Início » Exclusiva » Vem aí mais um pacote de medidas contra a Coreia do Norte
TENSÃO EXPLOSIVA

Vem aí mais um pacote de medidas contra a Coreia do Norte

A partir do final de agosto - os cidadãos dos Estados Unidos estarão impedidos de se aventurar no país asiático. O objetivo é evitar que corram riscos

Vem aí mais um pacote de medidas contra a Coreia do Norte
Decisão ocorre semanas após a morte do estudante americano Otto Warmbier (Foto: KCNA)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

As principais potências mundiais cerram suas portas para o mais fechado dos países. Depois que a União Europeia anunciou “respostas adequadas” contra a Coreia do Norte, também o Departamento de Estado norte-americano informou que – a partir do final de agosto – os cidadãos dos Estados Unidos estarão impedidos de se aventurar no país asiático. O anúncio será formalizado nesta quinta-feira (27) e passa a valer 30 dias depois.

O objetivo é evitar que corram riscos. A decisão ocorre semanas depois que o estudante universitário americano Otto Warmbier morreu com grave lesão cerebral ao regressar a seu país depois de passar um período preso num campo de trabalhos forçados coreano. Ele foi detido durante uma visita a Pyongyang no ano passado.

Segundo o secretário de Estado, Rex Tillerson, “cresce a preocupação em Washington com o risco de prisão e detenção de longo prazo no âmbito do sistema de aplicação da lei da Coreia do Norte”. Os passaportes americanos serão anulados se usados para o ingresso para turismo no isolado país.

As viagens para fins humanitários serão avaliadas como uma possível exceção à nova regra. Somente duas operadoras de turismo chinesas – Koryo Tours e Young Pioneer Tours – promovem o turismo na Coreia do Norte. Elas já foram avisadas da decisão americana.

Sob um regime totalitário caracterizado pela hereditariedade de seus ditadores, a Coreia do Norte insiste num programa balístico nuclear que aumenta a tensão não somente no continente asiático, mas também na Europa e nos Estados Unidos. Para se ter uma ideia da força do regime comandado com braço de ferro e mãos de aço por Kim Jong-un, o sucesso do recente lançamento de um míssil balístico intercontinental foi comemorado com inexplicável carnaval nas ruas da capital do país. E “ai” de quem não caia na folia.

Dormindo com o inimigo

Para um grupo de correspondentes das Nações Unidas, o porta-voz do governo do Japão avalia que este é o momento para aumentar a pressão sobre a Coreia do Norte – e não para o diálogo. Norio Maruyama admite que seu país está considerando novas sanções, inclusive sobre as importações de petróleo, e pede que todos os países promovam um pacote de sanções da ONU contra Pyongyang. Ele ainda pediu a Pequim e Moscou – simpatizantes da orientação política norte-coreana – que usem de sua influência para desempenhar “um papel mais construtivo” na tensa região.

A União Europeia teme que Pyongyang represente “uma séria ameaça à paz e à segurança internacional” e exigiu o fim dos testes balísticos. A UE não descarta considerar “outras respostas adequadas” em coordenação com seus aliados.

Dormindo ao lado do inimigo, a Coreia do Sul estende a mão para o país que não dá o braço a torcer. A proposta do presidente Moon Jae-in é aliviar o clima de animosidade entre Seul e Pyongyang. O Ministério da Defesa sul-coreano pretende negociar uma forma para acabar com as atividades hostis ao longo da fronteira.

A Cruz Vermelha também busca uma saída pelo viés do diálogo – com um possível encontro na chamada “Zona Desmilitarizada” (DMZ) na fronteira entre os dois países. Ao contrário do nome que recebeu, trata-se de uma das regiões mais tensas e armadas do planeta. A mídia estatal norte-coreana – que tem como porta-voz uma inacreditável senhorinha usando uma bata cor de rosa – não respondeu à proposta.

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *