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POLÍTICA

Governo da Tunísia aumenta pressão sobre dissidentes

Apesar de protestos de várias nações, presidente aumenta repressão contra oposição

Governo da Tunísia aumenta pressão sobre dissidentes
Zine El-Abidine Ben Ali comanda a Tunísia desde 1987 (Fonte: Reuters)

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Caso pretenda atingir o status de “parceiro avançado” e gozar de relações mais vantajosas com a União Europeia (UE), o governo da Tunísia deve trabalhar mais para garantir os direitos humanos e o cumprimento da lei, e permitir o pluralismo político. Essa é a visão dos ativistas dos direitos humanos tunisianos que, no começo do verão europeu, procuraram membros do governo da Espanha, que presidia a UE. Os espanhóis levantaram a questão em Bruxelas, sede do Parlamento Europeu.

A ação incomodou Zine El-Abidine Ben Ali, que comanda a Tunísia desde 1987, praticamente sem oposição. Mas ao invés de se curvar à pressão, seu parlamento aprovou uma emenda da seção de espionagem do Código Penal, que prevê que aqueles que “prejudiquem os interesses vitais da Tunísia”, deverão ser mandados à prisão por pelo menos cinco anos. Segundo membros do governo, os crimes previstos na emenda incluem “incitar estrangeiros a não aprovar empréstimos à Tunísia, não investir no país, boicotar o turismo ou sabotar as tentativas da Tunísia de atingir status de parceira especial da União Europeia”.

Ben Ali, de quase 74 anos, costuma se gabar de comandar um país estável, modestamente próspero e com altos níveis de educação, com a legislação de direitos femininos mais liberal do mundo árabe. Mas no campo da democracia, a situação é outra. Após a reeleição para seu quinto mandato, com 90% dos votos, a mão-de-ferro de Ben Ali se tornou mais rígida. A Anistia Internacional afirma que os dissidentes são mantidos em condições lastimáveis, e aqueles que ainda estão em liberdade são constantemente perseguidos. De acordo com a instituição, agentes de segurança se infiltram em grupos de oposição para controlá-los, esmagando o processo político. Mas ainda, de acordo com um livro publicado em 2009 na França, mas banido na Tunísia, a família de Ben Ali e sua influente esposa Leila Trabelsi são donos de lucrativos monopólios que congestionam o mercado livre.

A imprensa também é frágil. O governo filtra o acesso à internet, frequentemente confisca edições de jornais que ousam publicar as visões dos dissidentes e aprisiona jornalistas independentes como Fahem Boukadous, que foi condenado a quatro meses de prisão por reportar protestos de trabalhadores na região das minas de Gafsa, em 2008. A ação gerou até mesmo uma resposta do Departamento de Estado Norte-Americano, que se disse “profundamente preocupado com o declínio das liberdades políticas”. A UE, provavelmente sob pressão de França e Itália, dois países que mantém antigos laços com a Tunísia, se manteve quieta.

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Muçulmanos e o véu

Fontes:
Economist - Human rights in Tunisia

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1 Opinião

  1. Edvardes Luiz Pessoa disse:

    É lamentavel ler artigos como o que esta em tela narando os absudos que ocorrem na tunisia, é necessário que fatos desta natureza vá até a corte internacional e puna com rigor governos de administra com modelito despota, esta forma de governança em nada contribui para o aperfeisoamento das instituiçoes, nosso povo precisa ser liberto para expressar seus sentimentos,educaçao, projetos cientificos; pensemos como exemplo os numeros de pessoas que sofrem com as mais variadas doenças na Africa, America Latina sao Milhoes, ideal que pessoas com uma visao bem centrada reflita sobre os exageros cometidos por estes governos que se apodera do Estado e governa como se fosse sua casa, seu Escritorio, sua Empres ou outro Empreendimento.
    onde esta a embaixado do Brasil na quele País, com a palavra para manifestaçoes.
    Um Feliz Final de Semana para todos os redatores do Jornal juntamente com seus Familiares.
    Em Agosto esperamos estamos juntos.
    Bom retorno para nos estudantes na segunda feira dia 02 de Agosto 2010.

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