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ORIENTE MÉDIO

Exploração de petróleo no Iraque enfrenta dificuldades

Resistência de líderes locais, ataques de rebeldes, e minas terrestres dificultam ações de multinacionais

Exploração de petróleo no Iraque enfrenta dificuldades
As petrolíferas enfrentam alguns desafios no Iraque (Fonte: AFP)

Executivos engravatados de uma petrolífera multinacional esperavam uma recepção diferente quando chegaram a Bagdá para assinar um contrato que permitiria a exploração de um dos maiores campos do país. Ao invés de serem escoltados pelo aeroporto, ficaram detidos durante horas sob os olhares atentos de membros do serviço de imigração que os consideraram suspeitos. Os executivos eventualmente foram liberados, mas vários outros executivos ficaram detidos.

A ineficiente burocracia iraquiana é um dos maiores obstáculos que as petrolíferas enfrentam. Outro é a violência, que certamente fará com que a meta de aumentar a produção de petróleo de 2,5 milhões de barris diários para 12 milhões – 25% a mais que a produção da Arábia Saudita – dificilmente seja alcançada dentro dos prazos de seis a sete anos estipulados pelo governo. Nos últimos seis meses a infraestrutura petrolífera e seus oleodutos se tornaram o alvo favorito dos rebeldes. Documentos encontrados pela polícia de Basra apontam possíveis alvos de futuros ataques, a maioria deles, britânicos.

Além dos rebeldes, líderes dos sindicatos locais estão convocando greves, e associações tribais estão pedindo compensações por terem sido retirados de suas terras ancestrais, que agora dão lugar a enormes torres de petróleo. Membros do Parlamento também pedem a renegociação de vários contratos relativos à exploração dos campos de petróleo, o que levou o ministério responsável a pedir aos partidos políticos que “não envolvessem o petróleo em suas disputas políticas”.

Além de problemas logísticos envolvendo a reduzida capacidade do porto de Umm Qasr, e sua problemática localização perto das águas iranianas, há também o legado do regime de Saddam Hussein, que deixou vários dos campos cobertos por minas terrestres. O campo de Rumalia, que será explorado pela British Petroleum (BP) e pela Companhia Nacional de Petróleo da China inclui uma área de 16 km coberta por minas.

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Fontes:
Economist - Iraq's oil: Hard to get out

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