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A reforma energética da Alemanha

O projeto energético nacional da Alemanha está se tornando uma fonte de desunião

A reforma energética da Alemanha
Na Alemanha, cerca de metade das contas de energia vai para impostos e subsídios que financiam energias renováveis (Reprodução/Internet)

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Como em muitas partes da Alemanha, na região da Saxônia do norte em torno de Leipzig também se pode ouvir o burburinho causado pela palavra Energiewende. A palavra, que literalmente significa “mudança energética”, também pode querer dizer “revolução energética”. E é por esse prisma que a Alemanha vê as metas duplas que estabeleceu para si mesmo: eliminar a geração de energia nuclear até 2022 e extrair 80% de sua energia a partir de fontes renováveis até 2050.

No entanto, a Energiewende se tornou um barril de pólvora político em um ano eleitoral. Alemães comuns associam cada vez mais o plano a suas próprias contas de energia, que aumentaram mais uma vez em janeiro. Cerca de metade de uma conta de energia média hoje em dia vai para impostos e subsídios que financiam energias renováveis em vez de representar o preço real da energia negociada na Bolsa de Energia Europeia. Os alemães pagam mais por eletricidade do que a maioria dos europeus.

Uma razão que explica os prejuízos impostos aos consumidores pelos subsídios é que empresas industriais em competição global não precisam pagá-los. Isso gerou uma “batalha redistributiva”, uma vez que alguns políticos angariam simpatia com eleitores preocupados sobretudo com sua conta de luz enquanto outros apelam para aqueles preocupados com a indústria e os empregos. Além disso se verifica uma apreensão geral de que a Alemanha possa vir a pôr a sua competitividade global em risco devido a seus custos energéticos. O contra-argumento, de que a Energiewende gerará custos menores e uma maior competitividade no longo prazo, soa abstrato. Há um risco de que essa revolução, como tantas outras, sucumba a conflitos internos antes de atingir sua meta.

 

 

Fontes:
The Economist - Troubled turn

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