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É MURO OU NADA

Trump ameaça ‘fechar o governo’

Em discurso, Donald Trump ameaçou ‘fechar o governo’ se não conseguir garantir financiamento para erguer o muro na fronteira com o México

Trump ameaça ‘fechar o governo’
Trump insiste em cumprir uma de suas principais promessas de campanha (Foto: Flickr/Michael Vadon)

Em meio a uma troca de farpas com a imprensa de seu país por causa de um incontrolável conflito racial e criticado ao mesmo tempo por democratas e por republicanos, o presidente americano demonstra ter muita munição para conseguir seus intentos. Donald Trump ainda encontra forças para atacar órgãos de imprensa – como as emissoras de TV ABC e CNN e os jornais Washington Post e New York Times – e insiste em cumprir uma de suas principais promessas de campanha: construir um muro na fronteira com o México.

Em discurso esta semana em Phoenix, no estado do Arizona, Trump ameaçou “fechar o governo” se não conseguir garantir financiamento para erguer a quilométrica edificação que exigiria muitos bilhões de dólares. A proposta tem fraco apoio no Congresso, até mesmo entre republicanos.

A estratégia do presidente é simples e direta: o Congresso americano tem até 30 de setembro para aprovar um acordo de financiamento. Caso contrário, Trump poderá vetar um eventual orçamento – aprovado pelos congressistas – que não inclua recursos para o muro, causando assim o “fechamento do governo”, paralisando as atividades federais. A disposição do presidente é tanta que ele sinaliza a possibilidade de permitir que o governo atinja o teto de gastos do orçamento e fique paralisado, desde que garanta a edificação do reforço fronteiriço.

México responde com cautela

Principal atingido pela polêmica campanha de Trump, o México não aceita a ideia de ser obrigado a patrocinar a construção de um muro que não atende em nada a seus interesses. O ministro mexicano das Relações Exteriores do México tenta exercer a diplomacia ao extremo. Luis Videgaray alega o total desinteresse de seu país em financiar uma obra que somente interessa a Washington.

Sobre a ideia de Trump de acabar com o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês) – que afetaria também o Canadá -, Videgaray ousa um pouco mais: ele disse que se Trump quisesse cancelar o Nafta “já teria feito isso, não teria esperado oito meses nem iniciado o diálogo”.

Presidente adota o discurso excessivamente patriótico

Trump adota estrategicamente o tom ufanista – que agrada boa parte do eleitorado – tanto para discutir o Nafta, construir o muro e abordar outros temas: “Somos a nação que construiu o canal do Panamá, venceu duas guerras mundiais, pôs o homem na lua e derrotou o comunismo. Vamos comprar produtos americanos e contratar americanos”. “Não vamos deixar que outros países fechem nossas fábricas, roubem nossos empregos e drenem nossas riquezas”, disse.

Nos discursos desta semana, à frente de entusiasmada plateia, ele também defendeu a abordagem americana diante do regime do líder norte-coreano, Kim Jong-un, com quem trocou ameaças de ação militar recentemente. “Eu começo a acreditar que ele está começando a nos respeitar”, concluiu.

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1 Opinião

  1. laercio disse:

    Trump está correto! Uma nação deve viver sobre suas próprias pernas!
    O Brasil deveria aprender essa lição e começar a adotar uma postura de nação!
    No mundo cada nação procura suas melhoras, cada qual do seu jeito: Kim Jong uhn com armas nucleares, Inglaterra saindo da comunidade européia, etc..
    O Brasil tem que começar uma reforma que começa pela constituição federal, a mesma tem que ter um dispositivo que permita ao povo parar um governo quando da necessidade.
    Em segundo lugar tem que expulsar as comissões de direitos dos manos do país bem como os palpiteiros internacionais como OEA e similares.
    Em terceiro duplicar os efetivos da polícia e exército dando mais excludentes de ilicitude para que haja mais determinação em combater o crime.
    Em quarto lugar pena de morte para latrocidas e prisão perpétua para traficantes sob regime de trabalhos forçados.
    Diminuição de 50% de todos os vencimentos dos políticos

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