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Flotilha

O ponto de vista de Israel sobre o bloqueio dos barcos para Gaza

O embaixador de Israel nos EUA, Michael B. Oren, enviou artigo para o NYTimes expondo sua visão sobre a interceptação da flotilha “humanitária”, o qual resumimos abaixo

O ponto de vista de Israel sobre o bloqueio dos barcos para Gaza
Tudo isso caracteriza "uma operação de propaganda política", diz Michael B. Oren

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Os soldados israelenses que desceram do helicóptero para o navio levavam rifles de “paint-ball”, armas típicas de dispersar multidão e não de matar pessoas. Foram recebidos por “ativistas pacíficos” armados com barras de ferro, que espancaram violentamente os primeiros soldados, atirando alguns para o deque inferior, causando ferimentos graves, ou ao mar. Os soldados do primeiro helicóptero mantiveram obediência à ordem de não atirar com suas pistolas. Vídeos mostrando isso estão disponíveis no YouTube.

O que esses vídeos não mostram são aspectos cuja investigação ainda está em andamento. Primeiro, cerca de 100 dos passageiros detidos levavam grandes somas de dinheiro em seus bolsos, chegando a quase um milhão de euros. Segundo, foram achados no navio Mavi Marmara cartuchos usados de calibre diferente dos usados pelos soldados israelenses, os quais levaram tiros. Também foram achados no navio vídeos de passageiros feridos por soldados de Israel: esses vídeos foram filmados à luz do dia, enquanto a abordagem foi de noite. Eram vídeos de propaganda, preparados previamente. Tudo isso caracteriza não uma “ajuda humanitária” mas uma operação de propaganda política, visando a criar pressão internacional para abrir o transporte para Gaza, permitindo a entrada de armamentos. Exatamente o que está acontecendo agora.

Essa é a razão pela qual os organizadores repetidamente recusaram a oferta de a carga dos navios ser levada a Gaza, após inspeção para retirar eventuais armamentos. A real intenção de romper o embargo é levar armas para o Hamas, o grupo terrorista que destituiu a Autoridade Palestina legitimamente constituída e promete destruir Israel. Desde que Israel se retirou de Gaza em 2005 mais de 10 mil foguetes foram disparados contra nossa população civil. Nosso país tem o direito e o dever de se proteger do Hamas e seus seguidores. Diariamente mais de 100 caminhões entram em Gaza com alimentos e medicamentos, não há falta de nada. Nós também queremos uma Gaza livre – livre da tirania brutal do Hamas – também um Israel livre de ameaças terroristas.

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Fontes:
NYTimes - An Assault, Cloaked in Peace

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14 Opiniões

  1. Venustiano Carranza disse:

    Viva o Opinião & Noticia, independente e imparcial, que não participa da boiada estúpida em que se transformou a imprensa.
    Longa Vida ao O&N!

  2. PAULO-PI disse:

    Quero parabenizar “Opinião e Noticia” pela coragem e demonstração de que jornalismo se faz com isenção independente do posicionamento individual das pessoas. Cuidado pois voces serão execrados pelo resto da midia “cumpanheira” só por terem divulgado a posição não de voces mais de Israel.
    A postura deste jornal ainda nos da esperanças de que tudo o que está ai de nojento possa ser removido mais uma vez como foi no passado.
    Parabens!

  3. Otacio de Andrade disse:

    Até parece que os militares israelenses desceram no navio para fazer diplomacia! Conta outra…

  4. Wilhelm Herzl disse:

    Armas de “paint-ball” não matam, mas 20 foram mortos.
    Os passageiros hastearam bandeiras brancas antes dos primeiros disparos, fato que aconteceu antes dos soldados descerem ao barco por cordas. (Assista ao vídeo em que o soldado desce ao barco e é agredido, é possível ver a bandeira branca tremulando)

    Parte do discurso do premiê turco Recep Erdogan

    “Somente o fato de atacar um navio civil, seqüestrar os passageiros a 72 milhas náuticas de seu próprio limite marítimo, em águas internacionais, é um crime. Por isso é que o ataque armado contra civis, o derramamento de sangue e o massacre, nada mais é que terrorismo de estado!

