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Economia mundial

Uma geração perdida

O resultado das recentes crises é a existência de milhares de pessoas desempregadas, que jamais conseguirão recuperar-se ou encaixar-se no mercado de trabalho

Uma geração perdida
Pode-se afirmar que a atual geração perdeu, completamente, a luta econômica (Reprodução/Internet)

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Realiza-se, nesta época, a Reunião Anual do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, com o objetivo de discutir as perspectivas econômicas para o mundo nos próximos 12 meses.

O quadro internacional continua muito complicado. Pelo 5º ano consecutivo, a discussão está centrada na crise iniciada em 2007 com a questão do subprime norte-americano, seguida por uma crise profunda na zona do euro, que, eventualmente, contará com o desligamento do Reino Unido da União Europeia, se esta aprofundar o nível de sua integração econômica. O resultado dessas crises é a existência de milhares de pessoas desempregadas, que jamais conseguirão recuperar-se ou encaixar-se no mercado de trabalho.

O mais surpreendente, no entanto, é que passados tantos anos, ainda não se encontrou a forma de resolver efetivamente os problemas. Existe, particularmente, o enorme drama dos governos, que não têm a coragem de tomar as medidas necessárias para solucionar os problemas existentes, apesar de contarem com mecanismos muito mais efetivos que a crise de 1929. O resultado é um dano de enormes proporções – insolúvel e atemorizante. E quem pagará a conta por isso serão as próximas gerações.

De fato, pode-se afirmar que a atual geração perdeu, completamente, a luta. Osbaby boomers, criados num cenário mundial mais positivo, acomodaram-se a determinados benefícios e se esqueceram do contrato de gerações, existente desde que a humanidade se conhece como civilizada, que é a obrigação, natural e inexorável, de legar um mundo melhor às futuras gerações.

Por esse motivo, fica cada vez mais necessário que as novas gerações assumam, o mais rápido possível, o papel de atores ativos na política, pois ficará em suas mãos a bomba ativada pelos baby boomers de uma prosperidade sacrificada diante do altar do consumismo, falta de liderança e irresponsabilidade no trato dos valores da humanidade.

Jovens, o seu futuro chegou mais cedo e a sua inocência está perdida. Este é o legado de seus pais, infelizmente. É hora de vocês começarem a construir algo efetivo e melhor, o mais rápido possível. Esta é a mensagem que a Reunião Anual do Banco Mundial e FMI, em Tóquio, parecem querer dar ao mundo. Os ouvidos estão abertos? Estão prontos para o desafio?

*Professor de Direito e Relações Internacionais, FAAP e ESPM


Fontes:
Instituto Liberal - Geração perdida

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1 Opinião

  1. Ricardo Veiga disse:

    Não existe fato sem causa. Assim, de quem ou do quê é a culpa por isso? Creio que se pode avocar a culpa sobre as gerações dos anos pós-guerra. Na década de 60, com o surgimento dos “movimentos sociais” liberalistas, o incremento ao uso de drogas e a cultura do “laissez-faire”, tão em moda à época (e mais ainda hoje!), passaram os pais a um, digamos, “regime de permissividade” na educação(??) dos filhos. Tudo era (e é!) consentido, tudo era (e é!) possível fazer. O resultado, com efeito cumulativo, chega com mais ênfase aos dias atuais. Some-se a isso a quase total falta ou descomprometimento com o controle de natalidade, o que ocorre com maior destaque nos países mais pobres, aumentando o problema de forma exponencial e “globalizado”.

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