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África do Sul: democracia frágil

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O partido Congresso Nacional Africano vai eleger seu líder na próxima semana em uma disputa acirrada. A Economist ironiza, perguntando se a disputa não seria saudável para um país com a política praticamente unipartidária.

Caso o vencedor seja o ex-vice-presidente Jacob Zuma, é quase certo que ele seja o candidato do Congresso Nacional Africano e, logo, favorito para se tornar presidente após as eleições gerais de 2009. Caso vença o presidente Thabo Mbeki, ele irá ungir o seu sucessor, que não será Zuma. Mbeki não pode concorrer a um terceiro mandato como presidente. Para a Economist, nenhum dos dois deveria dirigir o CNA, muito menos o país, e a sucessão revela mais sobre os limites do que sobre os avanços da democracia sul-africana.

Jacob Zuma foi absolvido no ano passado de uma acusação de estupro, mas durante o julgamento disse que consegue saber, pela maneira de uma mulher se sentar, se ela quer ter relações sexuais com ele. Zuma disse ainda que pode evitar contrair o vírus HIV tomando uma ducha. Mbeki também tem visões estranhas sobre a AIDS e tem demonstrado seu gosto por caminhos autocráticos.

 

Fontes:
Economist - The ANC leadership election in South Africa -- Flawed characters, flawed choice

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