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A dura vida sob a burca no Afeganistão

Entre 2008 e 2009, pelo menos 80 mulheres afegãs tentaram o suicídio ateando fogo ao próprio corpo

A dura vida sob a burca no Afeganistão
Mulher trajando burca no Afeganistão (Fonte: AP)

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O Afeganistão é um dos cinco países mais pobres do mundo, o segundo mais corrupto, tem 70% da população desnutrida, expectativa de vida de apenas 43 anos e é o lugar mais perigoso do mundo para uma criança nascer, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Caso esta criança seja uma menina, a vida de mulher promete ser ainda mais difícil no Afeganistão há nove anos em guerra. A burca, uma ordem da milícia Talibã, continua sendo usada nas ruas.

Castigos por ‘mau comportamento’

Na teoria, não há mais proibição para as mulheres frequentarem as escolas; na prática, a porcentagem feminina nas salas de aula é ínfima. Apenas 15% das mulheres afegãs com mais de 15 anos sabem ler e escrever. A segregação sexista ainda é uma realidade. A maioria das afegãs ainda se casa antes do 16 anos, e com homens escolhidos por suas famílias.

Uma pesquisa feita em 2008 com 4.700 afegãs revelou que 87% delas já tinham sido vítimas de espancamentos ou abusos sexuais e psicológicos. Castigos por “mau comportamento”. Em 82% dos casos, infligidos por parentes. Entre 2008 e 2009, pelo menos 80 mulheres afegãs tentaram o suicídio ateando fogo ao próprio corpo.

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Fontes:
Revista Veja - Um inferno para as mulheres

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2 Opiniões

  1. Gibran Shalom disse:

    A burca afegã está na cara que é cara. A burca brasileira está na face da alma de milhares e milhares de mulheres santificadas não por seu uso, mas pelo sacrifício de ser mulher em um país onde se aponta em todas as latitudes, eivos de preconceito e de discriminação reiteradamente hipocrita contra as mulheres…pobres, feias, pne’s, obesas…as que não se “apertam” em vestes pintadas com as cores desbotadas pelo tempo, de um capitalismo consumista e utilitarista. As mulheres brasileira, sem burcas, desnudam seus corpos para serem cobaias de desejos machistas, em um laboratório onde se fabrica à solta a utopia do machão brasileiro, que na verdade, nada mais é do que a clonificação do unicórnio de mil chifres. A questão não é a idéia de “prisão” que a burca passa, mas, o que ela realmente representa quando é despida do corpo da mulher amada. Castigo?! Que castigo? E as mulheres brasileira…santificadas, canonizadas até por seus “bons comportamentos”…maltratadas, queimadas, baleadas, exploradas pelo fato de usarem biquinis. Que o diga Maria da Penha, que de tanta peia na vida, sábia ela é que nem usa burca nem biquini num país tropical!

  2. Marcelo disse:

    A burca deveria ser obrigatória para todas as mulheres feias no Brasil

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