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Estrangeiros investem, empresas brasileiras investem fora

Estrangeiros investem, empresas brasileiras investem fora
Embraer, terceira maior fabricante de aviões no mundo

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Investidores britânicos construíram ferrovias no final do século XIX para transportar produtos no Brasil. A General Electric entrou para esse mercado emergente em 1919. O executivo-chefe local da empresa gosta de dizer que as lâmpadas produzidas pela GE iluminavam o Cristo Redentor quando ele foi posto no alto do morro do Corcovado, nos anos 1930. Uma onda de investimentos estrangeiros começou na década de 50 quando a China e a Índia estavam fechadas e a Coreia enfrentava uma guerra. As fábricas automobilísticas, que já estão no país há tempos como a Fiat, a GM e a Volkswagen tiveram bons resultados recentemente. O mercado de carros brasileiro foi o que mais cresceu nos últimos dois anos. Investimentos que não deram certo no Brasil costumam ter uma característica em comum. Estrangeiros pagam caro por uma firma local e, caso não dê certo, eles vendem por um preço muito menor.

O banco Goldman Sachs, que inventou o termo BRICs, já entrou e saiu do mercado brasileiro algumas vezes. O banco UBS comprou o banco de investimentos Pactual e depois vendeu para o antigo dono André Esteves no início deste ano. Ao mesmo tempo que os estrangeiros estão vindo para o Brasil, empresas nacionais estão buscando mercados fora do país. Pela primeira vez o Brasil tem uma safra de empresas que podem ser consideradas como multinacionais e muitas já são conhecidas em outros países como a Petrobrás, a Vale, que é a maior empresa de mineração do mundo, a Embraer, que é a terceira maior fabricante de aviões, as siderúrgicas Gerdau e a CSN, a fabricante de ônibus Marcopolo, as de alimento Perdigão, Sadia e JBS-Friboi, a de componentes elétricos WEG, as empresas de construção Odebrecht e Camargo Correa, a fabricante de cosméticos Natura, o conglomerado industrial Votorantim e a empresa têxtil Coteminas. Das 100 empresas dos mercados emergentes que se tornaram multinacionais, 14 são brasileiras.

Leiaos outros artigos da série especial sobre o Brasil:

O estado autodestrutivo

Commodities – Brasil aprendeu a amar o setor

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Finanças no Brasil – Abandonando o vício

Especial – O Brasil decola

Fontes:
Economist - Arrivals and departures

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1 Opinião

  1. Alfredo Sloane disse:

    Fico orgulhoso de ver empresas brasileiras bem sucedidas no exterior. Gerdau, CSN, Marco Polo, Perdigão e Sadia, JBS-Friboi, WEG, Odebrecht, Camargo Corrêa, Natura, Votorantim e Coteminas: todas estão de parabéns!

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