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ALERTA DO UNICEF

Mais de 1 milhão de crianças afetadas pelo ciclone Idai precisam de ajuda

Unicef alerta que, um mês após a passagem do ciclone, crianças ainda necessitam urgentemente de assistência médica, proteção, água e saneamento básico

Mais de 1 milhão de crianças afetadas pelo ciclone Idai precisam de ajuda
Após o ciclone, escolas e hospitais se tornaram abrigos (Foto: Unicef/Javier Rodriguez)

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Um mês após o ciclone Idai ter atingido Moçambique, Malawi e Zimbábue, destruindo casas e provocando mais de mil mortes, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), afirmou que pelo menos 1,6 milhão de crianças ainda necessitam urgentemente de assistência médica, proteção, água e saneamento básico.

A forte tempestade atingiu Moçambique, Malawi e Zimbábue em 14 de março deste ano. O ciclone atingiu primeiramente Moçambique antes de se deslocar para os outros países.

O ciclone Idai foi o pior desastre natural a atingir a África Meridional em duas décadas. As chuvas geradas pelo ciclone inundaram campos de colheita e destruíram mais de 200 mil casas somente em Moçambique. Após um mês do ocorrido, as águas da inundação começaram a diminuir e algumas famílias puderam retornar para suas casas.

Segundo dados do Unicef, há em Moçambique 1 milhão de crianças precisando de auxílio. No Malawi são 443 mil e, no Zimbábue, 130 mil. O fundo solicitou US$ 122 milhões em ajuda humanitária às crianças e famílias afetadas pelo ciclone.

“As crianças que vivem em abrigos lotados ou afastados de suas casas correm risco de contrair doenças, assim como ficam expostas à exploração e ao abuso”, afirmou Henrietta Fore, Diretora Geral do Unicef.

Após o ciclone, muitas escolas e hospitais que foram destruídos se tornaram abrigos. Com isso, as aulas foram interrompidas. O Unicef, junto de outros parceiros, começou a distribuir pacotes educacionais para as crianças que foram afetadas. Além disso, o fundo iniciou projetos para a ampliação do apoio psicossocial aos que afetados.

Segundo Henrietta Fore, o caminho para a recuperação será longo e “é imperativo que os parceiros humanitários estejam presentes em todas as etapas do percurso. Devemos ajudar as crianças e as famílias a sobreviver e, depois, a se levantar”.

Segundo o Unicef, até o momento, foram registrados 4.600 casos de cólera e 7.500 de malária desde a passagem do ciclone. Qualquer interrupção dessa assistência poderia facilitar ao surgimento de novas epidemias e picos de desnutrição, o que afetaria principalmente às crianças, que são mais vulneráveis.

Em parceria com o Ministério da Saúde e da Infância do Zimbábue, foi lançada uma campanha de vacinação contra a cólera para a proteção de milhares de pessoas.

Em Moçambique, foram fornecidas vacinas para 900 mil pessoas contra a cólera. Também foi iniciada a distribuição de 500 mil mosquiteiros para a proteção das crianças e o reabastecimento de água foi restaurado para 500 mil pessoas.

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1 Opinião

  1. Miguel Pedro Meira disse:

    Assistência médica, proteção, água e saneamento básico. E agora mais a preocupação mundial com o telhado de Notre Dame. Que dureza ter que decidir. Mas se eu tivesse oitocentos milhões de euros, com certeza não iriam para Paris.

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