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Crise interna ameaça o Uber

Após uma trajetória de sucesso, o Uber enfrenta a maior crise de sua curta história

Crise interna ameaça o Uber
Uma série de más notícias e contratempos ameaça deter o crescimento da empresa (Foto: Wikimedia)

O primeiro trabalho de Travis Kalanick ainda na adolescência foi de bater nas portas de estranhos para vender facas. Agora o CEO do Uber, a startup de maior valor de mercado no mundo, tenta esquivar-se dos punhais apontados em sua direção. Em 19 de março, Jeff Jones, presidente da empresa, pediu demissão depois de seis meses no cargo, com a justificativa que “os princípios e a abordagem de liderança que guiaram minha carreira não são compatíveis com a cultura da empresa”.

Pelo menos seis executivos com postos-chave e alguns funcionários seniores demitiram-se nas últimas nove semanas, entre eles os diretores dos departamentos de mapeamento digital e de desenvolvimento de carros autônomos, e um especialista em inteligência artificial (IA) contratado para dirigir o laboratório de pesquisa da empresa há três meses.

Agressivo e extremamente ambicioso, Kalanick transformou sua startup de apenas oito anos na maior empresa de tecnologia privada dos Estados Unidos, em meio a conflitos com diversos grupos, entre os quais taxistas, empresas de tecnologia e agências regulatórias. Expandiu as atividades da empresa no exterior e captou recursos no valor de cerca de US$12,5 bilhões, incluindo a dívida. Seu valor de mercado é avaliado em quase US$70 bilhões.

No entanto, uma série de más notícias e contratempos ameaça deter o crescimento da empresa. Em janeiro, Kalanick foi duramente criticado por integrar a equipe de conselheiros econômicos de Donald Trump e por uma suposta interferência em uma greve de taxistas, que protestavam contra a proibição da entrada de imigrantes de países de maioria muçulmana nos EUA. Em seguida, a campanha #DeleteUber resultou na perda de cerca de 200 mil usuários do aplicativo em apenas um fim de semana.

Uma ex-funcionária escreveu em um blog que o Departamento de Recursos Humanos do Uber não atendeu à sua queixa de assédio sexual. Logo depois, um motorista do Uber filmou um vídeo com uma câmera escondida dentro do carro de uma discussão entre ele e Kalanick a respeito da redução dos preços das tarifas. O vídeo mostrou o empresário dizendo irritado, “algumas pessoas não gostam de assumir a responsabilidade por seus erros”.

A última acusação grave foi a revelação do uso do software Greyball para enganar as autoridades municipais nas cidades em que opera, que investigavam a violação dos regulamentos locais pelos motoristas do Uber.

Fontes:
The Economist-Uber is facing the biggest crisis in its short history

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5 Opiniões

  1. Marcus disse:

    É como NAPSTER,vai acabar, não dura mais 5 anos.

  2. Josafa Xavier dos santos disse:

    Em um país sério
    E assim todos tem que ser responsabilizado por seus delitos cometido.porque acumular uma fortuna desse valor sonegando impostos e burlando leis.assi é fácil ficar milionário

  3. Dorival disse:

    Josafa Xavier dos Santos, deixa de conversar

  4. Daniel Filho disse:

    O problema é que alem de todas as informações das Leis,fazem venda casada, já que eles detem os numeros dos cartões de créditos das pessoas, e em muitos casos debitam valores muito acima dos das corridas, sem que os mesmos tenham como e onde reclamar e reaver seus prejuizos.

  5. Sandro Antônio de oliveira disse:

    E assim está sendo com os taxistas!!! Depois serão com outras profissões.amanhã …será a vez dos meios de comunicações,que se vendem,se corrompem,sem midirem consequência de suas irresponsabilidades…será muito triste pra todos !!! Pois a tecnologia ao meu ver mais está prejudindo do que favorecendo e todos serão engolidos por ela.

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