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Nossa Mídia

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
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27/3, Folha, capa. “Plano de Lula tem qualidades, mas o pior é a numeralha” é o título de uma matéria. Ninguém aqui da equipe entendeu o que é isso.  

28/3, Estadão, Globo, Jornal do Brasil. Chico Buarque acaba de lançar um novo romance chamado “Leite derramado”. É interessante comparar o que disseram os vários jornais, não parece que estão falando do mesmo livro:

– Jornal do Brasil: O personagem “… revê a vida, a partir de seu fim. Não está morto… e sim moribundo.”

– Globo: “Em ‘Leite derramado’, Chico Buarque tece, em tons sombrios, romance sobre glórias e ruínas”.

Estadão: “… faz um retrato do Brasil a partir do declínio de uma família.”

Segunda-feira compraremos o livro e daremos nossa impressão.  

28/3, Portal BBC Brasil. Falando de uma passeata em Londres para tentar influenciar a reunião do G20, o texto diz: “Uma grande operação de segurança foi montada para evitar casos de violência durante a manifestação, que cruzou a região central da cidade, de Embankment, às margens do rio Tãmisa,…”. O “Embankment às margens do rio…” é bobagem, “embankment” quer dizer “margem” (ou “dique”, ou um paredão feito para conter o rio). E o nome do rio pede ^^, nao ~~, “Tâmisa”.  

Títulos estapafúrdios

25/3, Isto É, pág. 48. A respeito da morte do costureiro e deputado Clodovil o título é “A morte do Sr. Alfinete”. Por que não “Sr. Agulha”, ou “Sr. Tesoura”? Muito pobre…  

Pérola da semana

27/3, todos os jornais. O presidente Lula, em reunião com o premier britânico Gordon Brown, disse que a crise econômica é culpa de “gente branca de olhos azuis”. Sem comentários…

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2 Opiniões

  1. Fabio Leonel disse:

    Boa essa coluna nossa mídia. A imprensa brasileira é muito fraca mesmo, quase nada se salva.

  2. Gel Santos disse:

    A nossa mídia é muito racista e sensacionalista
    e sensacionalista dar audiência, vende jornal mas não resolvem os problemas sociais.

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16/3, Globo, pág. 16. "O mito da vantagem da Bolsa no longo prazo." A matéria diz que a crença generalizada de que a Bolsa de Valores é o melhor investimento é um mito. Mas daí nos informam que nos últimos dez anos a bolsa subiu 453% enquanto a renda fixa deu 405%. Mas então a bolsa foi melhor, qual é o mito? E eles estão pegando um momento extremamente baixo da bolsa, ponto absolutamente fora da curva. Achamos a matéria sem sentido.

17/3, Folha, pág. B4. A respeito da ida do presidente a Nova Iorque, o título era: "Em NY, ministros se empolgam e Lula 'morga'". Não entendemos esse 'morga', fomos ler o texto e parece que Lula optou por passar o dia no quarto do hotel, sem fazer nada. Procuramos no Aurélio e achamos essa gíria, que o dicionário diz que quer dizer 'dormir'. Mas na nossa opinião a Folha não devia usar uma gíria num título, ainda mais uma gíria pouco comum.

19/3, Globo, pág. 22. Numa matéria sobre os bônus pagos aos executivos pela seguradora semi-falida AIG, o texto se refere ao presidente da empresa como 'diretor-executivo'. Isso é uma péssima tradução de 'CEO-Chief Executive Officer', que poderia ser corretamente traduzido como 'executivo-chefe'. 'Diretor-executivo' toda firma tem muitos, geralmente todos os diretores no Brasil são executivos. O Globo precisava ter tradutores
melhores.

19/3, Jornal do Brasil, capa. Falando de um caminhão que enguiçou numa via expressa e parou o trânsito, a legenda da foto se refere a um outro acidente em que um caminhão
tombou, ou caiu de lado, e interrompeu o trânsito. Mas a legenda diz "… a queda de um caminhão…". Espera aí, o caminhão não caiu em lugar nenhum, apenas tombou de lado.

Títulos estapafúrdios

17/3, Portal Estadão. "Fotógrafo consegue o primeiro retrato do rosto do austríaco que trancou e abusou da filha em julgamento". Todos acompanhamos o julgamento do pai tarado
que estuprou a filha repetidamente durante anos, mas não foi "no julgamento". Do jeito que está escrito, parece que realizou os atos durante o julgamento. Muita falta de atenção de quem escreveu. Veja aqui.

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2 Opiniões

  1. Fabio Leonel disse:

    Esses jornalistas são todos analfabetos.

  2. Neusi Maria disse:

    É um horror o analfabetismo que reina na imprensa. Eles substituem o saber pela arrogância.
    Na imprensa falada eles não param de repetir"fulano se suicidou".

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9/3, Valor, capa. A chamada para uma notícia sobre a empresa Cosan dizia que a matéria estava na pág. A9. Fomos ler e lá não estava. Procuramos em todo o caderno, página por página, e nada. Mais tarde lendo o segundo caderno demos com a matéria na pág. B7. Muito descuido.

10/3, Globo, pág. 24. Em matéria sobre a venda do prédio do New York Times, o texto diz: "Em 2008, a editora teve prejuízo de US$ 57,8 milhões em 2008…". Não precisava esse "em 2008" duas vezes.

11/3, Folha de São Paulo, pág. B4. Artigo assinado pelo respeitado economista Luiz Carlos Mendonça de Barros comete dois erros no mesmo parágrafo. Ele fala dos 3,6% de redução do PIB brasileiro no quarto trimestre de 2008 e diz que isso "… equivale a 14,4% em termos anualizados". Errado. Ele simplesmente multiplicou a taxa trimestral por 4, não é assim que se faz, para anualizar tem de fazer o cálculo mais complexo de juros acumulados, dá 15 vírgula alguma coisa. É normal que o público em geral não saiba disso, mas um ex-presidente do BNDES deveria saber. Em seguida ele diz que a diminuição do PIB americano no ano foi de 6,3% e que portanto a retração aqui foi o dobro da de lá. Espera aí, nos nove meses anteriores nós crescemos, no ano o crescimento foi de 5%. Não se pode comparar dados de um trimestre do Brasil com dados de um ano dos EUA.

11/3, Jornal do Brasil, pág. A7. A matéria fala de um político mineiro que teria "uma ilha paradisíaca". Como Minas não é banhado pelo mar imaginamos onde poderia ser essa ilha. Sem dúvida em algum rio ou lago, mas qual? Lemos a matéria inteira, de quase uma página, e nada. O jornal não nos revela onde fica a ilha.

11/3, Portal G1. A respeito do estudante alemão que entrou atirando na escola e matou 16 pessoas: "O ex-estudante, de 17 anos, invadiu a escola onde estudava, localizada numa cidade do subúrbio do país…". Subúrbio, do latim "suburbium", quer dizer os arredores de uma cidade, país não tem subúrbio. Veja aqui.

11/3, Portal Gazetamercantil. "O crescimento de 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008 foi o segundo maior da história econômica brasileira, superado apenas pelos 5,7% registrados em 2004 e 2007". Quanta ignorância! Nosso país cresceu a taxas próximas de 10% durante anos, na fase chamada "milagre brasileiro", nos anos 70. Veja aqui.

Títulos estapafúrdios

10/3, Folha, pág. B1. "Equipe da Fazenda já vê PIB de 2% no ano". Esse erro é comum, mas nem por isso é menos errado. Confunde-se o PIB do país, de algumas centenas de bilhões de reais, com sua taxa de crescimento. Em manchete da capa do caderno de economia fica muito mal.

13/3, Globo, pág. 29. Um americano foi indicado por Obama para ser o diretor do Conselho Nacional de Inteligência. Todo o mundo político do país caiu de pau em cima da indicação, por ele no passado ter feito declarações anti-Israel e por ter amizades no mundo árabe. Ele renunciou à indicação e deu declaração dizendo que foi derrubado pelo lobby pró-Israel. Toda a imprensa americana diz que é mentira, e que ele não era qualificado para o cargo. Pois o Globo aceita a mentira e diz no título: "EUA: lobby pró-Israel derruba indicado".

14/3, Globo, pág. 39. Falando do Dalai Lama, título do líder espiritual do Tibete, o título diz: "China se diz aberta a negociar com Dalai". Não cabe cortar o título pela metade, ignorância do redator que talvez pense que Dalai Lama seja nome próprio da pessoa.

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3 Opiniões

  1. Fabio Leonel disse:

    Esses jornalistas são todos uns analfabetos!

  2. Eduardo Costa disse:

    Eu não diria que os jornalistas são analfabetos, diria que alguns cometem erros por falta de atenção. Errar é humano e no mundo da notícia on-line a rapidez é fundamental. Calma rapaz!

  3. Evandro Correia disse:

    O Fabio exagera, não são todos que são analfabetos, apenas uma boa parte deles. Essa de cortar o nome do Dalai Lama pela metade é um bom exemplo…

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4/3, Jornal do Brasil, pág. A22. O título é: “Obama propõe acordo com Moscou em carta secreta”. Essa notícia deu na véspera no New York Times, dizendo que Obama propôs desistir do seu escudo de mísseis na Europa se a Rússia ajudasse a pressionar o Irã a abandonar seu programa de armas nucleares. Tanto Obama quanto Medvedev negaram, dizendo que a carta que o presidente norte-americano mandou menciona genericamente o assunto, mas não propõe nada. Tudo isso no decorrer da mesma terça, 3. Nós ainda na terça demos: “Rússia não recebeu propostas sobre escudo em carta de Obama”, veja aqui.
Pois no dia seguinte o JB vem com essa notícia amplamente desmentida, e sem mencionar os desmentidos. Será incompetência ou vontade de fazer um sensacionalismo?

6/3, Valor, capa do caderno Empresas. Na principal matéria da página o texto conta que uma empresa vai mudar de Limitada para S. A. e põe entre parênteses: (Sociedade Anônima). Erro, Collor acabou com as ações ao portador, que permitiam que empresas fossem anônimas, não tivessem donos conhecidos publicamente. Isso não existe mais. “S. A.” hoje quer dizer “Sociedade por ações”.

7/3, Folha de São Paulo, pág. B8. Falando da fabricante de cerverja Inbev, o texto diz que ela é controlada "…por um grupo de executivos brasileiros e por famílias belgas". Se referir aos antigos controladores do Banco Garantia, os famosos investidores Jorge Paulo Leman, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira como "um grupo de executivos" é bobagem.

7/3, Jornal do Brasil, pág. A18. A tradução de artigo do colunista americano Paul Krugman comete um erro crasso. Falando da crise financeira, e de títulos bons versus títulos "podres", o tradutor diz que "…títulos lastreados em hipoteca com classificação AAA foram vendidos por menos de 40 centavos de dólar…". Não entendemos, é toda a hipoteca de uma casa por 40 centavos? Fomos procurar pela Internet o original no New York Times. O texto diz "…40 cents on the dollar…". A tradução correta seria "40 centavos por dólar (do valor nominal do papel)". Ignorância ou descuido?

7/3, Jornal do Brasil, pág. L6. Falando da famosa escritora, o subtíitulo diz: "Aos 100 anos deu nascimento, Simone Weil….". Faltou revisão, supomos que a pessoa queria dizer "de seu nascimento". Cadê o revisor?

Títulos estapafúrdios

4/3, Globo, capa do caderno Economia. O título da matéria que ocupa toda a página é: “Aberta a guerra nos céus do Rio”. Guerra, mais uma? Fomos ler e era simplesmente a divergência entre as autoridades federais, que querem mais vôos no Aeroporto Santos Dumont, e o governo estadual que não quer. “Guerra nos céus” é muito exagero.

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3 Opiniões

  1. Arlon Borges disse:

    Nossos jornais vão de mal a pior, não se vê uma preocupação com QUALIDADE.

  2. Markut disse:

    Dentre várias observações,uma que tem se apresentado com regularidade é a incorreção do português, principalmente na mídia falada e televisiva.
    Cito dois casos, cuja repetição chega a ser alarmante :
    1) Pegou a moda de usar a expressão de …X..pontos percentuais …. ao invés de, simplesmente ..X .porcento.
    Não vejo justificativa para isso.
    2) Pior do que isso, é a incapacidade de alguns locutores usarem a expressão correta de PSI cologia e não PISCO OU PISSI cologia.
    É frequente ainda notar a dificuldade que alguns locutores têm, quanto à palavra DEFICIT, que ,ora é pronunciada defcit, ou outras vezes em que as últimas sílabas são simplesmente irreconheciveis.
    Já isso não acontece com SUPERAVIT.
    Será porque superavit é algo mais prazerorso do que deficit?

  3. WELLER MARCOS disse:

    Outro dia li uma manchete com letras garrafais na primeira página do jornal A GAZETA de Cuiabá.
    Estava escrito lá: "Micro ônibus mata criança atropelada" – Fiquei meditando após a leitura sobre a possibilidade de o veículo ter produzido a morte de uma criança atropelada, tornando mais grave o crime! Neste caso o veículo a que me refiro é o jornal!

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24/2, Globo, pág. 2. Uma nota na coluna “Panorama político” diz que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, durante o desfile de escolas de samba trocava de camisa a cada escola que passava. Só que a moça que escreveu chama as camisas de “blusa”, erro típico de mulher, não sabem que homem usa camisa e não blusa.

25/2, Valor, pág. C8. Falando sobre o sistema bancário suíço, o texto diz: “A afirmação é de Ivan Pictet, um dos principais banqueiros privados suíços…”. Errado. Quem é um dos principais é o Banco Pictet, fundado pelos antepassados dele, não a pessoa chamada Ivan Pictet. Mas pior, ao traduzir literalmente o “bancos privados” o jornal comete erro. Em inglês usa-se a palavra “private” para designar uma empresa de capital fechado, em oposição às empresas “public”, de capital aberto. Em português uma empresa privada é uma que não pertence ao governo e uma  “pública” é a que pertence ao governo, por exemplo a Petrobras.

25/2, Veja, pág. 66. Falando de uma pesquisa que a revista americana “Time” fez com os leitores votando em quais seriam os principais culpados da crise financeira, a chamada diz: “A revista americana Time fulaniza a hecatombe financeira…”. Não entendemos esse “fulaniza”, no nosso dicionário não tem.

25/2, Portal Estadão. O título: “JPMorgan anuncia corte de 90% dos dividendos a acionistas”. Para nós já começa mal, “dividendos a acionistas” é redundância. Mas depois piora, diz que o conselho do banco “advertiu de que…”. Nao cabe esse “de”. Mas piora mais ainda, diz que a decisao foi para “proteger a fortaleza do balanço”. Desde quando balanço de empresa tem fortaleza? Nós supomos que o original falava em “preserve the strenght”, que seria corretamente traduzido como “preservar a força”, ou “a qualidade”, ou “a saúde”. “Fortaleza” não. Veja aqui.

Títulos estapafúrdios

23/2, Globo, capa. Como podemos ver abaixo, o jornal mostra uma foto do presidente da república no desfile das escolas de samba e faz um trocadilho bobo com o apelido de Lula, que pode ser também um pequeno polvo, e o polvo do desfile. Achamos infantil.

O Globo

25/2, Valor, pág. B3. “Puxada por ATMs, Diebold fatura mais…”. Todos os leitores sabem o que é ATM? É “automated teller machine”, em português chama-se “caixa automático”, aquelas máquinas onde a gente tira dinheiro. Vamos falar português!

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4 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Esse "Lula e o polvo" é triste, falta seriedade a esse jornal e a grande parte da mídia brasileira.

  2. Arlon Borges disse:

    Hoje mais uma vez o colunista Ancelmo Gois, do Globo, usa a foto central da coluna para fazer propaganda da novela da Globo. É uma vergonha!

  3. Markut disse:

    O grave problema da mídia (e não só nossa) é o dilema entre ser um empreendimento privado, sujeito a todas as responsabilidades e necessidades daí decorrentes e se propondo a ser, tambem, um importante meio de comunicação social, cuja responsabilidade de informar, opinar, ser porta voz de causas sociais.
    Esta contradição, creio que, em qualquer parte,é de dificil solução.

  4. Evandro Correia disse:

    Muitos anos atrás fiz um curso de comunicações nos Estados Unidos. Lá me ensinaram que a imprensa tem quatro deveres:

    1. Informar bem

    2. Educar

    3. Entreter

    4. Lutar permanentemente pela sua liberdade.

    Alguns grandes jornais têm preservado qualidade através de décadas. O New York Times e o Washington Post são exemplo disso.

    O antigo Estadão, do tempo do Dr. Julio Mesquita Filho, fazia parte desse primeiro time. Dizem que algumas pessoas dentro do jornal propuseram criar um canal de TV, mas o Dr. Julio não quis porque a TV depende de concessão do governo, a ser renovada a cada x anos, e isso tiraria a independência do jornal.

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 14/2, Globo, pág. 2. Como podemos ver na reprodução ao lado,o jornal pegou uma foto do deputado Rodrigo Maia, presidente do DEM, comendo abacaxi, e fez uma piadinha boba. O título da nota é “Abacaxi”. O assunto são críticas que ele fez ao PMDB, mas esse assunto nem é o que chamamos na gíria de “um abacaxi”. A piada é infantil.

18/2, Isto É, pág. O título é “Mestres para pães e doces”. O assunto é a necessidade no mercado de restaurantes de cozinheiros especializados em pães, doces e chocolates. Mas a revista resolveu falar francês, e diz que o “… mercado impulsiona os cursos de boulangerie, pâtisserie e chocolaterie”. Assim mesmo, sem aspas ou itálico. Muita pobreza, Isto É, vamos respeitar nossa língua!

Títulos estapafúrdios

13/2, Valor, Caderno “Eu e fim de semana”, pág. 16. A matéria é sobre o famoso percussionista Naná Vasconcelos, que vai reger centenas de ritmistas no carnaval de Recife. Supomos que eles vão fazer um barulho danado, mas achamos que isso não justifica o título: “O maestro dos trovões”.

18/2, Isto É, pág. 98-99. Pegando uma carona no novo serviço do Google, que localiza onde estão as pessoas através dos seus celulares (desde que elas se inscrevam para isso, portanto só será localizado quem quiser) a matéria faz um apanhado dos serviços do Google. O título absurdo: “Google, o grande irmão”. E o subtítulo confirma a afirmação absurda: “Na terra, no céu e no mar, tudo é controlado – e revelado – pelo maior site de buscas do planeta”. A revista entrou na linha da afirmação de adolescentes que o “Google quer dominar o mundo”. Sensacionalismo puro.

21/2, Valor, Caderno “Eu e fim de semana”, pág. 19. O assunto é a nova moda de romances em quadrinhos. No título eles preferem falar inglês: “A hora das ‘graphic novels’”. Muita indigência intelectual. Que pena se o Valor, que é um bom jornal, aderir ao modismo infantil dos títulos "engraçadinhos".

21/2, Jornal do Brasil, capa. A chamada para a matéria sobre a festa do Oscar diz: "Academia entra no clima de Carnaval e faz a festa do Oscar neste domingo…". Nós fomos ler a matéria para ver se a festa estaria usando algum tema ligado a Carnaval — não está. Não tem nada a ver com Carnaval, a não ser a coincidência de data. O leitor recebeu uma informação falsa.

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3 Opiniões

  1. Arlon Borges disse:

    Nossa imprensa anda de nível muito baixo. Não há nada que se salve.

  2. MARKUT disse:

    Muito bom esse "Nossa mídia", mas seria interessante aproveitar o espaço para posicionar, tambem, o lado menos pitoresco e mais grave,que é a desídia, a irresponsabilidade e o sectarismo na maneira de apresentar a notícia ao público, deixando de lado, ainda, a manchete mórbida e vendavel, com que somos agraciados diariamente.
    Seria importante questionar o aspecto, aparentemente contraditório,entre a notícia enxuta e equidistante e os interesses empresariais em jogo.

  3. Evandro Correia disse:

    O Markut tem razão — os jornais são todos vendidos.

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8/2, Revista Domingo do Jornal do Brasil, capa. A matéria de capa é sobre animais de estimação, e o subtítulo diz: “… o que leva donos a mimar tanto seus pets”. Esse uso de palavra da língua inglesa, ainda mais sem aspas, é uma pobreza.

8/2, Jornal do Brasil, capa. A foto principal da capa é de uma jovem de biquíni tomando banho de cachoeira na Floresta de Tijuca, no Rio. A legenda diz que ela “… atravessa uma trilha para ir à cachoeira…”. Nós achamos que seria mais correto dizer que ela “usa”, “percorre”, poderíamos pensar em outras palavras. É só pensar na diferença entre percorrer uma rua e atravessá-la.

9/2, Valor Econômico, pág. B11. Falando de uma empresa que está à venda e das interessadas em adquiri-la, o texto menciona o nome de várias que “… também já fizeram um ‘road-show’ pela companhia”. Não, minha gente, “road-show” é outra coisa, é a empresa que sai “pela estrada” fazendo palestras e apresentações a eventuais interessados. É bobagem sair usando expressões estrangeiras sem conhecê-las direito. E mais adiante se refere às mesmas empresas como “… essas companhia” — cadê a concordância?

10/2, Portal O Globo. Falando sobre uma declaração do presidente Obama de que só o governo tem a capacidade de tirar o país da recessão, o texto traduz “vicious circle” como “ciclo vicioso”. Não, minha gente, é “círculo vicioso”, expressão consagrada, está no Aurélio. Veja aqui.

11/2, Portal Folha. "Diante a incerteza dos israelenses de não saber com certeza quem será seu futuro primeiro-ministro não faltaram alfinetadas de humor." Realmente é muita incerteza…
Veja aqui.

11/2, Veja, págs. 52 e 53. A coluna “Panorama: Veja Essa” traz uma série de frases de pessoas mais famosas ou menos, algumas acompanhadas de foto. O que nos incomodou é que numa coluna que traz frases dos presidentes do Brasil, dos Estados Unidos, da Colômbia e do ex-presidente Sarney, os destaques são para uma cantora baiana em quem nunca ouvimos falar, que revela algumas idéias sobre sua vida sexual, e para o ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, declarando adorar a parada gay.

Veja

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Veja 

IstoÉ14/2, revista Isto É, capa e internas. Mais uma vez a Isto É faz uma capa e matéria sensacionalistas, abusando da credulidade das pessoas, induzindo-as a acreditar no espiritismo. É nível muito baixo. Veja a reprodução ao lado.

Títulos estapafúrdios

8/2, Jornal do Brasil, capa. O título de um artigo assinado por Francisco Carlos Teixeira é: “Obama mudará só o estilo ou a própria América?” No texto o autor se refere mais de uma vez aos Estados Unidos como “América”. Nós sabemos que os americanos se referem ao seu país assim, como se o resto do continente americano, do Canadá à Patagônia, não existisse. Mas nós brasileiros aderirmos a esse hábito é deplorável.

9/2, Globo, capa. Com uma foto de um grande navio passando perto da Praia do Arpoador, no Rio, o título é: “Perto da praia, só navio”. Não dá para entender…

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3 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    A Isto É é uma revistinha de baixíssimo nível. E o Valor está piorando sua qualidade, falta o que em indústria chamamos "controle de qualidade".

  2. Evandro Correia disse:

    Quer dizer que o Minc saiu do armário?

  3. vera lucia disse:

    Sugestão: eu gostaria que a mídia (televisiva) ao invés de ficar REPETINDO, REPETINDO notícias de violência, acionasse economistas p explicarem sobre essa crise econômica para o povão; que por sinal não aplica na bolsa e tem notícias todo santo dia da mesma…quanto à violencia, é preciso mais AÇAO(campanhas, debates).

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4/2, Valor, capa do caderno "Eu & Investimentos". "A reportagem do Valor foi à Santos…". Sem crase, por favor.  

5/2, Jornal do Brasil, capa. A ministra Dilma Roussef deu uma entrevista anunciando aumentos nos investimentos no PAC. Na verdade ela deu como fazendo parte do programa investimentos que não têm nada a ver com ele, por exemplo o metrô de São Paulo. Vários jornais ignoraram a notícia. O Globo deu como manchete: "Governo maquia PAC com inclusão do obras antigas". Já o Jornal do Brasil resolveu acreditar na propaganda da ministra e deu como manchete: "PAC já passa de um trilhão". Muito ruim, está mentindo para os leitores.

Títulos estapafúrdios

4/2, revista Isto É, pág 92. Em reportagem sobre um livro que trata do canibalismo dos índios tupinambás, o título é: "Tupi or not tupi". Brincadeira boba com a frase de Shakespeare: "To be or not to be".

5/2, Valor, pág. B5. A coluna chama-se "Tendências&Consumo" e o assunto é a modernização da empresa Fabrimar, que fabrica torneiras. O título: "E se eu fosse torneira". Muito bobo. E para continuar a coluna tem mais duas notinhas sobre os planos da mesma empresa, com os títulos "Torneira 1" e "Torneira 2".

5/2, mesmo jornal, mesma coluna. Sobre produtos que a empresa de cosméticos Natura lançou para as mulheres aplicarem antes de ir dormir, o título metido a engraçadinho é "Dorme mocinha". Sem comentários…

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2 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Nossa mídia é muito fraca mesmo… Não se vê uma preocupação com qualidade.

  2. Markut disse:

    É lamentavel.
    A mentira e a pouquíssima criatividade de algumas publicidades, mostram,ao menos,dois aspectos preocupantes:
    1)A mentira, ativa ou passiva, com que se alimenta o leitor,ávido em saber das coisas.
    2)A predominância da falta de criatividade, da imaturidade de certas cabeças (provavelmente jovens ) quando imaginam determinadas publicidades, absolutamente idiotas e pobres de espírito.
    Isto acontece tanto na mídia escrita, como na falada e televisiva.
    Por outro lado, se toda essa imbecilidade vende, vai ser preciso buscar a causa disso tudo , na outra ponta, isto é, no leitor , ou ouvinte.
    E aí , caimos no problema da baixa qualidade do nosso ensino básico, que gera uma audiência pouco exigente e complacente com a mediocridade.

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16/1, Portal Folha. O título era: “Senador italiano defende ‘boicote turístico’ ao Brasil após asilo a terrorista”. Um trecho do texto dizia: "Quando forem fazer uma viagem ao exterior, não levem em consideração o Brasil, país (1) que nós italianos demos tanto, e tivemos como resposta esse afronto (2).
1. Faltou um “a”, “país A que nós …”
2. “essA afrontA”, o tradutor brasileiro errou.
Veja aqui.

16/1, Portal Estadão. Falando das mudanças no Citibank, um trecho diz: “Esta semana a instituição iniciou o processo, juntando sua corretora Smith Barney com o negócio de administração de riquezas operado pelo Morgan Stanley.” Esse “administração de riquezas” é péssima tradução de “wealth management”, que se traduz como “administração de bens”, ou “administração de patrimônio”. Veja aqui.

20/1, Reuters. O pessoal aqui tem dificuldade em traduzir a expressão americana “CEO-Chief Executive Officer”, às vezes encurtada para “CEO”, ou para “Chief-executive”. Chamam de tudo, ultimamente deram para chamar de “diretor-executivo”, o que é péssima tradução já que omite o “chefe”. Nós gostamos de “executivo-chefe”, ou de “CEO” mesmo, a sigla já pegou. O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa prefere “principal executivo”. Pois neste dia a Reuters inventou mais uma tradução, “chefe-executivo”. Traduziu literalmente o “chief-executive”, mas em bom português a gente inverte a ordem do inglês, está errado. Veja.

"É com muito pesar que anunciamos que, baseados na situação econômica global e nas previsões para os negócios, o estúdio terá de fazer uma redução de pessoal nas próximas semanas como uma medida de controle de custos", escreveu Barry Meyer, chefe-executivo da Warner, e Alan Horn, presidente do estúdio.
O Estadão, G1, Abril e IG copiaram com erro e tudo.

Títulos estapafúrdios

20/1, Folha de São Paulo, capa. “Obama toma posse hoje, com discurso mais negro” era a chamada de capa. Piadinha boba, um tanto desrespeitosa com a ascendência africana do presidente. Lá dentro o título era igualmente bobo: “Obama chega ‘mais negro’ à Presidência, e EUA, mais tolerantes”. Veja.

21/1, boletim da revista Exame. “Cidadão Kanes: Carlos Slim empresta US$ 250 milhões ao New York Times.”
Esse era o título que vinha no boletim. Clicando no link a piadinha não era repetida. Mas achamos a piada duplamente boba, primeiro porque faz referência ao filme “Cidadão Kane”, de Orson Welles, que era sobre um magnata da imprensa inescrupuloso e perigoso. Não nos consta que Slim seja assim. Segundo porque o redator pôs um “s” no nome, deve ser por engano, confundiu com o famoso economista Keynes, talvez. Ou será uma segunda piadinha que não entendemos? Veja aqui.

21/1, Isto É, pág. 25. Para mostrar que a brasileira Marta foi eleita a melhor jogadora de futebol do mundo, a revista colocou o título “Pelé de saia”. Achamos um pouco apelativo, uma comparação equivocada. E Pelé foi o melhor do mundo no século XX, a Marta apenas neste ano. 

21/1, Isto É, pág 42. Matéria sobre Marcos Valério. “Leve e Solto”. Após lermos o subtítulo, entendemos que esse leve não era uma forma “engraçadinha” de remeter ao conhecido dito “livre, leve e solto”, e sim que, após passar 98 dias no presídio, Marcos Valério estava quinze quilos mais magro. Piadinha boba.

A pérola da semana

20/1, Portal G1. “Fashionistas criticam visual de Michelle Obama na posse”. “Para Costanza Pascolato, presidente é mais elegante que a esposa. Modelos consideraram modelito usado pela primeira-dama 'careta'.” Para nós é tudo débil, desde o uso da palavra inexistente “fashionistas” ao assunto como um todo. Os jornais têm coisas mais importantes para noticiar. Veja aqui.

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1 Opinião

  1. Evandro Correia disse:

    Essa da Exame do "Cidadão Kanes" é realmente de doer…

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10/1, Portal Folha. Em matéria sobre a renúncia ao cargo de um presidente de conselho de empresa, a Folha se refere ao conselho como “junta”. Isso não faz sentido algum, é coisa de dicionário antigo, que diz “junta diretora”. No Brasil a lei das SA e os usos e costumes consagram “conselho” ou “conselho de administração”. O texto da Folha: “O GMAC, braço financeiro da GM (General Motors), anunciou nesta sexta-JBfeira (9) a renúncia do presidente do conselho de administração, Ezra Merkin, e a formação de uma nova junta após a transformação do grupo em uma instituição financeira”. Veja aqui.

10/1, Jornal do Brasil, capa. A principal manchete, como podemos ver ao lado, era “Massacre de crianças”. Como já comentamos mais de uma vez, a cobertura da guerra em Gaza foi tomada por um sensacionalismo absurdo.

Época12/1, revista Época, capa. Em meio a uma guerra em Gaza e uma crise econômica mundial, o principal assunto da semana para a Época é: “Amor e sexo por toda a vida”. Esse título está dentro de um coração cercado por uma ilustração modernosa. Subtítulo: “A ciência já sabe explicar porque alguns casais mantêm a atração sexual durante décadas. Como isso pode ajudar você a encontrar – e manter – o parceiro ideal”. Para nós isso é coisa de revista para adolescentes. Lamentável. Não é desse jeito que a Época vai tirar mercado da Veja.

12/1, Época, pág. 28. Título: “Vai precisar de muito fôlego” Subtítulo: “A retração da economia no fim de 2008 coloca em xeque o otimismo do governo sobre os efeitos da crise global no Brasil”. Ao lado do título uma foto do presidente Lula embaixo d'água. A matéria trazia gráficos mostrando a queda da economia brasileira e não fazia nenhuma referência às férias do presidente, só na foto para "combinar" com o título. Patético.

Época

16/1, Portal Estadão. A respeito do avião que fez um pouso de emergência no rio Hudson, em Nova Iorque, o texto diz: “Os passageiros da aeronave da US Airways que caiu na tarde de quinta-feira, 15, no rio Hudson, em Nova York, elogiaram as ações e a coragem do piloto…. Com 40 de experiência na indústria da avião, Chesley B. "Sully" Sullenberger, ex-piloto da Força Aérea americana, que está na companhia desde 1980, conseguiu aterrissar…”. Primeiro dizem que o aviao caiu, para depois darem a informação correta, “conseguiu aterrissar”. E o “na indústria da avião” deve querer dizer “da aviação”, simples falta de cuidado, mas de qualquer maneira achamos errado chamar a profissão de piloto de avião de “indústria”. Nos EUA falam assim, nós aqui dizemos “no setor”. Veja aqui.

Títulos estapafúrdios

10/1, Jornal do Brasil, pág. A19. Falando da ida do vice-presidente eleito dos EUA, Joseph Biden, ao Paquistão para tentar mediar a tensão com a Índia, o título é: “Biden finalmente começa a agir”. Como “finalmente”? O homem nem tomou posse e o JB fala como se ele tivesse demorado para entrar em ação?

10/1, Estado, capa. Com uma foto de Lula remando num barco, no local onde passou suas férias, o título é: “Remando na marolinha”. A piada, além de boba, não é original. Outro jornal já tinha cometido a mesma bobagem com foto de Lula num barco em Fernando de Noronha.

12/1, Época, pág. 68. “Uma  feira sem maçã” era o titulo. A matéria falava da ausência de Steve Jobs na Macworld — reunião anual de fãs da Apple. Mas a reunião foi realizada, a empresa Apple inteira (Apple quer dizer “maçã”) estava lá, por que “sem maçã”? Mais uma dessas tentativas infantis de fazer títulos “engraçadinhos”.

12/1, Globo online. “EUA: autorização prévia para passaporte visa waiver entra em vigor. Medida é válida para brasileiros que viajam com passaporte europeu”. Esse era o título. Não entendemos nada. O que será “passaporte visa waiver”? A notícia continuava: “Brasileiros com passaporte de países isentos de visto para EUA agora têm que solicitar autorização prévia para a viagem.” Parece que os Estados Unidos baixaram alguma medida sobre brasileiros que viajam para lá. Veja aqui.
Mas não é bem isso. Nós demos essa notícia. Cidadãos de qualquer país isento de visto para entrar nos EUA, como os da Europa, precisarão dessa autorização. A medida só atingiria brasileiros que tenham também nacionalidade de um desses países. Do jeito que o Globo noticiou, parece que era algo com o Brasil. E o tal do “passaporte visa waiver”? Isso não existe, não é um tipo de passaporte, a expressão “visa waiver” quer dizer “isento de visto” e se refere a países, não passaportes.
Veja aqui a notícia que demos.

O Globo tem um dom para comunicar notícias erradamente. O bonitão que apresenta o Jornal Nacional diz publicamente que ele pensa no seu espectador como se fosse um tal de Homer Simpson, que parece que é um personagem de história em quadrinhos, ou desenho animado, completamente burro. Pois é, dá a impressão que de tanto pensar no pateta Homer eles acabam se apatetando também. Algum tempo atrás o Banco Central publicou uma pesquisa que fez com notas de real, contaminando-as com bactérias para ver se as notas transmitiriam doenças. A pesquisa constatou que sim. Acontece que as notas usadas na pesquisa teriam de ser destruídas, pois estavam contaminadas, e por isso o B. C. usou notas de R$ 1, para diminuir o custo da destruição das mesmas. Todos os jornais noticiaram que as notas de reais em geral podem transmitir doenças. Pois não é que o Globo deu que as notas de R$ 1 podem transmitir doenças. A pessoa não soube extrapolar das notas de R$ 1 usadas na pesquisa para todas as notas em geral. Dá-lhe, Homer!

16/1, Globo, capa. "Presidente do STF, Gilmar manda soltar Marcos Valério". Parece que quiseram fazer uma rima, “Gilmar” com “soltar”, ou “Gilmar Mendes” com “Gilmar manda”. Joguinho de palavras bobo, ainda mais diante da importância do assunto. Podemos imaginar várias hipóteses melhores: "Presidente do STF manda…", "STF manda…", "Gilmar Mendes manda soltar…" ou "O Presidente do STF, Gilmar Mendes, manda…".

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3 Opiniões

  1. Apolônio Prestes disse:

    Realmente essa do pessoal do Globo dizer que o seu leitor padrão é um pateta deveria ser razão suficiente para ninguém mais assinar o Globo, ou assistir ao Jornal Nacional. O bonitão se chama William Bonner (será nome verdadeiro ou nome de guerra?) e é um protótipo do Homer Simpson.

  2. Chicomaria Arouet disse:

    O jornal O Globo traiu-se e deixou entrever sua militância anti-israelense, com frequentes escorregões antissemitas.
    A primeira página de domingo 11/1/2009 trazia uma grande foto, assinada por um senhor Mohammed Zaatari, distribuída pela AP, e encimada pelo título "O
    fim da inocência".

    Mostrava uma criança, uma menina, segurando uma boneca manchada de sangue. Chocante.

    Mas, observando bem, vê-se que aquilo não é sangue, é batom ou coisa que o valha. A criança não é de Gaza, onde a cena, por suposto, estaria sendo protagonizada, mas sim de Sidon, no Libano.

    Da mesma forma que o bebê envolto pelo pai estremoso em bananas de dinamite (lembram-se? Um bebê palestino fantasiado de jihadista, envolto por um cinturão de tubos unidos por fios elétricos), essa criança de domingo , filha de um pai igualmente estremoso, foi posta para posar para esta foto.

    O Globo pode estar conseguindo manter seu público alimentado de sangue, mas à custa de ter descido ao mais baixo nível de demagogia e falsificação de notícia. Essa invenção de notícia anti-israelense foi malévola demais. Pode ganhar mais alguns cidadãos de boa-fé que se guiam pelo que este jornal diz. Mas seus dirigentes sabem que estão perdendo lentamente a credibilidade junto àqueles que sabem como se faz jornal.

  3. Venustiano Carranza disse:

    Só me dou conta de que o Jornal do Brasil ainda existe porque me é oferecido num pacote com a veja. Recuso sempre e compro a Veja sozinha.

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3/1, Portal UOL. Falando da epidemia de cólera no Zimbábue, o texto diz: "Diante da gravidade da situação, o Programa Mundial de Alimentos previu a entrega de comida a 4,5 milhões de zimbabuanos a cada mês até março de 2008, quando a colheita deveria começar." Deve ser março de 2009, não? Veja aqui.

6/1, Portal Gazeta Mercantil. "Sua capitalização de mercado, acumula perdas de 76% desde o início de 2007." Regra básica de português, não se separa sujeito e predicado por vírgula. Veja aqui.

 6/1, Portal Folha. "A produção industrial do país caiu pelo segundo mês consecutivo e teve desaceleração de 5,2% em novembro frente ao mês anterior, informou nesta terça-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da maior queda desde maio de 1995. Em outubro, a queda foi de 2,8% (antes da revisão, era 1,7%). Nesses dois meses, a queda acumulada é de 7,9%.

