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Reserva Raposa Serra do Sol

Oito votos a favor da demarcação dão vitória aos índios

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Mesmo com o pedido de vista do ministro Marco Aurélio Mello, os ministros do STF decidiram continuar o julgamento sobre a demarcação contínua das terras indígenas de Raposa do Sol, em Roraima.

Apesar do julgamento ainda não ter sido concluído, a demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol conta com oito votos, a maioria dos 11 do Supremo. Além do relator Ayres Britto, votaram Carlos Alberto Direito, Carmem Lúcia, Ricardo Levandowski, Eros Grau e Joaquim Barbosa.

O quarto ministro a votar, Ricardo Levandoski, determinou ainda a retirada imediata de todos os não índios da área. O quinto ministro, Erus Grau, acompanhou o voto de Carlos Alberto Direito e também integrou as 18 ressalvas feitas por ele. Entre elas, a permissão para que o Estado, através de suas Forças Armadas, possa ingressar e montar bases na região sem autorização prévia da Funai. 

O ministro Cezar Peluso, que a principio não iria declarar o seu voto em respeito ao ministro Marco Aurélio Mello, optou por declarar sua posição e votou a favor da demarcação contínua das terras. Peluso foi o sétimo voto a favor.

O resultado do julgamento pode sair ainda nesta quarta-feira, mesmo tendo sido interrompido pela manhã por Mello, que se antecipou aos sete magistrados que iam pronunciar antes dele. A decisão final só deve sair em 2009, quando os onze ministros derem os votos.

Fontes:
Último Segundo - Após voto pela demarcação, julgamento é suspenso

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

6 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Isto é uma palhaçada — o mesmo tribunal que após 3 anos e meio ainda nem ouviu 10% das testemunhas do mensalão vem agora abrir mão da soberania de território nacional. Não sei avaliar se é patifaria, demagogia, ignorância ou o quê.

  2. Francisco disse:

    É certo que pagaremos um preço elevado por esta decisão. A cobrança não vai tardar.

    Nosso país está deliberadamente fragilizando a sua capacidade de controlar suas fronteiras e manter a plena soberania territorial em uma região onde esta atividade é, naturalmente, difícil. Talvez um caso único na história moderna.

    Imaginemos só, uma reserva indígena de terras contínuas, do porte da Raposa do Sol, na fronteira dos Estados Unidos com o México destinada a abrigar índios Mescaleros e Apaches. Legal,não é mesmo?

    Isso sem abordar outros aspectos, também, relevantes para aqueles que vivem naquela região, tão brasileiros quanto quaisquer índios.

  3. heloisa disse:

    O judiciário vai ficar nos devendo mais essa.

  4. Henrique disse:

    Queria ver se na China, nos EUA, na Rússia ou mesmo na Europa uma coisa dests acontecia!! É um ABSURDO TOTAL esta demarcação contínua de uma área fronteiriça maior que muitos países para alguns índios e dezenas de ONGs INFILTRADAS. Estes ministros do Supremo bem como os "técnicos" da FUNAI que fizeram este estudo mereciam o "Paredão" por crime de lesa pátria!
    Na Grécia estão quase destruindo o país em protesto contra a morte de um estudante pela polícia… no Brasil morrem cidadãos diariamente pela violência (gerada pela impunidade) e ainda entregam partes do país a grupos de interesse e ninguém faz nada!

  5. Izidro Simões disse:

    HOMOLOGAÇÃO DA ÁREA IANOMAMI E O "GENOCÍDIO" DE HAXIMU – O
    MASSACRE QUE NUNCA EXISTIU

    Izidro Simões (*) Fonte:
    http://alertatotal.blogspot.com/2008_09_01_archive.html

    Esta narrativa é necessariamente longa, para que os brasileiros
    tomem conhecimento de pelo menos alguma coisa que já aconteceu e de
    outras que ainda estão acontecendo em Roraima e Norte do Amazonas.

    Passo-a-passo:

    Collor foi eleito e embarcou quase em seguida num avião da VASP
    (já era do Canhedo) e viajou pelo mundo, para encontros com os
    poderosos do G7 e retornou. A imprensa brasileira noticiou de longe,
    pois nenhum jornalista fez parte da comitiva.

    Tomou posse em março de 1990. Quase em seguida, viajou de
    Brasília para Boa Vista, capital de Roraima. Desembarcou "fantasiado"
    de militar, com uniforme de campanha e pose de Marechal.

    No palanque improvisado na pracinha defronte à estação de
    passageiros do aeroporto, coalhada de gente, garimpeiros, pilotos de
    garimpo, funcionários públicos autoridades civis e gente do povo,
    disse brevíssimas palavras e concluiu: "vim resolver o problema dos
    garimpos de Roraima".

    Recebeu muitos aplausos, pois para a gente de Roraima, "resolver o
    problema dos garimpos", foi entendida como aceitar a proposta que fora
    feita, de ampliação das 3 áreas garimpeiras, demarcadas por Sarney,
    o Presidente anterior que, cumprindo a Constituição Federal, no art.
    21 ? XXV, havia assinado Decreto criando as áreas do Catrimani, do
    Urariquera e do Santa Rosa, mas cujos limites eram diminutos para algo
    entre 45 e 50 mil garimpeiros.

    No aeroporto, Collor, PC Farias e mais uns 4 ou 5 de sua
    intimidade, embarcaram num avião Búfalo, da Força Aérea, e voaram
    para o 4º PEF (Pelotão de Fronteira) localizado em Surucucu, uma
    serra em forma de cone com chapada no topo (tipo meseta) lá no Oeste
    de Roraima, 300 Km distante de Boa Vista. Afora os íntimos de Collor,
    ninguém mais, nem mesmo o Comandante Militar da Amazônia ou o
    Comandante do 7º BIS em Roraima, tiveram permissão para ir no avião.

    Foi engraçado ver os repórteres da TV GLOBO, desesperados
    correndo pelo aeroporto, tentando obter autorização militar para ir
    no mesmo avião em que Collor foi, ou pelo menos, para voar num taxi
    aéreo até Surucucu, o que não conseguiram, aliás, nenhum jornalista
    conseguiu.

    Dias depois, pela imprensa venezuelana é que se soube em Roraima,
    que Carlos Andrés Pérez, então Presidente da Venezuela, num vôo
    direto de Caracas para Surucucu, tinha ido encontrar-se com Collor e os
    representantes do G7 que lá estavam.

    E o que toda essa gente fez por lá? Porque foram encontrar-se às
    escondidas lá no meio da selva e, não, em Brasília ou Caracas, sob os
    holofotes e com a presença da imprensa nacional e internacional?
    Lembremos que antes da posse, Collor tinha feito um périplo por todos
    aqueles países do G7.

    Será que era um loteamento da nossa fronteira, entrega pura e
    simples? Em troca do que? O que já sabemos hoje do passado de PC
    Farias como caixa de Collor e achacador de empresários, parece indicar
    a direção para as coisas que lá aconteceram. Em benefício de quem?

    De Surucucu, Collor voou para Manaus e de lá, para Brasília.
    Pérez voltou para Caracas.

    Na semana seguinte, soube-se o que Collor quis dizer com aquela
    frase: " vim resolver o problema dos garimpos de Roraima". Revogou os
    Decretos assinados por Sarney demarcando áreas garimpeiras, ordenando
    o envio de 200 policiais federais para Boa Vista, fortemente armados
    com grosso calibre e granadas, os quais, em diversos aviões e
    helicópteros, partiram para a área ianomâmi, à fim de "limpar" a
    área de qualquer maneira, seja qual for o significado que se possa dar
    para o verbo "limpar".

    Para quem estava lá dentro da selva, sem contato com Boa Vista,
    certo de que tudo havia sido legalizado, foi uma monstruosa traição
    que Collor fez. O mesmo sentimento de punhalada pelas costas, foi
    sentida pela população roraimense.

    De diversas maneiras, pacíficas umas, "no pau" outras, os
    garimpeiros foram sendo retirados na marra, para passarem fome na
    capital, junto com suas famílias. Seus maquinários foram quebrados ou
    explodidos, as balsas afundadas nos rios, as grandes e grossas
    mangueiras cortadas, as pistas explodidas com dinamite.

    É preciso relembrar que eram entre 45 e 50 mil garimpeiros, afora
    outros trabalhadores agregados diretos ou transversais na atividade
    garimpeira como cozinheiras, mecânicos, soldadores e ferramenteiros
    (para construção de balsas), mergulhadores, cantineiros, gerentes de
    serviço, comerciantes, donos de aviões (cerca de 400), helicópteros
    (cerca de 30), donos de balsas, de canoas de alumínio, piloteiros e
    canoeiros, pilotos de avião (cerca de 500), e todo o comércio da
    capital, sendo que no extinto Território e já novo Estado da
    Federação, havia sido aumentada a arrecadação de impostos em mais
    de 310%.

