundas de desocupações de comunidades da Zona Sul, esse conjuntos habitacionais (condomínios é politicamente correto) se transformaram em terra de ninguém esquecidos e abandonados a própia sorte. Hoje a Cidade de Deus passa por um processo de recuperação pois é moda (filme) e está no meio do caminho para a Barra da Tijuca (Zonas Nobre), enquanto isso sua co-irmã Cidade Alta continua no abandono.
    Essas políticas de ocupação em partes selecionadas da cidade vai surtir efeito até a Copa do Mundo e as Olimpíadas Acabarem depois não se sustentarão pois não atacam o todo só uma parte, reprimir o crime organizado tirando ele da visibilidade não é solução e disfarce.

  15. Pedro Brita disse:

    Ao ler as declarações expostas na reportagem fico pensando na hipocrisia desses caras da polícia. É surpreendente a cara de pau desses fulanos que não passam de gigolos dos criminosos e que depois pretendem passar para nós a aura de bons cidadãos. Vez ou outra fazem algo que nos surpreendem positivamente, mas é só um fato isolado.
    Em São Paulo quando houve as ações do PCC, em 2006, ou por aí, estava ocorrendo na verdade, pelo que se divulgou posteriormente na imprensa, por isso a preocupação em controlá-la, uma ação da polícia para extorquir mais dinheiro dos criminosos. Como eles não concordaram em pagar, então passaram a negociar de outra forma.
    Se observarmos, não consta que algum cidadão comum tenha sido assassinado nessas ações pontuais do PCC, apenas policiais. Caso tenha ocorrido a morte de algum cidadão comum podemos atribuir a “balas perdidas” da policia.
    Foi uma briga entre gangues rivais. De um lado a gangue oficial, denominada de policia, de outro lado a gangue extra-oficial, denominada de crime organizado, que de organizado nada tem, conta apenas com a omissão da sempre conivente, parceira, polícia. Duas faces da mesma moeda.
    Aqueles policiais que não são corruptos pecam pela conivência com o “sistema”, que é deles mesmo.
    A falta de vontade expressa nesse contexto policial está em que temos duas policias e ao mesmo tempo nenhuma. Uma compete com a outra na extorsão dos criminosos, e só faz aumentar o custo para os assaltantes e para a sociedade.
    Ter de sustentar duas amantes para qualquer um é demasiadamente dispendioso. Esse concubinato aumenta quando o judiciário entra em cena; é mais uma amante. É mais custo para nós, é mais assalto para pagar as amantes insaciáveis.
    Sinto pena dos criminosos, sustentar tão grande harém deve ocupar muito do tempo deles e enche-los de preocupação; comum aos cornudos. Sim, porque não se pode esperar por fidelidade nesse harém.
    Estou exagerando na crítica? É só reparar nos carrões e casões dos chefões desses caras da polícia. Precisam de CPMF para alcançá-los? Não, as nossas autoridades precisam de vergonha na cara. Mas essa mercadoria está muito rara, como esperar isso se os 40 (quarenta) ladrões envolvidos no mensalão do PT estão desfilando por aí, as malas, as meias e as cuecas recheadas de dinheiro, e agora novamente as mesmas cenas no mensalinho do DEM no DF, e o que dizer do mensalinho do PSDB mineiro? Portanto, como coibir as ações de marginais se além de tudo isso as mortes do Toninho do PT e a do Celso Daniel, também do PT, ainda carecem de respostas?
    Sinto muito, mas a pacificação aguardada não será a que desejamos e aguardamos. É tudo uma questão de propaganda, ou o que se acostuma dizer “Marketing Político”. Que nada tem deles. Mas é melhor do que “Mentira Oficial” ou “Propaganda para enganar Trouxas”.

  16. Glória Drummond disse:

    Direitos de quem? dos favelados, dos traficanes , da população vizinha ou da eleição de certos políticos?