Em relação a novembro do ano passado, foi verificada queda de 6,2%, interrompendo um ciclo de 28 altas consecutivas nesse dado comparativo –é a maior queda desde dezembro de 2001 (-6,4%)." O pessoal não percebeu que já estamos em 2009 e está chamando 2007 de ano passado. Todos erramos, mas para isso existe uma revisão posterior. Alguns desses sites de notícias não fazem a revisão, esse erro continua lá após três dias. Veja aqui.

7/1, Estado, capa. Em chamada para o segundo caderno, matéria sobre uma história de Barack Obama em quadrinhos, o texto diz: “… Em tom patriótico, o comic book trata…”. Assim mesmo, “comic book”, sem ao menos aspas ou itálico. Achamos uma cretinice usar o inglês.

7/1, Valor, capa. Na legenda da foto principal da capa, falando sobre celulares, diz assim: “… o ‘celular inteligente’ ganha cada vez mais atençãos dos consumidores…”. Assim mesmo, “atençãos”.

7/1, principais jornais de São Paulo e Rio, capa. Nesta quarta-feira nós achamos que o leitor devia estar cansado de ler sobre Israel/Gaza todos os dias e demos como principal manchete o corte do gás da Rússia para a Europa. Achamos essa uma notícia muito séria. Os dois jornais cariocas que lemos diariamente, Globo e Jornal do Brasil, não davam essa notícia em suas capas. O Estado, Folha e Valor davam em tamanho pequeno, sem dar muita importância ao fato. Na mesma manhã, Globo, Folha e Estado davam com bastante ênfase a acusação de que Israel teria bombardeado escolas da ONU em Gaza. Nenhum dos três citava, pelo menos na capa, a informação dada por Israel de que o Hamas está usando as escolas como ponto de lançamento de foguetes.

Semana inteira, principais jornais, capas. Nós achamos que a cobertura da guerra da Faixa de Gaza foi muito sensacionalista, e lançamos um debate a respeito na nossa seção “Tendências e debates”. Veja aqui.

8/1, Portal Último Segundo. "O presidente da Gazprom, Alexei Miller, anunciou nesta quinta-feira que definiu com a União Européia (UE) retomar o envio de gás para a Europa após os observadores europeu puderem comprovar o funcionamento dos gasodutos na Ucrânia." Veja aqui.

9/1, Portal Estadão. A notícia veio com dois parágrafos praticamente iguais.

"A União Europeia informou, na noite desta quinta-feira, que o fornecimento de gás natural da Rússia para o bloco poderá ser retomado, após ter sido fechado um acordo com os russos para monitorar o fornecimento do combustível através da Ucrânia.

A União Europeia informou na noite de quinta que o fornecimento de gás natural da Rússia para o bloco poderá ser retomado, após ter sido fechado um acordo com os russos para monitorar o fornecimento do combustível através da Ucrânia." Veja aqui.

Títulos estapafúrdios

3/1, Globo, pág. 24. Com uma foto de Barack Obama e a mulher embarcando em um avião, o título é: “Obama se muda para hotel mal-assombrado”. O fato é que Obama está se mudando para Washington antes da posse porque começa a escola das crianças, e vai ficar num hotel. O hotel é antigo e existe uma lenda de um fantasma porque alguém morreu nele. Mas o jornal afirmar que o hotel é mal-assombrado é um absurdo.

6/1, Estado, capa. Em uma chamada para o caderno “Viagem” o título é: “12 opções de praias ‘made in Brazil’”. Nesta pelo menos eles puseram entre aspas, mas mesmo assim não há razão para falar inglês. Decididamente o Estadão, na ânsia de se tornar um jornal “muderninho”, está cometendo erros de julgamento. Deviam ter um mínimo de preocupação com qualidade e de respeito à língua portuguesa.

8/1, Jornal do Brasil, capa. “Comportamento ‘bareback’ é ato criminoso”. Não entendemos e fomos ler a chamada de sete linhas que vinha abaixo do título. Nada, não explicava o que é essa palavra “bareback”. Fomos ler lá dentro e finalmente ficamos sabendo. Tratam-se de festas em que homossexuais fazem sexo entre si sem usar preservativos, sabendo que podem contrair ou transmitir a AIDS. Mas nós achamos que título é para informar, não para criar mistério.

8/1, Portal Último Segundo. “Ucrânia aceita desdobramento de observadores da UE”. Não é a primeira vez que vemos essa tradução absurda “desdobramento”. Como é que a gente desdobra esses observadores? No outro dia um jornal disse que a China ia “desdobrar” navios de guerra para a Somália para combater os piratas. Como é que a gente desdobra navios? Será que eles saem de fábrica dobrados, a gente abre o pacote e os desdobra? Descobrimos a resposta. Em inglês existe a palavra “deploy”, que se usa muito em linguagem militar, e que significa “deslocar”, “enviar”, que é o que vão fazer com estes observadores. Mas o dicionário Inglês — Português oferece essa tradução “desdobrar”, entre outras, e o pessoal a está utilizando. É pena. Veja aqui.

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2 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Não paro de me surpreender com o baixo nível da nossa imprensa. Senhores donos de jornal — façam um esforço, melhorem um pouco.

  2. Arlon Borges disse:

    O que mais me incomoda nessas coisas aí em cima é a decadência do Estadão. Foi um grande jornal, e se perdeu ao baixar o nível para competir com a Folha. Pena…

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28/12, Globo, pág. 28. Falando sobre trabalhadores, a legenda de uma foto é: “Anderson …, funcionário de uma autopeça em São Paulo…”. Fomos ler para entender: o fulano trabalha numa indústria de autopeças, não faz sentido falar “funcionário de uma autopeça”. E se ele trabalhasse na indústria automobilística seria “funcionário de um automóvel”?

29/12, Estado, capa do caderno Economia. Uma das chamadas no topo da página, para matérias internas, diz algo como: “Bazinho Ferraz, do grupo ABC, … mercado de showbiz”. O que quer dizer “showbiz”? Nós sabemos que é uma gíria americana, abreviação de “show business”, que é o negócio de entretenimento. Mas por que o nosso tradicional Estadão resolve usar língua de gringo? Pare de imitar a Folha, Estadão. Vamos respeitar a língua de nosso país!

31/12, Folha, pág. A14. “Selo britânico com a imagem de Charles Darwin: 2009 marca os 150 anos do pai da teoria evolutiva e os 200 anos de sua obra ‘A origem das espécies’”. Mas se ele só nasceu há 150 anos, como é que sua obra tem 200? Ah, vai ver que ele morreu há 150! Mas não é o que está escrito. E por que chamar a “Teoria da Evolução” de “Teoria evolutiva”? Parece um caso de tradução mal feita, o cara viu “Evolution theory”, não sabia o que era, pôs uma tradução literal.

2/1, Folha, capa do caderno “Dinheiro”. “Emprego deve ter pior 1º. tri desde 2003” era a manchete no topo da página. Não gostamos desse “tri”, não custava escrever “trimestre”, ainda mais nesse jornal que costuma usar “tri”, “bi” e “mi”, em vez de “trilhão” etc. 

2/1, Folha, capa. Falando da posse dos novos prefeitos, o subtítulo diz que “… eleitos afirmam que não descumprirão promessas de campanha”. Nós aprendemos na escola que duas negativas equivalem a uma positiva, não era mais fácil dizer “cumprirão” em vez de “não descumprirão”?

2/1, Valor, pág. C3. Na página que traz material do Wall Street Journal tem uma notinha sobre o vigarista Bernie Madoff muito mal traduzida. Para começar falam que ele montou “… um negócio de administração de fortunas…”. Não é “fortuna”, gente, “wealth management” se traduz como “administração de bens”, ninguém precisa ter uma fortuna para aplicar lá. No fim, diz: “… acusado de montar um esquema de pirâmide financeira de US$ 50 bilhões”. A imprensa noticiou muito mal esse caso. O que quer dizer “pirâmide financeira”? Nada. No Brasil esse esquema em que os que vão entrando proporcionam dinheiro para ir remunerando os que entraram antes sempre se chamou “corrente da felicidade”.

2/2, Valor, capa do caderno “Empresas”. Uma notinha vem com o título: “Carro à energia solar”. Sem crase, por favor.

2/2, Globo, pág. 24. Sobre a descoberta na China de um cemitério de dinossauros, o subtítulo diz: “Pelo menos 7.600 fósseis foram encontrados…”. Nós entendemos que eram os restos de 7.600 animais, mas lendo o texto a gente vê que não, são 7.600 ossos ou fragmentos. Em nossa opinião o subtítulo informa mal. 

Títulos estapafúrdios

28/12, Globo, pág. 2. Na seção de divulgação das principais notícias do dia, um título é: “Advogado é assassinado em saidinha de banco em Niterói”. O infeliz foi assaltado após sacar dinheiro de um caixa, reagiu ao assalto e foi morto. Mas o que é “saidinha”? Alguém nos disse que é gíria de criminosos para esse assalto a quem acaba de sacar dinheiro. Talvez seja isso, mas por que o Globo usaria gíria de bandido?

29/12, Globo, capa. “Crise tira FMI do vermelho e já dá lucro”. O assunto é que com a crise econômica os países estão pedindo mais empréstimos ao FMI e este está dando lucro, o que não é usual. Mas do jeito que escreveram o sujeito da frase é “Crise”, parece que é ela que dá lucro.

1/1, Folha, capa. Com uma foto de Lula e esposa passeando de barco em Fernando de Noronha, o título é “Marolinha”, brincadeira boba. Em seguida a legenda da foto nos brinda com a informação de que eles “… passeiam em barco de 14 metros e três suítes…”. Não percebemos a relevância dessa informação.

A pérola da semana

Falando da guerra entre Israel e Hamas nosso presidente criticou a ONU, dizendo: “O que está provado é que a ONU não tem coragem de tomar uma decisão de colocar a paz naquilo lá." Lula parece não saber que a ONU não tem exército, precisa pedir a seus membros, como fez conosco pedindo uma força de nosso exército para pacificar o Haiti. E apesar de ele brigar tanto para termos um assento no Conselho de Segurança da entidade, ele não sabe que ela não faz nada sem aprovação unânime dos membros do Conselho? E que a Rússia bloqueia tudo que querem os EUA, e vice-versa? Mais uma vez Lula perdeu a oportunidade de ficar calado.

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1 Opinião

  1. Evandro Correia disse:

    Quem será mais ignorante: o presidente Luis Analfabetácio da Silva ou os jornalistas que escrevem tanta besteira?

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24/12, Veja, pág. 48. A coluna “Datas” nos revela que morreu um italiano que era dono do jornal “La Repubblica”. A nota se refere a ele como “O publisher Carlo Caracciolo…”. O que quer dizer “publisher”, senhores da Veja? Por que não “dono”, ou “editor”? A Folha de São Paulo, jornal que não tem muita amizade com a língua portuguesa, se referia ao seu dono, falecido algum tempo atrás, com essa palavra gringa. Por que imitar?

24/12, Folha, pág. B8. O título é: “Vítima do caso Madoff comete suicídio em NY”. Nós também demos essa notícia, mas pelo que lemos a polícia ainda não confirmou suicídio, nós demos que ele foi encontrado morto, e que há suspeita de suicídio. Em seguida o texto se refere a ele como “gerente de investimentos”. Não, Folha, é “gestor”, em inglês “manager” tem esses dois sentidos, mas em português a gente diferencia a pessoa que administra um monte de dinheiro de um funcionário administrativo de nível médio. Mais adiante o texto se refere ao método utilizado pelo vigarista como “… um esquema de pirâmide conhecido como sistema Ponzi”. Nós achamos que se é para mencionar o nome Ponzi, devia explicar quem foi ele. E quanto a traduzir a pirâmide, achamos que isso não explica nada. No Brasil isso é conhecido como “corrente da felicidade”.

26/12, Portal G1. Falando de navios da marinha chinesa que vão combater piratas na Somália, o texto diz que este é "…o primeiro desdobramento naval da China em águas internacionais desde o século XV". Gente, o que quer dizer "desdobramento"? Uma má tradução de "deployment", ficaria melhor dizer "deslocamento".

26/12, Jornal do Brasil, pág. A16. Falando sobre o governo americano dar ajuda à financeira da General Motors, o subtítulo diz que o governo "… libera acesso da montadora à pacote de socorro…". Sem crase, por favor.  

Veja aqui

Títulos estapafúrdios

23/12, Globo, capa. A foto ao lado mostra a primeira-dama da França e a atriz Camila Pitanga. A legenda diz: "SIMILAR NACIONAL: A beleza da atriz Camila Pitanga ofusca a presença da primeira-dama francesa, Carla Bruni". Nós na redação somos unânimes em admirar Camila, mas ela não está bem nesta foto. Já Carla Bruni está deslumbrante, a legenda é boba, será um nacionalismo mal dirigido, ou o viés anti-Sarkozy que a gente começa a sentir na imprensa?

23/12, Folha de SP, capa. Todos os jornais publicaram fotos de Carla Bruni na capa mas esta, em visita a uma entidade a favor do leite materno, teve uma legenda idiota: “Mamãe eu quero mamar”. Que coisa infantil…

24/12, Globo, capa. A foto é do gramado do Maracanã, com alguns trechos, mas não o gramado inteiro, danificados pela montagem do show de Madonna. A legenda da foto, em maiúsculas: “MARACANÃ PELADÃO”. Sinceramente, muito vulgar.

24/12, mesmo Globo, mesma capa. Com uma foto do presidente eleito dos EUA de bermudas, sem camisa, em suas férias no Havaí, o título é: “Obama saradão”. Para os não-familiarizados com gíria carioca, “sarado” é a pessoa que faz malhação e está com o corpo em ordem, musculatura bem desenvolvida, sem as gordurinhas que a maioria de nós tem. Mas essa gíria no título de um jornal supostamente sério não faz sentido.

26/12, Globo, capa. "Crise reduz comércio pela Internet". Lá dentro a manchete do caderno de economia repica: "Crise reduz vendas pela Internet". Fomos ler e simplesmente não é verdade. As vendas neste ano aumentaram 28%. O crescimento caiu de 50% para 28%, mas as vendas não cairam, o título é mentiroso.

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3 Opiniões

  1. Francisco Marcio disse:

    Nossa mídia é muito fraca mesmo. Os jornalistas são ignorantes, mal treinados. A gente não sente nos jornais uma preocupação com qualidade.

  2. Gel Santos disse:

    Mídia no Brasil? Esta precisando de mais compormentimento e menos sensacionalismo. Porquê o povo como matéria-prima jornalistica é sempre usada, temos que realizar um jornalismo social. Nas Faculdades de comunicação social, os alunos nem sabe e também não procura saber a história social do jornalismo no mundo. Principalmente no periodo da ditadura militar. Tudo nas Faculdades é muito superficial,rapidinho mesmo e logo estão formados com emprego e tudo, mas os alunos que tem conhecimento e pesquisa. Esse na maioria das vezes nem consegue terminar o curso, por que falta recurso. Mas as empresa de jornalismo tem obrigação de expor notícia e opiniões verdadeiras. Tem profissionais competentes para função. A imprensa masceu com uma função social, não devemos esquecer disso. Entretanto no mundo atual o que acontece é controlam as informações nos bastdores do poder e das elites e liberam a desinformação para o povo. A massa, como dizo o cantor e compositor Raimundo, Sodré, a massa " Aquela que passa fome "

  3. Rodrigo Santiago disse:

    Sem comentários sobre a pobre rica mídia brasileira. Pessoalmente, quando tomei conhecimento do Opinião e Notícia, tornei-me fã imediatamente. Nunca fui dado a ler jornais, exatamente pela irrelevância dos assuntos abordados. Mas aqui, encontro-me totalmente envolvido com as matérias. Vocês falam do que me afeta de maneira neutra e excelente. Parabéns.

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13/12, Folha de São Paulo, pág. B14. O assunto é a hidrovia do sistema Tietê-Paraná, a foto é de um rebocador puxando balsas de soja e passando embaixo de uma ponte. A legenda da foto diz: “Rebocador… atravessa ponte…”. Eu acho que quem passa por cima de uma ponte, percorrendo-a de uma ponta a outra, a atravessa. Passar por baixo é outra coisa.

13/12, Jornal do Brasil, capa. Com uma foto da cantora Madonna na varanda de seu hotel no Rio, a legenda diz que a cantora está “na sacada de sua ‘penthouse’”. Essa palavra gringa quer dizer “apartamento de cobertura”, ou simplesmente “cobertura”.

17/12, Veja, capa. Como se pode ver ao lado, a revista pegou um assunto envolvendo uma atriz famosa, e faz uma capa sensacionalista para vender mais revista, não ligando para o fato de que a reportagem não tem fatos novos, era tudo amplamente já noticiado. No outro dia dissemos que a Veja, ao apelar para uma menina morta nas enchentes de Santa Catarina na capa (veja aqui), teve o seu momento de “Isto É”. Talvez devamos dizer que ela agora teve seu momento de “Caras”.

A semana toda, a mídia toda.
As notícias de negócios durante toda a semana foram dominadas pela prisão em Nova Iorque do vigarista Bernard Madoff. O golpe que ele deu foi no estilo chamado pelos americanos de “pirâmide”, e assim nossos jornais relataram. Acontece que isso no Brasil tem um nome, “corrente da felicidade”, faltou informar os leitores disso para que eles ficassem sabendo do que se tratava.

Títulos estapafúrdios

13/12, Globo, pág. 3. Em matéria sobre a proliferação de favelas no Brasil, o título é: “Favelas aos montes pelo país”. “Aos montes” é linguagem coloquial, não cabe no texto de um jornal sério.

17/12, Portal Estadão. “Washington foi "desprezado" em cúpulas na Bahia, diz "NYT". Não, a cúpula foi uma só e estava certo no New York Times. O erro é do portal.

17/12, Valor Online. Falando do prejuízo registrado pelo banco Morgan Stanley a gente percebe que usaram uma matéria em inglês e o tradutor se atrapalhou todo. Um trecho diz: “O Morgan Stanley encerrou o quarto trimestre fiscal com um prejuízo de US$ 2,295 bilhões, ou US$ 2,34 diluídos por papel. Com suas operações continuadas, o banco teve prejuízo de US$ 2,195 bilhões, ou US$ 2,24 diluídos por ação. Um ano antes, a perda foi de US$ 3,588 bilhões, correspondentes a US$ 3,61 o papel. A receita líquida somou US$ 1,829 bilhão. Nos três meses até 30 de novembro de 2007, a receita tinha sido negativa em US$ 432 milhões.” Ele confundiu lucro líquido com receita líquida, traduziu como “receita” o que obviamente era o resultado final, o lucro, pois não existe receita negativa, nam receita menor que o lucro ou prejuízo. Nós imaginamos que ele traduziu “net income”, que é o lucro líquido, como receita. O Valor é um ótimo jornal, mas não investe para ter tradutores decentes. Veja aqui.

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1 Opinião

  1. Alfredo Sloane disse:

    Realmente os tradutores do "Valor Econômico", seja online ou na versão expressa, vivem se enrolando. Agora deram para traduzir "Chief-executive", que é o executivo-chefe, como "diretor-executivo", que não informa nada. Uma empresa tem muitos diretores executivos, mas só um é o CHEFE.

    Treinamento neles!

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8/12, Valor Online. “Pelo menos US$ 1 trilhão são perdidos em suborno e outras formas de corrupção em torno do mundo cada ano, segundo o Fórum Mundial de Economia…”. O correto é “é perdido”. Veja aqui.

11/12, Portal Estadão.
“A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira…. A cobrança de Lula vem no dia seguinte ao da decisçao do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic…”. Faltou revisão dessa “decisão”. E hoje, dia 13, continua lá, errado. Veja aqui.

Títulos estapafúrdios

9/12, Globo, pág. 27. O fato é que pediu concordata nos Estados Unidos uma empresa chamada “Tribune Co.”. É uma empresa antiga que historicamente publica o importante jornal “Chicago Tribune”, além de outros, e que há poucos anos comprou outro jornal importante, o “Los Angeles Times”. Pois a manchete do Globo ignora o nome da empresa e o seu jornal histórico, para dizer: “Com dívidas de US$ 13 bi, editora do ‘Los Angeles Times’ pede concordata.

10/12, Veja, pág. 68. A respeito da condenação de Daniel Dantas o título é: “Dez anos de cana para o banqueiro”. Achamos o uso da gíria “cana” absolutamente inadequado.

10/12, Globo, capa do caderno “Economia”. A respeito do crescimento do PIB de 6,8% nos 12 meses até setembro, a manchete que ocupa toda a página é: “Pelo retrovisor, um Pibão”. Muito pobre, vulgar…

11/12, Globo, capa do caderno “Economia”. A respeito da redução do Imposto de Renda para estimular o consumo, o título é: “Crise amansa até o Leão”. Realmente essa bossa nova do Globo de dar títulos “engraçadinhos” é muito boba.

12/12, Globo, pág. 2. Na seção que dá as principais matérias do dia, uma tem o título: “Prefeitura suspende contrato sob suspeita de lombada”. Como é? Suspeita-se que um contrato tenha lombadas? Ah, percebemos, é um contrato para instalação de lombadas que está sob suspeita. Mas está mal redigido.

12/12, Globo, pág. 30. “Presidente do BB avisa que não vai tolerar risco maior do que o aceitável”. “Aceitar”, diz o nosso dicionário Aurélio, é sinônimo de “tolerar”. Quer dizer, o homem disse que não vai aceitar nada além do aceitável? Ou não vai tolerar nada além do tolerável? Isso nos parece um lugar-comum dos maiores…

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3 Opiniões

  1. Francisco Marcio disse:

    Esses títulos do Globo estão ridículos. Realmente a mídia brasileira está muito fraca.

  2. Ana Dulce Bandeira disse:

    Nossa, o Globo realmente está cada dia pior!

  3. washington araújo disse:

    Jornalismo Insano
    Washington Araújo (*)

    Não é de hoje que me pergunto sobre o jornalismo enquanto ideal de
    vida. Ora, existem milhares de ofícios humanos, milhares de
    profissões. Exercer a cidadania pressupõe a existência da mesma,
    portanto, nem sempre factível a qualquer um. Mas é que existem
    situações em que a ética deve vir antes, algo como um pre-requisito.
    Penso então no fazer-jornalístico. Os jornais, sejam impressos ou
    não, e também não importa qual a ferramenta em que está sendo
    disponibilizado, terminam por fazer eco uns aos outros. A mesma
    manchete e a mesma história repercutem como plantação de cogumelos.
    Já não nos identificamos com esta ou aquela linha editorial porque
    tudo passou a ser sinalizado pela mesmice.
    Se o assunto do dia é um crime e, ainda mais, um crime hediondo,
    desses em que a filha de 13 anos mata o pai e a mãe enquanto dormem,
    e, ainda, se para tal horrendo feito contou com a cumplicidade de seus
    coleguinha de parcos 8 ou 9 anos de idade… então, não precisamos
    ser muito espertos para sabermos que o assunto será divulgado até nos
    dar náusea por pelo menos duas ou três semanas seguintes. Essa
    divulgação fará parte do que chamo de "jornalismo insano" : uns
    repercutem os outros, uns querem a primazia da descoberta mais
    inesperada e temperada, preferencialmente, com as cores fortes da
    escandalização da violência urbana.
    Todo o arsenal de criatividade, estilos e formatos jornalísticos
    serão colocados a serviço da mais rápida difusão da notícia. Todos
    os assuntos serão colocados na geladeira da comodidade, aqueles temas
    que rendem poucos leitores serão relegados por obrigação do ofício
    ao arquivo redondo: descoberta de vacinas, políticas públicas que
    rendem mais que publicidade, iniciativas louváveis de indivíduos e de
    instituições para elevar a qualidade de vida da sociedade e por aí
    vai.
    O jornalismo insano assemelha-se a uma praga de gafanhotos: ataca a
    mesma plantação, e no mesmo momento. Os fatos são pisoteados da
    mesma forma que as folhas são destruídas quase que instantaneamente.
    A nuvem que se forma ante os sempre desavisados receptores das
    notícias (leitores, ouvintes, espectadores e internautas) espessa o
    suficiente para bloquear qualquer ínfima passagem de ar puro. Ocorre
    que não há espaço para outro assunto. Todo esforço maior para
    continuar repercutindo o hediondo e o macabro. Quando não houver
    qualquer outro fato novo sobre a tragédia… então começam os
    comentários de especialistas de direito ou de especialistas criados
    pela mídia, geralmente nomes de bom conceito na sociedade: juristas,
    pensadores, escritores, políticos, militantes de direitos humanos,
    educadores, sociólogos.
    Algum antídoto para esse tipo de jornalismo? Sim. A prática de um
    jornalismo cidadão. E aí temos amplo espaço para refletir sobre o
    que se encaixaria nessa categoria. Mas, com certeza, seria um
    jornalismo comprometido com a boa prática jornalística. E também com
    uma visão mais abrangente do mundo e de seus sinais. Apreço por
    iniciativas que elevem a qualidade de vida da população. Defesa das
    populações vulneráveis. Espaço para a proteção do meio-ambiente e
    para o progresso científico. Jornalismo cidadão tem muito a ver com a
    promoção dos direitos fundamentais da pessoa humana.

    Washington Araújo é jornalista, mestre em Comunicação pela UNB e
    autor de vários livros sobre cireitos humanos, ética, cidadania, literatura e cinema. Escreve diariamente no blog http://www.cidadaodomundo.org

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30/11, Jornal do Brasil, capa. Falando de uma professora no Rio que está usando canções da Bossa Nova na alfabetização dos alunos, o texto diz que estes "… aprendem com as canções de Tom Jobim, Vinícius de Moraes e João Gilberto." Não, gente, João Gilberto é cantor, não compositor. Muita ignorância…

2/12, Portal G1. "O instituto admite que os efeitos da queda nas vendas, principalmente do setor de veículos, já afetam o desempeho da indústria nacional."
Faltou um "n" no desempenho. E continua assim até hoje, ninguém corrigiu.
Veja aqui.

3/12, Valor Online. “Secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, pediu ao Paquistão uma atitude urgente contra o terrorismo. Ela à Índia para discutir os ataques na cidade de Mumbai, ocorridos na semana passada. Eu disse que o Paquistão precisa agir com determinação e urgência e cooperar inteiramente e com transparência", afirmou aos repórteres.” Faltou um verbo antes de "à Índia". E faltaram aspas antes do "Eu disse". Engraçado que já corrigiram o verbo, "vai", mas não puseram as aspas. Veja aqui.

3/12, Folha Online. "A inflação na zona do euro ficou em 2,1% em novembro na zona do euro, contra 3,2% em outubro." Essa também continua lá até hoje. Veja aqui

3/12, Portal Estadão. "Além de tiraram a terra da pista, as equipes também trabalham para evitar novos deslizamentos no local." "Tirarem", não "tiraram". Muita falta de atenção. E continua até hoje. Veja aqui.

3/12, Isto É, pág. 21. Na página de índice, uma matéria sobre uma novela da Globo é indicada para a página 88, mas na verdade está na 87.

3/12, Isto É, pág. 21. Na chamada para outra matéria, eles se referem ao estilista Yves Saint Laurent como "Yoves".

3/12, Veja, capa. Como mostra a reprodução ao lado, a revista usou a foto de uma vítima das enchentes em Santa Catarina para fazer melodrama sobre o assunto. Pergunta-se: Como é que a revista sabe que dos mais de cem mortos e dezenas de desaparecidos esta foi a primeira a morrer? Quem é que estava lá anotando a hora exata da morte de cada um? E mais, a foto faz lembrar a menina Isabela, assassinada meses atrás em São Paulo. Apelação pura. Veja teve, nesta capa, seu momento de Isto É.

Títulos estapafúrdios

30/11, Globo, capa. "O carioca é Mané". Fomos nos informar e ficamos sabendo que "Mané" é uma gíria que quer dizer "bobo", "otário". Mas gíria em manchete de capa de jornal sério? E mais, o tema é lamentar que o carioca hoje em dia é vítima freqüente de contos-do-vigário, não é o malandro da fama das letras de samba. O jornal parece lamentar que todos os cariocas não sejam vigaristas.

2/12, Portal Estadão. "Casa Branca: Montadoras precisam provar viabidade antes de ajuda". Faltou um "li" na viabilidade. E isso num título. E continua assim até  hoje…
Veja aqui.

3/12, Isto É, pág. 74. A revista dedica uma página inteira a nos contar que a ministra Dilma Roussef trocou os óculos por lentes de contato. Além da irrelevância do assunto, o subtítulo diz que ela adotou as lentes "para enxergar mais longe". Muita bobagem…

Pérola da semana

3/12, Valor Online. "GENEBRA – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, quer um acordo na Rodada Doha no fim do ano porque acha que isso será "bom para a humanidade", mas há parceiros do G-20 que têm dúvidas sobre se será bom para eles. O ministro de Comércio da Índia, Kamal Nath, avisou ontem que seu país não tem a menor intenção de mostrar flexibilidade na reunião de ministros que deve ocorrer na próxima semana."
Nosso ministro insiste em falar bobagens, não perde uma chance. Não há a menor chance de um acordo este ano. E esse "será bom para a humanidade" é ridículo, ganham uns, perdem outros. Veja aqui.

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2 Opiniões

  1. Francisco Marcio disse:

    Bem definido, a Veja teve realmente seu momento de Isto É…

  2. vera lucia disse:

    Continuo "criticando" o excesso de violência retratada REPETIDAMENTE por jornais e TV; onde a criatividade? Será que não existem notícias boas…SOS…sem falar da irresponsabilidade de certos órgãos que não têm NENHUM compromisso com a verdade…

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25/11, Jornal do Brasil e Portal J B. "Quando falam e escrevem que com Barack Obama, os americanos mantêm suas esperanças na saída da atual grave situação econômica, e, além disso, com a ruptura, isto é pura verdade." Achamos a colocação de vírgulas estranha, e a frase sem nexo. Veja em:
http://jbonline.terra.com.br/leiajb/noticias/2008/11/25/internacional/quem_e_afinal_dmitri_medvedev.html

26/11, Portal Estadão. Falando sobre a visita de Medvedev à Venezuela, o texto diz: "Ele ressaltou que os EUA mantém a hegemonia sobre a América Latina."
Na escola em que aprendemos português o verbo “manter” na terceira pessoa do plural se escreve com “^”, “mantêm”. Veja em: 
http://www.estadao.com.br/internacional/not_int283870,0.htm

26/11, revista Isto É, pág. 39. Falando do incidente em que o sambista negro Dudu Nobre acusa de ofensas racistas a tripulação de um vôo da American Airlines, o colunista diz que "…certo mesmo teria sido prender os comissários em flagrante…". Mas senhor colunista, a polícia não estava no avião, como é que ia prender em flagrante?

26/11, mesma revista, pág. 98. Falando de Steve Jobs e de sua empresa "Apple" o texto diz: "… a empresa ganhou o mundo com produtos que beiram à perfeição..". Em primeiro lugar, essa crase não existe, mas principalmente essa admiração deslumbrada é muito errada. Se nessa linha de produtos eletrônicos se lança novos modelos cheios de novidades a cada ano, nada beira a perfeição. Tudo é superado rapidamente.

26/11, ainda a Isto É, pág. 99. Falando do fóssil de um bicho preguiça gigante achado na Bahia, a legenda da foto confunde o fóssil com as centenas de fragmentos que o compõem e diz: "O paleontólogo com as centenas de fósseis de 11 mil anos atrás." Não, rapaz, o fóssil é um só, os pedaços é que são centenas.

27/11, Portal Estadão. “Bangcoc tem vôos interrompidos; governo pede que militares permaneçam nos quartéis por ameça de golpe”. Faltou um “a” no “ameaça”. Todos erramos, mas alguns sites não fazem revisão e o erro fica lá, continua firme após 48 horas. Veja em: http://www.estadao.com.br/internacional/not_int284533,0.htm

Títulos estapafúrdios

25/11, Valor Econômico, capa. Uma das notinhas da coluna da esquerda conta que a Coca-Cola vai diminuir o tamanha das tampinhas de rosca plásticas de suas garrafas para economizar matéria prima. Mas o título é bobo: "Coca-Cola aperta a tampa".

27/11, Opinião e Notícia. "Nordeste terá êxodo de 500 milhões de pessoas por causa do clima". O correto é 500 mil, mas este erro ficou no ar algum tempo. Nossa jovem jornalista viajou…
Veja em: http://www.opiniaoenoticia.com.br/?p=20297

29/11, Globo, capa do caderno Economia. A manchete de matéria que ocupa a página inteira é: "OPERAÇÃO FORA DO PADRÃO — CEF não consultou auditores antes de conceder crédito de R$ 2 bi à Petrobras, contrariando a praxe". O assunto é que para dar um empréstimo tão grande a direção deveria ter consultado seus auditores internos. Mas lendo o texto o próprio entrevistado, o presidente da associação dos auditores, diz que isso não é obrigatório. Aliás, qualquer pessoa que entenda do assunto sabe que o papel do auditor é verificar e conferir as transações feitas, ninguém tem de consultá-los previamente. Uma página inteira gasta com uma grande bobagem.

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2 Opiniões

  1. Apolonio Prestes disse:

    Gosto dessa coluna "Nossa mídia". Mostra claramente o baixo nível da nossa imprensa.

  2. Evandro Correia disse:

    Essa "Isto É" é uma revista muito vagabundinha…

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15/11, Portal G1. “Um júri condenou a organização racista Ku Klux Klan (KKK) a indenizar um adolescente ‘violentado’ por três integrantes da seita em julho de 2006.”
Fomos checar no Aurélio e este admite o uso de “violentado” no sentido genérico de “vítima de violência”, mas na prática o termo é usado no sentido de violência sexual, estupro. Má redação.
Veja aqui.

16/11, Globo, pág. 2. No índice das principais matérias do dia, uma fala num novo esporte carioca. Ir de barco até ilhas do litoral e escalar as encostas das mesmas. O texto começa de forma estranha: “Ilhas do mar do Rio…”. E depois fala em “escalada insular’. Fomos ver as fotos da reportagem e são pessoas escalando uma pedra como qualquer outra, não há um tipo de escalada diferente que mereça esse “escalada insular”.

16/11, Jornal do Brasil, capa. Falando da entrega do prêmio Grammy Latino, que o jornal desanca, começa assim: “Como apresentação no estilo CQC…”. Perguntamos a várias pessoas e não conseguimos saber o que é isso. Demos uma olhada na matéria e não achamos resposta. O que será?

16/11, capa dos diversos jornais. A Folha e o Estado deram como principal manchete o resultado da reunião do G-20, que se propõe a tentar pôr em ordem a economia mundial. Já Globo e Jornal do Brasil ignoraram esse fato e falam em frivolidades variadas. Achamos que isso denota falta de seriedade.

19/11, Veja, pág. 129. Em matéria sobre a biografia de uma amante de D. Pedro II, a matéria menciona outras cortesãs famosas. Falando da Marquesa de Santos, amante de D. Pedro I, o texto diz: “Pistoleira consumada, arrancou título… e jóias do imperador”. Não entendemos: será que ela era adepta de tiros a pistola, ou será que a revista está usando a gíria “pistoleira” no sentido de “vagabunda”? Se for a primeira hipótese é irrelevante para o assunto e pede um esclarecimento, se é a segunda achamos muito vulgar.

19/11, Veja, pág. 64. Falando de 56 municípios brasileiros que foram criados de forma irregular e podem ser extintos pelo STF, o texto diz: “O Supremo Tribunal Federal pode extinguir uma penca de municípios”. Para nós esse “penca” é gíria, não cabe num texto sério.

19/11, Estado, pág. B14. Falando da compra da Anheuser-Busch pela Inbev, e do brasileiro que vai chefiar a empresa adquirida, a legenda da foto diz: “TWIST: Luiz Edmond assume a Anheuser de levar ousadia”. Não entendemos o “TWIST”, e não entendemos a frase que vem em seguida.

20/11, Jornal do Brasil, pág. A17. Falando das barbearias tradicionais, onde ainda se faz a barba com as navalhas tradicionais, o subtítulo fala em “corte à navalha”. Não cabe a crase aí. Achamos que foi o sábio Millôr Fernandes que disse: “Se quase ninguém sabe usar a crase, não é melhor acabar com ela?”

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19/11, Veja, pág. 50. O fato noticiado em uma nota é que o ator Dado Dolabella bateu numa mulher e foi parar na polícia. Mas a chamada faz uma piadinha de mau gosto: “Bem dado: Dolabella é indiciado por bater em mulher”. Que quer dizer esse “bem dado”? A revista aprova ele ter batido?

19/11, Veja Rio, capa. A reportagem de capa é “Os cariocas do ano”. A capa vem com a foto das 14 pessoas que a revista considera as mais destacadas do ano que está acabando. Este redator mora no Rio, lê jornais e revistas, e só identificou na foto o ator Sergio Britto. Indo ler os nomes, reconhecemos ainda o artista plástico Cildo Meireles e mais um ou dois nomes. Os outros são desconhecidos. Tem de tudo: um arquiteto obscuro, dono de livraria, um médico que combate a dengue (até agora com resultados pífios, pelo que se lê nos jornais), uma jogadora da seleção de vôlei que inexplicavelmente posa nua, em vez de usar seu uniforme, etc. Achamos a lista simplesmente ridícula, como são geralmente as listas desse tipo.

19/11, Globo, pág. 36. Falando dos esqueletos pré-históricos de um homem, uma mulher e duas crianças, que testes de DNA mostraram ser uma família, o título é: “A primeira família”. É a primeira comprovada, mas sem dúvida existiram muitas famílias antes, achamos bobo.

21/11, Globo, pág. 2. Com uma foto do ex-presidente FHC, que passou por Brasília e fez recomendação de voto aos congressistas do PSDB, o título da nota é: “General da banda”. Sem comentários…

22/11, Estado, capa. “Petrobras descobre nova super-reserva”. Trata-se de mais uma descoberta no pré-sal (ou será tudo o mesmo campo?), desta vez até 2 bilhões de barris, no Espírito Santo. Nós aqui no site já decidimos que não damos mais essas “novas” descobertas que não são tão novas assim, esses campos já eram conhecidos pela Petrobras há anos. O Estado é o único jornal que acreditou no press release da estatal e deu essa notícia com destaque.

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3 Opiniões

  1. Francisco Marcio disse:

    Realmente o nível da mídia nacional é muito fraco. Faz falta um grande jornal com a seriedade de um New York Times. O Estado de SP já foi isso no passado, mas na disputa de mercado com a Folha optou por nivelar por baixo.

  2. Evandro Correia disse:

    Esse "general da banda" do Globo levou a cretinice a novos patamares.

  3. Evandro Correia disse:

    Leiam na Folha de SP de hoje, domingo, o artigo de Janio de Freitas. Ele diz que Lula mudar as regras do jogo para permitir a Oi (antiga Telemar) comprar a BrTelecom é a transação mais inescrupulosa que ele jamais viu.