    Os reflexos da ação de Collor repercutiram desde Roraima
    passando pelo Amazonas, até São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul,
    onde se fabricavam máquinas e peças usadas nas máquinas do garimpo,
    além de alimentos, que inclusive chegavam num Boeing lotado de carga,
    dia sim, dia não, do CEASA de São Paulo.

    Para ter-se um parâmetro do movimento do garimpo, os aviões
    fizeram o aeroporto (internacional) ser durante 2 meses no auge do
    tempo do garimpo, o mais movimentado do Brasil, com mais de 600 pousos
    e decolagens diários. Uma coisa simplesmente espantosa, por qualquer
    estatística!

    Eram cerca de 400 aviões de pequeno porte, que incluíam 4 DC3,
    um Curtiss Commander, 3 Beech bimotores, 1 Mitsubish e um Xingu, que
    só iam para pista maiores, de onde a carga era distribuída para
    aviões menores ou para cerca de 30 helicópteros que voavam para a
    infinidade de clareiras onde existiam garimpeiros.

    A BR (Petrobras) vendia ao redor de 40 mil litros de AVGAS
    (gasolina de aviação) por dia, e a SHELL outros 50/55 mil litros
    também diários. A BR também vendia cerca de 8 mil litros diários de
    QAV (querozene de aviação para helicópteros, e também para o avião
    Mitsubishi e o Xingu) entre os quais havia um enorme helicóptero
    Sikorski biturbina, do Rio de Janeiro, com capacidade para 2 toneladas
    de carga, e que tinha sido da TV RECORD de São Paulo, no tempo do
    Paulo Machado, a primeira no Brasil a possuir uma aeronave.

    O movimento aviatório era tanto, que alguns poucos militares de
    férias da Força Aérea, também chegavam à Boa Vista para se
    engajavam nos vôos de garimpo, que sempre era pago em ouro, o único
    valor que circulava nessa atividade.

    Para os profissionais da aviação, era de dar gosto ver um DC3
    pousar lotado e sair com até meia carga, de pistas de pouco mais de
    600 metros, como na Pista do Jeremias, hoje chamada Homoxi, ou na Pista
    do Lauro, hoje chamada Xitei e lá pelos 3.000 pés (990 metros de
    altitude), numa proeza que só mesmo pilotos com "braço" ou de muito
    "pé-e-mão" conseguem fazer. Vários já eram famosos nos vôos pela
    Amazônia, como o Rogério Maconha, que até deu entrevista no programa
    do Jô Soares.

    Se para o Brasil foi terrível Collor trancar as contas
    bancárias, em Roraima foi quase o fim do mundo, pois até o ouro
    despencou de preço até quase o fundo do poço. Foi uma tragédia, ver
    os aviões parados no pátio do aeroporto, com vigilância da Polícia
    Federal e gente lá dentro da área passando fome e sem saber o que
    estava acontecendo. Na cidade foi uma quebradeira geral no comércio e
    arrecadação de tributos para o novo Estado, despencando à quase
    nada.

    Aquele vôo de Collor, junto com PC Farias e uns poucos íntimos,
    até Surucu, para encontro com o Presidente da Venezuela e os
    representantes do G7, está íntimamente ligado com todo o plano de
    apossamento da Amazônia e suas conseqüências, passando pela Raposa /
    Serra do Sol e pela Cuê-Cuê Marabitanas já em início de demarcação
    agora em janeiro de 2009, nas nossas fronteiras do Amazonas com a
    Venezuela.

    Para melhor entender o quanto foi um danoso episódio para o
    Brasil é preciso saber que Carlos Andrés Pérez, na mesma época
    também demarcou na Venezuela, em frente da área do "povo ianomâmi"
    no Brasil, e para os mesmos índios, uma área de 8 milhões de
    hectares, na prática apagando a fronteira que ficou virtual, existente
    só no mapa, pois que tanto os "ianomâmi" quantos os estrangeiros que
    "cuidam" deles, vão e vem livremente através da fronteira e fica por
    isso mesmo.

