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Tendências e Debates

Racismo na controversa UnB

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O professor de ciências políticas da Universidade de Brasília Paulo Kramer referiu-se a negros americanos como “crioulada” na sala de aula. Acusado de “racismo”, foi condenado pela direção a trinta dias de suspensão, pena convertida em multa de R$ 1.750.

Kramer foi acusado por Gustavo Amora, mestrando de ciência política e militante negro, e pelo professor Alexandre Bernardino, presidente da comissão de sindicância e líder do grupo “O Direito Achado na Rua”, que pretende afrontar o direito tradicional. Amora não gostou da palavra “crioulada”, e o professor se desculpou pelo mal-entendido. O aluno voltou ao tema em outra aula, liderando um grupo e com um gravador escondido. Kramer chegou a chamá-los de “Ku Klux Klan negra”, sugerindo que eles adotavam as mesmas táticas dos racistas brancos dos EUA. Kramer foi vítima de uma armadilha, um linchamento moral, como destaca a revista Veja.

Leia artigo da historiadora Isabel Lustosa sobre o assunto.

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  1. marcelo aquino disse:

    também acho tudo isso uma grande PALHAÇADA, não se pode mais dizer nada. quando fazem piadas de loura ninguém liga, mas vai falar de negros. a grande verdade, é que os negros sempre se sentiram inferiorizados e complexados. sem falar na tal cota nas faculdades. acho que eles deveriam é se preocupar com coisas mais importantes e parasem com essa coisinha de mariquinhas

  2. samuel disse:

    a cada comentário que leio tenho mais certeza que o preconçeito racial é um ato banal, que condena cada vez mais seus praticandes, denegrindo cada vez mais a raça humana, deixando-a propicia para um grande declinio de espírito

  3. Camila Rocha disse:

    No Brasil tudo é preconceito e puro mimimi.
    Um negro fazer parte de um movimento de ‘orgulho negro’ é louvável, mas um branco com ‘orgulho branco’ é racismo.
    Nem vou entrar no assunto de cotas, que particularmente acho o maior racismo de todos!

  4. Leticia Canuto disse:

    Não podemos negar que hoje em dia o brasil continua sendo um pais racista,mesmo com a revolução dos negros nos tempo da escravidão ainda existe muitas pessoas racista, e quem não vÊ o brasil como um país racista não está aceitando a triste realidade que persiste na sociedade,principalmente entre a elite branca e proprietária.
    bom pra mim o preconteito é uma pura chata realidade e deve acabar

  5. Junior disse:

    O negócio é o seguinte, sou branco e nao tenho absolutamente nada contra ninguém.
    Mas o Brasil tem o poco mais hipócrita que existe no mundo. Todo mundo conhece um negro racista! Sim! Um negro racista!
    Agora…nao entendo porque os japoneses por exemplo, nao ficam chorando quando chamamos ele de ” japones”!
    E olha que tem bastante japones, na grande maioria sao gente finissima por sinal!
    Cansei de ver gente se cadastrando para as tais “cotas” para negros, que eu acho outra coisa estupida! Mas pergunta pra ele, se ele é negro!? Negro eu?? imagina!!
    Entao sei lá….o pobre branco é mais inteligente do que o pobre negro? Pq é isso que essas cotas insinuam! Eu teria vergonha!Chega a ser imbecil….
    Vi um amigo outro dia com uma camiseta escrita (100% Negro), voces ja devem ter visto uma por aí, entao pensei…e se eu usasse uma escrito (100% Branco)??? O que será que aconteceria? Eu chegaria vivo em casa? Será que eu ia ser preso? Mas eu NAO sou racista! É óbvio que jamais, nunca isso vai acontecer!
    Por isso que nao se anda pra frente, nao se evolui, e o papo é sempre o mesmo!
    Enfim, ta tudo errado! E pao, circo e sangue Brasil.

  6. Indignada disse:

    Bom dia Félix Maier (ou devo dizer Branquelo).
    Não entendi bem como prefere ser chamado.
    Li um comentário feito por você a uma reportagem sobre o professor da UNB Paulo Kramer- "Racismo na controversa UnB". Apesar de ter sido postada em 25/07/2007, tive contato a pouco tempo, por meio de um grupo de discussão. É estarrecedor o seu comentário favorável a postura do professor e a identificação do grupo de alunos como membros da Ku Klun Klan, fiquei pensando, você deve conhecer bem o modus operantï do grupo racista norte-americano (nos identificamos com o que gostamos). Portanto, deveria conhecer melhor ainda a realidade de suas vítimas. Sendo um exímio leitor e conhecedor de história, percebi que também tem conhecimento em antropologia, acredito que saiba muito bem o que passou e passa a RAÇA NEGRA no Brasil e no mundo. O capitalismo inventou um boi de piranha e fomos nós os escolhidos. Infelizmente, determinadas situações, por serem comum, acabam-se transformando em naturais e a falta de respeito com o negro, ou com outros grupos étnicos se tornou comum no desenvolvimento da história, mas em absoluto, a falta de educação pode ser considerada natural. Educação que o professor não teve com os próprios alunos. Os professores devem esclarecer o seu ponto de vista, mas não dentro de um senso comum, professor é um ser diferente dentro da sociedade (ou deferia ser), teoricamente foi preparado para ensinar, esclarecer dúvidas, não disseminar preconceitos. Liberdade de expressão pressupõem autonomia para defender e expor uma opinião, nunca agressão ou xingamento. É triste perceber como pessoas tão estudiosa como você e o professor Paul Kramer ainda não perceberam isso.