    Primeiro, é preciso acabar com os políticos e policiais envolvidos no tráfico. O traficante não seria tão poderoso se não fora o apoio que recebe. Aqui e em outros países. Uma autê ntica máfia.

    Segundo, é preciso verificar se essa polícia que atua nas favelas, recebeu o devido treinamento ou se apenas tentam com essa estratégia atrair turistas , propiciar as Olímpiadas, tranquilizar os vizinhos das favelas, sempre atemorizados pelas balas perdidas.

    Na minha opinião, assim como as Forças Armadas agem no Haiti, já deveriam ter agido nas favelas, colocando ordem, paz social e banindo os traficantes. Mas, quando se fala nisto, o governo do Rio de Janeiro fica cheio de dedos e a guerrilha prossegue.

    As favelas proliferaram por falta de políticas públicas, à época em que os sambistas enalteceram um não sei quê de poesia que existia nos morros, cabrochas e violão. As favelas prosseguem em áreas de risco, deturpam o espaço geográfico e não têm as condições dos bairros. Mas, são bolsões de votos e todos os políticos contornam o incontornável, enquanto elas aumentam, simplesmente porque os moradores querem viver na Zona Sul e não a transferência para outro local mais digno.

    Minha opinião sobre o problema seria mais fundamentada , se eu tivesse feito um trabalho de campo in loco. Mas, o que sei é apenas via mídia.

    Quem precisa ser pacificada é a classe média brasileira que financia os arroubos salvacionistas dos políticos que caçam votos.Enquanto essa classe média, esprimida entre os carentes e os muito ricos, não reagir, como historicamente sempre reagiu, teremos poderosos traficantes, policiais e políticos que os apoiam e nenhuma política pública capaz de solucionar o problema (descriminalização do uso de drogas?).

    Além disso, o aumento populacional, embora se fale em envelhecimento da população, está a merecer atenção especial. Quem financia a explosão das barrigas, as moradias, as bolsas para tudo e até m ais do que um salário mínimo para preso que tem família é a classe média. Os ricos fazem seus lobbies ou estão n o poder.

  17. WELLER MARCOS disse:

    A medida parece ser um grande equívoco administrativo ou, simplesmente, uma jogada eleitoreira. Qualquer investimento que não contemple educação, organização política e social e oportunidades de trabalho serão apenas mais tiros no escuro fazendo novas vítimas pelas balas perdidas. Sendo sinceras as intenções melhor será agir com a lógica e a verdadeira responsabilidade.
    Adios Muchachos

  18. WELLER MARCOS disse:

    Miséria e violência são companheiras inseparáveis. Toda favela é um retrato da miséria, fatalmente será conduto da violência. Então, para eliminar a violência será preciso acabar com a miséria. No caso das favelas não resolve nada o paliativo da tentativa de humanização. Polícia não humaniza, reprime! Não há e nunca haverá confiabilidade plena na relação do cidadão marginalizado com o policial armado ou autorizado a agir para coibir as mazelas geradas com a degradação social. As duas forças antagônicas e incompatíveis não têm estrutura para modificar e mudar a situação deteriorada pelo vício e pelo interesse dos que se veem beneficiados com a proliferação da miséria, a progressão do favelamento. Não há vontade política para investimentos que possam cercear o que já foi institucionalizado: a putrefação social. Bem disse abaixo, “em seu comentário o senhor Milton:” Eu creio que no século XXI, em um país com as características nossas a existência de “favela” é um crime… Não há nenhuma razão para a existência de favelas, deveria o governo federal com apoio do Estado e município, iniciar uma retirada gradual dos morros concedendo aos seus habitantes condições habitacionais dignas de um ser humano.”
    A medida parece ser um grande equívoco administrativo ou, simplesmente, uma jogada eleitoreira. Qualquer investimento que não contemple educação, organização política e social e oportunidades de trabalho serão apenas mais um tiro escuro fazendo novas vítimas pelas balas perdidas. Sendo sinceras as intenções melhor será agir com a lógica e a verdadeira responsabilidade.
    Adios Muchachos

  19. Ralph teixeira disse:

    Finalmente uma ação promovida com inteligência e acertividade por parte de nossos governantes.

