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Tendências e Debates

Palavra: um ser alado, maleável, nômade

| 2/01/2009 | Enviar | Imprimir | Comentários: 45 |
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"Sale", lemos em todas as vitrines do centro da cidade do Rio de
Janeiro. A arquitetura do período colonial, da sede do Império e, mais tarde, da capital da República, vive nas mesmas ruas.

Olhamos pra cima e nos deparamos com os escritos "Theatro Municipal". O futurista e o anacrônico se encontram nas placas, nas palavras. "O espaço é a acumulação desigual de tempos", disse o geógrafo Milton Santos.

A invasão da língua inglesa no Brasil, principalmente nos anos de
governo de Juscelino Kubitschek, aconteceu como a tempestade de francês que inundara o mundo décadas antes. Em breve, aprenderemos mandarim nos comerciais de televisão. Ao desembarcar no "novo mundo", os portugueses trouxeram sua língua, que facilmente se miscigenou com o tupi.

Em pouco tempo, a escravidão trouxe dialetos africanos que
aderiram à mistura. Hoje, temos uma língua única, diferente do
português falado em Angola, no Timor-Leste, em nossa ex-metrópole. A padronização proposta pela globalização, porém, faz os "shoppings" do mundo inteiro serem iguais. O império das marcas carrega consigo estrangeirismos desnecessários à língua auriverde. Devemos, certamente, dispensar a xenofobia. Nossa cultura tão rica, porém, deve ser preservada. E a língua reflete a cultura, a época, a sociedade.

De "vossa mercê" eram chamados os brasileiros no século dezesseis. Agora, somos "você"; mas não sem antes sermos "vosmicê". A língua evolui à medida que se modificam os costumes de seus falantes. Talvez o ideal seja, então, seguir os conselhos dos antropofagistas e "deglutir" as influências estrangeiras. Sem perder a veia nacionalista, que faz de nossa língua um elemento tão charmoso da cultura do pau-brasil. A "última flor do Lácio", pois, continua sendo única, sem ser inerte como seu pai, o Latim.

Caro leitor,

O que você acha da invasão no português por palavras americanas: sale, delivery, offroad, call center, target e tantas outras?

Você acha que deveria haver uma lei, como foi projeto de Aldo Rebelo, proibindo isso?

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45 opiniões para o artigo: Palavra: um ser alado, maleável, nômade

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Opinião de Guilherme Barros
Na data: 14 de janeiro de 2009 as 19:16

Acredito que a imigração das culturas, tradicionalmente, gera esse tipo de situação. Mas o comentário do Sr. Victor Klier foi fantástico: investimento em educação poderia diminuir, mas não cessar o que a tradição gera.

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Opinião de Victor Klier
Na data: 12 de janeiro de 2009 as 19:54

Muito adequado seu artigo, me identifiquei demais, pois há tempos que reparo e acompanho essa invasão de estrangeirismos e isso me incomoda tanto que já sinto alergia.

Claro que é comum assimilarmos palavra e termos, ou mesmo hábitos, vindos de fora, mas o que acontece, e o como acontece, hoje, chega a ser agressivo e diria até imoral.

Não sei se uma lei resolveria… Talvez se fosse só para o comércio, que é o que mais usa desta “estratégia”, mas realmente não sei se é lei que resolve…

Na dúvida, investir na educação e nos bons hábitos (como a leitura), seja em casa ou na escola, ainda é a melhor opção!