  7. Paulo Arthur disse:

    na minha opinião o racismo e o preconceito são coisas de pessoas que não são como nós,pois os negros e outras pessoas que sofrem o preconceito tambem são gentes e merecem o nosso respeito e o nosso apoio.

  8. elielza disse:

    tenho irmãos morenos e não gosto que ninguém os chame de negro.sou contra o racismo

  9. aguinaldo soares disse:

    A elite brasileira enriqueceu roubando,matando e estuprando,insaciaveis sonegam impostos,corrompem autoridades e desejam perpetuar as condições absurdas em que vivem os negros,indios e mestiços deste pais, que alias não se declaram negros ou descendentes por sentir no dia-dia a discriminação que terão de enfrentar, com certeza se a população mestiça neste pais fosse minoria esse pessoal da revista veja ainda estaria seviciando nossas crianças e chicoteando nossos trabalhadores .

  10. Suely Fernandes disse:

    Gostaria de encontrar sobre cultura negra,coisas edificantes como as regras do jogo "avalê",usadas nas tribos como referência de condutas como a solidariedade com o perdedor do jogo, deixando-lhe uma nova oportunidade de refazimento. Vi parte da matéria na TVE e não sei onde encontrar. Não gosto de me deparar com exemplos de más atitudes, elas fermentam ódios e revoltas em espíritos ainda em formação moral, o que não é bom nem útil. Por que não iniciamos uma jornada de bons exemplos? Comecemos agora se quisermos que o mundo se torne melhor.

  11. CICERA disse:

    acho uma coisa errada, pois independente de ter outra cor não quer dizer que seja diferente.

  12. Tenho lá minhas Duvidas disse:

    Concordo com meu amigo sei ão,pois até onde será q vai o direito do negro e começa o do branco????ou vice-versa será que os movomentos negros não são o grande combustivel do preconceito ensinando desde de pequeno que os negros tem q ser especiais para mostrar para o branco sua capacidade,vamos ser brancos,negros,mulatos, de uma mesma familia,a familia de Deus !!!!!

  13. Patricio disse:

    O racismo é uma doença terrível, que já deveria a muito tempo deveria ter sido extirpada do mundo e principalmente do Brasil, mas pelo visto, nunca terá fim.Dói muito em mim quando vejo, escuto e leio tais aberrações mentais de pessoas que, pela cor da pele e até posição social, se acham no direito de pisar e humilhar os outros quando depois que morrem, além de não levarem nada que construíram na Terra, serão uma massa pútrefa, servindo de pasto para os vermes.Mas é como já dizia meu avô:"formação moral você não pode comprar e nem se aprende nas escolas ou bancos de faculdades" e qualquer espécie de racismo ou preconceito, eu acho falta de pudor e moral.É o que penso.

  14. johhny disse:

    Essa gente que escreve tais opiniões aqui é do mesmo tipo que dá risada quando “celebridades (?)” dizem que jogam ovo em prostitutas. Seguramente engrossariam o time consciente daqueles que encamparam um ridículo movimento: "Cansei!" Gente que sonega, que cria máfias corporativas, que explora a miséria deste país. E ainda defende o tal professor preconceituoso. Depois, quando vêem a violência às suas portas, não podendo andar de blindados importados pelas ruas, aí sim o Brasil precisa melhorar, a coisa não tem jeito. Enquanto essa gente, dessa classe não mudar, vamos continuar assim – caboclos querendo ser ingleses, como diria o Agenor.
    * PS: por favor, vê se publicam, ou o tal DR aí é o dono da página?

  15. EDVALDO TAVARES disse:

    UM PUNHADO DE DÚVIDAS SEM PRECONCEITO – O BRASIL, tem atletas consagrados em diversas modalidades esportivas que são conhecidos por cognomes que, na opinião dos ativistas da proteção da raça negra, poderiam ser enquadrados, quando invocados, como crime inafiançável de racismo. Chamar o jogador brasileiro, negro, hoje no exterior, de Grafite é racismo? Chamar a jogadora de futebol do BRASIL, medalha de ouro no Pan, negra, de Pretinha, é racismo? Chamar qualquer neguinho (carinha) de crioulinho – menino negro por ter nascido em terras do além-mar, BRASIL -, bom de bola, é racismo? Chamar um conjunto musical de pagodeiros, de negros, de Negritude Júnior, é racismo? Chamar o puxador de samba, negro, da Escola de Samba de Nilópolis, de Neguinho da Beija Flor, é racismo? Chamar a cantora, filha do Ministro da Cultura, Gilberto Gil, de Preta Gil, é racismo? Há uma manifestação exagerada, descontrolada, sem qualquer estrutura racional que a embase, por parte de missivistas que se manifestam como defensores dos negros injuriados. Deduz-se dessas argumentações descabidas que, em um futuro próximo, o uso aleatório dos vocábulos: negro; preto; crioulo; crioulada; nego; neguinho, poderão gerar queixas, processos e punições arbitrárias. "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDO TAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  16. Félix Maier disse:

    Paulo Kramer e a Ku Klux Klan da UnB

    Félix Maier

    Paulo Roberto da Costa Kramer, professor de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB), está às voltas com um problema que só virou problema porque a Ku Klux Klan politicamente correta da universidade onde trabalha quer que seja um problema.