    Coisa rara de se ver, ainda mais no RJ, onde mirabolantes estratagemas, envolvendo dirigíveis vigilantes, chegaram a ser implementados, a um custo absurdo e efetividade duvidosa.

  20. MARIA NEUSA DOS SANTOS disse:

    Tudo passa por um único caminho: a educação.Se o indivíduo sabe dos seus direitos e deveres e aprende a exigí-los e a cumprí-los a sociedade caminha organizada. Isso leva a cooperação,a solidariedade, a cultura da paz.
    Mas, os governantes na sua maioria não nos querem esclarecidos. Eles nos querem uma massa homogênea ótima para ser moldada. Somos a “GENI” de que tanto falava o poeta – ” joga pedra na Geni, joga b… na Geni,éla é boa…” se não temos consciência de quem somos.

  21. Izaías Magalhães Quintana disse:

    É um direito do cidadão que precisa sim ser posto em prática, porém não é a solução, a Colombia é um bom exemplo a ser seguido com seu projeto de humanização das favelas,bibliotecas são ótimas fontes de lazer e educação,deveriam ser ponto de referência nestas comunidades.

  22. Dorly Neto disse:

    No livro Arte de Furtar, atribuído ao padre jesuíta Manuel da Costa, o quarto capítulo possui a seguinte afirmação: “Como os maiores ladrões são os que têm por ofício livrar-nos de outros ladrões.”.

    Infelizmente, essa é a imagem que insiste em permanecer de nossa força que está aqui para proteger e servir. Porém, a Polícia do Rio de Janeiro está tentando jogar por terra esse rótulo.

    É estritamente necessário o apoio da população nesse combate ao tráfico, pois eles serão os principais beneficiados e precisam estar cientes de tudo que está acontecendo, para não ser mais um projeto assistencialista, como nosso governo federal insiste em fazer.

    Com a pacificação, os direitos básicos de todo cidadão será garantido, e, com a melhoria da educação, poderemos vislumbrar um futuro melhor do que os dias atuais.

  23. Mayre disse:

    Não se pode esquecer que o tempo urge e que os compromissos assumidos , face aos eventos de 2014 e 2016, sugerem que se trata de uma imperdivel oportunidade de radicalizar a solução do problema.
    A grande sociedade, não só a dos morros, tem que se convencer de que a sua participação, cobrando a moralização do poder constituido é fundamental.

  24. Mayre disse:

    A presença da policia para preservar os direitos da sociedade é importante, mas não podemos deixar que valores inversos possam desmontar nossas famílias, para isso tem que haver também um trabalho de transformação cultural.
    Essas ações não irão mudar a imagem da policia que é estigmatizada,como toda profissão tem corruptos, como é o caso do Rio de Janeiro onde a polícia colabora com os armamentos, e a opressão a esse tipo de bandido pode melhorar a imagem da polícia, mas sempre que aparecer um policial bandido, todos carregarão este peso, mudar não muda melhora naquele local.

  25. Vera Luiza disse:

    para as favelas serem pacificadas, os moradores precisam cooperar com a operação sim, se eles querem realmente ter seus direitos como cidadãos, precisam cooperar atuar junto com o poder público nessa operação. A Democracia já diz que o Poder emena do Povo, então serã o povo que fortalecerá a ação do Pode Público na estratégia de pacificação das favelas.A Pacificação pode tornar mais acessível os serviços de assistência, saúde e educação à população e pode sim mudar a imagem da polícia, pois não existe só a polícia que mata,que reprime e que muitas vezes também se defende do grande poder que o tráfico exerce hoje nos morros e favelas. É uma iniciativa que deve ser levada a sério pela população, pela polícia para por fim ou no mínimo, enfraquecer o poderio do tráfico e da criminalidade.

