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Hoje, as palavras estrangeiras são incorporadas ao português numa velocidade cada vez maior
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Palavras estrangeiras invadem a língua portuguesa

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Caro leitor, você concorda com a incorporação de palavras estrangeiras ao dicionário da língua portuguesa?

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Até algum tempo atrás, elas só entravam para o dicionário depois de ter seu uso consagrado entre os brasileiros por pelo menos dez anos.

Hoje, as palavras estrangeiras são incorporadas ao português numa velocidade cada vez maior. Valéria Zelik, editora do Aurélio, explica que os dicionários logo transformam essas palavras em verbetes, sob o risco de se tornarem obsoletos.

Os editores dos dicionários Aurélio, Houaiss e Larousse usam um programa de computador para identificar quando o uso de uma palavra estrangeira se torna frequente em jornais, revistas e sites brasileiros, sinalizando que pode ser a hora de dicionarizá-la.

A língua portuguesa tinha apenas 15 mil palavras na Idade Média. Atualmente, são mais de 400 mil. Muitas destas palavras foram importadas, através dos séculos, do árabe, do italiano, do francês e do inglês.

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  1. Antonio Carlos disse:

    A língua portuguesa provem do latim, o que já configura-a incrivelmente como herdeira de palavras estrangeiras, pois o latim já incorporava ao seu léxico uma grande quantidade de palavras gregas, hebraicas, árabes e muitas outras. Esse processo é perfeitamente normal entre as civilizações, sendo o resultado de um fenômeno antigo que muitas pessoas consideram recente: a globalização.

    A explicação para tal reside no fato de que o conhecimento humano é compartilhado entre os povos, o que leva a disseminação de palavras sem equivalentes em diversos idiomas, pois, como sabemos, muitas técnicas humanas e fenômenos naturais, por exemplo, não são descobertos em todos os lugares do mundo, acabam sendo fatos isolados, recebendo consequentemente palavras específicas. Para se ter uma ideia do problema gerado pela falta de alguns termos estrangeiros, basta lembrar, por exemplo, as palavras utilizadas no campo do petróleo, que praticamente organizam a nível mundial a forma de trabalho e comércio desta matriz energética tão essencial.

  2. adriano macedo disse:

    já é dificil nós aprendermos nossa lingua materna.
    e estamos mistificando nosso portugues !
    é um tal de hot – dog , free – lance e outros…
    evelecemos e morremos e não conseguimos aprender o portugues por completo.
    meus filhos tudo que pronunciam tem o ingles no meio do portugues .
    posso esta sendo um pouco radical . mais nada melhor que uma lingua de origem bem pronunciada.

  3. Magda Lenard,jornalista disse:

    Acho terrível a nossa língua portuguesa ser invadida por palavras e jartões estrangeiros.Evidentemente em todas as línguas do mundo há introdução de algumas palavras e expressões estrangeiras. Isto é natural. Mas o que está ocorrendo com nossa língua nos entristece enormemente. Vemos na maioria dos anúncios nas ruas, jornais, programas televisos e até em palestras em escolas e universidades palavras e expressões em línguas estrangeiras, principalmente a inglesa. Desta forma nossa língua vai desaparecendo. Por exemplo, a maioria das pessoas falam o tempo todo a expressão “OK” em vez de certo, está bem, correto. Um absurdo. Sempre gostei de falar “certo”. Gostaria de entender o que as pessoas pensam, sentem concordando com esta invasão de línguas estrangeiras em nossa língua. Temos que lutar contra esta invasão. Vamos amar mais a nossa língua e assim teremos mais força para lutar.

  4. andre disse:

    AS PALAVRAS VÃO TODAS TER ALGUMA MUDANÇA
    QUER QUEIRAM QUER NÃO, NÓS É QUE PRECISAMOS NOS ADEQUAR A ESSAS MUDANÇAS TODAS.

    EXISTEM PALAVRAS EM PORTUGUES PARA SUBSTITUIR AS IMPORTADAS.

    MAS TEM TANTA PALAVRA EXTRANGEIRA QUE É MUITO LEGAL DE USAR.