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Opinião de Guilher
Na data: 11 de janeiro de 2009 as 13:50

mas enfim…..bom texto

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Opinião de Guilher
Na data: 11 de janeiro de 2009 as 13:50

Acho apenas q todas as linguas evoluíram com pouca ou nenhuma intervenção direta dos homens(leis e coisas do tipo)….e o mundo dá certo assim….a americanização existe, e ela ñ é um fator ruim, somos brasileiros independentemente da lingua q falamos, até pq é capaz de ñ entendermos outro brasileiro por causa do sotaque diferente ou algo do genero, entaum ñ vou ser "menos brasileiro" ou desvalorizar minha lingua por falar em ingles certos momentos, afinal, atualmente é a lingua q domina o mundo, é uma necessidade pra uns. Entaum , acho q essa lei chegaria a prejudicar….a lingua tb evolui do usode estrangeirismos, vide o exemplo dos dialetos africanos e tupis na nossa lingua…e essa evolução tem q ser natural, uma lei está indo contra esas evolução

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Opinião de Eduardo Diniz
Na data: 10 de janeiro de 2009 as 23:31

Uma lei para proibir uso de palavras estrangeiras é forçado demais. Acho que existem limites, mas exito em dizer que uma lei resolveria. Até porque vamos encarar a realidade, lei por aqui não quer dizer muita coisa.
E quanto à uma mudança ortográfica, eu sou até a favor. Mas não como esta que foi proposta e aprovada. Infelizmente, essa reforma só complica o aprendizado da língua.

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Opinião de Filipe Santos
Na data: 8 de janeiro de 2009 as 17:58

Um belo artigo, afinal ate aonde deve ser aceitável a inclusão de palavras não portuguesas a nossa língua que é tão bela e rica em vocábulos. O português e uma língua de grande importância, sendo inclusive uma das línguas mais falada no mundo, e após a reforma ortográfica ira se tornar ainda mais forte. Todo brasileiro devia se perguntar: qual a importância do português dentro das outras línguas no mundo? Será que é delegada tamanha colocação de “abrasileiramentos” como aqui com as com as nossas “americanizações”? Todo falando de língua portuguesa tem o privilegio de poder usufruir de uma língua rara beleza, sendo assim deveria haver maior valorização do que é nosso, sem tentar buscar tantas expressões em outros idiomas, o que é desnecessário.

De um ponto de vista pessoal acho que não haveria de ter necessidade de estabelecer uma lei para proibição do uso de palavras americanas, essa atitude deveria partir de toda a população como forma não só de respeito por uma língua admirável, mas como demonstração de patriotismo.

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Opinião de Alex Assis
Na data: 7 de janeiro de 2009 as 20:50

Parabéns pelo texto.
Penso que não é "certo" impor uma lei que decepe o "estrangeirismo". Seria radical e acredito ainda sim, pouco eficiente.
Infelizmente, como já dito antes, o português como uma língua viva está sempre sujeito a mudanças.
A tendência atual de nossa língua é se adaptar de acordo com as demandas, sejam estas econômicas (e nesta faço alusão à reforma ortográfica) ou quaisquer outras.
Nos dias de nossos filhos contaremos histórias sobre o trema e o acento diferencial.

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Opinião de Idel Profeta Ribeiro
Na data: 7 de janeiro de 2009 as 13:15

Concordo em gênero, número e grau com o comentário do jornalista Sylvio Micelli. Aliás, recebi esta mensagem de um um amigo sindicalista que trabalha na Administração Municipal de São Paulo. Como outro dia, assisti ao programa da Federação na televisão aí, em São Paulo, senti orgulho de ser funcionário público e da brilhante representação que temos no Estado de São Paulo. Parabéns ao Sylvio, ao Manoel e todos que acreditam que outro mundo é possível. Felicidades e Feliz ano novo! Idel Profeta

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Opinião de Juliana Alcântara
Na data: 6 de janeiro de 2009 as 10:35

Acredito que os estrangerismos façam parte do processo natural de mudança de um idioma e que isso não deveria ser proibido ou limitado. Mas creio que eles têm que ser complementares e não substitutos. Tem que se deixar pra trás a idéia errada de que usá-los é elegante, é sinal de muito conhecimento. Esse é o maior problema. Não vejo mal algum em usá-los para palavras que ainda não temos nomenclatura na língua portuguesa, mas em outros casos acredito que sejam desnecessários. Elegante e inteligente é saber fazer bom uso da própria língua.