  26. PAULO disse:

    Crime Organizado não é um termo para ser empregado como referência aos pobre coitados de 13 a 18 anos ( por que a maioria não passa dessa idade … ), na maioria pobre e viciado, que se associam para vender droga no varejo em favelas …
    Se realmente os Órgãos de Repressão se dedicassem a emfrentar o Crime Organizado não haveria nenhuma condição de existir drogas nas mãos desses vendedores varejistas ( assim fica melhor … )
    essa repressão é uma grande hipocrisia: por que ninguém fala nem vai atrás dos empresários, autoridades e políticos, que fazem as toneladas de quantidades de drogas serem transportadas com tranquilidade por todo o País …
    É triste essa realidade …
    E ninguém se iluda: a imprensa também tem muita culpa por não ter coragem de investigar os maiores criminosos …
    e ainda colaborar com o bobeirol do pensamento da sociedade, apresentando essas notícias bombásticas e de efeito ilusório, com essa pseudoseriedade !!!
    ” O BAGULHO É DOIDO: MEEEESSSMMMMOOOO !!!”

  27. valter zanim disse:

    na verdade o governo federal teve a oportunidade de criar um plano de seguraça publica mais nao e capaz fica fasendo propaganda para enganar o povo
    porque veja onde ele gasta o nosso dinheiro
    BOLSA BANDIDO
    Através da portaria nº350, de 30 de dezembro de 2009, passou a valer a partir de 1º de janeiro deste ano a determinação que prevê que todo presidiário com filhos tem uma bolsa para sustentar a família, dado pelo INSS, porque o recluso não pode trabalhar para sustentar os entes queridos. O chamado auxílio-reclusão é de R$ 798,30 enquanto que o salário mínimo é de pouco mais de R$ 510,00. O valor corresponde a média dos 80% maiores salário de contribuição do período contributivo a contar de junho de 1994. Para o segurado especial (trabalhador rural), o valor do auxílio-reclusão será de um salário-mínimo, se o mesmo não contribuiu facultativamente. ACORDA BRASIL

  28. Andinaidja disse:

    Acredito que para dar certo é necessario a colaboração de todos os envolvidos no processo.
    Com as favelas livre do dominio do trafico o governo consegue garantir direitos básicos de todo cidadão como saude, lazer e educação.
    Estabelecendo uma relação de confiança e respeito a polícia conseguirás modificar sua imagem diante da população.

  29. Renato disse:

    É interessante ouvir falar em pacificação na favela, mas é pura verdade… As favelas em São Paulo e Rio de Janeiro são dominadas por uma minoria de bandidos armados, traficantes que são guerrilheiros urbanos criados pela propria sociedade. A presença da policia para preservar os direitos da sociedade é importante, mas não podemos deixar que valores inversos possam desmontar nossas famílias, para isso tem que haver também um trabalho de transformação cultural.
    Essas ações não irão mudar a imagem da policia que é estigmatizada,como toda profissão tem corruptos, como é o caso do Rio de Janeiro onde a polícia colabora com os armamentos, e a opressão a esse tipo de bandido pode melhorar a imagem da polícia, mas sempre que aparecer um policial bandido, todos carregarão este peso, mudar não muda melhora naquele local.
    Mogi das Cruzes – São Paulo

  30. Pedro Nunes Carneiro disse:

    Nova Iguaçu, 22 de janeiro de 2010.

    Sem dúvidas, a participação dos moradores é fundamental, moradores conscientes e polícia integrada na comunidade.
    A pacificação trará cidadania para a comunidade, e, automaticamente mudará a imagem das favelas. Quanto a polícia, falta estrutura, incentivo financeiro, porque não adiante ser policial e não ter status de policial, ou seja, um salário digno, moradia, etc.

