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Transformar o piche em petróleo cru é caro, poluente e não muito rentável
Combustíveis

Canadá é o maior exportador de petróleo para os EUA

No entanto, preocupações ambientais põem em risco futuro das negociações

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A compra de petróleo canadense não dá suporte a regimes autoritários, nem expõe os Estados Unidos à manipulação política de seu fornecimento de energia. Poucos sabem, no entanto, que o Canadá é o maior exportador de óleo para os Estados Unidos, sendo responsável por 22% do total. Os outros principais exportadores, México, Arábia Saudita e Venezuela, têm um percentual de 11 a 12% cada no total de petróleo exportado para os Estados Unidos. E o potencial canadense parece infinito. Suas reservas de petróleo e gás, que somam 179 bilhões de barris, são as segundas maiores do mundo. O gráfico abaixo apresenta os maiores exportadores de petróleo para os Estados Unidos em 2000 e 2009.

No entanto, o petróleo do Canadá é sujo. Mais da metade da produção nacional vem de poços de piche, uma mistura de água, areia, argila e betume, uma forma espessa de petróleo que normalmente precisa ser derretida antes de ser extraída e refinada. Segundo a Agência de Proteção Ambiental Norte-Americana, a produção de petróleo de piche canadense gera 82% mais emissões de gases que provocam o efeito estufa que a média de barris refinados nos Estados Unidos.

Com os acidentes na plataforma do Golfo do México e num oleoduto que derramou 19,5 mil barris de petróleo canadense no rio Kalamazoo, no estado de Michigan, em julho, a preocupação ambiental com a exploração de petróleo cresceu nos Estados Unidos. Agências do governo federal foram proibidas de comprar petróleo de piche em 2007, e o presidente do Comitê de Energia e Comércio, Henry Waxman, se referiu ao piche como “a mais imunda fonte de combustíveis.

A melhor alternativa para reduzir a poluição do petróleo de piche seria a descoberta de fontes alternativas de combustíveis ou cortes no consumo. Transformar o piche em petróleo cru é caro e poluente e o processo somente se torna rentável quando o preço do barril ultrapassa os US$ 60. A recessão interrompeu 70% dos investimentos na área, mas com apenas uma pequena queda nos preços do petróleo, a produção nas areias de piche recomeçará com força total.

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  1. Marly disse:

    Sabemos , hoje, que o famoso MITO do “efeito estufa” está desmoralizado e não deveria mais ser citado em noticiários como este. Podemos e devemos esquecer que esta crença foi IMPOSTA por alguns ambientalistas através de propagandas enganosas.

    Dessa forma, a notícia do piche do Canadá tem importância pela informação que traz sobre a dificuldade que existe no seu refino. É um tipo de petróleo pesado, PORÉM é petróleo, e sendo assim NÃO PODE ser desprezado. Na falta do petróleo leve, pode e deve ser usado.

    O Dr.Henry Waxman deve ser um ambientalista radical que ainda acredita no MITO do “efeito estufa”. É preciso informar a ele sobre o Ciclo da Energia no planeta, uma grande descoberta do geólogo pesquisador brasileiro.

    Acesse o livro dele publicado em http://www.petroleoeecologia.com.br e leia a segunda parte. É surpreendente!