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Superbactérias

Em 2050, superbactérias podem causar mais mortes que câncer

Estudo aponta que bactérias resistentes a antibióticos matarão pelo menos 10 milhões de pessoas a partir de 2050

Em 2050, superbactérias podem causar mais mortes que câncer
Superbactérias são micro-organismos resistentes à ação de antibióticos (Reprodução/BBC Brasil)

De acordo com uma pesquisa encomendada pelo governo britânico, as superbactérias podem superar o número atual de mortes por câncer, caso as providências não sejam tomadas por autoridades médicas de todo o mundo. O economista Jim O’Neill coordenou o estudo que levou em consideração projeções do instituto de pesquisa Rand Europe e da empresa de consultoria KPMG para calcular não apenas taxas de mortalidade provocadas pelas chamadas “superbactérias”, como também seu impacto econômico nos sistemas de saúde.

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Os custos de tratamento de infeções causadas por essas superbactérias chegarão a US$ 100 trilhões nas próximas décadas. “Para se ter uma ideia (do impacto econômico), o PIB da Grã-Bretanha é de cerca de US$ 3 trilhões, então esse custo equivaleria a 35 anos de contribuição britânica para a economia mundial”, afirmou O’Neill à BBC, em matéria publicada nesta quinta-feira, 11.

Os países emergentes são os que mais serão atingidos pelo aumento no número de casos. Atualmente, as infeçcões por superbactérias, associadas à doenças como a tuberculose, matam cerca de 700 mil pessoas por ano ao redor do mundo, enquanto que cânceres matam 8,2 milhões. De acordo com as projeções do estudo de O’Neill, as mortes anuais relacionadas a casos de doenças resistentes a antibióticos poderão chegar em 2050 a 4,7 milhões na Ásia; 4,1 na África; e 392 mil na América Latina.

Pesquisadores envolvidos no estudo alertam sobre o que eles chamam de subestimação do impacto potencial das falhas no combate às superbactérias por parte de autoridades ao redor do mundo. Afinal, quanto mais infecções forem resistentes, mais problemas generalizados aparecerão na área de saúde. Procedimentos como cesárias, quimioterapia, trocas de articulações e transplantes estão entre muitos tratamentos médicos que dependem do uso de antibióticos para prevenir infecções.

Especialistas concordam com a necessidade de desenvolvimento de novos medicamentos. Laura Piddock, microbióloga da Universidade de Birmingham, pesquisa o fortalecimento de bactérias como e. coli e a salmonela, e afirma que não há investimento suficiente para a descoberta de novos remédios.”Bactérias como o e.coli são muito resistentes e é difícil encontrar drogas contra elas. Precisamos de mais investimento e novos modelos de negócios para que as drogas estejam disponíveis quando os pacientes precisarem”, disse Piddock à BBC.

A partir de agora, o economista e sua equipe vão analisar as possíveis soluções para a crise. A ideia é focar em sugestões para políticas de desenvolvimento de novos medicamentos, na ação mundial coordenada relacionada a testes em animais e humanos, e em mudanças no uso de drogas que poderiam contribuir para reduzir a resistência bacteriana. O’Neill disse que o apoio dos países emergentes será fundamental e ressaltou a importância do fato de que Turquia e China ocuparão a presidência do G20 em 2015 e 2016.

 

Fontes:
BBC Brasil- Em 35 anos, 'superbactérias' poderão estar matando mais que câncer

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1 Opinião

  1. izael disse:

    Li a noticia,sobre a bacteria que vira ao longo dos anos, agente fica preocupado com futura geraçao ate mesmo hoje estamos passando por uma dificuldade em alguns casos! Desejo sucesso nas prevençoes, obrigado!

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