  5. João Jarnaldo de Araújo disse:

    Acho deverasmente maravilhosa a mixegenização,desde que não seja uma imposição, uma cirurgia cultural.
    A nossa comunicabilidade torna-se flexibilizada e enriquecida, quando sabemos colocar sem excessos vocábulos estrangeiros, no momento oportuno. Portanto, benvinda sejam as palavras e termos que importamos e colocamos em uso, na nossa práxis diária, quando bem queremos comunicar nossas ideias e conceitos.
    Na medida que ampliamos e engrossamos nossos dicionários, de igual sorte ampliamos nossa imaginação e por decorrência a nossa alma.

  6. Markut disse:

    Sou recorrente. Continuo acreditando que linguagem é um organismo vivo, enquanto seja util para o essencial que é a comunicação.
    O engessameto da língua é inutil e a dinâmica das suas alterações acompanha a velocidade em que o intercâmbio se processa.
    Cabe, isso sim, uma certa disciplina gramatical, mas a introdução de novos termos não conseguirá evitar essa interpenetração de influências.
    Não concordo com o titulo desta matéria, em que é usada a expressão de “invasão da língua portuguesa”, pois o fenômeno é multidirecional. Não só o português é invadido.
    A O&N está publicando interessantes crônicas de autores brasileiros de há um século atrás. Notem modismos, expresões e vocábulos, hoje em desuso e substituidos por outros ,sem que isso represente a perda do encanto do pensamento transmitido, naquela época.
    Creio que a aparente babel das inúmeras línguas, dialetos e sotaques,com as suas interpenetrações, servem, paradoxalmente, para enriquecer o pensar e o sentir do ser humano.
    O uso , a história e a cultura serão os instrumentos naturais de seleção.
    Como organismo vivo, tambem a lingua está sujeita até ao desaparecimento,quando houver razões históricas, para tanto.
    O que é mais importante:engessar a língua, temendo o contágio, sob um falso ideal de pureza, ou torná-la instrumento habil para a constante necessidade de comunicação entre os povos?

  7. Frank Prestell disse:

    São aproveitados todos os empréstimos. Que dizer de deletar, em vez de apagar.
    Deletar também é português, vindo direto da língua-mãe.
    Vai se condenar on line, quando várias opções estão disponíveis em português!?
    A retaliação está da mesma intensidade: nosso português está igualmente enriquecendo o inglês e outros idiomas.
    Uma palavrinha que me importuna é site, dito saite. Foi para o inglês do latim sitium; houve certo esforço para se usar sítio, no lugar de site, mas está difícil. Mantenho-me ortodoxo: uso sítio!
    Os linguagistas que decidam!

  8. Hi disse:

    Palavras são palavras, e não há que haver bairrismo se a proposta é positiva.
    Por exemplo a palavra Timing, entre várias outras, existe algum vocábulo em portugues brasileiro que a substitua expressando tão bem todo seu significado em ingles ?

    Se existir, tudo bem, senão…por que não substituir por um termo em ingles ???

  9. Charles Goodwell disse:

    Em geral o uso de palavras estrangeiras é vantajoso quando não se tem a equivalente em português. Mas se vê por aí um mau gosto terrível. As pessoas dizem “logados” como neologismo para “log-in” que poderia ser substituído por registrado, e muitas outras aberrações desnecessárias.

  10. Dorival Silva disse:

    Eu acho que ao avaliar se a adoção de palavras estrangeiras é boa ou ruim nós deveríamos diferenciar entre palavras de significado novo, que não têm um equivalente aqui, como por exemplo todo o vocabulário teconológico ligado à Internet, e a simples substituição de palavras tradicionais nossas por palavras de origem americana pelo modismo de achar que qualquer coisa que vem dos Estados Unidos é melhor. Nessa segunda categoria eu incluiria usar “rumor” no lugar de “boato”, “performance” no lugar de “desempenho” e tantos outros casos. Não há vantagem alguma, não enriquece a língua, substituir uma palavra existente, perfeitamente adequada, por uma estrangeira, por uma simples atitude de complexo de inferioridade de achar que a língua inglesa é melhor do que a nossa.