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Opção sexual interfere no trabalho de militares?

Juíza norte-americana julgou que a regra “Don´t ask Don´t tell” era inconstitucional. Pelo menos 29 países aceitam recrutas homossexuais. Por Paula Araujo

Opção sexual interfere no trabalho de militares?
Laci Marinho e Fernando Alcântara assumiram relacionamento em 2008

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O exército norte-americano se manifestou esta semana sobre um assunto que costuma ser alvo de polêmica em todo o mundo: está agora aceitando inscrições de recrutas abertamente gays. Desde o início de 2010, o governo discutia sobre a possibilidade da suspensão da regra conhecida como “Don´t ask Don´t tell” (não pergunte, não conte), que permitia que gays servissem ao exército desde que não revelassem sua orientação sexual, expulsando aqueles que assumissem sua homossexualidade. Uma juíza federal norte-americana, Virginia Phillips, decidiu que a conduta viola direitos previstos na Constituição.

No Brasil, o primeiro caso de homossexualismo declarado aconteceu em 2008. Na época, os sargentos Laci Marinho de Araújo e Fernando Alcântara de Figueiredo assumiram sua homossexualidade e a existência de uma relação estável entre eles, o que provocou polêmica em todo o país. Em 2007, depois de passar seis meses afastado do trabalho por problemas de saúde, Laci Marinho de Araújo teve a prisão decretada pela justiça militar, que o considerou desertor. O sargento alegou estar sendo vítima de discriminação devido à sua opção sexual.

O general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho foi um dos que se posicionou contra a entrada de gays nas Forças Armadas. Segundo ele, em declaração feita em fevereiro deste ano, os homossexuais não devem desempenhar atividades militares, por não serem compatíveis com elas. “O comando, principalmente em combate, tem uma série de atributos. O soldado, a tropa, fatalmente não vai obedecer (ao comando de um homossexual). Talvez haja um outro ramo de atividade que ele possa desempenhar”, afirmou o general.

Em maio de 2009, o presidente Lula lançou o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Composto por 51 diretrizes, o projeto visa a legalização do direito de adoção de casais que vivem em parceria homoafetiva e o reconhecimento dos direitos civis de casais homossexuais. Também faz parte das propostas excluir o artigo 235 do Código Penal Militar, em vigor desde 1970, que estabelece detenção de seis meses a um ano a quem cometer “pederastia ou outro ato de libidinagem”.  Para tornar real o que o plano propunha, foi criado, em março de 2010, o Conselho Nacional LGBT. Atualmente, pelo menos 29 países já admitem gays em suas Forças Armadas. Entre eles estão Israel, Canadá, Alemanha e Suécia.

Em fevereiro de 2010, o Opinião e Notícia levantou este mesmo debate, baseando-se em uma enquete feita pelo site. Na época, 61% dos leitores concordaram com a presença de homossexuais declarados na carreira militar. Mas alguns argumentos contrários foram levantados, como a incompatibilidade das tradições militares com o homossexualismo e a possibilidade de conflitos internos em batalha.

E agora, caro leitor,


Você é a favor do ingresso de gays assumidos nas Forças Armadas?


Acredita que isso influencia na atuação dos profissionais?

Fontes:
UOL - Plano de metas do governo prevê fim da criminalização a militares gays

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13 Opiniões

  1. Manoel disse:

    Opção sexual não interfere no carater do ser humano, e sim, são tabus estabelecidos pela sociedade,homens eteros ou homens gays tem a mesma estrutura física, o que diverge é apenas a opção pelo sexo, o prazer.

  2. Barbara Praseres disse:

    Opção sexual é complicada, pois as injustiças ja vem desde as décadas anteriores então tem se um preconceito crescido pela comunidade a muito tempo e, não vai ser de um dia para o outro que todos irão aceitar, leis para isto significa um começo para igualdade de todos, não deveria ter sido feita somente agora no termino do mandato do Lula isto quer dizer que ele próprio fez isto para garantir os votos para a sua candidata, isto é política. Não podemos confundir obrigações com os candidatos, que o Lula fez foi a sua obrigação para a igualdade de todos.