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12/11, revista Carta Capital, pág. 18. Em primeiro lugar, queremos dizer que tentamos ler toda semana os principais órgãos de imprensa de São Paulo e Rio. Esta revista não está, em nossa opinião, entre eles. Mas como um exemplar caiu em nossas mãos por acaso demos uma olhada. Uma coisa boa: o índice é na pág. 4, bem diferente da Isto É que o põe na pág. 21 para nos obrigar a ficar folhando os anúncios. Mas na pág. 18 está a coluna “A Semana”, assinada pelo diretor da revista, Mino Carta. Falando das privatizações, tem um trecho assim: “… privatizações das telefônicas e que tais por parte do governo do Pássaro Misterioso, episódio que passou a ser conhecido como “A Bandalheira Supimpa…”. Não entendemos essa do “pássaro misterioso”. Parece uma alusão ao governo FHC, mas qual é a do pássaro? Além disso, repudiamos essa ojeriza obscurantista às privatizações. Qualquer pessoa com mais de trinta anos hoje e com memória normal lembra o que era nosso serviço telefônico quando monopólio do governo: um lixo. Levava-se dois a três anos para conseguir uma linha de telefone, que passava a ser um bem valioso, até três mil dólares. E as primeiras linhas de celulares também custavam caro e o serviço era péssimo. Viva a empresa privada!

12/11, mesma revista, pág. 24. O assunto é a fusão Itaú/Unibanco. Logo no começo o texto diz: “… ficou claro que… o que ocorreu de fato: a compra [do Unibanco] pelo [Itaú]”. Mais tarde diz: “Apesar de ser uma compra…”. O texto, em resumo, está afirmando que não foi uma fusão, como anunciado pelos dois bancos, mas sim uma compra. Mas em nenhum momento nos informa no que baseia essa afirmação bastante radical. Ao contrário, diz que foi uma “troca de ações que não envolveu dinheiro vivo”. Isso é típico de fusões. Diz ainda que cada grupo terá 50% da nova holding, cujo presidente do conselho será Moreira Salles, o executivo do banco supostamente comprado. O cara foi comprado mas fica com metade da empresa e com o maior cargo? Absurdo, senhores da Carta Capital. Não falem tanta bobagem. Em tempo, mais uma bobagem: o subtítulo da matéria se refere ao Itaú como “o grupo dos Setubal”. Qualquer pessoa que conheça o assunto sabe que historicamente o controlador do grupo era o empresário Eudoro Villela, que convidou para trabalhar consigo seu jovem primo Olavo Setubal. Este através de décadas foi comprando uma participação importante no banco, mas os herdeiros de Villela ainda são os maiores acionistas.

14/11, Portal G1. Falando do preço da gasolina: "…mas o motorista ainda anão viu nenhuma mudança nos postos de combustível." O "anão" saiu engraçado… Veja aqui.

15/11, Globo, capa. O assunto é o antropólogo francês Claude Lévy-Strauss, que faria 100 anos neste mês. A chamada: “Novos olhares sobre a obra de Lévy-Strauss, que completa 100 anos”. Para nós o que está escrito parece dizer que o que completa 100 anos é a obra, quando na verdade é a pessoa. E mais, ele já morreu, como “completa”? Devia ser “completaria”.

15/11, Globo, pág. 2. No índice das principais matérias do dia, uma fala de duas esportistas do conjunto habitacional "Cidade de Deus", no Rio. Mas a chamada trata o conjunto como "favela", o que se repete lá dentro e está errado. Antes de escrever aqui, fomos confirmar no Aurélio. Favela é barracão improvisado, sem esgoto, é ocupação ilegal de terreno. O conjunto habitacional "Cidade de Deus" pode ter pobreza, violência e drogas mas não é uma favela.

Títulos estapafúrdios

11/11, Portal G1. “ONU denuncia abusos das tropas da RDC em aldeias de Kivu Norte”. Nós achamos que o título deve informar – o que será RDC e o que será Kivu Norte? Fomos ler e ficamos sabendo: RDC é a República Democrática do Congo e Kivu Norte é uma província da mesma. Mas o jornal não pode esperar que os leitores saibam isso, o título precisa ser inteligível. Veja aqui

14/11, Estado, capa. Como se vê na reprodução abaixo, o título dessa reportagem é: “Boleiro da Roma”. O assunto é um menino brasileiro de nove anos que foi levado para treinar no time do Roma, na Itália. Ficamos tentando adivinhar o que quer dizer “boleiro”. Alguns membros da equipe acharam que é simplesmente alguém que gosta de jogar bola; outros acharam que são aqueles garotos que ficam no fundo da quadra de tênis pegando as bolas e as devolvendo aos jogadores. Não chegamos a nenhuma conclusão – talvez seja uma nova gíria paulista. E o “da Roma”? Porque “da” e não “de Roma” (a cidade) ou “do Roma” (o time)? Não entendemos.

Estado

15/11, Estado, pág. C8. "Barco em reforma na Marginal, a esperança de um Tietê limpo". A matéria ocupa a maior parte da última página do caderno Cidades, com uma grande foto. Ou seja, é notícia importante. Mas qual é a notícia? Um excêntrico está reformando um velho barco abandonado e tem um sonho que isso influencie na despoluiçao do Rio Tietê, o verdadeiro esgoto a céu aberto que cruza São Paulo. Tudo bem que ele sonhe, mas o jornal transformar o sonho dele em afirmação ao leitor está errado, o sonho dessa pessoa não muda nada na realidade. É pura falta de assunto do jornal.

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1 Opinião

  1. Ascânio Pinto disse:

    Essa Carta Capital é uma revista bem baixo nível.

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27/10, portal Reuters. “Investidores teme que mesmo que bancos centrais voltem a fazer uma ação coordenada, o movimento possa não ser suficente para evitar uma recessão global.” Sem comentários, a ausência de revisão denota uma falta de respeito, pelos gringos, à nossa língua. Veja aqui.

28/10, portal Reuters. "Há cerca de seus meses, ameaçou reduzir a Coréia do Sul a cinzas." “seus” meses, parece que esses sites não têm revisor. Veja aqui.

28/10, portal Gazeta Mercantil. “Sony Dadc deve fabricar discos Blu-ray em Manaus em 2010” diz o título. Mas o texto diz que ela já fabrica. Não entendemos. "A empresa possui uma fábrica em Manaus, onde produz os discos e faz a finalização dos Blu-rays.". Afinal, já produz ou vai produzir? Veja aqui.

29/10, portal BBC Brasil. "O pacote, que inclui US$ 16 bilhões do FMI, US$ 8 bilhões da União Européia e mais US$ 1 bilhão do Banco Mundial, é maior que os fundos de US$ 16,5 bilhões oferecido à Ucrânia no ultimo domingo." Pois é, “os fundos oferecido…” é ótimo. Estes sites gringos não demonstram qualquer respeito pela nossa língua. Veja aqui.

31/10, Portal BBC. "As economias emergentes ganharam "tempo para respirar" com as medidas anunciadas nos últimos dias pelo Federal Reseve – o banco central americano…”. Tiraram um “r” do “Reserve”, muita falta de cuidado. Nosso pessoal também comete erros, mas alguém revisa e corrige. Esses sites, pelo jeito, não têm revisor. Veja aqui.

Títulos estapafúrdios

26/10, Globo, pág. 58. A respeito das eleições nos EUA, o título é: “Choque de estilos na disputa pelo coração da América”. Nós achamos que “América” é o nome de um continente triplo: a do Norte, a Central e a do Sul. Já os americanos acham que o nome é só do país deles. Ver brasileiros se dobrando ante essa debilidade dos gringos é muito triste.

27/10, Valor, pág. B4. “Livrarias não temem crise e mantém investimentos para o próximo ano”. Na escola em que estudamos, o verbo “manter”, como “ter” e outros, no plural leva um circunflexo: “mantêm”.

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2 Opiniões

  1. Arlon Borges disse:

    A gente costuma dizer que o português usado pelos jovens na Internet é terrível. Mas pelo jeito a mídia online também ignora o bom português.

  2. Midia em Questão disse:

    “O Estadão”, esta perdendo sua credibilidade ao se igualar as demais mídias por baixo. Neste domingo(02.11.08) na mesma pagina :A27, lamentavelmente, misturou o sagrado com o libertino, “Um pronunciamento do papa” e o “ato lascivo na USP”, uma afronta aos valores cristãos do povo brasileiro. O Estadão não precisava chegar a esse ponto tão degradante, criando uma polemica por demais desmoralizante e desnecessária. Para a harmonia social,existem limites que implicam em não se ignorar o respeito aos valores morais da maioria, sem que isto restrinja o direito as privacidades individuais ou de grupos.

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18/10, diversos veículos online. A respeito do seqüestro em SP, que é objeto de nossa editoria Tendências e Debates nesta semana, alguns veículos vergonhosamente encamparam a versão da polícia de que a refém Nayara na verdade não era refém. A manchete do UOL era "Refém tem quadro instável; amiga está consciente". Então não eram duas reféns? Uma era refém, a outra era "amiga"? No site da Veja, o mesmo erro. Depois da manchete "Nayara levou um tiro na boca", o subtítulo dizia "Amiga da refém Eloá deixa o apartamento após invasão". Na Folha Online a deturpação foi mais sutil: "Refém baleada permanece em estado gravíssimo". Ora, as duas reféns foram baleadas. No Estadão e no Globo Online as manchetes estavam corretas: "Estado de saúde de Eloá piora, diz médico", e "Estado de saúde da ex-namorada do seqüestrador piora, diz médica".

20/10, portal BBC Brasil. O texto: "Amantes da arte fizeram fila noite adentro no último fim de semana, em Londres, para tentar ganhar, de graça, obras feitas por artistas britânicos contemporâneos de renome." Se diz ganhar, não está implícito que é de graça? Redundância… Veja aqui.

21/10, BBC de novo. O texto é tradução do inglês e traduz “Police station”, que para nós é “delegacia de polícia”, como “estação de polícia”. Nós achamos que esses gringos têm muita falta de respeito pela nossa língua. Veja aqui.

21/10, Estado, pág. B20. Falando do Grupo Votorantim e de sua empresa de alumínio CBA, fundada por Antonio Ermírio de Moraes em 1955, o texto diz que “… a pequena fábrica no interior paulista foi a semente do império industrial…”. Bobagem, o Grupo Votorantim é do começo do século 20, criado pelo pai de Antonio. Muita falta de conhecimento e de pesquisa…

22/10, Isto É, pág. 110 e seguintes. Em matéria ufanista com o título: “… Olá, novo mundo!” a revista afirma que “… a recuperação da economia mundial depende agora dos emergentes liderados por China e Brasil”. Mais adiante a legenda de uma foto diz: “… exportação diversificada, além de alta da produção e do consumo, garantem crescimento.” Mentira ufanista, nossa economia não está nada garantida, parece matéria paga do governo.

23/10, Globo, capa. Falando da morte do empresário Assis Paim Cunha, acusado de falência fraudulenta entre outras coisas, o texto da chamada diz: “Forçado por Delfim a salvar a corretora do filho de Golbery, Paim tornou-se …pivô de um dos maiores escândalos…”. Essa afirmação nos surpreendeu, lembrávamos dele como realmente culpado de fraude. Fomos ler lá dentro e realmente essa afirmação do jornal “… forçado por Delfim…” é apenas a versão da defesa do acusado, e a tal corretora seria “… de alguém ligado a Golbery…”, não necessariamente um filho. Muita falta de seriedade…

Revista Exame, edição especial de setembro , pág. 163. Falando da empresa Tenaris Confab, ex-empresa familiar brasileira que foi comprada pela argentina Techint, a qual mudou nome para Tenaris, o texto diz que ela foi comprada pelo “… grupo americano Tenaris”. De americano não tem nada, é argentino com raízes na Itália, erro lamentável.

23/10, Agência France Presse. A notícia abaixo vem cheia de erros:
“O dissidente chinês Hu Jia é o ganhador do Prêmio Sakharov 2008
O dissidente chinês Hu Jia, que se encontra preso, é o ganhador do Prêmio Sakharov 2008 do Parlamento Europeo por sua luta a favor dos direitos humanos, anuncou nesta quinta-feira o grupo dos Verdes da Eurocâmara.
O prêmio a Hu Jia foi entregue "em nome dos sem voz da China e do Tibet", conforme anunciou o presidente do Europarlamento, Hans-Gert P¶ttering, em sessão plenária…”. Veja aqui.

Títulos estapafúrdios

19/10, Estado de SP, capa. A respeito do lançamento da sonda espacial Ibex, que vai aos limites do sistema solar, o título: “Sonda vai à franja do sistema solar”. Nós pensávamos que o que tem franja é cabelo de mulher, mas segundo o jornal o sistema solar também tem. Possivelmente a notícia em inglês tinha “fringe”, que quer dizer “contorno, limite”…

19/10, Globo, capa. A maior manchete do dia é: “Empresas têm ganhos em excesso com especulação”. O assunto é que empresas não financeiras têm tido muito lucro com aplicações financeiras, mais do que o lucro da sua atividade fim. Discordamos de tudo: em primeiro lugar, quem determina o que é ganho “em excesso”? Deus, talvez? Ou o jornalista que redigiu isso? Não existe ganho em excesso para uma empresa, quanto mais melhor. Em segundo lugar, aplicação financeira não é o mesmo que “especular”, que significa “jogar”, “correr altos riscos”.

20/10, Globo, pág. 3. Em matéria sobre a eleição para prefeito no Rio, o subtítulo diz: “Enquanto os mais pobres votam no peemedebista [Eduardo Paes], os mais ricos preferem candidato verde [Fernando Gabeira]”. Nós achamos isso uma afirmação absurda. É claro que existem muito mais pobres do que ricos, se fosse verdade eles não poderiam estar empatados nas pesquisas.

21/10, Valor, capa do caderno Empresas. O título de uma das notinhas que vão na coluna da esquerda: “Texas lucra menos”. Pensamos que se tratava do estado americano do Texas, naturalmente. Mas fomos ler e era uma empresa chamada “Texas Instruments”, bastante conhecida até, mas não é a única a ter “Texas” no nome. O título informa mal.

22/10, Folha de SP, pág. B10. “Maior acionista da Ford vende participação”. Quem vende é o investidor Kirk Kerkorian, que é um grande acionista mas não o maior. O maior é a família Ford.

24/10, portal G1. “Renault vai fechar quase todas as fábricas na França”
Ficamos surpreendidos, mas lendo o texto vimos que não é bem isso. Ela vai dar férias por duas semanas, “fechar uma fábrica” é outra coisa. Veja aqui.

24/10, Reuters. “Europa deve fazer objeções à compra da Rio pela BHP, diz jornal”. O que será essa “Rio”? Fomos ler e trata-se da conhecida empresa “Rio Tinto”, antiga “Rio Tinto Zinc”. Mas por que cortar o nome pela metade? Veja aqui.

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1 Opinião

  1. Benedito Lacerda disse:

    A "Isto É" é uma revistinha vendida, nojenta. Não é à toa que o apelido dela no meio jornalístico é "Quanto é?".

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12/10, vários jornais. Esta não é uma crítica à imprensa, é apenas uma observação. Nesse dia o Banco do Brasil comprou a capa de Folha de SP, Globo e Jornal do Brasil. Eram quatro páginas em volta do primeiro caderno, dizendo: “Hoje, o Banco do Brasil faz 200 anos”. A gente jogava fora essa página dupla e ficava com o caderno, incluindo a capa de verdade. Dois comentários: 1. Por que os jornais aceitaram publicar essa mentira? O banco pode ter sido fundado com esse nome há 200 anos mas quebrou, fechou, foi fundado de novo anos depois. Ele não tem 200 anos de funcionamento. 2. Por que será que o Estadão ficou de fora? Será que ele se negou a publicar a mentira?

15/10, Isto É, pág. 21. Primeiro uma reclamação: para que botar o índice na 21? É muito chato ficar folhando vinta páginas de anúncios procurando. Em seguida: o índice promete uma reportagem sobre a Opus Dei na pág. 84. Fomos lá e não tinha. Procuramos algumas páginas para a frente e para trás e nada. Mais tarde folhando a revista achamos a matéria na pág. 64. É muita falta de cuidado, o leitor merece melhor.

15/10, Isto É, pág. 36-42. São 7 páginas de uma matéria ufanista fazendo propaganda do governo. Começa com uma foto em página dupla de Lula e sua esposa com uma plataforma da Petrobrás ao fundo. Para nós parece matéria paga.

Folha de SP17/10, Folha de SP, pág. B4. Lula estava em visita a um dignatário africano e foi flagrado pelo fotógrafo ajeitando a calça. Achamos de mau gosto e desrespeitoso à presidência da república, a Folha gosta de fazer esse tipo de coisa. Jornalismo barato…

Títulos estapafúrdios

10/10, Globo, pág. 36. Na página de Ciência, o assunto era um programa de computador que analisa a voz dos animais para identificar situações de estresse. A brincadeirinha do título? “E aí, bicho?”. Infantil…

10/10, Jornal do Brasil, capa. Todos sabemos que o governo do Equador tomou medidas arbitrárias contra a empresa brasileira Odebrecht, inclusive proibindo executivos dela de deixar o país. O Brasil, timidamente como sempre, não fez quase nada a não ser cancelar a viagem de uma missão diplomática ao país. O título do jornal: “Governo retalia o Equador em defesa da Odebrecht”. Para nós isso é simplesmente mentira, não houve uma verdadeira retaliação.

13/10, Portal G1. “Bolsas dos EUA têm rali após planos contra crise”. A bolsa americana subiu após anúncio do plano do governo, em inglês se diz “rally”. Mas de acordo tanto com o Aurélio quanto o Houaiss “rali” em português tem dois sentidos: uma competição automobilística e um ponto prolongado em esportes como vôlei ou tênis. No sentido usado aqui não existe. Veja aqui.

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2 Opiniões

  1. Arlon Borges disse:

    Eu fico impressionado com o baixo nível da imprensa no Brasil. Dá prazer ver um site como este, que busca a qualidade e a boa informação.

  2. Evandro Correia disse:

    A Isto É continua sendo uma revistinha nojenta, vendida.

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6/10, Portal Abril. O mercado europeu e Wall Street operam em baixa e as bolsa asiáticas fecharam em queda nesta segunda. "As bolsa asiáticas…" é ótimo, esqueceram da concordância. Veja aqui.

6/10, Portal Estadão. A respeito de negociações levadas pela Arábia Saudita entre o governo do Afeganistão e os talebans, o texto diz: "As negociações em Meca teria ocorrido entre 24 e 27 de setembro…". A concordância foi para o espaço, mais uma vez. Veja aqui.

6/10, Jornal do Brasil, capa do Caderno B. O assunto é o Teatro Municipal do Rio, que vai fechar para uma grande reforma. A chamada abaixo do título diz: "Com o fechamento do teatro para reforma do seu centenário, em 2008…". Nós achamos que o que vai ser reformado é o edifício, não o centenário.

8/10, Valor Econômico, capa. Nas notinhas do lado esquerdo que chamam para matérias lá dentro, uma sobre empresa que fabrica adesivos diz: "Única empresa homologada pela Embraer para adesivar os aviões…". Não entendemos nada, não conhecemos o verbo "adesivar" e nosso Aurélio também não conhece, e fomos lá dentro tentar entender. Parece que os fabricantes de aviões preferem, ao invés de pintar logomarcas das empresas aéreas no avião, colar imensos adesivos. Mas "adesivar" não existe, é demais… E lá dentro ainda chamam esses adesivos de "tatoo", palavra inglesa que quer dizer "tatuagem". Senhores do Valor, por favor, um pouco de respeito pelo nosso vernáculo!

8/10, Isto É, pág. 20. Na página que dá o resumo das principais matérias da semana, tem uma chamada para um artigo escrito pelo presidente Lula na página 64. Fomos procurar e não achamos. Afinal estava na 68. O artigo é ilustrado por uma foto de Lula com cara de santo, a melhor que já vimos. Tinha cara de matéria paga. Por coincidência (?) o mesmo exemplar da revista traz, nas páginas 56-58, reportagem sobre a primeira-dama Marisa Letícia se engajando em programas sociais. Parece que a família caiu nas boas graças da revista… Ou será que estão agradecendo a farta propaganda do governo publicada nos últimos meses na revista?

8/10, revista Exame, pág. 94-95. Em artigo sobre petróleo no Alasca, várias besteiras. Primeiro se refere ao estado americano como "O território gelado perdido nos confins do Ártico…". Espera aí, o Alasca está exatamente na mesma latitude do norte do Canadá e da Rússia, não está perdido em lugar algum. Depois diz que o petróleo "…sai das plataformas do Alasca.". Espera aí de novo, plataforma nesse ramo quer dizer "plataforma marítima", boa parte se não todo o petróleo do Alasca é extraído em terra firme. Mais adiante diz que o "… governo do estado acaba de liberar uma nova área de 2,6 milhões de acres para exploração." Espera aí mais uma vez: o que é "acre"? No Brasil usamos hectare, área equivalente a 10 mil metros quadrados. Por que escrever com medida de gringo? Provavelmente porque o redator não sabia converter em hectares. Aqui no O & N nós temos um glossário que ensina que um acre equivale a 4 mil metros quadrados, de modo que os 2,6 milhões de acres querem dizer cerca de um milhão de hectares.

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1 Opinião

  1. Ascânio Pinto disse:

    A Isto É não passa de uma revistinha vendida, nojenta.

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1/10, revista Carta Capital, capa. Como se pode ver na reprodução abaixo, a capa mostra um “Tio Sam” apontando para o leitor. Acontece que essa foi a capa da Veja duas semanas antes, e da Economist uma semana antes. Muita falta de originalidade. Além de copiar a capa dos outros a revista erra no conteúdo. Dá o pacote de ajuda aos bancos como aprovado, quando ele seria inicialmente rejeitado pelo Congresso na segunda-feira seguinte, e faz a profecia de que ele não iria dar certo, o que só saberemos dentro de algum tempo. 

 Carta Capital

1/10, Carta Capital, pág. 54. Numa coluna chamada “Estilo” o colunista demonstra falta desse atributo. Falando da costa francesa do Mediterrâneo, mais precisamente da ilha da Córsega, ele diz que ela é freqüentada por “discretos endinheirados da province”. Sem dúvida ele quis dizer “Provence”, com “p” maiúsculo e “e” no meio, que é a região que margeia o Mediterrâneo, e não “province” que quer dizer mais ou menos o que nós chamamos de “interior”. Mais adiante ele fala da costa da Croácia, um pedaço da antiga Iugoslávia, e diz que ela tem “… 5,8 mil quilômetros de litoral deitado sobre o Adriático…”. Gente, nem o Brasil tem tanto litoral, imaginem um paisinho miniatura como esse…

1/10, mesma revista, pág. 56. Falando do escritor americano Philip Roth, o texto conta que ele mora numa casa antiga “… de tábuas cinzentas… que data da Revolução Americana, no século XVI-XVII…”. Século 16-17? Espera aí, a revolução é de 1776, século 18!

 

Isto É

1/10, revista Isto É, capa. Como se pode ver na reprodução, mais uma vez essa revista baixa o nível apelando para as crendices populares. Já demos aqui ela apelando de forma barata para a religião católica e também falando de terapias de vidas passadas, agora esta bobagem sobre espiritismo. Haja jornalismo barato…

1/10, Globo, pág. 2. Na página de resumo das principais matérias do dia, a que fala do navio carregando armas russas, e que foi seqüestrado na costa da Somália, diz que o navio está “cercado por tropas russas e dos EUA”. Nós pensávamos que ele estava cercado por navios…

2/10, Jornal do Brasil, pág. A15. O assunto é a morte do empresário Joaquim Francisco Monteiro de Carvalho, importante líder empresarial do Rio, conhecido das colunas sociais como “Baby”. Os redatores do JB deitam e rolam em termos de falar besteiras. Para começar o título se refere a ele como “Baby de Carvalho” quando o nome da família é “Monteiro de Carvalho”, não há razão para cortar o nome ao meio. Na continuação o texto diz que “Baby participou ainda da fundação das empresas da família Klabin…”, um óbvio absurdo, já que a Klabin foi fundada no século XIX, quando ele ainda não tinha nascido. O fato é que a empresa que ele dirigiu foi sócia da Klabin, mas não estava presente na fundação. Depois diz: “Recentemente, associou-se a empresários do banco Brasdesco para adquirir o controle da Ericsson do Brasil.” O que quer dizer “empresários do banco Bradesco”? Esse banco é controlado pela Fundação Bradesco, que pertence aos funcionários do banco, quem serão esses “empresários”? E a compra da Ericsson aconteceu há cerca de trinta anos, não “recentemente”. A besteira final: “… tinha duas netas, nascidas do casamento entre sua filha Lilibeth com o ex-presidente… Collor…”. Ele tinha muitos outros netos, limitá-los a esses dois é bobagem.

Títulos estapafúrdios

29/9, Opinião e Notícia. "Crise atinge o Brasil" foi o título dado à matéria que contava grandes prejuízos que as empresas Sadia e Aracruz tinham tido ao apostar na queda do dólar. Naquele dia em que a crise bancária americana estava pegando fogo, esse título, em que nos baseamos em matéria do Portal Exame, dava a entender que os prejuízos das duas empresas eram conseqüência da crise. Nada disso. Quando percebemos o erro, mudamos para "Valorização do dólar prejudica exportadores". Veja aqui.

1/10, Globo, pág. 26. “Construção de mini-batalhão da PM em favela do Leme gera polêmica”. A Polícia Militar quer construir um quartel, o qual está sendo mal recebido pelos moradores do bairro. Mas nós objetamos ao uso de “mini-batalhão” para designar a construção. “Batalhão” é o conjunto de soldados, o imóvel é um “quartel”.

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2 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Essa Isto É, sem dúvida, é muito nojentinha.

  2. Arlon Borges disse:

    O colunista Ancelmo Gois, do Globo, também comete barbaridades. Nesta quinta ele fala do presidente da França assim: "Carla Bruni e o namorado, um tal de Nicolas Sarkozy…". É uma piadinha que não entendi, fingir que não sabe quem é o cara. Será que é para insinuar que ele é insignificante? Achar que o presidente da França e da União Européia é insignificante é um pouco forte. Além disso, eles não são namorados, são casados, todos os jornais noticiaram o casamento.

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14/9, Globo, pág. 42. Sobre a campanha presidencial americana, a matéria traz fotos das esposas dos dois candidatos, e a legenda se refere à roupa delas como “look”. “Michelle …looks coloridos, avaliados em 900 dólares…”. 1. Se é para usar palavra estrangeira, podiam dar em itálico. 2. “Look” quer dizer aparência, não a roupa. Muito bobo.

15/9, BBC Brasil. "Quatro sindicatos italianos – CGIL, CISL, UIL and UGL – chegaram a um acordo em princípio com um consórcio de investidores que querem comprar a companhia aérea estatal da Itália, Alitalia, hoje com dívidas de quase US$ 2 bilhões.

Mas cinco outros sindicatos – SDL, ANPAC, UP, ANPAV and Avia -, que representam pilotos, comissários de bordo e pessoal de terra dizem que não reconhecem o acordo e as negociações para salvar a empresa, que tem à frente um administrador especialmente indicado pelo governo italiano."

Os gringos não estão mostrando o devido respeito por nossa língua. Veja aqui.

16/9, Globo.com. Na semana passada já demos algo igual, este site tem lixos misteriosos no meio do texto:

mv/an

K:POL:POLITICA,MULTILATERAL POL:POLITICA,CONFLITO|

|Q:POL:pt-BR:11005000:Política:Cooperação internacional DCG:pt-BR:16010000:Distúrbios e conflitos :Conflito (geral)|

|N:C|

09/16/10-49/08

16/9, AFP. Matéria da Agência France Press sobre a situação dos ciganos na Europa tem erros de concordância: “Vários representantes da comunidade cigana ficaram em pé durante seu discurso e distribuíram camisetas denunciando a "censo étnico" promovida pelo governo do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi,…” e mais adiante um descuido de digitação que mostra que esse site não tem revisão: “Rejeitamoss qualquer tipo de discriminação e toda perseguição…”. Veja aqui.

16/9, a mesma AFP. Em matéria sobre ataques terroristas na Nigéria: “Um importante oleoduto em Bakana Front, na área do governo local de Degema, pertencente à Shell, foi destruído com potentes explosivos", afirma o Movimiento para a Emancipação do Delta do Níger (MEND)…”. Mais adiante:  Um porta-voz da Shell había confirmou este ataque”. Pelo jeito essa matéria veio em espanhol… é muito desrespeito não traduzirem direito. Veja aqui.

17/9, Isto É, pág. 20-21. Nas páginas com editorial e índice, a revista anuncia seu novo visual. Ela se atribui qualidades como “…elegância, objetividade e modernidade”. “Que bom”, pensamos, "a revista vai melhorar". Mas pensando bem, será que o fato de contratar um designer para mudar o visual vai ensinar eles a fazer bom jornalismo? Acho que não. Ali mesmo, na 21, eles anunciam uma matéria para a pág. 68. Fomos procurar e não estava. Saímos procurando e afinal achamos, mas na pág. 64. Também ali na 21 eles falam de uma matéria sobre gás natural, e a chamada diz: “Crise na Bolívia escancara a dependência brasileira de gás natural”. Nós achamos que devia dizer “do gás natural”. Lá dentro tem uma reportagem sobre um congresso internacional de nudismo que aconteceu na Paraíba. O título? “Congresso dos pelados”. Achamos grosseiro e de mau gosto, cadê a elegância que eles apregoaram?

18/9, Globo.com. “O banco Lloyds TSB chegou a um acordo para resgatar o HBOS, empresa de financiamento de hipotecas do Reino Unido. "Está será uma oportunidade única para acelerar e ampliar nossa estratégia bem como criar um importante grupo de serviços financeiros do Reino Unido", comentou o presidente do Lloyds, Victor Blank.”Todos cometemos erros, mas esses sites de notícias andam muito descuidados. Veja aqui.

Títulos estapafúrdios:

15,9, Globo, capa. “Quarto maior banco dos Estados Unidos à beira da falência.”. Mentira, lendo o texto a gente fica sabendo que é o quarto maior banco de investimentos do país.

17/9, Jornal do Brasil, pág. A17. O título era: “Chefe do Alemão é executado”. Mas no texto diz: “O bandido…pode ter sido morto …”. Ninguém tinha certeza, como fazer a afirmação no título para negá-la logo abaixo.


Pérola da semana:

“Mantega diz que em outros tempos Brasil estaria de quatro diante de crise americana.” Nós achamos essa expressão vulgar e grosseira. Veja.

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3 Opiniões

  1. Benedito Lacerda disse:

    Esses jornalistas são todos uns analfabetos.

  2. Evandro Correia disse:

    Realmente esses sites de notícia estão muito descuidados. Vocês, aliás, também cometem erros, mas geralmente corrigem. Alguns desses sites não corrigem, o erro fica lá.
    Quanto à Isto É, é uma revistinha vagabunda.

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11/9, Opinião e Notícia. Noticiando o lançamento do novo iPod pela Apple, nossa jornalista leu uma bobagem em algum lugar e a copiou aqui, e assim ficou durante uma hora ou duas. “Apresentados nesta semana pelo diretor-executivo da Apple, Steve Jobs…”. Mudamos o “diretor-executivo”, que não significa nada, para “CEO”, expressão americana que acabou consagrada aqui. Outras opções seriam “Executivo-chefe”, “Principal-executivo”, ou simplesmente “Presidente”. Veja aqui, já corrigido:

11/9, Valor, pág. A-9. Parece que nos últimos anos estados brasileiros criaram 57 novos municípios, sem atentar para o fato de que novos municípios necessitam lei federal. Se não for passada uma lei no Congresso até abril de 2009, eles serão extintos. Mas uma chamada acima do título fala bobagem: “STF fixou prazo de 24 meses — até maio de 2009 — para regulamentar criação das cidades”. Quem redigiu misturou as coisas. O assunto é “municípios”, uma entidade administrativa dotada de seu prefeito e sua câmara de vereadores. “Cidade” é um aglomerado onde vivem pessoas, independe da situação legal. O que pode ser criado ou não é a entidade legal, o município, as pessoas que moram nessas cidades não vão sumir nem ser expulsas, continuarão lá.

12/9, Portal G1. No fim da notícia sobre Hugo Chávez expulsar o embaixador americano, vinha um monte de lixo, muito estranho:

ar/mH|K:POL:POLITICA,MULTILATERAL POL:POLITICA,CONFLITO|

|Q:POL:pt-BR:11014001:Política:Organismos internacionais:Relações internacionais DCG:pt-BR:16011000:Distúrbios e conflitos :Crise||N:C|

Veja aqui.

 

12/9, Estado de SP, capa. O título era: “Opportunity já perdeu R$ 3,2 bi em dois meses”. Até aí tudo bem, também demos essa notícia, os investidores retiraram 3,2 bilhões dos fundos do banco. Mas o texto da chamada que vem em seguida engana: “Especialistas estimam em R$ 3,2 bilhões a perda …. Para o grupo, o prejuízo é de R$ 2 bilhões.” Essa última frase engana – “prejuízo”, numa empresa, é o resultado lucro/prejuízo dela. Se uma empresa do tamanho do Opportunity tivesse um prejuízo desse valor, estaria falida, o que não é o caso.

13/9, Folha de SP, capa. O assunto é que o ministro Lobão disse que o Brasil pode construir 50 usinas nucleares nos próximos 50 anos. No texto o jornal diz que "Além de retomar Angra 3, o governo Lula deve construir mais quatro usinas — duas no Nordeste e duas no Sudeste." Isso é uma grande bobagem. A escolha do local, o planejamento inicial e a licença ambiental levam pelo menos 2 a 3 anos. Só depois começa a construção. Lula só tem dois anos pela frente. Não vai construir usina alguma.

Títulos estapafúrdios

9/9, Globo, pág. 29. O assunto é que no Brasil continua a discriminação no mercado de trabalho contra mulheres e não-brancos, que sistematicamente ganham menos. Mas o título não exprime corretamente isso: “Trabalho decente ainda está longe no Brasil”. Existe muito trabalho decente em grandes empresas, existe trabalho decente no funcionalismo publico, esse título é muito ruim.

13/9, Globo, pág. 2. Na seção de resumo das principais matérias do dia, o destaque com foto é para o furacão atingindo os EUA, que também estamos noticiando neste sábado. Mas o título não é bom: "Ventos de tsunami". Fora o modismo bobo de usar essa palavra japonesa em vez da nossa "maremoto", é um grande exagero. A chamada fala em ondas de até seis metros, isso não é um maremoto. E a chamada fala em "uma tsunami", no feminino. Nós temos sempre visto a palavra no masculino.

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6 Opiniões

  1. Arlon Borges disse:

    Eu fico impressionado com o baixo nível da nossa imprensa.

  2. Arlon Borges disse:

    Eu fico impressionado com o baixo nível da nossa imprensa.

  3. Evandro Correia disse:

    Esses jornalistas são todos uns ignorantes.

  4. Evandro Correia disse:

    Esses jornalistas são todos uns ignorantes.

  5. Dionisio disse:

    Antigamente ao deparar-me com erros grosseiros ou comentários distorcidos da realidade factual em matérias de jornais diários, tinha a impressão que faltava aos jornalistas um pouco mais de atenção, habilidade para escrever, liberdade na escolha do texto e na abordagem do assunto que estava sendo tratado. Mas, com o tempo aprendi que existe uma indústria de factóides com muita gente ganhando dinheiro na manipulação de informações e desconstrução da nossa realidade mais presente, especialmente quando o tema está relacionado à política e governo e governo federal, que inutilmente se transformou em alvo permanente de alguns veículos de informação.

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1/9, Valor, capa do caderno Empresas. Falando da compra pela Microsoft de uma empresa chamada Greenfield, a chamada diz que a Microsoft ofereceu x por ação, “… transação avaliada em cerca de US$ 48 milhões”. Lendo o texto a gente vê que não é bem “… avaliada em cerca de…”. São exatamente 48 milhões, nem mais nem menos.

1/9, Valor, pág. B4. Falando de uma ordem religiosa que administra hospitais, o texto descreve a atividade deles, e diz: “As demais, que em sua maioria atendimento…”. Faltou concordância.

2/9, portal Abril. "O estudo parte do princípio de que o suicídio é "uma causa de morte evitável" e que as pesquisas realizadas ao longo dos dois últimos séculos demonstraram a eficácia de vários métodos para prevenir-los e evidenciaram diversos fatores de risco." Botaram um “r” no “preveni-los”. Mais adiante a mesma matéria diz: "No entanto, se fornecermos ao paciente informação e fizermos um acompanhamento com simples ligações telefônicas, podem ser evitadas novas tentativas e vidas podem ser salvar". É claro que era “ser salvas”. Veja aqui.

2/9, portal Abril. "No total, o G7 (Alemanha, Itália, França, Grã-Bretanha, EUA, Japão, Canadá) vaio continuar atravessando uma "fase de fragilidade da atividade até o fim de 2008", indicou a OCDE em seu relatório sobre as perspectivas econômicas divulgado nesta terça-feira." Falta de cuidado… Veja aqui.

3/9, Isto É, pág. 76. Falando sobre as Olimpíadas em Londres em 2012, a revista traduz o slogan "Everyone's 2012" como "Todos em 2012". Errado, o correto é "2012 de todos".

3/9, Isto É, pág. 84-85. A revista volta com duas páginas ao caso da menina Isabella, assassinada há meses em São Paulo. Não há assunto, é sensacionalismo puro.

3/9, Isto É, pág. 102. Falando da morte de Olavo Setubal, a revista se refere a ele como "dono do Grupo Itaú". Errado, todos os jornais deram a info correta, ele foi trabalhar para o tio rico, dono do banco.

3/9, Veja, pág. 126. O assunto é um filme que acaba de sair sobre a Bossa Nova. Falando dos vários participantes do movimento, o texto diz: “… instrumentistas que ultrapassaram os limites da bossa nova — João Donato e Marcos Valle”. Este ano está se falando muito em Bossa Nova, e infelizmente os jornais mandam novatos para fazer as matérias, e tem saído muita bobagem. Marcos Valle é um compositor e cantor, de instrumentista não tem nada.

4/9, Valor, pág. B4. Falando do chefão da Coca-Cola, o jornal traduz o título dele como “… novo CEO e presidente mundial da empresa…”. Não entendemos bem e fomos buscar na Internet. O cara é “… president e Chief Executive Officer”. A tradução inverteu a ordem e subverteu o sentido. O que o título em inglês nos informa é que ele ocupa formalmente o cargo de presidente e, além disso, é o executivo que comanda as operações. A tradução não transmite isso.

5/9, portal G1. Falando sobre as eleições em Angola, o texto diz: “A campanha foi qualificada de tranqüila pelos observadores, que no entanto denunciaram a onipresença do Movimiento Popular de Libertação de Angola (MPLA)…”. “Movimiento”? Veja aqui.

10/9, Exame, pág. 12. Falando de um novo sabor de cerveja, o texto diz que ele “… proporciona uma sensação de refrescância…”. Essa palavra “refrescância” não existe, é uma invenção de algum publicitário semi-analfabeto. A revista não devia copiar esse absurdo do material de propaganda da cerveja.