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Opinião de Daniel Rato
Na data: 6 de janeiro de 2009 as 0:51

Vou dar um "PAUSE" para parabenizar pelo artigo, sou brasileiro sim, e tenho o maior orgulho disso, e não concordo que roubem minhas origens, daquí a alguns anos meus netos não vão falar uma palavra se quer em portugês, alem do ingles agora temos o mandarim que está dominando o mundo, temos exemplos comuns no dia a dia como: a comida é light, o refrigerante é diet, você bebe um drink, promoção é sale, print, perdeu … é over, propaganda é outdoor, onde vamos parar?
Sou a favor sim … conte comigo. agora vou dar um "STOP".
Forte abraço

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Opinião de Railane Louven
Na data: 5 de janeiro de 2009 as 21:18

Sou muito nacionalista,e por isso concordo com o projeto de Aldo Rabelo proibindo essa invasão do portugues pelo estrangeirismo, pois acredito que a nossa cultura e a nossa gramatica,que uma mistura de povos e tradições distintos,é muito rica e deve ser conhecida e respeitada ,em primeiro lugar, pelos proprios brasileiros.

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Opinião de geronimo luz
Na data: 5 de janeiro de 2009 as 8:38

Deve haver sim uma lei que proteja a nossa língua portuguesa sim!

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Opinião de Tatiana Thaumaturgo
Na data: 4 de janeiro de 2009 as 19:20

Sou uma ultra nacionalista, portanto tudo o que disse concordo. é uma pena que a cultura e lingua norte americana consiga se inflitrar na nossa tao facilmente, e que assim deixemos. Porém, sei que assim tem sido durante toda a vida, grandes potencias se expandindo por todos os lados… mas estou tranquila que um dia nossa hora chegará. Não vejo grandes em problemas em "adicionar cultura", só desejo que não percamos a nossa!!

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Opinião de Henrique Louvem
Na data: 4 de janeiro de 2009 as 14:25

Belo texto!!! Mas acho que antes de preocupações com o estrangeirismo em nosso idioma, deveriamos nós preocupar com a péssima qualidade no ensino do português nas escolas do nosso país!!!! Além disso a nossa "midia global" contribui para o empobrecimento da nossa lingua. Agora com o esse "acordo" ortográfico a situação só vai piorar.

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Opinião de MARKUT
Na data: 4 de janeiro de 2009 as 12:18

Como diz a Heloisa, a línguagem é um organismo vivo. em constante transformação, em função dos eventos históricos que acompanham a saga da humanidade , no planeta, o que constitue, no meu entender, uma encantradora babel de línguas, dialetos e sotaques.
Trata-se , exatamente, do oposto da utopia da língua única, imaginada por Zamenhoff, através do seu Esperanto.
Não adianta querer engessar a língua, impondo regras que a própria dinâmica do evoluir da linguagem, quer no tempo, quer no espaço, se incumbirão de contradizer.
Uma coisa é estabelecer certas regras mínimas de uso e outra pretender uma padronização que seja válida para uma língua, como a nossa, que é praticada por nações com origens e posiçoes geográficas, as mais variadas.
Ao sr. Aldo Rabelo recomendaria uma visita ao Museu da Língua Portuguesa,aquí em São Paulo, e aproveitaria para lhe perguntar como faríamos para substituir a expressão "pen drive" ,esse horrivel extrangeirismo, por uma versão mais castiça em português.
Serviria, por acaso, "disco duro portatil"?

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Opinião de heloisa
Na data: 4 de janeiro de 2009 as 10:19

A língua é viva e independe dos nossos desejos. Nem sabemos se a reforma ortográfica terá sucesso. O gerundismo surgiu no Brasil por influência da língua inglesa. Quando vejo os franceses incorporando tantas palavras em ingles, sinto que protestos nesta direção são esforços vãos. O que precisamos fazer é melhorar as escolas para facilitar a comunicação. Sinto um grande prazer em ouvir o portugues lusitano, assim como adoro certas antiguidades de língua preservadas no Brasil como a palavra xícara. Mas não há como protestar se amanhã estivermos aqui "a tomar uma chávena de leite", ao invés de "estarmos tomando uma chícara" de café.