    No dia 24 de abril de 2006, em uma aula de Teoria Política Moderna (TPM), Paulo Kramer expôs sua opinião sobre as políticas assistenciais norte-americanas, da década de 1960, quando pronunciou uma frase infeliz: “Não adianta dar dinheiro para essa crioulada”. Um dos estudantes, Gustavo Amora, que tem pele morena mas que gosta de se apresentar como “negro”, não gostou do que ouviu. Kramer desculpou-se perante seus alunos, acrescentando: “Eu sinceramente tenho medo que essa avaliação sobre o que é preconceito ou o que não é acabe prejudicando a liberdade de expressão, direito individual dos mais importantes" (Cfr. texto de Érica Montenegro, no Correio Braziliense, de 12/07/2006). O assunto parecia superado, porém, quando em outra aula o Prof. Kramer abordou a tema “politicamente correto”, o assunto irritou Gustavo Amora e alguns colegas mestrandos de ciência política de TPM (tensão pré-mestrado). Como uma Ku Klux Klan de cor invertida – no dizer do próprio Kramer – partiram para o confronto, pedindo o afastamento do professor, acusando-o de racista.

    O caso foi parar no departamento jurídico da UnB e, na semana passada, Kramer foi condenado pelo reitor a trinta dias de suspensão, convertida em multa de R$ 1.750,00.

    Antes de saber se algum ato pode ser classificado como crime de racismo, é didático conhecer a Lei 7.716, de 5 de janeiro de 1989. Nela estão listadas as ações de fato criminosas que, de modo geral, impedem ou obstruem um indivíduo de cor negra de exercer seus mais elementares direitos, como concorrer a um cargo na administração pública, ou que impedem a entrada do negro em um estabelecimento comercial, cultural, de ensino ou lazer etc. Tais delitos podem resultar em reclusão de 1 a 5 anos. Também pode configurar crime “praticar, induzir, ou incitar, pelos meios de comunicação social ou por publicação de qualquer natureza, a discriminação ou preconceito de raça, cor, religião, etnia ou procedência nacional” (Art. 20) – reclusão de 2 a 5 anos.

    Alguém que faça uma declaração preconceituosa, não incitando ou induzindo alguém a praticar discriminação ou preconceito, estará apenas externando sua opinião. Nesse caso, a atitude poderá ser enquadrada como uma injúria ou extrema falta de educação, nunca como um crime. Este é o caso do Prof. Kramer, que os alunos da Ku Klux Klan branca e morena da UnB querem porque querem que o professor seja, ainda, condenado por racismo pelo Petistério Público.

    Conheci o professor Kramer quando proferiu a palestra “As elites e seu papel na História”, no dia 14 de outubro de 2004, na sede do TRT da 10ª Região (Brasília), durante o 1º Curso Superior de Aperfeiçoamento de Juízes (1º CSAJ), que ocorreu de 2 de setembro a 16 de dezembro. Tive a honra, junto com outros integrantes do Instituto Liberal de Brasília, de assistir às palestras do CSAJ, como ouvinte, a convite da Dra. Marli Nogueira, Juíza daquele Tribunal.

    Paulo Kramer é doutor em Ciência Política (IUPERJ, 1999), Mestre em Ciência Política (IUPERJ, 1985) e Bacharel em Ciências Sociais (UFRJ, 1981). É Professor-adjunto do Instituto de Ciência Política e Relações Internacionais (UnB, desde 1987) e foi Professor-auxiliar e assistente do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Fluminense (UFF), de 1983 a 1987. Foi coordenador do Núcleo de Documentação e pesquisador do Programa de Estudos Norte-Americanos do Instituto de Relações Internacionais da PUC/Rj, de 1984 a 1986. Paulo Kramer é também Consultor-sênior da empresa Kramer & Ornelas – Estratégias Parlamentares (Consultoria, Assessoria e Análise Política), desde 1995. (Planejamento de campanhas permanentes de senadores e deputados federais – vários Estados e partidos).

    Paulo Kramer é requisitado para proferir palestras sobre a atualidade política brasileira a diversas empresas e associações, como IBM, Federação das Indústrias de Brasília, Associação Brasileira dos Transportadores de Carga (ABTC), bem como a centros universitários dos EUA, como Universidade de Miami, da Flórida e da Carolina do Norte. Com Roberto DaMatta é co-autor do livro “Profissões industriais no Brasil”, Editora da UnB, 2003. Também é co-autor da coletânea “Da distensão à abertura” (Editora da UnB, 1988); “Voto é marketing… o resto é política” (Loyola, São Paulo, 1992) e “A atualidade de Max Weber” (Editora da UnB, 2003). Foi conferencista do Fórum Empresarial Brasil (revista The Economist), palestrante na Câmara Americana de Comércio (Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília). Desde 1985, publicou artigos de análise política na Gazeta Mercantil, Jornal da Tarde, Jornal do Brasil, Correio Brazilense, Veja, Exame, Jornal da Comunidade (DF). Autor de papers para seminários acadêmicos no País e no exterior, e de artigos e resenhas para periódicos de Ciências Sociais brasileiros e internacionais, tais como Revista de Sociologia e Política (UFPR), e Problèmes d’Amérique Latine (CNRS, Paris).