 

Títulos estapafúrdios

2/9, Globo, pág. 2. Na seção que resume as principais matérias do dia, a primeira tem como título: “Pólo Norte derrete totalmente pela primeira vez na história”. Levamos um susto: a calota polar derreteu? Será que todos os ursos polares morreram afogados? Fomos ler e não era nada disso. Derreteu gelo em volta da calota polar de modo que esta pode ser circunavegada. Mas isso é bem diferente do que diz o título…

2/9, Globo, pág. 25. Fomos lá dentro ler a matéria do título anterior e novo título absurdo: “Derreteram o Pólo Norte”. Sem comentários…

3/9, Veja, pág. 96. “Morre o fundador do Itaú” é o título da matéria falando da morte de Olavo Setubal. Todo mundo sabe que ele não fundou o banco, foi para lá ainda jovem mas o banco já existia. Essa falta de cuidado, vindo da Veja, surpreende.

3/9, Estado de S P, pág. B6. Dentro de um artigo, tem uma espécie de subtítulo que diz: “Extração de madeira eleva o PIB, mas o danos não são contados”. Esqueceram a concordância.

4/9, Opinião e Notícia. “Furacão Ike sobre para categoria quatro”. Nossa jornalista botou um “r” em “sobe”, ficou estranho e assim permaneceu durante algumas horas. Palmadas (fortes) na equipe. Vejam (já corrigido) aqui.

5/9, Globo, capa do caderno Economia. A Bolsa de Valores de São Paulo na véspera caiu 2,99%. A maioria das bolsas do mundo caiu de 1 a 3%. O título do Globo, em matéria que ocupa a página inteira? “E as bolsas do mundo derretem…”. No outro dia eles derreteram o Pólo Norte, agora foram as bolsas. Esses títulos metidos a engraçadinhos são ridículos. Nós conversamos com um jornalista do Globo e ele contou que o jornal incentiva a fazer títulos criativos. Tudo bem se fossem criativos com inteligência e senso de humor, como são os da revista The Economist: todos os títulos contêm uma brincadeirinha, mas culta e de bom gosto. Ser criativo burramente não é bom.

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7 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Esses jornalistas são todos analfabetos.

  2. Evandro Correia disse:

    Esses jornalistas são todos analfabetos.

  3. Arlon Borges disse:

    Essa Isto É é uma revistinha muito vagabunda.

  4. Arlon Borges disse:

    Essa Isto É é uma revistinha muito vagabunda.

  5. Benedito Lacerda disse:

    Chamar a Isto É de meramente vagabunda é generosidade. É uma revista vendida, a Petrobras faz anúncio e ela fala bem do governo.

  6. Benedito Lacerda disse:

    Chamar a Isto É de meramente vagabunda é generosidade. É uma revista vendida, a Petrobras faz anúncio e ela fala bem do governo.

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24/8, Estado de SP, capa do caderno sobre as Olimpíadas. Em matéria que ocupa toda a página, com grande foto das nossas jogadoras de vôlei comemorando a vitória na final, a legenda da foto é: “Explosão: Assim que terminou o jogo, as atletas extravasam pela conquista”. Para nós, uma pessoa pode extravasar um monte de sentimentos: alegria, tristeza, entusiasmo, etc. Mas o “extravasar” sozinho não faz sentido.

25/8, Portal Abril. “… o jornal nova-iorquino assegura que o desaparecimento de provas foi promovida pela CIA,”. Cadê a concordância?
Ver aqui.

26/8, Portal Estadão. Com o título: “UE pede à Rússia que intensifique esforços para aderir à OMC”, a matéria abre com a frase: “A Comissão Européia pediu nesta terça-feira, 26, a Rússia que aumente os esforços…”. No título tem uma crase colocada corretamente, “… à Rússia”, esqueceram dela na frase seguinte.
Ver aqui.

27/8, Exame, pág. 88. Em matéria sobre a indústria automobilística americana, a redatora se refere aos Estados Unidos como “América”. Nós sabemos que os americanos falam de seu país assim, como se não existisse o resto do continente americano. Mas imitá-los é debilidade. Mais adiante ela se refere às três grandes empresas americanas do setor, a General Motors, a Ford e a Chrysler, como as “Big Three”, assim mesmo, em inglês e maiúsculo. Ridículo!

28/8, Portal Abril. Na véspera o Supremo, Tribunal Federal (STF) interrompeu o julgamento…”. Puseram a vírgula onde não devia estar…
Veja aqui.

28/9, Portal O Globo. A respeito do debate no Supremo: “O segundo dia de audiências no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o aborto de fetos anencéfalos contou com uma polêmica em torno sobre o diagnóstico de Marcela de Jesus Galante Ferreira…”. “Em torno sobre…” não dá, minha gente, muito mal…
Veja aqui.

29/8, Globo.com. “No Dia Nacional de Combate ao Fumo, especialistas convocam a população a brigar pelo ar que respiram. Segundo a psiquiatra a psiquiatra Analice Gigliotti”. Vai ver que a moça estudou psiquiatria duas vezes…
Veja aqui.

29/8/08, Portal Estadão. “Uma mulher de 21 anos, grávida de sete meses, foi baleada durante um assalto em uma lan house no bairro do Fonseca, em Niterói, no Grande Rio. Por conta do tiro, os médicos resolveram antecipar o parto da criança, que está internada na UTI.
A vítima foi levada para o Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense. Por causa do estado de saúde da vítima, os médicos tiveram que antecipar o parto.”. Parece que o parto foi antecipado duas vezes…
Veja aqui.
 
Títulos estapafúrdios

25/8, Globo, pág. 21. Falando sobre o mercado de ações, que está com muitas a preço baixo, boas para comprar, o incrível título é: “Hora da xepa no mercado de ações brasileiro”. Para os não-cariocas, explicamos que “hora da xepa” é uma gíria que significa o final das feiras-livres, quando os produtos que sobraram são de pior qualidade e já sofreram com o calor, e os feirantes são levados a abaixar os preços para tentar vender tudo. Mas usar essa gíria para o mercado de ações? E uma gíria vulgar, de mau gosto, e num título que ocupa todo o alto da página? Muito feio…

26/8, Globo, pág. 2. Na seção que dá o resumo das principais matérias, o assunto é que estudos recentes indicaram que o Homem de Neandertal, nosso antepassado, era dotado de mais inteligência do que se supunha. Mas o título? “Homem de Neandertal não era burro, mostra estudo”. Para nós, burro é que redigiu o título.

26/08, Estado de SP, capa. O título para a foto abaixo, de um trabalhador descansando durante os trabalhos de desmontagem no estádio Olímpico em Pequim, é: “Cansaço olímpico”. Simplesmente bobo. Decididamente essa moda de títulos "engraçadinhos" é muito pobre.

Estado de SP

28/8, Reuters. “AIE está pronta para liberar estoques po tempestade”. O assunto é o furacão que se aproximava do Golfo do México, e poderia atrapalhar a extração de petróleo. Mas não entendemos esse “… po tempestade”.
Veja aqui.

28/8, Globo, pág. B11. "País é o décimo mais atrativo para indústria do petróleo". O correto seria "atraente", mas está na moda falar "atrativo", parecido com o "attractive" inglês, para dar a impressão de que a pessoa está muito habituada a falar inglês.

A pérola da semana

A agência de notícias Bloomberg deu um obituário de Steve Jobs. Acontece que ele não morreu…
Veja aqui.

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13 Opiniões

  1. Benedito Lacerda disse:

    Esses jornalistas são todos analfabetos!

  2. Benedito Lacerda disse:

    Esses jornalistas são todos analfabetos!

  3. Arlon Borges disse:

    Eu fico impressionado com o baixo nível de nossa imprensa. Não há nada que preste. Dizem que houve uma revista chamada "Senhor" que tinha qualidade alta. Não conheci. O que vejo por aí é um lixo.

  4. Arlon Borges disse:

    Eu fico impressionado com o baixo nível de nossa imprensa. Não há nada que preste. Dizem que houve uma revista chamada "Senhor" que tinha qualidade alta. Não conheci. O que vejo por aí é um lixo.

  5. Juliana disse:

    Imagina como vai ficar se suspenderem a obrigatoriedade do diploma de jornalismo?

  6. Juliana disse:

    Imagina como vai ficar se suspenderem a obrigatoriedade do diploma de jornalismo?

  7. Evandro Correia disse:

    Essa onda de fazer títulos "engraçadinhos" é uma grande besteira. Senhores jornais, vamos fazer jornalismo sério!

  8. Evandro Correia disse:

    Essa onda de fazer títulos "engraçadinhos" é uma grande besteira. Senhores jornais, vamos fazer jornalismo sério!

  9. Benedito Veloso disse:

    Títulos engraçadinhos-inteligentes fazem parte da atividade jornalística há muitos anos, a exemplo do jornal carioca "O Dia" ("Violada no Auditório" – quando Sérgio Ricardo jogou seu violão no público que o vaiava em festival de música; "Cachorro fez mal à moça", sobre uma infeliz que comeu cachorro-quente estragado", e por aí vai). Agora, título burro querendo ser engraçadinho, realmente é de doer.

  10. Benedito Veloso disse:

    Títulos engraçadinhos-inteligentes fazem parte da atividade jornalística há muitos anos, a exemplo do jornal carioca "O Dia" ("Violada no Auditório" – quando Sérgio Ricardo jogou seu violão no público que o vaiava em festival de música; "Cachorro fez mal à moça", sobre uma infeliz que comeu cachorro-quente estragado", e por aí vai). Agora, título burro querendo ser engraçadinho, realmente é de doer.

  11. Benedito Veloso disse:

    Dirijo-me ao Arlon Borges que escreveu em "Opiniões dos Leitores" em 30 de agosto passado. Refere-se à revista "Senhor", que ele não conheceu. Sugiro-lhe uma pesquisa pelo Google a começar por um delicioso artigo do "Ivan Lessa" que escreveu na dita cuja. O caminho é:

    http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=151

  12. Benedito Veloso disse:

    Dirijo-me ao Arlon Borges que escreveu em "Opiniões dos Leitores" em 30 de agosto passado. Refere-se à revista "Senhor", que ele não conheceu. Sugiro-lhe uma pesquisa pelo Google a começar por um delicioso artigo do "Ivan Lessa" que escreveu na dita cuja. O caminho é:

    http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=151

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18/8, Portal Abril. Sobre o lucro recorde da empresa BHP: "A BHP mimará seus acionistas com um dividendo total de 70 centavos por ação por todo o exercício, em alta de 49%." “Mimará” é bobo. Veja aqui.

8/8, Portal Abril. “Os testes da FT-11 foram feitas em ratos com o objetivo de combater a fibrose, doença irreversível e sem tratamento que afeta os órgãos vitais, por dois anos. Faltou concordância. Veja aqui.

 

18/8, Portal Reuters. "Cuba já tinha tirado seus habitantes da costa sul, antes da chegada da tempestade tropical, que varreu a àrea com ventos e chuva." Trocaram o acento… Veja aqui.

18/8, Portal Reuters. Em matéria sobre economia: "… de um efeito compensatório para a política de estabiidade, que automatiamente equipararia as pressões sobre os preços…”. Pularam duas letras, falta de cuidado. Veja aqui.

20/8, Isto É, pág. 19. O editorial fala da guerra na Geórgia e afirma: “… Bush, que queria desde a primeira hora interferir no conflito.” Nós não vimos isso em nenhum lugar da mídia mundial, é sabido que o exército americano está assoberbado, com falta de soldados, por causa de Iraque e Afeganistão, achamos que o editor da Isto É viajou…

20/8, Valor, pág. B14. Em matéria sobre a americana Cargill fazendo parceria com a brasileira Moema, o texto diz que esta “… que em entre seus principais acionistas o empresário fulano de tal…”. Muita falta de cuidado.

20/8, Portal Abril. Em matéria sobre células-tronco, o texto diz: “… células-troncos embrionárias têm a mesma capacidade de transportar oxígenio que as outras células dos glôbulos vermelhos, afirmaram os autores deste trabalho.” Puseram o acento de uma palavra na outra, e vice-versa. Veja aqui.

22/8, Folha de S P, capa do caderno dinheiro. A foto ao lado mostra o presidente Lula visitando uma instalação da Petrobras, acompanhado pelo presidente desta. Mas o jornal resolveu fazer a gracinha de usar uma foto do momento exato em que Lula se enxugava com um lenço, ficando seu rosto invisível. Qual a notícia? Se é foto do presidente da república, mostrem a cara dele. Brincadeira boba de jornalismo barato…

Títulos estapafúrdios

19/8, Globo, pág. 23. “Preço do petróleo volta a cair lá fora”. Ora, o petróleo é cotado internacionalmente, o preço é sempre “lá fora”, essas palavras são supérfluas.

19/9, Valor, pág. B9. Falando do atleta chinês que se machucou e abandonou a prova dos 110m com barreiras, e o prejuízo que seus patrocinadores vão ter com isso, a brincadeira do título é: “Lesão de Liu fere patrocinadores”. Bobagem…

20/8, Isto É, pág. 80. “Correr rejuvenesce” é o título. A notícia, que nós também demos, é que a prática da corrida retarda o envelhecimento, adia os sintomas. Mas não faz voltar atrás, não rejuvenesce.

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2 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Nossa imprensa é muito fraca…

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9/8, Portal G1. "Número de mortos no conflito da Geórgia já ultrapassa os 2 mil". O texto diz: "Os dois países disputam a região da Ossétia do Sul, uma pequena parte da Geórgia que declarou independência há 15 anos, onde 70% dos habitantes locais são russo." Achamos a palavra "locais" redundante, e faltou o "s" em "russo".

11/8, revista Época, pág. 48. "Cuidado, você pode estar grampeado – A facilidade com que se faz escuta está transformando o Brasil num Big Brother eletrônico". O delegado e deputado Marcelo Itagiba declara: "Hoje, qualquer pessoa com o mínimo de importância está sendo ou já foi grampeada." Achamos o tom da matéria exagerado e sensacionalista.

11/8, mesma revista, pág. 123. Em matéria sobre uma modelo chamada Aline Weber, que teria se tornado uma das mais requisitadas no mercado, o texto diz: "… com seu estilo varapau…". A moça é alta e magra como todas as suas colegas, não vemos razão para essa falta de respeito.

12/8, Portal Abril. "Os resultados de um laboratório da Nigéria e outro da FAO na Itá.ia mostram que a nova cepa do vírus ‘geneticamente diferente das que circularam na Nigéria durante os surtos anteriores em 2006 e 2007'". Faltou um "L" em "Itália" e um "é" depois de vírus.

12/8, Portal BBC Brasil. "No estudo, Stefan e sua equipe analizaram a gordura de 314 pessoas…" Para nós, "analisar" se escreve com "s". Dá a impressão de que esse site é escrito por gringos, tão freqüentes são os erros.

12/8, Globo, pág. 2. Na seção de resumo das principais notícias do dia, o assunto é a herdeira Lily Safra, que vendeu sua casa na Côte-d'Azur por um valor recorde. O texto diz: "…vendeu …uma mansão em Côte-d'Azur, com 80 mil metros quadrados…". Em primeiro lugar, a Côte-d'Azur é uma região, não um lugar específico, se diz "na" e não "em". Mas principalmente, não existe casa de 80 mil metros. Isso equivaleria a quatro a seis quarteirões inteiros, é impossível acreditar. Fomos ler o texto e esse é o tamanho do terreno, não da casa.

13/8, Estado, capa. Uma chamada nos convida a ler o artigo "70 anos de atraso", do excelente jornalista Marcos Sá Correia, na pág. A2. Fomos lá e não tinha artigo nenhum, não entendemos.

14/8, Globo, capa do Segundo Caderno. Falando dos 50 anos da Bossa Nova, o texto repete várias vezes os nomes dos supostos líderes do movimento: "João (Gilberto), Nara (Leão), Tom e Vinícius, Menescal e Bôscoli…". Três vezes na chamada da capa do caderno especial sobre o assunto. Acontece que Menescal e Bôscoli não estavam na turminha inicial, não estão presentes como compositores no primeiro LP de João Gilberto. Quem estava presente, e não é citado, é Carlos Lira. Os jornalistas precisam escolher melhor suas fontes, não acreditar em pessoas que querem se promover.

14/8, mesmo caderno, pág. 3. Falando de filhos dos grandes compositores e músicos, é mencionado o filho do grande compositor Edu Lobo, e diz que Bena Lobo "… adiciona pop ao piano clássico de seu pai, Edu". Que piano clássico é esse? Edu é compositor popular, e faz seus shows com violão em punho. Que cretinice…

15/8, Valor, caderno Fim de semana. Falando do escritor Peter Carey, e do livro e filme "Oscar e Lucinda", um subtítulo diz que o escritor ganhou o prêmio "Book Prize", com esse e uma segunda vez com outro livro. Acontece que esse prêmio, talvez o mais prestigioso da língua inglesa, chama-se "Booker". Alguém que trabalha num caderno de cultura deveria saber essas coisas.

Títulos estapafúrdios

9/8, Globo, capa do caderno Esportes. A respeito do nadador americano Michael Phelps o título é: "The Monster" ("o monstro" em português). Já achamos bobo chamar de "monstro", mas em inglês é mais bobo ainda.

11/8, revista Época, pág. 15. A seção "Primeiro Plano", que tem como subtítulo "Fatos, pessoas, idéias e tendências que traduzem o espírito do tempo" dedica uma página inteira à maluquete profissional americana Paris Hilton, com foto dela seminua e o título: "Personagem da semana: Paris Hilton". Tudo isso porque os candidatos McCain e Obama andaram mencionando seu nome. Mas dizer que ela "…traduz o espírito do tempo" é um pouco demais.

12/8, Valor, pág. B10. "Leilão de bagaço de cana negociará meia usina de Jirau". O assunto é que o governo vai leiloar a produção de energia com bagaço de cana. Nossa reação inicial foi não entender o título. Depois pensamos que se tratava do valor esperado, equivalente ao da metade do valor da usina de Jirau (hidrelétrica a ser construída no Rio Madeira). Fomos ler o texto e não: a energia a ser leiloada equivale a metade daquela a ser gerada por Jirau. Mau título, só serve para confundir o leitor.

13/8, Globo, pág. 30. O assunto é elefantes-marinhos, um bicho que muitos de nós confundem com uma foca, que estão sendo dotados de transmissores de rádio que, via satélite, enviam informações sobre as condições do mar debaixo do gelo da Antártida. O título? "Espiões numa fria". Duplamente bobo, o "numa fria" em alusão ao gelo, o "espiões" que não tem nada a ver com nada, não estão espionando ninguém.

15/8, Globo, pág. 19. Sobre um confronto entre traficantes na via expressa Linha Vermelha, no Rio de Janeiro, o jornal publicou reportagem com o título "Traficantes rivais disputam a bala o controle da Favela de Vigário Geral". Ora, iriam disputar como? No carteado, no "zerinho ou um" ou no "par ou ímpar"?

15/8, Globo, capa do caderno Economia. O Grupo Ultra comprou a rede de postos de gasolina da Texaco. O título idiota? "Ultra fisga mais um". Sem comentários…

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8 Opiniões

  1. Benedito Lacerda disse:

    Esses jornalistas são todos analfabetos!

  2. Gabriela Lapa disse:

    "traficantes rivais disputam a bala…". Não deveria haver um acento grave em "a bala"?

  3. Bárbara Assunção disse:

    De todos "analizar" foi o pior.

  4. Dorival Silva disse:

    Gabriela, vamos supor que em vez de "bala" eles disputassem a "socos". Seria "aos socos" ou "a socos"? Claro que "a socos", fica somente a preposição "a", não cabe o artigo, seja "a" no caso da bala, que criaria a crase, seja "os" no caso dos socos.

  5. Rafael Barros disse:

    Caraaa… E eu ainda quero ser Jornalista… Eu sou dono de uma comunidade do ORKUT de pérolas… Quem quiser entrar, está convidado a entrar desde já, ok? Abraçoss a todos!

    O link da comu: http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=51713538

    O link do meu perfil: http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=16930356859645208762

    Desde já, Obrigado(a).

  6. João Amaro disse:

    O pior de tudo isso é que os superiores destes que escrevem ou passam por despercebido, ou então concluíram o ensino no mesmo lugar… É incrível que não possam se dar conta de tal erro, pequeno mas estrondoso, que acabam fazendo com que notícias às vezes importantes mudem o rumo daqueles que procuram se informar.

  7. Patricia Abreu disse:

    Gostaria que vocês avaliassem os jornais da Bahia. O conteúdo é deprimente, principalmente do Jornal A Tarde, que se diz o maior do norte-nordeste. Lançaram a revista Muito que é muito ruim. Favor darem pitaco sobre eles.

  8. Silvio disse:

    O título do Globo "…disputam a bala" é mais preciso. Há leitores que não lêem jornais diariamente e, portanto, podem não saber que seja óbvio "a bala", tanto quanto profissionais de imprensa.

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3/8, Estado de S P, capa. Mostrando uma foto de jovens ouvindo música com fones de ouvido, o texto diz que o “… uso excessivo de tocadores de MP3 pode prejudicar a audição”. Espera aí, gente, não é bem isso. O uso de qualquer aparelho com som alto, seja iPod, tocador de MP3, walkman ou outros, pode prejudicar. A culpa não é o software chamado MP3, é ouvir música com som alto.

3/8, Globo, capa. Falando das Olimpíadas que se aproximavam, a chamada da manchete lá de cima diz que a China gastou “… US$ 34 bilhões (um Equador) para organizar o evento.” Que quer dizer isso? Com esse dinheiro ela poderia comprar o país Equador? Ou será o PIB anual do dito cujo? Muito mal explicado.

3/8, Globo, pág. 2. Na seção que dá um resumo das principais matérias do dia, falando do fracasso das negociações comerciais mundiais, o texto diz: “Para desanuviar o chororô em torno do fracasso da Rodada de Doha…”. Para nós “chororô” é gíria, não cabe em um texto jornalístico sério.

3/8, Jornal do Brasil, pág. A14. Falando das esposas dos candidatos a prefeito do Rio, o texto compara uma delas à esposa do presidente da França, a cantora Carla Bruni, e diz: “Como a hypada primeira-dama francesa…”. Não conhecemos essa palavra, “hypada”.

4/8, Reuters Online. “Mantega: governo pode elevar meta fical para combater inflação”
Este site é useiro e vezeiro em errinhos como esse de escrever “fiscal” sem o “s”. Parece que é escrito e revisado por gringos. Veja aqui.

6/8, revista Isto É, pág. 62 e muitas seguintes. São 16 páginas de matéria obviamente paga pela Petrobras, mas em nenhum lugar informa “Matéria paga”. Lamentável. O mesmo número da revista, poucas páginas depois, publica uma matéria paga pela Vale com o aviso, a cada página, “Matéria publicitária”. Qual o critério?

6/8, Valor, capa. Na principal matéria da capa, sobre a Pepsi-Cola que vai investir no Brasil, o jornal se refere à presidente da empresa como "diretora-chefe", o que não está correto. A tradução de "CEO-Chief Executive Officer" pode ser "executivo-chefe", "principal executivo", ou até "CEO" mesmo. O jornal costumava traduzir, também erradamente, como "diretor executivo". Como já dissemos várias vezes, o Valor é um ótimo jornal, mas precisava investir em tradutores melhores.

Títulos estapafúrdios

3/8, Folha de S P, pág. B12. “São Paulo terá dois outlets de luxo até 2010”. Para nós “outlet”, em inglês, quer dizer loja. Fomos ler o texto e era quase isso mesmo, só que aqui eles estão usando como um shopping center de luxo. E nem ao menos põem entre aspas? Vamos falar português, ô pessoal da Folha!

5/8, Globo, pág. 2 do Segundo Caderno. Falando de um novo disco de uma cantora de jazz americana chamada Cassandra Wilson, do qual participam muitos músicos amigos da cantora, o título bobo é: “Todo mundo no pagode da Cassandra”. Rapazes do Globo, pagode é uma coisa, jazz é outra…

5/8, Globo, capa do caderno Economia. A matéria ocupa toda a capa, a foto é de Lula, Cristina Kirchner e Hugo Chávez, reunidos em Buenos Aires de surpresa, já que Chávez chegou sem ser convidado e invadiu um encontro a dois entre Lula e Cristina. O título: “Tango a três”. Achamos mais uma brincadeira boba.

A pérola da semana

5/8, Folha de São Paulo online.
Lula cogita a criação de moeda comum
“Entusiasmado durante discurso para empresários brasileiros e argentinos, o presidente Lula defendeu o Mercosul e a união da América do Sul, acenando com a possibilidade de criação de uma moeda comum.”
Lula passou por cima de seu Ministro da Fazenda e de toda sua equipe formuladora de política internacional e econômica para fazer esta proposta absurda. Não pensou na irresponsabilidade fiscal da Argentina, nos desmandos de Chávez e Morales e foi propondo aquilo que lhe veio à cabeça. Lamentável.
Veja aqui.

 

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3 Opiniões

  1. Arlon Borges disse:

    Muito boa essa coluna "Pérola da semana"!

  2. Arlon Borges disse:

    Nossos jornais em geral precisavam investir um pouco em treinamento de seu pessoal — é tudo muito ignorante. Os velhos jornalistas cultos estão se aposentando e sendo substituídos por jovens incultos e inexperientes.

  3. mariana disse:

    A atual situação da imprensa brasileira não significa falta de estrutura, ou investimentos financeiros.
    o que acontece é a falta preparação e envolvimento com os acontecimentos que realmente se passam pelo país.
    é muito simples publicar textos convenientes, que manipulam os leitores, embora sabemos que essas ações não são recentes, mas é muito facil publicar aquilo que cabe.
    a carencia de ser um pesquisador como o reporter esso, que estava resgatando fatos veridicos a todo momento e não editando sonhos ou utopias.

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29/7, BBC Brasil. "…o aumento recorde no preço dos combustíveis e a desaceleração econômica global, que reduziu a demanda por viagens aéreas, coloca a necessidade de cortar custos com urgência." O certo seria "colocam", cadê a concordância? Veja aqui.

1/8, Globo, pág. 7. Artigo do experiente e respeitado Luiz Garcia começa: "O Rio talvez nunca tenha tido eleições municipais agitadas como a deste ano…". Se é "eleições", no plural, devia ser "as" deste ano, também no plural.

1/8, Estado de SP, pág. D14. Artigo do igualmente respeitável escritor Ignácio de Loyola Brandão, falando de tradutores, diz: "…o decano dos tradutores do português para ao alemão…". Nós achamos que é para "o" alemão.

1/8, Folha, capa. Falando do assunto da nossa manchete de hoje, anistia: "Apesar do coro a favor da a punição…". Nós achamos que sobrou um "a" aí.

Títulos estapafúrdios

31/7, BBC Brasil. "Cerca de um em cada cinco adulto nos Estados Unidos fuma". Cadê a concordância? Veja aqui.

1/8, Portal Estadão. "China critica monopólio da Vale, BHP e Rio Tinto". "Mono" quer dizer "um", monopólio é quando uma só empresa é fornecedora de um bem ou serviço. Se são 3 não é monopólio. Veja aqui.

1/8, Valor, capa do caderno Empresas. "'Make-up' da Revlon". A notinha é para dizer que a empresa de cosméticos fechou um trimestre com lucro "…pela segunda vez nos últimos dez trimestres consecutivos…". Achamos o título bobo, e a palavra "consecutivos" supérflua.

Pérola da semana

Inauguramos aqui uma nova seção, a grande besteira da semana. Pena que não a inauguramos uma semana antes, porque nosso mais ou menos ministro das Relações Exteriores (mais ou menos porque divide o poder com mais duas pessoas), Celso Amorim, teria ganho, ao comparar os Estados Unidos com Hitler. Nesta semana ele se superou, ao dizer, comentando seu fracasso nas negociações da Rodada de Doha: "Que não seja preciso outro 11/9". Isso no sentido de que os EUA precisam aprender a ser mais bonzinhos conosco. Em qualquer país com governo decente, isso seria razão para demissão do ministro. Aqui passa desapercebido…

 

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7 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Realmente a coisa tá preta, quando até gente do nível do Luiz Garcia resolve ignorar a concordância…

  2. Rafael Puertas de Miranda disse:

    Parabéns pela iniciativa! É a primeira vez que acesso o site e interessei-me muito pelo conteúdo.
    Rafael Puertas de Miranda
    http://www.poesiaemcurso.zip.net

  3. Zuil disse:

    Eu quero saber quando é que a mídia vai começar a informar o público sobre a ligação do PT com os terroristas das FARC.

  4. André Dourado disse:

    Acredito que o "mais ou menos" ministro têm razão, ele não pede para ser mais bonzinho, ele pede para ser negociador, ou seja: eu cedo aqui, você cede lá, e assim nos entendemos. A postura de sempre abaixar a cabeça nos levou a ser um país de terceira linha, fato este que está sendo corrigido, não pelo governo atual, mas ao longo dos últimos governos. "Deixemos a postura de colonizados, sejamos mais duros". Ouvi isso de todos à minha volta desde criança. Mas na hora que um diplomata nosso é duro, é consistente, comprometido com os objetivos do país e não assina acordos sem antes ler, como no passado, jogamos lama no dito. Mudemos. Sejamos grandes como acreditamos ser.

  5. Alexandre Bianco disse:

    Seguindo os pedidos de informação, gostaria de saber quando a mídia irá veicular notícias sobre envolvimento Chaves, Fidel, Lula em relção a Al Quaeda, FARC e MST no interior de Pernambuco???

  6. zula disse:

    Tô morrendo de saudades dos jornalistas de antigamente, que informavam a população. Tá faltando jornalistas como Carlos Castelo Branco e Heráclio Salles. Na época valia a pena comprar jornal.

  7. lassi disse:

    A mídia continua não dando importância às recentes acusações do envolvimento do govêrno brasileiro com às FARC. Assunto dos mais sérios nesses últimos tempos. Dois terroristas das FARC, Olivero Medina,(representante das FARC no Brasil) e sua mulher, procurados pela justiça colombiana por vários crimes, moram em Brasília e estão empregados na Presidência da República, sob a proteção do Sr. Lula. A midia sabe desses fatos e ao invés de informar, abafa o caso. A sociedade brasileira está sob o contrôle do crime organizado, que mata cinquenta mil pessoas por ano no Brasil. Quase todo o sistema de comunicação brasileiro é conivente e co-participante dos crimes das FARC.

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2/7, revista Exame, pág. 128. A revista comenta o livro "The billionaire's vinegar", lançado há algum tempo nos Estados Unidos. Mas nós achamos a notícia um pouco atrasada, nós a demos dois meses antes, em 9/5. Veja aqui.

6/7, Globo, pág. 32. Em matéria sobre produtos transgênicos, o texto diz que os produtores ficam "…à mercê dos fabricantes de sementes." Fabricar é uma atividade industrial, sementes são "plantadas", "produzidas", etc., mas "fabricadas" não!

8/7, Globo, pág. 24. Falando de uma briga da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, com o marido, o jornal nos informa que ela gritou: "Aqui a presidente sou eu, caral…!" só que o Globo pôs o palavrão completo, não omitiu duas letras como nós. Nossa redação foi unânime em achar chocante esse fato. Não custava omitir duas letrinhas. Ou talvez citar em espanhol, seria menos chocante para nós. Algo estranho está acontecendo no Globo. Na semana passada, mostramos aqui uma foto absolutamente obscena do presidente da república. Cadê o dono do jornal? Senhor dono, por favor proíba essas coisas, mande embora quem fez.

Títulos estapafúrdios

7/7, Folha, capa. Nós também demos essa notícia, que diz que estrangeiros estão comprando em média 12km quadrados de terras no Brasil. Mas o título da Folha é bobo: "Estrangeiro compra 6 ‘Mônacos' de terra por dia no Brasil". Quem é que sabe qual é a área de Mônaco?

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2 Opiniões

  1. reinaldo oliveira disse:

    Caramba! É a primeira vez que acesso esta coluna. Se nos grandes jornais a coisa está assim….., imagina nos pequenos.

  2. jeli disse:

    Gente, gostei do site…Tá legal. Olha, vocês deveriam fazer críticas também sobre machetes em alguns jornais de Aracaju, pois ultimamente o cinform vem perdendo a qualidade e estampa em suas manchetes palavões e textos obscenos. Eles têm que analisar que crianças e adolescentes também lêem jornais. Está aí o meu recado.

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29/6, Globo, pág. 40. Falando da dieta de um lutador de judô que está tentando ganhar peso para as Olimpíadas, no alto da matéria o texto cita: "Já acordo tomando um copo de liquidificador (1 litro) de vitamina de frutas". Mais abaixo o texto diz: "A dieta do judoca – 7h: Desjejum – 2 copos (600 ml) de vitamina…". Espera aí, é 600 ml ou é um copão de liquidificador de um litro?!

4/7, Globo, capa do caderno Economia. Nós achamos a foto ao lado, em que Lula está segurando uma batata-doce, extremamente fálica, indigna de um jornal decente.

5/7, Folha de SP, pág. B14. Em matéria sobre a negociação da Rodada de Doha: "Europeus afirmam que não ocorrerá acordo se não houver maior abertura a mercados de produtos industrailizado e serviços." Esqueceram a concordância, é "produtos industrializadoS", no plural.

Títulos estapafúrdios

29/6, Globo, capa do caderno Economia. O assunto é um programa que o governo vai lançar para incentivar a produção e o consumo de peixes. Tem uma chamada, seguida de um título e um subtítulo: "Fazendo a maré subir – Multiplicando os peixes – Com 60% da produção ainda artesanal, governo incentivará consumo para preço cair 30%". Nós achamos tudo errado. "Fazendo a maré subir" é bobo, nada a ver mais peixe com maré alta ou baixa. "Multiplicando os peixes", em referência ao mítico milagre, também. Finalmente, "… incentivará consumo para preço cair…" não faz sentido. Aumento de consumo traz aumento de preço, o que o governo vai fazer é incentivar a produção, aumentando a oferta, o que faz preço cair.

29/6, Globo, capa. "Julgamento do mensalão vai até 2014". "Puxa vida", pensamos, "tanto tempo, por que será?" Fomos ler o texto e não era bem isso. Cada acusado tem o direito de indicar até oito testemunhas de defesa para cada acusação. Se todos indicarem tudo que podem, serão 641 testemunhas, e o julgamento poderia se arrastar até 2014. Mas a afirmação categórica do título não é verdadeira.

3/7, Valor Online. "Appy deixará secretária de Política Econômica para ser assessor especial para Reformas".
Nós achamos que ele vai deixar a secretaria, não a secretária.

3/7, Reuters. "Vale responde exigência da CVM e emissão pode sair logo". Como diz o texto em continuação, a Vale respondeu "às" exigências, ninguém "responde exigência".

4/7, Valor, pág. B2. "Recém-criada, GPTI aspira à oferta de ações". Essa crase não existe. Tem gente que advoga que a crase deveria ser extinta, já que quase ninguém sabe empregá-la corretamente. Tudo bem, mas enquanto não é extinta o jornal podia tomar um pouco mais de cuidado.

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4 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Vocês sempre citavam besteiras do Jornal do Brasil, por que pararam? Será que ele melhorou tanto assim?

  2. Da redação disse:

    Quando iniciamos esta coluna, há 3 anos, líamos diariamente os quatro jornais mais relevantes do eixo São Paulo-Rio. De algum tempo para cá chegamos à conclusão de que o Jornal do Brasil deixou de ser relevante e não o lemos mais. Continuamos com Folha e Estado de SP e Globo no Rio, mais as revistas semanais cuja leitura alternamos.

  3. Dorival Silva disse:

    A foto do Globo é nojenta. Antigamente os jornais tinham donos, e os donos decidiam o que era publicado. Eu acho que o falecido Dr. Roberto Marinho não publicaria a foto. Infelizmente os filhos dele entregaram o jornal aos jornalistas, não exercem seu papel de donos, é nisso que dá.

    Mas isso não produz um grande jornal. Grandes jornais TÊM DONO.

  4. Lucas disse:

    eu acho que vcs deveriam fazer uma materia sobre criticas ao governo….pois agora querem tirar o descimo terceiro do trabalhador, e tem mais a CPF e IOF e mais um monte de impostos…meu que pais é este….muito bom o site…parabéns..

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23/6, Valor, capa. Numa das notinhas na coluna da esquerda, fala-se de uma empresa: "…marca para artigos de running e fitness…". Meu Deus, não pode escrever em português, "corrida e exercício"? O jornal devia despedir quem faz isso… 

25/6, Portal Exame. A respeito de a Shell ter declarado que vai investir no Brasil, o texto diz: "Quando se analisa a produção de cana, como no Brasil, está claro que se trata de um setor atrativo para investimentos …", afirmou o chefe mundial do departamento de tecnologia da Shell, Jan van der Eijk. Tudo indica que esse holandês não fala português e deve ter dado a declaração em inglês. Exame traduziu mal, o correto é "atraente" e não "atrativo". A boa tradução da palavra inglesa "attractive" é "atraente". Leia aqui.

25/6, Isto É, pág. 71. Em matéria sobre o uso de bicicleta como meio de transporte urbano, a revista começa usando a palavra "bicicleta" mas depois começa a chamar de "bike". Achamos uma debilidade.

25/6, Isto É, pág. 78 e seguintes. Em matéra com o título "A fé da juventude" a revista mais uma vez apela para a exploração da religião. Muito ruim.

25/6, Isto É, pág. 116. Em matéria sobre a cantora Ivete Sangalo o texto atribui a ela a declaração: "Sou uma topeira em matéria de administração". Nós fomos até checar no Aurélio se existiria essa palavra "topeira", mas é claro que ela quis dizer "toupeira", a ignorância do redator suprimiu o "u".

27/6, Valor, pág. B4. A respeito da cervejaria Anheuser-Bush rejeitar a oferta de compra da Inbev, o texto diz que ela "…rejeitou formalmente na noite de hoje…". Como é que o jornal que lemos de manhã pode saber o que vai acontecer de noite? É claro que eles receberam um despacho na noite anterior e não adaptaram o texto para o dia seguinte. Muito descuido.

Títulos estapafúrdios

25/6, Reuters. A legenda da foto do presidente da Rússia diz: "O presidente das Rússia, Dmitry Medvedev, durante entrevista concedida à Reuters…" Nós sabemos que no tempo dos czares eles se intitulavam o "Czar de todas as Rússias". Se é para imitar, tinha de pôr "Rússia" também no plural. Leia aqui.

27/6, BBC Brasil. "Coréia do Norte destrói reator nuclear; assista" era o título. O texto repetia a destruição de um reator, o que absolutamente não está correto. Verificando em vários locais a gente fica sabendo que o que foi destruído é uma torre de resfriamento de uma usina nuclear. Infelizmente a BBC Brasil é useira e vezeira nesse tipo de descuido. Leia aqui.


27/6, Valor, capa do caderno Empresas. A manchete no topo da página diz: "Mahle do Brasil está atenta à aquisições…". Sem crase, por favor!

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2 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Essa Isto É é uma revistinha muito vagabunda.