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Opinião de Guilherme Cintra
Na data: 4 de janeiro de 2009 as 3:44

Belo texto Tainá
a sua visão sobre a mutabilidade da língua é compatível com a minha já que também creio ser necessária uma constante evolução da língua
O problema não são os estrangeirismos recorrentes que adicionam mas em meu modo de ver o problema que enfrentamos atualmente não é de uma adição à nossa linguagem e sim de uma substituição que faz com que grande parte da população não sabia como o português correto é falado…ou alguém aqui nunca se deparou com exemplos de gerundismo (qualquer atendente de telemarketing nos provê dezenas de exemplos por ligação) sendo usados de modo absolutamente incorrreto e claramente importados da língua inglesa?
Ao faltarmos com a educação no país a população encontra-se à deriva em um oceano de influências que algumas vezes nada tem a acresentar

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Opinião de Antonio carlos Lemes
Na data: 3 de janeiro de 2009 as 23:07

Mas justamente agora bem no início de 2009 que acabaram de "promulgar" a reforma ortográfica da língua portuguesa que vem exigindo brasileiridade? Nossa língua não deveria mudar tanto assim, penso eu.

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Opinião de GEL SANTOS
Na data: 3 de janeiro de 2009 as 20:09

Primeiro os colonizadores a aprenderem as linguas dos donos da terra, os nativo que depois foram chamados de índios.Invadiram terras, estupraram; Proibiram esses habitantes de falarem a própria língua. Opressão e violência foram praticados em nome de uma superiodade. Tanta impunidade histórica o resultado foi esse cenário de subdesenvolvimento. Um País brasileiro dominado por estrangeiros. Sempre foi isso. Muita opressão e escravidão.

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Opinião de JANE MARINHO
Na data: 3 de janeiro de 2009 as 19:41

Parabéns Tainá,futura jornalista!! Você abordou um assunto onde a visão "americanizada" vem invadindo a nossa lingua… isso é porque deixamos isso acontecer…Já vi gente falar que é chique…rsss..rss.. Acho que chique é você escrever e falar a língua do seu país corretamente….O nosso povo precisa valorizar a língua portuguesa…..

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Opinião de Philipe Joriam
Na data: 3 de janeiro de 2009 as 19:17

Equilíbrio é a grande chave e o grande problema. Não devemos nos fechar às línguas estrangeiras, afinal, o português é uma compilação de outras línguas e dialetos. Também não podemos perder o que já criamos, ou seja, render sem resistência nosso idioma, a globalização, infelizmente, acaba levando para uma generalização com base na potência dominante (se não fossem os EUA, seria algum outro país ou grupo). O triste é que não existe especialista, fórmula ou resposta para o quanto devemos deixar o "alheio" penetrar e se misturar, ninguém sabe medir. Meus parabéns para a escritora, texto muito inteligente.

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Opinião de Renata Gaui
Na data: 3 de janeiro de 2009 as 19:12

Tainá, acredito que a proibiçao nao é o metodo mais eficaz de acabar com essa inclusao exagerada de termos estrangeiros em nosso cotidiano. Talvez se alguem tentasse um movimento cultural que de certa forma estimulasse o sentimento de patriotismo – que falta a parte da pop. brasileira – , a populaçao no geral passaria a comprar em "promoçoes", ir aos "centros comerciais", etc.
Porém, devemos obversar que com o avanço dos meios de comunicaçoes o controle sobre a "fronteira" entre o nacional e o estrangeiro se torna cada vez mais distorcida e indefinida.Nao apenas nos codigos(linguagem), mas também como nos costumes, construçoes, tecnologias e hábitos, entre outros.