    É claro que o Prof. Kramer não é racista. Ele é um sujeito muito inteligente e muito bem-humorado, que simplesmente está “por aqui” com essa besteira moderna criada pelas esquerdas chamada “politicamente correto”. Na palestra proferida no TRT, Kramer carregou consigo dezenas de jovens, alunos seus da UnB, para que compartilhassem com sua apresentação, que foi brilhante. Durante a palestra, pôde-se observar a grande receptividade que tinha de seus alunos, que vez ou outra riam com ele quando disparava críticas irônicas contra esquerdistas em geral e petistas em particular, um mote que acompanhou toda a palestra. O Prof. Kramer é um liberal autêntico, no sentido clássico do termo. Se Kramer fosse um esquerdista defensor do modo politicamente correto de se expressar, como alardeiam os arautos dessa novilíngua orwelliana, a qual é na realidade um modo idiota de se comunicar, ele poderia chamar todo crioulo de “crioulo” que não iria acontecer absolutamente nada, como é o caso de Lula da Silva, que outro dia fo aplaudido quando se referia a um amigo de infância “crioulo”, que também passava pela “ponte” que ele construía sobre valas saturadas pela enchente, faturando uns trocados pelo “pedágio” cobrado – uma aula magna sobre Ética da Malandragem.

    Chamar um crioulo de “crioulo” não é racismo, no máximo um insulto, dependendo do contexto em que é feita a afirmação. No Rio de Janeiro, várias vezes fui chamado de “pindirriga” (corruptela de pinho-de-riga), “branquelo azedo”, “ruço” etc. Nunca tomei a coisa como racismo, apenas como uma característica pessoal, por eu ser de fato um tanto “branquelo”. Porém, nunca afirmei que tinha “orgulho da raça branca” para os “negões” que me davam esses “apelidos”. O mesmo não se vê entre integrantes do Movimento Negro, que sempre dizem em alto e bom som que “têm orgulho de sua raça negra”. Quem veste camiseta com os dizeres “Sou 100% negro” é 150% racista. O sistema de cotas nas universidades é um pérfido esquema racista, que vai de encontro à Constituição, que afirma que ninguém pode ser discriminado em razão de cor, sexo ou religião. Ingressar numa universidade tendo como mérito apenas uma dose maior de pigmentação é apenas mais um ato de pilantragem que se soma à ética da malandragem que impera nestes tempos lulanos do valerioduto e dólares na cueca. Aliás, você se consultaria com o "Dr. Cotas", aquele que pulou a janela da universidade para se fantasiar de médico, amparado pelo racista sistema de "cotas", e que conseguiu malandramente adquirir o diploma de cirurgião-cardiologista? Eu não…

    O palhaço Tiririca foi processado por ter feito uma canção para sua mulher negra, falando no “fedor” da amada. Ora, o suor de um negro tem um cheiro característico, bem forte. Só não concorda com isso quem nunca viajou num trem da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, às 18 horas, num dia de verão… Aliás, há perfumes e shampoos “étnicos” exatamente para atender a essa diferenciação.

    O problema é a onda politicamente correta de nossos dias, que tenta criminalizar uma simples palavra ao mesmo tempo em que defende o infanticídio (aborto), o terrorismo antiamericano e a destruição da Igreja Católica. O Padre Lódi está sendo processado por ter chamado uma abortista de “abortista”. Pelé era chamado de "crioulo" – e ainda é – por muitos de seus companheiros de seleção de futebol e nunca apareceu em público para reclamar de racismo.

    Quem tem cara de japonês é chamado de “japa”. Quem tem cara de branquelo é chamado de “branquelo”. Nestes tempos do modo politicamente besta de pensar, só bugre não pode mais ser chamado de “bugre”, nem crioulo de “crioulo”. Por quê será?

    Segundo as últimas pesquisas científicas, feitas com a decodificação do genoma humano, não existem mais as chamadas raças branca, amarela, negra e vermelha, apenas a raça humana. Assim sendo, chega de negritude (ou "crioulice") júnior e “branquelice” sênior. Somos todos descendentes da Eva comum, “Lucy”, e ponto final.

    Professor Paulo Kramer: solidarizo-me com o senhor neste momento em que a Ku Klux Klan da UnB, em ato de massacre público, aprovado sem contestação pelo magnífico reitor Timothy Mulholland, o condena a descontar R$ 1.750,00 de seu contra-cheque. Só fica uma dúvida dentro de minha cachola: a indenização será doada aos "crioulos" americanos a quem o senhor se referiu em sala de aula, provavelmente já mortos, ou o valor será embolsado pela esperta Ku Klux Klan da UnB?

  17. Aloísio disse:

    Chamar um negro de crioulo é racismo sim!