  2. Benedito Lacerda disse:

    Esses jornalistas são todos uns analfabetos.

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15/6, Folha, capa. Falando do crescimento da agricultura na Amazônia, o texto diz que "…73% das cabeças de gado são criadas na floresta…". Mentira, nosso gado come capim, e capim não dá na floresta, tem de estar exposto ao sol. Possivelmente eles queriam dizer que são criados "… onde antes era a floresta…", mas não é isso que escreveram.

16/6, Portal Exame. "Anheuser-Busch diz avaliar proposta da InBev" é o título e o texto diz: "…nosso Conselho de Diretores está avaliando sua proposta com cuidado …". "Conselho de diretores" não existe, uma péssima tradução de "Board of directors", que em português é "Conselho de Administração", ou simplesmente "Conselho".

16/6, Opinião e Notícia. Nossa redação deu a nota acima, repetindo o erro da Exame, e assim ficou no ar durante cerca de duas horas até percebermos e corrigirmos.

17/6, Valor, capa. Em uma das notinhas da coluna da esquerda, o assunto é um suco de frutas americano que vai ser lançado aqui. O texto diz: "Apesar do preço, cerca de US$ 40…". Faltou dizer o que custa 40: a dúzia, o litro etc.?

18/6, Exame, pág. 122. Falando que o setor de gado adquiriu grande importância em nossa economia, o texto diz: "… o setor de frigoríficos deixou o obscurantismo no mundo dos negócios para posicionar-se como um dos mais poderosos do mundo." O rapaz queria dizer "obscuridade", no sentido de ser pouco visível. "Obscurantismo" é outra coisa.

18/6, Exame, pág. 126. Em matéria sobre projetos de lei que querem limitar ou até proibir propaganda de cigarros e bebidas alcoólicas, a revista posiciona-se fortemente contra, chegando a dizer que proibir a propaganda poderia abrir "… brechas para o comércio ilegal, a pirataria e o contrabando." Espera aí, ninguém falou em proibir o uso, apenas a propaganda, por que isso levaria a comércio ilegal e contrabando? Fica a impressão de que, na ânsia de defender seu faturamento em anúncios, a revista exagerou.

18/6, Exame, pág. 148. Falando do executivo Rinaldo Campo Soares,que acaba de deixar a presidência da Usiminas depois de 18 anos no cargo, o texto diz: "… poucos presidentes de empresas no país puderam orgulhar-se de ostentar o status de dono como ele." Gente, ele não é nem foi dono, a matéria informa quem são os donos, a Nippon Steel, Votorantim, etc. Jornalista tem mania de confundir executivo profissional com dono.

19/6, BBC Brasil.com. "Cientistas americanos da Universidade de Berkley, na Califórnia,…". O nome correto da famosa universidade é Berkeley, faltou um "e".

Títulos estapafúrdios

13/6, Reuters. "Proposta da Anatel pode afetar valor de compra da Brasi Teleco". Não é a primeira vez que a Reuters faz isso, parece que o computador deles gosta de comer a última letra das palavras…
 

14/6, Globo, pág. 6 do caderno Prosa e Verso. Falando do escritor Machado de Assis, o jornal comenta a repercussão na imprensa quando de sua morte. O título: "Necrológios do autor defunto". Minha gente, necrológio significa um comentário no jornal sobre alguém que morreu, "…necrológio … de defunto…" é uma redundância de péssimo gosto.

18/6, Exame, pág. 4. Na página de índice das matérias, uma diz: "No ano da Olimpíada, a China torna-se o maior motor do crescimento econômico mundial". Isso simplesmente não é verdade, a China já é o maior motor há alguns anos.

18/6, Daily News Online. Normalmente esta coluna é sobre a mídia nacional, mas não resistimos ao prazer de mostrar que os gringos também fazem bobagem. O título da notícia diz que a atriz Cyd Charisse morreu aos 60 anos. "Cyd Charisse, who danced across big screens, dies at age 60". Lendo o texto a gente fica sabendo que ela morreu aos 86. A carreira é que durou 60.

19/6, Globo, pág. 35. "Bush quer procurar petróleo no Alasca". Nós demos essa notícia, só que corretamente. Bush quer procurar petróleo numa reserva ambiental no Ártico. No Alaska, estado americano, já se explora petróleo há décadas, foi lá um dos maiores vazamentos de petróleo da história, o do navio Exxon Valdez, em 1989.

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4 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Esses jornalistas são todos analfabetos.

  2. Acácio Brasil disse:

    Acho o colega Evandro um pouco agressivo, mas concordo que é deplorável o baixo nível de nossos jornais.

  3. Arlon Borges disse:

    Fiquei impressionado com as besteiras da revista Exame. Não esperava isso de uma revista da editora Abril.

  4. Luiz disse:

    Os jornais e a midia de uma maneira geral estão comprometidas ideològicamente. Não cumprem mais com papel de informar, mas induzem as pessoas a terem opinião conforme interesses superiores e pessoais. Já não vivemos mais numa democracia, mas numa ditadura disfarçada, onde o Estado vai aos poucos interferindo na vida do cidadão.Uma ditadura a la Hugo Chaves,Fidel Castro,o cocaineiro Evo Morales e outros. Lula cumpre com a cartilha direitinho.A midia encobre tudo. Salve-se quem puder.

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10/6, Reuters. "Presidente do Banco da Inglaterra diz que crise ainda nã acabo…". Pelo jeito o computador deles está implicando com a letra "o" e com a letra "u". Leia aqui.  

10/6, Folha Online: "A gendarmaria francesa [força incumbida de velar pela segurança e ordem pública] iniciou nesta terça-feira uma operação…". Gente, "gendarme" em francês quer dizer "policial", "gendarmerie" quer dizer "polícia". Leia aqui.  

11/6, Folha Online. Em matéria sobre Denise Abreu, o texto lhe atribui a frase: "Era impraticável abril mão de segurança de vôo…". Leia aqui.

11/6, Valor, capa do caderno Empresas. A primeira daquelas notinhas que ficam na coluna da esquerda diz: "As vendas de papelão ondulado em maio atingiram a marca de 199,73 mil de toneladas…". Não precisava esse "de" antes de "toneladas". 

11/6, Isto É, pág. 45 e seguintes. Mais uma vez a revista volta à carga com o sensacionalismo barato sobre o assassinato da menina Isabella. São cinco páginas inteiras explorando o assunto. Triste…

11/6, Isto É, pág. 52 e seguintes. O tema é esqui na neve, parece que os brasileiros estão cada vez mais aderindo a esse esporte. Mas a legenda da foto diz uma inverdade: "Até mesmo os iniciantes no esporte conseguem boas manobras a partir da terceira aula". Não é verdade, este redator já presenciou inúmeras pessoas iniciando, e na terceira aula qualquer um ainda está completamente tentando iniciar.

11/6, Isto É, pág. 122. Sob o título "O ártico derrete", o subtítulo diz: "E países abrem guerra para ficar com a maior reserva natural de petróleo que está debaixo dessas águas". Pouco adiante, no primeiro parágrafo do texto, vem: "…sob os seus gigantescos icebergs há a maior reserva de petróleo e gás natural do mundo". Quanta besteira! Primeira e principal: ninguém pesquisou lá ainda, supõe-se que haja petróleo, mas só isso. E o subtítulo: "Países abrem guerra…". Não sabíamos, não vimos em jornal algum que há uma guerra. Logo depois: "…a maior reserva natural de petróleo…". Seria bom eles nos explicarem o que seria uma reserva não-natural. E depois: "…sob os seus gigantescos icebergs…". Dá-se o nome de iceberg a um pedaço de gelo que se desprende a sai flutuando. Será que eles levam o petróleo junto com eles?

11/6, Isto É, pág. 124. Ainda o aquecimento global, desta vez uma matéria que diz: "…fortes abalos sísmicos, como o tsunami e o aquecimento global, continuam influenciando…". Nós não sabíamos que tsunami e aquecimento global eram abalos sísmicos…

12/6, Folha, capa. A foto principal é de Denise Abreu, ex-diretora da Anac, em seu depoimento no Senado. Mas como pode ser visto na foto ao lado, a Folha a fotografou enquanto se preparava para sentar, resultando numa estranha pose, como se ela estivesse se inclinando perante alguém. Nós achamos a foto boba, falta de respeito, mau jornalismo.

12/6, Exame. A data de capa é 18/6, mas a revista chegou na quinta-feira 12, uma semana antes. A maioria das revistas tem uma data de capa mentirosa, mas esta exagera. Chega na quinta e dá como data de capa a quarta-feira seguinte.

Títulos estapafúrdios

9/6, Valor, capa. Falando da queda dos juros no crédito imobiliário, o título é: "Concorrência reduz juros habitacionais". Não achamos correto, juro é juro, não existe juro "habitacional". E se falasse dos juros para compra de eletrodomésticos seria "juros eletrodomesticacionais"?

10/6, Estadão, capa do Caderno 2. Referindo-se ao conhecido ator, a manchete que ocupa toda a largura da página é: "Ítalo Rossi é mara!". Ninguém aqui conhece essa expressão, será uma nova gíria paulista?

10/6, O Globo, pág. 27. "PIB do 1º Trimestre deve ficar entre 5,5% e 5,8%". Não, o PIB fica em não sei quantos bilhões ou trilhões, o crescimento dele é que é de 5,8%.

11/6, Valor, capa. Mesmo assunto da nota acima, no dia seguinte saiu a porcentagem correta e o jornal diz: "PIB de 5,8% revela equilíbrio". Mesmo erro.

11/6, O Globo, capa do caderno Economia. Mesmo assunto, com o título correto: "Demanda interna faz país crescer 5,8%". Beleza, conseguiram acertar! Mas acima desse título tem uma chamada, em maiúsculas: "AINDA UM PIBÃO". Lamentável…

11/6, Valor, pág. B4. "Wendy's, dos EUA, está à caça franqueados no Brasil". Aqui faltou um "de" antes de "fraqueados". Muita falta de atenção…

12/6, O Globo, pág. 33. O assunto é que o coordenador do comitê de Barak Obama para a busca de um vice-presidente se demitiu. O título: "Obama perde líder dos caçadores de vice". "Caçadores"? Escolha boba.

 

 

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12 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Essa revista Isto É é muito nojentinha mesmo.

  2. Benedito Lacerda disse:

    A Folha é useira e vezeira nesse tipo de "foto-jornalismo" de péssimo gosto.

  3. Luis Otávio da Silva disse:

    Gostei muito do site, mais achei mal colocada a crítica ao jornal Estadão.
    O ator ítalo Rossi, interpreta um personagem que tem orientação sexual questionavél, no seriado Toma lá da cá, escrito por Miguel Falabella, e o bordão do ator é "MARA" e esse bordão já faz parte do cotidiano das pessoas, certeza disso é atra´ves da grande audiência do programa e a repercusão de ítalo Rossi entre as pessoas. Por isso o Estão fez essa colocação "Ítalo Rossi é mara".

    abraço.

  4. Daniel Lucas disse:

    Referente a Folha de SP: foto redícula… Não acredito nesse jornal devido a essas atitudes.

    E, nos estudantes de jornalismo somos manipulados, desde de cedo, a ler esse jornal.

    Ou seja, ele é o único verdadeiro….

    Mas eu não acredito na Folha e, nunca acreditarei…

  5. Camilo Terras disse:

    Eu nunca vi esse programa de TV, e perguntei a alguns amigos que também nunca viram, e não entenderam esse "Mara". Não acho que um jornal deveria usar linguagem que só possa ser compreendida por quem vê um específico programa de TV.

  6. mariane de almeida silva disse:

    olá, sou estudante de jornalismo, não conhecia esta coluna e achei simplesmente ótima!
    Não querendo ser chata ou fazer uma crítica "boba", porém gostaria de dizer que não concordo com o que escreveram sobre a matéria do jornal Estadão no qual designaram Ítalo Rossi como sendo MARA, já vi em outros comentário e acho dispensável citar novamente a posição do jornal ao escrever isso, porém, não li a referida matéria, e talvez a linha fina ou outra parte dela contenha o porque deste título. Não quero defender jornal nenhum, tanto que ainda nem trabalho com isso, portanto não preciso ser omissa a nenhum erro da imprensa, mas acredito sinceramente que o repórter foi até feliz em dar tal título à matéria, principalmente porque querendo ou não ela chama totalmente a atenção do leitor! Não seria este mesmo o papel do jornalista, fazer com que as pessoas se interessem em ler sua matéria até o fim????

    Um abraço a todos, parabéns pelo site!

    Mariane de Almeida Silva

  7. João Amaro disse:

    Creio que apesar de não ter nenhum conhecimento amplo do mundo do jornalismo… Posso exercer aqui a minha "liberdade de expressão", mesmo com os meus 14 anos, rsrs.

    Realmente, há erros ou gafes que acabam fazendo com que a opinião do cidadão que lê um artigo ou uma reportagem destas se distorça, tornando o pensamento deste em uma arma, que às vezes detona aqueles que na verdade não fizeram o que esta dito naquele texto.

    É preciso que haja mais calma e cuidado no que é publicado, pois a população espera que pelo menos na àrea jornalística haja mais clareza, e que esta não os engane, o que ocorre no Planalto.

  8. Evandro Correia disse:

    O governo militar 64-85 fez coisas boas e coisas ruins. Uma coisa boa foi o MOBRAL-Movimento Brasileiro de Alfabetização, que visava erradicar o analfabetismo no país. Acho que esses jornais e revistas estão precisando abrir uma filial do MOBRAL em suas redações.

  9. dirceu disse:

    na opnião da estudante de jornalismo mariene de almeida silva que defende a matéria do estadão sobre o ítalo rossi, o jornal cumpriu o seu papel de chamar a atenção do leitor. mas chamou a atenção pelo erro grotesco de usar gírias. se não for o caso, deixa claro que o referido jornal não têm revisor de texto. o que é bem mais provável que as empresas de jornalismo faz para reduzir custos. o barato sai caro…

  10. Raimundo Teixeira de Melo disse:

    pérola da semana vai mesmo é para vice campeã Gisele Soares do Big Brother Brasil 8, apesar de ser minha conterrânea do Piauí, a dançarina dançou feio na língua portuguesa,no programa Mais Você, TV Globo, apresentado pela Ana Maria Braga. O fatídico mico foi em alusão a cajuina do piaui, quando a Gisele falou que o Piaui fabrica e importa o tal produto, sendo que o correto seria de exportar, acho que ela não sabe a diferença entre importação e exportação.

  11. Mc Paixão disse:

    Bem não tenho experiência
    mas sei a verdadesobre jornais como a Flha de São Paulo, e aqui no caso da foto, parabéns pelo site que desmascárou uma das formas de manipulação ao leitor, com essas e outras jornais como a Folha de SP, transformam pobres leitores em cordeirinhos, que não façam nada de desagrádavel a eles, jornais como este são uma arma manipuladora, amigo Daniel concordo plenamente com você

  12. Paula Reis disse:

    Ontem mesmo, estavámos eu e meu professor de Língua Portuguesa falando sobre esse assunto, erros ortográficos que ocorrem nos veículos de comunicação e isso é muito grave, não por estar passando somente uma informação errada para o leitor mas por causar danos pessoais e gerar até processos e coisas semelhantes, um exemplo mesmo que ele me deu foi:" Descobriram uma fraude da secretaria da Fazenda…" ou " Descobriram uma fraude da secretária da Fazenda…", por um acento gráfico usado de maneira errada você provoca um transtorno sem tamnaho.
    É verdade que hoje a maioria dos jornais não tem mas aquelas pessoas que revisão os textos antes de serem públicados, mas é por isso também que existe a preocupação de algumas faculdades em formar um jornalista com capacidade de revisar seus próprios textos e identificar os erros.

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1/6, Globo, pág. 2. Na seção de resumo das principais matérias do dia, uma chamada para a coluna do Elio Gaspari diz: "O STF brilhou como o defensor das leis que extrai justiça da controvérsia". Ai! Cadê a concordância?! "…as leis [no plural] que extrai [no singular]"? Fomos ver lá dentro e o erro não é do colunista, é da pessoa que não leu direito a coluna e escreveu esse resuminho analfabético.

4/6, Valor, pág. B9. Na página que reproduz material do Wall Street Journal, uma notinha começa: "Ben Bernanke, presidente do Fed, disse que o banco central americano está de olho no dólar." Até onde sabemos, a função do banco central é só uma, zelar pela moeda. Eles só fazem isso, olhar a moeda 24 horas por dia. A frase é infantil e duvidamos que Bernanke a tenha dito.

4/6, Veja Rio, pág. 47 e seguintes. Este redator não tem o hábito de ler a "Vejinha", como a chamam os jornalistas, mas estando sentado numa sala de espera com essa como única leitura, não teve jeito. A seção de restaurantes causou espanto, muita bobagem. A respeito do restaurante "Miam Miam", sediado no simpático bairro de Botafogo, no Rio, bairro cheio de casas do fim do século XIX e começo do XX, a nota diz: "O charmoso casarão construído no início do século é decorado…". Do jeito que está escrito quer dizer o início do século corrente, o XXI, mas é claro que o casarão deve ter cem anos, é do início do século passado. Mais adiante, falando do concessionário do restaurante do importante Museu de Arte Moderna, a nota diz: "O Museu de Arte Moderna tem na adega 8 000 garrafas …". Nós achamos que quem tem as garrafas é o concessionário do restaurante, o museu se dedica a ter quadros. Uma outra nota, falando da pizzaria "Capricciosa", diz que "…pode-se optar por redondas com ou sem mussarela". Demoramos um pouco a deduzir que "redondas" deve ser um apelido para pizzas, não conhecíamos e preferíamos continuar não conhecendo…

Títulos estapafúrdios

1/6, Globo, pág. 48. Falando da bela tenista Maria Sharapova, o título é: "Sharapova: de musa a ‘vaca'". Lendo o texto, a gente fica sabendo que a tenista não gosta de jogar no piso de saibro, em que se realiza o atual campeonato, e teria dito que "Jogando no saibro, sinto-me como uma vaca no gelo…". Tudo bem que ela utilizou a comparação, mas nós achamos que isso não dá direito ao colunista de botar a vaca no título, sem explicação. Falta de respeito, mau gosto…

3/6, Globo, pág. 28. Sobre a missão da sonda enviada a Marte, o título é: "Instrumento pifado ameaça missão em Marte". Ninguém ensinou ao jovem jornalista que "pifado" é gíria, e ninguém, pelo jeito, revisou o que ele escreveu.

4/6, Veja Rio, pág. 36. "A receita é negar fogo", diz o título da seção de gastronomia. O subtítulo explica: existe uma moda de comer coisas cruas. Mas achamos o título bobo. No texto, o redator se refere a essa comida crua como "raw food", a tradução em inglês, e como "life food", que ele traduz erroneamente como "comida viva". Não, "comida viva" seria "live food", com "v". "Life food" pode ser traduzido como "comida da vida". Mais sobre essa revista ali em cima, na primeira parte.

5/6, Globo, pág. 2. Mais uma vez a seção de resumo das principais matérias. "Rivalidade marca início das finais do basquete americano". "É mesmo?… só contaram para ele…" dá vontade de dizer. Que tal um título: "Rivalidade marca o Fla-Flu na final do campeonato"?

 

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9 Opiniões

  1. Tacyana Viard disse:

    Adooorei!
    É preciso ficarmos atento a essas frases mesmo!

  2. Evandro Correia disse:

    Esses jornalistas são todos analfabetos!

  3. Débora Carvalho disse:

    Haha… Pior que não são os jornalistas que são analfabetos. As escolas e famílias que não ensinam a ler e escrever direito. Escrever mal não é problema só de jornalista. Nossos professores também não sabem, e, aliás, o brasileiro não sabe ler. São poucos os que percebem os erros citados nesta página. Sem falar na falta de atenção e revisão.

  4. Débora Costa disse:

    Adorei esse espaço aqui… muito bom para rir mas principalmente pra vermos os problemas sérios que a mídia comete diariamente. Como estudante de comunicação, é muito interessante observar essas graves falhas pra ficar em alerta também.

  5. Priscila Brulezzi disse:

    Pois é, como já se dizia nas faculdades, o mais importante é "saber" do que o diploma que o camarada carrega… é por isso que Relações Públicas ganham espaço, e jornalistas acabm em outros espaços no mercado… Enfim, críticas a parte, ter um site como esse serve de alerta (e piada!!!!) pra qualquer um!!

  6. Leandro Massoni disse:

    Educação é dever e princípio para toda a humanidade. Pena que alguns dos nossos políticos não saibam que essa tese existe. Mas sempre seguirei essa teoria, pois acredito em um Brasil melhor, e em uma sociedade menos "mal-criada", em termos sociais e de dignidade e respeito próprio!!!

    Abraços!!!

  7. Valéria Jordão disse:

    VIxe..opinar bem jornalista não opina..pelo menos é o ético…é tanta barbaridade nos veículos de comunicação que prefiro apenas contentar em ensinar a quem quer aprender, sou uma personalife..ensino de td um pouco, quem sabe se cada um fazer o que tem de melhor aos outros, conseguimos ter um mundinho menos ignorante!

  8. Vitor Lopes disse:

    Me deparei com a seguinte notícia no site da BBC/BRASIL; http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/06/080610_iraquebbcinvestigafn.shtml, Não sabia que a guerrano Iraque já tinha terminado…

  9. Leandro Massoni Ilhéu disse:

    Educação é prioridade, é dever do governo. Não apenas nisso como na situação ambiental, da saúde e da inclusão social.
    O Brasil precisa de nova reestruturação política, e fora robalheira!!!

    Abraços!!!

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26/5, Veja Online. Falando da morte do diretor de cinema Sidney Pollack, o texto diz: "Pollack teve vários prêmios e levou o Oscar de melhor diretor com Entre Dois Amores de 1985. Teve ainda três indicações à estatueta de melhor diretor, com os filmes Tootsie, Entre Dois Amores e Conduta de Risco". Espera aí, "Entre dois amores" ganhou ou foi apenas indicado? Veja aqui.

26/5, Valor, pág. B3. Numa coluna de notas curtas uma começa assim: "O quarto filem da série Indiana Jones está impulsionando as férias de verão dos EUA (que ocorrem no meio do ano)". Primeiro o erro de digitação, "filem" em vez de "filme". E o filme está impulsionando as férias, ou será que as férias estão levando os jovens ao cinema, impulsionando a bilheteria? E, finalmente, será que o redator precisa nos explicar que o verão no hemisfério norte é no meio do ano? Nós garantimos que já sabíamos.

26/5, Valor, pág. B8. Falando de uma empresa de capital alemão que tem uma subsidiária aqui, chamada Westfalia, que aparentemente fabrica centrífugas que vende à indústria alimentícia, o texto diz: "Grande fabricante de projetos de engenharia…". Ninguém "fabrica" projetos, entendemos que ela fornece máquinas para projetos, é bem diferente.

26/5, O Globo, pág. 13. Falando de balões que provocam incêndios ao cair, o subtítulo diz: "…o artefato pega fogo…". Mais adiante no texto: "Pelo menos cinco artefatos caíram…". Que história de "artefato" é essa? Será linguagem de corpo de bombeiros?

28/5, Isto É, capa, editorial na pág. 19 e matéria na pág. 28 e seguintes. Com a manchete de capa: "A Amazônia é nossa!" o subtítulo é: "Como e por que o Brasil deve reagir de imediato à nova pressão da comunidade internacional que quer tomar o controle do pulmão do planeta". Nós achamos esse assunto muito importante, tanto que temos publicado matérias e artigos sobre isso constantemente. Mas o tom da revista é exagerado e sensacionalista. O editorial diz: "O que está em jogo…no controle das reservas biológicas que vão salvar o planeta e reger o desenvolvimento global". Quanto exagero… Na matéria citam opiniões a favor de internacionalização de: Margaret Thatchce, de 1983; Al Gore, de 1989; François Mitterand, não dizem o ano mas ele já morreu há mais de dez anos; Michail Gorbachov e John Major, ambos de 1992. A opinião mais recente tem bem mais de dez anos. Perguntamos: O QUE É A "NOVA PRESSÃO" MENCIONADA NA CAPA? Sensacionalismo puro…

28/5, Isto É, não sabemos a página porque toda a parte final da revista não está numerada. Com o título "Aventura no Alasca", a matéria comenta um livro de uma brasileira que lá morou e agora lança o livro: "11 anos no Alasca". Mas o subtítulo fala em "…sua vida no Polo Norte. Espera aí, gente. O Alaska é um estado americano, fica ao lado do Canadá. O Polo Norte é lá em cima, a mais de mil quilômetros de distância. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

29/5, Valor, capa do caderno empresas. "O presidente-executivo da General Electric…" é o começo de uma notinha na coluna destaques. Lá dentro, na pág. B8, novamente uma nota se referindo a "presidentes executivos". Essa tradução de "CEO-Chief Executive Officer" é a pior possível. O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa defende "Principal-executivo". Nós preferiríamos "Executivo-chefe". Simplesmente "Presidente" também resolveria. O Valor, um ótimo jornal, precisava melhorar seus tradutores.

29/5, Valor, mesma capa do caderno Empresas, notinha logo abaixo. Falando do preço do petróleo, o texto diz: "…o preço da gasolina nas bombas dos EUA se aproximam…". Na nossa terra existe uma coisa chamada concordância, devia ser ou "preços …aproximam" ou "preço…aproxima".

 

Títulos estapafúrdios

26/5, Folha de SP, capa do caderno Cotidiano. Em matéria sobre a parada gay realizada em SP, que ocupa a página inteira, o título é: "Parada Gay perde em glitter e ganha em diversidade". "Glitter"? Fomos olhar no dicionário e isso quer dizer "brilho". Mas por que não escrever em português? Ou pelo menos pôr aspas…

26/5, Estadão Online. "Identificado gene que protege pessoas que bebem de câncer". Não seria melhor dizer: "…que protege de câncer pessoas que bebem"? Se não parece que eles "bebem câncer", brincadeira de mau gosto. Veja em:

http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid178068,0.htm

26/5, Globo, capa do Segundo Caderno. Falando da atriz brasileira que ganhou o prêmio em Cannes, o título é: "Gol em jogo de audácia". Entendemos o "gol", no sentido de vitória, embora achemos de gosto duvidoso usar uma metáfora de futebol em assunto cultural. Mas o "jogo de audácia" não deu para entender, lemos boa parte do texto e não achamos uma explicação.

30/5, Folha, pág. B5. "Serra deve vender 28% das ações da Cesp e reter só 51%. Se ele vende uma fatia menor e retém uma maior, que lhe dá absoluto controle dos votos, não achamos que faz sentido o "só". Seria melhor o contrário, "…vender só 28% e reter 51%".

31/5, Globo, pág. 39. A respeito das greves de pescadores de vários países da Europa protestando contra o aumento do preço dos combustíveis, o título é: "Pescadores europeus param por alta do diesel". Está ruim, parece que eles estão pedindo a alta…

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9 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Essa Isto É é uma revista bem sensacionalista, não vale nada.

  2. Benedito Lacerda disse:

    É impressionante o baixo nível da nossa imprensa. Será que esses jornais não podiam dar um pouco de treinamento aos jornalistas?

  3. Arlon Borges disse:

    Esse pessoal tinha de voltar para a escola aprender português.

  4. Platão Arantes disse:

    Achei esse site legal.
    Nele falta divulgar uma das maiores farsas da literatura mundial:
    http://plataopapillon.com.br/papillon/index.php?option=com_content&task=view&id=1&Itemid=1

  5. alexandre disse:

    E eu que quero tanto um emprego na imprensa…

  6. nic nilson disse:

    Nossa, é o q faltava na net. Um site ou blog q mostrasse os descalabros da mídia. Ainda nesta semana estudei um texto sobre a língua portuguesa. A conclusão é que ninguém leva a lígua pátria a sério, pois dizem que portugues não é uma "coisa" prática.
    Q bom q tem gente pensando grande!

  7. denis aragao disse:

    Muito bom o site. Já adicionei nos meus favoritos. Sucesso.

  8. Rubens disse:

    Muito Bom o site, já adicionei nos meus favoritos. Parabéns aos seus organizadores. Espetacular.

  9. batista disse:

    Se quisermos ser uma Nação forte e respeitável, devemos centralizar nossos esforços na Educação de qualidade, na ética,na moral,no patriotismo, na disciplina. O que se vê é o sistema educacional deficiente competindo com os excessos dos meios de comunicação com propagandas enganosas, sexo, drogas legalizadas, erotismo satisfazendo uma pequena parcela de indivíduos gananciosos, visando lucros a qualquer custo, leis imorais,deformando a Juventude. Os excessos quanto as drogas licitas,levando ao aumento da violência.dos acidentes de trânsito e doenças mentais. As libertinagens no horário dito como nobres,jornais e revistas,induzindo a promiscuidades; gravidez precoce; de que sexo é amor,se assim fosse, as prostitutas seriam as pessoas mais desejáveis e felizes do mundo.

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19/5, revista Época, capa. A matéria de capa volta ao assassinato da menina Isabella, assunto que já criticamos aqui. Nossa imprensa abusou do direito de ser sensacionalista e barata. A volta ao assunto já desgastado e sem novidades nos surpreendeu. Desta vez é a mãe, "Por dentro da mente e do mundo de Ana Carolina". Deixem essa pobre mãe em paz!

19/5, revista Época, pág. 13. O assunto é que a tenista número 1 do mundo, Justine Henin, decidiu aposentar-se aos 25 anos. A revista comenta que ela é uma das poucas que chegou ao topo sem ser alta, tem apenas 1,67m, o que é pouco no tênis. Além dela apenas uma, a americana Tracy Austin, tinha chegado ao topo sem ter 1,80m, ou quase. Errado: a grande Martina Hingis, que foi a número 1 lá por 1999, é mais baixa ainda.

19/5, mesma revista, pág. 16. O título é: "Colômbia: Como se livrar dos paramilitares". O texto diz: "Incomodou? Mande para os Estados Unidos". Dando a entender que a Colômbia simplesmente despacha para os EUA bandoleiros que a incomodavam. O fato é que eles eram procurados pela justiça americana por tráfico de drogas, sua extradição estava pedida pelos americanos há muito tempo, a revista dar a entender que a Colômbia simplesmente resolveu despachar os bandidos para lá não faz sentido.

19/5, Valor, capa do Caderno Empresas. Dizendo que a Vale vai implantar uma unidade em Omã, o jornal se refere à mesma como "… uma fábrica de pelotas de ferro…". "Fábrica" é onde se cria, fabrica, coisas, empelotar minério de ferro não é "fábrica", é "usina".

24/5, Globo, pág. 26. Falando da briga na Yahoo! sobre vender ou não para a Microsoft, o texto diz que a empresa adiou "…a reunião de acionistas…que iria eleger a diretoria". Muito mal traduzido: no Brasil essa reunião anual, obrigatória, se chama "Assembléia Geral". E a eleição é para membros do Conselho, que em inglês é "Board of directors", mas aqui é Conselho de Administração.

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19/5, Valor, capa. "Derretimento de geleiras abre rotas marítimas pelo Ártico". O que está derretendo é o gelo marítimo em volta do Pólo Norte, a chamada "calota polar". Isso não é geleira, que são acumulações de gelo em terra firme. Mais adiante diz que o derretimento está abrindo "…novas rotas marítimas no Pólo Norte…". Não, rapaz, o "Ártico" do título estava certo, o Pólo Norte é apenas um ponto, não a região.

20/5, Globo, capa do caderno Economia. A notícia era o consórcio que ganhou a disputa para construir a Usina de Jirau, no rio Madeira. O consórcio é liderado pela empresa franco-belga "Suez", e dele participam a brasileira "Camargo Corrêa" e duas estatais brasileiras. O título: "Energia à francesa". Bobo, a líder é também belga, e tem vários sócios nacionais. Pena o Globo ter aderido à moda de títulos "engraçadinhos"…

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2 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Realmente a exploração barata da tragédia da Isabella tem sido nojenta. Conheço vários casos de crianças que estão traumatizadas com isso. Eu costumo achar que a Isto É é a mais nojenta das nossas revistas semanais, mas a Época às vezes desce ao nível dela.

  2. Celso disse:

    Esses jornalistas estão cada dia piores. Ignorantes!!!

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11/5, Jornal do Brasil, capa do caderno Economia. Falando da Cia. Siderúrgica do Atlântico, que está sendo implantada no Rio, o texto diz que "…a produção será toda voltada para o mercado…". Interessante, nós pensávamos que toda empresa tinha sua produção voltada para o mercado… Lendo o texto, a gente percebe que eles queriam dizer "mercado externo", exportação.

13/5, Estadão, capa. Dizendo que o aeroporto de Congonhas recebeu novos equipamentos de controle de vôo, o redator confunde os equipamentos com a torre onde eles ficam, e diz: "A antiga torre […] será transferida para Jundiaí." Não é a torre, rapaz, são os equipamentos.

13/5, Estadão, pág. C3. Em matéria sobre o trem-bala entre São Paulo e Rio, o texto compara os tempos de viagem, e diz "…tempo […] gasto em uma viagem de avião, em média 90 minutos, incluindo o check-in". Espera aí, o check-in pode levar muito mais ou muito menos, depende da fila. E o tempo na sala de embarque? Esses 90 minutos são um chute bobo.

13/5, Portal Exame. O título era: "Lucro da TAM cai 95% para R$ 2,6 mi no 1º trimestre." Em seguida vinha: "O Ebitdar, geração de caixa antes do leasing de aviões, caiu…". Erro duplo: a sigla é EBITDA, a revista botou um "r" que não tem. E é geração de caixa antes de um monte de coisas: "Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization", ou seja, "Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização".  Leia aqui 

14/5, Estado, capa. O título é: "Metrôs de SP e Rio entre os mais caros do mundo". Ficamos surpreendidos e fomos ler. Não é nada disso. Em relação ao salário mínimo de cada país, os nossos são caros. Ou seja, o salário mínimo americano compra mais passagens de metrô lá do que o nosso aqui. Mas não é que nosso metrô seja caro, o salário mínimo é que é vergonhoso.

15/5, Folha Online. Nós demos uma matéria sobre uma doença que esta se espalhando na China que é chamada em inglês de "hand-foot-mouth disease", que achamos traduzida na internet como "doença mão-pé-boca". Acontece que existe uma doença chamada "febre aftosa" em português cujo nome em inglês é "foot and mouth disease", ou "doença pé e boca". Alguém na Folha não fez o dever de casa de pesquisar o assunto, e tratou a doença chinesa de "febre aftosa humana". Uma simples pesquisa na Internet revela que são doenças diferentes. Como se diz na minha terra, "o rapaz ouviu o galo cantar, mas não sabe onde". Leia aqui


Títulos estapafúrdios

16/5, Globo, capa do Segundo Caderno. Falando da grande soprano americana que ia cantar no Rio nessa noite, o título é: "Kathleen Battle em bom tom". "Tom", em música, tem um significado preciso, e não se aplica a elogiar um músico. A tentativa de fazer gracinha é boba.

16/5, Globo, pág. 2 do Segundo Caderno. Falando de um show de Caetano Veloso, o título é: "Travestis e 'transamba' na noite caetânica". Não conhecemos a palavra "transamba" mas o pior é a "noite caetânica", muito bobo.

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3 Opiniões

  1. Jonas disse:

    Essa da Folha sobre a febre aftosa foi ridícula!! Qualquer entrada no Wikipedia mostra quem as doenças são bem diferentes… ai, ai, ai.. santa ignorância!

  2. Umbelino Beltrão disse:

    Hj no Globo, no obituário, tem uma ótima também. Dá a notícia da morte de uma atriz, que nasceu em 1947 e morreu aos 56(?) anos. Se ela mente a idade, seria melhor o jornal não dar o ano de nascimento dela, não?

  3. Benedito Lacerda disse:

    Esses jornalistas estão cada vez mais analfabetos.

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5/5, Estado, pág. D2. Este colunista esteve de férias, longe dos jornais, durante três semanas. Ao voltar pegou o Estadão e foi logo para o caderno de Economia ver a coluna da Sonia Racy. Não tinha. Minutos mais tarde dando uma olhada no Caderno 2, demos de cara com a coluna, com o mesmo nome, "Direto da fonte", só que agora virou coluna social, imitando a da Folha, que também fica na pág. 2 do segundo caderno. Não temos dúvida de que a talentosa colunista saberá se adaptar ao novo formato, mas achamos pena o jornal achar que coluna social é mais importante do que a de economia e negócios. Para nós, cada vez que o Estadão imita a Folha, ele piora. Podiam imitar na eficiência de distribuição – a Folha chega muito mais cedo na casa do assinante.

5/5, Valor, capa. Comemorando seus oito anos o jornal veio com uma capa de anúncio do fato, por cima da primeira página. Um dos quatro quadrados anunciando diferentes áreas do jornal dizia que a nova revista "Valor investe" foi totalmente reformulada "…e passa a refletir a nova realidade do mercado…". Quer dizer que antes não refletia a realidade?

5/5, Folha, pág. B2. A coluna mercado aberto fala do lançamento de um novo modelo do celular BlackBerry "… na cor pink…". Na nossa terra a tradução de "pink" é cor-de-rosa.

5/5, Folha, capa. Falando do naufrágio de um barco de passageiros no Amazonas, em que tinham morrido muitas pessoas e desaparecido outras tantas, o texto termina dizendo que "…o barco foi apreendido, mas foi liberado sob responsabilidade do dono, que está entre os desaparecidos". Não entendemos como é que o dono pode assumir a responsabilidade se ele está desaparecido?!

7/5, Veja, capa. Na capa reproduzida aqui, a revista faz sensacionalismo com o incidente do jogador Ronaldo com travestis. Ronaldo foi campeão do mundo duas vezes, foi eleito melhor jogador do mundo em três diferentes anos, além de acumular todo tipo de campeonatos ganhos, de Minas Gerais a mundiais de clubes. Jogou brilhantemente até os 30 anos de idade, e sua carreira tende a acabar pelos 31 que tem agora mais osproblemas na perna. Ignorar tudo isso e dizer "O 'Fenômeno podia ser um Pelé, mas de escândalo em escândalo sua imagem se desfaz como a de Maradona" é baixo jornalismo.

7/5, Exame, pág. 130-132. O assunto é uma biografia do francês Georges Doriot, que emigrou para os Estados Unidos e teria se tornado o pioneiro do "venture capital", que a revista traduz como "capital de risco". A tradução é má, no sistema capitalista qualquer capital é de risco, por definição. "Venture capital" significa um investidor que investe em um projeto de terceiros, viabilizando as idéias de jovens empreendedores. Mas a má tradução não para aí, no texto diz que o "…imigrante chegou à América…". É uma pobreza imitarmos os americanos e chamarmos os EUA de "América". Em outro ponto fala que ele devia ser "referenciado" como J. P. Morgan, Rockefeller e outros. Eu acho que é "reverenciado", o tradutor escorregou. E mais além fala que ele fundou uma empresa que foi "…a primeira empresa pública de capital de risco do mundo." Que quer dizer "pública", aqui? Era do governo americano? Ou será que no original está "public", o que em português seria "de capital aberto"?