    Os brasileiros, para entrarem na área ianomâmi, tem de possuir
    um documento chamado AVOAR ? Autorização de Vôo em Área Restrita.
    Para ser conseguido, as empresas de taxi aéreo tem de solicitar com
    muita antecedência, através de requerimento, que deve ser assinado
    pela Funai, Ibama e Polícia Federal. Com todas essas assinaturas, esse
    documento deve ser enviado ao COMAR ? Comando Aéreo, em Manaus. Lá,
    o coronel assinará o tal AVOAR, que será remetido via fax ou
    internet, para o órgão da Aeronáutica, em Boa Vista.

    Esse documento detalha que a autorização só é válida para tal
    empresa de táxi aéreo, entre os dias tais e tais, com o piloto tal, no
    avião tal. Se quaisquer dos itens for mudado, ainda que por motivo de
    força maior, o vôo não poderá ser realizado. Entretanto,
    estrangeiros estão absolutamente, leves, soltos e livres dessas
    exigências, e por isso, uma vez ou outra, o Exército descobre
    casualmente que algum estrangeiro está lá dentro da área ianomâmi,
    com o visto do seu passaporte vencido até mesmo há um ano!

    Afora todo esse controle documental sobre os brasileiros, o vôo
    também será vigiado por radar. Como se vê, as próprias autoridade
    brasileiras é que manietam os brasileiros e colaboram abertamente com
    as ONGs estrangeiras.

    Certa vez, durante os tempos em que a Polícia Federal estava
    dando "uma dura" contra os garimpeiros, numa revista no aeroporto de
    Boa Vista, feita em um dos aviões da SOCIEDADE ASAS DE SOCORRO que
    atende a MEVA ? Missão Evangélica da Amazônia (grupo americano),
    NTB (Novas Tribos do Brasil) e o Summer of Linguistic, foi apreendida
    uma carabina automática de vários tiros. Dois dias depois (nada mais
    que isso), a arma foi devolvida por ordem direta de Brasília.

    Acontece que aos pilotos brasileiros não era e ainda não é
    permitido levar nenhum tipo de arma a bordo, mesmo que para
    sobrevivência na selva, em caso de acidente. Já dava prisão antes e
    continua dando agora, com a nova lei, mas com os "missionários", não
    acontece nada. Êles tem o privilégio, por serem "religiosos".

    Uma alemã arrogante, chamada CRHISTINA HAVERKAMP até mesmo
    hasteou e mantém hasteada a bandeira da Comunidade Européia, dentro
    da área ianomâmi, na maloca Paa-piu Novo, margem direita do médio
    rio Mucajaí.

    Tendo isso sido descoberta por um major de helicópteros da Força
    Aérea, a germânica "peitou" o major, ao qual declarou que não tinha
    de lhe dar satisfações. Ele mandou derrubar o mastro, confiscou a
    bandeira e relatou o fato aos seus superiores. Ela foi retirada da
    área pela Polícia Federal, iniciou-se um processo de expulsão do
    país mas, ela voltou e continua lá até hoje, no sobradão que
    construiu ao lado do final da pista de pouso.

    No decorrer dos meses da ação de retirada dos garimpeiros,
    determinada por Collor, as coisas foram afrouxando aos poucos. Muitos
    garimpeiros e alguns pilotos retornaram clandestinamente às mesmas
    tarefas de antes, e até auxiliados por alguns Delegados Federais, que
    faziam vistas grossas para as decolagens e pousos com carga e
    garimpeiros, tanto do aeroporto em Boa Vista, quanto da pista Cariri,
    na margem da BR 174, entre a capital e a cidade de Mucajaí.

    Isso acontecia porque esses Delegados aceitaram convites de
    pilotos, para conhecerem a região, os garimpos e os garimpeiros in
    loco e também para ver o quanto de estrangeiros (americanos na
    maioria) estavam na região, impunemente, aliás, como ainda acontece,
    havendo hoje, além dos americanos, também os italianos, os franceses,
    canadenses e alemães, alguns como "missionários" de ONGs, afora os
    brasileiros que representam essas entidades internacionais, todos
    labutando muito e intencionados apenas na "salvação" ou
    "preservação" dos índios, é claro e, apenas por puro
    "diletantismo", no ouro, no diamante, na cassiterita, no nióbio, na
    incomensurável jazida de urânio situada numa serra quase colada na
    Serra de Surucucu, onde está o 4º PEF ? Pelotão de Fronteira,
    afora todas as águas, das nascentes à foz, as madeiras de lei, a
    bio-diversidade e a própria e portentosa floresta.

