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Cinema

Trilogia ‘Millenium’ disponível em todos os formatos

Além de ter o primeiro título recém-estreado no cinema, livros de Stieg Larsson viraram também minissérie, que está em exibição no canal Max. Por Solange Noronha

Trilogia ‘Millenium’ disponível em todos os formatos
Rooney Mara no papel de Lisbeth (Reprodução/Internet)

Karl Stig-Erland “Stieg”

O jornalista sueco Karl Stig-Erland “Stieg” Larsson não viveu para ver o estrondoso sucesso dos três livros que escreveu em torno do também jornalista Mikael Blomkvist e da hacker Lisbeth Salander — morreu de enfarte aos 50 anos, em 2004, pouco depois de entregá-los para edição. Na revista “Expo”, Stieg fazia um trabalho parecido com o de seu personagem na “Millenium”: um jornalismo investigativo cujas denúncias lhe renderam ameaças de morte, especialmente de grupos racistas e neonazistas (Blomkvist amarga uns meses na prisão no primeiro romance, mas isso ficou de fora no filme de David Fincher, como muitas outras coisas).

“Millenium — Os homens que não amavam as mulheres” — título mais fraco que o original sueco, “Homens que odeiam mulheres” — chegou às telas brasileiras no último fim de semana com boas críticas e algumas torcidas de nariz dos leitores de Stieg. A abertura impressiona, com uma ótima versão de “Immigrant song”, do Led Zeppelin, e efeitos especiais que prenunciam as adaptações seguintes. Mas, entre outros deslizes, não dá para entender o motivo de se fazer uma refilmagem com atores de língua inglesa, só para botá-los em cena falando com um sotaque escandinavo esquisito.

Seis episódios, três filmes

Atriz Noomi Rapace

Para quem estranhou a palavra “refilmagem”, explica-se: com produção da Suécia, Dinamarca e

Alemanha, a trilogia “Millenium” virou minissérie de TV em seis episódios, exibida aqui na forma de três filmes completos pelo canal pago Max. Neles, todos falam a língua de Stieg. E vê-los pode ser um bom (e confortável) atalho para quem não tem paciência para ler os três grossos volumes do jornalista e quer saber a sequência da história sem aguardar pelo menos um ano entre uma produção hollywoodiana e outra.

No primeiro — que é o que se tem até o momento para comparar — o roteirista Ulf Ryberg é mais fiel ao livro do que o californiano Steven Zaillian. E, se a magreza de Rooney Mara — a escolhida de Fincher — encaixa-se à perfeição no perfil de Lisbeth, o mesmo não se pode dizer de sua fragilidade. A sueca Noomi Rapace — talvez por ter o flamenco nas veias, por parte do pai cantor — transmite muito mais a ira que se esconde atrás de tatuagens, piercings e outros adereços estilo punk. O que as duas atrizes têm em comum? Ambas ficam irreconhecíveis quando vestem a personagem. Detalhe: Noomi também pode ser vista no cinema, muito mais bela, em “Sherlock Holmes: o jogo das sombras”.

Fogo e ar

Os telefilmes adaptados da obra de Stieg Larsson não fazem feio, mas perdem um pouco o fôlego no último, “A rainha do castelo de ar”, que estreia na televisão amanhã, às 22h. Porém, recomenda-se a quem ainda não viu “Os homens que não amavam as mulheres” e “A menina que brincava com fogo” que segure um pouquinho a curiosidade para acompanhar a história na ordem. Ambos têm reprises agendadas para março: o primeiro, no sábado, 3, às 18h35, e na quinta, 29, às 23h; o outro, na segunda, 12, às 2h10, e na sexta, 30, às 23h. A última parte da trilogia tem várias sessões programadas em fevereiro, em horários diversos, e duas no próximo mês: na terça, 20, às 20h30, e no sábado, 31, às 23h. É diversão garantida, sem sair de casa.

Caro leitor,

Você leu os livros de Stieg Larsson? Gostou da trilogia “Millenium”?