Títulos estapafúrdios

6/5, Jornal do Brasil, pág. A17. O assunto era o "grau de investimento" dado ao Brasil pela empresa de "rating" Standard & Poor's. O título: "Com risco menor, crédito deve cair". Não entendemos. Para nós, com risco menor a oferta de crédito pelos bancos deveria aumentar. Fomos ler o texto e o que eles queriam dizer é que as taxas de juros devem cair, com o que concordamos. Mas não é o que está no título.

8/5, Portal Estadão. "STJ ordena que Gol pague dívidas trabalhistas da Varig"
A informação correta era exatamente o contrário, o juiz isentou a Gol de pagar, e estava no texto da matéria. Mais um caso de título que parece que foi escrito por alguém que não leu a matéria.

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2 Opiniões

  1. Arlon Borges disse:

    Essa da Veja com Ronaldo realmente foi nojenta.

  2. Benedito Lacerda disse:

    Fico impressionado com o baixo nível da nossa imprensa — não temos um só jornal de qualidade.

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23/4, Veja Online. A matéria "alimentação da mãe pode definir o sexo do bebê" explica os resultados de uma pesquisa feita na Inglaterra que concluiu que uma mulher que tenha uma dieta equilibrada tem mais chances de ter um filho homem. "Daquelas que ingeriam mais calorias durante a gestação, 56% deram à luz filhos homens…" Errado. O sexo do bebê é determinado na concepção e não durante a gravidez, ou seja, uma alimentação balanceada durante o período de concepção pode ajudar a definir o sexo do indivíduo e não depois. E a universidade inglesa que realizou a pesquisa se chama Exeter e não "Exter", como está escrito. Veja aqui.

23/4, Opinião e Notícia. Nós reproduzimos a matéria acima, da Veja, com erro e tudo, e assim ficou durante várias horas, até nos darmos conta do erro.

24/4, Estadão Online. Em matéria intitulada "Juiz manda PF investigar ‘quadrilha' da VarigLog", o jornalista relatou que "no documento, o juiz Magano diz que encontrou, em meio ao processo de briga societária da VarigLog, provas que apontam para a prática de crimes civil e criminal". Se a palavra "crimes" está no plural, isso significa que o substantivo se aplica tanto para "civil" quanto para "criminal". O que seria um crime criminal, afinal de contas? Juridicamente, o certo seria usar o termo "ilícito civil e criminal". Veja aqui.

24/4, BBC Brasil.com. "Uma pesquisa feita com 11 mil adolescentes britânicos revelou que mais de um terço dos jovens (27%) sentem-se deprimidos com freqüência." Até onde sabemos, mais de um terço seria acima de 33%. Veja aqui.

 

Títulos estapafúrdios:

Revista Veja23/4, Veja, capa. "Para a policia, não há mais dúvidas sobre a morte de Isabella: Foram eles". Achamos que a revista Veja não tem o direito de dar como encerrado o caso de Isabela Nardoni, já que a polícia ainda não tem absoluta certeza dos autores do crime, embora muitos indícios levem a crer que se trate de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Além disso, mais uma vez, queremos protestar contra esse sensacionalismo barato. A Veja, principal revista semanal do país, tem uma responsabilidade de manter um nível decente de cobertura dos fatos, o que nos parece que não aconteceu aqui.

24/4, Folha, capa. A foto ao lado, dos ex-presidentes FernandoFolha de São Paulo Henrique Cardoso, Fernando Collor, José Sarney e do ministro Tarso Genro na posse do novo presidente do STF, trazia o seguinte subtítulo: "Cada cabeça uma sentença". Achamos de péssimo gosto a piada que o editor quis fazer com os personagens da foto, que estão de cabeça baixa no momento do click, como se estivessem sendo julgados.

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2 Opiniões

  1. Camilo Terras disse:

    Eu gosto de ver que quando vocês dizem besteiras também se acusam, não acusam só as dos outros.

  2. Evandro Correia disse:

    A Veja baixou o nível. Espero que não seja permanente, que não se torne mais uma "Isto é".

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13/4, Folha de S P, capa. A principal foto da capa de domingo era da cantora Ana Carolina. A legenda da foto dizia: "Ícone gay, cantora ANA CAROLINA diz que agora quer namorar um homem". Não entendemos qual é a notícia que mereça o principal destaque da capa do jornal.

14/4, Portal Estadão. "A GP Investimentos está para anunciar a compra da goiana Leitbom, um dos maiores laticínios do País." De acordo com o Aurélio, "laticínio" é qualquer produto derivado do leite, não é a empresa que o produz. Veja aqui.

14.4, Portal BBC Brasil. Falando dos esforços da China para reduzir a poluição em Pequim durante as Olimpíadas, o texto diz que durante os jogos: "…as empresas produtoras de cimento terão que paralizar as atividades." Nosso Aurélio diz que "paralisar" se escreve com "s" e não com "z". Veja aqui.

16/4, Veja, pág. 64. O assunto é a tentativa do PT de dar um terceiro mandato a Lula. A matéria fala de ditadores que eternizaram no poder, citando Hitler, Mugabe e Hugo Chávez, entre outros. Sobre o Brasil, cita o quinto ano conseguido por Sarney, e o segundo mandato conseguido por Fernando Henrique. E com uma foto de Getúlio Vargas, a legenda diz: "Vargas foi o presidente que ficou mais tempo seguido no poder: quinze anos". Espera aí, dona Veja, Vargas foi um ditador, presidente é outra coisa…

Títulos estapafúrdios

6/4. Globo, pág. 43. Falando da existência de ditaduras de longa duração em muitos países africanos, o título é: "Ditaduras contemporâneas castigam a África." Não entendemos o "contemporâneas". Se elas estão lá, são contemporâneas, tudo que acontece no nosso tempo é, por definição, contemporâneo .

9/4, Globo. "Justiça manda interditar rodovia que liga Triângulo Mineiro à Goiás", este 'a', como é apenas preposição, não tem crase.

14/4, Folha, capa. Falando do caso do assassinato da menina Isabella, sobre o qual a mídia tem dado uma cobertura excessiva e sensacionalista (ver artigo aqui), a foto de bom tamanho mostra o pai e a madrasta da criança saindo da casa do pai do marido para ir ver seus filhos. Em primeiro lugar, achamos essa invasão de privacidade do casal um absurdo. Em segundo, o título é idiota: "Saída de emergência".

14/4, Valor, capa do caderno "Empresas". O assunto é que os setores de mineração, bancos e siderurgia tiveram excelentes resultados em 2007. O título: "Mineração, bancos e siderurgia navegam em rentabilidade". Bobo…

14/4, revista Época, pág. 99. Falando do Dalai-Lama, líder do povo tibetano, o título é: "A encruzilhada do Dalai". O redator se permite dar uma abreviação ao título do líder religioso, sem levar em conta que: 1. Ele não tem intimidade para isso. 2. É o título do cargo que ele ocupa, não um nome próprio, é como se abreviássemos o título de "Primeiro ministro" para "Primeiro". Desrespeitoso e ignorante.

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1 Opinião

  1. Evandro Correia disse:

    Esses jornalistas são todos uns analfabetos.

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13/4, Folha de SP, capa. A principal foto da capa de domingo era de uma cantora chamada Ana Carolina. A legenda da foto dizia: "Ícone gay, cantora ANA CAROLINA diz que agora quer namorar um homem". Não entendemos qual é a notícia que mereça o principal destaque da capa do jornal.

14/4, Portal Estadão.
"A GP Investimentos está para anunciar a compra da goiana Leitbom, um dos maiores laticínios do País." De acordo com o Aurélio, "laticínio" é qualquer produto derivado do leite, não é a empresa que o produz. Veja aqui.

14/4, BBC Brasil. Falando dos esforços da China para reduzir a poluição em Pequim durante as Olimpíadas, o texto diz que durante os jogos: "…as empresas produtoras de cimento terão que paralizar as atividades." Nosso Aurélio diz que "paralisar" se escreve com "s" e não com "z". Veja aqui.

16/4, Veja, pág. 64. O assunto é a tentativa do PT de dar um terceiro mandato a Lula. A matéria fala de ditadores que eternizaram no poder, citando Hitler, Mugabe e Hugo Chávez, entre outros. Sobre o Brasil, cita o quinto ano conseguido por Sarney, e o segundo mandato conseguido por Fernando Henrique. E com uma foto de Getúlio Vargas, a legenda diz: "Vargas foi o presidente que ficou mais tempo seguindo no poder: quinze anos". Espera aí, dona Veja, Vargas foi um ditador, presidente é outra coisa…

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6/4. Globo, pág. 43. Falando da existência de ditaduras de longa duração em muitos países africanos, o título é: "Ditaduras contemporâneas castigam a África." Não entendemos o "contemporâneas". Se elas estão lá, são contemporâneas, tudo que acontece no nosso tempo é, por definição, contemporâneo .

14/4, Folha, capa. Falando do caso do assassinato da menina Isabella, sobre o qual a mídia tem dado uma cobertura excessiva e sensacionalista (veja aqui), a foto de bom tamanho mostra o pai e a madrasta da criança saindo da casa do pai do marido par ir ver seus filhos. Em primeiro lugar, achamos essa invasão de privacidade do casal um absurdo. Em segundo, o título é idiota: "Saída de emergência".

14/4, Valor, capa do caderno "Empresas". O assunto é que os setores de mineração, bancos e siderurgia tiveram excelentes resultados em 2007. O título: "Mineração, bancos e siderurgia navegam em rentabilidade". Bobo…

14/4, revista Época, pág. 99. Falando do Dalai-Lama, líder do povo tibetano, o título é: "A encruzilhada do Dalai". O redator se permite dar uma abreviação ao título do líder religioso, sem levar em conta que: 1. Ele não tem intimidade para isso. 2. É o título do cargo que ele ocupa, não um nome próprio, é como se abreviássemos o título de "Primeiro ministro" para "Primeiro". Desrespeitoso e ignorante.

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08/04, O Globo, pág.14. Gostaríamos de congratular a jornalista Miriam Leitão pelo artigo intitulado "Farra da reparação", em que criticou as recentes indenizações pagas pela Comissão de Anistia para alguns colegas de profissão em detrimento de outras pessoas, que foram tão (ou mais) perseguidas pela ditadura militar. A colunista mostrou coragem ao denunciar a falta de critério usada pela Comissão, que agraciou, entre outros, os cartunistas Jaguar e Ziraldo com reparações milionárias.O Globo

Palmas, também, para o cartunista Chico Caruso, por esta excelente charge publicada pelo mesmo jornal O Globo, em 11/04. Mais uma vez, outra figura pública mostra ter bom-senso e coragem.

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3 Opiniões

  1. Dorival Silva disse:

    Realmente esses dois são duas ilhas de competência num mar de mediocridade.

  2. Evandro Correia disse:

    Concordo com os elogios a esses dois, mas gosto mais quando vocês denunciam o analfabetismo reinante nas redações.

  3. Benedito Lacerda disse:

    Vocês acertaram em cheio, pegaram a melhor colunista e o melhor chargista do Brasil. Pena que eles trabalhem num jornal tão medíocre…

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30/3, Jornal do Brasil, capa. Com o título "McCain flertou com partido rival", o JB conta que o candidato americano tentou mudar de partido. Acontece que a notícia era velha, nós tínhamos dado cinco dias antes, em 25/3. Veja em:
http://www.opiniaoenoticia.com.br/?p=15342

31/3, revista Época, pág. 14-15. A revista dedica duas páginas inteiras a divulgar personagens do "Big Brother Brasil", programa exibido pela TV Globo, que pertence às Organizações Globo assim como a revista Época. Achamos isso mau jornalismo, não tinha novidade alguma, não é notícia.

31/3, mesma revista, pág. 19. O assunto é uma igreja em Alagoas que foi atacada por vândalos. A foto mostra imagens religiosas que foram quebradas e deixadas de cabeça para baixo. O texto, para informar isso, diz que elas foram deixadas "…de ponta-cabeça". Estranhamos essa expressão, que nos parece excessivamente coloquial.

3 /4, Valor, pág. B6. Numa entrevista com o dono da Editora Rocco o texto menciona a expressão inglesa "coffee table books" e traduz como "livros patrocinados por empresas". Nada disso, "coffee table" é uma mesa baixa que geralmente fica em frente a um sofá ou grupo de poltronas e é útil para servir café ou outras bebidas. É comum se colocar nelas livros bonitos, ilustrados, para enfeitar. Esses são os "coffee table books", sejam patrocinados ou não.

 

Títulos estapafúrdios

30/3, Jornal do Brasil, capa. Com uma bela foto da atriz Luana Piovani, divulgando a Revista de Domingo, a legenda da foto é: "Luana crescente", uma brincadeirinha entre o fato de a carreira dela estar em ascensão e a lua crescente. Achamos bobo.

31/3, Globo, capa do caderno Esportes. A respeito do América Futebol Clube, do Rio, que está ameaçado de cair para a segunda divisão, o título é: "S.O.S. em alto mar". Não entendemos nada e fomos olhar a chamada logo abaixo. A única explicação possível é que "O América tem fama de nadar e morrer na praia." Mas o que tem o alto-mar a ver com isso?

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3 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    O nível da nossa imprensa está cada vez pior.

  2. Roberto disse:

    Realmente há certos deslizes aí… É bom saber desses errinhos porque um dia eu serei jornalista e já é algo mais.

    Parabéns pelo site.

  3. Markut disse:

    O que há de preocupante nisso tudo é a dificuldade de harmonizar faturamento,à custa de manchetes mediocres, e o bom jornalismo que, convenhamos, não existiria,se não houvesse o lucro.

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25,3, Valor, pág. A20. Em matéria sobre pequenas cidades pelo interior do país que conseguem ter escolas de alta qualidade, tem uma frase que não faz sentido, faltou alguma coisa: "O município instalou banheiros nas escolas onde eles não existiam tenta fazer pequenas bibliotecas".

26/3, revista Istoé, capa e pág. internas. Como podemos ver na reprodução ao lado, a matéria é sobre "Terapia de vidas passadas". Tínhamos a impressão de que isso era pura charlatanice, e confirmamos a suposição com alguns conhecidos que entendem do assunto. Mas a revista, em matéria que ocupa seis páginas inteiras, dedica-as quase integralmente a elogiar de modo sensacionalista os verdadeiros milagres que essa terapia faria. Quase no fim, em apenas três parágrafos, ela dá a opinião de dois especialistas que informam que não é para acreditar. Mas a capa, os títulos e as fotos levam o leitor crédulo a acreditar nessas bobagens. Mau jornalismo, serve só para vender nas bancas.

27/3, Folha de S. P., capa. As fotos que podemos ver aqui ao lado, da presidente da CPI dos cartões, e da ministra Dilma Roussef, são grotescas. A deputada tomando sorvete e a ministra que põe uma caneta na boca para ficar com as mãos livres para bater palmas. As fotos não representam os fatos da notícia, são um exemplo da infantilidade de querer fazer piadas desrespeitosas usando fotos. Jornalismo pobre…

27/3, Valor, capa. Em matéria que diz que a Petrobras vai fazer encomendas de R$ 10 bilhões em navios, o texto começa: "A indústria naval offshore brasileira vive momento de expectativa". "Offshore" quer dizer "no mar", em oposição a "onshore", que quer dizer "em terra firme". "Indústria naval offshore" é redundância, se não fosse "offshore" os navios teriam de navegar em terra firme.

28/3, Folha de S. P., capa. Em matéria em que a prefeitura de São Paulo diz que o trânsito da cidade está tendo engarrafamentos sérios porque teria gente sabotando propositalmente, o texto termina: "Para especialistas, a hipótese de sabotagem ao trânsito é pouco factível". Nós achamos que não cabe "factível" aqui, talvez o autor quisesse dizer "plausível"?

29/3, Globo, capa do caderno "Prosa e verso". A respeito de um livro do mexicano Carlos Fuentes, cujo assunto são os protestos estudantis de 1968, a legenda da foto diz: "Repressão policial…: o genocídio de estudantes…". Genocídio, não, minha gente. Antes de escrever fomos confirmar no Aurélio. Genocídio é a tentativa de destruir todo um povo, aquilo que Hitler tentou com os judeus. Aqui pode caber "matança", ou "massacre", mas "genocídio" não. A gente pode compreender a existência de jovens ignorantes começando a profissão, mas não entendemos não ter alguém mais velho revisando o que eles fazem.

Títulos estapafúrdios

26/3, IstoÉ, pág. 20. A respeito dos problemas no Tibete, amplamente noticiados, o título é "Guerra na terra de Buda". Em primeiro lugar, "guerra" é exagero. Mas, principalmente, Buda não nasceu lá, reza a lenda que ele nasceu num país vizinho, o Nepal, que seria parte da Índia na época. E o budismo espalhou-se por grande parte da Ásia, "terra de Buda" não faz sentido.

26/3, IstoÉ, pág. 78. A respeito da morte de Valentim Diniz, fundador da cadeia de supermercados "Pão de açúcar", o título é: "O inventor do supermercado". Para que falar bobagem? A invenção é americana, ele foi um dos que copiou aqui.

26/3, IstoÉ, pág. 80. A respeito de robôs que o exército americano está desenvolvendo para substituir soldados, tem um cujo nome em inglês é "BigDog", o que quer dizer "Cachorro grande". Pois não é que o subtítulo da matéria chama o bicho de "mula-sem-cabeça"?

28/3, Globo, capa. Em matéria sobre a empresa aérea que um americano pretende criar aqui, o título é: "País tem nova empresa aérea, com 36 aviões". Fomos lá dentro ler o texto e não é bem assim. O homem diz que vai criar a empresa, diz que encomendou 36 aviões, diz que vai operar no próximo ano. Por enquanto o país não tem nada de novo.

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9 Opiniões

  1. Tati disse:

    Noooosssaaa, mula-sem-cabeça ganhou de todas disparado!!!

  2. Benedito Lacerda disse:

    Essas redações são um oceano de analfabetos com algumas poucas pequenas ilhas de pessoas instruídas. E essas instruídas estão envelhecendo e se aposentando e não estão sendo substituídas por outras.

  3. Chicomaria Arouet disse:

    Essa do "genocídio" traz o DNA do PT. Essa palavra é troco miúdo na boca desses religiosos de mau caráter, que querem se passar por vítimas eternamente trucidadas quando, na verdade, ao chegarem ao poder, são eles os algozes.

  4. Evandro Correia disse:

    A IstoÉ é uma revistinha vagabunda, mau caráter.

  5. Anônimo disse:

    Não há edição de jornal, sobretudo dos grandes jornais do Rio e São Paulo, que resista à mais rasa análise de conteúdo. Fica patente a primariedade dos profissionais, que, se tanto, leram um ou dois livros na vida. Pessoas absolutamente incultas se põem a escrever e, pior, deixar vazar seus (pre)conceitos, sobre assuntos e fatos que desconhecem. Só posso atribuir isso 1) ao estamento social que fornece a mão-de-obra mal qualificada que vai povoar os cargos inferiores das redações e que se satisfazem com cursos de jornalismo idiotas e ministrados, por sua vez, por profissionais frustrados e igualmente despreparados; 2) ao “plano de carreira” que se aplica a 99,9% da massa dos formandos em jornalismo: a imensa massa dos que entram morrerá com salários que não passarão de 4 a 6 mil reais, o que, para gente com curso superior, é ridículo. Isso só serve para os mais medíocres entre os medíocres. E, finalmente, 3) à lei de cunho fascista que torna o Brasil, senão o único, um dos únicos a regulamentar a "profissão" dejornalista, que passou a ser exercida apenas pelos que concluem as tais "faculdades" de comunicação, seja lá o que isso signifique. Ora, jornalismo não é profissão, é atividade. É aatividade de diversos profissionais ou não profissionais que atuam nos mais variados campos do conhecimento. É a atividade dos que têm a capacidade de observar, recolher e relatar. É a soma de inúmeros saberes específicos, inclusive o saber genérico, a chamada "cultura geral", adquirida por gente que não "estudou" isso ou aquilo, mas flanou inteligentemente pelos saberes; finalmente, é a atividade daquelas raras pessoas que merecem terseus nomes citados por terem o que dizer, quer gostemos ou não do que digam. Qual a opinião do leitor para melhorar a qualidade dojornalismo que se pratica entre nós?

  6. Dorival Silva disse:

    Concordo completamente com o leitor "anônimo". Tanto sobre o baixo nível cultural quanto sobre a lei absurda. Os jornais só melhorariam se seus donos tivessem interesse nisso, achassem que qualidade é importante. Na minha experiência de muitas décadas entre S. P. e Rio só vi uma preocupação com qualidade: no Estadão, quando o saudoso Júlio Mesquita Filho ainda vivia. Fora isso, nada, só a preocupação com vender mais jornais, ou revistas. Dizem que a revista "Senhor" foi uma ilha de qualidade, não me lembro, mas de qualquer forma durou pouco. Para compensar esta nossa mídia, leio semanalmente e inglesa "Economist", uma qualidade exemplar.

  7. Arlon Borges disse:

    Eu diria que o Jornal do Brasil dos tempos da Condessa Pereira Carneiro tinha qualidade. Quando o genro, Nascimento Brito, assumiu, começou a decadência que foi completada com os atuais donos.

  8. Chicomaria Arouet disse:

    Lembro perfeitamente de um energúmeno que, no último episódio de suspeita – faço questão de ressaltar que se tratava de suspeita – de adulteração de leite traduziu, para o jornal nacional, "sodium citrate" como "soda cáustica". Pergunto: que fundamentos legais dão a este analfabeto – e aos que o contratam – o direito de lançar o pânico sobre milhões de pessoas?

    Acho que o direito de informar é o que sustenta o que há de melhor no mundo civilizado. Mas deve haver a obrigação de os profissionais da informação sustentarem o que escrevem.

    Se, por exemplo, querem tratar a Igreja Universal como "seita" comandada por padres dinheiristas cobradores de dízimos, deveriam informar também que a fúria ética que os move é açulada pelo crescimento da rede de televisão da Universal, hoje a segunda do País, que lhes rouba preciosos pontos do ibope e generosas verbas dos anunciantes. Também não custaria dizer que TODAS as religiões, todas, sem exceção, são dinheiristas e vendem lugares marcados ao lado de deus pai.

    Já que são éticos, os veículos poderiam fazer um infográfico (infográfico = informação para quem não saber ler) com uma tabela de preços de cada religião, mostrando o que cobram, o que oferecem, como é o céu e o inferno de cada uma, temperaturas, amenidades, requisitos para a associação, penalidades para rescisão contratual (os muçulmanos mandam matar, os cristãos também mandavam, mas atualmente não podem mais usar o braço secular) etc etc etc. Brincadeira à parte, isso seria um jornalismo mais ético e responsável, dando espaço para as comparações, para o contraditório e, sobretudo, para passar a percepção de que o que se procura, mesmo que com falhas, é o fato, a informação.

  9. Ana Maria de Jesus Ribeiro disse:

    Foi bom o leitor Arouet lembrar deste caso do leite. Em que pé ficou o inquérito? Chegou-se a alguma conclusão? Alguém saberia me dizer?

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19/3, Valor, pág. B2. Numa entrevista com uma pessoa o texto diz: "…acreditam Antoninho Trevisan". Se ele é uma pessoa só, o correto é "acredita".

19/3, Valor, pág. B7. Falando sobre o futuro presidente da Usiminas (ver também título estapafúrdio abaixo) o texto diz que a pessoa dirige a área de "…aços laminados à quente". A crase está errada, não tem.

20/3, Valor, pág. B2. Falando da rivalidade entre os fabricantes de aviões Embraer e Bombardier, o texto diz que uma pequena empresa aérea nacional chamada Trip está "…negociando a compra de jatos…produzidos da canadense Bombardier". Nós achamos que é "produzidos pela…", não "produzidos da…".

21/3, Portal G1. Sobre dois jornalistas russos assassinados, notícia que também estamos dando nesta data, o sub-título diz: "Gadji Abachilov foi morto dentro de seu veículo em Majtchkala.
Pervyi Kanal foi encontrado estrangulado com um cinto na em sua casa, em Moscou." Parece que Pervyi Kanal foi estrangulado. Mas lendo o texto a gente vê que o estrangulado se chama Ilyas Shurpaiev. Pervyi Kanal é o nome do canal de TV para o qual ele trabalhava.


Títulos estapafúrdios

19/3, Valor, pág. B7. Na mesma notícia comentada acima sobre a Usiminas, o título é "Executivo do grupo Vallourec é novo presidente da Usiminas". Não é fato, ele vai assumir em maio, como diz o texto, portanto ainda não é.

20/3, Valor, capa. Em matéria, traduzida do Wall Street Journal, comentando a crise imobiliária nos Estados Unidos, o texto original acaba dizendo que comprar imóveis lá tinha sido "…as american as apple pie", ou "…tão americano quanto torta de maçã", uma expressão popular americana. Mas nós achamos que o título que deram em português, "Tão popular quanto torta de maçã" não faz sentido, a expressão não é conhecida aqui, não diz nada.

21/3, Folha, capa. A principal foto da capa é do engarrafamento dos carros saindo de São Paulo para o feriado. A legenda: "Procissão de feriado". Mais um exemplo da infantilidade de querer fazer gracinha com os títulos.

22/3, Jornal do Brasil, pág. A11. "Jejum de sol para aproveitar a Páscoa". Como fez sol na véspera, não entendemos e fomos ler. O assunto é que os cariocas teriam deixado de ir à praia na sexta-feira santa para ir comprar ovos de Páscoa. Mas nós vimos a  praia cheia…e de qualquer forma comprar ovos não é uma coisa tão demorada que impeça alguém de ir à praia.

 22/3, Globo, capa. "EUA espionam passaportes de candidatos". O que houve na verdade foi funcionários fazendo isso, e sendo punidos. Do jeito que está escrito parece que é o governo espionando, induz o leitor a entender errado.

Nota: fomos reler a coluna e ficamos impressionados com a predominância de notas sobre o jornal Valor. "Será que estamos discriminando contra ele?", nos perguntamos. Achamos que não. "Será que nesta semana só lemos o Valor?". Não, lemos todos os jornais de sempre. Nós que já dissemos aqui, mais de uma vez, que o Valor era o melhor jornal do país, estamos sentindo uma deterioração de qualidade. É pena…

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3 Opiniões

  1. Dorival Silva disse:

    Realmente o Valor não é mais o mesmo. Sucumbiu ao barateamento de seus donos, Folha e Globo.

  2. Antonio Campos Monteiro Neto disse:

    Atentem para a quantidade de "vítimas fatais" em manchetes dos principais jornais do nosso país.
    Fatal é aquilo que mata. Se alguém é vítima, não pode matar; é antes vítima da fatalidade.

  3. Rodney Taboada disse:

    A tarefa dessa coluna é tão sem sentido quanto a de secar gelo.Aquantidade de erros e absurdos na midia brasileira é detal monta que torna-se impossivel uma critica construtiva. Só nos resta um atitude de critica destrutiva ou seja "parem de comprar e/ou assinar jornais e similares" quem sabe assim morrendo de inanição sobrevivam só os melhores jornalistas, e aí a "espécie renovada cresceria com outra qualidade"

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7/3, Globo, pág. 31. A respeito de um atropelador que matou algumas pessoas, a matéria inicialmente diz que: "…o motorista atropelador… foi preso por policiais militares…". Mais adiante diz: "O atropelador fugiu e ainda não foi identificado pela polícia." Como é, prenderam ou ele fugiu?

12/3, Globo, capa do caderno Economia. Falando sobre as Lojas Renner, a matéria diz que elas serão "…a segunda maior rede de lojas de departamentos de vestuário do país". Para nós, e confirmamos no dicionário, loja de departamentos é aquele tipo que vende de tudo, móveis, eletrodomésticos, roupas, etc. Se vende só roupa não é "de departamento".

12/3, Valor, capa. Falando de problemas energéticos na Bolívia, o jornalista diz que o país vai adotar lâmpadas "florescentes". Nós conhecemos lâmpadas "fluorescentes", esse outro tipo não.

Títulos estapafúrdios

12/3, Jornal do Brasil, capa. Falando que o celular já pode ser usado para comprar e *vender ações na Bolsa, o título é: "Cresce jogo na Bolsa por celular". Não, rapaz, comprar ações na Bolsa não é jogo, é investimento.

14/3, Folha de S P, capa. Com a foto de Condoleezza Rice chegando na Bahia, apertando a mão de alguém, atrás tem uma baiana em seu traje típico. A legenda: "No tabuleiro da americana" é de uma idiotice sem fim. Uma brincadeira com a música "No tabuleiro da baiana", mas o que tem Condoleezza a ver com isso?

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1 Opinião

  1. Evandro Correia disse:

    O nível de nossos jornais está cada vez mais baixo.

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6/3, Valor, pág. B10. Esta poderia estar ali embaixo nos "Títulos estapafúrdios", mas preferimos botá-la aqui. "‘Cápsula do tempo' da Apple facilita becapes e funciona com Vista". Juramos que demoramos algum tempo até perceber que "becape" é "back-up". Foi lendo o texto, que repete o uso desse neologismo, que deu para entender. Achamos essa criação de uma nova palavra uma coisa idiota. Se não querem usar uma palavra estrangeira, usem "cópia", "cópia de segurança", ou outras, não essa coisa sem sentido "becape".

6/3, Estado, capa do Caderno 2. A matéria "Os tons de Milton" é sobre um novo CD de Milton Nascimento, gravado com o Trio Jobim, do qual fazem parte Paulo Jobim e Daniel Jobim, respectivamente filho e neto do grande Tom Jobim. O texto é cheio de bobagens: "Em 1958, um trio de músicos já reconhecidos no Brasil passou meses tentando gravar uma nova canção." Em continuação o texto diz que afinal o diretor de uma gravadora emprestou uma sala de estúdio, e o tal trio pode gravar "Chega de saudade". O trio seria composto de Tom Jobim, Vinícius de Moraes e João Gilberto. "Nascia a bossa nova". Quer dizer que "Chega de saudade", o grande clássico que lançou a Bossa Nova, foi gravado pelo cantor, pelo compositor Jobim e pelo letrista Vinícius? O que será que este último fazia no estúdio? E quem será que tocava a flauta que dá o solo inicial, ou a bateria? Seria Vinícius? Quanta baboseira! A canção foi gravada com músicos profissionais, talvez Tom estivesse no piano, mas Vinícius não tocava nada. E a frase "…um trio de músicos já reconhecidos no Brasil…" é idiota. Vinícius não era músico, João era um completo desconhecido.

Jornal do Brasil5/3, Jornal do Brasil, capa. A foto principal da capa, reproduzida aqui ao lado, não tem qualquer relação com notícia do jornal. Só com sua legenda: "Beleza e irregularidade – o Rio de sempre". Supomos que beleza seria o traseiro feminino mostrado na foto, e a irregularidade o cachorro na praia. Nossa equipe, unânime, achou o bumbum gorducho e feio, e o fato de essa ser a principal foto da capa uma coisa de mau gosto.

Títulos estapafúrdios

4/3, Estado, capa. "Num lance, Porsche leva Volks e Scania". Nada disso. Os fatos são: 1. A Volkswagen adquiriu o controle da Scania. 2. O conselho da Porsche autorizou seus executivos a comprarem o controle da Volks, mas isso ainda não aconteceu. Ou seja, não tem um lance, tem dois, e o segundo ainda está por ocorrer. Lá dentro, na pág. B14, mais um título errado: "Porsche cria império com Volks e Scania". Lendo o texto, os fatos estão ditos corretamente, parece que a pessoa que escreve os títulos não leu a matéria.

4/3, Valor, pág. C10. "Bradesco Seguros paga R$ 14 bilhões em sinistros". Não é isso, minha gente. "Sinistro", no ramo de seguros, é o acidente, o incêndio, seja o que for que leva a empresa de seguros a pagar. O que ela paga se chama "prêmio", que é a palavra que devia estar no título.

5/3, Portal Exame. Nós achamos extremamente bobo esse título: "Com mais açúcar" para dizer que o lucro do Pão de Açúcar aumentou:
"VAREJO
Com mais açúcar
Lucro do Pão de Açúcar mais do que dobra em 2007 e soma R$ 211 milhões."

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4 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Realmente esses jornalistas são todos uns idiotas.

  2. Dorival Silva disse:

    A gente nota uma deterioração da qualidade do Estadão e do Valor.

  3. Camilo Terras disse:

    Realmente o Jornal do Brasil está virando um jornalzinho de segunda…

  4. Amazonino Rondon disse:

    Por que vocês só falam em jornais de SP e Rio? Existem jornais importantes no resto do país.

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Crítica

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25/2, Valor, pág. D6. Falando sobre executivos aposentados que trabalham em Conselhos de empresas, o texto diz que um entrevistado declarou que: "…hoje trabalho cerca de duas mil horas por mês…". Dividimos 2 mil por 30 dias e chegamos a 66 horas por dia, o que não é possível. É claro que ele disse 2 mil por ano, e a repórter se confundiu. Falta de atenção e de revisão.

26/2, Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Globo, J B, capa de todos. Nós, nesse dia, demos como manchete que o ex-ministro Marcílio Marques Moreira, figura de reputação acima de qualquer dúvida, pediu demissão da presidência da Comissão de Ética Pública da Presidência por não aceitar que Lula não demita o ministro do trabalho, Carlos Lupi, contra a recomendação da Comissão. O assunto aqui é que Folha, Estadão e J B ignoraram essa notícia, pelo menos na capa, e o Globo a deu de passagem em matéria sobre outro assunto. Achamos os critérios desses jornais incompreensíveis.

26/2, Valor, pág. A10. Falando do mesmo assunto acima, Lupi X Comissão de Ética, o texto fala de Carlos Lupi e do PDT como "…partido que é presidente nacional." Nós achamos que devia ser "…partido do qual é presidente nacional."

26/2, Valor, pág. C8. Falando da empresa de seguros Icatu Hartford, o texto começa com: "A Icatu Hartford…". O parágrafo seguinte começa com: "Maria Silvia Bastos Marques, presidente do Icatu…". É claro que está errado, é da Icatu.

27/2, Isto É, capa. A foto ao lado é a capa da revista. Nossa equipe, por unanimidade, a achou indecente e de mau gosto.

27/2, a mesma revista. Começamos a virar as páginas, procurando o índice, e não chegava nunca. Afinal chegou, na pág. 19. Achamos um desrespeito com o leitor obrigá-lo a percorrer 18 páginas de anúncios ou bobagens para chegar ao índice. Coisa de revista de segunda classe.

 

29/2, Valor, pág. B9. Um dos títulos estampados nesta página: "Damp lança fogão à lenha que gera eletricidade". O mesmo erro aparece no início da matéria. Está errado, o "a" de "fogão a lenha" não tem crase.

29/2, Valor, caderno Fim de Semana, pág. 23. Comentando um CD de bossa nova, o crítico faz menção ao nascimento desta com o disco "Chega de saudade", de João Gilberto, de 1958. Só que ele diz que era um compacto quando na verdade era um 78 rotações por minuto. (Para os que não sabem, a primeira metade do século XX foi dominada pelo 78 rpm, que tinha duração de poucos minutos, cerca de 3, em cada lado. Além disso tinham o inconveniente de ser altamente quebráveis. No fim da década de 40 surgiu o LP, com duração de cerca de 20 minutos de cada lado, comportando até doze músicas ao todo. Ele tinha 33 rpm. E era feito de um plástico flexível, podia cair no chão sem quebrar. Mas o 78 continuou sendo utilizado para lançar novas canções, uma de cada lado. Nos anos 60 surgiu o compacto, de 45 rpm, também inquebrável, comportando duas a quatro canções. Ele rapidamente matou o 78.)

Títulos estapafúrdios

25/2, Globo, capa. Foi o dia seguinte da final de futebol no Rio. A foto principal no topo da capa era dos jogadores do Flamengo, que ganharam, dançando. A manchete era: "A dança do créu rubro-negro". Nós achamos que o sujeito da frase é "a dança", e portanto a cor devia ser no feminino, "rubro-negra".

25/2, Jornal do Brasil, capa. "Sem Fidel, Cuba inicia mudanças". Nós estranhamos esse "Sem Fidel", porque lemos em todos os lugares que Fidel estará presente, sendo consultado. Fomos ler lá dentro, na página A21 e diz isso mesmo. O irmãozinho Raul declara formalmente que consultará o irmão mais velho em qualquer coisa importante. Então não é "Sem Fidel".

25/2, Jornal do Brasil, capa. "Celular põe fim a filas no cinema". A notícia é que poderemos usar o celular para comprar ingressos para o cinema. Mas de qualquer maneira, todo mundo que comprou pelo celular ou pelo computador não vai ter de entrar em fila para mostrar seu ingresso virtual?

26/2, Estado, pág. B5. "Brasil, Bolívia e Argentina vão ter 5 hidrelétricas conjuntas". E a legenda da foto do ministro diz: "Usinas serão similares às de Itaipu…". Lendo o texto, não é nada disso. O Brasil está falando em três usinas em conjunto com a Argentina, e outras duas com a Bolívia. Esses dois países não vão ter nada em conjunto entre eles. E as usinas não têm nada de similar com Itaipu, que é uma usina gigante. As cinco juntas podem chegar perto da capacidade de Itaipu. Simplesmente o esquema societário pode ser parecido com aquele entre Brasil e Paraguai para Itaipu, mas isso é outra coisa.

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7 Opiniões

  1. Dorival Silva disse:

    Realmente essa capa da Isto É está meio nojenta, o que não causa surpresa…

  2. Evandro Correia disse:

    Qual é o problema da capa da revista? A moça não está nua nem nada.

  3. Acácio Brasil disse:

    Eu acho essa exploração do corpo feminino de muito mau gosto.

  4. Prilidiano Pueyrredón disse:

    A Isto É é uma revistinha vagabunda, não entendo porque alguém compra aquilo.

  5. Clara disse:

    A revista Isto É decepcionou… Não dá pra associar a revista com a capa. Parece essas revistinhas de quinta que apelam para as formas femininas para vender mais. Francamente…

  6. Vanessa disse:

    A Isto É é uma revista que inspira credibilidade e demonstra fazer um bom jornalismo, no entanto, a última edição da revista traz estampada na capa uma foto de muito mau gosto. Não consegui assimilar o nome da revista com a capa apresentada. Parecia uma revista sem o menor conteúdo e que se dedica simplesmente a vender.

  7. leandro disse:

    está bom

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17/2, Estado de S P, pág. D3. No caderno de cultura, falando de um livro sobre a história de Londres, o texto diz que "… um devastador surto do cólera em Londres…". a referência à doença como "do" remete ao livro de Garcia Márquez sobre "…os tempos do cólera". Na época houve muita discussão sobre se "cólera" seria masculino ou feminino. O redator aqui quis opinar a favor do masculino. Mas no caso, falando do surto, o que cabe é "de", seja o nome da doença de um gênero ou outro.