  18. GCJr. disse:

    Sr. Johhny, fiz os seguintes comentários na página sobre o artigo desta professora a quem você se refere. Creio que temos muito ainda a caminhar, quanto ao assunto aqui discutido, mas a grande questão, hoje, não são as cotas, mas sim, como conscientizar aqueles que se consideram negros, que há caminhos para a conquista socioeconômica, aqui no Brasil, idênticas para qualquer outro de qualquer cor com a mesma condição econômica. Hoje o mercado de trabalho está seguindo uma nova linha, onde os administradores de empresa, os contadores, os médicos, advogados, engenheiros, dentistas, etc., não são mais funcionários, mas consultores e prestadores de serviços, ou seja, são "empresas", e estas não tem cor.
    Trabalho com jovens carentes: brancos, negros mestiços, etc. Entre eles não existe preconceito ou racismo, mas uma coisa que há muito já notei, é que em nossos cursos (gratuitos), e, agora, o preparatório para o Enem, oferecido aos alunos concluintes do ensino médio das escolas públicas, frequentadas por este público que atendemos, cujo acesso é igual para todos, para que estes possam concorrer em pé de igualdade com outros mais favorecidos, por uma bolsa de estudos para faculdade, pelo PROUNI; é muito raro um negro frequentar, o que muito me entristece.

  19. EDVALDO TAVARES disse:

    EXCEÇÕES A SEREM CONSIDERADAS – Após interpretar o que consta nos dicinários citados – Houaiss e Aurélio -, da língua portuguesa, sobre o vocábulo "crioulo", qualquer pessoa pode concluir que apenas não se enquadram nas definições os indígenas e os estrangeiros. EDVALDO TAVARES.

  20. EDVALDOTAVARES disse:

    O POVO BRASILEIRO É 100% CRIOULO – EXCEÇÕES: ESTRANGEIROS QUE MIGRARAM PARA CÁ. Tomemos como referência o que diz o Dicionário Houaiss da língua portuguesa sobre "crioulo": "que ou quem, embora descedente de europeus, nasceu nos países hispano-americanos e em outros originários de colonização européia; que ou quem é nascido no BRASIL (diz-se de qualquer negro); que ou o que nasceu, ou foi produzido, nos países colonizados, por oposição ao que é importado de países especialmente europeus (diz-se de animal, vegetal ou objeto)". Vejamos também outro papa do nosso idioma, o Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa do professor Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira, se manifestando sobre o "crioulo": "Primitivamente, o negro nascido na América; hoje, qualquer homem negro; (Bras., Rio Grande do Sul) o natural (de qualquer ponto do Estado): Fulano é crioulo de Pelotas; adjetivo pertencente ou relativo aos nativos de uma região; diz-se de pessoa negra; diz-se da pessoa de raça branca nascida nas colônias européias de além-mar, particularmente da América; aplicam-se ao dialeto que essas pessoas falam; qualificativo do dialeto português falado em Cabo Verde e outras possessões portuguesas da África". Quando estive na localidade de Saint Georges (cidade fronteiriça com o BRASIL) e em Caiena (capital), Guiana Francesa, reparei que os guianenses se referiam ao idioma por eles falado como "língua crioula", uma espécie de francês misturado a um dialeto local denominado patuá. Até o presente momento, diante das pesquisas empreendidas, não encontrei qualquer referência com conotações ofensivas sobre a denominação "crioulo". Então, como resultado do presente relato, podemos falar com muito orgulho que no "BRASIL TODO MUNDO É CRIOULO". Desculpem-me os estrangeiros aqui residentes de não poder chamá-los orgulhosamente de crioulos. "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDO TAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  21. johhny disse:

    Interessante a miopia (proposital? ou seria ignorância mesmo?) do pessoal que escreveu aí embaixo. Se alguém tem que se afirmar com uma camiseta ou se ofende com um ou outro termo notoriamente racista, isso ocorre porque há ainda a herança de séculos de preconceito e intolerância. Soam cínicos os comentários do sr. Nelson e do Seinão, além do professor, mais abaixo, que escreve "dessendentes" (sic). Sou branquelo sim, mas nunca passei pelo constrangimento que todos sabemos que os negros vivem no Brasil. Que há os "negros profissionais" e os que empunham de maneira oportunista a bandeira da causa, isso é verdade, mas se um professor doutor usa de um termo notadamente preconceituoso, é porque isso já está enraizado na nossa cultura como forma de achincalhe e ofensa. Agora vem a outra professora dizendo que "no meu tempo eram todos amigos, com brincadeiras assim e assado…" Façam-me o favor! Com quantos médicos negros vocês já se consultaram na vida ?; quantos engenheiros negros conhecem ?; quantos professores na Universidade tiveram e que eram negros? Só pode ser cínico um discurso que pede para melhorar o ensino básico. Tudo bem, que se melhore o ensino básico e público mesmo, mas, enquanto isso nao ocorrer, que as cotas venham e fiquem como maneira de atenuar tanta discriminação. Ou será que vaga na universidade só pode haver para filhinho de papai que bate em empregada e garotas de programa ? O outro chama de crioulada e vira mártir da Veja. Se lhe falassem contra os judeus, pronto. Lá vem o discurso do anti-semitismo. E a Palestina é só um detalhe, né?… Tá bom…

  22. Leandro disse:

    Todas essas questões levantadas são muito interessantes e todas, sem sombra de dúvida, merecem uma analise "especial"…especial pelo fato de sempre analisarmos o racismo como um fator socio-econômico-cultural, porem uma das alternativas para se combater em vez de reclamar de fatos pelos quais nos incomodam, seria conhecer o significado, de porque que o negro anda com uma camisa que seje 100% negro, por exemplo,pois muitas pessoas sabem ou não querem saber que a linguagem pejorativa sempre existiu pra subtrair os negros como algo "sujo" e como tambem os indios, citados como "vandalos"…somente se educarmos a nova geração e´principalmente a nos, educaremos os nossos proprios preconceitos, precisamos observar que esse mal impregna a nossa sociedade há tempos e somente se entendermos o porque das coisas, sendo imparciais, só assim poderemos mudar um sentimento que nada irá nos fazer melhores e sim piorarmos e cegarmos vossos coraçoes.
    Valeu!!