Parabens pela excelente escrita!o texto ficou ótimo
=D

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Opinião de Otávio Domingues
Na data: 3 de janeiro de 2009 as 16:36

Acho que devemos evitar a pasteurização de todas as linguas, não só o portugues, pois como foi dito são fatores determinantes da cultura de um povo, porém temos que entender que é impossível impedir a evolução das linguas, portanto devemos aceitar essas linguas estrangeiras para que estas se misturem com a nossa e evoluam como sempre ocorreu e sempre ocorrera independente do que desejamos, mas é claro que isso não deve ser usado como desculpa para acabar com nossa identidade nacional, é preciso achar uma sintese de ambos os caminhos.

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Opinião de ceiça alles
Na data: 3 de janeiro de 2009 as 15:36

concordo com o Bruno, o Pedro, o Danilo… o artigo é excelente, pois mostra como a língua vai se construindo aos poucos, como palavras novas vão se agregando, outras modificando, grafias antigas permanecendo. é isto o que acontece com as línguas vivas e querer barrar o processo artificialmente não funciona. se tivermos mais uns mil anos de civilização, certamente nessa época os povos se entenderão muito melhor. haverá como que um esperanto natural. alguém discorda de chop suey ou de sushi, por exemplo? vamos combinar que não é necessário inventar uma tradução para palavras que todos entendem e cujo significado é claríssimo. é assim que funciona.

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Opinião de Francisco Anéas
Na data: 3 de janeiro de 2009 as 10:00

Sim. A língua é um fator determinate de um Povo e de uma Nação. Influir na língua é a mesma coisa que influir neste Povo ou nesta Nação. Quem faz as regras leva vantagem.

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Opinião de Henrique Mezzonato
Na data: 3 de janeiro de 2009 as 6:02

"Acho que se o povo fosse mais nacionalista, e achasse seu país, sua cultura e sua língua, a mais bela de todas, isso não aconteceria tanto. Então acho que a solução é investir nisso, fazer o povo ter orgulho do seu país, acabar com a roubalheira, impunidade, etc. Acho que esse é o caminho."
Faço as palavras de Umbelino Beltrão as minhas. Dar mais valor ao Brasil é o caminho sem dúvidas mais correto.

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Opinião de Nilton Mendonça
Na data: 3 de janeiro de 2009 as 2:02

Subdesenvolvido não é um país, e sim seu povo! Se o povo brasileiro venera e imita tanto o povo americano; porque não, também imitar o patriotismo e o nacionalismo daquele povo?! Alguém (que já tenha vivido nos Estados Unidos) já viu algum americano se esforçar para falar alguma outra lingua?! NÃO!! E existe uma frase clássica que o americano adora falar: "If you live in the United States, YOU HAVE TO speak english!!! Então, temos sim, que ser nacionalistas, temos sim que preservar nossa cultura e nossa lingua.
Patético não é ser antiamericanista; patético é não ser nacionalista. E é assim que o povo americano pensa!!!!

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Opinião de Bruno Guimarães
Na data: 3 de janeiro de 2009 as 0:04

É inevitável essa invasão, não tem como fugir desse padrão, deveria haver algum incentivo em favor a lingua portuguesa, seria impossível a essa altura retirar todos os costumes que já estão em prática a anos. Tudo é uma questão de "Globalização"

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Opinião de Pedro Souza
Na data: 2 de janeiro de 2009 as 23:58

Tainá, muito boa a sua ambientação do centro: o contraste do Brasil dos antigos prédios – coloniais ou oitocentistas -, com o Brasil dos edifícios coemrciais, atuais e dominados por estrangeirismos….
E n foi só isso; achei interessantíssimo o paralelo entre o inglês, o francês e o mandarim; o portugês e o latim. retomou grands autores, grandes frases…
em resumo, muito bom!

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Opinião de Danilo Garrido
Na data: 2 de janeiro de 2009 as 23:12

O debate é muito bom, embora discorde que haja uma "invasão", como supõe Aldo Rebelo. Invasões, geralmente são feitas sem o consentimento de uma das partes, a partir do livre arbítrio do "invasor".

Quando o próprio "invadido" faz questão de tornar corriqueiro o uso de tais vocábulos, a tendência é ocorrer, na verdade, uma mera incorporação.