  31. Otacio de Andrade disse:

    Pacificação das favelas é uma forma eufêmica de se dizer POLICIAMANTO NAS RUAS. Toda esta violência nasceu, ou pelo menos explodiu, com o afastamento das polícias das Ruas. Os Governos neo-liberais, para não terem gasto público, era órdem, (o dinheiro era para sanear as empresas públicas e entregá-las ao mercado), BANERG e outras, preferiram liberar os policiais dos serviços de policiamento para fazerem bicos e assim poderem continuar ganhando apenas uma gorjeta por mês. Agora a mladragem tomou conta e o que sobra fica com as milícias. O Sr. Governador e o Sr. Prefeito devem estar constrangidos, pois, na época laureada da tal “glbalização chegando” AMBOS pertenciam aos partidos desta nova direita: PSDB e PFL, joje DEM. SEM FORTALECER O ESTADO NÃO TAEM SAIDA.Falta coragem de alguns, para, reconhecendo o fracasso dessa onada cínica e assasina, se reconciliarem com a população e voltarem aos caminhos que garatem EDUCAÇÃO, SAÚDE E SEGURANÇA, para todos os brasileiros.

  32. Markut disse:

    Trata-se de reverter um fato consumado por uma sucessão de descaminhos sociais, exacerbados por desastradas decisões políticas, consequência da lamentavel qualidade moral e cívica , comum, infelizmente, a toda a nossa classe política.
    A outra vertente do problema, esta inevitavel, é a singular situação geográfica, das favelas do Rio, pela sua proximidade entre o morro e o asfalto.
    As ainda tímidas providências que estão sendo tomadas, são suficientes para comprovar que o estado paralelo, instalado pela contravenção, pode e deve ser eliminado, em nome da preservação do estado de direito.
    São direitos que , até agora, foram negligenciados pelo poder constituido e que, sem surpresa, aplainaram o caminho da contravenção.
    Atrás disso tudo , nos defrontamos com a ainda poderosa cultura do descaso e corrupção, consequência, herdada de uma longa tradição de indevidos privilégios e impunidades dos detentores do poder formal e oficial.
    Descolar a coletividade dos morros da bandidagem significa uma relação com o poder constituido que, realmente, os convença de que só teriam a ganhar.Ficou claro, tambem, que só a reação violenta da polícia não vai resolver o problema, ainda mais considerando que essa ação tem se revelado com um poder de fogo inferior ao da bandidagem, fartamente alimentado pelos lucros da contravenção, com os seus canais de abastecimento de armas escancaradamento abertos ,via contrabandos,com alguns dos nossos paises vizinhos.
    Diante da realidade atual,essa retroação tem componentes sociais, urbanísticos e culturais, todos graves e prementes.
    Não se pode esquecer que o tempo urge e que os compromissos assumidos , face aos eventos de 2014 e 2016, sugerem que se trata de uma imperdivel oportunidade de radicalizar a solução do problema.
    A grande sociedade, não só a dos morros, tem que se convencer de que a sua participação, cobrando a moralização do poder constituido é fundamental.
    Para isso, estão aí as eleições de 2010, em que teria que ser combatida, a todo custo, a volta de mais dos mesmos representantes, cuja compostura cívica e moral , deixam muito a desejar.
    Teria que ser, mas não necessariamente será, enquanto o nivel de escolaridade e esclarecimento da massa eleitora permanecer nos atuais patamares de ignorância e desinformação.

  33. Ana Claudia Ferrira de Carvalho disse:

    A sociedade, especialmente a carioca vem vivenciando a violência há muitos anos. A idéia de uma polícia pacificadora traz mais tranquilidade a uma popu~lção que vem sendo reprimida pelos traficantes. Já que não se tem uma lei “enérgica” para esses bandidos, a polícia tem mostrado diariamente seu interesse em controlar esse aumento da criminalidade. Embora árduo e difícil, acredito que será um trabalho que trará uma resposta positiva para essa população que já não aguenta conviver com esses marginais.

  34. Vera Lucia disse:

    Perdemos muitas e muitas vidas, principalmente de jovens por causa das drogas… Deus abençoe este projeto; que não se perca mais tempo com discussões ESTÉREIS infindáveis!!!