  23. NELSON PRADO disse:

    JA ME CHAMARAM DE BRANQUELO BRANQUINHO, isso quer dizer que posso processar também os negros?

  24. Seinão disse:

    Sei não!? Vejo constantemente pessoas negras com camisas escrito "100% NEGRO". Se algum branquelo andar com uma camisa escrito "100% BRANCO", ele já é acusado de NEONAZISTA; então: Onde está o preconceito? Se um negro milita pelo negro: é herói! Se um branco milita pelo negro: quer se aparecer! Se um branco milita pelo próprio branco: é racista! Já ouviram falar daquele termo: "Vocês que são brancos, que se entendam." Se você disser: "Vocês que são pretos, que se entendam." – Será acusado de ser pejorativo, preconceituoso. Você sabia que a raça ariana está em extinção, e a raça negra já está entrando nesta condição? Sabe por quê? Por causa da miscigenação das raças. Em breve, e com a ajuda de Deus, estes movimentos negros, bem como os neonazistas, serão como os anarquistas: INSIGNIFICANTES. Seinão!? Cêis é que sabe! Não sou médico. São Paulo/SP

  25. Maria Marina Silva disse:

    Há racismo, sim, no Brasil!

  26. Romero disse:

    Na minha opinião acredito que esse professor deveria ser chamado à público para receber um título de " Persona nom Grata." e logo após sert afastado para que na justiça comum respondesse por uma ação movida pela própria UNB, uma vez que a descrepancia aconteceu no seu exécicio de mediador de conhecimento da instituição.

  27. EDVALDO TAVARES disse:

    CUIDADO COM OS CASOS ISOLADOS – Povo, nação ou país racista caracteriza-se quando as leis e as medidas governamentais conferem legalidade as ações indiscutíveis de separação, de discriminação, de agressividade, e ofensivas contra uma raça ou raças. O racismo oculto, subreptício, é quando se processa com a leniência das autoridades, embora as leis o condenem. No BRASIL, qualquer tipo de racismo é crime e é punido. O que ocorre com grande freqüência é a discriminação sócio-econômica-cultural, ou cada uma isolada ou, até mesmo, com associação de duas. Não vamos ignorar que algumas vezes a discriminação racial também ocorra, ostensivamente ou disfarçadamente. O cuidado a ser tomado é que geralmente as pessoas de pele escura são sócio-econômica e culturalmente mais desfavorecidas e uma das três ou em conjunto duas ou três discriminações podem ser associadas a mais uma, quarta, por exemplo, a racial. À autoridade competente, cabe averiguar e julgar o caso até com aplicação de medidas punitivas, com senso de sensatez e justiça – destituída de qualquer sentimento partidário e paixão. Relatos de casos de agressões verbais e de discriminações envolvendo a cor da pele, devem ser ouvidos e interpretados, sem serem precipitadamente rotulados como racismo do povo brasileiro ou o BRASIL como um pais racista. O BRASIL recebeu imigrantes das mais diversas partes do mundo, de todas as cores. Tem localidades no sul do país ou em outras regiões, colônias européias de pessoas brancas, podendo alguns de seus membros manifestar aversão à pigmentação diferente de pele (negro, vermelho e amarelo). Lembremos que o BRASIL já teve um presidente negro, o senador José Sarney. Quem tiver alguma dúvida tome conhecimento do DNA do ex-presidente e verá que é negro. "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDO TAVARES. MÉDICO. SÃO PAULO/SP.

  28. osvaldo delgado disse:

    Olá.Sou negro oriundo de Angola, e hoje brasileiro naturalizado,vivo no Tocantins.Em Dezembro do ano passado, a minha esposa que também é negra e angolana, médica formada na UFSM de Santa Maria/RS foi ofendida verbalmente por dois jovens de vinte e um anos,filhos de família com "sobrenome de rua" na cidade onde moramos.
    Ela foi chamada de"NEGRA MACACA, NEGRA SEM COR, E MACACA QUE VEIO DA AFRICA" e após acionar a polícia que prendeu em flagrante os dois, ofensores, estes foram soltos em quarenta e oito horas para responderem em liberdade pois, o juíz entendeu não ter havido nas ofensas verbais o crime de racismo xenofóbico e sim apenas o de injúria.
    Desde que vivemos no Brasil,já moramos em várias unidades da federação como S.P,Bahia,Pará,R.S(onde nasceram os meus dois filhos), e agora no Tocantins.
    Curiosamente, neste Estado onde mais se percebe a miscigenação é onde,por diversas vezes nos deparamos com o problema do racismo de forma bastante contumaz.Que democracia racial no Brasil é um mito,isso é um fato inconteste;o que me espanta é o cinismo de certas pessoas e entidades públicas que se negam admiti-la,e buscar soluções com plíticas públicas eficientes.

