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ORIENTE MÉDIO

Israel se prepara para ofensivas de Hamas e Hezbollah

Apesar do período calmo, inteligência israelense prevê conflitos múltiplos e mais violentos

Israel se prepara para ofensivas de Hamas e Hezbollah
Palestinos carregam o corpo de militante morto após tentar colocar um explosivo na fronteira da Faixa de Gaza no domingo (Fonte: Reuters)

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Israel viveu um momento incomum de paz em suas fronteiras ao sul e ao norte desde sua rápida e sangrenta luta contra o Hezbollah, o grupo radical libanês, em 2006, e o Hamas, a facção islamista palestina, que controla a região da Faixa de Gaza, dois anos mais tarde. Ainda assim muitos temem que a calmaria seja ilusória. “O próximo round não será concentrado em um único palco, mas deverá incorporar outros dois ou três”, alertou o chefe da inteligência militar israelense, Amos Yaddin, em novembro. “Será muito maior, mais amplo e com muitas mais baixas”.

Tais alertas devem ser encarados com seriedade. O rearmamento está acelerando, e o Hezbollah, que disparou 4 mil projéteis contra Israel nas cinco semanas de batalha, agora conta com um número entre 40 e 50 mil foguetes. A maioria deles é alcance curto – os que estão posicionados além das linhas de paz das Nações Unidas não são capazes de chegar à fronteira israelense, logo, teriam que ser contrabandeados adiante. Mas os mísseis Zelzal II, oriundos da Síria e do Irã, carregam 600 quilos de explosivos, e têm uma precisão de até 100 metros numa distância de 200 quilômetros. O arsenal do Hamas, consideravelmente menor, têm foguetes capazes de atingir Tel Aviv, a maior cidade de Israel. Em dezembro, um tanque israelense foi alvejado em Gaza por um míssil Kornet, de fabricação russa, e guiado por laser; uma arma sofisticada usada com precisão pelo Hezbollah, mas até então ausente em Gaza.

Israel permanece superior no número de tropas e armamentos, e em 2006, destruiu praticamente todo o estoque de foguetes de longo alcance do Hezbollah, no primeiro dia de combate. De lá para cá, o país se fortaleceu, ajudado pelo auxílio militar norte-americano, novos helicópetros de ataque, e bombas maiores. O ponto alto de sua defesa é o sistema de proteção para rebater mísseis antitanques, e Israel agora está erguendo um escudo de defesa triplo contra foguetes de curto, médio e longo alcance, ajudado por US$ 405 milhões de financiamento norte-americano.

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Fontes:
Economist - Israel, Hamas and Hizbullah: Missiles all round

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