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IRAQUE

Ataque deixa dezenas de mortos e centenas de feridos em Bagdá

Fragmentada, al-Qaeda aposta em ataques menores e mais frequentes

Ataque deixa dezenas de mortos e centenas de feridos em Bagdá
Um homem-bomba matou cerca de 50 iraquianos (Fonte: AP)

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As últimas tropas norte-americanas saindo do Iraque no mês de agosto estão deixando para trás um país ainda longe da paz, no qual o exército local ainda sofre um número elevado de baixas regularmente. Uma lembrança veio na manhã dessa terça-feira, 17, quando um homem-bomba matou cerca de 50 iraquianos, e deixou mais de cem pessoas feridas num centro de alistamento do exército. A explosão aconteceu depois que os jovens que tentavam se alistar foram separados por níveis de escolaridade. O ataque atingiu principalmente aqueles com diplomas escolares.

Foi o ataque mais sangrento do mês, mas a situação não é rara no Iraque. O exército, agora uma das principais instituições do Estado, representa uma das principais ameaças à al-Qaeda. A polícia não é tão poderosa e a maioria de suas atividades tem sido realizada por soldados. Desmanchado após a invasão norte-americana, o exército passou a se apoiar nos novos recrutas, jovens que a al-Qaeda tenta, a todo custo, deter.

Mas a própria al-Qaeda já não é mais a mesma de uma ano atrás. Em 19 de agosto de 2009, o grupo terrorista começou uma série de explosões de automóvel, visando atingir ministros governamentais, e quase mataram dois deles. Mas de lá para cá, a organização perdeu seus líderes. Alguns foram delatados e presos, outros mortos durante ações militares. Menos unidos e temporariamente sem recursos, a AL-Qaeda se tornou mais celular, e seus ataques, menores. O s novos líderes tentaram compensar aumentando a frequência dos ataques.

Isso não impedirá as tropas norte-americanas de deixar o Iraque. No fim de 2011, até mesmo os conselheiros militares devem sair do país, a menos que o governo iraquiano requisite sua presença (o que é bastante possível considerando o volume de equipamento norte-americano enviado ao ministério da defesa do Iraque). As tropas já previam um aumento nos ataques em suas incursões pela fronteira do país, imaginando que os insurgentes iriam querer o crédito pela sua saída do Iraque. Até agora eles não conseguiram, o que não significa que o exército norte-americano espere uma celebração vitoriosa em seu retorno para casa.

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Fontes:
Economist - A bloody morning in Baghdad

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