    O GRANDE GOLPE, são AS ÁGUAS com que ficaram ? repetindo – DAS
    NASCENTES ATÉ A FOZ DE UMA INFINIDADE DE RIOS, "pertencendo" às ONGs.

    No sopé dessa serra de urânio, existia uma pista (hoje só
    restam vestígios ? a floresta invadiu) que os americanos já tinham
    feito e tiveram de abandonar, porque o Exército os tirou de lá, afora
    mais outras 2 pistas em cima do platô de Surucucu, que já existiam
    antes da instalação do 4º PEF, de onde os americanos tiravam
    minério e onde havia um avião Cessna 180, monomotor deles acidentado,
    tendo eles deixado abandonados, um trator de esteira e máquinas
    resumidoras utilizadas em mineiração de diamantes e que ainda estão
    lá. Só o avião foi retirado posteriormente.

    Como é que um trator de esteira foi parar lá no meio da floresta
    sem estradas? Para quem nunca viu, parece difícil, talvez impossível
    mas, não é. Fizeram da mesma forma que os pilotos de garimpo fazem e
    também transportam burros, bois, carneiros etc.

    O os jipes, carretas e tratores são todos desmontados. O que é
    grande demais, é cortado no maçarico, em partes que cabem dentro do
    avião e depois, lá no local para onde foram transportados, totalmente
    soldados e remontados! Por isso é que a Polícia Federal encontrou até
    mesmo uma PATROL (para terraplanagem) nos garimpos de Roraima, na Pista
    do Lauro, hoje chamada Xitei e utilizada pela Diocese de Roraima que
    lá tem um grupo de freiras da congregação da Consolata (Itália) e
    da Conference de GAP (França), de onde saiu a falsa notícia da
    "chacina", "massacre", "genocídio" dos índios, supostamente
    acontecido ali nas suas vizinhanças.

    Na tentativa de forçarem a saída definitiva e total dos poucos
    garimpeiros que ainda permaneciam ou voltavam clandestinamente para a
    área ianomâmi, "atrapalhando" as ONGs internacionais que queriam toda
    a área livre de empecilhos e de "olheiros" que denunciassem as suas
    atividades, urdiram então um plano monumental, perverso, mentiroso,
    injurioso, sem escrúpulos. Era preciso algo grande, dantesco o
    suficiente para criar uma comoção e granjear as simpatias mundiais.

    Os garimpeiros são tal como os antigos bandeirantes, grandes
    abridores de sertão bruto. Fazem "varação" a pé, em grupos de 20/30
    homens ou às vezes em apenas 4 ou 5. Caminham pela floresta imensa, por
    um mês ou mais, até o lugar onde pretendem explorar o ouro. Tem um
    sentido de orientação tão extraordinário dentro daquela selva, que
    isso sempre foi motivo de assombro até para os pilotos de avião, pois
    aqueles homens rudes orientam-se apenas pela fraca claridade que vara a
    copa das árvores. Seguem sempre guiados pela posição do sol, durante
    o dia.
    De repente, à partir do dia 15 de agosto de 1993, os hotéis de
    Boa Vista começaram a encherem-se de jornalistas brasileiros e
    estrangeiros e gente de TV. Muitos estranharam a novidade e
    perguntava-se o que estaria acontecendo, mas os visitantes não
    abriam-se para dar informações.
    Não demorou e, no dia 17 estourou a bomba: Suami Percílio Santos
    Filho, Administrador Regional da Funai trombeteava para o mundo todo,
    que tinha havido um "massacre", um "genocídio" de índios ianomâmi,
    promovidos por garimpeiros, através denúncia de uma freira, em
    Roraima!

    O circo estava armado, entretanto uma pergunta continuava sendo
    feita: como é que tantos jornalistas estrangeiros vieram para Boa
    Vista por antecipação, sem supostamente, saberem de nada? Uma coisa
    que teria acontecido escondido, lá nos confins da floresta e que
    ninguém, nem os garimpeiros na cidade sabiam, só seria oficialmente
    trombeteada aos 4 ventos alguns dias mais tarde, mas o mundo já estava
    antecipadamente de olho em Roraima.

    Isso tem ou não tem cheiro, cor, jeito de coisa "armada"?

