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RÚSSIA

Onda de calor gera incêndios e polui o ar de Moscou

Temperatura chega a 37°C e fogo já consumiu uma área rural do tamanho de Portugal

Onda de calor gera incêndios e polui o ar de Moscou
Poluição em Moscou ofusca Catedral de São Basílio (Fonte: AP)

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A habilidade dos russos de sobreviver aos seus rigorosos invernos é motivo de orgulho nacional. Mas agora a Rússia testa suas habilidades de sobrevivência no mais quente verão dos últimos 130 anos. Na região central do país, a temperatura – que se manteve acima dos 30°C desde meados de junho – chegou a 37°C. Névoas decorrentes de incêndios nas florestas e pântanos ao redor de Moscou transformaram as cúpulas multicoloridas da Catedral de São Basílio em figuras fantasmagóricas. O ar da cidade é normalmente poluído, mas essa névoa, repleta de monóxido de carbono, torna a respiração difícil. Fora dos limites da cidade, uma porção da área rural do tamanho de Portugal foi destruída.

Incêndios são comuns nesta época do ano, mas a onde de calor deste verão deu a eles uma ferocidade extra. Num país que não é equipado pra situações de calor, isto é uma emergência. O número de cadáveres dobrou nos necrotérios da cidade e já chegam a 25 por dia. Na maioria dos casos, idosos. No resto do país, cerca de 2 mil pessoas se afogaram tentando se refrescar nos rios e lagos do país. 90% delas eram homens embriagados, segundo representantes do Governo.

Acidentes decorrentes da ingestão de álcool são comuns na Rússia, onde, de acordo com estimativas já são responsáveis por 400 mil mortes anuais – seja por doenças cardiovasculares, acidentes, suicídios ou assassinatos. Isso aumenta o declínio demográfico da Rússia, cuja população de 142 milhões tem uma queda de 700 mil pessoas anualmente.

Enquanto os moscovitas lutam para respirar, as autoridades nacionais começaram a cortar as florestas que a cercam, criando espaço para a tão necessária estrada que ligaria a capital a São Petersburgo. Dado o enorme tamanho do desmatamento e a inusitada rota escolhida, muitos suspeitam de corrupção. Porém, em vez de condenar a corrupção, as autoridades têm travado sua guerra contra os ambientalistas e as donas de casa. Já entre os burocratas, poucos respirarão a poluição de Moscou. A maioria seguirá pela nova estrada até o Aeroporto Internacional de Moscou respirar outros ares em cantos mais agradáveis da Europa.

Leia mais:

Rússia registra mais de 500 mortes por afogamento

Fontes:
Economist - Hazy summer afternoons

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