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Economia

O Brasil decola

Nesta semana a Economist publica uma série especial sobre o Brasil, que reproduziremos a partir desta sexta-feira, 13

O Brasil decola
Fonte: Economist

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A arrogância pode colocar em risco a maior história de sucesso da América Latina.

Quando o banco Goldman Sachs, em 2003, juntou as economias do Brasil, da Rússia, da Índia e da China na sigla BRIC isso despertou ceticismo. Um país como o Brasil, que apresentava um crescimento tão pequeno quanto seus trajes de banho, que era suscetível a qualquer crise financeira, instável politicamente e com grande capacidade de desperdiçar o seu potencial e talento com carnaval e futebol não tem características de um país promissor.

Hoje, esse ceticismo parece um grande engano. A China pode ser a principal economia que não foi atingida pela recessão, mas o Brasil também tem se saído bem. O país enfrentou dificuldades, mas foi o último a entrar na recessão e o primeiro a sair. Sua economia está crescendo 5% ao ano e tudo indica que este fenômeno vai continuar daqui para a frente graças às grandes reservas petrolíferas de águas profundas e ao interesse da Ásia, que continua em busca de alimentos e minerais do Brasil.

As previsões variam, mas em algum momento depois de 2014, um pouco antes do que o esperado pela Goldman Sachs, o Brasil provavelmente será a quinta maior economia do mundo superando a Grã-Bretanha e a França. Até 2025, São Paulo será a quinta cidade mais rica, segundo uma empresa de consultoria. Em alguns aspectos, o Brasil supera os outros BRICs. Ao contrário da China, da Índia e da Rússia, o país é democrático, não precisa lidar com rebeldes, conflitos étnicos e religiosos e nem com vizinhos hostis. Além disso, exporta mais do que petróleo e armas e trata investidores estrangeiros com respeito.

Em suma, o Brasil repentinamente parece ter conseguido visibilidade que foi simbolicamente marcada no mês passado quando o Rio de Janeiro foi escolhido para sediar os jogos olímpicos de 2016. Dois anos antes, o país será palco da Copa do Mundo. Na verdade, o crescimento do Brasil tem sido constante. Os primeiros passos foram dados na década de 1990 quando foi implantada uma política econômica sensata. A inflação foi controlada, grandes gastos locais e de governos federais foram obrigados por lei a diminuírem. O Banco Central conseguiu autonomia e ficou responsável por manter a inflação baixa e garantir que os bancos evitassem atos irresponsáveis que prejudicaram a Grã-Bretanha e os Estados Unidos. A economia foi aberta para investimentos externos e várias indústrias estatais foram privatizadas.

Leiaos outros artigos da série especial sobre o Brasil:

O estado autodestrutivo

Commodities – Brasil aprendeu a amar o setor

Estrangeiros investem, empresas brasileiras investem fora

Finanças no Brasil – Abandonando o vício

Especial – O Brasil decola

Fontes:
Economist - Brazil -- Brazil takes off

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9 Opiniões

  1. Dorival Silva disse:

    Que bom ver a Economist nos levando a sério. Mas a advertência é séria também: cuidado com a arrogância, com Lula se achando “o cara”, achando que vai ser o Secretário Geral da ONU. Devagar com o andor, minha gente.

  2. Elisa Maria disse:

    Por um lado, me admira um veículo estrangeiro tão conceituado como a Economist dizer coisas preconceituosas em relação a trajes de banho, futebol e carnaval. Por outro lado, não me admira muito por ser essa a triste ideia que fazem de nós lá fora.

  3. Fernando disse:

    Nem de longe o Brasil de hoje se parece com o do PSDB que foi embora sem deixar um minimo de saudades. Dizer que a potência do país começou em 1990 é no mínimo má fé, dizer que a privatização é que impulcionou a economia é no mínimo burrice rançosa. O país começou a crescer no momento que o povo assumiu sua brasilidade com um representante inteligente e perspicaz como nunca houve depois da ditadura. LULA este é o nome do povo e sempre será. As favas com os ciumentos e ignorantes que pensam ao contrario, estes são parceiros da inVEJA, Estadão, Folha, Globo e tudo o que tem de pior na oposição. Nunca mais o povo deixara esta corja tomar o poder de novo. Fora FHC.

  4. Fernando disse:

    A diferença entre as esquerdas brasileiras é a direita comandada pelo PIG, é que nas esquerdas existe liberdade de expressão, pode se falar contra e a favor. A direita continua oprimindo e cerceando as liberdades. Qualquer pagina de esquerda voce pode dizer o que pensa livremente, nas de direita passa por um censor igualzinho como na china, na antiga URSS, nos EUA, em Cuba e na ditadura da A.L..
    Direita brasileira igual a falsa liberdade, falsa democracia, tudo é falso e o povo ja notou isso. Direita nunca mais.

  5. Eduardo disse:

    Só senti a pitadinha de inveja quando este conceituado orgão de imprensa internacional cita nossos trajes tropicais e nossa alegria sintetizadas no carnaval (que dura o ano todo) e nosso futebol(que mesmo com a precariedade dos clubes) é maior e mais empolgante que de todo o resto do mundo…
    Se não melarem a caminhada, vamos ser potência sim, e potência pacífica e pacificadora…

  6. paulo renan finholdt disse:

    Brasil decola, mas com mais escola( e muita escola, sem preconceito nem reserva). Decolar, por decolar, sem muita opção onde pousar, o mar pode tragar e os sonhos naufragar; se o medo do mar for muito, a alternativa é de avestruz, enfiar o nariz na serra, ou qualquer terra. A consistência do plano de voo, dirigido com eficiência e competência, alicerçado em muita ciência usará a potência disponível, na arremetida necessária, sem risco de estolar ou necessidade de abortar.
    Do alto, ceu de brigadeiro, tudo limpo até a linha do horizonte e esquadrinhando todos os quadrantes, será voo calmo e tranquilo, mas criterioso e cuidadoso, sobretudo grande estudioso estará atento a tudo e com todos. E piloto automático nem pensar, pois a todos deverá caber boa cota a cumprir; nunca ficar sem trabalhar. Se quer mais terra a terra, garboso a caminhar, à frente sempre olhar com olhos de lince e visão de 180º, cadenciado e constante, mental e inversamente quantificando a distância do objetivo, isso todo o batalhão. De longe, fala-se de amores e flores; chegue-se, e venha partilhar de dores e sabores. Ir até aonde fores! ! !

