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Estado poderá custear riscos de trem-bala

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A fim de aumentar a viabilidade do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre Rio de Janeiro e São Paulo, o governo decidiu atender algumas das reivindicações dos investidores.

Dois dos três principais riscos do empreendimento o governo federal se dispôs a arcar com os custos, o de demanda e o ambiental. O terceiro risco, de construção, será de responsabilidade da empresa contratada.

No caso da demanda, o governo poderá custear empréstimos em até 40 anos. Se o número real de passageiros for inferior ao previsto nos estudos, o governo suprirá à empresa operadora a diferença.

As regras serão incluídas no pré-edital do consórcio, que estará disponível à consulta pública na sexta-feira, 18. A iniciativa deve custar cerca de R$ 38 bilhões.

Em nossa opinião…

O governo está eliminando o risco do empreendedor ao garantir o faturamento com passageiros. Diversos especialistas afirmam que esse projeto não é economicamente viável, que não há passageiros suficientes para garantir um retorno. O governo estará assumindo um encargo pesado para viabilizar um projeto que só faz sentido por razões políticas.

Fontes:
Extraído do jornal O Estado de São Paulo

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4 Opiniões

  1. Alfredo Sloane disse:

    Esse projeto do trem-bala é uma irresponsabilidade, precisaria uma densidade de passageiros muito maior para ele fazer sentido.

  2. Fernando Luiz da Silva disse:

    Não tenho opinião formada sobre o assunto , mesmo porque somente dia 18 as regras oficiais serão tornadas publicas.
    Mas a título de colaboração ao debate lembraria que:
    1)Campinas-São Paulo-RJ esta ao que nos consta, entre os eixos de maior expressão econômica do mundo.
    2)Pode haver demanda reprimida, devido ao alto custo das passagens aéreas, ao desconforto insegurança e morosidade das viagens de ônibus ou automóveis.
    3)Quanto a alternativa de investir em transporte metropolitano, creio que deveria ser foco dos governos Estaduais e Municipais.
    4) É um transporte limpo, movido a hidroeletricidade.
    5) Imagino que macro logísticas devem ser feitas, pecando-se por excesso, sob pena de desembocar-se a curto ou médio prazo, em situações semelhantes a do “não-transito” da capital paulista, cuja culpa hoje é atribuída a quantidade de veículos ou a chuvas maiores de cinquenta milímetros e não a falta de planejamento e de investimentos.
    Saudações
    Fernando

  3. Altamiro Silveira disse:

    MINHA OPINIÃO SOBRE O TREM BALA.

    Não vejo, no momento, nenhum sentido na implantação do trem-bala, num país ainda carente de tantas coisas consideradas fundamentais. Não há demanda que justifique o empreendimento, como reconhece o próprio governo, a ponto de estar sendo cogitada a subvenção à concessionária, com dinheiro dos cofres públicos para garantir a rentabilidade pré-estabelecida. Essa obra deve ser esquecida. Nossas prioridades toda a população conhece e devem ser atacadas concomitantemente: Plano de Habitação para retirar o povo das encostas dos morros e das favelas; construção de hospitais de modo a dotar cada município de uma unidade de médio ou grande portes, dependendo do número de habitantes, sem prejuizo dos reparos das atuais; restauração, ampliação e construção de escolas em todos os municípios, tornando-os capazes de absorver todos os jovens em idade escolar; concluir todas as obras inacabadas; e projetar e iniciar a restauração de todas as rodovias federais, acompanhada de rigoroso controle de qualidade. Enfim, quero enfatizar: o trem-bala é investimento com finalidade política, que promove e enriquece os mandantes do país, enquanto aumenta cada vez mais os milhões de excluídos que são humanos e precisam de uma vida digna.

  4. P.F. disse:

    É um ABACAXI que a empresa licitada vai devolver para o GOVERNO??

    CREIO QUE NO QUE SE REFERE À DEMANDA, O GOVERNO DEVERIA BATER PÉ FIRME ou então nunca deverá aumentar o valor estabelecido e sim diminuir com o passar dos anos, assim aumentará a quantidade de demanda.

    A empresa vencedora não priorizará a qualidade, se souber que o Governo pagará pela falta de demanda prevista.

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