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Líderes em crise

Cresce a reprovação aos governos de Dilma, Bachelet e Cristina

Crise e escândalos de corrupção afetam os governos de Dilma Rousseff e Michelle Bachelet, enquanto Cristina Kirchner encerra o 2º mandato com a Argentina dividida

Cresce a reprovação aos governos de Dilma, Bachelet e Cristina
Das três líderes, Dilma Rousseff é quem está em piores condições (Foto: Brasil.gov)

O ano de 2015 está sendo um grande desafio para os governos das presidentes sul-americanas Michelle Bachelet, Dilma Rousseff e Cristina Kirchner.

Das três líderes, Dilma Rousseff é quem está em piores condições. A popularidade da presidente despencou para 7,7%, segundo a mais recente pesquisa divulgada na semana passada pela Pesquisa Confederação Nacional do Transporte em parceria com o Instituto MDA.

A crise econômica e os escândalos de corrupção são os maiores problemas de Dilma, que tenta contornar o problema com o ajuste fiscal e com um investimento massivo em propagandas nas redes sociais.

No Chile, um escândalo de corrupção envolvendo membros de vários partidos, incluindo da base governista, fez a reprovação ao governo da presidente Michelle Bachelet chegar a 70%, segundo uma pesquisa divulgada na última segunda-feira, 3, pelo instituto chileno Gfk Adimark.

O levantamento também mostrou que o apoio da população à oposição cresceu. Dos entrevistados, 32% disseram se identificar com a oposição, enquanto 34% ainda apoiam o governo.

A desaceleração econômica do Chile também contribuiu para esse cenário, pois comprometeu as reformas sociais que são a marca do governo Bachelet. A expectativa de expansão da economia chilena para este ano caiu de 3,6% para 2,5%. “O governo reconheceu dificuldades para levar a cabo suas principais reformas por conta da desaceleração econômica e chamou a um ‘realismo sem renúncia’ que parece não ter diminuído a incerteza de vários setores”, diz uma nota do Gfk Adimark em relação à pesquisa.

A única que está em melhores condições é a argentina Cristina Kirchner que deixará a presidência em dezembro deste ano. Em março deste ano, ela amargou uma reprovação de 67,5%, segundo uma pesquisa feita pela consultora argentina Management & Fit.

Porém, a presidente conseguiu se reerguer e em junho o índice de aprovação de seu governo subiu 50%, de acordo com uma pesquisa da agência argentina Isonomía Consultores. “Esta é a transição de governo com o maior índice de aprovação desde a volta da democracia, em 1983”, disse a agência.

Segundo uma reportagem publicada no mês passado pela BBC, “os argentinos parecem se despedir da presidente em lua de mel”. Entre as razões listadas para essa reviravolta está o apoio popular que Cristina conquistou aos enfrentar os chamados fundos especulativos e as acusações do grupo Clarín, maior conglomerado de comunicação do país.

No entanto, o próximo líder argentino que chegar à Casa Rosada terá de lidar com uma Argentina dividida, já que outros 50% dos entrevistados reprovam o governo de Cristina.

Fontes:
Valor-Reprovação a Bachelet bate recorde no Chile
O Globo-Cristina Kirchner tem desaprovação de 67% dos argentinos, mostra pesquisa
BBC-El secreto detrás de la popularidad de Cristina Fernández en Argentina

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