    Um Estado que assassina em massa, comete massacres em massa, que é agressivo, se exprime sem arrependimento e não é responsável, não pode oferecer qualquer esclarecimento.”

  5. acm disse:

    Isso e’ o q espero do O&N: infos de todos os lados, p/ q os leitores concluam per se.
    Qto ao incidente, Israel esta’ em guerra com os arabes, e numa guerra qq analise moral, etica, logica ou juridica das taticas usadas, vira piada de mau gosto.
    Na guerra, o mal se instala e todas as partes acabam agindo como animais primitivos, onde tudo vale p/ atingir um objetivo.
    Tomar partido de uns em detrimento de outros e’ nao conhecer o primitivo animal gravado no DNA dos terraqueos (chamado de “instintos primarios”).
    Esta’ claro (p/ quem le^ al Jazeera, Jerusalem Post, Le Monde, NYT etc., alem de O&N) que o barco do Hamas-Iran foi uma provocacao q surtiu efeito nas massas, e tb q Israel usou um canhao para matar uma mosca.
    Por fim, os q estao defendendo o islam, nao sabem q, segundo o Alcorao Sagrado, os q nao o seguem sao infieis e devem ser convertidos ou mortos (sic).

  6. Halph disse:

    Não importa se os ativistas têm razão ou a tem os israelenses. O “povão” sempre vai ficar do lado da maioria, que é a da arquibancada de onde as pessoas querem ver o circo pegar fogo! O certo é que a estratégia dos palestinos deu certo – a opinião pública ficou contra Israel. E ainda tiveram a ajuda dos Turcos que estavam “doidinhos” para entrar na briga. Agora eles têm um motivo. e o mais inusitado de tudo isso é que os turcos foram para as ruas protestar. Contra o que?

  7. José Roberto disse:

    É completo absurdo qualquer nação ou individuo ter a presunção de deliberar sobre o que outro deva fazer ou não quando os supostos juízes são os primeiros a errar.

  8. MAURO DO NASCIMENTO disse:

    Opinião de mauro(abreu e lima, caetés)
    Na data: 4 de junho de 2010 as 22:30
    como em outras nações, os israelense tambem tem o direito de manter sua autonomia sobre sua região. mesmo sabendo que, estava em aguas territoriais, mas que iriam chegarem as suas fronteiras. o que nao faria diferença do acontecimento ocorrido. é lamentável porem é de conciderar as provocações pelo fato de israel terem mantido o bloqueio que ja dura 3 anos e o que sabemos dos resultados das imvestidas contra seus territórios pelos terroristas de grupos radicais, como por exemplo o ramás
    que durante esse tempo não se vê os ataques constante durante aqueles periodos antes de manterem o bloqueio.

  9. Markut disse:

    Caramba. esse herzl nem parece

  10. jayme endebo disse:

    o curioso nesta estoria toda é que as coincidencoas são enormes.
    a primeira aturquia tenta entrar no bloco europeu e não consegue depois o partido do priemiro ministro não tem respaldo da sociedade (militares, intelectuais etc) e de repente se mete a favor do Irã onde são inimigos historicos e agora patrocina uma embarcação dita humanitaria que fez de tudo para entrar em confrinto e conseguir o maior estrago emocional possivel inclusive levando criança ( criança levando ajuda humanitaria?)
    Na minha opinião é tudo jogo politico misturado com alguns dolares iranianos e plateia histerica.
    As duas melhores frases de Golda Meir são perfeitas :
    “PREFIROS CRITICAS DO QUE CONDOLENCIAS”
    “NUNCA VOU PERDOAR OS ARABES POR ELES TER NOS OBRIGADO A MATA-LOS” .

  11. Salim disse:

    Um pouco de historia para recordar faz bem.
    Em 1948, alem da criaçao do Estado de Israel, a ONU ordenou tambem a criaçao do estado Palestino o que foi rejeitado pelos arabes. Estes queriam como “o HAMAS do territorio de GAZA e o IRAN do Ahmadnijad” querem ate hoje, a destruiçao total do estado de Israel e anexa-lo a naçao arabe formando un unico Estado Palestino no lugar.
    O resto e o que temos assistido ate hoje.
    A midia muitas vezes parcial, e muitas vezes por explorar o sofrimento dos inocentes, tem influenciado ate muitos intelectuais a refletir errado por falta de conhecimento dos fatos sobre o conflito no oriente medio.