  7. EDSON disse:

    A história reserva a poucos a oportunidade de produzir as grandes mudanças que marcam a vida de um povo.O Brasil já conheceu grandes lideranças,cuja atuação e conduta criaram novos paradigmas e alteraram o curso dos acontecimentos,fazendo o nosso Brasil avançar cada vez mais.Entre esses NÃO está FHC e outros.Mas certamente LULA está.Com o nosso presidente LULA o Brasil vive um periodo intenso de progresso e grandes realizações,fazendo aumentar aquele impuso adiministrativo,tornando-se o maior e mais produtivo presidente do Brasil, de todos os tempos.Hoje temos o orgulho de dizer que temos um governo “MAIÚSCULO”,espero que possamos ter a felicidade de ver LULA elegendo o seu sucessor DILMA.

  8. luiz antonio vieira barbi disse:

    QUE DESTA VEZ NAO SEJA MAIS UMA PERIGOSA ILUSAO QUE OS ACIMA DOS 50 ANOS DE IDADE JA COHECEM MUITO BEM….A PIOR DELAS EM 1985, COM A ELEICAO DIRETA PARA O FINADO TANCREDO NEVES…QUE FIASCO!!!! E O COLLOR?? MELHOR NEM RECORDAR OS FIASCOS…MELHOR E TORCER PARA DESTA VEZ SER VERDADE!!!!

  9. Osvaldo Gomes Bomfim disse:

    O Brasil decola, mas precisa ter uma sociedade que seja mais justa e solidária com os todos os brasileiros.

    Com um salário mínimo já fixado em R$ 505,90, os brasileiros podem decolar para R$ 510,00 em 2010.

    Voces sabem quanto custa o aluguel de uma Kitinete no Centro de Niterói com condomínio e IPTU? Exatamente R$ 510,00.

    Este foi o salário Criado em 1840 por Getúlio Vargas, para satisfazer as necessidades de: habitação, alimentação, higiene, transporte, saúde, educação e lazer.

    Então vale tudo para o Brasil crescer, vale sacrificar e escravizar o povo com um salário de R$ 505.90, um salário para o povo pobre e mizerável, que mal dá pra comer. A classe média, quase extinta também sofre com os impostos cada vez mais caros, veja, o IR por exemplo, sacrificando a classe média.

    Onde está no Brasil a sociedade mais justa e solidária, se 6%(seis por Cento) são pobres e 94%(noventa e quatro por cento)da população concentra todas as nossas riquezas?

    Porque o Governo não divide em cheques nominais para os brasileiros assalariados e de classe média, proporcionalmente, este Royates do Petróleo a partir de 2010?

    Os brasileiros querem decolar juntos com o Brasil, até porque, não faz sentido, o Brasil decolar com o povo se afundando na fome, miséria, prostituição, criminalidade, tráfico de drogas. Até parece que voltamos à época dos Reinados, onde os soldados do rei chicoteavam o povo colono e exigiam mais impostos, sem dar nada em troca.

    Na cidade de Niterói, onde vivo por exemplo, os remédios são muito caros, o médico de família não funciona, consultas só pra daqui a seis meses. O hospital Universitário Antonio Pedro, aquele que atendia a população está em ruinas, desativado. Uma cidade com 500 mil habitantes, tem um único hospital público, o “Azevedo Lima” com apenas 76 leitos, para atender ainda, os mais de 2 milhões de habitantes da cidade vizinha de São Gonçalo.
    Acho importante o Brasil sediar os jogos olímpicos de 2016 e ser o palco da Copa do Mundo, mas é necessário que o governo, imediatamente, implante projetos de geração de empregos para os jovens do Rio de Janeiro, que estão sendo empregados pelo tráfico. É fácil, começa pela reciclagem profissional e formação de mão de obra local. Depois paga uma salário mínimo de R$ 2.000,00(dois mil reais) para os jovens porque senão eles vão para o tráfico, onde paga mais.
    É a pura realidade brasileira, se o policial ganha R$ 1.400,00 para subir o morro do Rio e colocar sua vida em risco, para “decolar”, subir o morro, o policial teria que ganhar no mínimo R$ 5.000,00. Afinal quanto ganha um policial nos EUA, França e Grã-Bretanha?
    E quanto ganha um policial na China, Índia e na Rússia com os rebeldes, conflitos étnicos e religiosos e com vizinhos hostis?
    O Brasil só decola nas gerras, nos morros do Rio, dos macacos e dos rebeldes.
    A globalização traz tudo isso, inclusive, análise de cargos e salários dos policiais do Planeta Terra.
    A inflação foi controlada, por lei, mas será que diminuíram o custo do arroz, feijão, carne, farinha, pão, leite, frutas, legumes etc…?

    O salario mínimo vai subir R$ 90,00 e o povo brasileiro vai decolar em 2010.

    Osvaldo Gomes Bomfim é ambientalista, defensor da Mata Atlântica do Brasil, presidente da ONG DA MAÇÃ – Amigos do Meio Ambiente.
    Câmara de Combate à má distribuição de Renda no Brasil.

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