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ALERTA DO UNICEF

Extremistas recrutaram mais de 3 mil crianças na Nigéria desde 2013

Dados são de comunicado do Unicef para marcar os cinco anos do sequestro de 276 estudantes em Chibok, na Nigéria

Extremistas recrutaram mais de 3 mil crianças na Nigéria desde 2013
O sequestro é uma dolorosa lembrança sobre as graves violações dos direitos das crianças (Foto: Unicef)

Em 14 de abril de 2014, pelo menos 276 estudantes foram sequestradas pelo grupo extremista Boko Haram, na cidade de Chibok, norte da Nigéria. As jovens foram sequestradas para serem exploradas como combatentes ou noivas. Até hoje, mais de 100 meninas continuam desaparecidas.

O caso completou cinco anos no último domingo, 15. Para marcar a data o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou um comunicado alertando para o recrutamento forçado de jovens e crianças.

De acordo com a UNICEF, entre 2013 e 2017, mais de 3.500 crianças entre 13 e 17 anos foram usadas no conflito armado no nordeste da Nigéria, entre forças do governo nigeriano e o grupo extremista.

A agência para crianças da ONU afirmou que esses números são apenas os que foram verificados. Os números reais podem ser bem mais altos.

Além disso, o comunicado aponta que, somente em 2018, 432 crianças foram mortas e mutiladas, 180 foram sequestradas e 43 foram abusadas sexualmente no nordeste da Nigéria.

Porém desde 2012, o Boko Haram recrutou e utilizou crianças como combatentes mirins. Além disso, dezenas de jovens foram estupradas e obrigadas a casar com integrantes do grupo. Em alguns casos, as meninas que engravidaram foram mantidas em cativeiros e não receberam qualquer tipo de assistência médica durante a gestação e o parto.

“Pedimos às partes envolvidas no conflito que cumpram suas obrigações perante a lei internacional para acabar com as violações contra crianças e parar de atacar a infraestrutura civil, inclusive escolas. Esta é a única maneira pela qual podemos começar a fazer melhorias duradouras na vida das crianças nesta parte devastada da Nigéria”, disse o representante do Unicef na Nigéria, Mohamed Malick Fall.

O Unicef também mantém apoio à Nigéria e continua com os esforços para proteger as crianças. Entre 2017 e 2018, o fundo e seus parceiros forneceram serviços de reintegração à sociedade a mais de 9 mil pessoas, dentre elas, crianças que foram recrutadas.

Segundo o fundo, serviços como esse auxiliam na localização das famílias das crianças e também fornecem apoio social, educação e treinamento vocacional para ajudá-las a conviver em sociedade novamente.

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