  12. Ralguy Soares de Oliveira disse:

    Acusar é muito fácil, acusam Israel de tudo que é ruim, mas não veem o outro lado, que são terroristas, procuram atacar hospitais, escolas, mercados,com homens bombas etc,
    Alguns Países só acusam Israel, não olham por exemplo o que aconteceu as torres gemeas nos Estados Unidos.
    Israel é o “cão danado”? Ora na minha opinião ele só está se defendendo.

  13. Salim disse:

    RETRANSMITO OTIMO ARTIGO DO
    The Washington Post – 04. junho. 2010.

    Esses Judeus Problemáticos

    Por: Charles Krauthammer…

    O mundo está indignado com o bloqueio de Gaza por Israel. A Turquia denuncia a sua ilegalidade, a desumanidade, a barbárie, etc. Os suspeitos de praxe que participam da ONU o Terceiro Mundo e a Europa se juntam. A administração Obama treme.

    Mas como escreve Leslie Gelb, que é o ex-presidente do Conselho de Relações Exteriores, o bloqueio não é apenas perfeitamente racional, mas é perfeitamente legal. Gaza está sob o domínio do Hamas que é inimigo autodeclarado de Israel – e esta autodeclaração é acompanhada por mais de 4.000 foguetes disparados contra civis que moram em território israelense.

    Muito embora se comprometendo e se empenhando numa incessante beligerância, o Hamas reivindica ser a vítima, mesmo quando Israel impõe um bloqueio para impedir que esse mesmo Hamas se arme ainda com mais foguetes. Na II Guerra Mundial, com uma legalidade internacional completa, os Estados Unidos mantiveram o bloqueio para a Alemanha e o Japão. E em outubro de 1962, durante a crise dos mísseis, os EUA colocaram em prática o bloqueio (“quarentena”) de Cuba. Navios russos com armas que seriam entregues para Cuba voltaram porque os soviéticos sabiam que a marinha americana os abordaria ou iria afundá-los. No entanto, Israel é acusado de ser um criminoso internacional por fazer exatamente o que John Kennedy fez: por em prática um bloqueio naval para impedir que um Estado hostil adquira armamentos letais.

    Oh, mas os navios que iam para Gaza não estavam numa missão de ajuda humanitária? Não. Caso contrário, teriam aceitado a oferta de Israel para que levassem o que transportavam para um porto israelense para inspeção relativa a materiais militares e o restante transportado por Israel para Gaza – pois todas e a cada semana 10 mil toneladas de alimentos, remédios e outros suprimentos humanitários são enviados por Israel para Gaza. Então porque essa oferta foi recusada? Porque, como a própria organizadora Greta Berlin admitiu o objetivo da flotilha não era o socorro humanitário, mas sim a quebra do bloqueio, ou seja, o término das inspeções por Israel, o que na prática significaria a navegação ilimitada para Gaza e, portanto, o fornecimento ilimitado de armamentos para o Hamas.

    Israel já interceptou por duas vezes navios pesadamente carregados de armas iranianas destinadas ao Hezbollah e para Gaza. Que país permitiria isso? Mas ainda mais importante, por que Israel ainda tem que utilizar o bloqueio? Porque, o bloqueio é uma forma de defesa no mesmo momento que o mundo deslegitima o direito de Israel de se defender – de forma antecipada e pró- ativa.

    (1) Defesa antecipada: Por ser um pequeno país densamente povoado cercado por países hostis, Israel durante mais da metade de um século adotou este tipo de defesa – lutando as guerras em território inimigo (como no Sinai e Colinas de Golã), e não no seu próprio território.

    Sempre que possível (o Sinai, como um bom exemplo), Israel trocou territórios por paz. Mas quando as ofertas de paz foram recusadas, Israel manteve espaços como zonas tampão de proteção. Assim, Israel manteve uma pequena faixa do sul do Líbano para a proteção das cidades do norte de Israel. E sofreu muitas perdas na Faixa de Gaza para que as cidades fronteiriças israelenses não fossem expostas aos ataques terroristas palestinos. E, pelos mesmos motivos que a América trava uma árdua guerra no Afeganistão: Você luta com eles lá, então você não terá que lutar com eles aqui.

