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Vítimas da violência

Violência contra a mulher ainda assombra a América Latina

Em países latino-americanos, brechas impedem a eficácia das leis de combate à violência contra a mulher

Violência contra a mulher ainda assombra a América Latina
Leis de proteção à mulher evoluíram, mas na prática, pouca coisa mudou (Reprodução/Internet)

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Criada para combater a violência contra as mulheres e assinada por países latino-americanos, a Convenção de Belém completa dez anos em 2014. Desde então, muita coisa foi feita para conscientizar a população latino-americana sobre os direitos das mulheres, e a lei brasileira Maria da Penha contra a violência doméstica se tornou um exemplo para outros países.

O problema é que, na prática, pouca coisa mudou. Brechas na lei impedem a punição do agressor, na maioria das vezes o próprio parceiro da vítima. Segundo a ONU, metade dos países onde a violência contra a mulher é considerada alta fica na América Latina.

Recentemente, um relatório da ONU sobre a violência doméstica revelou que uma mulher é agredida a cada 15 segundos na cidade de São Paulo. Na Colômbia, ataques com ácido para desfigurar o rosto das mulheres quadruplicou desde 2011.

Ativistas afirmam que a falta de investigação e a impunidade são os principais problemas no combate à violência doméstica. No Rio de Janeiro, dos 1.822 casos de estupro registrados pelas vítimas nos primeiros três meses deste ano, apenas 70 resultaram na prisão dos agressores.

Apesar disso, algumas conquistas foram alcançadas. O número de denúncias sobre esse tipo de violência aumentou na região. Brasil, Uruguai e Venezuela criaram delegacias especiais para casos de violência contra a mulher. Além disso, a representação feminina cresceu. Três países latino-americanos têm uma mulher na presidência: Brasil, Argentina e Costa Rica.

Fontes:
The Economist-Everyday aggression

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