  29. Markut disse:

    Como era de se prever, este macartismo tupiniquin só traz inquietação e desassossego e não constróí nada. Ao contrário, está criando um problema que se situa na cabeça de algumas pessoas.
    Podemos agradecer isto ao petismo inconsequente, cheio de companheiros que não enxergam um palmo à frente dos seus narizes.
    É na mão dessa gente que está o nosso futuro?
    O dr. Edvaldo Tavares está com toda a razão.
    Estão substituindo uma questão interna, que é um sistema social e educacional que não favorece a ascenção social, por uma questão externa, importada e mal digerida, que é o racismo.
    A Maisa colocou muito bem o ridículo, diria affair tragi-cómico, deste assunto, com ranço xenófobo, ao contrário.

  30. Maisa disse:

    Cheguei, em Salvador(depois de cinco anos morando na Europa) e a coisa que mais me espantou foi o racismo ao contrario(posso classificar desse modo?!). Na semana seguinte… fui à praia e na ida 4 rapazes tentaram roubar minha bolsa de plastica, mas como nao tinha nada de valor, eles desistirama, porém me derrubaram no chao, violentamente! A moça da barraca-de-praia falou, que tentaram me roubar, porque sou branquinha, de cabelos e olhos(realmente, meus olhos sao castanhos) claros! Nao acreditei nela, mas nos dias sucessivos, isso me fez pensar! Realmente se respira no Brasil, uma atmosfera muito diferente e agressiva!

    Realmente, nao é uma simples impressão! Nao tenho duvida, alguma coisa mudou! Muitas vezes, tive sensação de medo até ao pegar ônibus!!! Nao estou exagerando, nem sou fresca! E nao era medo de assalto, nao! Podemos notar nos olhares, gestos, indiretas, comportamentos e palavras, etc.

    O Brasil, esta estranho!!!!!!!!! AGORA, temos:

    AFRO -"brasileiro"; NEGROS e BRASILEIROS.

    * ( coisa que nao consegui entendi foi: quem é brasileiro??????)

    Estou MUITO CONFUSA! Os negros(mesmo sendo mulato, etc. Eles, nunca sao mestiços?! ) sao de raça NEGRA, denominados: AFRO-brasileiro. E eu, que coisa sou?! BRASILEIRA e basta?!

    A AFRICA, para os AFRO-brasileiros é a mae África, deles!

    Posso dizer que sou de raça BRANCA e denominar-me de: EURO-brasileira e chamar a Europa de mae-Europa?!

    Continuo, achando que nao posso dizer que sou de raça BRANCA e denominar-me de: EURO-brasileira e chamar a Europa de mae-Europa! Sem ser, no Brasil, classificada de racista e sem europeu rir da minha cara!!!!!

    Reparou, que nao falei dos índios?????? Sim, porque eles, também tem à raça deles! Eles sao de raça INDÍGENA, denominados: indios-brasileiros e até podem chamar à América do Sul de mae América do Sul!

    * ( continuo, nao entendo!!!!! Quem é brasileiro??????)

    ou a coisa funciona, assim? BRASILEIRO é o CONJUNTO de:

    1- NEGROS(sao os negros nao misturados);
    2- AFRO-BRASILEIRO(sao os negros mestiços-escuros);
    sendo que negro é negro sempre, nao importa se é misturado ou nao!
    3- BRANCO(sao os brancos nao misturados);
    4- EURO-BRASILEIRO(sao os brancos mestiços-claros);
    branco se duvida sempre!!!!!!
    5- INDIOS(os índios nao contaminados!);
    6- SUDAMERICO-BRASILEIROS(sao os índios misturados, mestiços); indio é indio e ponto.

    E como podemos ficar sabendo, quem é misturado ou nao?!

    Gente!!!!!!!! Falta os da ASIA e quem mais faltar… Tchau vou durmir!

  31. EDVALDO TAVARES disse:

    A AVALIAÇÃO INCORRETA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – Causa-me estranheza a posição adotada pelo reitor, Timothy Mulholland, deixando-se iludir em situação duvidosa de racismo. O reitor, conhecido por declarações equilibradas durante entrevistas em televisão, foi envolvido por elementos que estudam na UnB cujas as intenções são pouco claras. Como ficou registrado em minhas definições acima sobre os termos alegados como ofensivos, bastava uma ligeira pesquisa nos tomos que definem os vocábulos da língua portuguesa para a comprovação de que a ocorrência nada mais se tratava de distorção da interpretação com finalidade oportunística. Conforme definição no dicionário do Aurélio, "crioulo" é também
    "pessoa branca nascida nas colônias européias de além-mar, particulamente da América" e a alegada denominação "crioulada" que é definida como "grupo de crioulos" pode ser interpretada como "grupo de pessoas de pele branca". Então, paira a pergunta sem resposta: "Onde está a ofensa?" Os "dicionários, Houaiss e Aurélio", nem de longe sugerem a existência de qualquer informação de que os vocábulos possam ser empregados com conotações depreciativa. Chamar alguém de crioulo é dizer que essa pessoa "nasceu em terras não-européias e que até o dialeto por ela falado é intitulado "língua crioula" e "crioulada" nada mais é do que "tudo que se refere a essas pessoas, nascidas na América, que é uma terra distante, no além-mar. A meu ver, o reitor da UnB, prof. Timothy Mulholland, a quem gosto de assistir sempre que concede entrevista, deveria rever a sua posição e analisar as segundas intenções desses alunos queixosos. "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDO TAVARES. MÉDICO. SÃO PAULO/SP.

