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TURQUIA

Conflitos entre turcos e curdos se intensificam

Estados Unidos temem que país inicie guerra com população curda do Iraque

Conflitos entre turcos e curdos se intensificam
A campanha contra o PKK está se intensificando (Fonte: EPA)

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Desde 1984, uma campanha separatista iniciada pelo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) tem assolado a Turquia. Nos últimos meses, as ações do PKK tem se intensificado, e na última terça-feira, 20, seis militares turcos morreram e outros 15 ficaram feridos após um ataque de rebeldes curdos na cidade de Cukurca.

Mas nos últimos meses a opinião da população turca sobre o assunto também parece estar mudando. Debates na televisão e na internet começam a mostrar que o apoio à ideia de que o povo curdo – que na Turquia representa 14 milhões de habitantes – tem direito a um estado está crescendo. Onur Sahin que lidera o departamento de agricultura na província de Ordu afirma que os produtores locais não querem mais a presença de trabalhadores curdos nas colheitas sazonais.

Enquanto isso, a campanha contra o PKK está se intensificando. O governo moderadamente islamita do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AK) pretende posicionar um novo exército na fronteira com o Iraque, onde o PKK tem bases. Muito temem o retorno dos excessos cometidos durante a década de 1990, quando mais três mil vilarejos curdos foram evacuados e milhares de curdos foram presos ou assassinados. As ações do outro lado da fronteira têm se intensificado, mas os Estados Unidos, aliados da Turquia temem que o país inicie uma guerra contra os curdos do Iraque.

Muitos torcem pelo retorno da paz. Um grupo de intelectuais turcos pediu ao governo a mudança de um artigo na constituição que define todos os cidadãos do país como turcos. Um prefeito do AK sugeriu a homens turcos que se casassem com mulheres curdas. Outros afirmam que o AK deve conversar com o líder do PKK, Abdullah Ocalan. Apesar de estar há 11 anos confinado na solitária de uma prisão de Istambul, Ocalan mantém a lealdade de seus guerreiros e a simpatia de milhões de curdos.

Apesar das propostas do PKK incluírem um cessar-fogo bilateral e discussões com políticos, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan se vê num beco sem saída: ele dificilmente irá despertar a ira dos nacionalistas discutindo com um grupo considerado terrorista pelos turcos e por seus aliados ocidentais. Por outro lado, Erdogan sabe que substituir a reforma pela guerra só irá beneficiar as relações de seus oponentes com o exército.

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Fontes:
Economist - Turkey and its rebel Kurds: An endless war

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1 Opinião

  1. Markut disse:

    E é nesse Oriente Médio, tumultuado há séculos,que os nossos itamaratecas querem meter o bedelho! Se manquem, petralhas!
    Nem sempre “negócios são negócios” justifica tudo. Diplomacia é algo mais do que isso.Supõe, antes de mais nada, uma cultura e uma visão geral , que os nossos barbudinhos não conseguem mostrar.É ou não é, sr toc toc?.

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