Aldo Rebelo demonstra, lamentavelmente,desconhecer os mecanismos do processo lingüístico ao tentar demarcar os níveis de expansão que um idioma pode adquirir e limitar a evolução da língüa.

Isso me cheira a um antiamericanismo patético.

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Opinião de Felipe de Araújo
Na data: 2 de janeiro de 2009 as 22:55

No texto de Tainá, muito bem escrito (muito legal, Tai!), aborda-se uma questão muito polêmica atualmente, misturando a globalização com a língua portuguesa que, na medida correta, deve aproveitar as novas expressões e tendências dos bons aspectos desse processo que assola o mundo iteiro.
A globalização não deve ser senteciada nos moldes dos países de primeiro mundo, que fazem de nós, os subdesenvolvivdos nos trópicos, meros consumistas de suas tecnologias e culturas industriais. O português se deve ao mesmo, não deixando de sofrer transformações, porém sem se submeter aos padrões de uniformização cultural trazidos principalmente pelos EUA e, conseqüentemente, pelo inglês.
Devemos sim receber turistas, não resolvendo que vamos agora falar apenas a língua deles para que os recebamos, isso faz com que nossa economia se faça totalmente dependendte do meio externo, e sim facilitando o acesso interno ao estudo de línguas estrangeiras.
Tainá aborda muito bem a transformação incotestável do português com o pronome pessoal "você", e com certeza essa mutação perpassa a gramática e se estende ao léxico infinito. O que já existe deve contiunar existindo, respeitado, entendendo-se que a nossa língua diz respeito à nossa identidade e os nossos costumes, nossos acentos e sotaques, que jamais devem ter-se como perdidos para uma onda de produtos tecnológicos e culturais padronizados e industrializados.

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Opinião de Chicomaria Arouet
Na data: 2 de janeiro de 2009 as 19:44

Acho o Ariano Suassuna um fascista com cata de ema. O que é "cultura forte"? Esse papo tá prá lá de Teerã…

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Opinião de Artur
Na data: 2 de janeiro de 2009 as 19:37

Muito legal, Tainá !
parabéns !

beijão !

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Opinião de Raquel Lazaro
Na data: 2 de janeiro de 2009 as 15:53

Como disse Ariano Suassuna "Só as culturas fortes sobrevivem". Não acho que haja muitas dúvidas sobre a força da cultura brasileira. Existe um uso excessivo da língua inglesa no Brasil hoje, e acho que isso vá se ajustar naturalmente como foi o caso do francês tanto no Brasil como na Inglaterra e USA, que se utilizam de expressões francesas e muitas palavras latinas que enriqueceram o inglês há alguns séculos.

A Língua é viva e mutável como nós.

Cabe a nós o cuidado com os excessos promovidos pelo “marketing".

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Opinião de Umbelino Beltrão
Na data: 2 de janeiro de 2009 as 14:58

Concordo com o Fabio Leonel, acho que não é o caso de lei, senão parece autoritarismo demais. Acho que se o povo fosse mais nacionalista, e achasse seu país, sua cultura e sua língua, a mais bela de todas, isso não aconteceria tanto. Então acho que a solução é investir nisso, fazer o povo ter orgulho do seu país, acabar com a roubalheira, impunidade, etc. Acho que esse é o caminho.

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Opinião de Sylvio Micelli
Na data: 2 de janeiro de 2009 as 13:02

Na ponta da língua

Com o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, em vigência desde ontem, e com o uso excessivo de expressões estrangeiras, principalmente vindas do Inglês, sempre retorna a discussão sobre a defesa do idioma pátrio. Particularmente entendo que se dá ao assunto mais importância que realmente tem.

Eu entendo que para muitos a simples anexação de termos importados incorre na perda da identidade nacional. Não podemos, porém, cair num xenofobismo extremado que, em nada, contribui. O atento parlamentar Aldo Rebelo, que chegou a ocupar a presidência da República, há anos encampa esta luta em defesa do idioma pátrio. Seu projeto, porém, é hermeticamente fechado e não deve prosperar.