18/2, Estado, capa. A foto principal é de Lula e Da. Marisa Letícia na Antártida. O jornal atribui ao presidente comentários absurdos, que não podemos saber se são verídicos. Ao ver uma geleira, aquela enorme montanha de gelo, ele teria dito: "É a maior geladeira que vi na vida". E "Contemplando a baía, calculou que se alguém caísse naquelas águas não sairia vivo".

18/2, Jornal do Brasil, capa. A respeito da independência do Kosovo, o jornal diz que "…Kosovo declarou ontem a independência unilateral da Sérvia". Nós achamos que ele declarou a independência de forma unilateral, o adjetivo "unilateral" se aplica à forma de declarar, não à independência em si.

19/2, Jornal do Brasil, capa. Falando do furto de computadores da Petrobras que conteriam dados importantes sobre pesquisas de petróleo, o jornal cita Bechara Jalk, detetive particular, que diz que o roubo "…foi obra de americanos, pois o país precisa de petróleo". Quem é que não precisa, seu Bechara? E será que alguém de outra nacionalidade não poderia ter roubado, pensando em vender para americanos ou outros? Se o detetive realmente fez essa afirmação boba, competia ao jornal não publicá-la, e menos ainda na capa.

Títulos estapafúrdios
17/2, Globo, pág. 46. Numa reportagem da seção "Ciência", sobre surfe fazer bem para a saúde, o subtítulo diz: "A prática do chamado esporte dos reis …". Nós sempre ouvimos falar que esporte dos reis era o pólo, tão caro que só reis ou pessoas muito ricas podiam praticá-lo. Mas o surfe…?

22/2, Globo, capa do caderno Economia. Todos os jornais publicaram a notícia divulgada pelo Banco Central de que nossa dívida externa foi zerada. Cotejando o que temos a pagar, e o que temos a receber, sobram US$ 4 bilhões de saldo favorável a nosso país. Mas o título que o Globo deu é mais uma demonstração do desatino do modismo de fazer títulos "engraçadinhos": "Ainda sobra troco". Realmente…

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3 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Esses jornalistas são todos uns analfabetos!

  2. Dorival Silva disse:

    Fico impressionado com a falta de cultura que impera nas redações. Será que o pessoal da antiga, os de cabelo branco, não podiam ensinar os jovens?

  3. Markut disse:

    Não sei se cabe neste nicho, mas, hoje, uma propaganda de página inteira, na Veja, coloca , mais uma vez, o famigerado ícone do Che Guevara, como chamariz.
    Já não era tempo de desmistificar esse bandido cruel, que, em nome de uma ideologia superada, acabou se tornando um ícone universal e encantando gerações de seguidores ingênuos ?

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13/2, Valor, capa. Na coluna de pequenas chamadas, na esquerda da capa, uma tem o título "Polêmica no PIB argentino", e diz que economistas estão desconfiando de como o país mede seu PIB. E a chamada diz que: "…a economia do país cresceu 8,7% em 2007, pelo quinto ano consecutivo." Puxa vida, pensamos, que coincidência, 8,7% cinco anos seguidos! Mas fomos ler a matéria e não é nada disso, ela cresce acima de 8% há cinco anos.

14/2, Jornal do Brasil, pág. B2. Em notícia sobre a morte do compositor e cantor francês Henri Salvador, também comentada abaixo, diversas besteiras. O subtítulo diz "…que sofreu aneurisma…", como se esse fosse o nome de um acidente que o matou. O texto abaixo diz mais corretamente: "…vítima de uma ruptura de um aneurisma cerebral." Mais adiante diz que ele morreu com 90 anos, e que nasceu em 1937. A conta não fecha, se nasceu em 37 teria 70 e não 90. E repete a chamada da capa, que sua canção "Dans mon île" "…teria inspirado Tom Jobim na gênese da bossa nova". Não inspirou nada, não custa lembrar uma frase de Tom: "A bossa nova é a invenção de um baiano genial chamado João Gilberto".

Títulos estapafúrdios

13/2, O Globo, pág. 2. No resumo de principais notícias do dia, uma é: "GM tem prejuízo de US$ 38 bi e pretende demitir 74 mil." Lá dentro na pág. 27 o jornal reafirma: "Montadora pretende cortar 74 mil vagas…". O Jornal do Brasil também publicava essa notícia. Foi na Folha de São Paulo que vimos a notícia certa: A empresa pretende substituir parte de seus 74 mil funcionários por novos, de salários mais baixos. Então ofereceu um programa de demissão voluntária a todos. Mas não vai demitir sumariamente ninguém, nem cortar vaga nenhuma.

14/2, O Estado de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil. Morreu o compositor e cantor francês Henri Salvador. O Jornal do Brasil diz na capa: "Morre o francês que influenciou Tom Jobim na gênese da bossa nova." No obituário do Globo: "Henri Salvador, o ‘monsieur' bossa nova, aos 90". O Estadão dava notícia equivalente. Foi na coluna de Ancelmo Góis, do Globo, e na Folha, que vimos fatos mais concretos. O francês não influenciou coisa nenhuma, mas gostava de contar que influenciou. Três jornais entraram na mentira do gringo.

15/2, Globo, capa do caderno de Economia. A respeito do roubo de computadores portáteis da Petrobras contendo dados sigilosos, o título é: "Sigilo perfurado". A brincadeirinha, fazendo alusão à perfuração de poços de petróleo, é boba.

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2 Opiniões

  1. Benedito Lacerda disse:

    Esses jornais estão cheios de analfabetos!

  2. Markut disse:

    Olho com a nova geração de analfabytes!!
    O descaso, a pressa e a falta do antigo revisor se junta à falta de um bom português e de um pouco mais de maturidade e experiência dessa nova geração de focas.

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19/1, Estado de S.Paulo, capa. Falando da morte do ex-campeão de xadrez Bobby Fischer, diz que ele "…marcou o esporte…". Sabemos que os jornais têm essa estranha mania de achar que o jogo de xadrez é um esporte, mas nós preferimos ficar com a definição do Aurélio, que diz que esporte é "atividade física". Ficar sentado horas numa cadeira mexendo umas pecinhas de madeira não é atividade física, é uma atividade altamente intelectual.

19/1, Globo, capa do caderno de economia. A matéria que ocupa a página inteira é sobre o pacote econômico lançado por Bush. A legenda da foto do presidente diz: "Os americanos poderão usar esse dinheiro como preferir". Errado, minha gente, "preferirem".

21/1, Valor Econômico, pág. B1. A chamada no canto superior da página, com direito a foto dos dois personagens, diz: "Livraria Espaço Leia Mais terá rede de dez lojas, diz Moreira e Furlan." Cadê a concordância?!

23/1, Veja, Índice de matérias. A foto de maior destaque, no alto, é a do simpático ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga. A legenda promete um artigo dele na página 54. Fomos ler e não estava lá. Folhamos a revista inteira, página por página, e nada. Não tem o artigo. Já vimos esse tipo de erro em outras revistas, mas na Veja, geralmente tão cuidadosa, é uma surpresa.

23/1, Veja, pág. 102, coluna de Roberto Pompeu de Toledo. Falando do ano de 1968, ele diz: "O mundo em 1968… não tinha internet nem telefone celular… não tinha nem – vergonha! – TV em cores." O colunista chutou, e mal. Uma busca de 0,43 segundos no Google informa que a TV em cores começou a operar nos Estados Unidos 15 anos antes, em 1953.

Títulos estapafúrdios

19/1, jornal do Brasil, capa. A legenda de uma foto na capa é: "Hunter Thompson, o rei do jornalismo gonzo". Não entendemos nada e fomos olhar no Aurélio. "Gonzo" é uma espécie de dobradiça. Fomos ler a matéria lá dentro e ficamos sabendo que "jornalismo gonzo" é jornalismo pornográfico, ou algo parecido. Mas nós aprendemos na escola que o título de uma notícia deve informar, não confundir. Muito pobre…

19/1, Folha de S.Paulo, pág. E2, coluna social. O título é: "Separados no nascimento". A foto mostra dois homens abraçados. Ambos com óculos parecidos, ambos com cavanhaque parecido, calva parecida, rosto parecido. Conclusão que a gente tira: são gêmeos separados como diz o título, que se reencontraram. Mas a gente lê o texto inteiro sem confirmar. Um se chama Nilton Bicudo, o outro Lourenço Mutarelli. Um é escritor, o outro trabalha em teatro e se conheceram profissionalmente agora. Mas confirmar se são gêmeos ou apenas parecidos, nada. Alô, alô, dona Mônica Bergamo, o leitor se sente mal informado.  

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1 Opinião

  1. Apolonio Prestes disse:

    Esses jornalistas são todos uns analfabetos!

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14/1, Folha de S P, capa. A foto é do presidente Bush, em visita ao Oriente Médio, observando um falcão. Deu em todos os jornais, alguns disseram que ele ganhou um falcão, outros que estava apenas observando. Mas a Folha diz que "… Bush observa o falcão do presidente dos Emirados Árabes". Não, lá não tem presidente, tem "sheik", ou "xeque".

16/1, Valor Econômico, pág. B10. É a página que traz notícias do Wall Street Journal, traduzidas pelo Valor. A primeira das notinhas da coluna da esquerda, sobre a bolsa de Nova Iorque, começa: "A Média Industrial Dow Jones…". Em inglês eles realmente chamam esse índice da bolsa, o mais conhecido para acompanhar os preços, de "Dow Jones Industrial Average", mas em português é "Índice Dow Jones", nada de "média industrial". Como já dissemos antes, o Valor devia investir um pouco em ter tradutores melhores. Como também já dissemos antes, é o melhor jornal do país, mas seria melhor ainda se tivesse tradutores decentes.

16/1, Veja, pág. 64. Falando do carro popular lançado na Índia, que vai custar apenas US$2.500,00, a matéria fala de outros carros populares. O Ford modelo T, lançado em 1908, é um. Outro é o Fusca, que a revista dá como lançado em 1956. Não, minha gente. Ele foi lançado por Hitler nos anos 30. Por favor, 30 segundos de pesquisa na Google trazem essa informação.

17/1, Valor, pág. B10. Novamente a página do Wall Street Journal, novamente os maus tradutores. Falando de operações financeiras no mercado americano, o texto fala de comissões pagas no momento inicial de uma operação. Provavelmente é tradução de "up front". Isso é chamado em português de "na frente", "no início", em jargão do mercado financeiro "na cabeça". Mas aqui eles chamam "logo de cara". Não é aceitável, isso é gíria vulgar.

18/1, Globo, caderno Rio Show, pág. 30. Falando de um show que Rita Lee vai inaugurar nessa noite, o texto fala das canções que ela vai cantar, e menciona "… duas inéditas… que já apareciam no DVD… lançado no ano passado". Se já foi lançado no ano passado não é inédita, não? É incrível a falta de preparo dos jovens jornalistas que cometem estas besteiras. Se as faculdades soltam no mercado jovens absolutamente despreparados, compete aos jornais dar a eles algum treinamento. O leitor, que paga para comprar um produto, tem direito a uma qualidade melhor do que esta.

Títulos estapafúrdios
14/1, Estado de S.Paulo, pág. A8. A mesma notícia com o falcão mencionada lá em cima, mas o título diz: "Bush conclama árabes à ‘ação rápida' contra Irã". Não cabe a crase, é sem crase.

15/1, Globo, pág. 17. A Apple, empresa que fabrica os computadores MacIntosh, mais os iPod e os iPhone, lançou sua exposição anual onde lança novos produtos. "Apple" quer dizer "maçã". Mas achamos que isso não justifica o título: "Aberta a grande feira da maçã".

15/1, Folha, pág. B4. A coluna de alguém chamado Vinicius Torres Freire fala das más notícias que chegam de Wall Street, prejuízo dos bancos, etc. O título: "Wall Street Xepa Week". Sem comentários.

16/1, Jornal do Brasil, capa. Sobre um evento de moda chamado "São Paulo Fashion Week", que vai fazer um evento à margem do rio Tietê, o título, fazendo alusão às poluídas águas do rio, é: "A moda vai para o esgoto". Sinceramente, mau gosto.

16/1, Valor Econômico, capa do caderno empresas. "Phenom domina ares de Gavião Peixoto" é o título. Propomos dar um prêmio para quem adivinhar o que isso quer dizer. Nós aprendemos que o título deve dar a informação básica daquela notícia. Este título não informa nada. Fomos ler a matéria e ficamos sabendo: "Phenom" é o nome de um modelo de avião da admirável empresa Embraer. E "Gavião Peixoto" é o nome da cidade do interior de São Paulo onde fica a fábrica. Mas o título é idiota…

16/1, Folha Online. O título é: "Fox faz ficção sobre Polícia Civil de SP em "9mm". É uma brincadeirinha com o título da minisérie, que faz alusão ao calibre de pistolas, e com o fato de que cinema se faz com filme cuja largura é medida em milímetros. Mas nós conhecemos cinema em 8mm, em 16mm e o comercial, em 35mm. Nove não, achamos a brincadeira boba.

Veja em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u363959.shtml

 

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3 Opiniões

  1. Apolonio Prestes disse:

    Esses jornalistas são todos uns analfabetos. E parece que está piorando.

  2. A.Lemos disse:

    "A imprensa e a nossa dependência de baboseira"
    Por António Maria G. Lemos

    É claro que saber quem será o próximo presidente dos EUA é de interesse mundial. No entanto, apesar de que só nos deveria interessar saber dos factos da plataforma política dos candidatos, somos obrigados a ler a estupidez gerada para o mercado americano, em todos os cantos do mundo. Como se o Pato Donald fosse também o nosso herói!

    A quem deverá interessar saber, da Patagônia à Sibéria, se fulana está grávida ou não, se o furacão Gustav é "a mãe das tempestades" (?!) e por isso os Republicanos adiam o seu congresso… etc, etc?

    Apesar do tal Gustav ser "a mãe" da política republicana e por sorte „dos bons ventos" não ter causado os estragos muito especulados e usados na política americana, o que mais vimos na TV e nos jornais em todos os países, foi a tempestade de Nova Orleans, quando na verdade o Gustav foi mesmo pesado em outros países da região caribenha.

    No espaço das mídias locais, quantos segundos na TV ou linhas escritas nos jornais foram dedicados a esses países? Onde além de lá terem falecido muitas pessoas, nem os sobreviventes nem os governos locais têm dinheiro ou seguros para reconstruir a perda material pessoal e das frágeis e pobres infra estructuras básicas desses países. Será isso menos importante que o "Show" to tio Sam?

    O que mais me irrita é que a mídia do mundo ocidental, de uma forma geral dá sempre um destaque exagerado a tudo que vem da terra do "Tio Sam".

    Neste colonialismo de mídia assumido por própria vontade, o mundo noticioso virou um imenso bordel de revistas de cabeleireiro; onde o que interessa é saber quem não está mais com quem, em qual ilha está na moda se transar ou fazer operações plásticas, e saber que „queridinhas" são as filhas do Obama, ou quantos meses de gravidez tem a filha da Vice Republicana.

    Me pergunto, já faz tempo, do porquê da importação de fofocas feitas para eleitor americano, onde sabemos que tudo não passa de mais uma série de TV de baixíssima qualidade, quando há notícias mundiais e locais, de maior realismo, sensibilidade humana e politicamente mais factuais e importantes para se repassar?

    O pior de tudo é que quanto mais penso nisso, chego á conclusão que nós leitores somos os verdadeiros culpados. Afinal, infelizmente, os meios de comunicação, hoje em dia estão nas mãos de "managers" pagos por empresários e banqueiros, e não mais na mão de jornalistas com compromisso pelos factos e a verdade. A imprensa só divulga – quando não inventam – as notícias que melhor se consomem.

    Dizem sempre que estão em crise, mas pagam milhões para terem os direitos de divulgar as fotos dos gêmos de não sei quem, ou ao invés de pagarem um décimo desse preço a jornalistas, "câmera-mans" e fotógrafos para irem investigar Darfour, Geórgia, China, desbravamento ilegal de florestas, sistema de saúde, educação, a corrupção nas nossas sociedades, e outros temas muito mais relevantes das nossas vidas e sociedades.

    E nós. os pseudo-espertos, pagamos e gastamos tempo falando (ou escrevendo) sobre tanta infantilidade made in USA ou proeminentes da estupidez.

    É a isso que chamo de analfabetismo letrado.

    Mea culpa, mea culpa, mea culpa

    António Maria

  3. A.Lemos disse:

    "A imprensa e a nossa dependência de baboseira"
    Por António Maria G. Lemos

    É claro que saber quem será o próximo presidente dos EUA é de interesse mundial. No entanto, apesar de que só nos deveria interessar saber dos factos da plataforma política dos candidatos, somos obrigados a ler a estupidez gerada para o mercado americano, em todos os cantos do mundo. Como se o Pato Donald fosse também o nosso herói!

    A quem deverá interessar saber, da Patagônia à Sibéria, se fulana está grávida ou não, se o furacão Gustav é "a mãe das tempestades" (?!) e por isso os Republicanos adiam o seu congresso… etc, etc?

    Apesar do tal Gustav ser "a mãe" da política republicana e por sorte „dos bons ventos" não ter causado os estragos muito especulados e usados na política americana, o que mais vimos na TV e nos jornais em todos os países, foi a tempestade de Nova Orleans, quando na verdade o Gustav foi mesmo pesado em outros países da região caribenha.

    No espaço das mídias locais, quantos segundos na TV ou linhas escritas nos jornais foram dedicados a esses países? Onde além de lá terem falecido muitas pessoas, nem os sobreviventes nem os governos locais têm dinheiro ou seguros para reconstruir a perda material pessoal e das frágeis e pobres infra estructuras básicas desses países. Será isso menos importante que o "Show" to tio Sam?

    O que mais me irrita é que a mídia do mundo ocidental, de uma forma geral dá sempre um destaque exagerado a tudo que vem da terra do "Tio Sam".

    Neste colonialismo de mídia assumido por própria vontade, o mundo noticioso virou um imenso bordel de revistas de cabeleireiro; onde o que interessa é saber quem não está mais com quem, em qual ilha está na moda se transar ou fazer operações plásticas, e saber que „queridinhas" são as filhas do Obama, ou quantos meses de gravidez tem a filha da Vice Republicana.

    Me pergunto, já faz tempo, do porquê da importação de fofocas feitas para eleitor americano, onde sabemos que tudo não passa de mais uma série de TV de baixíssima qualidade, quando há notícias mundiais e locais, de maior realismo, sensibilidade humana e politicamente mais factuais e importantes para se repassar?

    O pior de tudo é que quanto mais penso nisso, chego á conclusão que nós leitores somos os verdadeiros culpados. Afinal, infelizmente, os meios de comunicação, hoje em dia estão nas mãos de "managers" pagos por empresários e banqueiros, e não mais na mão de jornalistas com compromisso pelos factos e a verdade. A imprensa só divulga – quando não inventam – as notícias que melhor se consomem.

    Dizem sempre que estão em crise, mas pagam milhões para terem os direitos de divulgar as fotos dos gêmos de não sei quem, ou ao invés de pagarem um décimo desse preço a jornalistas, "câmera-mans" e fotógrafos para irem investigar Darfour, Geórgia, China, desbravamento ilegal de florestas, sistema de saúde, educação, a corrupção nas nossas sociedades, e outros temas muito mais relevantes das nossas vidas e sociedades.

    E nós. os pseudo-espertos, pagamos e gastamos tempo falando (ou escrevendo) sobre tanta infantilidade made in USA ou proeminentes da estupidez.

    É a isso que chamo de analfabetismo letrado.

    Mea culpa, mea culpa, mea culpa

    António Maria

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7/1, Valor Econômico, capa do caderno empresas. Em matéria que é a única da capa, ocupando toda a metade superior da página (a outra metade é um anúncio) o assunto é que o último terreno livre na av. Vieira Souto (a da praia de Ipanema, no Rio) foi comprado por um empresário que vai morar na cobertura do prédio a ser construído. Trata-se de pessoa muito conhecida no Rio, mas talvez não no país inteiro. A matéria descreve quantos quartos vai ter o apartamento, os materiais a serem usados, etc. Nós achamos que isso seria matéria para uma coluna social, não para o Valor, e muito menos com esse destaque todo.

8/1, Portal G1. Na notícia abaixo, esse "…encarregou … uma mão para a França" não faz sentido. Clique aqui para ver a matéria.

Sarkozy pede ajuda a premiados do Nobel e comenta namoro

O presidente francês reconheceu a ‘seriedade' de sua relação com a cantora Carla Bruni.
Sarkozy encarregou a dois Prêmios Nobel de Economia uma mão para a França.

9/1, Veja, pág. 78. A matéria "Tragédia na virtude", é sobre um trabalhador japonês de 30 anos que morreu por excesso de trabalho. Acontece que nós já tínhamos dado essa notícia em 21/12, quase 20 dias antes. Como se diz na minha terra, Veja serviu comida requentada. Veja aqui: http://www.opiniaoenoticia.com.br/?p=13597

10/1, Jornal do Brasil, pág. A7. Em matéria sobre um vôo da Ocean Air no qual um fluido hidráulico vazou e contaminou o ar condicionado do avião, trazendo um forte cheiro para a cabine de passageiros. O texto diz que "O fluido é responsável pelas partes móveis do avião." Não entendemos o que isso quer dizer. Mais adiante diz: "Ressarcimentos, segundo a Anac, são possíveis via jurídica". Faltou alguma coisa aí, talvez "por via jurídica".

Títulos estapafúrdios

7/1, Globo, capa do segundo caderno. "O lado B da bossa nova" é o título. O subtítulo nos informa que o assunto é o veterano baterista Chico Batera se queixando que a história da Bossa Nova só se ocupa dos compositores e cantores e ignora os instrumentistas. O "lado B" faz alusão aos discos que precederam os atuais CDs e que tinham dois lados, o A e o B. Mas achamos o título bobo, se ele menciona os compositores e os cantores, os instrumentistas são um terceiro grupo, seria melhor o "lado C".

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2 Opiniões

  1. João Sebastião disse:

    Realmente essa da Veja publicar notícia com 2 semanas de atraso é demais.

  2. Dorival Silva disse:

    Ao ler o Valor eu tinha pensado a mesma coisa — virou coluna social?

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31/12, revista Exame, índice. A página de índice traz quatro fotos destacando o que se supõe seriam as quatro principais matérias. A quarta tem uma foto de hélices de energia eólica com a legenda: "[pág.] 90 — Usina eólica: energia limpa é desafio para empresas". Fomos ler a matéria e na página 90 tinha outra coisa. Pensamos que podia ter havido uma mudança de última hora e talvez a matéria estivesse ali perto, na 88 ou na 92. Nada. Folhamos a revista da página 80 até a 100 e simplesmente a matéria não existe. Alguém viajou …

5/1, Globo, capa. Em chamada para matéria sobre as eleições partidárias nos Estados Unidos, está escrito: "…Obama …e Huckabee atraíram os eleitores que desejam mudanças…. Em terceiro lugar, Hillary corre para inverter o resultado amargo." Ficamos na dúvida sobre esse "terceiro lugar". Parece que ela ficou em terceiro após esses outros dois, o que não faz sentido, são duas votações de dois partidos diferentes. Fomos ver lá dentro e esclarecemos: Hillary ficou em terceiro lugar no Partido Democrata, atrás não apenas de Obama mas também de John Edwards. Tudo bem, lá dentro está certo, mas a chamada induz a mau entendimento. 

5/1, Opinião e Notícia, ver em:

http://www.opiniaoenoticia.com.br/?p=13879

Sarcozy vai avaliar ministros

O nome do presidente francês se escreve com "k", Sarkozy. Palmadas virtuais em nossa jornalista. Por sorte pegamos o erro logo e o corrigimos.

 

Títulos estapafúrdios

31/12, Folha de São Paulo, capa. Com uma bela foto do presidente francês Sarkozy com sua namorada, tendo ao fundo uma das pirâmides do Egito, o título é: "Decifra-me ou te devoro". O que será isso, minha gente? Pelo jeito é uma alusão à Esfinge, uma imensa estátua que fica ali junto com as pirâmides. Mas se a Esfinge não está na foto, qual o sentido? E mais, a esfinge que propunha um enigma e estrangulava quem não o decifrava era a grega, não esta egípcia. Tudo errado, a imagem da foto, o "devorar" em vez de "estrangular", e a esfinge errada. Na ânsia boba de fazer gracinha o rapaz se deu mal.

4/1, Globo, pág. 15. "Copacabana terá banda larga sem fio grátis". O que é grátis, a banda ou o fio?

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1 Opinião

  1. João Sebastião disse:

    Essa da esfinge está demais — realmente essa mania de querer ser "engraçadinho" baixa o nível da imprensa. Mais seriedade, pessoal!

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23/12, Estado de S. P., pág. D9. Comentando uma cantora chamada Fernanda Takai, a legenda da foto diz: “Antes comparada a Rita Lee….Fernanda foi buscar afinidades com outra tropicalista, Nara Leão, …”. Não, gente, Nara Leão estava presente no nascimento da Bossa Nova, que diz o pessoal da época nasceu em parte no apartamento dela. Tropicalista não!

24/12, Globo, pág. 21. Comentando que a empresa News Corporation vai vender algumas estações de TV, o texto diz que vai vender “…para a empresa privada Oak Hill Partners…”. O tradutor errou, nos Estados Unidos o que eles chamam de “private” é o que nós chamamos aqui “de capital fechado”, não tem ações em Bolsa, é outra coisa. Nossos jornais precisavam investir um pouco em tradutores melhores.

24/12, Globo, pág. 4. Falando do bispo que fez greve de fome contra o projeto de transposição do rio São Francisco, dom Luiz Cappio, o subtítulo diz que o bispo “…não quer dividir o nome com presidente”. Ambos se chamam Luiz e o bispo não está contente de ter o mesmo nome que seu inimigo. Mas não é dividir, gente, ninguém está dividindo nada, eles compartilham o mesmo nome. Dividir e compartilhar são coisas diferentes.

26/12, site BBC Brasil. Com o título: “Casos de infecção por verme 'crescem nos EUA'”, o texto fala em “…doenças parasitárias, normalmente associadas à paises em desenvolvimento…”. Não, rapaz, não tem crase, crase por definição é feminino, país é masculino. Além disso, a crase teria de concordar com o plural de “países”. Sabemos que o uso de crase é difícil para grande parte da população, mas uma empresa como a BBC tem a obrigação de contratar gente que conheça nossa língua. Veja em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/12/071226_vermeseua_np.shtml

29/12, Globo, pág. 23. A coluna "Negócios & cia" faz um balanço do ano que está acabando, e tem uma nota sobre mudanças de cargos de executivos de empresas que termina assim: "E partiram Hans Stern, da fundador da H. Stern, e Maria Luisa Rodenbeck, que para o Brasil a rede americana Starbucks." Sobrou um "da" no H. Stern, e faltou um "trouxe" na Starbucks. Cadê a revisão?! A jornalista devia ler, com calma, o que escreveu. E devia haver a figura do revisor. Um amigo que foi do Globo me disse que eles tinham revisores excelentes, veteranos que conheciam português como ninguém, mas os mandaram embora por economia. O resultado está aí…

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3 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Pelo jeito vocês não leram a Isto É desta semana, pois está cheia de besteiras como sempre.

  2. JOSE EPHIGENIO H.E.CUNHA disse:

    Precisamos romper o costume retrogrado de dizer que "o que é bom para os EUA é bom para o Brasil…"

  3. Dorival Silva disse:

    Fica claro que os jornais, sem exceção, não têm uma preocupação com qualidade.

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19/12, Isto É, capa. Com uma ilustração de Nossa Senhora na capa, o título da matéria que vai ocupar cinco páginas é: “Mistérios de Maria”. O subtítulo, lá dentro, diz: “Passagens da Bíblia mostram a tensa relação entre Jesus e sua mãe. Estudiosos interpretam esses conflitos e revelam o verdadeiro papel de Nossa Senhora”. Nós achamos um acinte a revista se aproveitar da época de Natal para explorar a credulidade das pessoas com baboseiras sem qualquer fundo histórico. Falta de respeito com o público em geral e com a religião católica em particular.Istoé

19/12, Isto É, pág. 40. A revista gasta 3 páginas para explorar sentimentalmente a morte por bala perdida de um menino de 12 anos, no Rio. Infelizmente isso acontece com grande freqüência e não chega a ser notícia para uma revista semanal, que deveria reportar os grandes assuntos nacionais. Mais uma demonstração de jornalismo barato e sensacionalismo.

19/12, Isto É, pág. 59 e seguintes. A matéria ocupa um recorde de 14 páginas, com o título: “Noite dos vencedores 2007”. O assunto é uma espécie de prêmio que a revista deu a personalidades de destaque no ano. A escolha das pessoas é bastante discutível: personalidades medíocres de governo, como o vice-presidente José Alencar ou o ministro da fazenda Guido Mantega. Personalidades medíocres de TV, como o humorista Tom Cavalcante, a cantora Ivete Sangalo e a atriz Glória Menezes. O polêmico presidente da CBF, Ricardo Teixeira. A polêmica ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, aquela que disse que racismo de negros contra brancos é correto. Tem até um empresário sem grande importância e sobre quem pesa acusação de assassinato. Uma verdadeira palhaçada.

19/12, Isto É, última página. A página é uma seção chamada “bastidores”, e neste número é dedicada integralmente a uma matéria intitulada: “O relax de Zeca Pagodinho”. O assunto é o que se passa nos bastidores antes de um show do cantor. Conta que ele “…circula pelo backstage (assim mesmo, em inglês) com uma taça de cerveja em punho…”. Fala do sapato que ele usa. Em resumo, total falta de assunto.

Títulos estapafúrdios:

16/12, Globo, pág. 2 do Segundo Caderno. A matéria conta que foi lançado disco com a regravação de uma trilha sonora de filme feita por Pixinguinha e Vinícius de Moraes em 1963. O nome do filme era “Sol sobre a lama”. O título que algum imbecil deu à matéria: “Na lama com Pixinguinha e Vinícius”. Na lama é onde devia estar o autor dessa cretinice e falta de respeito.

17/12, Jornal do Brasil, pág. A16. Falando do tempo perdido pelos paulistanos nos engarrafamentos de trânsito, o subtítulo diz: “Paulistano perde três horas de engarrafamento por dia…”. Nós achamos que ele perde “em” engarrafamentos, ou “nos” engarrafamentos, não “de” engarrafamentos.

18/12, Globo, pág. 35. Em matéria sobre aquecimento global, a foto mostra um navio que usa uma vela para captar o vento e ajudar o motor. Parece um pára-quedas, ou um parapente, tamanho gigante, ajudando a puxar o navio por um cabo. Mas é claro que o navio tem também seu motor, e a vela é apenas um impulso adicional. A legenda da foto diz: “…a primeira embarcação comercial a ser movida por uma pipa…”. “A ser movida” não, o próprio texto diz que a vela causa economia de combustível de 20%, então 80% ainda é o motor. E “pipa” não, minha gente, que bobagem.

20/12, Globo, pág. 39. Falando de uma pesquisa do IBGE sobre o PIB dos municípios brasileiros, o destaque é para um município do Piauí que tem PIB de apenas R$ 3,5 milhões, o menor do país, valor esse que o jornal diz que é o preço de um helicóptero. O título: “No Piauí, cidade vale um helicóptero”. Achamos irrelevante e bobo, o que tem um helicóptero a ver com isso?

22/12, Globo, pág. 15. Mais uma pesquisa do IBGE, agora sobre população. O título: “IBGE: já são 183 milhões de brasileiros em ação”. O título faz uma gracinha com aquela antiga música de Copa do Mundo, “70 milhões em ação”. Mas é bobagem, nem todos os brasileiros estão em ação, por exemplo os recém nascidos não estão.

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1 Opinião

  1. Apolonio Prestes disse:

    Êta revistinha vagabunda, essa Isto é. Vocês nem deviam perder tempo com ela.

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10/12, Opinião e Notícia, veja em:

http://www.opiniaoenoticia.com.br/?p=13358

Notícias de mortes ligadas à sites de relacionamento são cada vez mais comuns.
Nossa jornalista errou na crase, não tem.

13/12, Estado de SP, capa. A manchete é “PIB indica que Brasil deve crescer acima de 5% no ano”. E o subtítulo: “No terceiro trimestre a economia cresceu 5,7%…”. “Puxa vida, pensamos! Se cresceu 5,7% no trimestre deve poder crescer uns 20% no ano, beleza, o dobro da China!”. Mas fomos ler o texto e não era verdade. A economia cresceu 5,7% em um ano, de outubro de 2006 a setembro de 2007.

13/12, Globo, capa do caderno Economia. Mesmo dia, mesma notícia… Com a manchete “Pé no acelerador”, o subtítulo é: “Impulsionada por consumo interno, economia cresce 5,7% no trimestre…”. Mesmo dia, mesma notícia, mesma besteira… Impressionante como os jornais põem para falar de economia pessoas despreparadas. E desta vez até que não foi tão ruim – às vezes eles dizem: “O PIB foi de 5,7%”, confundindo a taxa de crescimento com o Produto Interno Bruto em si.

14/12, Valor Econômico, capa. Falando da votação da CPMF, a matéria diz que os senadores “…resistiram à pressões…”. Não, gente, não tem crase!!! Se nossa memória não falha, foi Millôr Fernandes que certa vez disse algo como: “…já que o brasileiro não sabe usar a crase, não seria melhor acabar com ela?”. Pois é…

Títulos estapafúrdios

13/12, Folha Online, veja em:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1312200701.htm

A respeito da conferência da ONU sobre mudança climática, em Bali, a foto mostra um auditório cheio de gente e a legenda da foto diz: “Representantes de países assistem a sessão da plenária na conferência do clima, em Bali”

Nós entendemos que não é por aí, não é uma sessão “…da plenária”, não existe esse substantivo, “plenária”, essa palavra está empregada como adjetivo e se refere à sessão, a qual é plenária, ou seja, aquela em que participa todo mundo, é plena.

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1 Opinião

  1. Prilidiano Pueyrredón disse:

    Esses jornalistas são todos uns analfabetos!

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26/11, revista Época, pág. 76-77. A matéria é sobre a indiana Indra Nooyi, atual executiva-chefe da PepsiCola. Visivelmente deslumbrado, o redator empilha elogios, inventando muita coisa. "…ela comandou as mudanças que tornaram a concorrente da Coca-Cola um gigante também no ramo de alimentos". "Na Pepsi, ela conduziu os lançamentos de marcas como os sucos Tropicana e os chás Lipton". Tudo isso não é verdade. Antes de ela ter entrado na Pepsi, em 1994, a empresa já tinha o setor de "fast-food" muito forte, e também a divisão FritoLay, fabricantes de Doritos e outros salgadinhos. E as marcas Tropicana e Lipton são antigas, super tradicionais, não foram lançadas por ela.

28/11, BBC Brasil. O título é: "Dono da Apple é 1º em lista de poderosos do mundo dos negócios". A nota continua e dá o número 2 da lista como "Robert Murdoch, da News Corporation". Não é Robert, rapaz, é "Rupert". E também irrita a mania de chamar as pessoas de "dono" da empresa. Steve Jobs foi o fundador, é o presidente, mas dono não: a empresa tem o capital pulverizado em bolsa. Veja em:

http://www.bbc.co.uk:80/portuguese/reporterbbc/story/2007/11/071128_listafortune_np.shtml

29/11, Globo, pág. 30, coluna Negócios & Cia. Aqui a bobagem não é do jornal, mas sim de uma agência de publicidade chamada F/Nazca. A coluna reproduz cena de um anúncio de TV da Claro, empresa de telefonia. O tema é duas crianças que pensam em ir ao Pólo Norte fazer seus pedidos de presentes direto ao Papai Noel. Num cenário de gelo, com neve caindo, a gente vê uma placa com "Pólo Norte". Ao fundo, montanhas. Ora, senhor publicitário, no Pólo Norte não tem montanhas. O Pólo Norte é só gelo flutuando no mar, dá para passar de submarino por baixo, como a Rússia fez recentemente. Francamente…

29/12, Valor Online. O título da nota é: "Vale vai investir US$ 40 milhões na produção de gás para auto-consumo". O Valor errou. "Auto" só tem hífen antes de H, R, S e vogal.

01/12, portal Exame: Em matéria intitulada: "Turbulências derrubam executivo-chefe da Motorola", a Exame chama o novo presidente, até então "Executivo-chefe de operações", nas palavras dela, de CIO. Nós achamos que seria melhor não usar bobamente siglas estrangeiras, mas se querem usar que usem certo. "CIO" é "Chief Information Officer", não é o caso. Aqui seria "COO", Chief Operations Officer. Mais adiante chamam o Conselho de Administração de "Conselho diretivo", coisa que não existe. Veja aqui.

 

 

 

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3 Opiniões

  1. Prilidiano Pueyrredón disse:

    Esses jornalistas são todos uns "anarfas", como dizemos aqui em São Paulo.

  2. João S. Magalhães disse:

    Excelente site. Confesso que não o conhecia. A oartir deste sábado, está na lista dos meus favoritos.

    Abs

    http://www.reporternet.jor.br

  3. Alfredo Nobeli disse:

    Vocês deviam fazer uma compilação no fim do ano e ver quem falou mais besteira o ano inteiro. E daí dar um prêmio, proponho o nome "Troféu Carlos Heitor Cony" para o maior falador de bobagens.

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17/11, O Globo, pág. 44. Falando de um brasileiro que está na China para uma prova esportiva de resistência que envolve correr, escalar e outras modalidades, uma foto dele escalando um paredão de rocha tem como legenda: "…escalada em parede radical". Não, minha gente, dá-se o nome de "radical" a esses esportes de alto risco, mas a parede é apenas uma parede. Não é ela que é radical.

18/11, O Globo, pág. 43. Falando do falso agente iraquiano "Curveball", que enganou o serviço secreto americano e ajudou a justificar a invasão do Iraque, o jornal está atrasado 15 dias. Nós demos esta em 3/11, vejam aqui.

21/11, Isto é, capa. A matéria diz: "Como entender seus filhos – do primogênito ao caçula. Novos estudos mostram que a ordem de nascimento influencia na formação da personalidade". Nós sabemos disso há pelo menos trinta anos, de estudos da década de 70. "Novos estudos" coisa nenhuma.

23/11, O Globo, pág. 34. Falando do escroque Salvatore Cacciola, que está preso em Mônaco enquanto o Brasil pede sua extradição, a matéria começa: "A Corte de Apelações de Mônaco adiou mais uma vez…". Não, minha gente, traduziram mal do inglês, a "Court" deles aqui é "Tribunal", e "appeal" é "recurso", a tradução correta é "Tribunal de recursos". A culpa é dessa mania de achar que falar igual a gringo é bom. Se o gringo é mais rico e mais forte, então a língua deles, raciocinam alguns, deve ser melhor que a nossa.

23/11, Jornal do Brasil, capa. Por coincidência no mesmo dia o JB traz na capa: "PF faz devassa em corte baiana". A Polícia Federal está investigando o Tribunal de Contas da Bahia. Mas por que "corte"? No caso acima a gente até entende um tradutor se confundir, mas aqui não é tradução, é "Tribunal de Contas".