    Tem cara de jacaré, olho de jacaré, boca de jacaré, couro de
    jacaré, rabo de jacaré, e não é jacaré?
    Quem quiser relembrar os fatos e saber mais, pode pesquisar no
    Google, digitando a palavra "IANOBLEFE" e vai encontrar diversas
    matérias do jornalista JANER CRISTALDO do jornal Folha de São Paulo
    que, juntamente com o jornal Estado de São Paulo, puseram não só em
    dúvida a tal "chacina", "massacre" ou "genocídio", como esmiuçaram o
    assunto em detalhes. O restante da imprensa nacional simplesmente
    embarcou na mentira, de propósito ou por irresponsabilidade, pela não
    averiguação dos fatos.

    No correr dos dias, o número dos "mortos" foi aumentando, e
    chegou até 120, quando Suami Percílio Santos Filho, o Administrador
    Regional da Funai de Roraima disse pela TV, para o Brasil e o mundo
    ouvirem estarrecidos, que os garimpeiros haviam aberto o ventre de
    índias grávidas e retalhado os fetos, afirmando haver fotos de tudo
    isso, coisa que, entretanto, jamais apareceu em parte alguma.

    Convém saber também que o Ministro da Justiça, Maurício
    Corrêa e Aristides Junqueira, Procurador-Geral da República,
    estiveram em Boa Vista, e, muito pressurosos, logo após o desembarque
    já davam entrevistas afirmando a existência do massacre que não
    tinham visto e que nunca viram, simplesmente porque nunca existiu nada
    disso.

    O jatinho em que chegaram teve de ser rigorosamente limpo, porque
    estava todo emporcalhado com o vômito do Ministro que, conforme os
    comentários da época, tinha mêdo de voar e que por isso, havia
    bebido muito.

    Nessa essa altura da agitação, com todo mundo querendo ver as
    fotos prometidas pela Funai, da mais de uma centena de cadáveres que o
    Administrador Regional da Funai, Suami Percílo Santos Filho afirmava
    existirem, o crime mudou de endereço: não era mais em Haximu, mas,
    sim, em Haximu-teri, na Venezuela, logo depois da fronteira, onde não
    se poderia ir para conferir. Mas, e as tais fotos que Suami Percílio
    afirmou na TV que existiam e que estavam em seus poder?

    Ninguém nunca viu.

    A história mudou mais vezes depois, e acabou ficando na
    alegação de que os cadáveres tinham sido cremados, nada restando
    deles e que as cinzas dos ilustres parentes estavam em cabaças,
    consideradas "sagradas" pelos índios. Não era possível nem mesmo
    obter-se um pouquinho para exame de DNA, mas teria havido dois
    sobreviventes do "genocídio", dois índios chamados João e outro,
    Japão, sendo um bem jovem e o outro, um adolescente. As famílias de
    ambos teriam sido massacradas mas controlando a terrível emoção,
    apenas os dois, sozinhos, haviam transportado meticulosamente, mais de
    uma centena desses retalhos humanos e sem deixar no local nem mesmo um
    pedacinho das tripas, um braço, uma mão ou uma ponta de dedo. Fizeram
    limpeza completa dos restos mortais. Fantástico mesmo, não é?

    Teriam feito tudo tudo isso, em apenas uma semana, em caminhos
    ínvios pela floresta bruta e fechadíssima, subindo descendo serras,
    indo e vindo infinitamente ao local da "chacina", "massacre" ou
    "genocídio", com espantoso e sempre absoluto controle emocional.

    Terminada essa terrível tarefa, teriam os dois juntado muita
    lenha e feito uma fogueira onde cremariam todos os restos mortais,
    cujas cinzas foram juntadas e distribuídas para outros indios
    "parentes".

    O extraordinário, milagroso mesmo, é que além de os dois jovens
    poderem ser considerados super-índios, por resistência física e
    emocional, ainda realizaram a espetacular proeza de conseguirem juntar
    uma montanha de lenha seca em pleno "inverno" amazônico (período das
    chuvas intensas), a fogueira não apagou e tudo queimou muito bem, só
    restando mesmo as cinzas, não tendo ficado intacto nem mesmo um
    ínfimo ossinho que fosse, dessa mais de centena de cadáveres.

