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SMART SYSTEMS

Mundo virtual e real se combinam

Série da revista The Economist mostra como inovações tecnológicas aproximam mundo de sua 'réplica digital'

Mundo virtual e real se combinam
E se existissem dois mundos? (Fonte: Economist)

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* Com esta matéria, o Opinião e Notícia inicia uma série sobre Smart Systems, com base em uma pesquisa feita pela revista inglesa ‘The Economist’

E se existissem dois mundos? O verdadeiro e seu reflexo digital? O verdadeiro tem sensores distribuídos, que captam tudo. Desde movimentos até odores. O digital é uma estrutura construída em cima de softwares, que recebe todas essas informações e age de acordo com elas. Se uma porta se abre no mundo verdadeiro, outra se abre no mundo digital. Se a temperatura no ambiente em que essa porta se abriu cai até um determinado nível, o mundo digital automaticamente liga o aquecedor.

Essa era a visão que David Gelernter, um professor de ciência da computação na Universidade de Yale, colocou em seu livro “Mirror Worlds” (“Mundos espelhados”), no começo dos anos 1990. “Você olhará para um monitor de computador e verá a realidade”, ele previu. “Uma parte de seu mundo – a cidade em que você vive, a empresa em que trabalha, seu sistema escolar, o hospital da cidade – estará lá numa imagem colorida, abstrata, porém reconhecível movendo-se sutilmente em mil lugares.”

Mesmo duas décadas depois, soa como ficção científica. Mas esta série mostrará que Gelernter estava certo: a humanidade produz cada vez mais “mundos de espelhos” ou “smart systems”, como são conhecidos. O mundo real e o digital estão convergindo, graças a uma proliferação de sensores e câmeras conectados, redes sem-fio onipresentes, sistemas de comunicação e atividades humanas.

A convergência pode não ser discernida imediatamente, pois acontece em diferentes pontos ao mesmo tempo, e nem sempre é compreendida em sua totalidade. Ela está mais avançada em ambientes controlados. Por exemplo, um software desenvolvido pela Siemens mantém réplicas virtuais de fábricas para monitorá-las e reconfigurá-las. Mas a prática está se espalhando e desenvolvendo uma linguagem própria. Glen Allmendinger, da Harbor Research, chama o fenômeno de “virtualização do mundo real”. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets, que conectam objetos reais com cópias no Second Life, um mundo virtual, chamam o processo de “realidade cruzada”. O Google Earth e seu Street View são as primeiras, ainda que estáticas, réplicas do mundo inteiro; sensores colocados nas vacas permitem que todos os seus movimentos sejam registrados, do nascimento até o abate; medidores de energia já informam a equipamentos no mundo real quanta eletricidade está sendo usada.

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Fontes:
Economist - A special report on smart systems: It's a smart world

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