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Reformas francesas

Os franceses têm que trabalhar mais?

Um presidente socialista que não tem alternativa a não ser cortar gastos com pensões enfrenta uma prova de fogo

Os franceses têm que trabalhar mais?
Três questões se encontram na lista de Hollande: pensões, benefícios familiares e seguro desemprego (Fonte: Economist)

Inspirado pelo programa de guerra do Conselho de Resistência Nacional, o estado de bem-estar social francês foi projetado para “libertar os trabalhadores da incerteza do amanhã” ao conceder-lhes seguros financiados publicamente contra doenças, desemprego, maternidade, invalidez ou velhice. Ao longo dos últimos 60 anos, o tamanho do vasto sistema de seguridade social da França quase triplicou. Os gastos sociais públicos são hoje responsáveis por 32% do PIB, um nível maior que qualquer outro membro da OECD, um grupo de países ricos.

Para o partido socialista, que agora se encontra no poder com o presidente François Hollande, mudanças no estado de bem-estar social estiveram relacionadas ao “progresso” social. Agora, graças às finanças públicas apertadas e à recessão, Hollande terá que conciliar a necessidade urgente de cortes na rede de bem-estar social com a sua promessa de que “cada geração viverá melhor que a anterior”.

Três questões se encontram na lista de Hollande: pensões, benefícios familiares e seguro desemprego. Os fundos para todos os três programas estão no vermelho. O déficit no braço de pensão do sistema de seguridade social aumentará de US$ 15 bilhões para US$ 28 bilhões em 2020. O déficit para benefícios familiares chegará a US$ 3,46 bilhões e US$ 6,4 bilhões para o seguro desemprego. O tempo está se esgotando.

Texto da revista Economist editado para o Opinião e Notícia


Tradução: Eduardo Sá

 

 

Fontes:
Economist - Temos que trabalhar mais?

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