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O estado autodestrutivo

O estado autodestrutivo
Fonte: Portal do Governo Brasileiro

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As empresas no Brasil ficam entre um governo que só atrapalha e os concorrentes do mercado negro.

De acordo com a Economist, não é fácil lidar com o desperdício, a incompetência e a obstrução do governo brasileiro. O país realiza campanhas contra a AIDS e desenvolve pesquisas para ajudar a economia. O estado de Minas Gerais contratou especialistas no setor privado para eliminar déficits e medir o desempenho de vários departamentos. Em São Paulo, o Centro de Liderança Pública realiza cursos para prefeitos interessados em aprender mais sobre técnicas de gestão. Até em Brasília as coisas estão melhorando. Segundo a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o serviço civil precisa ser profissional e meritocrático.

Apesar de tantas melhorias, o Brasil não fornece permissões ambientais para a construção de novas usinas hidrelétricas e portos, não impede que esgotos sejam jogados no rio que corta a maior cidade do país. Permite também que madeireiros ilegais destruam as florestas, dificulta a contratação, a demissão e os pagamentos de impostos que deveriam ser feitos por grandes empresas, mas não impede que 45 mil cidadãos sejam assassinados a cada ano.

Leiaos outros artigos da série especial sobre o Brasil:

O estado autodestrutivo

Commodities – Brasil aprendeu a amar o setor

Estrangeiros investem, empresas brasileiras investem fora

Finanças no Brasil – Abandonando o vício

Especial – O Brasil decola

Fontes:
Economist - A special report on business and finance in Brazil -- The self-harming state

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10 Opiniões

  1. Markut disse:

    Santas palavras de d. Dilma: “o serviço civil precisa ser profissional e meritocrático”.
    Precisa mas não é.
    Faltou apenas explicitar porque isso não acontece, em nossa cultura , onde prevalece o cabide de cargos disponiveis para companheiros, apaniguados políticos,safra dos QI (quem indicou) e assim por diante.
    É exatamente a antítese do que seria indispensavel para termos um estado eficiente e enxuto.
    Única saida: um eleitor mais esclarecido, menos sujeito a sofrer toda sorte de engodos demagógicos que lhe são impingidos dia sim e outro tambem , a fim de exercer positivamente os seus direitos e deveres de uma cidadania consciente.

  2. Dorival Silva disse:

    Um amigo meu, europeu que veio morar no Brasil, diz que o burocrata brasileiro odeia o empresário, o empreendedor, por herança dos burocratas portugueses. Portugal proibia qualquer atividade empresarial no Brasil, era contra a lei, e daí até hoje nossos burrocratas odeiam empresários.

  3. luiz antonio vieira barbi disse:

    O PROBLEMA E SIMPLISSIMO!!!!! SE SIMPLIFICAREM AS COISAS, COMO JUSTIFICAR A ENORME MULTIDAO DE FUNCIONARIOS PUBLICOS?? A MINISTRA DILMA ESTA IMERSA NA RAZAO…MAS, COMO FAZER COM O SERVICO PUBLICO?? COMO FAZER COM A POLITICALHA EMPERDENIDA?? AS EMPRESAS INFORMAIS EXISTEM DEVIDO A BUROCRACIA INFERNAL…O CAMINHO SO PODE SER A MUDANCA TOTAL DA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DO BRASIL, FIRMEMENTE ALICERCADA NO SERVICO PUBLICO INEFICIENTE E QUASE SEMPRE INUTIL…E NA POLITICALHA..

  4. Markut disse:

    É verdade Dorival.E é impressionante como uma cultura dessas se propaga, ao longo do tempo,atingindo-nos, numa espécie de efeito dominó.
    Poderíamos afirmar que as coisas ainda acontecem apesar de… e não graças a….., mas que prejudicam, e muito, a nossa ânsia e necessidade de integração na moderna comunidade global.
    Desde que se retire o pé do freio , teremos condições e merecimento para estar lá.

  5. renato disse:

    Por tudo que se ouve ou se lê, vemos que a república ainda não foi instalada no Brasil e continuamos na lógica da monarquia, tudo para os nobres e nada para o povo. Como exemplo é só ver a questão da aposentadoria, onde os serviores públicos são a corte e o INSS é a massa miserável.

  6. Leonardo disse:

    Segundo o luiz antonio vieira barbi, o problema é o excesso de servidores públicos, quando na verdade é justamente a falta deles que gera a burocracia. Bastou a previdência recuperar seu quadro funcional que as aposentadorias passaram a ser liberadas em 30 minutos. Na Receita o IRPF/IRPJ pode ser feito via Internet há muitos anos, assim como uma série de serviços essenciais às empresas… cadê a burocracia? A Justiça (por enquanto) ainda deixa a desejar, mas a generalização é pura retórica.