Títulos estapafúrdios

17/11, Jornal do Brasil, pág. A17, capa do caderno Economia. A respeito da descoberta de petróleo pela Petrobras, e sua repercussão na revista inglesa "The Economist" recebeu o título: "‘The Economist' repercute da descoberta do campo de Tupi". Repercute da??? Não entendemos. No uso original das palavras "repercutir", "repercussão", isso quer dizer o efeito causado por uma informação. Um jornalista perguntaria: "qual foi a repercussão dessa notícia?" Mais tarde as redações passaram a usar "repercutir" no sentido da ação do jornalista pesquisando a repercussão de um fato. A essa altura o repórter diria à sua fonte: "estou telefonando para repercutir a notícia x". Agora, repercutir "da" nunca vimos. 

17/11, Folha de S. Paulo, pág. B16. Falando do empresário German Efromovich, dono da empresa aérea OceanAir, que está tentando assumir as rotas da falida BRA, o título é: "Dono da OceanAir cresceu como cliente do governo". Estranhamos, pois sabíamos que ele é fornecedor da Petrobras, entre outras coisas. "Cliente do governo"? O que será que ele compra do governo? Lemos toda a matéria e confirmamos: ele nunca foi cliente do governo, este é que sempre foi cliente dele. Ainda fomos ao Aurélio verificar se cliente teria outro sentido, mas não: o título está errado mesmo.

18/11, Folha de S. Paulo, capa. "Cisco usou laranja para doar R$ 500 mil ao PY, afirma PF". Nós objetamos contra o uso dessa gíria "laranja" —, vinda do mercado de capitais onde isso costumava acontecer muito — numa manchete de um jornal sério. E na chamada que vem em seguida está dito que "…a Cisco se valeu de duas empresas de laranjas para doar…". O leitor não poderia pensar que ela usou duas empresas produtoras da fruta cítrica para fazer a doação? Em bom português temos a expressão "testa-de-ferro".

19/11, Valor, pág. B6. Falando do mercado de remédios: "Distribuidoras já possuem 40% das vendas de remédios". Vemos dois problemas aqui. O primeiro é o uso, nos últimos vinte anos aproximadamente, de "possuir" no lugar de "ter". Mais um exemplo desse péssimo hábito de achar que falar empolado, "difícil", é bonito. Outros exemplos disso, entre muitos, é falar "toalete" em vez de "banheiro", como se este fosse um nome feio. "Esposa" no lugar de "mulher" e agora já tem gente dizendo "esposo" no lugar de "marido". Esse é o primeiro problema. O outro é que neste caso específico o "têm" que deveria estar no título não tem o sentido de "posse", "propriedade", que justificaria o "possuem". Erro duplo.

19/11, Folha de S. Paulo, capa da Folha ilustrada. Falando do cineasta Francis Ford Coppola, autor de grandes sucessos como "O poderoso chefão", e que lançou um novo filme após anos sem atividade, o título é: "A volta do dinossauro". Para nós chamar alguém disso equivale a dizer que é algo ultrapassado, antiquado etc. Lemos o texto e não tem nada disso, o texto é favorável a ele. Então por que "dinossauro"?

21/11, Isto É, págs. 72-73. A página dupla inicia uma matéria de 4 páginas sobre uma doença. O título é: "Epidemia anunciada". Lá em cima, em letras menores, ao longo das 2 páginas, está: "Casos da doença explodem em todo o país e suspeita-se que o vírus esteja ainda mais agressivo". Nossa impressão inicial foi que era Aids, mas fomos ver e era dengue. Nós achamos que títulos devem informar qual é o assunto.

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2 Opiniões

  1. Apolonio Prestes disse:

    Por que vocês só falam de jornais de S. Paulo e Rio? Acham que o resto do país não existe? Aqui em Porto Alegre o Zero Hora vive falando bobagem.

  2. Da redação disse:

    Estamos conscientes da existência de jornais importantes em muitas capitais do país. Infelizmente nossa pequena equipe não tem condições de ler todos, então nos concentramos nos veículos que têm alguma penetração nacional: os jornais diários Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Globo, Jornal do Brasil e Valor Econômico e as revistas semanais Veja, Exame e Isto É.

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11/11, Globo, capa. Numa das pequenas chamadas que ficam na lateral esquerda, o título é "Risco de faltar gás vai durar até ano 2009". O texto diz que especialistas afirmam que o risco existe. "Isso porque a demanda é maior que a oferta de gás". Puxa vida! – só contaram para ele! Como diria Nelson Rodrigues, "isso é o óbvio ululante".

13/11, Estado, pág. B16. Sobre uma massagista que trabalhou na Google e ficou rica com as opções de ações que recebeu, o texto diz que a remuneração dela "…incluía um pilha de opções de ações…". Nós objetamos contra o uso de "pilha", não tem nada a ver, fora o erro de concordância "um pilha". Pilha é feminino… Mais além a matéria cita o nome do livro que ela escreveu, errando o título e com uma tradução incorreta. Muito ruim…

Títulos estapafúrdios

11/11, Estado, pág. B22. "iPhone estréia na Europa e provoca frisson nas lojas". O uso da palavra francesa, sem ao menos botar aspas, é muito ruim. "Frisson" era domínio dos colunistas sociais, agora vão usar como se fosse português?

11/11, Globo, capa. Sobre a morte do grande escritor americano Norman Mailer, o título é "Obituário – Norman Mailer, pai do novo jornalismo". Não sabemos bem que história é essa de "novo jornalismo", mas Mailer foi um importante romancista. O título informa mal.

14/11, Valor, capa. "Negócios encorpados" é o título sobre a expansão de uma rede de academias de ginástica. Realmente…

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7/11, Isto É, pág. 22, coluna "A Semana". Essa coluna cita pequenas frases de pessoas conhecidas, ditas durante a semana anterior. Uma cantora chamada Fergie Fergusson teria dito: "Para dormir posso vestir qualquer lingerie…Mas sempre vou preferir a cor pink". Gente, pink é cor-de-rosa em inglês, por que manter a palavra inglesa ao traduzir? O ator e governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, disse: "Maconha não é droga… Minha droga era levantar ferro…". Péssima tradução para "pumping iron", que no Brasil se diz levantar peso.

7/11, mesma revista, pág. 83. Falando da intenção do governo alemão de introduzir limite de velocidade em suas estradas, começa assim: "A Alemanha é dona de uma das mais fantásticas rodovias do mundo: chama-se Autobahn…". Não, rapaz, "autobahn" é "auto-estrada" em alemão, é todo o sistema de rodovias do país, não é o nome de uma estrada específica. É muita ignorância…

7/11, Veja, pág. 120. Falando de um empresário que doou bilhões para caridade, o texto diz: "No início do século passado, figuraram como grandes filantropos Henry Ford…John Rockefeller … e Andrew Carnegie…". Não é exato. Rockefeller e Carnegie sim, fizeram sua fortuna no século 19 e já eram filantropos no final dele. Já Ford iniciou sua empresa em 1908, se tornaria filantropo décadas depois. Ainda na mesma matéria, na pág. 122, falando de outros grandes doadores, a revista identifica Warren Buffett como "Mercado de ações". Não é exato, ele é presidente da Berkshire Hathaway, uma empresa de participações que costuma comprar empresas inteiras, ele atua pouco na bolsa de valores.

9/11, Opinião e Notícia e Economist. Demos uma matéria da Economist com o título "Canadenses fazem compras nos EUA". Ver em: http://www.opiniaoenoticia.com.br/?p=12734 Depois nos demos conta que três meses antes, em 3/8, já tínhamos dado: "Cruzando a fronteira para fazer compras". O conteúdo é praticamente o mesmo. Ver em:  http://www.opiniaoenoticia.com.br/?p=10669

 

Títulos estapafúrdios

4/11, Globo, pág. 60. Comentando a Copa de 2014 que vai ser realizada aqui, o título é: "Fifa: senhora do mundo". Bobo…

9/11, Valor, capa do caderno "Fim de semana". Falando de uma faculdade em São Paulo que dá preferência a negros, e que vai formar neste fim de ano sua primeira turma com 126 alunos, a manchete da capa é "A segunda abolição". Por que, minha gente? Existem milhares de estudantes negros se formando há décadas. E lá dentro o título da matéria é: "Eles usam black-tie". Isso é uma alusão à famosa peça de teatro "Eles não usam black-tie" (a gravata preta usada no traje a rigor, o smoking). Pergunta-se novamente por quê? Nas muitas fotos de alunos não tem ninguém vestido a rigor. Será que o Valor vai embarcar na moda boba de títulos "engraçadinhos"? Ou é só o pessoal desse caderno?

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31/10, "Brasil é o quinto maior produtor de spam do mundo"
Esta foi uma notícia que demos no dia 29. No dia seguinte este redator viu a mesma notícia publicada na revista Economist, com título um pouco diferente, não a reconheceu e ela saiu no nosso site dia 31 pela manhã, e ficou no ar durante uma hora ou duas até percebermos a repetição. Vejam no link: http://www.opiniaoenoticia.com.br/?p=12515

 

02/11, Opinião e Notícia: Falando da morte do piloto que jogou a bomba atômica em Hiroshima em 1945, este redator confessa ter sido o culpado deste absurdo: "Três dias depois mais uma bomba atômica foi usada em Nagasaki, outra importante cidade americana." O texto passou por três jornalistas que não perceberam o erro, e foi ao ar, aí ficando durante uma hora ou duas até percebermos.

02/11, site da BBC-Brasil. "Ganhar Copa pode ser mais fácil que sediar, diz 'Economist'". A edição desta semana da revista britânica The Economist afirma que sediar uma Copa do Mundo em 2014 pode ser uma tarefa mais difícil para o Brasil do que sediar o evento." O título saiu correto mas no texto puseram "sediar" no lugar de "ganhar". Vejam aqui.

3/11, Globo, capa. A matéria que ocupa toda a capa do segundo caderno é "Cliques anônimos". O assunto é uma exposição de fotos feitas desde 1888, quando a Kodak inventou a câmera portátil, até 1978. Mas a chamada na capa do primeiro caderno diz: "…entre 1888, quando foi inventada a câmera portátil, e 1978, ano do surgimento da Polaroid." Estranhamos essa afirmação, para nós a Polaroid era coisa muito mais antiga, e fomos checar no texto da matéria. Nada disso. A matéria diz: "…1978, na era da Polaroid". O cara que redigiu a chamada não só não leu a matéria como é muito ignorante.

Títulos estapafúrdios

26/10, Globo, pág. 35. A respeito da aposentadoria do Dr. James Watson, grande cientista descobridor do DNA, ganhador do prêmio Nobel, que aos 79 anos de idade teve o descuido de dar uma opinião vista como racista comparando a inteligência de negros e brancos, o título do Globo é: "Dr. Racismo se aposenta". Nos achamos esse título muito mais preconceituoso que a declaração dele, pela qual, aliás, pediu desculpas. Jogar fora toda uma carreira brilhante, com contribuições importantíssimas para a ciência, para levar em conta apenas uma frase infeliz, é um desrespeito à pessoa, ao leitor, à ciência, a tudo.

28/10, Globo, pág. 31. "Caixas de leite foram enterradas no sul do país". "Quais caixas de leite?", pensamos. Do jeito que está escrito, parece se referir a caixas de leite de que já ouvimos falar. Mas não, são umas caixas que alguém enterrou no Rio Grande do Sul, não se sabe ainda porque. Como está na moda falar em leite, por causa do escândalo do leite adulterado, o jornal deu manchete no topo da página, em toda a largura desta. Achamos que não faz sentido.

28/10/07, Revista O Globo, pág. 26. O assunto é: as famílias remanescentes da aristocracia do tempo do Império se agitam para comemorar os 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Brasil, fato ocorrido em 1808 e que mudou nossa história. Mas o título nos incomoda: "Sangue bom". O que quer dizer isso? O sangue desses pretensos nobres é melhor do que o nosso?

31/10, Veja, pág. 67. Falando dos terríveis incêndios na Califórnia, que destruiram centenas de casas e mataram muita gente, a revista prefere pegar um gancho no fato de a região ser moradia de muitos astros de Holywood e dá como título da foto da área: "Fogueira das vaidades". Achamos imbecil.

 

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1 Opinião

  1. Evandro Correia disse:

    Vocês devem ser amiguinhos do Ancelmo Góis, colunista do Globo. É a única explicação para não falarem nas besteiras dele. Hoje, 3/11, ele diz: "O casal Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça comemoram…". Cadê a concordância?! E aposto que amanhã, domingo, ele vai usar a foto principal da coluna para mais uma vez fazer propaganda de novela da patroa, a TV Globo.

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23/10, Globo, pág. 29. Sobre a vitória do finlandês Raikkonen na Fórmula 1, a matéria diz que ele comemorou a vitória até tarde, tomou muitas caipirinhas e perdeu seu avião na manhã seguinte. Mas não concordamos com o uso de crase na legenda da foto, onde diz: "…regada à caipirinha."

24/10, Veja, pág. 85, coluna "Gente". Sobre a figura ridícula do ministro Nelson Jobim fantasiado de soldado, com aquele uniforme colorido para uso na selva, para confundir com a folhagem, o texto fala do "…uniforme camuflado". Não, pessoal: o uniforme é "de camuflagem", quem está "camuflado" é a pessoa que o veste.

Títulos estapafúrdios

20/10, Globo, capa. A foto é da famosa fonte "Fontana de Trevi", em Roma. Algum maluco jogou tinta vermelha na água e esta ficou vermelha. O título é: "Fontana de rosso". Podemos imaginar que "rosso" signifique "vermelho" em italiano, mas achamos a brincadeira boba.

20/10, Globo, pág. 47. Falando de um pára-quedista brasileiro que compete internacionalmente, o título é: "Uma vaca por um pára-quedas". Não entendemos nada. Fomos ler o texto e ficamos sabendo que aos 15 anos o rapaz deu uma vaca em pagamento de um curso de pára-quedismo. Tudo bem, mas a função do título não é informar? Este não informa nada, é realmente triste este modismo de fazer títulos "engraçadinhos".

21/10, Jornal do Brasil, capa. "César asfalta campanha" é o título, a respeito da prefeitura de César Maia, da cidade do Rio, estar gastando dinheiro asfaltando ruas, "…para pavimentar a candidatura do sucessor". Não sabemos se a prefeitura está ou não gastando demais com asfalto, achamos bom ruas serem asfaltadas, mas achamos o título bobo.

21/10, Estado de São Paulo, pág. B8. Falando do uso de empresas fictícias para realizar importações ilegais, o título é: "País vira campo fértil para o uso de laranjas". O nome da fruta cítrica, neste caso, é usado no sentido de "testa-de-ferro". Achamos de péssimo gosto o uso de gíria, sem ao menos pôr aspas, na linguagem de um jornal. Como já dissemos antes, o Estado, outrora um grande jornal, na disputa de mercado com a Folha de S. Paulo optou por nivelar por baixo. E será que fizeram uma brincadeira de propósito ou foi inconsciente, misturar "campo fértil" com um produto vegetal?

22/10, O Globo, capa. A principal manchete, com grande foto, é: "Raikkonen vence GP do Brasil e inaugura a era do gelo na F-1". Mais uma vez, com esses títulos "engraçadinhos", não entendemos nada. Fomos ler o texto e ficamos sabendo que o apelido do finlandês é "homem de gelo". Mas achamos o título péssimo, ao invés de informar cria um mistério.

 

 

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2 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Por que vocês não denunciam que o colunista Ancelmo Góis, do Globo, usa a coluna para fazer propaganda de novela da Rede Globo? É uma vergonha!

  2. Alayr Fereira disse:

    Mais uma vez o Sr. Ancelmo contribui para a cultura brasileira: Em sua coluna de hoje, ele escreve: "o que Deus uniu, diz a doutrina cristã, o homem não separa". Peraí, Sr. Ancelmo, essa é a doutrina católica. Desde a Reforma, hã uns quinhentos anos, o cristianismo é bem mais amplo, incluindo diversas denominações (não "seitas", como quer o Globo) que admitem perfeitamente o divórcio, o controle da natalidade e, por não se constituírem em uma organização piramidal, como o catolicismo, não chegam a ser peremptórias na questão do aborto (são em geral contrárias, mas demonstram bastante latitude para com seus congregados). Portanto, Sr. Ancelmo, o cristianismo não se restringe ao catolicismo.

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11/10, Jornal do Brasil, capa. "Pirataria toma conta de 40% das vendas" era o título. Na chamada dizia: "Pesquisa nacional revela que o brasileiro está consumindo mais produtos piratas apesar da origem." Não entendemos esse "apesar da origem"…

15/10, O Globo, capa. "Governo vai proibir venda de bebidas em rodovias" era o título. Na chamada dizia: "O objetivo é reduzir a violência no trânsito, que faz 35 mortos por ano no Brasil." Pensamos que morria isso, ou mais, todo dia. Fomos verificar em outras fontes e o correto é 35 mil. Cadê o revisor?

15/10, Valor, pág. B2. "Usiminas vai ao Nível 1 sem esforço" era o título sobre a empresa adentrar o nível 1 da Bovespa. Mais adiante dizia: "Os principais diferenciais do espaço …são a publicação do fluxo de caixa e dos contratos com partes relacionadas." Nada a ver com a realidade: o Nível 1 requer que 25% das ações da empresa estejam negociadas livremente na bolsa, e uma série de regras sobre transparência, o jornalista informou mal.

15/10, Valor, pág. E1. Falando sobre uma possível mudança na legislação sobre estagiários, que pode impactar escritórios de advocacia, o texto usa duas vezes a palavra "banca" para se referir aos escritórios. Não conseguimos entender por que a imprensa usa essa palavra "banca" para se referir ao ramo, é um estranho hábito.

15/10, revista Época, capa. "Ele merecia ser roubado?" era o título da reportagem sobre o apresentador de TV Luciano Huck ter tido seu relógio Rolex roubado numa rua de São Paulo. O apresentador fez suas queixas em artigo na Folha de São Paulo. Fica tudo muito estranho: a revista, que é do Grupo Globo, põe na capa o colega da TV com esse fato tão irrelevante. A matéria é de modo geral favorável a ele, coitadinho, que perdeu o relógio. No entanto, o artigo foi taxado de pueril e superficial pela editora-chefe da revista no artigo que vem logo após a reportagem.

Época

15/10, revista Época, pág. 24. "O velho quilo perdeu peso". O assunto é o padrão mundial do peso, situado na França, ter decidido mudar seu peso em alguns gramas. O que achamos engraçado é que nós já demos essa notícia em 19/9, um mês antes. A revista dormiu no ponto. Vejam nossa matéria em: http://www.opiniaoenoticia.com.br/?p=11671

18/10, Jornal do Brasil, pág. A17. "Dobram vetos a pessoas de fora" era o título da matéria sobre o fato de o Brasil ter endurecido na concessão de vistos de trabalho a estrangeiros. O texto fala em "…autorizações de emprego a gringos". "Gringo" para nós é gíria e os jornais não deveriam permitir seu uso como se fosse linguagem normal. Existe toda uma nova geração de jornalistas que não sabe distinguir gíria da língua normal.

18/10, Valor, pág. B7. Falando de uma empresa nacional que admitiu um sócio estrangeiro, a matéria diz: "…o principal executivo (CEO) da …". Achamos engraçado. Quando eles traduzem matérias estrangeiras, nunca conseguem traduzir corretamente o CEO. Sai sempre uma besteira, por exemplo, "o diretor-executivo", que não faz sentido. De repente, numa matéria brasileira, eles sabem exatamente do que estão falando.

Títulos estapafúrdios

11/10, Opinião e Notícia, link: http://www.opiniaoenoticia.com.br/?p=12155 Sobre planos de investimento do grupo Votorantim, o título correto é: "Votorantim investirá R$ 25,7 bilhões até 2012", mas nossa redatora escreveu por distração "até 2007", e assim ficou no ar durante algumas horas.

14/10, O Globo, pág. 35. "Negócios da China à base de ‘amizades' e jabás". "Jabá" é gíria para "suborno", vem do setor de discos em que se costuma pagar os programadores de rádio para tocar os discos escolhidos pelas gravadoras. Nós protestamos contra o uso dessa gíria como se fosse linguagem normal.

18/10, Jornal do Brasil, capa do caderno Esportes. A respeito do jogo em que o Brasil ganhou de 5 a zero do Equador, achamos o título e a chamada logo abaixo um exemplo de bobagem. "Prêmio à beleza" era o título. Continuando: "Brasil goleia o Equador….num Maracanã lotado e em festa marcada pela paz." Abaixo vinha uma foto de Vagner Love, Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Cacá. Será que o título quer falar da beleza deles? Nada contra, nem a favor, não nos parecem tipos de beleza. E por que a "festa marcada pela paz"? Estamos falando da guerra do Iraque? Francamente não entendemos…

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3 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Esses jornalistas são todos uns analfabetos!

  2. Abelardo Silva disse:

    Por que voces não criticam o colunista Ancelmo Góis, do Globo, que usa a coluna para fazer propaganga da novela da patroa, a TV Globo?

  3. Alayr Ferreira disse:

    Este senhor Ancelmo não perde a oportunidade de ir à forra do nome iletrado que lhe pespegaram (o correto seria Anselmo, com "S") e hoje me sai com "secret é o cassete". Como por outras experiências sei que ele se mete desastradamente a consertar línguas que ele desconhece (incluindo-se aí o português), percebi que o colunista não estava se referindo àquela caixinha plástica que contém fita magnética de filmadora ou gravador de áudio. O que ele queria escrever era "cacete", borduna, maça, porrete, mas faltaram-lhe as letras. Talvez ele deva fazer um curso intensivo junto aos mentores nazi-fascistas, propagadores do bordão "é o cacete" que usam para sublinhar seus brados nacionalistas.

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Normalmente esta é uma coluna de notas, com pequenos comentários sobre variados órgãos de imprensa. Mas nesta semana vimos uma tal aberração na revista Isto É que decidimos dedicar a coluna só a ela.

10/10, revista Isto É, capa e páginas internas. Com o título "A infância de Jesus" a matéria de sete páginas faz afirmações fantasiosas sobre a vida de Jesus. A chamada na capa diz: "Escritas dos séculos I a III revelam que ainda criança Jesus deu vida a pássaros de barro, subiu em um raio de luz e até ressuscitou um menino.

Novos estudos de teólogos e historiadores agora tentam investigar o período menos conhecido da biografia do filho de Deus". Baseada em textos antigos não oficializados pela Igreja, a revista conta detalhes da suposta infância de Jesus. Uma das chamadas em letras grandes dentro da matéria diz: "O primeiro mestre que José conseguiu para o filho, Zaqueu, não quis dar mais aulas. O aluno não precisava de suas lições. ‘José, leve-o para casa'". Independentemente das convicções religiosas de cada um – e na nossa equipe temos de tudo, de católicos devotos a ateus convictos – achamos que fazer essas afirmações que não têm qualquer base histórica é uma irresponsabilidade. Sensacionalismo barato…

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2 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Revistinha vagabunda!

  2. Camilo Terras disse:

    Realmente a Isto É consegue baixar a níveis nunca antes imaginados. Quem será o tipo de pessoa que decide fazer uma matéria como essa, vendendo mentiras para leitores crédulos?

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2/10, O Globo, pág. 25. "Mulher na diretoria faz empresa render mais" é o título da reportagem sobre os bons resultados de empresas que têm mulheres em altos cargos executivos ou no Conselho. A matéria traz um quadrinho com as fotos e um pequeno texto sobre cinco mulheres que são as executivas-chefes de empresas grandes como Xerox, Pepsi e outras. Nas cinco, a descrição começa igual: "Presidente e diretora-executiva da …". Para ter certeza do nosso comentário fomos buscar na Internet e confirmamos que o que eles traduzem como "diretora-executiva" era CEO no original. CEO é a sigla de "Chief executive officer", ou seja, algo como "executivo-chefe". É o chefão, ou a chefona, o número 1. Chamar de "diretora-executiva" não informa nada, nas empresas brasileiras geralmente todos os diretores são executivos. O leitor fica sem a informação básica: essa é A CHEFE.

3/10, Folha Online, veja aqui a matéria. Neste caso não é crítica à mídia, é elogio à Folha por uma notícia engraçada. O texto conta: "Um único carimbo fabricado com pouco zelo em relação à língua portuguesa fez com que milhares de documentos oficiais da Câmara e do Senado trouxessem um "Congreço Nacional" estampado nos cantos inferiores de suas páginas.", e traz um fac-símile do carimbo.

5/10, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, capa. O Flamengo tinha ganho de 1 x 0 do São Paulo Futebol Clube na véspera à noite. No Globo isso é a foto principal no alto da página. No JB também tem foto com destaque. O Estado e Folha nem mencionam. Nossa primeira reação foi achar que os jornais paulistas decidiram não noticiar a derrota do time local por um carioca. Afinal de contas, imprensa paulista discriminar o Rio não é novidade. Mas depois ocorreu: talvez essa seja uma edição que fecha mais cedo para ser enviada para fora de São Paulo. É possível, mas fica uma situação de estranheza, pagamos para ter o jornal e esse não traz notícia considerada importante? Não é razoável.

5/10, O Globo, pág. 26. Sobre o especulador Naji Nahas, acusado de quase levar a Bolsa de Valores à falência em 1989, o texto diz que a Comissão de Valores Mobiliários afirma ter "…identificado mais de cem laranjas que atuavam para o investidor". Conhecemos essa gíria, "laranja", que em português correto seria "testa-de-ferro". Mas discordamos de um jornal sério usar gíria dessa forma, sem ao menos pôr entre aspas.

6/10, Opinião e Notícia. Na nota logo acima, este redator tinha escrito o verbo "pôr" sem o acento. Duas revisoras deixaram passar o erro, que ficou no ar umas duas horas, até ser percebido pelo próprio redator.

Títulos estapafúrdios

2/10, O Globo, pág. 2. Na seção de resumo das principais matérias do dia uma é sobre um pedido do Brasil à ONU para ampliação da área do Oceano Atlântico sob jurisdição do país. Com isso, passaríamos a controlar uma área de oceano quase do tamanho da Amazônia. O título: "Brasil planeja criar uma Amazônia azul no Atlântico". Achamos muito bobo.

5/10, Jornal do Brasil, capa. Em notícia que também demos, veja aqui, o assunto é que executivos da Airbus e de sua controladora EADS, teriam se valido de informações privilegiadas para vender ações na bolsa. Mas o título do Jornal do Brasil é "Escândalo atinge Sarkozy", e a chamada insinua que o novo presidente francês esteja implicado no fato. Procuramos em vários jornais internacionais, incluindo o Le Monde francês, que é oposição a Sarkozy, e não vimos menção a ele. O JB foi sensacionalista.

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1 Opinião

  1. Abelardo Silva disse:

    Que bom que o colunista voltou de férias. E parabéns pela charge!

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O colunista está de férias e retorna na primeira semana de outubro.

Para ler a última coluna, clique aqui.

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2/9, O Globo, pág. 46, Saúde. Em matéria com conselhos para quem pratica corrida, em dado trecho tem uma dica para quando está frio: “Use camisetas de manga comprida, bermudas e calça leg”. Para nós “leg” é “perna” em inglês, mas fomos nos informar e ficamos sabendo que estão falando de uma calça justa, que acaba nas canelas, usada pelas mulheres. Estranhamos: em nenhum lugar dizia que os conselhos eram só para as mulheres. Depois continua: “Se estiver muito frio, use boné e luvas”. No clima do Rio? O rapaz viajou… Continuando: “O agasalho serve apenas para aquecer”. Essa não entendemos, para que mais serviria o agasalho? E, finalmente: “E troque a roupa molhada”. Nós achamos esse conselho desnecessário, mas já que o redator entrou em tanto detalhe, devia ter recomendado um chuveiro antes de vestir a roupa limpa.

5/9, Jornal do Brasil, pág. A18, coluna Informe Econômico. Com o título ONU verde para vencer a poluição, o colunista decide que a nova prioridade da entidade é combater a poluição. Falta ele tomar um avião a Nova Iorque e convencer a ONU disso, já que pelo que vemos nos jornais ela continua preocupada com as guerras que assolam o planeta. Em dado momento ele fala das “…ações das nações destruindo o planeta…”. Depois fala das “…grandes companhias internacionais, que estão acima das nações”. Mais tarde volta aos governos: “…os governos de vários países acham que estão acima dessa realidade…”. A gente fica na dúvida se ele acha que a culpa é das “grandes companhias” ou dos governos.

5/9, Valor Econômico, pág. B14. Falando da próxima colheita brasileira de grãos, que deve mais uma vez bater um recorde, o texto fala da “nova safra…que será colhida em janeiro”. O jornalista viajou…grande parte da nossa colheita de milho, soja e outros é feita no período março-maio.

5/9, O Globo, capa do Segundo Caderno. Em matéria que ocupa a página inteira, o título é Ele sabe quem matou. A foto enorme é de um tal de Dennis Carvalho, que aparentemente é o diretor da novela da TV Globo, em que houve um assassinato. Uma página inteira para fazer propaganda disfarçada da novela. Achamos isso mau jornalismo. Não tem nenhuma notícia ali. Acontece que nos dois dias anteriores tinha estreado no Teatro Municipal do Rio a ópera Orfeu, de Monteverdi, que é vista como a primeira ópera da história. Ela nunca tinha sido encenada lá antes. Esperávamos alguma notícia a respeito. Fomos para a página 2, onde costumar sair notícia de música clássica, e nada. Finalmente, na página 3, na coluna Gente Boa, uma espécie de coluna social, lá estava a ópera. Com um viés de coluna social: quem estava com quem, quem gostou do cenário. Ficamos decepcionados. Um dia ou dois mais tarde saiu uma resenha da ópera, como sempre muito bem escrita, do crítico Luiz Paulo Horta. Mas quisemos registrar aqui nossa discordância dos critérios do Segundo Caderno, que prefere fazer propaganda da novela do patrão a falar de assuntos culturais marcantes.

7/9, Jornal do Brasil, pág. A18, coluna Informe Econômico. Falando do projeto do PT de fazer um plebiscito sobre anular a privatização da Cia. Vale do Rio Doce, o colunista diz que essa campanha faz parte “…de uma ação de grandes companhias internacionais do setor de mineração…”. Ele atribui essa informação à Abin-Agência Brasileira de Informação. Mais abaixo ele volta à carga: “A campanha é financiada por empresas internacionais…”. Vejam só, nossa esquerda agora é financiada por multinacionais – quem diria… Acontece que a coluna não dá nome aos bois, quem seriam as misteriosas empresas? Qualquer um que acompanhe o setor só pode pensar na inglesa RTZ (ex-Rio Tinto Zinc) e na australiana BHP, que junto com a Vale compõem o trio que domina a mineração mundial. Mas o Opinião e Notícia é contra teorias de conspiração e prefere achar tudo isso bobagem.

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1 Opinião

  1. Evandro Correia disse:

    Realmente é uma grande cara de pau do Globo ficar usando espaço jornalístico para fazer propaganda de novela. O Artur Xexéo, editor do caderno, que tem um passado respeitável como jornalista, não devia se prestar a isso.

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29/8, Globo, pág. 2. Na seção com o resumo das principais notícias da semana, a foto em destaque é para o jogador de futebol Roberto Dinamite, sentado ao lado de um adolescente, com uma camisa da seleção na mão. O texto diz: “Ao lado do filho Rodrigo, Roberto Dinamite mostra a camisa que usou pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 1978, na Argentina, que faz 15 anos hoje”. “Puxa vida, de 1978 para 2007 dá 30 anos, não é 15”, foi a nossa reação. Depois, olhando para o garoto, percebemos: deve ser ele quem faz 15 anos. Mas não é o que está escrito.

29/8, Globo, pág. 33. Falando do senador americano que supostamente assediou um homem num banheiro público e deu o azar de o homem ser um policial à paisana. O senador foi acusado de atentado ao pudor, foi para a delegacia, onde optou por se confessar culpado e aguardar a continuação em liberdade. Tudo isso se passou há algumas semanas. De repente o Globo toma conhecimento do caso e dá um título: “Senador americano é preso por assédio”. Achamos sensacionalista, ele não chegou a ser preso, o caso é de semanas atrás, o leitor sai mal informado.

29/8, revista Isto É, pág. 88. A matéria é sobre um livro recente que conta a infância de Josef Stalin, o ditador comunista russo que tem o mérito de ter assassinado mais que o dobro de pessoas que Adolf Hitler. Para quem não sabia, é isso mesmo. Em progroms, relocação de povos inteiros, como o da Tchetchênia, para a Sibéria, e nos seus campos de concentração, calcula-se que Stalin assassinou cerca de 20 milhões. Ganha longe de Hitler, com 6 milhões. Pois o texto fala dele como “…uma das maiores personalidades do século XX”. Gente, um pouco de senso crítico…

29/8, mesma revista, pág. 20. A coluna "A semana", com o título "Água mineral é torneiral", supostamente denuncia que nos EUA grandes empresas como Coca-Cola, Pepsi e Nestlé estão vendendo água da torneira como se fosse mineral. Bobagem. Lá como aqui, onde também grandes empresas vendem água engarrafada, a distinção é clara. Água mineral vem de uma fonte, o rótulo explica isso, água engarrafada adicionada de sais m inerais é outra coisa.

Clique aqui para ampliarG1/Globo.com, 30 de agosto. No site de notícias do portal Globo.com, novela da Globo é assunto sério: "Paraíso Tropical – G1 investiga quem será o assassino de Taís" era uma chamada na homepage do site na tarde da última quinta-feira. Ao clicar na chamada, o leitor chegava à matéria "Taís é assassinada nesta quinta em 'Paraíso'", que continha nada menos que um infográfico com os suspeitos de matar a personagem de Alessandra Negrini na novela. O que incomoda é que um site de notícias dê como reportagem de primeira página uma novela de TV, que obviamente não é notícia. Essa sinergia dos veículos da Globo veiculando uns aos outros  incomoda, não é bom jornalismo.

Títulos estapafúrdios
29/8, Globo, capa. A bela foto é de um grupo de golfinhos nadando perto das praias do Rio. Era sábado, e a matéria prenunciava um fim de semana de bom tempo e praias cheias. O título é: “Fim de semana do Caribe”. Não entendemos, o golfinho sempre foi típico das nossas águas, o que tem o Caribe a ver com isso? Ou será uma brincadeira com a expressão tipicamente carioca “do caramba”, a qual por sua vez é um eufemismo para outra mais chula em que as três últimas letras são outras?

29/8, Globo, capa do caderno “Carro etc”. Numa reportagem sobre a Kombi, da VW, que completa 50 anos de produção no Brasil, e que continua prestando bons serviços, sendo muito usada por ambulantes para vender produtos alimentícios, o título é: “O pão de forma de cada dia”. Supomos que é uma referência ao formato retangular da Kombi, mas achamos bobo. Na busca de títulos “engraçadinhos”, o jornais freqüentemente baixam o nível, como também no outro acima.

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1 Opinião

  1. Abelardo Silva disse:

    Lendo esta coluna toda semana noto uma tendência: até pouco tempo atrás o Jornal do Brasil era seu alvo principal. Agora, claramente, é o Globo. Isso será uma preferência pessoal de quem redige, ou houve uma mudança no padrão de qualidade dos veículos? Dá a impressão de que o JB está se esforçando para melhorar, principalmente aquele colunista do Informe Econômico que vocês resolveram deixar em paz, e que o Globo está num processo de baixar o nível. Mas e os jornais de São Paulo, será que são tão melhores assim, ou vocês não estão lendo eles?

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20/8, revista Época, pág. 66. A matéria é sobre uma nova teoria que diz que o continente americano foi povoado por pescadores japoneses que vieram de barco atrás de cardumes de peixes, subindo pela costa asiática, passando ao longo da costa da Rússia e do Alasca e descendo ao longo da costa do Canadá e EUA. Isso contraria a teoria oficial de que o homem veio da Sibéria através do Estreito de Bhering chegando ao Alasca e gradualmente indo para o sul. Mas o texto fala muita bobagem. O subtítulo diz que “…eram pescadores do Japão. E vieram atrás de sushi”. Que brincadeira boba… E a legenda do mapa, que mostra claramente o movimento deles pelo Oceano Pacífico, fala em “Atlântico Norte”. Gente, quanta incompetência!

20/8, mesma revista, pág. 88. Falando do terremoto que destruiu a cidade de Pisco, no Peru, o subtítulo diz: “…terremoto…destrói a infra-estrutura do Peru”. Mentira, não afetou Lima e grande parte do país, sensacionalismo barato e bobo. Mais abaixo o texto diz: “…cerca de 300 fiéis celebravam uma missa…”. Estranho, na Igreja que conhecemos quem celebra a missa é o padre, os fiéis apenas assistem…

22/8, Globo, capa do segundo caderno. A matéria que ocupa a página inteira é sobre o importante cantor de ópera americano Thomas Hampson, que está no Brasil, e cujo título criticamos abaixo. Em dado momento, falando das músicas que escolheu para cantar, o texto diz: “…alegou o cantor”. Esse uso errado de “alegar” está se espalhando. “Alegar” implica em estarmos dizendo que pomos em dúvida o que a pessoa está dizendo. Por exemplo: “O acusado alegou estar em casa dormindo no momento do crime”.

23/8, Jornal do Brasil, pág. A18, coluna Informe Econômico. Falando de um seminário em Brasília, em que ministros fizeram palestras, a coluna diz: “Só quem transmitia direto era a TVE, que não chegou a botar no ar”. Transmitia ou não transmitia? A nosso ver, se não pôs no ar, não transmitia.

Títulos estapafúrdios


10/8, Jornal do Brasil, capa. “Mensalão: julgamento que promete parar o país”. Isso é sobre o julgamento no STF dos acusados de corrupção que está em andamento há alguns dias. Parou alguma coisa? E em continuação ao título bobo vem a seguinte frase: “Quase três anos depois de o JB denunciar ….”. Três anos?! Espera aí, o escândalo começou no mês de junho, nós estamos em agosto, são dois anos e 2 meses, nada a ver com “quase três anos”.

22/8, Globo, capa do segundo caderno. A matéria que ocupa a página inteira é sobre o importante cantor de ópera americano Thomas Hampson, que está no Brasil. O título é “Entre bytes e ‘bravos’”. Não entendemos, o que tem os bytes do computador a ver com isso?

23/8, Globo, pág. 40. Falando do novo serviço do Google que permite ver o céu como se tivéssemos um potente telescópio, o subtítulo é: “Google tem ferramenta ‘sky’”. Nós sabemos que “sky” quer dizer “céu”, mas por que usar a palavra estrangeira. Bobagem.

24/8, Jornal do Brasil, capa. A manchete que ocupa toda a largura da página, dizendo que 1.200 policiais da Força Nacional vão para o Rio ficar 4 anos, é: “Mais 1.200 policiais no Rio”. Nós achamos que em um estado que tem dezenas de milhares de policiais, mais 1.200 é uma gota d’água. Sensacionalismo bobo…