Assistiu a alguma das adaptações dos livros para a televisão?

Já viu o filme de David Fincher? O que achou dele?

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5 Opiniões

  1. Olga disse:

    Tentei ler o primeiro livro. Achei mal escrito nos capítulos iniciais. Mas adorei o filme sueco, violentíssimo. O segundo filme sueco é mais brando, menos impactante, mas ainda muito bom. O do D. Fincher tem o ar hollywoodiano, um bom ator e… vamos ver, né?
    Saudades suas, Sol!!!!

  2. Sandra disse:

    Lí os 3 livros ( em inglês) e gostei imensamente, ao contrário da opinião abaixo, achei muito bem escritos, muito bem estruturados, um suspense que prende do começo ao fim…Quanto aos filmes suecos também ví e reví, gosto mais do primeiro, por ter tramas diferentes, mas são todos excelentes.
    Quanto à refilmagem americana, francamente não gostei.Não gostei justamente da abertura ” James Bondiana “, tampouco da música irritante.Mas a aberração maior é a personalidade carente atribuida a Lisbeth, ávida para compartilhar sua cama e seus segredos, com o jornalista …Um diretor pode tomar liberdades poéticas em seu olhar mas se é para mudar a essência , de que vale “adaptar”um romance? Stieg Larsson deve estar se revirando na tumba…

  3. Luiz disse:

    Acabei de pegar o primeiro livro da serie na biblioteca . Por ser em ingles acho que vou demorar umas boas semanas para terminar. Mas pelos seus (e pelos demais) comentarios neste post acho que vai valer a pena!
    Abracao Solange!

  4. Edivaldo disse:

    Li a trilogia! Li os três numa pancada só, simplesmente não conseguia parar. Confesso q o terceiro é o mais fraco e diferente do segundo, q vc é cativado da primeira a última linha, ele tem seus altos e baixos… com algumas sub-tramas claramente apenas para encher páginas.. mesmo assim é mto bom. Assisti os três filmes suecos e tb a “refilmagem americana”….

    Primeiro, gosto mais dos filmes suecos,do q a adaptação americana. Obviamente por ser no idioma original da história (tb achei ridículo falar em inglês com sotaque). Tb o elenco do filme sueco me parece melhor (em termos físicos)… no gringo é todo mundo lindão…E tive a impressão q com o mesmo tempo de filme a versão original comprime mto mais conteúdo do livro.

    O problema em geral dos filmes (o sueco e o americano)… Lisbeth Salander… a personagem de Larsson é absurdamente apaixonante (ao menos é o q senti)… “Lisbeth faz apenas aquilo q quer e mais nada”… já disseram Mikael e Dragann ao descreve-la no livro dois para o investigador. O problema do filme é q, a personagem do livro tem uma personalidade complexa, no livro acompanhamos seu pensamento, seus sentimentos.. nós os vivemos… enquanto no filme as atrizes sofrem para passar isso, não q eu achei ruim as interpretações, mas é complicado ser a Lisbeth.
    Em tempo… fisicamente, Rooney é a própria Lisbeth.. ficou ótima (apesar q vacilaram na tatuagem do dragão nela). MAS transmite mais uma fragilidade.. um medo do q a raiva constante da LS.
    Enquanto q apesar de mostrar-se o tempo todo com raiva, Noomi, infelizmente não tem o físico q faz parte importante da idéia q Larsson passou sobre sua heroína.

    Sinceramente não sei se ocorrerá uma versão americana do segundo e terceiro livro, gostaria q sim, pois penso q os dois seriam mais simples de serem feitos.

  5. Indiara disse:

    Olá!! Eu li os 3 livros sem conseguir parar…nem dormia…impressionante como a historia é bem narrado e nos prende…n dava vontade de fazer mais nada q n fosse ler…
    agora to com problema p encontrar outra leitura tão interessante quanto…sera que vocês teriam alguma sugestão nessa linha?? Abraço!!

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