Primeiro, qual a importância que realmente se dá à "última flor do lácio inculta e bela", descrita por Olavo Bilac? Acredito que antes de discutirmos o uso de termos internacionais, que tal zerarmos ou ao menos minimizarmos o analfabetismo, que é muito mais importante e fundamental para o crescimento do País?

A bela Língua Portuguesa, ao longo dos séculos, cresceu de forma robusta. Nasceu do antigo latim arcaico, passou pelo latim dito vulgar, chegou ao romance ocidental, que gerou o português, o francês e o castelhano. Recebeu influências indígenas e africanas, incorporou termos de origem árabe e, por fim, com o advento da imigração iniciada no séc. XIX, trouxe outros elementos ao nosso idioma.

Como defende muitos bons gramáticos, a língua é viva, algo em constante transformação. Além disso há vocábulos espalhados pelo mundo que não encontram sua fiel tradução em diversos idiomas. Como traduziremos, por exemplo, o termo saudade ou bossa, algo tão nosso e sem correlação com outros idiomas?

O estrangeirismo deve ser analisado sob a ótica de sua importância e contribuição à Língua Portuguesa. Creio que deve ser permitido o uso de expressões mundialmente consagradas. Não me sinto ferido ao ler e ouvir coisas como brainstorm, coffee-break ou delivery. Já sinto-me incomodado, porém, com coisas do tipo sale ou target.

A verdade é que se trata de questão de usos e costumes, apenas. O sentimento brasilianista vai muito além da sua fala, em que pese esta ser parte importante do sentimento. Só que, para quem passa fome debaixo das pontes aqui da Mooca, pouco importa se a comida é por entrega ou delivery. Eles só querem que ela venha.

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Opinião de Mateus Kacowicz
Na data: 2 de janeiro de 2009 as 12:31

Afinal, o que é o português? Ou, antes, o que é um idioma? Como são criadas as palavras?

Não tenho a pretensão de deitar falação teórica (até porque me falta teoria), mas digo, sem medo de errar, que as palavras são criadas por causa da necessidade que se tem de usá-las. Li, não me lembro onde, que certos grupos indígenas dispõem de mais de trinta vocábulos para designar tipos e partes das penas das aves. Ora, eles lidam com aves o tempo todo, passam a vida a observá-las; a caçá-las; esfolam-nas, fazem cocares. adereços, eventualmente as endeusam e as transformam em seus totens.

Neste caso, como já havia concluído Policarpo Quaresma, o Tupi seria uma língua "pura".

Mas seria? Não teria o Tupi sofrido alguma influência dos grupos Gês, ou Aruaques, ou Caribes? Afinal, comiam-se uns aos outros e, após moquear os inimigos, não comeriam também suas línguas? Se comiam os corações para tomar-lhes a bravura, porque não as línguas para tomar-lhes a palavra?

A palavra é invenção cultural que, em princípio, corresponde a alguma novidade, física ou conceitual, a alguma "coisa" nova. A "coisa" deixa de ser coisa e passa a ser "rádio", "byte", "ego", "stress", "prion", "lepton". Segmentos das sociedades têm acesso a certas "coisas" que lhes eram desconhecidas e, à falta de palavras para designá-las, importam as coisas atreladas às palavras que as designam na origem.

Como Policarpo chamaria aquelas bonequinhas que saem umas de dentros das outras e que são vendidas nos quiosques turísticos de Moscou? Talvez ele fosse tentado a sacrificar uma noite pensando em algum nome, mas, certamente, terminaria por se render à delicada "matrioshka", palavra que os russos inventaram para designar as tais "bonequinhas que saem umas de dentro das outras" e cuja etimologia passa por matryiona (matrona) até chegar a matsh (Мать).
Os puristas tentarão argumentar apontando para a adoção de palavras "desnecessárias", como "sale", em vez de "liquidação". Eu contra-argumentaria dizendo que "sale" é uma expressão da babaquice, sentimento humano tão importante quanto o chauvinismo, e que os babacas também têm um coração; em suma, eu não me arrogaria a ser polícia da babaquice de outrem.

