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Democracia na Índia

A luta contra a corrupção na Índia

A corrupção está prejudicando a economia indiana, e o país precisa enfrentar a questão com seriedade

A luta contra a corrupção na Índia
Em uma pesquisa, 92% dos indianos consideraram que a corrupção piorou nos últimos cinco anos (Reprodução/Internet)

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Escândalos de corrupção estão assolando a Índia, a terceira maior economia da Ásia. Muitas transações que colocaram recursos públicos em mãos privadas na última década – concessões do espectro de rádio, por exemplo, e crédito concedido pelos bancos estatais – estão sob suspeita.

Dentre as dez maiores empresas familiares em termos de vendas, sete são suspeitas de falcatruas. Os arrojados magnatas que amadureceram durante os anos de boom, entre 2003 e 2010, estão sendo contestados. Antes de se tornar presidente do banco central indiano no ano passado, Raghuram Rajan externava publicamente a preocupação de que a Índia pudesse estar se tornando uma oligarquia semelhante à Rússia: “muitas pessoas ficaram ricas demais devido à sua proximidade com o governo”, lamentou.

Em uma pesquisa de opinião recente 96% dos indianos afirmaram que a corrupção estava prejudicando o seu país, e 92% consideravam que ela havia piorado nos últimos cinco anos. Uma autoridade experiente do Partido do Congresso, que está no poder,  se preocupa com o sentimento de que “a lei que vale para as pessoas comuns não é a mesma que se aplica à elite”.

A Índia precisa que o seu setor privado construa estradas, fábricas e cidades, mas a relação entre as empresas e o Estado precisa ser reformada. A corrupção gera decisões ruins, e a preocupação com a corrupção gera indecisão. A corrupção não funciona, como por vezes se afirma, como uma solução de mercado indecorosa, mas rápida, para a inércia da burocracia, azeitando as engrenagens emperradas da indústria. Ao contrário, ela joga areia nessas engrenagens.

Empréstimos para empresas de setores com problemas de corrupção são endêmicos no sistema bancário indiano, o qual é em grande parte estatal; pelo menos um décimo dos empréstimos são de má qualidade. Incompetentes “camaradas do governo” estragaram projetos de energia e estradas de vital importância. Minas e outros ativos jazem ociosos enquanto tribunais discutem quão desonestos são seus donos.

 

 

Fontes:
The Economist-A bad boom

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