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Vacinas e autismo

Como a saúde pública é influenciada pela mídia

É improvável evitar alarmismo futuro, de acordo com a Economist

Como a saúde pública é influenciada pela mídia
Andrew Wakefield foi proibido de trabalhar como médico no último dia 24 de maio (Fonte: Times)

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A saúde pública assusta. Um exemplo é o caso de Andrew Wakefield, um médico do Hospital Royal Free de Londres, que, há doze anos, publicou um artigo apontando que algumas crianças que haviam sido vacinadas contra três doenças de crianças – sarampo, caxumba e rubéola – prontamente desenvolveram uma inflamação no intestino e autismo. Ao longo do tempo, nenhuma ligação foi confirmada entre a vacina MMR e o autismo, e as taxas de imunização retornaram aos seus níveis anteriores. Mas, em casos como este, é improvável evitar alarmismo futuro, de acordo com a Economist.

Na época, pais começaram a se colocar contra essa vacina e os casos de doenças aumentaram. Dr. Wakefield foi proibido de trabalhar como médico no último dia 24 de maio. Não pelas conclusões a que chegou, e sim pela maneira pela qual chegou a elas.

O sarampo é a mais grave das três doenças. De acordo com a Health Protection Agency, que monitora doenças infecciosas na Inglaterra e no País de Gales, os casos subiram de 56, em 1998, para 1.144, em 2009. Casos de caxumba passaram de 121 para 7.628 no mesmo período. Em 2005, quase 45 mil pessoas contraíram a doença. Já a rubéola continua a ser um mal relativamente raro.

Uma investigação anterior ao susto, no entanto, liderada por Ian Hargreaves, da Universidade de Cardiff, colocou a culpa na mídia, que “não propositalmente induziu ao erro de que as provas para a ligação (entre a vacina e o autismo) eram tão substanciais quanto as provas contra a ligação”. No dia 17 de maio, mais um exemplo: estudos de 13 países concluíram que não havia nenhuma ligação clara entre o uso de telefones celulares e tumores cerebrais. No entanto, manchetes disseram exatamente o contrário.

Leia mais:

Há conexão com autismo?

Pais rejeitam vacinas e põem saúde dos filhos em perigo

Fontes:
Economist - Vaccines and autism: A nasty rash

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1 Opinião

  1. Paulo Velasques disse:

    O PODER DE INFLUECIAR PELA MÍDIA SEMPRE FOI SURPREENDENTE,DETERMINANTE E ESTARRECEDOR. DEPENDEMOS NÃO SÓ DE ALIMENTOS PARA O CORPO MAS TAMBÉM DE ALIMENTOS INFORMATIVOS QUE NUTREM AS POTENCIALIDADES PARA VISÕES QUE NÃO CONSEQUIMOS OBTER ATRAVÉS DE UMA SIMPLES LENTE MONOCROMÁTICA DE POUCO ALCANCE.
    SOMOS TODOS MENSAGEIROS,ESTAMOS SEMPRE EMITINDO INFORMAÇÕES A TODO MOMENTO E DE VÁRIAS FORMAS.CONSCIENTE E OU INCONSCIENTEMENTE,RECEBEMOS,ASSIMILAMOS E REPASSAMOS AS EMOÇÕES.
    IDÉIAS QUE FORMAM E SENSIBILIZAM AS POSSIBILIDADES.
    É PRECISO REFLETIR A GRANDE IMPORTÂNCIA QUE ASSOCIAMOS AS MENSAGENS QUE INTERAGEM À NOSSA VIDA.
    PROCURANDO,ESTUDANDO,BUSCANDO E ENCONTRANDO O QUE REALMENTE NOS IDENTIFICA E EDIFICA.
    PLANEJAMOS ALGO NA VIDA, EDITANDO NOSSAS AÇÕES NA BUSCA DE AJUDA, QUANDO EM NECESSIDADES E NO OFERECIMENTO A QUEM PRECISA.
    É MUITO IMPORTANTE RECONHECER E APLICAR A SENSIBILIDADE QUE EXERCEMOS NO SENTIDO DE INFLUENCIAR A DETERMINAÇÃO QUE NOS MOTIVA.
    É ATRAVÉS DESTE PODER QUE MULTIPLICAMOS VALORES E CONQUISTAMOS MAIS UM PASSO PARA A CAMINHADA DA HARMONIA QUE DESEJAMOS.

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