    O servidor comissionado, de livre nomeação e exoneração, que é indicado por políticos através do famoso QI e não tem comprometimento nenhum, esse sim é que deveria ser varrido do serviço público.

    O termo que melhor define a aprovação em um concurso público é meritocracia. Não é qualquer um que passa, quem entra tem méritos e é verdadeiramente capacitado.

    Tem gente que quer obrigar todo mundo a ser empreendedor, ou doar corpo e alma pra um, a troco de uma merreca.

    Aprovação em um concurso público é a realização de anos de estudo, a consagração de uma via alternativa de ascenção profissional e de qualidade de vida.

    Tem que ser muito medíocre pra questionar esse direito constitucional, que é de todos nós.

  7. Karina D'Carla disse:

    Leis para muitas coisas e desmandos em tantas outras…

  8. Halph disse:

    Gente! Nós temos isso tudo! Puxa, estamos crescendo, estamos virando nação de primeiro mundo! Que legal! Precisamos comprar um lençol maior.

  9. Eduardo disse:

    O Brasil não dá licenças ambientais para construções de Hidroeletricas???? acho que tem uma colocação errada aí…Os orgãos responsáveis pelo MEIO AMBIENTE, coisa que o velho mundo nunca respeitou quando se tratava do Brasil colônia, é que não dão estas licenças se os projetos não estiverem de acordo com as normas votadas e acordadas nos diveros documentos de conservação ambiental… ECO 92 só pra citar. Agora crescer de qualquer jeito é melhor não crescer, e esse papo de dar cursos para gestão e não investir nas universidades, nas escolas técnicas não adianta nada, é semear sem poder colher. Dar choques em moribundos não adianta nada, temos que ter consciência que de agora pra frente todo crescimento econômico tem que estar atrelado a sustentabilidade ambiental, qualquer coisa diferente disto é balela…

  10. Osvaldo Gomes Bomfim disse:

    É verdade no Brasil prevalece a Lei do contrário.

    No Brasil os políticos criam dificudades para liberar permissões ambientais, não só para a construção de novas usinas hidrelétricas e portos, como também de projetos Turísticos de porte, Indústrias da construção civil, quando deveriam implantar e reestruturar as esgotos. Na minha cidade de Niterói, aprovam prédios todos os dias, mas nada se faz adequar e melhorar a rede de esgoto desde 1840. Vão dizer que colocaram rede de esgoto em todos os bairros, mas não ligaram o esgoto das casas na rede. Foi obra de fachada. No Rio de Janeiro, dos 4.740 esgotos clandestinos que despejam detritos na Bahia da Guanabara, só 540 cumpriram a determinação da FEEMA e fizeram estação de tratamento, o restante continua poluindo a Baia. Assim como, os dejetos sem trtamento são jogados nos rio que cortam as maiores cidade do país. Não adianta, nós ambientalistas denunciarmos os crimes ambienbtais, porque autoridades ainda permitem que madeireiros ilegais destruam as nossas florestas. A maior parte dos empresários brasileiros sonegam impostos, pequenas, médias e grandes empresas. Sou corretor de imóveis e vendo imóveis, comércio e indústria, outro dia, fui vender um supermercado e o dono me informou que tinha uma féria de R$ 500 mil por mês, mas que funcionava como micro empresa. Depois chegaram dois seguranças muito forte e segurando uma criança franzina de 7 anos, disseram ao patrão que pegaram a criança no supermercado roubando um Kilo de arroz, se o patrão queria que cortassem o braço da criança, fazendo terrorismo. Determinei que os seguranças largassem a criança e sob ameça de denunciá-los para a polícia, soutaram a criança. O cliente ficou aborrecido comigo, porque intervi no negócio dele, dizendo que fui ali apenas como corretor de imóveis. Informei ao comerciante, que a culpa daquela criança estar roubando um kilo de arroz era dele, porque ele sonegava impostos, tinha uma receita de R$ 500 mil e só declarava R$ 20 mil. Os impostos que o mesmo estava sonegando, se reverteria em benefício de alimentação, escola e saúde para aquela criança. E depois aborrecido, peguei a criança aterrorizada pelos seguranças, paguei o arroz, dei para a criança e a levei protegida comigo para fora do supermercado. Disse ao comerciante que não me interessava mais vender o supermercado dele. Infelismente, o comerciante, naquele local estava cercado de favelas, ladrões, desempregados, traficantes e cidadões de bem, abandonados pelo poder público, o fato, que é a realidade brasileira, e que não impede que 45 mil cidadãos sejam assassinados a cada ano.

    O Governo tem que investir no social para acabar com a criminalidade.

    Osvaldo Gomes Bomfim, é ambientalista, defensor da Mata Atlântica do Brasil, presidente da ONG DA MAÇÃ – Amigos do Meio Ambiente.

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