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O Brasil e as Olimpíadas

O Brasil e as Olimpíadas
Além de estádios e outras instalações esportivas, plano vai exigir a construção de pontes e ruas

Vencer a disputa para sediar as Olimpíadas de 2016 foi a parte fácil. Mas realizar os jogos vai exigir esforços e gastos numa escala que o Rio, uma malfadada metrópole de 12 milhões de habitantes, nunca viu. Além da construção de estádios e outras instalações esportivas, o plano vai exigir a construção de pontes e ruas e que seja dobrado o número de quartos de hotel. Para melhorar o caótico sistema de transporte, será preciso levar o metrô para a Barra da Tijuca. Os atletas terão que ser conduzidos aos locais dos eventos através de um dos piores trânsitos das Américas. A polícia, que já é sobrecarregada, terá que manter os participantes da Olimpíada a salvo de alguns dos criminosos mais abusados da América. Quem garante que o orçamento de US$ 14,4 bilhões para os jogos seja bem usado – sem mencionar os US$ 50 bilhões em investimentos indiretos?

Mas há razões para se ter esperanças de que a cidade tenha sucesso, seguindo o exemplo de Barcelona, que usou os jogos de 1992 para se reinventar. O Rio está em declínio desde que deixou de ser a Capital da República. Há algumas melhorias, parte em função do fortalecimento da economia brasileira. A produção de petróleo está injetando dinheiro no estado. Os níveis de pobreza estão caindo e o número de proprietários, aumentando. Ao contrário do que acontecia no passado, os governos municipal, estadual e federal estão unidos pelo esforço olímpico. O novo sistema de transporte prometido para a Copa do Mundo e as Olimpíadas é extremamente necessário. E os elefantes brancos construídos para os jogos Panamericanos serão finalmente aproveitados.

Mas enquanto Barcelona construiu sua Vila Olímpica numa região abandonada do porto, no Rio ela ficará, assim como muitos dos eventos, na Barra da Tijuca, uma região de novos ricos na ponta mais próspera da cidade.

“Por que não fazer da eliminação da pobreza e da pacificação das favelas nosso objetivo para 2016?”, questiona André Urani, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade. Mas não há políticas para se chegar a isso.

Para o Brasil, a conquista dos Jogos Olímpicos, depois de vencer a disputa pela realização da Copa do Mundo, é mais um símbolo de melhora do seu status internacional. O país não é mais um “país de segunda classe”, como disse Lula em Copenhagen. Isso pode trazer benefícios intangíveis. É tarefa dos políticos brasileiros fazer com que estes superem os custos.

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Fontes:
Economist - Brazil and the Olympics -- Rio 's expensive new rings

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4 Opiniões

  1. Edna Santos disse:

    Sobre a abertura foi lindíssima e o andamento da Olimpiada esta muito bonito. Mas não estou gostando e muitas pessoas também de desmanchar o Parque Olímpico fizeram um investimento altíssimo para quando terminar a Olímpiada e a Paraolimpiada acabar com tudo, tem que deixar tudo e começar investir em todos esportes amadores, sem ser o futebol que é bem investido, e começar a dar valor aos atletas a partir da base de todos os esportes, investir na base, e montar um centro de treinamento de cada esporte e levar os 10 primeiros colocados do ranking para treinar direto em um lugar que eles treinam diariamente, para que eles consigam dar resultados no futuro. Acorda Brasil (Governo) todos os Paises investem pesado só o nosso não. Quando isso vai mudar.

  2. Sheila disse:

    Fiquei impressionada com o Halvao contando tudo antes da hora e falar que em nenhuma abertura houve a plateia cantando junto com o convidado , mentira , e em Londres quando o Paul cantou todos cantaram a capela com ele.

  3. CORDEIROVARGAS disse:

    Se quisermos sermos grandes, devemos agir como tal, o Homem desenvolve conforme suas necessidades, os desafios estão colocados, agora é trabalhar para supera-los e com certeza iremos em 2016 fazer na cidade do Rio de Janeiro uma grande festa do esporte mundial. Parabéns ao Rio, ao Brasil e principalmente ao presidente Lula por mais esta vitória que é também de todo o povo brasileiro. Sds. a todos.

  4. Elisa Maria disse:

    Tenho muita fé no Rio de Janeiro e acho que as olimpíadas podem ser muito boas para a cidade. Agora, levar o metrô para a Barra até 2016 parece utopia pra mim. Outra utopia: fazer da eliminação da pobreza e da pacificação das favelas um objetivo para 2016. Prometer é fácil, agora, fazer planos concretos E cumprí-los, aí sim, aí é que são elas.

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