  32. Henrique disse:

    Vocês notaram que as pessoas estão deixando de ter o direito de opinar ou se expressar!? O Racismo no Brasil é SOCIAL pois o descaso histórico das castas políticas dominantes é descarado, com a corrupção que aqui está enraizada só há favorecimento aos que estão no meio políticos e de interesses financeiros. Que há racismo não podemos negar mas que o Brasil é um dos países menos racistas do mundo isto tb não se pode negar! Algumas pessoas ou grupos pegaram carona neste tema e chegam ao ponto do terrorismo para coagir as opiniões dos demais. Como já me referi em outros artigos, estão importando idéias e leis e irão criar o conflito aonde ele não existia! Precisamos evoluir civil e culturalmente para gerarmos igualdade e justiça social em nossa nação mas infelizmente estamos dividindo a população em temas étnicos e esquecendo que estamos sendo estorquidos por nossos políticos.
    Estamos assistindo a criação de um país de cotas, assistencialista que dá "bolsa cala-boca" de tudo que é tipo para a população carente e não resolve na fonte os problemas sociais..
    A exploração descabida de certos fatos só vai aumentar o conflito.. o professor errou ?! que se retrate .. mas que não seja "linchado" públicamente (desta maneira) por isto.

  33. Joel de Sá disse:

    Dizer que não existe racismo no Brasil é revelar-se cego para a realidade. Todo cidadão de bom senso tem consciência de que há uma enorme discrinação em todos os níveis em nosso país e a exclusão racial é, sem dúvida , uma delas. Não condeno nem defendo o ato do professor de Brasília. Apenas acho que na posição de professor de alto nível, eler deveria ter um cuidado todo especial no tratamento com as pessoas.

  34. EDVALDO TAVARES disse:

    O QUE O AURÉLIO TEM A DIZER SOBRE "CRIOULO" E "CRIOULADA" – Antes de mais nada vejamos o que fala sobre o "crioulo": "Primitivamente, o negro nascido na América; hoje, qualquer homem negro; adjetivo pertencente ou relativo aos nativos de uma região; diz-se de pessoa negra; diz-se de pessoa branca nascida nas colônias européias de além-mar, particularmente da América; aplica-se ao dialeto que essas pessoas falam". Sobre "crioulada", o Prof. Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira, em seu Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa assim se manifesta: "Grupo de crioulos". Esclareço que tanto no Aurélio quanto no Dicionário Houaiss da língua portuguesa as definições sobre os dois vocábulos não apresentam qualquer insinuação de significado ofensivo. Portanto, indivíduos racistas cujos os objetivos são o estabelecimento de condições conflitivas raciais para a reivindicação de direitos que são incapazes de conquistar com os próprios valores criaram uma situação carente de fundamento. Parece-me que o Prof. Paulo Kramer foi linchado moralmente por oportunistas intolerantes. "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDO TAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  35. Bruna C. dos Santos disse:

    Apesar de nos depararmos diariamente com muitos casos verdadeiros de racismo, esse, que não considero um caso verdadeiro, está recebendo muito mais destaque que outros bem mais sérios…uma pena!

  36. Edvaldo Tavares disse:

    A AMEAÇA DE REGRESSÃO QUE NÃO EXISTA – Essa suspensão e processo criminal contra o professor Paulo Kramer da Universidade de Brasília, por racismo, assusta. Estamos assistindo o surgimento insidioso de uma ameaça que nunca existiu no BRASIL – o racismo. Preocupante é a política de cotas raciais para que 30% das vagas das universidades públicas sejam destinadas aos afrodescendentes. Em fóruns da O&N testemunha-se argumentações desequilibradas dos opinantes favoráveis. Em diversas reportagens nos canais televisivos vê-se manifestações preocupantes. Será que no nosso país, no qual certo número de pessoas com poder de influência que primam em copiar modelos negativos lá de fora, causará desestabilização na coexistência pacífica entre raças? Isto é nocivo para o BRASIL que nunca foi racista. Será que maus políticos estabelecerão mais este mal no país? Por que os verdadeiros problemas não são atacados para que uma solução acertada seja alcançada benefíciando o povo? Será que essa sina desagregadora denominada racismo encontrará guarida no nosso país? Não, nós, brasileiros de boa fé, não podemos ceder aos interesses de brasileiros de má fé. Não permitiremos que no seio da nação brasileira essa chaga desagregadora se homizie, e, aqueles que querem criar o caos gerador da desunião serão banidos como inservíveis. "BRASIL ACIMA DE TUDO". EDVALDO TAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  37. Guilherme Fernandes disse:

    Frescura! Também não quero que me chamem de branco azedo, que ser "caucasiano", eurodescendente ou lusodescendente. Deixar de nomear os crioulos desta forma não muda em nada a situação deles.