    Mesmos nos modernos fornos crematório da atualidade, sempre
    restam ossos, alguns cabelos e até pele, algo entre 100 e 300 gramas.
    Os primitivos ianomâmi conseguiram fazer um fogueirão debaixo de
    chuvas intensas do inverno amazônico e não sobrou nada e tudo,
    absolutamente tudo, virou cinzas.

    Pior ainda fez a Justiça Federal, que mesmo sem nenhum cadáver
    ou o mais mínimo indício do suposto crime, condenou alguns
    garimpeiros à 20 anos de cadeia.

    A razão óbvia, depois de uma análise percuciente dos fatos, é
    que as ONGs e seus senhores "caem de pau" em cima de quem se atreve a
    perturbar o andamento de seus interesses, tal como agora acontece com o
    agricultor gaúcho PAULO CÉSAR QUARTIERO, que tem 30 anos em Roraima e,
    vindo bem de baixo, com trabalho árduo e sério, tornou-se um grande
    arrozeiro, em terras legalizadas pelo governo federal, lá no início
    do século 20.

    Agora ele, outros 9 arrozeiros e mais de 59 fazendeiros, são
    chamados de "invasores" da RAPOSA /SERRA DO SOL, terras que a Funai
    declarou por escrito, há décadas passadas, não terem índios e nem
    serem de seu interesse demarcatório.

    Repete-se com certa constância que Charles De Gaulle, o
    presidente da França no pós 2ª. Guerra Mundial, veio visitar o
    Brasil e assinou acordos que nosso país não cumpriu. Decorrente
    disso, teria dito: "Le Brésil nest pas un pays serieux" ? O Brasil
    não é um país sério.

    Temos o direito de também achar que não é mesmo, especialmente
    com um Presidente como Lula, que nunca sabe de nada, e um STF
    absolutamente míope, pois oito de seus Ministros não conseguiram ver
    as clamorosas irregularidades e ilegalidades na demarcação da Raposa
    / Serra do Sol.

    Para completar, agora em janeiro/2009, Nicolas Sarkosy, o atual
    Presidente francês, assinou um acordo com Lula, para que a França
    possa "pesquisar" na nossa floresta amazônica.

    Precisamos dizer mais alguma coisa sobre Lula, as ONGs e os
    interesses internacionais?

    Tem um ditado mais que secular que diz: para quem sabe ler, pingo
    é letra.

    (*) Izidro Simões, jornalista MTb nº 157/10 DRT/RR, aeronauta
    aposentado em 2005, 42 anos de aviação, sendo 31 por TODA a
    Amazônia, dos quais 20 em Roraima, onde resido.
    izidropiloto@oi.com.br

  6. EDVALDOTAVARES disse:

    UM COMENTÁRIO CURTO E DECEPCIONADO – Já perdemos a planície do Pirara, à nordeste de Roraima, por incompetência do nosso lado. É, agora, da antiga Guiana Inglesa, por competência inglesa. A serem igualmente perdidas: Reserva Indígena Ianomâmi (RII) e a Reserva Indígena Raposa/Serra do Sol (RIRSS), ambas ao norte de Roraima, e a Terra Indígena, que será tranformada pela FUNAI em reserva, Cué-Cué/Marabitanas, ao noroeste do Amazonas, na região da cabeça do cachorro, entre São Gabriel da Cachoeira e Cucuí, fronteira da Colômbia e Venezuela. Estas áreas somadas totalizarão a área norte de toda a Amazônia brasileira, conhecida como Calha Norte, área de atuação do Projeto Calha Norte, do qual fiz parte. "Por favor, não deixem de ver o mapa da Amazônia para terem uma melhor idéia da ameaça de perda que o Brasil está sofrendo". Esta área toda é para aproximadamente 50.000 duvidosos indíos pingados, maior, talvez, do que três Inglaterras, E, a "The Economist" não vê grande utilidade do Exército Brasileiro e que acha que o mesmo está tomado por uma "leve paranóia" em relação a Amazônia. O mal do Brasil é falta de guerra. Nós, quando oficiais da ativa comentávamos que o Brasil carecia de guerra. Acredito que os ofiiciais do glorioso Exército Brasileiro contituam propalando essa opinião. Se fôssemos invadidos e impiedosamente massacrados, como está ocorrendo na Faixa de Gaza, garanto que a atitude do povo brasileiro mudaria radicalmente. BRASIL ACIMA DE TUDO! SELVA! EDVALDO TAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

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