O que nos leva à conclusão de que palavras também servem para identificar uma específica visão de mundo, um(a) "weltanshauung", uma ideologia. Se "sale" me parece babaca, "gulag" ou "lager" ou "aparatchik" me soam assassinas, "quark" me aguça a curiosidade, "mach" torna o mundo pequeno, imaginem a música sem "crescendos" e "diminuendos", sem "obligatos" ou "divas"; o "samba" sem "bundas"(ambas contribuições do quimbundo).

Nem a malandragem é contribuição do português, já que vem do italiano medieval "malandrino"; portanto, como importamos os malandros, também importamos os "otários", do lunfardo "otario", contribuição de nossos muy amigos.

Bem, agora que já disse o que me passou pela “cabeça” (latim caput),

"Tchau" (do italiano "Ciao").

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Opinião de Gesiane Simão
Na data: 2 de janeiro de 2009 as 11:43

A língua inglesa está impregnada no nosso cotidiano. Vamos ao shopping e encontramos lojas variadas com nomes em inglês como "Magic Games", "Baby Company", "Big", entre outras. Nas escolas públicas temos aula inglês, nos vestibulares é cobrado o conhecimento da língua inglesa, me pergunto como aprender inglês se não vivenciamos?
É claro que trazemos para o nosso dia a dia o aprendizado da nova língua.
Estamos impregnados de filmes, músicas americanas e propagandas o que reflete na disseminação do inglês. Para que a língua portuguesa venha a ser valorizada precisamos de uma mudança cultural. Desde criança é "colocado" para nós que o inglês é muito importante para a carreira profissional. Desde pequenos idealizamos países estrangeiros. Para mudar esta cultura é necessário uma educação de qualidade, onde os professores sejam treinados para passar conhecimento e ensinar VALORES. Precisamos valorizar o nosso país e a nossa língua, rejeitando a idéia de que produtos com nomes em inglês tenha mais valor.
Hortolândia – SP

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Opinião de Rodrigo Santiago
Na data: 2 de janeiro de 2009 as 11:05

O estrangeirismo é inevitável, dado que os termos que são difundidos aqui são trazidos de carona nos conceitos e produtos de outros países. É parte de um utilitarismo, onde manuais, técnicas e nomes são todos aprendidos em uma outra língua e, pelo fato de os difusores não serem tradutores ou professores de português, mantém-se na forma original. Mas não se engane, porque seu significado, em várias ocasiões, toma novo rumo e ganha novas nuances, ao ser imiscuído à nossa língua.

Eu não proibiria. Nós também ensinamos aos americanos a palavra "Bossa Nova" e tantas outras que, em vários momentos, foram bem recebidas.

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Opinião de Fabio Leonel
Na data: 2 de janeiro de 2009 as 9:57

Lei não sei se resolve, já tivemos uma no governo militar e não adiantou. A França também tentou com lei. Precisava haver uma conscientização cultural geral, passando pela mídia e pelas agências de propaganda.
Os grandes culpados por essa praga, bem como pela praga do gerundismo, são os marqueteiros, povo analfabeto.
de Seropédica, RJ

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Opinião de WILLIAM GURZONI
Na data: 2 de janeiro de 2009 as 9:56

A LINGUA PORTUGUESA E MUITO DIFUNDIDA ASSIM COMO O INGLES E FRANCES , DEVENDO SIM TER ESSA INTEGRACAO CULTURAL E ATE MANTIDA EM ALGUNS LOCAIS PORQUE TEMOS TURISTAS E DEVEMOS TAMBEM INSINAR OS JOVENS A PELO MENOS 50 % delas PARA NO FUTURO ISTIMULAR A CULTURA GLOBAL. DEVE HAVER SIM MUITAS OPCOES ATE EM FRANCES E ESPANHOL SE FOR O CASO.

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Atualizado 09/02/2010 12h45