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Patagônia

Chilenos protestam contra represas

Governo acusa a ex-presidente Michelle Bachelet de aprovar silenciosamente o projeto

Chilenos protestam contra represas
Manifestantes se reuniram nas ruas de Santiago para protestar contra o projeto HydroAysén

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Mais de 15 mil pessoas protestaram neste sábado, 28, nas ruas de Santiago contra a HidroAysén, que pretende construir cinco represas na Patagônia chilena. Os grupos ambientalistas que organizaram o protesto estavam especialmente preocupados em evitar os confrontos com a Polícia que manifestantes isolados haviam protagonizado em marchas anteriores, e por este motivo, decidiram realizar o ato no sábado à luz do dia e não na sexta-feira à tarde, como estava previsto inicialmente, e designaram alguns voluntários para preservar a ordem e identificar os manifestantes violentos.

Os participantes se reuniram às 15h do horário local (16h de Brasília) na Praça Itália, centro da capital, e transitaram depois pela Alameda, a principal via da cidade, até chegar ao palácio presidencial de La Moneda, levando cartazes com frases a favor da proteção da Patagônia e contra o projeto HidroAysén, promovido pela Endesa Chile, filial da Endesa Espanha, e a chilena Colbún. Também participaram associações de estudantes e grupos de mapuches, que pediram a libertação de quatro presos indígenas que estão em greve de fome há 74 dias.

Os dirigentes de Ação Ecológica, uma das entidades que organizou a manifestação, estimou que cerca de 100 mil pessoas participaram do protesto, embora Carabineiros tenham estimado a adesão em 20 mil pessoas. No dia 9 de maio, uma comissão de funcionários do governo aprovou o estudo de impacto ambiental da HidroAysén, que contempla a construção de cinco represas no sul do país. O debate em torno deste tema vazou também para a arena política com a investida do governo contra a ex-presidente Michelle Bachelet, a quem acusa de silenciar a respeito da aprovação do mega projeto.

A proposta, idealizada em 2006, representará um investimento de US$ 3,2 bilhões, a inundação de 4.010 hectares na Patagônia chilena em uma área de grande valor ecológico, e a geração de uma média anual de 18.430 gigawatts hora. Apesar da grande adesão popular, a manifestação transcorreu sem incidentes ou confrontos.

Fontes:
Folha.com - "Mais de 15 mil protestam em Santiago contra represas na Patagônia"

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2 Opiniões

  1. Roberto Henry Ebelt disse:

    VERDE, A NOVA COR DO COMUNISMO. Fico imaginando que essa minoria (minoria é exagero) este grupo insignificante, mas barulhento, pensa que eletricidade é produzida no contador de luz . Assim como os verdes brasileiros, essa turba não passa de um bando de desocupados. Aposto que na hora em que faltar energia elétrica, eles também irão fazer uma manifestação. Para fazer uma omelete é necessário quebrar ovos. Será que essa turma ainda não aprendeu nada?
    Roberto

  2. Eleutério Sousa disse:

    Errados, eles não estão! mas poderiam insunar uma solução para substituir a energia elétrica…

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