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expansão das ciclovias

É possível mudar a cultura do carro em São Paulo?

Até 2015, a Prefeitura de São Paulo quer igualar a cidade a Copenhague em número de ciclovias. Mas o desafio é grande

É possível mudar a cultura do carro em São Paulo?
Desde junho deste ano, a Prefeitura de São Paulo já concluiu 179 km de ciclovia (Reprodução/Internet)

A paixão da cidade de São Paulo por carros é bem conhecida. A cidade tem cerca de 5,6 milhões de carros, quase um para cada dois habitantes. O resultado são congestionamentos extensos que nos horários mais movimentados chegam a 100 km.

O prefeito da cidade, Fernando Haddad, quer mudar essa situação. Atualmente, ele tenta persuadir os paulistanos a trocar carros por bicicletas. Desde junho deste ano, a Prefeitura de São Paulo já concluiu 179 km de ciclovia. Até 2015, Haddad planeja que esse total chegue a 400 km, o que colocaria a cidade no mesmo patamar de Copenhague, capital da Dinamarca.

Mas o desafio é grande. São Paulo não é uma cidade simpática aos ciclistas. A forma como as vias urbanas da cidade foram projetadas não facilita a vida deles. Além disso, não há segurança, pois os motoristas não têm paciências com os ciclistas.  No ano passado, 37 ciclistas morreram em acidentes de trânsito em São Paulo. Em comparação, 14 morreram no mesmo período em Londres.

Na teoria, nove entre dez paulistanos aprovam a ideia de trocar o carro pela bicicleta. Mas na prática, nem todos estão dispostos. Comerciantes, por exemplo, reclamam que a construção de ciclovias em frente a seus estabelecimentos obriga os veículos de entrega a parar em um lugar mais distante. Isso porque é proibido estacionar em cima das ciclovias.

Mudar a cultura do carro em São Paulo vai ser difícil, mas não impossível. Há 30 anos, quando as ciclovias começaram a ser difundidas em Copenhage, a maioria dos cidadãos era contra. Hoje, 36% dos trajetos diários na cidade são feitos de bicicleta.

Fontes:
The Economist-Tropic of Copenhagen

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1 Opinião

  1. Lucia disse:

    Eu duvido muito que a cultura da bicicleta pegue em São Paulo. São Paulo não é uma cidade plana, tem muitas subidas, e ninguém vai ser louco de ir de bicicleta para o trabalho, as compras ou o lazer, porque vai chegar mais cansado do que se fosse a pé, sem contar o risco que corre por causa dos bandidos. São Paulo não é Copenhague, não é uma cidade para bicicletas. As ciclovias estão piorando o trânsito que já é horroroso, e quem está fazendo uso delas são os que saem para dar uma voltinha em torno de onde moram e os esportistas. Basta olhar a foto acima, ou qualquer uma outra que mostre as ciclovias. E para conforto dessa meia dúzia de gente que passeia, a multidão dos que trabalham acaba sofrendo mais, ficando horas infinitas num congestionamento absurdo, espremidos numa rua cada vez mais estreita e lotada. O Haddad é um homem sem noção, mas sua saída da prefeitura tem data marcada.

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