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Operação Lava-Jato

MPF pede condenação de delatores por corrupção em Abreu e Lima

Em um relatório entregue à Justiça, procuradores afirmam que os acordos de delação premiada feito por Costa e Youssef não os isentam do envolvimento no esquema de corrupção

MPF pede condenação de delatores por corrupção em Abreu e Lima
Relatório dos procuradores, no entanto, não representa uma denúncia formal (Reprodução/Internet)

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O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça condenação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef pelos crimes de desvio e lavagem de dinheiro durante as obras da refinaria Abreu e Lima, da Petrobras.

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Localizada em Ipojuca, Pernambuco, a refinaria é um dos alvos de investigação da operação Lava-Jato, da Polícia Federal. O custo das obras saltou de US$ 2,3 bilhões, em 2005, para atuais R$ 20 bilhões. Investigações apontam que as obras faziam parte do esquema de superfaturamento de contratos entre a estatal e empreiteiras para pagar propina a políticos.

Em um relatório do MPF entregue à Justiça, os procuradores argumentam que o fato de Costa e Youssef terem fechado acordo de delação premiada não os isenta do envolvimento no esquema de corrupção.

O documento aponta a movimentação de R$ 31 milhões nas contas usadas no esquema e diz que Costa e Youssef tiveram ‘colaboração fundamental’ nos desvios. “Há evidências de que ele (Costa), valendo-se de seu cargo, atuava no sentido de receber, em favor próprio e de terceiros valores provenientes de contratos superfaturados”, diz o relatório,

No texto, os procuradores também acusam Youssef de ser “não só quem engendrou o esquema, como que o pôs em prática estando sempre à frente de seu comando”.

O relatório dos procuradores, no entanto, não representa uma denúncia formal. Na próxima semana, o MPF vai apresentar à Justiça as primeiras denúncias contra os empreiteiros envolvidos no cartel. Advogados de seis empresários presos pela PF, foram à Justiça pedir que o habeas corpus dado ao ex-diretor de Serviços , Renato Duque, seja estendido aos demais presos.

Ministro da Justiça sai em defesa de Dilma Rousseff

Na última quinta-feira, 4, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, negou que as campanhas presidenciais de Dilma receberam doações provenientes de corrupção. “Não há nenhum indicativo que a campanha de 2010 e 2014 tenha recebido recursos em situação indevida”.

A afirmação do ministro é uma resposta à acusação do empresário Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da empreiteira Toyo Sental. Em delação premiada, Neto afirmou que parte do dinheiro da propina foi pago em forma de doações a campanhas do PT.

Fontes:
Estadão-Procuradoria pede condenação de delatores por desvios em Abreu e Lima
O Globo-Cardozo sai em defesa de Dilma: não há ‘indicativo’ de recursos indevidos em campanhas do PT

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1 Opinião

  1. helo disse:

    Repete-se em cifras maiores o mensalão que segundo Delúbio era caixa 2 de campanha. Os beneficiários seguem impunes, os Valérios pegam 40 anos de cadeia. Por onde anda o doleiro Barcelona?

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