    Mas, sob uma pressão externa esmagadora, Israel está desistindo. Aos israelenses foi dito que as ocupações não eram somente ilegais, mas eram a causa das revoltas anti-Israel e, portanto, a retirada, que seria o motivo, traria a paz.

    Terra por paz. Lembram-se? Bem, durante a última década, Israel entregou terras – evacuou o sul do Líbano em 2000 e deixou Gaza em 2005. O que conseguiu ? A intensificação da beligerância, a intensa militarização do lado inimigo, muitos seqüestros, ataques que atravessam as fronteiras e, lançados de Gaza, anos de implacáveis ataques de foguetes.

    (2) Defesa pró-ativa: Israel, então teve que mudar para uma defesa ativa – ações militares para impedir, desmantelar e derrotar (emprestando a descrição do presidente Obama para a campanha dos EUA contra os Talibãs e a al-Qaeda) contra os mini-estados terroristas e pesadamente armados localizados no sul do Líbano e em Gaza depois que Israel se retirou.

    Quais foram os resultados? A guerra do Líbano em 2006 e ataques lançados de Gaza entre 2008 a 2009. E mais uma avalanche de calúnias pela mesma comunidade internacional que havia exigido as retiradas israelenses com o propósito de terras x paz. E o pior, o relatório Goldstone da ONU, que basicamente criminalizou a operação defensiva de Israel na Faixa de Gaza, enquanto encobriu o ‘casus belli’ – os pesados ataques com foguetes pelo Hamas que precederam a operação – e que efetivamente deslegitimou qualquer defesa pró-ativa por parte de Israel contra os seus autodeclarados inimigos que utilizam o terror.

    (3). Defesa passiva: Sem a defesa antecipada ou defesa pró-ativa para Israel somente é permitida a forma mais passiva e benigna de todas as defesas – um bloqueio para simplesmente impedir o rearmamento do inimigo. No entanto, nesse exato momento que falamos também está sendo deslegitimado pelas organizações internacionais. Mesmo os Estados Unidos agora está tendendo para que o mesmo seja abolido.

    Mas, se nenhum destes pontos são permitidos, o que resta?

    Ah, mas esse é o ponto. É o ponto que a flotilha rompe-bloqueio com inocentes úteis e simpatizantes do terror, pela organização testa-de-ferro turca que a financiou, pelo coro automático anti-Israel do Terceiro Mundo nas Nações Unidas e pelos preguiçosos europeus que não mais querem saber do problema judaico.

    O que mais resta? Nada. O ponto central desta campanha implacável internacional é privar Israel de qualquer forma legítima de autodefesa. Por que, na semana passada, a administração Obama se juntou aos chacais, e inverteu uma prática de quatro décadas seguida pelos EUA, assinando um documento de consenso que coloca o foco em Israel por possuir armas nucleares? – e assim deslegitimar a última linha defesa de Israel: a dissuasão. É, parece que o mundo está cansado desses judeus incômodos, 6 milhões – esse número mais uma vez – ao lado do Mediterrâneo, a cada convite se recusando ao suicídio nacional. E por isso são incansavelmente demonizados, restritos a guetos e impossibilitados de se defenderem, até mesmo quando os mais empenhados anti-sionistas – o Irã, em particular – abertamente prepara uma solução mais definitiva.

    letters@ charleskrauthammer.com

    © 2010 The Washington Post Company

    http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/06/03/AR2010060304287.html

  14. Genivaldo disse:

    Vejo que esta armando-se o quebra cabeça para uma guerra atômica que vem aí. Como podem viver os judeus sendo atacados todos os dias com foquetes do Hezbollah, Hamas e outros terroristas, não pode haver paz, a mídia só caí nos judeus e não combatem os terrorista, por que os filisteus/palestinos não expulsão estes grupos terrorista? Então poderia haver paz entre os dois povos, mas o que ímpera é o ódio dos judeus pelo Irã, a Síria, o Líbano e o Islâm. Então inevitavel é uma guerra terrível vem para a humanidade.

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