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Rio de Janeiro

Operação prende 22 PM’s acusados de formação de quadrilha

Bando, do qual fazia parte o 3º homem na hierarquia da corporação, atuava cobrando propina para permitir atividades ilegais na zona oeste do Rio de Janeiro

Operação prende 22 PM’s acusados de formação de quadrilha
Considerado o terceiro homem na hierarquia da PMERJ, Alexandre Fontenelle Oliveira é acusado chefiar a quadrilha (Reprodução/Pablo Jacob/O Globo)

Uma megaoperação feita nesta segunda-feira, 15, no Rio de Janeiro, expediu 43 mandados de busca e apreensão e 25 mandados de prisão, sendo 24 deles contra policiais militares acusados de corrupção e extorsão. Batizada de Amigos S/A, a operação foi coordenada pela Secretaria de Segurança em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao crime Organizado (Gaeco). Até o momento 22 policiais foram presos.

A ação visa desarticular uma quadrilha de policiais que atuava no 14º Batalhão (Bangu), zona oeste, cobrando propinas de donos de empresas de ônibus, cooperativas de van e fornecedoras de gás, além de comerciantes e mototaxistas da região.

Durante a operação, foram presos o subcomandante do 3º Batalhão do Méier, zona norte, major Carlos Alexandre de Jesus, e o chefe do Comando de Operações Especiais (COE), coronel Alexandre Fontenelle Oliveira. Considerado o terceiro homem na hierarquia da Polícia Militar do estado, Oliveira é acusado chefiar a quadrilha. Ele foi preso em um apartamento de classe média alta no Leme, área nobre da zona sul carioca. Com ele os agentes encontraram um papel com a contabilidade da quadrilha.

As propinas cobradas pela quadrilha variavam R$ 30 a R$ 2.600. Após a extorsão, os policiais corruptos permitiam que vans e motos ilegais, continuassem as atividades. Alguns veículos eram roubados ou estavam em situação irregular. Comerciantes que vendiam produtos piratas também recebiam permissão para trabalhar mediante propina. Os pagamentos eram feitos de forma diária ou mensal.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do estado, os policiais que integravam a quadrilha transformaram o 14º Batalhão em um “balcão de negócios” das atividades ilegais de Bangu. Segundo o órgão, os policiais envolvidos no esquema podem pegar de dois a seis de reclusão por crime de associação criminosa armada.

Fontes:
O Globo-Agentes encontram contabilidade na carteira de integrante da cúpula da PM
Folha-Chefe do COE e mais 21 PM's do Rio são presos suspeitos de cobrar propina

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