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'Vergonha'

Belgas protestam contra crise política

Mais de sete meses após as eleições, os líderes dos partidos políticos belgas ainda não conseguiram formar um governo

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Milhares de manifestantes protestaram neste domingo, 23, em Bruxelas no que ficou conhecido como “marcha da vergonha”, exigindo a formação de um governo no país e para rejeitar ondas nacionalistas.

Mais de sete meses após as eleições parlamentares, os líderes dos partidos políticos belgas ainda não conseguiram formar um governo, deixando o país à mercê dos mercados financeiros, que vêm aumentando os custos da dívida do país.

Manifestantes em Bruxelas (Fonte: A Bola)

De acordo com os organizadores, mais de 50 mil pessoas participaram do protesto, que teve como lema “Vergonha: um grande país sem governo”. Já a polícia belga apontou para cerca de 34 mil manifestantes.

A dívida pública da Bélgica é a terceira maior da zona do euro, atrás apenas da Itália e da Grécia. O impasse pós-eleitoral no país completa 223 dias nesta segunda-feira, 24.

Fontes:
A Bola - Milhares juntam-se em Bruxelas exigindo formação de governo
Reuters - Belgas protestam e pedem "cerveja, fritas e governo"

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1 Opinião

  1. Ramon M.B.van Buggenhout disse:

    Para os pouco versados em questões políticas e sociais da Bélgica, talvez fique difícil compreender a causa ou causas da cizânia entre flamengos e valons. A adversão remonta a divergências históricas que vêm desde o século XIV, agravadas pela dominação francesa da época napoleônica. A Segunda Grande Guerra propiciou sensivelmente a elevação social dos flamengos. A partir de então, mais industrializada, as Flandres passaram a ser a região economicamente preponderante da Bélgica. Entretanto os rancores e mágoas permaneceram, apesar do espírito conciliatório surgido com a união européia. E os ressentimentos são difíceis de ser administrados e apagados. Quem visita as várias regiões das Flandres percebe que há uma recusa flagrante de os flamengos falarem francês. Querem consolidar suas raízes germânicas. Da mesma forma como até então procederam os valons com relação à língua e à origem francesa de sua gente. É um problema sério que atinge fundo a casa real da Bélgica, tendo como fundador histórico o conquistador de Jerusalém (Godefroy de Bouillon), na Primeira Cruzada. Com o soerguimento das Flandres e seu predomínio econômico e cultural, os flamengos que sempre se sentiram explorados e espoliados pelos valons querem libertar-se do ônus de terem de repassar recursos para a Valônia. Não há propriamente um racismo entre essas populações, até porque os homens flamengos admiram sobremodo a beleza das mulheres valonas. Como descendente direto de flamengos posso sugerir que devolvam-se à França os homens da Valônia e deixem suas lindas mulheres para o nosso pessoal. A Bélgica continuará unida e os flamengocos ficarão com o que há de melhor na Valônia.

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