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Reino Unido

Ken Livingstone pode voltar a ser prefeito de Londres

Veterano trabalhista enfrenta candidata jovem e desconfiança de colegas de partido

Ken Livingstone pode voltar a ser prefeito de Londres
Oona King tenta vencer Ken Livingstone (Fonte:Economist)

Quando Ken Livingstone era o líder do Conselho da Grande Londres – um protótipo da prefeitura de Londres, que ele ocupou entre 2000 e 2008 – nos anos 1980, todos – exceto um –, os atuais candidatos à liderança do Partido Trabalhista ainda eram estudantes. O resultado de sua disputa será anunciado no dia 25 de setembro. No dia anterior, outra disputa do partido será decidida. Livingstone tenta novamente concorrer à vaga de candidato a prefeito da capital. Caso vença a eleição e suceda o conservador Boris Johnson, em 2012, será sua terceira passagem pelo cargo.

Sua grande rival é Oona King, que foi vista como uma grande promessa quando se elegeu para o Parlamento em 1997, ano em que o partido enfrentou uma séria crise. Mas ela não se adaptou ao cargo, e perdeu sua vaga em 2005, para um candidato alternativo que a acusou de apoiar a Guerra do Iraque. Aos 42 anos, ela está mais próxima da idade média dos londrinos (36 anos) que o ex-prefeito de 65 anos. Filha de um negro norte-americano e de uma mãe judia, ela é o retrato de uma das cidades mais diversificadas do mundo. Perto dela, Livingstone, que construiu toda uma carreira na iconoclastia política, parece um membro do establishment. Ainda assim, ele tem o dom da campanha e um domínio da máquina política que faz falta à sua rival. “Red Ken”, como é conhecido, conseguiu a indicação dos principais sindicatos da cidade, além do apoio da maioria dos trabalhistas na Assembleia londrina, e é o favorito para vencer a disputa.

Tudo indica que 2012 trará uma vitória ao Partido Trabalhista e a Livingstone. Londres é um terreno complicado para os conservadores, que tiveram um desempenho fraco nas eleições gerais. Muitos afirmam que Johnson não tentará a reeleição, e mesmo se o fizer, o partido não manterá a popularidade que obteve em 2008, quando ele derrotou Livingstone. A cidade não deverá ser poupada do corte de gastos públicos imposto pela coligação de liberais e conservadores que ocupa o governo. Johnson tem lutado para controlar os turbulentos sindicatos dos sistema de transportes que fizeram uma greve no metrô, na primeira semana de setembro. E apesar de ter banido o álcool nos tranportes públicos e implantado um popular sistema de aluguel de bicicletas, ele não tem no currículo triunfos, como os que Livingstone conseguiu em 2003.

No entanto, a candidatura de Livingstone ainda enfrenta empecilhos. No nível nacional, o Partido Trabalhista está tentando se distanciar de seu passado, e de figuras como Tony Blair, Gordon Brown, Lord Mandelson, e outros nomes do Novo Trabalhismo. Um candidato a prefeito que antecede esta era, e já foi rejeitado nas pesquisas, não dá exatamente sinais de que o partido está mudando. É por isso que veteranos trabalhistas – mesmo aqueles situados mais à esquerda – torcem para que Oona derrube Livingstone na disputa do partido.

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Fontes:
Economist - The undead red

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