  3. Elísio disse:

    Opção sexual! Para começo de conversa, já está errado o conceito. Por acaso, aqui alguém lembra do dia na sua vida que optou pela sua sexualidade? Claro que não, já nascemos com nossa sexualidade definida, não há escolhas. Por isso que ninguém vai mudar sob pressão social ou da igreja. A sua sexualidade não tem nada haver com teu caráter. Seja qual for a sexualidade de um indivíduo, tem que ser respeitada e permitir que possa trabalhar onde possui habilitação para isso.

  4. Flavio P Santos disse:

    Outro assunto que não deveria ser “usado” como marketing político; é um assunto de foro íntimo. Não acho q deva ser motivo de orgulho e nem de super exposição…

  5. marcos disse:

    Bem, vamos considerar uma coisa – um homossexual sente atração sexual pelo mesmo sexo – ou seja, para um homossexual o quartel seria uma fonte de prazeres, vendo todos aqueles homens nús na hora do banho ou se trocando. Será que não seria melhor evitar uma situação em que uma pessoa pode confundir suas atribuições profissionais com a libido?
    Vamos considerar outra coisa – não há distinção de sexo, ou orientação sexual para servir às Forças Armadas. O que vocês acham de ter uma filha, namorada ou irmã com 18 anos confinada num ambiente com outros homens e ter que frequentar o mesmo banheiro e o mesmo dormitório, trocar de roupas um na frente do outro. Vocês não acham que iria dar problema?
    Com os homossexuais num ambiente hétero também. Afinal, nossa mentalidade (brasileira) ainda não é de um sueco, canadense ou alemão. Somos LATINOAMERICANOS.

  6. fabiano disse:

    eu não sou a favor. porque vai realmente contra os pricipios morais das forças armadas. e esse negocio de querar excluir do código militar o artigo 235 do Código Penal Militar, esta total mente errado. porque se acabarem com esse artigo, legalizando a pederastia dentro do ambito militar, isso quer dizer que os soldados também poderam luvar mulheres para dentro do quartel e manter relações sexuais. me digam agora qual é o emprego nesse mundo que permite os funcionários manterem relação sexual durante o expediente? os outros empregos não são regidos por codigo militar. mas pela propria moral sa sociedade todos sabem que não é permitido fazer isso e é grande desrespeito com os colegas podendo ser punido com a sua demissão. quer dizer que agora as forças armadas estão virando local de encontro?

  7. fabiano disse:

    para essa pessoas que deram opnião a favor do ingresso nas forças armadas.podem ler a Opinião de marcos (Rio de Janeiro)
    Na data: 23 de outubro de 2010 as 8:31. digam se fossem os filhos de vocês. e mais uma coisa! la onde vocês trabalhão, no emprego de vocês, é permitido pederastia ou outro qualquer ato de libidinagem?

  8. Leonardo Leal disse:

    Antigamente era aceitável a homossexualidade nos exércitos de combate, acredita-se que um soldado cuidando do outro se teria melhores resultados no combate.Mas tinha um porém, a homossexualidade naquele tempo era vista pelos sentimentos, hoje é mais pelo sexo. Se soubessem separar os momentos de prazer com os de servidão, respeito pela união, pelos civis e aos próprios colegas, o homossexualismos seria vista de outra forma não somente no meio militar, mas em todos os outros meios.

  9. Rogerio disse:

    No meu quartel tinha um boiola que era “o cão chupando manga” no FAL e na Bereta 9mm. Não vejo problemas se o soldado for eficiente nos aparatus militares. Temos que aprender a conviver com as diferenças…

  10. Flavio P Santos disse:

    Se homossexuais agissem com mais respeito não precisariam fazer tanto barulho! Saco, toda hora discussão sobre isso. Tanta gente passando fome no mundo, doenças no Haiti, matança de jovens, vcs já estão aí p quê querem mais espaço???

  11. Renan disse:

    Bom,que eu saiba é orientação sexual.

  12. Renan disse:

    E outra coisa também,não é homossexualismo,uma vez que homossexualismo é doença referente ao termo “ismo”,o correto seria: HOMOSSEXUALIDADE que é uma sexualidade como qualquer outra.

  13. pamela disse:

    claro que sou a favor pois eles nao sao diferentes por serem gays
    quanto ao ingresso nas forças armadas nao vejo nenhum problema desde que eles sejam exigidos da mesma forma que os demais e cumpram todas as tarefas.
    diga nao a homofobia…

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