  35. Milton Guedes Guimaraes disse:

    Eu creio que no século XXI, em um país com as caracteristicas nossas a existencia de “favela” é um crime. É colocar um “gueto” numa cidade e propiciar às quadrilhas um local idel para realizar seus crimes. O Rio de Janeiro, uma cidade belissima, poucas cidades têm morros e à vista de um litoral maravilhos, vive sob um conflito eterno.
    Não há nenhuma razão para a existencia de favelas, deveria o governo federal com apoio do Estado e municipio, inciar uma retirada gradual dos morros concedendo aos seus habitantes condiçoes habitacionais dignas de um ser humano. Sei que é um trabalho dificil, há muitos interesses contra essas medidas, mas terá que ser feita de uma forma ou de outra. Não adianta “pacificar” os morros, é uma ilusão, ali seráo gastos milhões de reais e nada mudará, pois outros governos virão e terão uma nova politica de segurança. Todas aqueles áreas ocupadas por “favelas” devem ser consideradas “áreas de presevação”. Hoje já existem milhões de pessoas morando em tais condições e amanhã serão dezenas de milhões.

  36. CELSO RODRIGO BRANICIO disse:

    Eu acredito que para as favelas do Rio ser pacificadas de fato é essencial a colaboração da população, afinal todo o projeto é voltado para melhoria de vida deles e para se evitar o retorno e domínio dos traficantes. É de fundamental importância a aceitação e colaboração da população para tornar realidade os objetivos traçados para a pacificação das favelas.

    Quanto ao cumprimento de alguns direitos, acredito que cumpri sim que pelo menos alguns estão sendo garantidos, mesmo porque se nenhum direito estivesse sendo restaurado pode ter certeza de que o projeto não vingaria, pois, os traficantes davam a comunidade exatamente àquilo em que o estado estava sendo omisso e para reverte o quadro, não bastaria apenas violência policial, é claro que como foi dito, numa primeira etapa, tem de haver a limpeza dos traficantes do local e para isto usam o BOPE, ou seja, a Tropa de Elite, depois numa segunda etapa aí sim é que a policia vem a fazer o trabalho de pacificação, apoio e segurança para a comunidade, mas só isso também não bastaria como foi dito no texto, pois, é necessário também a criação de escolas, creches, serviços de assistência social e médica, sem isto a população jamais seria convencida de que é melhor seguir o governo e as leis da sociedade do que os marginais.

    A imagem da policia foi de fato muito prejudicada, é uma policia que infelizmente tem uma banda podre e corrupta que faz acordos obscuros com os marginais, que faz chacinas, participa de milícias entre outros absurdos, mas boa parte ainda é honesta e são servidores públicos que honram a farda que veste, mas até este carecem de melhores equipamentos de serviço, treinamento e bons salários e diante de condições indignas de serviço e com os graves problemas sociais que redunda em mais violência social, faz com que estes também exagerem em execuções de marginais, em balas perdidas atingindo inocentes, e que tornou a policia do Rio uma das mais violentas do mundo e a que mais mata proporcionalmente junto com a Policia de São Paulo, estas ações é claro que vão ajudar a amenizar a imagem da polícia, principalmente junto às comunidades das favelas, mas neste caso para mudar de fato a imagem da polícia, precisarem de muito mais, como melhores salários, condições dignas de serviços, equipamentos e os governantes te de fazer uma política social ainda mais abrangente, além de melhorar a distribuição de renda, alfabetização da população e fazer com que os jovens que são a base do tráfico tenham perspectivas de futuro.

    A policia sendo mais bem paga, equipada e treinada e numa realidade de um povo educado e com perspectiva de uma vida descente e promissora principalmente para os jovens, certamente o trabalho será facilitado e estes profissionais poderão de fato exercer dignamente sua profissão e serem respeitados como merecem e colaborar muito mais e de forma harmônica com a população.