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Acidente com o porta-aviões São Paulo faz um ano

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Há exatamente um ano, a explosão ocorrida no navio porta-aviões Foch, mais conhecido como São Paulo, matou três militares e deixou oito feridos. Mesmo após todo esse tempo, a maior embarcação da esquadra brasileira continua atracada para manutenção, no Arsenal da Marinha, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro.

O São Paulo encontra-se carregado de toneladas de amianto, produto tóxico e cancerígeno utilizado como isolante térmico, assim como seu irmão gêmeo Clemenceau, que teve problemas na Europa: não consegue virar sucata porque a substância que carrega oferece riscos à tripulação, à população e ao meio ambiente, caso ocorram acidentes. Em fevereiro deste ano, o Greenpeace conseguiu evitar que o Clemenceau fosse mandado para a Índia para desmonte, após promover manifestações que fizeram o navio retornar à França.

É comum o envio de lixo tóxico pelos países ricos para os mais pobres, o que, conforme a organização pelo meio ambiente explica em seu site, traz prejuízos enormes: A França queria levar 27 mil toneladas de resíduos químicos para a Índia, onde trabalhadores sem a devida proteção iriam entrar em contato com substâncias tóxicas como amianto, ascarel, chumbo e mercúrio.A história da chegada do Foch ao Brasil contrasta com essa sucessão de complicações.

Quando o porta-aviões vendido pela França ao Brasil por US$ 12 milhões chegou ao país, em março de 2001, foi recebido com festa pela Marinha. Reportagem da revista IstoÉ publicada na ocasião dizia: o São Paulo representa um aumento da presença militar brasileira no Atlântico Sul e aponta para o final de uma limitação imposta por um ato arbitrário de 1965, quando o então presidente Castello Branco impediu a força naval de ter uma aviação embarcada própria. A matéria citava também a diplomacia brasileira, que estava comemorando porque a compra do porta-aviões seria uma clara exibição do esforço brasileiro para se mostrar em condições de cumprir as funções exigidas pela ONU dos membros permanentes do Conselho de Segurança da entidade.

O navio de guerra foi vendido ao Brasil pelos franceses por um preço bem baixo, devido ao interesse da França e do Brasil em ampliar a cooperação militar. No entanto, acabou ficando longe de ter a utilidade esperada.

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4 Opiniões

  1. anderson vilela disse:

    infelismente o nosso querido paisnao nao capacidade de ter armamentos desse tipopor nao historico de guerras tecnologicas,por isso comprou um ferro velho

  2. Márcio Gonçalves Ferreira disse:

    Podemos fazer uma rifa e oferecer para o nosso mui amigo venezuelano Ugo, aposto que aposto que ele compra todos os números.

    Agora falando cério, podemos dar de presente para os argentinos.

  3. Wellington Silva disse:

    Pesguisando sobre Porta Aviões o Brasil não é o único a possuir um ferro velho.Agora Marcio Gonçalves Ferreia se dar de presente esse Porta Aviões para os Argentinos , concerteza seria uma ameaça ao Brasil ,porque eles los hermanos ,tem experiência de combate, nada mais nada menos ,que a Grã Bretanha , A Marinha Real !!!

  4. Vader Disciple disse:

    Infelizmente nosso País não tem tecnologia nem para alfabetizar de forma mínima. Haveria de construir um Navio desses sozinho?

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